10/05/2026

08/05/2026

Rabate e a geografia manca dos jornalistas

Mais uma brilhante jornalista a dizer que Rabate é a cidade capital mais próxima de Lisboa.

01/05/2026

Dizer o óbvio*

Prestar atenção ou interpretar o que diz Trump é algo cuja utilidade me intriga, enquanto as consequências dos seus actos são óbvia preocupação universal.
No entanto não faltam os que levam a sério o que tal figura diz.

* uma espécie de leitmotiv

29/04/2026

O orador de Espinho

O orador de Espinho gastou frases e frases para compor uma ideia básica: o Estado não pode pagar todas as aflições dos nacionais.
Disse isto de um fôlego é certo. As voltas que deu para lá chegar e de lá sair é que o confirmam como o grande orador de Espinho.

26/04/2026

Cegos, rotos e nus

Há uma classe de pseudo-intelectuais distribuída por todo o espectro político que acha, reacha e continua a achar que a estupidez está toda concentrada nos seus opositores políticos.
Ou seja, para essa tropa quem não tem as mesmas opiniões que suas excelências é burro.
Têm um espelho à frente e não se dão conta.

25/04/2026

Doutrina

Pela rua. A jornalista até teve o bom senso de referir que as criancinhas estavam “muito bem ensinadas”.
E, de facto, a doutrina sobre o 25 de Abril bonzinho e com muitas coisas também boas estava na ponta da língua.
Não sei bem para que serve isso. No tempo devido não me lembro de tentativas de me fazerem acreditar que o 28 de Maio tinha sido a última maravilha da História. O que se dizia era que tinha sido uma revolução para acabar com uma balbúrdia.
Nunca me propuseram cantar loas ao 28 de Maio.
Há afinal tantas coisas bem mais úteis para ensinar às criancinhas.

23/04/2026

Uma final saloia

Que me desculpem os de Fafe mas a minha preferência vai para o Torreense no jogo de hoje em Torres Vedras.
Por uma final saloia.

Burrocracias



O meu estimável Isabelino Abreu dos Anjos, prenhe de pontos que tinha o seu cartão de fidelização, resolveu trocá-los por um desgoverno novo. Que fosse sem Montenegros, Carneiros, Venturas, Leitões, Tavares, Raimundos ou Purezas. A resposta automática que recebeu foi a de que tal não era possível. Mas que com os pontos que tinha acumulado já tinha acesso a um novo estro que o tiraria do pessimismo de velho do Restelo e que lhe proporcionaria divisar os amanhãs que cantam. Declinou.
Temo pela sua saúde.

21/04/2026

"Mais porrada e menos barulho" ou um cérebro desarrumado



O lixo social derrama a sua nódoa nas ilhargas e nas frentes dos transportes públicos.
Será gente com Q.I. muito baixo que demonstra a sua existência através de pinturas que não fariam inveja ao homem de Cro-Magnon.
Então, ao invés de assustar tais criaturas com penas pesadas das quais não pudessem escapar, arranja-se com uma central de comunicação amiga uma campanha inútil e incompreensível – “O quarto desarrumado” - paga quase exclusivamente com o dinheiro dos contribuintes, dada a lista de patrocinadores.
Diz que se quer assim sensibilizar as pessoas.
Ora as pessoas não precisam de tal.
Quem precisa de ser controlado e não sensibilizado é esse lixo. E tal só se faz com ausência de impunidade, que é a chaga que nos apodrece a sociedade.
Onde não há civilização, se não houver medo, campeia o caos.
Crime e castigo - dizia o outro.
Mas por cá é a tolerânciazinha que dita a moda.
No meu tempo dizia-se “mais porrada e menos barulho!”

19/04/2026

O depósito



O eterno retorno. Nunca houve pagamento e devolução do depósito de uma garrafa, de um garrafão...

A ver há bocado onde instalaram aqui nas redondezas as máquinas de receber depósitos, dei logo com a inevitável incorrecção na localização de um supermercado.
Se até os próprios comerciantes indicam com erros grosseiros a localização das suas lojas, o que fará com estas instituições e seus contratados?

11/04/2026

Especialistas

Afirmações confusas, explicações infantis e a inevitável utilização do jargão americano em expressões cuja tradução é simplicíssima foram as marcas que os ditos especialistas portugueses em voos espaciais deixaram nos seus comentários ao regresso à terra dos astronautas.

07/04/2026

Jornalismo



“A cápsula passou pelo ponto mais próximo da Lua de que há registo e os quatro astronautas tornaram-se os primeiros seres humanos que estiveram alguma vez mais longe do planeta Terra.”

A burrice é tanta que é difícil ver onde não há asneira nesta frase.
Escrever ou ler um tal disparate só está ao alcance dos “melhores”.
É isto o jornalismo de hoje.

Na CNN Portugal há pouco (cerca das 6:52 de 7 de Abril de 2026).
Vacinas

Em 2021, uma vez iniciada no final do ano anterior a campanha de vacinação anti-Covid 19, dividiram-se as almas simples entre os que sabiam de ciência certa que as vacinas eram fortemente nocivas e os contrários que achavam que se tratavam de profilaxias milagrosas.
Às mentes simples não ocorria que uma vacina feita à pressa pudesse por um lado ter um efeito secundário pernicioso como quase tudo na vida ou que, pelo contrário, pudesse ter o efeito benéfico que se espera de uma vacina ainda que mal testada, dado o tempo em que foi posta à disposição. Isto na presunção de que a doença, de que também se desconheciam as consequências a prazo, era de facto grave, coisa que era negada pelos mesmos que desdenhavam as vacinas. O certo, o certo, é que a mortalidade disparou em vagas.
O exemplar desta dualidade e que ilustrava bem o grau intelectual de quem assim se manifestava era que as posições extremadas quase coincidiam com ditos extremos políticos.

Agora, cinco anos depois, as almas simples do bando dos descrentes socorrem-se do óbvio: as vacinas tinham pouco tempo de criação e naturalmente havia um campo de desconhecido que se foi aclarando com a passagem do tempo. Sabe-se que algumas desapareceram da circulação sem grandes notícias e que, naturalmente, existiram casos graves de efeitos secundários.

O que continua é a filiação destas opiniões a coincidir com quadrantes políticos.
Dá de facto uma ideia do juízo intelectual de quem integra estas correntes.

04/04/2026

Geografia

O brutal desastre de ontem ali para os lados do Carapetal na 261-4, IC1, foi referido como perto de Santiago do Cacém, por se tratar de território desse concelho. A distância a Santiago são só mais de 40 km. A localidade mais próxima é São Romão de Panóias, depois fica Alvalade. E Aljustrel e Ourique ficam ainda assim muito mais perto.
Não há nas redacções uma criatura que saiba ler um mapa, não há no terreno uma criatura que faça ideia onde está.



Entretanto, cabe dizer que é muito provável que o Zé tenha feito mais quatro vítimas.

03/04/2026

Os simples na estrada



Uma campanha, a da Brisa, nada politicamente correcta e que acerta em cheio no simples que conduz o seu carro pondo em risco a sua vida e a dos outros.
Aponta ao simples que se vangloria no Facebook, em frases cheias de erros, dos seus feitos ao volante. E que cumpre as regras que ele antevê necessárias e que em tempos enunciei.

02/04/2026

50 anos

Passaram cinquenta anos e ainda temos uma Constituição cheia de palha.
E a palha dá-se aos...?

09/03/2026

PR

Um post intimista:
Pela primeira vez ocupa o Palácio de Belém uma pessoa mais nova do que eu.
Pela primeira vez ocupa o Palácio de Belém uma pessoa que, por ser mais nova, me foi apresentada.

08/03/2026

Panela de pressão

Uma interpretação básica das leis da termodinâmica dita catástrofes climáticas inomináveis.
Uma ignorância básica das leis da termodinâmica aplicadas à sociedade desdenha das turbulências que a paz e a tolerância originam com o aumento da pressão.
Esta é uma impressão básica, é claro!

07/03/2026

7 de Março (republicado aos 40 anos)

A verdade é que não me esqueci. Não me esqueci da serra de Sintra, com e sem rali. De todos os troços cronometrados por onde andámos. Do cabo da Roca e dos ventos de finisterra.
Em termos náuticos tenho ouvido referências à boca do Tejo como compreendida entre o Cabo Raso e o Cabo Espichel. A nossa história, como sabes, é pouco diversa. Compreende-se entre o Cabo da Roca e o Espichel. Não foi trágica nem marítima, não me deixo levar pelas palavras.
Mas entre os cabos e os fins, juntou muitas areias de Portugal.
Terras de Espanha, também.
Não te digo mais nada, nunca adivinharás que estas linhas estão aqui.
Repara apenas que o Sahara estava deserto. Já nem existe.

Protocolo

Espera-se que o protocolo de Estado desenhe uma transferência de poderes entre presidentes de forma digna. A última passagem de testemunho foi um desastre protocolar, com os dois protagonistas quase colidindo.
A fotografia mostra apenas a parte final onde o então presidente da Assembleia parece encaminhar Marcelo para o seu lugar. Um arremedo de cerimonial que em nada dignifica o Estado.


imagem do arquivo de Cavaco Silva

06/03/2026

Qualidade

A qualidade de um povo também se mede pela corrida às bombas de combustível.
Desnorteado

Calculo que se trate de umas coordenadas atribuídas por defeito quando arranca o sistema. O que me deixa a pulga atrás da orelha é a longitude não ser 90º W, 0º W ou qualquer outro ponto notável.
Enfim, desnorteado sou eu. Mas estou dois metros abaixo do nível médio do mar.

05/03/2026

Lexicopenia

Pode ser que esteja a incorrer num erro de paralaxe. Ainda assim ocorre-me que a plêiade de jornalistas actualmente ao serviço sofre de clara lexicopenia quando comparada com os que estavam ao serviço quando comecei a ler jornais uns sessenta anos atrás.
Socorrem-se dos mesmos neologismos da moda, usam as mesmas construções sintácticas, em suma, espelham-se. Com escasso vocabulário.
Pode ser que esteja enganado.

03/03/2026

Grande Infantário

À atenção do ministério da Educação: criar uma área de exegese dedicada às declarações de Trump e sequazes, no ensino pré-primário será talvez uma forma de desenvolver competências* aos petizes.

* como é de bom tom dizer em eduquês, outra área em que a exegese dedicada se mostra necessária.
Le pauvre M. Macron

O Sr. Macron, o tal que achava que a força não servia para grande coisa, prepara-se para dar maior prontidão ao arsenal nuclear francês. Isto é que é um estadista lúcido e presciente. Temo-los um pouco por todo o lado.


imagem daqui

02/03/2026

Butes onde grão de

Já sei dizer “butes onde grão de”. Resta esperar que me chamem a uma televisão para poder agradecer o convite.
É um desaforo o que se passa. Então e o Direito internacional?

01/03/2026

Estamos num mundo novo

“Estamos num mundo novo” – não faltam papagaios cegos a proferir esta sentença.
O que é que será que estas criaturas vêem na paisagem que leva a uns a chegar a tal conclusão e a outros a repeti-la à exaustão?
Xá

Os Pahlevi dos anos 70 passaram a Pahlavi nos anos 20.
Ao velho do Restelo chateiam estas mudanças.