15/11/2008

Falta de ligação


imagem da RTP

Também eu aguardo. A ligação.

De repente, fiquei com a sensação de que há muito não via tal mensagem num écran.

14/11/2008

SMS

No meu tempo e no de muitos de vós, não havia SMS, telemóveis, nada que no instante nos levasse ao ajuntamento senão a voz, o megafone.
Sendo que eu não era – nunca fui nem sou – de ajuntamentos, ainda assim estive presente em alguns, poucos, casos. Sempre achei que o meu tempo era muito mais bem empregado em actividades como o bilhar, o pool, os matraquilhos, os vinhos e os petiscos. Quando a coisa chegou ao ponto que as imagens (guardadas por um colega) documentam, já eu tinha pegado no saco e ala a caminho do Sul até que recebesse nova ordem de marcha, assinalando uma precária normalidade lectiva.
Ovos? Isso era o grau zero da amotinação!

13/11/2008

As compras de Natal

Estava aqui a ouvir um destes programas de opinião pública sobre as compras de Natal.
Pertenço ao grupo dos que gastam, ano após ano, sempre a mesma quantia. Nem mais um tostão nem menos um tostão – é sempre zero.
Restos de colecção (69)

“Pela abolição das notas, exames e todas as medidas selectivas; avaliação colectiva dos conhecimentos pelos estudantes e professores, por turma.”

"Por uma escola socialista" – diz o panfleto da lista C, apoiada pela ASJ. Coisas de 75.
É o que dá guardar papéis. Vê-se como a História se repete.

(clicando em cada boneco, podem ler-se as quatro páginas do panfleto)



ASJ - Abandone a Sala, Já – foi a minha interpretação coetânea da coisa. Eu era então um perigosíssimo contra-revolucionário.

12/11/2008

A centésima milésima visitante

Tal como previsto, coincidira comigo em Barca d’Alva. Não no tempo mas no alvo.
Gratamente, foi a Mª Isabel, autora do Aguaceiro, um repositório de belíssimas fotografias suas.
É pois para a chuva que vai o livro.

Dramas

Sou pouco de dramas, de perder tempo com as trevas e as injustiças do mundo tal como julgo que as entendemos nesta sociedade, nesta civilização, e tal como as entendo eu.
Mas há casos.
Este apareceu-me através da inevitável Sky News. Vi trechos da miúda a falar e depois li isto no Daily Mail.
Acho que a beleza tem aqui um papel decisivo. Aqui, na minha ponderação.
E há sempre as memórias, a porra das memórias.
TV

E aqui estou, a esta hora que abaixo acusa, a ver (a ouvir) o Canal Parlamento.
Bizarria?

11/11/2008

Às onze horas do dia onze do mês onze



imagem em http://www.bcafrance.org/strasbourg/spip.php?article21

Habituei-me a ver os veteranos ali aos Restauradores e a ver o seu número diminuir ano após ano.
No Reino Unido dizem que só há quatro sobreviventes.

Errata: onde se lê Restauradores deverá ler-se Avenida da Liberdade (por alturas da rua do Salitre) - coisas da idade estas falhas à jornalista.
O prémio é um livro



Não posso tecer considerações sobre ele, que nunca o li. Tenho um exemplar na pilha de espera para um destes dias.
Estou convencido de que o(a) vencedor(a) não terá dificuldade em fazer prova.

o e-mail deste blog é.
adenda: há uma presunção minha sobre a identidade da vencedora que coincide em Barca d'Alva - sim, é uma espécie de código.
Se o livro não fôr reclamado até ao meio-dia oficial de amanhã, fica sem efeito.
99 999

Quando abri isto.
Dez à quinta

É hoje que o contador do Sitemeter vai acusar a visita com o número 100 000.
Curiosamente, um ano e um dia depois de o contador da Bravenet, mais antigo, ter passado esse número.
Apesar de este ter sido activado mês e meio antes e de eu ter congelado aquele uns bons tempos, há uma nítida diferença na malha da rede que justifica essa sim o desfasamento.
Seja como fôr, preparo-me para atribuir um prémio a quem faça prova inequívoca de que foi o visitante nº 100 000 e se disponha a dar uma morada para onde o possa enviar.
Esta coisa da base dez...
São Martinho

Só me dei conta da data quando encalhei com um expositor de castanhas e jeropiga ali no supermercado, já noite.
Isto é apenas uma amostra do meu alheamento ao calendário, às tradições, às festas.
Ao mundo, talvez.
De qualquer forma, arrelia-me a coisa da jeropiga (eu devia escrever geropiga pois é mais à minha moda e um dos meus dicionários de recurso aconselha-me a fazê-lo, tal como em 1912 – este dicionário é portanto da época da reforma ortográfica mas usa ainda as grafias anteriores). No meu tempo, era a água-pé, como bem indica a Dona T. neste post.
Comprei qualquer coisa de castanhas. Este ano, e quebrando um jejum de muito outonos, já havia comprado castanhas na rua. Em Santarém.
No entanto, as minhas recordações atiraram-me para um certo barracão ferroviário, um lata de conservas e cerveja ao litro.
Diz-se que este tempo é desequilibrante por remover em menos de uma vida os marcos da paisagem. É bem capaz disso.
E eu aqui a falar em memórias. Mais uma vez.
Agua-pé. E geropiga no fim, vá.




Diccionario Etymologico, Prosodico e Orthographico da Lingua Portugueza , J.T. da Silva Bastos, Parceria Antonio Maria Pereira, 1912
Dicionário da Língua Portuguesa, 5ª ed., Porto Editora

10/11/2008

Junkie

Caiu-me esta palavra no lugar do morto.
Saltou do livro de Duchaussois, lido há uma vida atrás.
Num cruzamento de Lisboa enquanto as probabilidades rodavam como dados.
Havia uns óculos, um cigarro enésimo e a inconfundível qualquer coisa que assusta.
Pode ser que o junkie seja eu, mas o das palavras.

09/11/2008

Vai para 19 anos

Aquela viagem de Barcelona a Paris em que o volante me queria fugir para Leste. Para Berlim. Como se fosse possível lá chegar a tempo de entrar para a História.

08/11/2008

Mais uma vez

Não percebi nada da manifestação dos professores.
Desta vez foram quantos?
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Do frio e das coisas simples. Mesmo não fazendo assim tanto frio. Mesmo que as coisas simples raramente se juntem. Simplesmente.
Histórias invulgares

Esta é uma delas.
Alugava

Uma gripe, por três dias.
Como o verbo alugar é sempre duvidoso quanto a quem está de que lado, digamos que neste caso seria eu o enfiteuta.
Pode ser uma aspiração estúpida mas o facto é que é uma aspiração que mantenho há tempos, nos dias mais frios.

07/11/2008

Avaliar a qualidade do professor

Pertenço ao grupo dos que acham que o mérito – e dou de barato que não haja mérito algum em ter mérito – deve ser premiado. Se não é pelo mérito que há em ter mérito, é porque puxa para cima o sistema em que tal se pratica. Creio que a História vem em meu auxílio nesta argumentação.
Comparemos agora o ensino a uma grande máquina de fazer salsichas.
Nesta, o resultado final depende da qualidade da carne que lá se põe, dos condimentos, da tripa ou da película contentora e do funcionamento da dita máquina.
Não passa pela cabeça a ninguém culpar a máquina quando os ingredientes estão avariados ou, em contrário, a montante jogar fora a carne quando é a máquina que verte óleo e assim a contamina.
Dir-se-á que a complexidade do problema e do diagnóstico que se coloca frente à máquina de salsichas é muitas vezes menor do que a do sistema de ensino. De acordo, é.
Há, porém, lições que daqui se tiram. É que a única forma de saber se esta máquina é melhor do que outra é usar o mesmo lote de carne temperada para fazer salsichas numa e noutra.
No caso do ensino, a qualidade do ensino ministrado por um professor só se pode medir pelo maior ou menor progresso na aprendizagem de todos e de cada um dos seus alunos. Não há outra forma. E só se poderia comparar com outro professor se o mesmo lote de alunos, atenta a mesma matéria e circunstâncias, pudesse evoluir com o magistério deste. No final, haveria um sem número de testes que se poderiam fazer para aquilatar.
Ora a avaliação de professores tem inevitavelmente este carácter comparativo. Confesso que não sou capaz de engendrar uma forma justa de proceder a essa avaliação.
Dir-se-á que não há avaliação, comparação que não seja injusta. Concedo, não há.
O que me parece neste caso é que vai a máquina pagar pela carne e a carne pela máquina.

adenda sempre a tempo: não espero amanhã melhoras em relação ao que se passou em Março passado.