14/03/2007

Repito-me

Repito-me.
Repito-me, dizendo para mim próprio que ninguém tem culpa de ser estúpido. Nasce-se assim. Como se nasce de olhos azuis, cabelo ralo, pé chato, surdo-mudo, com dois sexos. Algumas destas características são ditas normais, porque a quantidade de indivíduos que as possui é tal que assim se tornam. Outras não.
Talvez que a estupidez seja afinal normal.
Hoje, isto sai-me por causa do caso do dia, destes dias.
Da criança que volta à família, depois do rapto.
Perpassa uma estupidez profunda nas declarações que se ouviram da PJ e dos responsáveis do hospital, quase como se a eles se devesse o sucesso. Quando não foram capazes uns de impedir que acontecesse, outros de resolver o caso.
Perpassa uma estupidez profunda nas declarações de quem opina sobre as consequências da devolução e a sua valorização. Como se alguém soubesse alguma coisa do assunto.
É claro que no meio disto tudo, há sempre umas vozes cautelosas e avisadas. Poucas, muito poucas, como sempre.
A estupidez é, pois, normal.
A Academia de Belas-Artes selon je-ne-sais-qui (actualização)

Ora aqui está mais um post.


Em relação a este post e depois desta resposta:

"Realmente tenho a "sua " foto no meu blogue, coloqueia por se enquadrar no que pretendia publicar no meu blogue e desde já vou retificar o dito post metendo -o uma referencia ao seu blogue como "sua".
Como muitos sou apologiasta do "free" e sem "dono" mas com alguma justiça também sou apologista do que é do dono ao seu dono.
As minhas desculpas e com um abraço me despeço.
paulo"


Assunto encerrado.
As Tordesilhas no céu

A mim:
Um cone de geratriz inclinada a 1º face ao eixo, eixo esse passante pelo centro da Terra e pelo centro do círculo que é definido pelo corte das paredes do Poço da Lebre, ao nível freático. E vértice no centro do círculo.
No dia 6 de Agosto de 2041, às 15:28:13 TMG.
Amen.

13/03/2007

A Academia de Belas-Artes* selon je-ne-sais-qui

Um dos amigos que aqui fiz, por mor desta página, encontrou em tempos num blogue cujo nome ou endereço não interessa aqui divulgar uma das fotos que aqui publiquei sem indicação de autoria.
Todas as que figuraram até essa data sem qualquer indicação eram, naturalmente, da minha lavra. Desse dia em diante, passei a acrescentar-lhes uma marca d'água. É claro que sei que isso apesar do rasto que deixa não impede que as mesmas sejam utilizadas por outrem, sem indicação de origem, de autoria.
É uma velha guerra que aqui se combate, com episódios reveladores. Há os que dizem que tudo o que aqui deixamos passa a ser do domínio público e nada a fazer e há os que se indignam de cada vez que há plágios, utilizações indevidas, etc., etc..
Eu sou dos que considera que tudo o que aqui colocamos quando não é do autor, deve ter a origem ou a autoria evidenciada.
Neste caso, não houve da parte do autor do dito blogue a intenção de se apropriar do trabalho alheio. E digo que não porque juntamente com a minha foto havia muitas outras de outros fotógrafos, de outras épocas, pelo que imediatamente se percebia que não eram captadas por ele.
Não é disso que se trata. É antes de publicar inúmeras fotos sem a menor indicação de onde as obteve, de quem as fez.
Essa foto, antes ou depois disso, passou a circular nessas correntes de mails, integrada num .pps, com uma legenda errada. Em vez do ano de 1981, em que foi batida, ostenta a data de 1964.
A estupidez é amiga da ignorância, sendo que ninguém tem culpa de o ser - é verdade, e um olhar atento aos carros estacionados e a procura, no local certo, do ano em que começaram a ser fabricados despistaria claramente o ano de 64. Sabe-se lá onde o foram buscar.

A foto é esta:



É minha e foi feita em Dezembro de 1981 no tempo em que frequentava o então Largo da Biblioteca Pública, vulgo Largo da Escola. Hoje, Largo da Academia Nacional de Belas-Artes.

Recebi-a hoje de um amigo por mail. Acho que ele não acreditou quando, indignadamente, lhe disse que a foto era minha. Seria caso para me orgulhar?


*a designação da foto dada pelo anónimo é AcademiaBelasArtes1964-Lisboa.jpg
Lisboa, 2007

A defesa da tarde (episódio I)

O senhor defende então a sua posição.
Não, não. O que eu defendo é...
Lisboa, 2007

11/03/2007

Espólio (26)


espólio Campos Vilhena, foto de MSS

Mértola, anos 50, construção da ponte sobre o rio Guadiana.

05/03/2007

O manda-chuva

Declaração de interesses, como é de obrigação, dizem, fazer agora: o endereço http://web.meteo.pt/pt/previsao/inicial.jsp é o que consta das minhas opções do IExplorer como página de entrada.

Lá li que, a partir de hoje, voltariam os meteorologistas à RTP.
Ora, se o fizeram e acredito que sim, logo calhou num dia em que se ouviu, da boca de um jornalista, que ia chover em todo o país menos em Sagres. À boa maneira das meninas que, em tempos, na SIC, diziam que a nota dominante era o céu nublado e que choveria em Oliveira do Conde, Zambujeira do Mar e São Pedro do Sul.
Faziam pois falta. Muita falta. Os manda-chuvas.
Tabacaria

Lembrando um indignado post de aqui há tempos.
E, sendo muito mais moderado, apenas levanto estas questões:

É maior ou menor o número de fumadores passivos que morrem ou ficam incapacitados por serem isso mesmo do que o número de pessoas que morrem ou ficam incapacitadas na estrada sem terem a mínima culpa, responsabilidade ou intervenção no sucedido?
Quantos condutores responsáveis por acidentes com mortos ou feridos graves ficaram DEFINITIVAMENTE impedidos de conduzir um veículo automóvel?
É verdade que o chefe desta tropa toda fuma às escondidas?

04/03/2007

Das açordas


(clique para ver o programa)

Volta e meia, há destas iniciativas.
Já fiz hoje o que me incumbia, chumbei uma. Com ovo escalfado.

Aqui é que ainda não dei notícia de gente que tenha ido às do Guerreirinho, por essas 5 da manhã.
Nem sequer dos que têm minas d'açorda. Como eu.
Constatação

Todos nós, alentejanos, algarvios, divisamos o primeiro-ministro palestiniano que há em alguns dos nossos amigos.
E é claro que há milhentas formas mais legíveis de se dizer que o homem é um parecido.
Outão, 2006

Eclipse

Eclipse do eclipse. Publicidade paga.

01/03/2007

A fuga de informação

Alguma vez haveria de ser.
Estamos pois (ena, plural majestático!) em condições de revelar, a breve trecho, quais as declarações prestadas às autoridades competentes por AV no famoso caso do Salame de Injecção.
Em papel de 25 linhas.

28/02/2007

Sporting e Sumol de laranja

A querida Senhora, com a sabedoria dos seus quase oitenta, depois de ouvir o post abaixo e de ter acrescentado, com ar trocista que eram sábios os meu desejos - sabendo ela que tal coisa não existe, desejos sábios – rematou:
"Parece-me que o teu sportinguismo já não é tão entusiasta como o foi. Todos perdemos encantamento com as coisas."
Eu não respondi mas pensei, ocorreu-me, que já não sou indefectivelmente contra o Sumol de laranja.
Aos costumes disse ser

Sportinguista.
Mais disse que essa condição não o impedia de desejar uma final da Taça de Portugal entre o Belenenses e a Académica.
Disse ainda que esperava ver com tal prélio a demonstração da famosa tese de que estes dois clubes são os que mais adeptos têm em Portugal.
Disse que, de acordo com tal tese, toda a gente ou é do Belenenses ou da Académica ou mesmo dos dois, depois da preferência pelo Sporting, pelo Benfica ou pelo Porto.



imagens daqui



Adenda já depois do 2-1: isso de só as hipóteses carecerem de demonstração...

24/02/2007

A solução definitiva

Que falta.
É o que mais se ouve quando se trata de comentar o avanço do mar.
No século XX, passámos a barreira dos 50% de alfabetizados. Foi quando saímos afinal da Pré-História. Não admira que sejam ditas tais coisas, ainda não passaram cem anos.
O tempo da Maricachucha



O tempo da Maria Cachucha, é já oficial, começou aí pelas quatro e meia da tarde de Terça-Feira Gorda. Desta que ora passou.
Suponho que só no fim dos meus dias poderei dizer com propriedade que tempo é, foi este.

Há, no entanto, sinais.
E há, no entanto, certezas. Uma que seja. A de que não me enganei, certa vez, muitos anos lá para trás quando te disse que...
Não me enganei nem um bocadinho.

23/02/2007

Requisitos

Não pertencer à estirpe dos que dizem "vênhamos" em vez de venhamos não é requisito para se ser ministro desta república.
Serra da Marofa, 2000

22/02/2007

Percurso

Tropeça-se numa incorrecção verbal. Dobra-se uma esquina de vírgulas arredondada.
Vai buscar-se a uma perspectiva de um muro a linha que nos conduza a bom recato.
Tudo isto com o silêncio das cavas vozes suspensas, ameaçando derrocar.
Tudo isto através de pontes. Fundadas em basalto.
Tudo isto com as rugas do tempo, as mesmas de que falavas tu, como se ele fosse espaço - tempo - espaço.
Rota.
Fio a pavio. Chegada e partida. Ciclo.
Voltar ao Paço enquanto as rolas voam ao cair da tarde.
Conquanto as rugas do tempo, as mesmas de que falavas tu, viessem de longínquas nebulosas, nebulando, nublando, pousar nos nossos rostos.
Já, sim.

21/02/2007

19/02/2007

O sismómetro embebível (episódio talvez 0)

A coisa aconteceu a meio da tarde, com um Mickey ou um Tio Patinhas nas unhas, janela aberta a norte, para entrar o fresco sombreado dos dias de Setembro a sul costeiro.
O sismómetro acusou I na escala de Mercali, é claro.
Saído do descanso da vilegiatura, acerquei-me dos demais na esperança de trocar estimativas de magnitude. Debalde. Ninguém atribuiu a merecida importância ao meu relato circunstanciado.
Mais tarde, pela fresquinha, provavelmente em demanda de mais algum livro ou jornal, lá estavam na papelaria os comentários sísmicos entre as bóias, os postais e os jornais estrangeiros.
A cara que fiz, o sorriso malicioso que esbocei, só as vidraças sabem qual foi.

18/02/2007

O sismógrafo* embebível

Estava eu de conversa com alguém quando isto abanou mais uma vez e disso lhe dei conta.
Eram 4 e 16 da matina, pela hora aqui da maquineta.
Tenho assim mais uma testemunha de que possuo o tal sismógrafo já embebível de fábrica, com o qual tenho registado algumas dezenas de acontecimentos telúricos.


* Ou sismómetro falante, por ser mais correcto.
Figura 1



a que se refere, agora sim como Parabellum embora não translúcida, o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
E que ainda não vi se ainda funciona. E que precisa ainda mais de limpeza.

17/02/2007

Figura 2



a que se refere, embora não como Parabellum, o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
E que muito curiosamente ainda funciona e bem!

16/02/2007

Figura 3



a que se refere o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
Voltou o Entrudo a entrar sem que eu desse por isso.


Admito que uma pistola do tipo tenha surgido mais vezes nas mãos de Kid Monius do que nas de João Bafo-de-Onça. E que precisa de limpeza.
Espólio (25)


espólio Campos Vilhena, foto de MSS

No tempo dos Dê cá vê.

14/02/2007

Memorandum

O dia em que, pela primeira vez, comi um salgado com o café.
Em função de

A quantos minutos a mais na fila de espera de uma repartição de finanças corresponde um dia de escola a menos?

13/02/2007

O meu Banco Gorringe (II)

Longe de mim a ideia de querer contribuir ainda mais para os erros de conhecimento das jovens gerações.
Por ter verificado uma afluência a este blogue por via desta pesquisa e desta imagem:


afirmo aqui que MBG na imagem acima significa o MEU Banco Gorringe. O meu. Não o que toma o nome do homem que o descobriu.
Nas imagens assinalado como GRB.


imagens adaptadas daqui: http://www-odp.tamu.edu/publications/173_SR/synth/cs_f1.htm
Call center

Depois dos dentistas e dos barbeiros, dos quais superei enfim os temores, vem este - o de ter que ligar para um call center.
Não

Ainda não é disto que eu estava à espera.
Embora um acidente ferroviário devido a escorregamento de terras seja daquelas coisas que esperamos que ocorra todos os dias de chuva. Alguma vez será catastrófica. Desta vez a catástrofe tocou a poucos. Mas tocou.
Rever em baixa

Embirro com este tipo de eufemismos. Quando do que se trata é de corrigir um tiro. Muitas vezes dado à toa.
Mas de facto, ingenuidade minha, não cesso de rever em baixa a inteligência que se mostra nos escritos e nos ditos, a cada dia que passa.
Acho que o faço desde sempre, ainda não dei com a assimptota.

12/02/2007

Notícias

Ainda não havendo dados no IM, já há estes do IGN de Espanha, sempre mais completos, ainda que hoje contraditórios entre si:
lista de sismos
localização



actualização: nota do IM
Sentiram?

Aí há coisa de dez minutos? Pelas 10 e 37?
As pontes de outro condado (II)

A tasca comprida. Copos de tinto, entrecosto, pão saloio de pacote higienizado.
Casa comigo.
O rapaz riu-se. Mas ela arrebitou-se. Casa comigo. Do outro lado do jarro da casa. Empurrando o maço de tabaco azul entre a manteiga e duas azeitonas fugidias.

O bar que fora restaurante só para banquetes.
Bacardis com cola. Cervejas de marcas inauditas para justificar a tarifa.
Leva-me ao carro.
Estofos de alcântara.

A casa do melhor amigo. Poker. Vinhos. Aguardentes. Conversas e vizinhos já mortos atirando barricas ao chão, calem-se. Isto são horas?
Bardamerda. Passa-me o queijo mal-cheiroso. É dia. Traz o pão. Vinho branco, manteiga. Isso, torradas.
Agora levo-te. Levo-o. Passem bem.
Como é que se colocam os telefones nesta agenda electrónica?
Estou-me a atirar a ti, sim. Pensavas que era a brincar?

(continua)

11/02/2007

Construções mentais

A julgar pelas construções mentais que se antevêem por detrás das pesquisas que aqui caem, é bem provável que exista gente que, face a uma lista telefónica, pronuncie as seguintes palavras:
"Lista, lista minha, dás-me o número de telefone da minha amiguinha?"

Dois exemplos fresquinhos:
quais as letra da matricula dos carros de agosto de 2003
comentário sobre Lá no alto tu e eu iremos

Já ninguém consulta listas telefónicas.
Coisas de portões e de estradas

Por vezes, há destes interesses comuns. O amigo Bic Laranja lembrou-se de um certo post que aqui publiquei faz tempo.
E publicou esta foto.
Eu rebato com estas:

Foto 1
Foto 2
Foto 3
Foto 4

Clique para ver as fotos

10/02/2007

A parábola do fóssil vivo

Aqui há dias as cadeias internacionais de televisão davam conta de uma estranha criatura encontrada nos mares do Japão, nomeando-a de fóssil vivo. Uma expressão que surge de vez em quando.
Confesso que no imediato as imagens me pareceram inventadas. Tal como me pareceu montagem a foto ganhista de anteontem. O que só dá conta que o meu lado desconfiado de bom alentejano prepondera.
Mas passando à frente, a parábola está na designação: fóssil vivo. Uma criatura que teria provindo das profundezas do tempo num estalar de dedos, foi mais ou menos o que se ouviu então.
Denota esta parábola a imagem cega que têm as massas, plasmadas nestes canais de informação, do mundo e do tempo que as envolve.
Não existe tal coisa - um fóssil vivo. Se está vivo e nos é contemporâneo, é uma forma de vida tão moderna como a nossa. Uma evidência lapalissiana.
Se o seu aspecto nos é estranho e se confunde com as fantasias que temos das criaturas de muito remotas épocas, misturar uma coisa com a outra já é um sinal dos tempos.
O fóssil vivo, a existir, é a pedra que julga que pensa. E tantas elas são.
A mão à palmatória

Ora aí está, como o algodão não engana. Apesar do acerto - que era quase uma certeza - na exclusão da famigerada 5ª coluna.



Um prejuízo aí duns 3100 euros, caso tivesse sido a sério.

09/02/2007

A gripe

Há algum estudo sobre a razão pela qual as pessoas recorrem ao médico, e neste caso às urgências e afins, quando têm sintomas de uma vulgar gripe?

08/02/2007

Nós, os crentes



Àqueles que acompanham há mais tempo este blogue não é estranha a minha propensão para adentrar os segredos da estatística dos sorteios da Santa Casa.
Ora isso sou eu e mais uns quantos crentes. Há mais de vinte anos dura ela, desde que um dia um amigo me lançou um desafio para que o ajudasse com um sistema para o totobola.
Como já disse aqui uma outra vez, nada ganhei com ela a não ser o conhecimento do meu próprio conhecimento e a capacidade de o complicar, passo a passo. Formas de apurar a sistematização de problemas. Raciocínio puro, sem espinhas. A mim, que sempre fui um homem de condições ideais, isto agrada-me sobremaneira, ao mesmo tempo que acentua a minha legendária misantropia.
O paradoxo aqui, a existir, é que se trata de uma razão dentro da fé. Uma razão estribada em subconjuntos da realidade - não será toda a razão assim? - contrariando o todo, sendo muito provável que se trate de um subconjunto vazio. E uma fé, uma crença de que se conseguem resultados, não acertos milagrosos mas sequências lucrativas, se...

O meu fornecedor habitual de jogos de azar lançou-me um repto há uns tempos, depois de me saber iniciado na teoria dos números - adaptar o algoritmo que concebi para o 6/49 ao 5/50.
Disse-lhe que o faria tão logo tivesse resolvido um problema que me atormentava aqui na maquineta e que era impeditivo.
Pois bem, recuperada a máquina o problema foi-se, sem mais. Estou agora de volta da coisa.
A debater-me com um problema conhecido - o de interpretar o meu próprio raciocínio em linhas de código.
E a chegar à conclusão de que mais vale começar de novo, com uma estrutura idêntica, do que tentar adaptar o existente.
E a deixar-me envolver de novo na crença de que é possível iludir a esperança matemática.
O discurso hiperbólico

Atento ao que se diz aqui e ali, tenho construído nos últimos anos um catálogo de classes que se distinguem por serem praticantes zelosas do discurso vazio e hiperbólico.
À cabeça, estão os críticos de vinhos.
Em seguida, os marqueteiros de toda a sorte.
Logo após, os encenadores e artistas plásticos.
Pouco distanciados, os arquitectos.
Sem se deixar atrasar, os analistas económicos.
Peço desculpa se me esqueci de alguma classe que mereça destaque tal.


Adenda ainda a tempo:
Incluem-se as seguintes classes, por sugestão da T. - políticos; psicólogos; sociólogos; novos ditadores de moda; novos VIPS portugueses.

06/02/2007

Buffer

Deve ser mesmo um buffer isto que vejo funcionar na minha cabeça.
Não encontrei no meu vocabulário uma palavra que expressasse melhor esta ideia.
E digo-o, não dando conta de uma trivialidade qualquer, em que se tratasse apenas de estar a armazenar mais informação do que posso processar. Será isso possivel? Não. É algo mais intenso. Atravesso ou julgo que atravesso uma daquelas fases em que a informação jorra em catadupas atiçando as sinapses.
E ao acumular-se, à espera de atendimento ao balcão, vai se relacionando com a que já chegou e com a que virá a seguir. Tudo isto num caldo tal de coincidências que coloca na mais improvável vizinhança dois posts que ando a cozinhar com ingredientes totalmente diferentes.
Tivesse eu a janta pronta e não cairia da cadeira antes das graças.

04/02/2007

É moço da minha criação

Este vírus.


imagem do H5N1 (a ouro) em http://buzz.smm.org/buzz/image/h5n1_virus

Não que não existisse já antes de terem dado com o alimal. Tal como eu. Que já vinha embuçado há uns quantos milhões de anos.
O certo é que deram connosco no mesmo ano, como consta da papelada.
1959.
Há esta ligação de coetaneidade. Quase sanguínea.
Não acredito que, sendo portanto da minha criação, ele seja tão mau como o Pintam. Esse, sim, o Pintam é que é muita perigoso.

Agora a sério: continua a parecer-me pouco provável que uma epidemia mundialmente catastrófica venha com arautos à frente.