Fiesta
Há uma remessa de anos sem lá ir.
12/10/2026
08/10/2026
07/10/2026
Notícias do manicómio
O primeiro-ministro da França atribuiu a actual baderna em Paris, cidade onde nunca se viu nada parecido, às alterações climáticas e à epidemia de Covid que teria afectado as então pobres crianças. Entre outros factores, bem entendido. É o coitadinhismo mais descarado.
Os políticos em França parecem esmerar-se no disparate politicamente correcto.
O primeiro-ministro da França atribuiu a actual baderna em Paris, cidade onde nunca se viu nada parecido, às alterações climáticas e à epidemia de Covid que teria afectado as então pobres crianças. Entre outros factores, bem entendido. É o coitadinhismo mais descarado.
Os políticos em França parecem esmerar-se no disparate politicamente correcto.
06/10/2026
05/10/2026
Os novos boçais
Os boçais de porta de taberna que os mais antigos conheceram não se eclipsaram sem deixarem descendência.
Essa prole está por todo o lado arvorada em doutorice. Dos perfis do Facebook ao comentário nas televisões ocupam um espaço muito maior do que as exíguas portas onde se enquadravam os seus antepassados.
Olham-se ao espelho e acham normal a inanidade pois é o que estão habituados a frequentar.
Os boçais de porta de taberna que os mais antigos conheceram não se eclipsaram sem deixarem descendência.
Essa prole está por todo o lado arvorada em doutorice. Dos perfis do Facebook ao comentário nas televisões ocupam um espaço muito maior do que as exíguas portas onde se enquadravam os seus antepassados.
Olham-se ao espelho e acham normal a inanidade pois é o que estão habituados a frequentar.
04/10/2026
03/10/2026
01/10/2026
30/09/2026
29/09/2026
Falar, falar
Pedro Reis, ex-ministro da Economia, deu hoje um bom exemplo de como fugir às perguntas que uma jornalista, Ana de Freitas, lhe fez.
Não sei se chegou a responder a uma que fosse.
Acho que é a isto que chamam "discurso redondo".
Uma vez quase que bati num velho amigo que me veio dizer que um dado vinho era "redondo na boca".
Pedro Reis, ex-ministro da Economia, deu hoje um bom exemplo de como fugir às perguntas que uma jornalista, Ana de Freitas, lhe fez.
Não sei se chegou a responder a uma que fosse.
Acho que é a isto que chamam "discurso redondo".
Uma vez quase que bati num velho amigo que me veio dizer que um dado vinho era "redondo na boca".
24/09/2026
Arves e a humanização da paisagem
Uma das incoerências mais gritantes da humanidade é a do apego ao natural conjugado com as agressões à Natureza.
O coberto vegetal é normalmente denominado sujidade de cada vez que há fogos... Ninguém limpou!
As árvores de grande porte são inimigas do urbanita. Vem um vento e estragam os carros.
De cada vez que há pois ventania vem a sanha contra elas. Tivemos uma absolutamente trágico-cómica aqui há uns anos.
Aqui na minha vizinhança prepara-se o abate de árvores saudáveis de grande porte.
O aviso é coitadinhista: por cada árvore cortada uma será plantada...
Uma das incoerências mais gritantes da humanidade é a do apego ao natural conjugado com as agressões à Natureza.
O coberto vegetal é normalmente denominado sujidade de cada vez que há fogos... Ninguém limpou!
As árvores de grande porte são inimigas do urbanita. Vem um vento e estragam os carros.
De cada vez que há pois ventania vem a sanha contra elas. Tivemos uma absolutamente trágico-cómica aqui há uns anos.
Aqui na minha vizinhança prepara-se o abate de árvores saudáveis de grande porte.
O aviso é coitadinhista: por cada árvore cortada uma será plantada...
49 anos
Não me devo enganar muito se escrever que a primeira vez que te olhei (é natural que te tenha visto antes) foi há exactos 49 anos.
As nossas primeiras experiências não foram muito prometedoras. Ninguém nos diria tão próximos nove anos depois.
Escrevo isto hoje porque já não há possíveis.
Não me devo enganar muito se escrever que a primeira vez que te olhei (é natural que te tenha visto antes) foi há exactos 49 anos.
As nossas primeiras experiências não foram muito prometedoras. Ninguém nos diria tão próximos nove anos depois.
Escrevo isto hoje porque já não há possíveis.
23/09/2026
A subsidência da inteligência
Discutir hoje com alguém ou melhor tentar explicar hoje a alguém algo de forma racional começa a tornar-se tarefa entediante e melindrosa. A quantidade de gente, incapaz de discorrer, que julga deter conhecimentos e saber usá-los é avassaladora. Pode até saber coisas mas não sabe como tratar e usar esse conhecimento.
Hoje, perante a imagem de um postal ilustrado de resto competentemente legendado, alguém me desmentia dizendo tratar-se de uma fotografia. Claro que era uma fotografia. Vá lá agora alguém dizer que da fotografia se fez um postal. Ilustrado com a dita. Inútil arguir.
Discutir hoje com alguém ou melhor tentar explicar hoje a alguém algo de forma racional começa a tornar-se tarefa entediante e melindrosa. A quantidade de gente, incapaz de discorrer, que julga deter conhecimentos e saber usá-los é avassaladora. Pode até saber coisas mas não sabe como tratar e usar esse conhecimento.
Hoje, perante a imagem de um postal ilustrado de resto competentemente legendado, alguém me desmentia dizendo tratar-se de uma fotografia. Claro que era uma fotografia. Vá lá agora alguém dizer que da fotografia se fez um postal. Ilustrado com a dita. Inútil arguir.
22/09/2026
Amedrontamento
O medo deve ter sido a grande constante de controlo social.
A não existir medo, campeia o caos.
Todavia, nos tempos correntes e no nosso mundo insufla-se a cada passo um medo sem sentido de catástrofes anunciadas, e não se propõe o medo justo, o de saber que não há impunidade, que toda a prática do mal traz consequências.
Não demando coerência à espécie humana num tempo em que já nem o instinto de sobrevivência parece ser o último reduto da dita coerência.
Nem me espanto. O que me acontece é não saber distinguir entre o meu envelhecimento e o envelhecimento social a que vou assistindo.
O medo deve ter sido a grande constante de controlo social.
A não existir medo, campeia o caos.
Todavia, nos tempos correntes e no nosso mundo insufla-se a cada passo um medo sem sentido de catástrofes anunciadas, e não se propõe o medo justo, o de saber que não há impunidade, que toda a prática do mal traz consequências.
Não demando coerência à espécie humana num tempo em que já nem o instinto de sobrevivência parece ser o último reduto da dita coerência.
Nem me espanto. O que me acontece é não saber distinguir entre o meu envelhecimento e o envelhecimento social a que vou assistindo.
20/09/2026
18/09/2026
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