E há razões para esperar um ano melhor do que o que passou?
31 dezembro 2020
21 novembro 2020
13 novembro 2020
Números
Deu a DGS baixa dos números de casos de COVID-19 por concelho, primeiro da frequência diária, agora da frequência semanal, aparentemente com uma nota no boletim diário que diz o seguinte:
Os dados por concelho serão atualizados assim que possível, na sequência da reformulação dos indicadores relativos aos novos casos de COVID-19 pela Direcção-Geral da Saúde. As medidas de controlo de COVID-19 têm por base a incidência cumulativa a 14 dias, que corresponde ao número de novos casos nos últimos 14 dias por 100 000 habitantes. Pretende-se que esta seja a principal métrica utilizada na avaliação de risco de cada concelho para que os cidadãos possam acompanhar a evolução da pandemia nos concelhos.
Ora, esta nota, mal comparado, pretende dizer que uma fiscalização à velocidade de um veículo na estrada quando feita em km/h, só deve ser levada a cabo aos quilómetros certos, junto do respectivo marco. Pois que é ao quilómetro (por hora).
É, no mínimo, absurdo. Mas já estamos habituados à péssima comunicação de dados que a DGS presta.
Entretanto, vai-se fazendo política com números que não são do conhecimento público, pois desde 26 de Outubro que não saem números por concelho nos boletins diários.
Deu a DGS baixa dos números de casos de COVID-19 por concelho, primeiro da frequência diária, agora da frequência semanal, aparentemente com uma nota no boletim diário que diz o seguinte:
Os dados por concelho serão atualizados assim que possível, na sequência da reformulação dos indicadores relativos aos novos casos de COVID-19 pela Direcção-Geral da Saúde. As medidas de controlo de COVID-19 têm por base a incidência cumulativa a 14 dias, que corresponde ao número de novos casos nos últimos 14 dias por 100 000 habitantes. Pretende-se que esta seja a principal métrica utilizada na avaliação de risco de cada concelho para que os cidadãos possam acompanhar a evolução da pandemia nos concelhos.
Ora, esta nota, mal comparado, pretende dizer que uma fiscalização à velocidade de um veículo na estrada quando feita em km/h, só deve ser levada a cabo aos quilómetros certos, junto do respectivo marco. Pois que é ao quilómetro (por hora).
É, no mínimo, absurdo. Mas já estamos habituados à péssima comunicação de dados que a DGS presta.
Entretanto, vai-se fazendo política com números que não são do conhecimento público, pois desde 26 de Outubro que não saem números por concelho nos boletins diários.
01 novembro 2020
Números
Diz o governo que há 121 concelhos em condição de lhes serem aplicadas medidas excepcionais.
Que há um limite de 240 novos casos por 100 000 habitantes nos últimos 14 dias - caso em que estão os 46 concelhos na lista abaixo.
Os outros 75 serão os que estão cercados pelos da lista. Um caso a verificar, dada o habitual falhanço neste tipo de avaliações.

Dados da DGS cruzados com dados do INE.
Diz o governo que há 121 concelhos em condição de lhes serem aplicadas medidas excepcionais.
Que há um limite de 240 novos casos por 100 000 habitantes nos últimos 14 dias - caso em que estão os 46 concelhos na lista abaixo.
Os outros 75 serão os que estão cercados pelos da lista. Um caso a verificar, dada o habitual falhanço neste tipo de avaliações.

Dados da DGS cruzados com dados do INE.
28 outubro 2020
17 outubro 2020
A medida parva
Esta anunciada obrigação de instalar e usar a aplicação Stayaway Covid compara-se a um lote de outras medidas legais de completa inutilidade que em outros tempos seriam consideradas caducas por os tempos serem outros.
Destaco nelas a proibição de contacto entre duas pessoas que estão ambas na posição de desejar esse contacto e a expulsão do território nacional de um indivíduo que possa permanecer no Espaço de Schengen - não fazem sentido por não serem fiscalizáveis nas actuais circunstâncias e por isso desacreditam o edifício legal e aqueles que as aplicam.
Esta anunciada obrigação de instalar e usar a aplicação Stayaway Covid compara-se a um lote de outras medidas legais de completa inutilidade que em outros tempos seriam consideradas caducas por os tempos serem outros.
Destaco nelas a proibição de contacto entre duas pessoas que estão ambas na posição de desejar esse contacto e a expulsão do território nacional de um indivíduo que possa permanecer no Espaço de Schengen - não fazem sentido por não serem fiscalizáveis nas actuais circunstâncias e por isso desacreditam o edifício legal e aqueles que as aplicam.
30 setembro 2020
16 agosto 2020
30 junho 2020
Prendas
Há mais de dez anos que a andorinha de louça entrou para a minha lista de compras essenciais, a par do Cristo-Rei em plástico e da buzina de bexiga.
E foi justamente ela a primeira a decorar-me a casa. Hoje terminei a aposta com a aquisição da buzina.
Coisa, pois, com mais de dez anos e que visava decerto objectos do século XX. Todos eles são do século XXI e o mais afastado da memória requisitante é, sem dúvida, o Cristo-Rei.
Mas já cá moram.

Há mais de dez anos que a andorinha de louça entrou para a minha lista de compras essenciais, a par do Cristo-Rei em plástico e da buzina de bexiga.
E foi justamente ela a primeira a decorar-me a casa. Hoje terminei a aposta com a aquisição da buzina.
Coisa, pois, com mais de dez anos e que visava decerto objectos do século XX. Todos eles são do século XXI e o mais afastado da memória requisitante é, sem dúvida, o Cristo-Rei.
Mas já cá moram.

09 maio 2020
Quem sabe?
Quem sabe quando foi a última vez, pelos séculos dos séculos, em que não houve Feira de Garvão?

imagem da página da C. M. de Ourique
Quem sabe quando foi a última vez, pelos séculos dos séculos, em que não houve Feira de Garvão?

imagem da página da C. M. de Ourique
02 maio 2020
01 maio 2020
Método II
Complementando a informação do post abaixo, registe-se o seguinte:
Entre 26 e 27 de Março, a informação disponibilizada pela DGS sobre os casos de COVID-19, que havia começado a 24 e era concelhia passou a ser nas Regiões Autónomas, por ilha. Foi um fósforo que logo se extinguiu. A ausência de método já se notava.
Tem o país quatro concelhos que, dois a dois, são homónimos – Calheta, na ilha da Madeira; Calheta, na ilha de São Jorge; Lagoa, no Algarve ou distrito de Faro e Lagoa, na ilha de São Miguel.
Pois bem, entre 28 de Março e 26 de Abril, ora com a designação Calheta (Açores) ora só com a designação Calheta, o número de infectados oscilou entre 4 e 6. Presumiu-se que todos os dados se referiam à Calheta de São Jorge, uma vez que o primeiro registo, de 28 de Março, se referia a Calheta (Açores).
A 27 e 28 de Abril, deixou de haver infectados na Calheta de São Jorge e passaram a estar 3 pessoas infectadas na Calheta da Madeira.
A 29 de Abril, havia 3 infectados na Calheta da Madeira e 6 na Calheta de São Jorge.
A 30 de Abril, havia apenas 6 infectados numa Calheta, sem que se soubesse qual delas.
Não se deve isto na certa à mobilidade de casos, de concelho para concelho, conforme foi referido pelo Subdirector-Geral da Saúde. Deve-se seguramente a anomalia de método. Ou à falta dele.
Não se entende, já o disse, que não haja uma designação única e inequívoca para cada concelho do país. E que se ande a mudar um campo fixo de uma matriz, de dia para dia.
Decerto que isto é mais do que secundário numa altura em que se trava um combate contra uma doença. O que é preocupante é que reflicta qualquer coisa da atitude geral.
Complementando a informação do post abaixo, registe-se o seguinte:
Entre 26 e 27 de Março, a informação disponibilizada pela DGS sobre os casos de COVID-19, que havia começado a 24 e era concelhia passou a ser nas Regiões Autónomas, por ilha. Foi um fósforo que logo se extinguiu. A ausência de método já se notava.
Tem o país quatro concelhos que, dois a dois, são homónimos – Calheta, na ilha da Madeira; Calheta, na ilha de São Jorge; Lagoa, no Algarve ou distrito de Faro e Lagoa, na ilha de São Miguel.
Pois bem, entre 28 de Março e 26 de Abril, ora com a designação Calheta (Açores) ora só com a designação Calheta, o número de infectados oscilou entre 4 e 6. Presumiu-se que todos os dados se referiam à Calheta de São Jorge, uma vez que o primeiro registo, de 28 de Março, se referia a Calheta (Açores).
A 27 e 28 de Abril, deixou de haver infectados na Calheta de São Jorge e passaram a estar 3 pessoas infectadas na Calheta da Madeira.
A 29 de Abril, havia 3 infectados na Calheta da Madeira e 6 na Calheta de São Jorge.
A 30 de Abril, havia apenas 6 infectados numa Calheta, sem que se soubesse qual delas.
Não se deve isto na certa à mobilidade de casos, de concelho para concelho, conforme foi referido pelo Subdirector-Geral da Saúde. Deve-se seguramente a anomalia de método. Ou à falta dele.
Não se entende, já o disse, que não haja uma designação única e inequívoca para cada concelho do país. E que se ande a mudar um campo fixo de uma matriz, de dia para dia.
Decerto que isto é mais do que secundário numa altura em que se trava um combate contra uma doença. O que é preocupante é que reflicta qualquer coisa da atitude geral.
29 abril 2020
Método
Já aqui mencionei a ausência de método na elaboração da tabela concelhia de casos de COVID-19 publicada diariamente pela DGS, desde 24 de Março, primeiro por ordem descendente de número de casos, com um mínimo de três*, depois por ordem alfabética.
Só a impreparação ao nível do mais básico ou a tentativa de baralhar (denunciar) o copy-paste de tais tabelas leva a que surjam em dias diferentes designações diferentes para alguns concelhos. Assim:

(clicar para ampliar)
Quem faz uma tabela com um campo fixo, neste caso os municípios portugueses, não altera esse campo de cada vez que o dia muda e se alteram os registos.
Quando estas coisas se verificam, inclino-me sempre para que sejam produções de mentes básicas.
O problema é, se assim fôr, que mais tarefas são entregues a tais indivíduos?
*este mínimo de três é estabelecido para não violar o segredo estatístico, diz a DGS. Confesso que não percebo em que medida o anúncio de um só caso (ou de dois) viola o segredo estatístico. Será que a DGS percebe?
Já aqui mencionei a ausência de método na elaboração da tabela concelhia de casos de COVID-19 publicada diariamente pela DGS, desde 24 de Março, primeiro por ordem descendente de número de casos, com um mínimo de três*, depois por ordem alfabética.
Só a impreparação ao nível do mais básico ou a tentativa de baralhar (denunciar) o copy-paste de tais tabelas leva a que surjam em dias diferentes designações diferentes para alguns concelhos. Assim:

(clicar para ampliar)
Quem faz uma tabela com um campo fixo, neste caso os municípios portugueses, não altera esse campo de cada vez que o dia muda e se alteram os registos.
Quando estas coisas se verificam, inclino-me sempre para que sejam produções de mentes básicas.
O problema é, se assim fôr, que mais tarefas são entregues a tais indivíduos?
*este mínimo de três é estabelecido para não violar o segredo estatístico, diz a DGS. Confesso que não percebo em que medida o anúncio de um só caso (ou de dois) viola o segredo estatístico. Será que a DGS percebe?
20 abril 2020
14 abril 2020
11 abril 2020
16 março 2020
15 março 2020
06 março 2020
Rafael Correia

imagem da página da Rádio Renascença
Pertenço ao grupo dos que viveram os melhores anos da vida embalados pelos contos reais de Rafael Correia.
Gratas memórias!
Grande obra!

imagem da página da Rádio Renascença
Pertenço ao grupo dos que viveram os melhores anos da vida embalados pelos contos reais de Rafael Correia.
Gratas memórias!
Grande obra!
27 fevereiro 2020
12 fevereiro 2020
Bullshit
[...]
First of all, we now have a name for the disease:
COVID-19. I’ll spell it: C-O-V-I-D hyphen one nine – COVID-19.
Under agreed guidelines between WHO, the World Organisation for Animal Health and the Food and Agriculture Organization of the United Nations, we had to find a name that did not refer to a geographical location, an animal, an individual or group of people, and which is also pronounceable and related to the disease.
Having a name matters to prevent the use of other names that can be inaccurate or stigmatizing. It also gives us a standard format to use for any future coronavirus outbreaks.
[...]
WHO Director-General's remarks at the media briefing on 2019-nCoV on 11 February 2020
11 February 2020
[...]
First of all, we now have a name for the disease:
COVID-19. I’ll spell it: C-O-V-I-D hyphen one nine – COVID-19.
Under agreed guidelines between WHO, the World Organisation for Animal Health and the Food and Agriculture Organization of the United Nations, we had to find a name that did not refer to a geographical location, an animal, an individual or group of people, and which is also pronounceable and related to the disease.
Having a name matters to prevent the use of other names that can be inaccurate or stigmatizing. It also gives us a standard format to use for any future coronavirus outbreaks.
[...]
WHO Director-General's remarks at the media briefing on 2019-nCoV on 11 February 2020
11 February 2020
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