31 dezembro 2008

2009



Não me recordo de alguma vez ter sentido esta aversão à mudança de ano.
Não tem isto nada a ver com as nuvens negras com que, em todo o lado, se vê casado o ano que aí vem.
É uma coisa mesmo pessoal. Ligada com a derivada negativa que a minha função ostenta, ano após ano. Em outros tempos chamou-se a isto decadência. Sem eufemismos.
Por mim, ficava tudo nesta congelada degradação de 2008.
Por que raio há-de um homem ter em conta uma data onze dias depois do solstício?
1958

50 anos



Não sei se há se não há na literatura uma história contada de um prédio de rendimento de Lisboa, dos arrabaldes.
Cinquenta anos dessa história.
Vejo-me hoje enredado nisso, mercê da teimosia em abrir portas à memória.
O caixote que de lá trouxe é demasiado pesado. Começa a ser demasiado pesado.
Restam três mulheres viúvas e a filha de uma delas por lá. No talhão 2 da rua D.
1958

A coisa mais terrível ou uma das coisas mais terríveis de quem se deixa envelhecer é a tendência para evocar memórias que essa lassidão promove.
Tanto mais quando ao afastamento da juventude e da força acresce o de outros meios, o chamado caminhar de cavalo para burro.
Lá por ter consciência do cilício que uso, não me abstenho de remexer no baú.
1958 é o ano em que me fiz. Apareci por cá nos primeiros dias de 59, quando Fidel chegava a Havana. E, tal como ele, preparei ao longo de 58 essa chegada.
Nos 50 anos dessa data, tenho que anotar o fechar de portas que aqui anunciei vai para uns anos também. Portas que estiveram abertas durante exactos 50 anos. Desde esse ano de 58.



50 anos depois, fechei a porta da casa onde me fiz. Deixei a rua da minha infância, olhei pela última vez da minha janela os horizontes largos que me proporcionou e que vi povoarem-se de casas nesse entretempo.
Na rua, julguei divisar os meus amigos correndo de calções atrás da bola, emboscados algures de rifle em riste, talvez no óculo da escada do prédio do canto, talvez atrás do único carro estacionado.
Do alto, vi aviões de guerra em manobras intimidatórias e um êxodo quase bíblico por campos e estradas.
Senti ali o cheiro das manhãs e o ruído das tardinhas.
Os gritos dos meus colegas de escola no recreio.
Fiz um horário dos comboios a desoras pelos seus apitos de marcha e pelo respectivo doppler.
Entrevi a morte que ali, antes de metade da jornada, veio ao fim da tarde de um dia quente de Primavera.
Há um ror mais de coisas que são tão importantes agora. Umas esquecem-se de propósito, outras não se ousa dizê-las, outras ainda têm a distinção da memória sorrida, sem pretensões.
Tudo isso revi, senti, toquei. Este ano de 2008 pela última vez. Exactos 50 anos depois de a porta ter sido aberta.


Também o guarda-redes na fotografia fez 50 anos em 2008

29 dezembro 2008

PR

Subscrevo tudo o que PR disse.
Talvez as consequências a tirar tivessem que ir um pouco ou mesmo muito mais longe.
As pessoas boazinhas

Para além dos apelos à paz, há outra coisa que me dá volta ao estômago quando se trata destes episódios de guerra entre Israel e a Palestina – é a quantidade de pessoas boazinhas que diz que há violação disto e daquilo, atrocidades estas e aquelas. Mas só o diz de um lado, com a camisola vestida, embora o faça em nome de organizações supostamente neutras e com o chamado espírito humanitário. De pacotilha.

28 dezembro 2008

Sintomas

Um sintoma da educação, da instrução geral é o número exageradíssimo de pessoas que acorre às urgências hospitalares por dá cá aquela palha.
Como diria o meu velho J.d’ é muito difícil educar um povo.

27 dezembro 2008

A2, 2008

A ouvir

Os dirigentes palestinianos. Ou quem fala por eles.
Colocam-se sempre num papel subalterno em relação aos israelitas.
Os israelitas podem parar a agresssão. Eles não.
É a impotência assumida, declarada e reafirmada.

26 dezembro 2008

O leme e o burro

Se a Natureza quisesse que os burros segurassem o leme, ter-lhes-ia dado outra morfologia externa, me parece.

25 dezembro 2008

Queluz, 2008

Notas de um herege em terras cristãs

E ao quinquagésimo Natal, notou finalmente que, nos presépios canónicos, o Menino Jesus só é colocado depois da Missa do Galo.

24 dezembro 2008

Dizer bem

Ontem, fui muito bem atendido em duas repartições diferentes do Estado.
Atendido por quem sabia o que estava a fazer. O que é algo de extraordinário para mim.
E com simpatia.
Isso fez-me esquecer o tempo de espera numa delas. Umas três horas entre a recolha da senha e o atendimento.
E fez-me esquecer que me apercebi de que um acessório de informática de custo irrisório do qual não há sobresselente, pode – no caso não aconteceu mas esteve quase – comprometer o expediente todo.
Mas eu queria mesmo era elogiar as funcionárias que me atenderam.

22 dezembro 2008

21 dezembro 2008

Rali de Portugal, 1981



Jean-Luc Thérier no troço de Montejunto

20 dezembro 2008

Portugal, 2008


(clicando, auditarão a foto)
Grau zero

Sabemos, confirmamos que atingimos o grau zero da inteligência quando há uma reportagem de mais de um minuto num canal de televisão (SIC N) a falar de uma casa com cisterna onde se aproveita a água da chuva.
Ao dono da casa chama-se mesmo visionário.
A tudo isto chamar o quê?

19 dezembro 2008

AR

Nem uma contagem de votos conseguem fazer como deve ser.
Sem se baralharem.
Não são capazes de mais nem melhor.
Em tempos pagámos um sistema de voto electrónico.

18 dezembro 2008

Razões

Inversamente proporcional à inteligência é o tempo que cada um demora a dar razão a outrem, quando é caso disso.
A lata

Ladrões encartados toda a vida existiram.
A novidade destes dias é a lata com que pedem ressarcimento de lucros cessantes.
Começam a arriscar a cabeça em demasia, a meu ver.
Algés, 2007

17 dezembro 2008

Iluminar o caminho

Das coisas que mais são o espelho da inteligência de cada um, conto o indicar dos caminhos como uma das mais evidentes.
Independe de instrução, cultura. É apenas a capacidade de explicar e de se colocar no lugar do outro.
Restos de colecção (71)


in Ministério das Obras Públicas - Plano Comemorativo - 1966 (clicar para ver mais amplo)

15 dezembro 2008

Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Ouvi-lo utilizar a expressão verdade desportiva.

14 dezembro 2008

Diário

Ontem à noite, alguém interpretou na RTP o papel de meu Avô.
Fiquei sem saber quem.
Restos de colecção (70)


in Ministério das Obras Públicas - Plano Comemorativo - 1966

Beja

13 dezembro 2008

11 dezembro 2008

Há quantos anos?

Já não sei bem há quantos anos o meu velho J. d’. mantém comigo uma espécie de aposta sobre a cidade onde se iniciará o grande incêndio da civilização ocidental.

10 dezembro 2008

09 dezembro 2008

ASAE Na reportagem feita pela SIC a propósito da história do momento, da carne de porco imprópria para consumo, vê-se, supostamente nas instalações da ASAE, uma folha de Excel. A forma como a coisa é apresentada nessa folha dá uma ideia do gabarito intelectual de quem a elaborou. Ao nível da terceira classe mal tirada. Alguém acredita que aquela soma não é feita à mão, atento o resultado e a forma das parcelas? Mas é assim em todo o lado. Infelizmente. A ASAE precisa talvez de certificar os seus funcionários. Como soe dizer-se. Mas é assim em todo o lado. Infelizmente. Só que estes são os repressores. E dão estes exemplos da mais completa inépcia mental. imagem da SIC, obtida em página já inexistente
Kaspar Hauser

Há, se a memória não me atraiçoa, uma cena de Kaspar Hauser, o filme, que ontem vi a partir do centro da dita.
Nela, em vez do caixão havia uma sósia da raínha de Inglaterra que, caminhando curvada e arritmadamente, mal equilibrando um chapéu azul, acenava do meio do cortejo. Para mim. Eu a pensar se não seria o derradeiro aceno.
Lisboa, 2008

Em casa

04 dezembro 2008

Os naipes orquestrados



Trinta anos.
Trinta anos desde a leitura da frase ilustrada acima.
Quantos deles esquecido do contexto próximo que a enleava.
Suponho que quem leu o mesmo livro, não pode deixar de saber que baralho ilustrei eu.
A culpa dos homens

A culpa talvez não possa não ser senão dos homens.
Porque são eles e só eles que sabem o que é a culpa.
Há quem defenda que outros animais – os cães são os mais nomeados, parece-me – também a conhecem.
Como ainda não conseguimos trocar ideias e conceitos com eles ou com qualquer outra espécie de ser vivo, animal ou vegetal, ficamos sós e a sós com ela.
Estão os clássicos e os menos clássicos cheios de alusões à culpa. Ou estarão, que a minha ignorância enciclopédica não me permite ser assertivo. Ainda assim, atrevo-me a colocar mais uma interrogação sobre o assunto: se a culpa é sempre, só e irrevogavelmente, dos homens por que raio se anda a perder tanto tempo com essa questão quando se fala das ditas mudanças climáticas?
Há, afinal, alguma culpa que não seja dos homens?

03 dezembro 2008

Check-in ou coisa que eu ainda não tinha visto embora não deva ser singular

A farmácia estava prestes a fechar - mirei primeiro o ponteiro dos minutos antes de empurrar a porta - e dei com ela cheia de bagagens que três mulheres tentavam manipular.
Inquiriram-me do balcão sobre as minhas necessidades ao que repliquei estarem as senhoras à minha frente.
Percebi pelo sorriso que afinal estavam ali apenas para pesar a bagagem - uma das malas deu duas arrobas bem pesadas.

30 novembro 2008

Os simples

A fácies da boçalidade para as câmaras de televisão.
Pondo absurda e desnecessariamente em risco a vida dos outros.
Não será possível educar, instruir os simples?

Afinal, foi apenas um nevão.
Um destes dias morre gente. Por inaptidão pura e simples. É afinal a selecção natural. Darwiniana.
Porto, 2008

29 novembro 2008

27 novembro 2008

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!



Quando não há nenhuma glória e eventualmente pouco dos outros três.
Sempre Sporting!

26 novembro 2008

C.M. 1098 de Torres Vedras, 2005

Ainda me lembro das olimpíadas de Lake Placid

Designei o teu sorriso
Como sinal de bonança em invernias.
Dessas invernias que a lareira cimentava
E em que me apetecia recitar
Entre dois copos de bagaço
E em que me apetecia cantar
E descansar, no teu regaço!
Designei a tua voz como silêncio solene
Quebrado num templo escolhido.
E ouvia-te embalar-me como se ouve
A chuva cantarolar nas vidraças.
E o Inverno ria-se de nós,
Deixando-nos por ali a sós
No seu e nosso conchego.
A maravilha não é um dom de fadas
E de histórias infantis,
É um preceito do amor,
Que embora escondido,
Às vezes nos faz feliz!


1985

SG, "Dizeres do Sul", 1993


Desencantei um SG piegas para esta noite de frieza. Talvez ele não me perdoe. Até pela relativa incorrecção do título.

25 novembro 2008

Confusões

Não me dei conta de que alguém tivesse posto em causa, beliscasse sequer, a honestidade do Presidente da República.
Já o mesmo não posso dizer que não tivesse acontecido ao seu critério. Critério de escolha.
Chuva e frio

Pode a coisa avaliar-se através dos dados do IM, que infelizmente não estão à disposição do público sem pagamento como estão os do INAG, de que me socorro amiúde.
Mas sem avaliação que não seja a falível que me vem dos sentidos e da memória, direi que é a segunda vez em tempos recentes que vejo, que sinto a concomitância da chuva e do frio tal como a sentia há muitos, muitos anos.
Atrevo-me a dizer, com a mesma subjectividade e falibilidade que têm a memória e os sentidos, que durante décadas, aqui nestes arrabaldes de Lisboa, uma e outro não formaram par.

24 novembro 2008

Abracadabra

Captando o programa* da RTP “Cuidado com a Língua!”, ouço que a palavra ABRACADABRA era exibida em amuletos, da forma que segue em ilustração, para que pudesse ser lida em todos os sentidos.



Uma asneirola, em todos os sentidos!
Coisa ruim para quem pretende dar lições aos outros.


corrigenda: não é "em todos os sentidos", mas "em vários sentidos".

* por enquanto ainda só está disponível o programa da semana passada. Já lá está o programa de hoje. A parte mencionada começa a 1:18.
Azenhas do Mar, 2008

23 novembro 2008

O Google e a lista telefónica


imagem daqui

Li o interessante artigo de Nicholas Carr na revista “The Atlantic” de Julho / Agosto deste ano – “Is Google Making Us Stupid?”.
Há ali pano para mangas e tiros certeiros na identificação de algumas “patologias” mentais induzidas pelos tempos.
Mas o Google, embora para eles trabalhe, ainda está longe de responder a quem pega numa lista telefónica, a agarra e lhe diz, baixinho: “quero ver o número de telefone de Fulano de Tal”.

21 novembro 2008

As pontes de outro condado (III)

O colega do irmão, a namorada da colega do irmão que tinha uma casa nos pinhais do centro, o melhor amigo do rapaz, a mulher do melhor amigo do rapaz, a irmã do colega do irmão todos lhe comunicaram, não, não foi convite, foi notificação.
Podes conduzir sentado no banco de alcântara.

A casa do pinhal que tinha piscina, adega, salão de festas, sala de pingue-pongue, salão aquecido naquele Setembro de pinhas e cheiro de pinheiro.
E quartos de hóspedes que ficavam ao lado da piscina e uma campaínha de escola ligada ao telefone e não se ouvia nada de uns lados para os outros.
E já é dia. Daqui a pouco vêm chamar-nos para o pequeno almoço e para o café na vila que fica a dois quilómetros, depois de passar por debaixo da linha e de fazer aquelas duas curvas perigosas onde estava uma carcaça de um carro já ferrugenta.
E banhos. Churrascos. Vinho caseiro que à décima terceira garrafa enjeitada e depois de uma ter passado no teste de vinho abafado, se deitou no jarro que condizia com os armários amarelos.
Vamos mudar de roupa para o jantar e não voltamos logo. Eles que esperem.
E depois à noite, vamos para o salão que fica debaixo dos quartos dos hóspedes e passamos a noite a discutir geopolítica. Trivial Pursuit, Pictionary. E a garrafa de bolso que trouxeste cheia de medronho é que não.

E voltaremos para a semana, com a dona da casa e o meu irmão.
E as pontes? Posso fotografá-las?
Se houver tempo.

(continua)


Porque a RTP se lembrou disso.
Segue o que já foi dito.

20 novembro 2008

Ilibações

A única conclusão que legitimamente se tira dos factos desta noite é que entre aqueles que neste regime foram escolhidos para cargos governativos há gente que não está acima de qualquer suspeita.
Os professores

Foi pena não ter sido possível ouvir hoje Mário Nogueira sobre a derrota de ontem ali um pouco abaixo da ponta da asa sul e Carlos Queirós sobre o recuo do Ministério.
Talvez isso sim tivesse alguma utilidade.
E o burro sou eu?*

A verdade é que aquilo que aconteceu hoje em Gama se antevia desde o apuramento para o Europeu da Áustria e da Suiça.
Pode haver bons jogadores mas não há mais nada.


* por muito batida que esteja esta expressão, não me parece que haja melhor título.

19 novembro 2008

As previsões

As previsões são úteis. Sempre o foram, desde que o homem percebeu que podia prever.
Mas também é útil ter a noção de que há momentos e circunstâncias em que a probabilidade de uma dada previsão ter algum valor é quase nula.
Esta coisa de andar sempre a corrigir o tiro parece-me insuficiência intelectual.
A lista telefónica

Há um certo número de coisas que desapareceu, mudou muito ou surgiu neste virar de século.
Em tempos, escrevi aqui algo sobre as minhas expectativas para o ano 2000. Mantendo o que então reduzi a escrito, não deixo de dar conta do que não ficou igual.
Já ninguém marca encontros à porta do café que fica mais perto da esquina sul do quarteirão, atento a quem sobe. Marca-se uma hora quando muito. Depois usa-se o telefone.
Já pouca gente se mete de mapa em riste – creio que isto dos mapas também nunca foi coisa corriqueira – à procura de um sítio. Vai buscar as coordenadas e enfia-as no GPS.
Raros não deixaram de trocar os ficheiros de bibliotecas e arquivos pelo Google e similares quando se trata de assunto que na rede encontra resposta.
Em todos estes casos, e outros haverá, a vida parece facilitada. Não sei se está se não está, mas parece facilitada.
Há pelo menos um em que ela se dificultou – a lista telefónica. À medida que vai diminuindo em espessura, aumenta a dificuldade em encontrar aquele tipo a quem se perdeu o rasto e a quem se dedicava uma tarde na estação dos Correios a procurar nas diversas listas do país pelo apelido. Se não ele, talvez um familiar naquela terra de que ele às vezes falava. Isso hoje é impraticável.
Ainda houve online umas listas de assinantes da rede móvel. Creio que os que pediam reserva de publicidade eram tantos que a coisa não se justificava. Se ainda existem essas listas, o erro é meu que não dei com elas.
Este ano foi o ano em que deixou de ser possível encontrar-me pela velha lista.

17 novembro 2008

O lixo

Continuo a achar que há formas de aproveitar a agressividade da juventude mentecapta. Por exemplo em tropas especiais, depois de bem enquadrados e domados.
O estado actual não é de aproveitamento. É de relativo controlo. Tê-los debaixo de olho, deixá-los usar umas bandeiras e dar uns gritos de guerra em manada.
E usar os bastões de vez em quando.
Parece-me pouco auspiciosa a situação.
Reivindicações

Há muitos anos atrás, invoquei o direito de ser avaliado invidualmente por, estando internado num hospital, ter faltado um período inteiro às aulas.
Esse direito foi-me concedido a custo. Mas foi.

Cada qual reivindica o que mais lhe convém.
Cabo Espichel, 2006

15 novembro 2008

Falta de ligação


imagem da RTP

Também eu aguardo. A ligação.

De repente, fiquei com a sensação de que há muito não via tal mensagem num écran.

14 novembro 2008

SMS

No meu tempo e no de muitos de vós, não havia SMS, telemóveis, nada que no instante nos levasse ao ajuntamento senão a voz, o megafone.
Sendo que eu não era – nunca fui nem sou – de ajuntamentos, ainda assim estive presente em alguns, poucos, casos. Sempre achei que o meu tempo era muito mais bem empregado em actividades como o bilhar, o pool, os matraquilhos, os vinhos e os petiscos. Quando a coisa chegou ao ponto que as imagens (guardadas por um colega) documentam, já eu tinha pegado no saco e ala a caminho do Sul até que recebesse nova ordem de marcha, assinalando uma precária normalidade lectiva.
Ovos? Isso era o grau zero da amotinação!

13 novembro 2008

As compras de Natal

Estava aqui a ouvir um destes programas de opinião pública sobre as compras de Natal.
Pertenço ao grupo dos que gastam, ano após ano, sempre a mesma quantia. Nem mais um tostão nem menos um tostão – é sempre zero.
Restos de colecção (69)

Pela abolição das notas, exames e todas as medidas selectivas; avaliação colectiva dos conhecimentos pelos estudantes e professores, por turma.”

"Por uma escola socialista" – diz o panfleto da lista C, apoiada pela ASJ. Coisas de 75.
É o que dá guardar papéis. Vê-se como a História se repete.

(clicando em cada boneco, podem ler-se as quatro páginas do panfleto)



ASJ - Abandone a Sala, Já – foi a minha interpretação coetânea da coisa. Eu era então um perigosíssimo contra-revolucionário.

12 novembro 2008

A centésima milésima visitante

Tal como previsto, coincidira comigo em Barca d’Alva. Não no tempo mas no alvo.
Gratamente, foi a Mª Isabel, autora do Aguaceiro, um repositório de belíssimas fotografias suas.
É pois para a chuva que vai o livro.

Dramas

Sou pouco de dramas, de perder tempo com as trevas e as injustiças do mundo tal como julgo que as entendemos nesta sociedade, nesta civilização, e tal como as entendo eu.
Mas há casos.
Este apareceu-me através da inevitável Sky News. Vi trechos da miúda a falar e depois li isto no Daily Mail.
Acho que a beleza tem aqui um papel decisivo. Aqui, na minha ponderação.
E há sempre as memórias, a porra das memórias.
TV

E aqui estou, a esta hora que abaixo acusa, a ver (a ouvir) o Canal Parlamento.
Bizarria?

11 novembro 2008

Às onze horas do dia onze do mês onze



imagem em http://www.bcafrance.org/strasbourg/spip.php?article21

Habituei-me a ver os veteranos ali aos Restauradores e a ver o seu número diminuir ano após ano.
No Reino Unido dizem que só há quatro sobreviventes.

Errata: onde se lê Restauradores deverá ler-se Avenida da Liberdade (por alturas da rua do Salitre) - coisas da idade estas falhas à jornalista.