11/11/2008

O prémio é um livro



Não posso tecer considerações sobre ele, que nunca o li. Tenho um exemplar na pilha de espera para um destes dias.
Estou convencido de que o(a) vencedor(a) não terá dificuldade em fazer prova.

o e-mail deste blog é.
adenda: há uma presunção minha sobre a identidade da vencedora que coincide em Barca d'Alva - sim, é uma espécie de código.
Se o livro não fôr reclamado até ao meio-dia oficial de amanhã, fica sem efeito.
99 999

Quando abri isto.
Dez à quinta

É hoje que o contador do Sitemeter vai acusar a visita com o número 100 000.
Curiosamente, um ano e um dia depois de o contador da Bravenet, mais antigo, ter passado esse número.
Apesar de este ter sido activado mês e meio antes e de eu ter congelado aquele uns bons tempos, há uma nítida diferença na malha da rede que justifica essa sim o desfasamento.
Seja como fôr, preparo-me para atribuir um prémio a quem faça prova inequívoca de que foi o visitante nº 100 000 e se disponha a dar uma morada para onde o possa enviar.
Esta coisa da base dez...
São Martinho

Só me dei conta da data quando encalhei com um expositor de castanhas e jeropiga ali no supermercado, já noite.
Isto é apenas uma amostra do meu alheamento ao calendário, às tradições, às festas.
Ao mundo, talvez.
De qualquer forma, arrelia-me a coisa da jeropiga (eu devia escrever geropiga pois é mais à minha moda e um dos meus dicionários de recurso aconselha-me a fazê-lo, tal como em 1912 – este dicionário é portanto da época da reforma ortográfica mas usa ainda as grafias anteriores). No meu tempo, era a água-pé, como bem indica a Dona T. neste post.
Comprei qualquer coisa de castanhas. Este ano, e quebrando um jejum de muito outonos, já havia comprado castanhas na rua. Em Santarém.
No entanto, as minhas recordações atiraram-me para um certo barracão ferroviário, um lata de conservas e cerveja ao litro.
Diz-se que este tempo é desequilibrante por remover em menos de uma vida os marcos da paisagem. É bem capaz disso.
E eu aqui a falar em memórias. Mais uma vez.
Agua-pé. E geropiga no fim, vá.




Diccionario Etymologico, Prosodico e Orthographico da Lingua Portugueza , J.T. da Silva Bastos, Parceria Antonio Maria Pereira, 1912
Dicionário da Língua Portuguesa, 5ª ed., Porto Editora

10/11/2008

Junkie

Caiu-me esta palavra no lugar do morto.
Saltou do livro de Duchaussois, lido há uma vida atrás.
Num cruzamento de Lisboa enquanto as probabilidades rodavam como dados.
Havia uns óculos, um cigarro enésimo e a inconfundível qualquer coisa que assusta.
Pode ser que o junkie seja eu, mas o das palavras.

09/11/2008

Vai para 19 anos

Aquela viagem de Barcelona a Paris em que o volante me queria fugir para Leste. Para Berlim. Como se fosse possível lá chegar a tempo de entrar para a História.

08/11/2008

Mais uma vez

Não percebi nada da manifestação dos professores.
Desta vez foram quantos?
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Do frio e das coisas simples. Mesmo não fazendo assim tanto frio. Mesmo que as coisas simples raramente se juntem. Simplesmente.
Histórias invulgares

Esta é uma delas.
Alugava

Uma gripe, por três dias.
Como o verbo alugar é sempre duvidoso quanto a quem está de que lado, digamos que neste caso seria eu o enfiteuta.
Pode ser uma aspiração estúpida mas o facto é que é uma aspiração que mantenho há tempos, nos dias mais frios.

07/11/2008

Avaliar a qualidade do professor

Pertenço ao grupo dos que acham que o mérito – e dou de barato que não haja mérito algum em ter mérito – deve ser premiado. Se não é pelo mérito que há em ter mérito, é porque puxa para cima o sistema em que tal se pratica. Creio que a História vem em meu auxílio nesta argumentação.
Comparemos agora o ensino a uma grande máquina de fazer salsichas.
Nesta, o resultado final depende da qualidade da carne que lá se põe, dos condimentos, da tripa ou da película contentora e do funcionamento da dita máquina.
Não passa pela cabeça a ninguém culpar a máquina quando os ingredientes estão avariados ou, em contrário, a montante jogar fora a carne quando é a máquina que verte óleo e assim a contamina.
Dir-se-á que a complexidade do problema e do diagnóstico que se coloca frente à máquina de salsichas é muitas vezes menor do que a do sistema de ensino. De acordo, é.
Há, porém, lições que daqui se tiram. É que a única forma de saber se esta máquina é melhor do que outra é usar o mesmo lote de carne temperada para fazer salsichas numa e noutra.
No caso do ensino, a qualidade do ensino ministrado por um professor só se pode medir pelo maior ou menor progresso na aprendizagem de todos e de cada um dos seus alunos. Não há outra forma. E só se poderia comparar com outro professor se o mesmo lote de alunos, atenta a mesma matéria e circunstâncias, pudesse evoluir com o magistério deste. No final, haveria um sem número de testes que se poderiam fazer para aquilatar.
Ora a avaliação de professores tem inevitavelmente este carácter comparativo. Confesso que não sou capaz de engendrar uma forma justa de proceder a essa avaliação.
Dir-se-á que não há avaliação, comparação que não seja injusta. Concedo, não há.
O que me parece neste caso é que vai a máquina pagar pela carne e a carne pela máquina.

adenda sempre a tempo: não espero amanhã melhoras em relação ao que se passou em Março passado.

05/11/2008

Está a fazer agora mesmo 11 anos






imagens da RTP, SIC e TVI, respectivamente

Vieram à lembrança as lágrimas espelhadas.
Ouvindo e vendo trechos do debate orçamental

Se é verdade que, segundo diversas opiniões circulantes, Sócrates é um homem inteligente, então é também um magnífico actor.
A parte em que o Estado cobre os seus próprios prejuízos é de eleição!
Tenho dito.
Contas fechadas

Obama está eleito. Digo eu.
A2, 2008

04/11/2008

O presidente Obama

Não consigo dizer muita coisa sobre assuntos que nada me dizem a não ser pelas curiosidades estatísticas, coisas que me são caras seja qual fôr o assunto. Este assunto das eleições americanas é um deles.
Há, porém, duas coisas para mim relevantes nesta eleição.
A primeira é que, pela primeira vez, vão ter assento no Kremlin e na Casa Branca dois tipos mais novos do que eu. A coisa acontece num espaço de meses e isso é para mim um marco óbvio e que eclipsa todo o resto.
A outra tem a ver com mais uma intenção falhada. Contava hoje estar instalado numa certa residencial de província já que é Novembro e caem as folhas.