31 dezembro 2005

A cada um

Um

consoante os seus desejos

Não se deixem enganar pelas trevas, digo, por estas trevas.

29 dezembro 2005

Espólio (12)


Espólio Campos Vilhena - Foto de MSG

Vila Nova de Milfontes, Agosto de 1972
Ilusões



na paisagem

23 dezembro 2005

Ralis

Pois. Os tempos mudam. Nem vale a pena citar o Luís Vaz.

Isto a propósito de ralis. De ir ver passar os carros.
aqui comentei a minha distância em relação ao rali de Portugal deste ano, que me passava cerca.
A minha distância em relação a essas passagens, a que outrora acorria, chovesse ou fizesse sol, fosse longe ou perto.
Do Dakar, lembro-me das conversas havidas na Mexicana a propósito de uma selecção de pilotos. Isto antes do primeiro, claro. Antes do "três à partida, três à chegada". Lembro-me de um mais descrente ter dito que isso eram lugares para o pessoal de Mecânica. Talvez.
Lembro-me de várias outras coisas. Do tempo em que parecia ser mais uma aventura do que um negócio.
Mas nunca me ocorreu que me passasse à porta. Ou até que me atravessasse o quintal.

Através do João Espinho, fiquei finalmente a saber do percurso.
Mesmo que me passe dentro de casa, não o devo ir ver.
Pois é, Luís Vaz.



Nem sequer fazer o mesmo.
E.N.9, 1993

Vila Viçosa, 1989

11 dezembro 2005

08 dezembro 2005

Do muro

Peso da Régua, 1991

Manifesto cionalista


a páginas tantas
Manifesto cionalista

Foi esta noite. Estava eu dividido entre a indignação pelo tratamento tintinizado dado à capa e pela escolha do pseudónimo que a editora fizera sem me dar cavaco e a quase euforia dos parvos própria destas ocasiões quando vieram as explicações.
Que o tema da capa, era assim que se lhe referiam, se devia apenas ao facto de este ser um segundo volume de uma colecção de manifestos e que se pretendia manter uma certa homogeneidade na coisa. Lembraram-me o sucesso que tinha sido o primeiro da colecção, mesmo não sendo de Marx e Engels ou de Marinetti.
Quanto ao pseudónimo, a explicação era bem mais complicada e irritou-me o facto de não me responderem à simples pergunta: Quem é que os autorizou a escolher outro nome?
A editora ainda tinha escolhido, isto supus eu, o local do bródio atendendo à feliz coincidência de nomes. Tudo a favor deles.
Era no Sebastião. Aquela cervejaria que nos surpreende pela grandeza e aparato depois de entrarmos pela miserável antecâmara, a cheirar a carapaus da véspera e a molho 365.
Os convivas lá apareceram, emergentes do trânsito caótico. Na maioria, perfeitos desconhecidos.
O facto de não me lembrar de mais do que dumas palavras trocadas com meu Pai, talvez se não deva à bebida do Sebastião.

Está visto que esta época faz-me lançar livros.



P.S. Anda na minha cabeça uma coisa quase com este título. Lá isso anda.

04 dezembro 2005