07/02/2006
06/02/2006
O utilizador comum
Já em tempos aqui falei dele.
Não é que se note muita diferença entre um dia e o outro quanto ao número de disparates repetido e comentado.
Há é alguns que, parece-me, podem ter consequências mais graves.
Este último das caricaturas é exemplar.
O utilizador comum é licenciado, já leu muitos livros, mas ainda não percebeu nada. Nem tem culpa disso.
Já em tempos aqui falei dele.
Não é que se note muita diferença entre um dia e o outro quanto ao número de disparates repetido e comentado.
Há é alguns que, parece-me, podem ter consequências mais graves.
Este último das caricaturas é exemplar.
O utilizador comum é licenciado, já leu muitos livros, mas ainda não percebeu nada. Nem tem culpa disso.
04/02/2006
03/02/2006
Retomando as ilustrações (III)

Figura 2 a que se refere um post de 23 de Outubro de 2003
postal das edições Francisco Más
Figura 2 a que se refere um post de 23 de Outubro de 2003
postal das edições Francisco Más
Confidencial

da Carta Militar de Portugal, série M888, escala 1:25000
Conseguiu-se enfim localizar o cerne da Pátria. Lá na extrema com o outro Reino da Coroa.
da Carta Militar de Portugal, série M888, escala 1:25000
Conseguiu-se enfim localizar o cerne da Pátria. Lá na extrema com o outro Reino da Coroa.
02/02/2006
01/02/2006
31/01/2006
30/01/2006
29/01/2006
28/01/2006
Os verdes e os vermelhos
outra vez

imagem multiMap.com
Um pequeno emblema do Sporting sobreviveu hoje a uma mudança, na prateleira de um móvel. Não (se) perdeu. Algum augúrio?
outra vez
imagem multiMap.com
Um pequeno emblema do Sporting sobreviveu hoje a uma mudança, na prateleira de um móvel. Não (se) perdeu. Algum augúrio?
26/01/2006
O amigo sem rosto
O condutor do autocarro da Junta de Freguesia encontrava-se inexplicavelmente enfermo.
Ainda mais inexplicavelmente, convalescia na minha própria cama, vigiado por mim e por um amigo sem rosto, como se de um presépio sem vaca e jumento se tratasse.
E sem Virgem, já agora. Que nenhum de nós é desse género.
Acto contínuo, aventurava-me por aquele extremo do bairro de casebres. Ali onde ainda podia distinguir o pinhal que, já se sabe, esconde os prédios que nunca existiram mas onde frequentemente entro.
O miúdo apareceu com uma faca na mão. Queria não sei o quê. Apanhou um valente cagaço quando me comecei a rir e lhe disse para ter juízo, que se não guardasse a faca, o mais certo era levar um tiro na testa. Mostrei-lhe o sítio de onde lhe vinha o perigo. E desapareceu.
Quando vinha a sair do beco onde este encontro ocorrera, vi ao longe o começo da operação.
Acabei por ser interceptado mais à frente. De carro desligado com o agente da autoridade encostado à porta do condutor, lá fui de ladeira abaixo até ao entalhe da paragem de autocarro. Ainda esbocei uma graçola por causa do servo-freio, esquecendo-me que o meu interlocutor vestia um colete com letras nas costas.
Fui então depois remetido para as instalações.
Foi aí que encontrei de novo o amigo sem rosto. Estava ao pé de uma juíza e de uma procuradora. As duas interessantes. Ali ficámos em amena cavaqueira com a senha na mão, à espera de vez.
Não sei se houve jogo.
O condutor do autocarro da Junta de Freguesia encontrava-se inexplicavelmente enfermo.
Ainda mais inexplicavelmente, convalescia na minha própria cama, vigiado por mim e por um amigo sem rosto, como se de um presépio sem vaca e jumento se tratasse.
E sem Virgem, já agora. Que nenhum de nós é desse género.
Acto contínuo, aventurava-me por aquele extremo do bairro de casebres. Ali onde ainda podia distinguir o pinhal que, já se sabe, esconde os prédios que nunca existiram mas onde frequentemente entro.
O miúdo apareceu com uma faca na mão. Queria não sei o quê. Apanhou um valente cagaço quando me comecei a rir e lhe disse para ter juízo, que se não guardasse a faca, o mais certo era levar um tiro na testa. Mostrei-lhe o sítio de onde lhe vinha o perigo. E desapareceu.
Quando vinha a sair do beco onde este encontro ocorrera, vi ao longe o começo da operação.
Acabei por ser interceptado mais à frente. De carro desligado com o agente da autoridade encostado à porta do condutor, lá fui de ladeira abaixo até ao entalhe da paragem de autocarro. Ainda esbocei uma graçola por causa do servo-freio, esquecendo-me que o meu interlocutor vestia um colete com letras nas costas.
Fui então depois remetido para as instalações.
Foi aí que encontrei de novo o amigo sem rosto. Estava ao pé de uma juíza e de uma procuradora. As duas interessantes. Ali ficámos em amena cavaqueira com a senha na mão, à espera de vez.
Não sei se houve jogo.
25/01/2006
23/01/2006
Linhas
O mundo também se divide entre os que acham que os da cor são sempre inteligentíssimos e que os da contra cor são sempre estúpidos e os outros.
Ninguém tem culpa de ser estúpido.
Nunca percebi porque é que não se pode já pronunciar a palavra cego mas a palavra estúpido é do que mais na moda está. Dita com acinte, claro.
Este post é, pois, estúpido.
Nota: este blogue não saiu vencedor nem derrotado das eleições de ontem. E não é por causa do tal anonimato. É porque não.
O mundo também se divide entre os que acham que os da cor são sempre inteligentíssimos e que os da contra cor são sempre estúpidos e os outros.
Ninguém tem culpa de ser estúpido.
Nunca percebi porque é que não se pode já pronunciar a palavra cego mas a palavra estúpido é do que mais na moda está. Dita com acinte, claro.
Este post é, pois, estúpido.
Nota: este blogue não saiu vencedor nem derrotado das eleições de ontem. E não é por causa do tal anonimato. É porque não.
22/01/2006
20/01/2006
Desabafo
Quando não existe cidadania, é forçoso que haja medo.
Sem uma coisa ou outra, a dissolução é inevitável.
O que se repete, repete, repete, sem que se vislumbrem melhorias, é o facto de, sempre que existem algum tipo de ondas a atravessar a sociedade, se verificar que em cargos de responsabilidade se encontram muitas pessoas intelectualmente incapazes.
Parece-me não haver nada mais vulgar do que o que acabei de dizer, mas é mesmo um desabafo.
Quando não existe cidadania, é forçoso que haja medo.
Sem uma coisa ou outra, a dissolução é inevitável.
O que se repete, repete, repete, sem que se vislumbrem melhorias, é o facto de, sempre que existem algum tipo de ondas a atravessar a sociedade, se verificar que em cargos de responsabilidade se encontram muitas pessoas intelectualmente incapazes.
Parece-me não haver nada mais vulgar do que o que acabei de dizer, mas é mesmo um desabafo.
19/01/2006
O trisseccionista e o bitoque
Diz-se, sem que se saiba quem o diz, isto é, há uns quantos que o dizem mas não o subscrevem, que em certos locais onde se chegou pela primeira vez de forma insólita, se acaba por voltar por uma razão igualmente insólita mas diversa e muito mais consequente.
Dito isto de outra forma, não é inusual, segundo os tais que não se sabe quem são, que se arranje uma namorada num local onde, anos antes, se foi atropelado. Sem que nesse interim se tenha sequer passado perto.
Ora convencido disto talvez estivesse o homem.
Lembrava-se de ter entrado naquela casa e de ter estendido uma nota de 500 para pagar o café. Não tinha trocos. A dona da casa tinha levado (muito) a mal a coisa. E, para se vingar, fizera o irrazoável, livrara-se dos trocos todos da gaveta, numa espécie de autoflagelação punitiva de terceiros. E deu-lhe assim o troco em miúdos, enganando-se na conta várias vezes.
Passara àquela porta algumas vezes depois disso. Mas nunca mais entrara.
Naquela noite, com o frio da rua a desconvidar passeios, fora ao bitoque, entre duas aulas. Tudo fechado ali na volta. Teve que ser.
Sentou-se a um canto, quase a esconder-se dela. Que servia às mesas. Mesmo assim, foi atendido.
Julgou que ela o reconhecera quando lhe perguntou quase com maus modos: "E para beber?"
Quando ia a sair, julgou ouvi-la resmungar qualquer coisa a respeito dos riscos na toalha.
Mas a trissecção, falsa claro, mas simples, estava no bolso. Com molho de bife.
Diz-se, sem que se saiba quem o diz, isto é, há uns quantos que o dizem mas não o subscrevem, que em certos locais onde se chegou pela primeira vez de forma insólita, se acaba por voltar por uma razão igualmente insólita mas diversa e muito mais consequente.
Dito isto de outra forma, não é inusual, segundo os tais que não se sabe quem são, que se arranje uma namorada num local onde, anos antes, se foi atropelado. Sem que nesse interim se tenha sequer passado perto.
Ora convencido disto talvez estivesse o homem.
Lembrava-se de ter entrado naquela casa e de ter estendido uma nota de 500 para pagar o café. Não tinha trocos. A dona da casa tinha levado (muito) a mal a coisa. E, para se vingar, fizera o irrazoável, livrara-se dos trocos todos da gaveta, numa espécie de autoflagelação punitiva de terceiros. E deu-lhe assim o troco em miúdos, enganando-se na conta várias vezes.
Passara àquela porta algumas vezes depois disso. Mas nunca mais entrara.
Naquela noite, com o frio da rua a desconvidar passeios, fora ao bitoque, entre duas aulas. Tudo fechado ali na volta. Teve que ser.
Sentou-se a um canto, quase a esconder-se dela. Que servia às mesas. Mesmo assim, foi atendido.
Julgou que ela o reconhecera quando lhe perguntou quase com maus modos: "E para beber?"
Quando ia a sair, julgou ouvi-la resmungar qualquer coisa a respeito dos riscos na toalha.
Mas a trissecção, falsa claro, mas simples, estava no bolso. Com molho de bife.
18/01/2006
A cara de cavalo
Vai para uns bons tempos que aqui discorri sobre a minha qualidade de anspeçada.
De membro da primeira geração apeada em muitas.
Hoje, por mero acaso, ao atentar nas feições de certa mulher plasmadas no écran da televisão, dei-me finalmente conta, de forma consciente, de que sou um apreciador inveterado de fêmeas humanas com cara de cavalo.
Nunca soube o que quer que fosse sobre os mistérios da facies faunomórfica. Mas é claro que, como muitos outros, identifiquei caras de pássaro, de peixe, de rã, de cão, de rato e até de animais mais remotos. Só nunca me apercebi, até hoje, da minha queda para as cavalos.
Será isto uma espécie de atavismo, cerceada de montada?
No lo creo.
Vai para uns bons tempos que aqui discorri sobre a minha qualidade de anspeçada.
De membro da primeira geração apeada em muitas.
Hoje, por mero acaso, ao atentar nas feições de certa mulher plasmadas no écran da televisão, dei-me finalmente conta, de forma consciente, de que sou um apreciador inveterado de fêmeas humanas com cara de cavalo.
Nunca soube o que quer que fosse sobre os mistérios da facies faunomórfica. Mas é claro que, como muitos outros, identifiquei caras de pássaro, de peixe, de rã, de cão, de rato e até de animais mais remotos. Só nunca me apercebi, até hoje, da minha queda para as cavalos.
Será isto uma espécie de atavismo, cerceada de montada?
No lo creo.
16/01/2006
15/01/2006
14/01/2006
11/01/2006
10/01/2006
O banco Josefina e o mais que se não sabe
Para termos, enquanto leigos, uma noção da imprecisão da ciência que estuda os fenómenos sísmicos, basta que nos socorramos dos dados disponíveis no IM e no IGN de Espanha, a propósito da actual crise no banco Josefina.
Estamos em presença de dados recolhidos nas diferentes estações da Península, eventualmente com instrumentos nem sempre iguais e talvez tratados de forma diferente.
E a verdade é que as discrepâncias são notórias.
O cálculo da magnitude de um sismo é uma função de variáveis pouco precisas, sabemos isso.
Mas a disparidade entre a série de valores que um e outro apresentam para a magnitude e coordenadas dos epicentros, sendo que a primeira depende das segundas, mostra que ainda estamos longe de poder avaliar com rigor este tipo de fenómenos.
E claro, os critérios de acompanhamento parecem ser bem diferentes. Basta atentar ao número de sismos constantes de uma e de outra lista.
comparação das listas actualizada às 14:00 de 11 Jan.
Para termos, enquanto leigos, uma noção da imprecisão da ciência que estuda os fenómenos sísmicos, basta que nos socorramos dos dados disponíveis no IM e no IGN de Espanha, a propósito da actual crise no banco Josefina.
Estamos em presença de dados recolhidos nas diferentes estações da Península, eventualmente com instrumentos nem sempre iguais e talvez tratados de forma diferente.
E a verdade é que as discrepâncias são notórias.
O cálculo da magnitude de um sismo é uma função de variáveis pouco precisas, sabemos isso.
Mas a disparidade entre a série de valores que um e outro apresentam para a magnitude e coordenadas dos epicentros, sendo que a primeira depende das segundas, mostra que ainda estamos longe de poder avaliar com rigor este tipo de fenómenos.
E claro, os critérios de acompanhamento parecem ser bem diferentes. Basta atentar ao número de sismos constantes de uma e de outra lista.
comparação das listas actualizada às 14:00 de 11 Jan.
Ameaços, como diria VdB*
É só o que nos fazem.
Já não bastam os categorizados, ilustres e iluminadíssimos dirigentes com que contamos e as suas brilhantes medidas.
Que não atam nem desatam, só ameaçam fazê-lo. Mais atar do que desatar.
Não bastam os inenarráveis representantes das diversas corporações, em bicos de pés, ai que me tiram as alcavalas e não sei quê do interesse nacional.
Todos os interessezinhos corporativos são, é claro, e cada um por si, o espeque, o esteio da Pátria. Ameaças de greve.
Ai o meu subsílio. Ameaças de cortar estradas.
Com todas estas ameaças, as ridículas e as muito ridículas, não admira que também o que não é humano nos ameace mas não ataque.
Lembrei-me hoje da Glória e da sua falha. Ameaçou e falhou.
Era lá longe.
Agora, é a Josefina que nos mostra os dentes arreganhados ou as pacíficas aves de arribação que nos prometem as asas da morte.
Só ameaças.
Uma coisa a sério, um 1755 daqueles, não há meio de vir.
*VdB era holandês. Não dizia nada ameaços nem ameaçador. Dizia sim amaciador. Tinha razão.
É só o que nos fazem.
Já não bastam os categorizados, ilustres e iluminadíssimos dirigentes com que contamos e as suas brilhantes medidas.
Que não atam nem desatam, só ameaçam fazê-lo. Mais atar do que desatar.
Não bastam os inenarráveis representantes das diversas corporações, em bicos de pés, ai que me tiram as alcavalas e não sei quê do interesse nacional.
Todos os interessezinhos corporativos são, é claro, e cada um por si, o espeque, o esteio da Pátria. Ameaças de greve.
Ai o meu subsílio. Ameaças de cortar estradas.
Com todas estas ameaças, as ridículas e as muito ridículas, não admira que também o que não é humano nos ameace mas não ataque.
Lembrei-me hoje da Glória e da sua falha. Ameaçou e falhou.
Era lá longe.
Agora, é a Josefina que nos mostra os dentes arreganhados ou as pacíficas aves de arribação que nos prometem as asas da morte.
Só ameaças.
Uma coisa a sério, um 1755 daqueles, não há meio de vir.
*VdB era holandês. Não dizia nada ameaços nem ameaçador. Dizia sim amaciador. Tinha razão.
09/01/2006
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