De certezinha
Eu acho que o Homem do Piano é um extraterrestre.
Parece-se mesmo com uns que eu conheci.
21/05/2005
Faltam menos de cinco meses e não se fala disto

Por aqui, não tem faltado a divulgação. Desde o Natal de 2003.
Um eclipse a sério e ninguém dá por ele.
Por aqui, não tem faltado a divulgação. Desde o Natal de 2003.
Um eclipse a sério e ninguém dá por ele.
19/05/2005
Estância de ski
Devia ser um carro semelhante ao Austin FX4.
O espaço era amplo e o meu companheiro da esquerda insistia em perturbar-me a viagem com as palhaçadas com que divertia os outros dois.
Deviamos na certa ter partilhado o táxi.
Eles e eu.
Ainda tive tempo para ver a paisagem. Depois de uma planície fria e desolada, o carro virou à direita, quando apareceu um grande rio na nossa frente. Grandes pedaços de gelo indicavam o final do inverno.
Demorei-me a observar as placas brancas a deslizar rio abaixo, no sentido da nossa deslocação, agora que seguíamos o rio pela margem direita.
E, ao fundo, lá estava a ponte. Treliçada.
Não demorou muito até que a atravessássemos.
No seu enfiamento, surgia agora um viaduto em madeira com elevada inclinação. Quase parecia uma daquelas rampas de ski.
O autocarro - agora íamos num - subia lentamente e a custo. A certa altura, entrou-se na estância de ski. Do meu lado, do lado direito, via uma espécie de restaurante.
Numa das primeiras mesas, duas mulheres.
Uma delas era... Falavam português, sim. Era ela.
Saltei de imediato pela janela. Aqui a janela do autocarro e a janela de madeira do salão pareciam coincidir. De forma que aterrei logo junto a uma mesa.
Os meus companheiros seguiram-me.
Corri para a ponta da sala mas já não a vi. A mesa estava vazia.
Corri então para um vestíbulo de onde saía um longa escadaria de madeira. Distingui as pernas dela, lá ao cimo, já se perdendo numa escuridão que envolvia o andar superior.
Nessa altura fui barrado.
Escapei-me e fui dar a uma casa de banho cuja janela comunicava com um pequeno pátio.
Por aí saltei, voltando a entrar pela porta.
Mas nada da mulher misteriosa.
Apercebo-me entretanto de que já não tinha roupa.
Fugi de novo para a mesma casa de banho, enquanto me sentia perseguido pelo pessoal de serviço.
Voltei a sair pela janela e encontrei os meus três companheiros debaixo de uma pérgola bem composta de flores, depois de ter trocado umas palavras com um homem que se debatia para acender um grelhador.
Eram agora todos eles velhos amigos.
Emprestaram-me roupa, enquanto eu lhes jurava que havia de recuperar a minha e uma pálida ideia de mala de viagem me atravessava o cérebro.
Ocorreu-me então que os três eram ajudantes de agrimensor.
Nota: esta história estava no limbo desde Outubro de 2004. Uma destas noites, enquanto vasculhava o Google em busca de fotos de pontes treliçadas, de rios gelados, a imagem que passava na janela ao lado (SIC Notícias) era esta:
Devia ser um carro semelhante ao Austin FX4.
O espaço era amplo e o meu companheiro da esquerda insistia em perturbar-me a viagem com as palhaçadas com que divertia os outros dois.
Deviamos na certa ter partilhado o táxi.
Eles e eu.
Ainda tive tempo para ver a paisagem. Depois de uma planície fria e desolada, o carro virou à direita, quando apareceu um grande rio na nossa frente. Grandes pedaços de gelo indicavam o final do inverno.
Demorei-me a observar as placas brancas a deslizar rio abaixo, no sentido da nossa deslocação, agora que seguíamos o rio pela margem direita.
E, ao fundo, lá estava a ponte. Treliçada.
Não demorou muito até que a atravessássemos.
No seu enfiamento, surgia agora um viaduto em madeira com elevada inclinação. Quase parecia uma daquelas rampas de ski.
O autocarro - agora íamos num - subia lentamente e a custo. A certa altura, entrou-se na estância de ski. Do meu lado, do lado direito, via uma espécie de restaurante.
Numa das primeiras mesas, duas mulheres.
Uma delas era... Falavam português, sim. Era ela.
Saltei de imediato pela janela. Aqui a janela do autocarro e a janela de madeira do salão pareciam coincidir. De forma que aterrei logo junto a uma mesa.
Os meus companheiros seguiram-me.
Corri para a ponta da sala mas já não a vi. A mesa estava vazia.
Corri então para um vestíbulo de onde saía um longa escadaria de madeira. Distingui as pernas dela, lá ao cimo, já se perdendo numa escuridão que envolvia o andar superior.
Nessa altura fui barrado.
Escapei-me e fui dar a uma casa de banho cuja janela comunicava com um pequeno pátio.
Por aí saltei, voltando a entrar pela porta.
Mas nada da mulher misteriosa.
Apercebo-me entretanto de que já não tinha roupa.
Fugi de novo para a mesma casa de banho, enquanto me sentia perseguido pelo pessoal de serviço.
Voltei a sair pela janela e encontrei os meus três companheiros debaixo de uma pérgola bem composta de flores, depois de ter trocado umas palavras com um homem que se debatia para acender um grelhador.
Eram agora todos eles velhos amigos.
Emprestaram-me roupa, enquanto eu lhes jurava que havia de recuperar a minha e uma pálida ideia de mala de viagem me atravessava o cérebro.
Ocorreu-me então que os três eram ajudantes de agrimensor.
Nota: esta história estava no limbo desde Outubro de 2004. Uma destas noites, enquanto vasculhava o Google em busca de fotos de pontes treliçadas, de rios gelados, a imagem que passava na janela ao lado (SIC Notícias) era esta:
18/05/2005
Sporting!
Nada a assinalar. Ganharam os russos.
Também é verdade que o que escrevi lá atrás, nada tendo a ver com a esperança que sempre tive, se manteve actual.

imagem das páginas do SCP
Vivó Sporting!
Só uma questão. Se toda a vida se disse CSKA (o mundo não começou ontem), porque é que desatou tudo a dizer CS-CÁ? Até parece uma matrícula portuguesa de avião...
Nada a assinalar. Ganharam os russos.
Também é verdade que o que escrevi lá atrás, nada tendo a ver com a esperança que sempre tive, se manteve actual.
imagem das páginas do SCP
Vivó Sporting!
Só uma questão. Se toda a vida se disse CSKA (o mundo não começou ontem), porque é que desatou tudo a dizer CS-CÁ? Até parece uma matrícula portuguesa de avião...
17/05/2005
16/05/2005
B.B.I.I.
Serão necessários os daqueles, de entre vós, caros leitores mais antigos que conhecem a versão Sapo deste blogue e que acedam a comprovar que a foto do cabeçalho já lá está há quase um ano (desde meados de Julho do ano passado). Não se preocupem que não é assunto de leis.
Serão necessários os daqueles, de entre vós, caros leitores mais antigos que conhecem a versão Sapo deste blogue e que acedam a comprovar que a foto do cabeçalho já lá está há quase um ano (desde meados de Julho do ano passado). Não se preocupem que não é assunto de leis.
15/05/2005
14/05/2005
À primeira cavadela
Minhoca.
Nem o rol de mortos mais uma vez descoberto, nem o juvenil gato preto já de sábado, 14, me tiraram o sono.
Muito sono.
Tanto sono que a dormir, pendia de sono. Dentro do sonho, baqueávamos ambos, lado a lado, cabeça com cabeça.
Não. Jamais te tinha visto. Acordei-te e levei-te a casa.
Minhoca.
Nem o rol de mortos mais uma vez descoberto, nem o juvenil gato preto já de sábado, 14, me tiraram o sono.
Muito sono.
Tanto sono que a dormir, pendia de sono. Dentro do sonho, baqueávamos ambos, lado a lado, cabeça com cabeça.
Não. Jamais te tinha visto. Acordei-te e levei-te a casa.
13/05/2005
O primeiro nível de complicação
E se...
A maior parte das supostas teorias que por aí se vêem padecem de um mal infantil. Não ultrapassam coerentemente o primeiro nível de complicação.
A bem dizer, às vezes, é ainda mais atrás que falham.
É logo na incompatibilidade entre os princípios de partida. Sendo que às vezes nem sequer se percebe quais são.
E se...
A maior parte das supostas teorias que por aí se vêem padecem de um mal infantil. Não ultrapassam coerentemente o primeiro nível de complicação.
A bem dizer, às vezes, é ainda mais atrás que falham.
É logo na incompatibilidade entre os princípios de partida. Sendo que às vezes nem sequer se percebe quais são.
11/05/2005
O lixo electrónico ou um retrato de Tutancamon

imagem da RTP
Começo por mim. O facto de ter dedicado umas quantas horas da minha vida, repartidas por mais de vinte anos, a engendrar um programa que me facilitasse a vida nas apostas, primeiro do totobola, depois do totoloto, é suficientemente revelador da inutilidade a que consagrei parte do meu tempo.
Outras há, alhures, que merecem muito maior destaque. Hoje foi o "retrato" de Tutancamon (já agora, prefiro o c ao k, com ou sem h). Já passámos pelo de Jesus Cristo e talvez por outros de que não me dei conta.
É certo que em se tratando de "retratos", os há para os mais variados gostos desde sempre. Ainda hoje andamos à volta com as figuras do tríptico de Nuno Gonçalves, tentando saber quem é quem.
O que não significa que não tenham brotado as certezas um pouco por todo o lado.
E certezas é o que não falta quando aparecem estas novidades, embora aqui penetremos não no reino da adivinhação mas no da fantasia. Está visto que o faraó que morreu jovem era assim (não estão a ver?) e que o nazareno era assado (ora vejam!). Nem Melquíades faria melhor, suspeito.
Para além destas, há um mundo de novidades surpreendente. Dir-se-á que sem praticar não se chega a lado algum. Tenho as minhas dúvidas que assim seja. Mas há quem se farte de praticar.
O que acontece é que esse mundo de novidades está repleto de insignificâncias. De linhas de código que só têm utilidade para quem as escreve, como mero exercício ou como justificação de ganha-pão.
Entretanto, continuo a interrogar-me se a cultura da ignorância contamina de facto ou se, confirmada a imunidade, todos os fenómenos são olhados de cima.
A julgar pelo que leio em alguns locais, contamina mesmo.
Terminando como comecei, se não me houvesse contaminado, não falaria do assunto.

imagem da RTP
Começo por mim. O facto de ter dedicado umas quantas horas da minha vida, repartidas por mais de vinte anos, a engendrar um programa que me facilitasse a vida nas apostas, primeiro do totobola, depois do totoloto, é suficientemente revelador da inutilidade a que consagrei parte do meu tempo.
Outras há, alhures, que merecem muito maior destaque. Hoje foi o "retrato" de Tutancamon (já agora, prefiro o c ao k, com ou sem h). Já passámos pelo de Jesus Cristo e talvez por outros de que não me dei conta.
É certo que em se tratando de "retratos", os há para os mais variados gostos desde sempre. Ainda hoje andamos à volta com as figuras do tríptico de Nuno Gonçalves, tentando saber quem é quem.
O que não significa que não tenham brotado as certezas um pouco por todo o lado.
E certezas é o que não falta quando aparecem estas novidades, embora aqui penetremos não no reino da adivinhação mas no da fantasia. Está visto que o faraó que morreu jovem era assim (não estão a ver?) e que o nazareno era assado (ora vejam!). Nem Melquíades faria melhor, suspeito.
Para além destas, há um mundo de novidades surpreendente. Dir-se-á que sem praticar não se chega a lado algum. Tenho as minhas dúvidas que assim seja. Mas há quem se farte de praticar.
O que acontece é que esse mundo de novidades está repleto de insignificâncias. De linhas de código que só têm utilidade para quem as escreve, como mero exercício ou como justificação de ganha-pão.
Entretanto, continuo a interrogar-me se a cultura da ignorância contamina de facto ou se, confirmada a imunidade, todos os fenómenos são olhados de cima.
A julgar pelo que leio em alguns locais, contamina mesmo.
Terminando como comecei, se não me houvesse contaminado, não falaria do assunto.
10/05/2005
Batem leve, levemente
Como quem chama por mim
Será chuva ou água-ardente?
Chuva não é certamente
Que a seca está contra mim.
É talvez má companhia
Já que há pouco, há bocadinho
Vi uma ave agoirenta
Daquelas de pena cinzenta
A pairar sobre o caminho.
Que paira assim indolente
Com tão lúgubre estranheza
A silhueta premente
Voando por cima da gente
E dos solos em pobreza.
Deu-me para beber. Bebi-a.
À água-ardente de mel
Amarela, doce e fria
Há que tempos não sentia
Um arrepio tão cruel.
Olho-a através da vidraça
Do copo pequenininho
Parece-me uma morraça
Dessas que muito mal passa
Pelo nó do colarinho.
Fico a olhar os pardais
Que de grãos enchem a pança
E noto que são sinais
Muito muito especiais
De tão reduzida esperança.
E aos saltinhos estendidos
Ainda consigo vê-los
Longe de se saberem bebidos
Fritos e logo comidos
Com muito poucos desvelos.
Que quem já é bebedor
Apanhe carradas assim
Mas aos ingénuos, Senhor
Por que lhes dais o pendor
De quererem beber por mim?
E uma infinita moleza
Uma funda turbação
Entra em mim, é da despesa
Que já se fez nesta mesa,
Do valente camadão.
Desculpa-me, Augusto Gil, não sou nada destas coisas. Mas isto do chove, não molha, está a transtornar-me.
Como quem chama por mim
Será chuva ou água-ardente?
Chuva não é certamente
Que a seca está contra mim.
É talvez má companhia
Já que há pouco, há bocadinho
Vi uma ave agoirenta
Daquelas de pena cinzenta
A pairar sobre o caminho.
Que paira assim indolente
Com tão lúgubre estranheza
A silhueta premente
Voando por cima da gente
E dos solos em pobreza.
Deu-me para beber. Bebi-a.
À água-ardente de mel
Amarela, doce e fria
Há que tempos não sentia
Um arrepio tão cruel.
Olho-a através da vidraça
Do copo pequenininho
Parece-me uma morraça
Dessas que muito mal passa
Pelo nó do colarinho.
Fico a olhar os pardais
Que de grãos enchem a pança
E noto que são sinais
Muito muito especiais
De tão reduzida esperança.
E aos saltinhos estendidos
Ainda consigo vê-los
Longe de se saberem bebidos
Fritos e logo comidos
Com muito poucos desvelos.
Que quem já é bebedor
Apanhe carradas assim
Mas aos ingénuos, Senhor
Por que lhes dais o pendor
De quererem beber por mim?
E uma infinita moleza
Uma funda turbação
Entra em mim, é da despesa
Que já se fez nesta mesa,
Do valente camadão.
Desculpa-me, Augusto Gil, não sou nada destas coisas. Mas isto do chove, não molha, está a transtornar-me.
As contas
Estas são as minhas. Outros as farão de outra forma.

Fontes: página de Jorge Miguel Teixeira e RSSSF, que se refere a resultados até 2003 e notícias posteriores.
Estas são as minhas. Outros as farão de outra forma.
Fontes: página de Jorge Miguel Teixeira e RSSSF, que se refere a resultados até 2003 e notícias posteriores.
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