30 dezembro 2023
Amorim
Ou Amorim não percebe mesmo o que é um contrato ou há jogadores que assinam papéis que os tornam mercadoria, sem que possam exercer a sua vontade. É o que se depreende da afirmação: “O Viktor não tem quereres. O Viktor tem uma cláusula.”
Ou Amorim não percebe mesmo o que é um contrato ou há jogadores que assinam papéis que os tornam mercadoria, sem que possam exercer a sua vontade. É o que se depreende da afirmação: “O Viktor não tem quereres. O Viktor tem uma cláusula.”
28 dezembro 2023
26 dezembro 2023
Sismos sentidos
Este ano igualou-se o recorde de número de sismos sentidos no Continente e Madeira dos últimos 28 anos, estabelecido há cinco anos.
Este ano igualou-se o recorde de número de sismos sentidos no Continente e Madeira dos últimos 28 anos, estabelecido há cinco anos.
16 dezembro 2023
Auto-retratos
O auto-retrato é uma das aquisições mais ou menos recentes dos simples.
Nasceu com a possibilidade de captar a própria imagem ao olhar para o telemóvel.
Antes disso não lhes ocorria tal coisa, verem-se assim ao espelho para a posteridade.
Tal sucesso foi entre os simples que a designação "selfie" se aplica já a qualquer fotografia tirada com um telefone.
É assim que a língua se vai transformando. Em tempos foi uma “kodak”.
O auto-retrato é uma das aquisições mais ou menos recentes dos simples.
Nasceu com a possibilidade de captar a própria imagem ao olhar para o telemóvel.
Antes disso não lhes ocorria tal coisa, verem-se assim ao espelho para a posteridade.
Tal sucesso foi entre os simples que a designação "selfie" se aplica já a qualquer fotografia tirada com um telefone.
É assim que a língua se vai transformando. Em tempos foi uma “kodak”.
13 dezembro 2023
A cultura barac bac bac
Dizia lá pelo final da década de 70 um velho amigo: "barac bac bac é a fala dos porcos".
Desde esse tempo que esta sentença é uma espécie de leitmotiv para mim. Uso-a amiúde e sem grande moderação a propósito de tudo e mais alguma coisa.
Vejo, ainda assim, que há uma certa razão em fazê-lo, já que da paisagem que me rodeia me chegam a todo o tempo grunhidos, guinchos e arrancos da nutrida vara que nos disputa o território.
Dizia lá pelo final da década de 70 um velho amigo: "barac bac bac é a fala dos porcos".
Desde esse tempo que esta sentença é uma espécie de leitmotiv para mim. Uso-a amiúde e sem grande moderação a propósito de tudo e mais alguma coisa.
Vejo, ainda assim, que há uma certa razão em fazê-lo, já que da paisagem que me rodeia me chegam a todo o tempo grunhidos, guinchos e arrancos da nutrida vara que nos disputa o território.
12 dezembro 2023
08 dezembro 2023
Logotipo da administração
A necessidade de mudar é um mistério. O desenho é primário. O arrazoado é primário, denotando o já habitual coitadinhismo que tem um medo medonho de trilhar bizarras susceptibilidades.
“A referência matricial da nova imagem do Governo da República Portuguesa é a bandeira nacional. Nas suas cores dominantes e na sua geometria elementar são encontrados os argumentos visuais identitários que se articulam agora de forma mais sintética, diferenciada e adaptável às condições da comunicação digital.”
“O que se propõe não constitui o redesenho da bandeira, instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910 e devidamente consagrada na Constituição da República Portuguesa como símbolo de soberania, independência, unidade e integridade. Não interfere, portanto, com o seu estatuto, dignidade ou representatividade.”
“O que se apresenta no contexto desta orientação estratégica é um símbolo novo e distinto, representativo do Governo da República Portuguesa, que responde de forma mais eficaz aos novos contextos, determinados pela sofisticação da comunicação digital e dinâmica e por uma consciência ecológica reforçada.”
” Através da síntese formal, a nova imagem afirma-se também inclusiva, plural e laica.”
(do “Manual de aplicação da identidade visual” do Governo)
Nota: o anterior também não era grande espingarda. Tendo a nação portuguesa uma imagem simbólica forte e consagrada como a que aqui se mostra, que necessidade há de invenções despropositadas?
A necessidade de mudar é um mistério. O desenho é primário. O arrazoado é primário, denotando o já habitual coitadinhismo que tem um medo medonho de trilhar bizarras susceptibilidades.
“A referência matricial da nova imagem do Governo da República Portuguesa é a bandeira nacional. Nas suas cores dominantes e na sua geometria elementar são encontrados os argumentos visuais identitários que se articulam agora de forma mais sintética, diferenciada e adaptável às condições da comunicação digital.”
“O que se propõe não constitui o redesenho da bandeira, instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910 e devidamente consagrada na Constituição da República Portuguesa como símbolo de soberania, independência, unidade e integridade. Não interfere, portanto, com o seu estatuto, dignidade ou representatividade.”
“O que se apresenta no contexto desta orientação estratégica é um símbolo novo e distinto, representativo do Governo da República Portuguesa, que responde de forma mais eficaz aos novos contextos, determinados pela sofisticação da comunicação digital e dinâmica e por uma consciência ecológica reforçada.”
” Através da síntese formal, a nova imagem afirma-se também inclusiva, plural e laica.”
(do “Manual de aplicação da identidade visual” do Governo)
Nota: o anterior também não era grande espingarda. Tendo a nação portuguesa uma imagem simbólica forte e consagrada como a que aqui se mostra, que necessidade há de invenções despropositadas?
06 dezembro 2023
Baliza a baliza
"Parece que andaram a jogar à bola e um deles foi eliminado." - aqui há um mês.
E o outro saiu lesionado. Vai terminar a época com limitações.
"Parece que andaram a jogar à bola e um deles foi eliminado." - aqui há um mês.
E o outro saiu lesionado. Vai terminar a época com limitações.
30 novembro 2023
Bérlim
Em outros tempos, a dificuldade de conciliar os topónimos consagrados na língua portuguesa com o adquirido no estrangeiro era uma particularidade dos desgraçados que haviam emigrado e que não tinham tido oportunidade de se instruir.
Hoje, temos os carimbados e certificados das escolas de jornalismo a pronunciar Bérlim.
Há tempo houve até um que disse na mesma frase que a ponte Eiffél em Viana do Castelo tinha sido projectada por Gustave Éiffel. É esta tropa fandanga que nos serve as notícias.
Em outros tempos, a dificuldade de conciliar os topónimos consagrados na língua portuguesa com o adquirido no estrangeiro era uma particularidade dos desgraçados que haviam emigrado e que não tinham tido oportunidade de se instruir.
Hoje, temos os carimbados e certificados das escolas de jornalismo a pronunciar Bérlim.
Há tempo houve até um que disse na mesma frase que a ponte Eiffél em Viana do Castelo tinha sido projectada por Gustave Éiffel. É esta tropa fandanga que nos serve as notícias.
29 novembro 2023
26 novembro 2023
23 novembro 2023
Falta de tarola*
As agremiações politicamente correctas vão sendo pouco a pouco apeadas do poder enquanto se dizem surpreendidas pelo avanço daquilo a que elas chamam extrema-direita (extrema-direita é o nome do tapete para debaixo do qual varrem tudo aquilo que se lhes opõe).
Não alcançam que o problema-mor que as destitui é a sua completa e contínua negação das evidências. E a promoção de aberrações.
* tarola - na minha avoenga noção é sinónimo de juízo, bom senso, razão, acerto.
As agremiações politicamente correctas vão sendo pouco a pouco apeadas do poder enquanto se dizem surpreendidas pelo avanço daquilo a que elas chamam extrema-direita (extrema-direita é o nome do tapete para debaixo do qual varrem tudo aquilo que se lhes opõe).
Não alcançam que o problema-mor que as destitui é a sua completa e contínua negação das evidências. E a promoção de aberrações.
* tarola - na minha avoenga noção é sinónimo de juízo, bom senso, razão, acerto.
22 novembro 2023
21 novembro 2023
Rol de mortos
A automatização da rede e o meu acordo tácito promovem as notificações depois de ter consultado o rol de mortos lá da vila.
Recebo avisos discretos, silenciosos. A forma como chegam, com a fotografia dos falecidos a emergir, conheci, não conheci, é no mínimo perturbadora.
Longe da vila, vi recentemente desvelar-se a imagem de um velho amigo.
Surpresas destas...
A automatização da rede e o meu acordo tácito promovem as notificações depois de ter consultado o rol de mortos lá da vila.
Recebo avisos discretos, silenciosos. A forma como chegam, com a fotografia dos falecidos a emergir, conheci, não conheci, é no mínimo perturbadora.
Longe da vila, vi recentemente desvelar-se a imagem de um velho amigo.
Surpresas destas...
20 novembro 2023
Os simples
Os simples estiveram ontem na minha atenção: a boçalidade, a chico-esperteza e a emoção epidérmica mostraram-se em todo o seu esplendor em directos e em diferidos numa tragicomédia em canal de televisão popular.
Já no estúdio apareceram os mesmos simples, mas encartados e certificados, a tecer esdrúxulas considerações com o ar supostamente grave que lhes é característico.
Todo um espectáculo popularucho que também faz parte da aprendizagem diária.
Os simples estiveram ontem na minha atenção: a boçalidade, a chico-esperteza e a emoção epidérmica mostraram-se em todo o seu esplendor em directos e em diferidos numa tragicomédia em canal de televisão popular.
Já no estúdio apareceram os mesmos simples, mas encartados e certificados, a tecer esdrúxulas considerações com o ar supostamente grave que lhes é característico.
Todo um espectáculo popularucho que também faz parte da aprendizagem diária.
19 novembro 2023
Dobragem
Já não é a primeira vez que voz e rosto femininos combinados numa dobragem me deixam encantado.
Esta senhora que julgo francesa a falar em português num anúncio da Citroën tem esse efeito.
Já não é a primeira vez que voz e rosto femininos combinados numa dobragem me deixam encantado.
Esta senhora que julgo francesa a falar em português num anúncio da Citroën tem esse efeito.
12 novembro 2023
Ponte metálica da Régua
Aqui a ouvir uma reportagem sobre a E.N. 222 e logo me soou um disparate: que a ponte metálica da Régua fora inicialmente uma ponte ferroviária.
Dá este erro uma ideia do cuidado com que estas coisas são feitas e da credibilidade destes ditos jornalistas.
Aqui a ouvir uma reportagem sobre a E.N. 222 e logo me soou um disparate: que a ponte metálica da Régua fora inicialmente uma ponte ferroviária.
Dá este erro uma ideia do cuidado com que estas coisas são feitas e da credibilidade destes ditos jornalistas.
"Data Center" de Sines
Não há jornalista que se interrogue sobre a natureza, importância e utilidade futura deste dito magnífico investimento que anda nas bocas do mundo e que, a acreditarmos no que se diz, só encontrava obstáculos?
Quantos postos de trabalho directos? Que expectativa de serviços a prestar?
Não há jornalista que se interrogue sobre a natureza, importância e utilidade futura deste dito magnífico investimento que anda nas bocas do mundo e que, a acreditarmos no que se diz, só encontrava obstáculos?
Quantos postos de trabalho directos? Que expectativa de serviços a prestar?
07 novembro 2023
06 novembro 2023
05 novembro 2023
Sporting
"[...] Ou pagaram a minha cláusula [...]" - assim interpreta Ruben Amorim a sua rescisão de contrato com o Sporting de Braga.
Isto para afirmar que costuma cumprir os contratos até ao fim (excepto quando...).
Que os simples usem esta linguagem simplificada é natural.
Que o próprio não saiba ou finja não saber quem paga formalmente uma indemnização quando se rescinde um contrato já não é natural.
Custa-me ouvir estas coisas do treinador do meu Sporting. Esta desresponsabilização sugere ilações para o futuro.
"[...] Ou pagaram a minha cláusula [...]" - assim interpreta Ruben Amorim a sua rescisão de contrato com o Sporting de Braga.
Isto para afirmar que costuma cumprir os contratos até ao fim (excepto quando...).
Que os simples usem esta linguagem simplificada é natural.
Que o próprio não saiba ou finja não saber quem paga formalmente uma indemnização quando se rescinde um contrato já não é natural.
Custa-me ouvir estas coisas do treinador do meu Sporting. Esta desresponsabilização sugere ilações para o futuro.
03 novembro 2023
Feicebuquiano (ai eu)
Sonhos e talvez pesadelos
No mundo dos sonhos, pesadelos tenho poucos. Há, porém, algumas imagens que por lá surgem e me causam algum incómodo. Esse incómodo é transmissível a coisas tangíveis que me aparecem à frente, sem que encontre para tal uma justificação.
Por outro lado, transporto também dos sonhos um enlevo particular por certos elementos do mundo real, que me incitam a visitar locais, a possuir bens e a usufruir do que antevejo aqui e ali em imagens.
São disso exemplo as monumentais escadarias em túnel do Forte de Fenestrelle que pretendo percorrer no sentido descendente; o singelo Daihatsu Sirion amarelo de 1999 que cobiço aos seus donos (sei onde está um); as carruagens Schindler que a CP possui e nas quais nunca viajei e algumas outras maravilhas.
Voltando aos pesadelos, um destes dias ensaiei umas brincadeiras num site de geração de imagens a partir de uma breve descrição em texto e saíram-me estas duas abaixo, que de imediato me causaram um incómodo emético, advindo do mundo onírico.
Vá lá a gente perceberas mulheres, quero dizer os sonhos ou os pesadelos.
Sonhos e talvez pesadelos
No mundo dos sonhos, pesadelos tenho poucos. Há, porém, algumas imagens que por lá surgem e me causam algum incómodo. Esse incómodo é transmissível a coisas tangíveis que me aparecem à frente, sem que encontre para tal uma justificação.
Por outro lado, transporto também dos sonhos um enlevo particular por certos elementos do mundo real, que me incitam a visitar locais, a possuir bens e a usufruir do que antevejo aqui e ali em imagens.
São disso exemplo as monumentais escadarias em túnel do Forte de Fenestrelle que pretendo percorrer no sentido descendente; o singelo Daihatsu Sirion amarelo de 1999 que cobiço aos seus donos (sei onde está um); as carruagens Schindler que a CP possui e nas quais nunca viajei e algumas outras maravilhas.
Voltando aos pesadelos, um destes dias ensaiei umas brincadeiras num site de geração de imagens a partir de uma breve descrição em texto e saíram-me estas duas abaixo, que de imediato me causaram um incómodo emético, advindo do mundo onírico.
Vá lá a gente perceber
02 novembro 2023
Alvoredo
Quando não existiam anemómetros, uma das maneiras de se avaliar um vento excepcional era contar as árvores caídas.
Nesse tempo e no imediato, saber-se-ia pouco sobre a extensão territorial do fenómeno. Se era coisa só dali ou se tinha feito estragos lá longe.
Hoje, as árvores caídas um pouco por todo o lado são notícia. E a notícia espalhada engorda sempre os factos.
Seja como for, hoje caíram por esse país, mais pelo Centro e pelo Norte, umas boas dezenas de árvores, talvez mais de um cento*.
Deve querer dizer que fez vento forte.
* talvez mais de dois centos, actualizando as notícias.
Quando não existiam anemómetros, uma das maneiras de se avaliar um vento excepcional era contar as árvores caídas.
Nesse tempo e no imediato, saber-se-ia pouco sobre a extensão territorial do fenómeno. Se era coisa só dali ou se tinha feito estragos lá longe.
Hoje, as árvores caídas um pouco por todo o lado são notícia. E a notícia espalhada engorda sempre os factos.
Seja como for, hoje caíram por esse país, mais pelo Centro e pelo Norte, umas boas dezenas de árvores, talvez mais de um cento*.
Deve querer dizer que fez vento forte.
* talvez mais de dois centos, actualizando as notícias.
31 outubro 2023
A última coca-cola do deserto
Uma figura, há dias na SIC Notícias, dava conta de que o Chat GPT não dava uma resposta satisfatória sobre (a origem, a razão, o fim? d)o conflito israelo-palestiniano.
Para esta figura, o Chat GPT é uma espécie de Oráculo de Delfos dos tempos correntes, ou mesmo a última coca-cola do deserto.
Se o chat GPT não sabe a resposta...
Uma figura, há dias na SIC Notícias, dava conta de que o Chat GPT não dava uma resposta satisfatória sobre (a origem, a razão, o fim? d)o conflito israelo-palestiniano.
Para esta figura, o Chat GPT é uma espécie de Oráculo de Delfos dos tempos correntes, ou mesmo a última coca-cola do deserto.
Se o chat GPT não sabe a resposta...
29 outubro 2023
Extinções
O SEF foi extinto porque ocorreu um episódio grave que levou à morte de um indivíduo nas suas instalações.
Exemplo de uma medida irracional, semelhante à que extinguiu a JAE, porque por lá se dizia que havia gente corrupta.
Ambas as medidas tomadas por governos do PS. Não deve ser coincidência.
Creio que a fiscalização das fronteiras deve ser efectuada por um organismo de polícia que não se confunda com serviços burocráticos que tratem da imigração. Assim, a mudança parece fazer algum sentido, retomando uma tradição exclusivamente policial no controlo fronteiriço.
Já a ânsia de tornar todas as designações politicamente correctas que destinou o nome de Agência Portuguesa para as Minorias, Migrações e Asilo (APMMA) para o organismo que tratará das referidas burocracias, fez um ligeiro recuo, percebeu que as minorias são uma coisa e os imigrantes são outra e tratou de dar-lhe novo nome: Agência de Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
A dita alteração, feita meses depois do nome atribuído, mostra o amadorismo desta gente.
O SEF foi extinto porque ocorreu um episódio grave que levou à morte de um indivíduo nas suas instalações.
Exemplo de uma medida irracional, semelhante à que extinguiu a JAE, porque por lá se dizia que havia gente corrupta.
Ambas as medidas tomadas por governos do PS. Não deve ser coincidência.
Creio que a fiscalização das fronteiras deve ser efectuada por um organismo de polícia que não se confunda com serviços burocráticos que tratem da imigração. Assim, a mudança parece fazer algum sentido, retomando uma tradição exclusivamente policial no controlo fronteiriço.
Já a ânsia de tornar todas as designações politicamente correctas que destinou o nome de Agência Portuguesa para as Minorias, Migrações e Asilo (APMMA) para o organismo que tratará das referidas burocracias, fez um ligeiro recuo, percebeu que as minorias são uma coisa e os imigrantes são outra e tratou de dar-lhe novo nome: Agência de Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
A dita alteração, feita meses depois do nome atribuído, mostra o amadorismo desta gente.
28 outubro 2023
Prateleira
Se a visão não me atraiçoou, a menina que viu um porta-aviões a voar sobre a Formosa foi retirada da prateleira e voltou a debitar notícias.
Como aqui disse já, se as asneiras grossas conduzissem inapelavelmente à prateleira, um destes dias não haveria criatura para dar a cara nos noticiários.
Se a visão não me atraiçoou, a menina que viu um porta-aviões a voar sobre a Formosa foi retirada da prateleira e voltou a debitar notícias.
Como aqui disse já, se as asneiras grossas conduzissem inapelavelmente à prateleira, um destes dias não haveria criatura para dar a cara nos noticiários.
25 outubro 2023
Guterres
Desta vez estou com Guterres: o ataque de 7 de Outubro não se produziu no vácuo.
É mais um episódio numa guerra muito sangrenta que não começou ontem nem anteontem.
Que foi um massacre bárbaro não é preciso dizê-lo. Nas guerras há massacres bárbaros e esta não é excepção. Pensar que só uma das partes os comete é ingenuidade ou parcialidade.
Como já disse aqui, criança por criança, não vejo diferença entre a criança morta pelo míssil "inteligente" e a que morreu num autocarro por via de uns cartuchos de dinamite ou outro explosivo qualquer.
Há-de ter existido uma guerra na História que foi a menos cruel, a mais civilizada, a mais respeitadora; eu é que não consigo dizer qual foi. Alguém consegue?
Terá sido uma em que o ódio e a vingança estiveram de alguma forma ausentes?
Desta vez estou com Guterres: o ataque de 7 de Outubro não se produziu no vácuo.
É mais um episódio numa guerra muito sangrenta que não começou ontem nem anteontem.
Que foi um massacre bárbaro não é preciso dizê-lo. Nas guerras há massacres bárbaros e esta não é excepção. Pensar que só uma das partes os comete é ingenuidade ou parcialidade.
Como já disse aqui, criança por criança, não vejo diferença entre a criança morta pelo míssil "inteligente" e a que morreu num autocarro por via de uns cartuchos de dinamite ou outro explosivo qualquer.
Há-de ter existido uma guerra na História que foi a menos cruel, a mais civilizada, a mais respeitadora; eu é que não consigo dizer qual foi. Alguém consegue?
Terá sido uma em que o ódio e a vingança estiveram de alguma forma ausentes?
22 outubro 2023
21 outubro 2023
As bombas deles
As bombas deles são sempre muito piores do que as nossas, que até nem existem.
Que uma pessoa considere o seu lado, o defenda ferrenhamente contra os inimigos, não é nenhum sinal de sandice.
O que é sinal de sandice é anunciar a terceiros, ao mundo, os horrores alheios, quando a sua parte comete iguais atrocidades.
Maior sinal de sandice, de alienação, é ver os terceiros, que por isso não são parte, corroborarem a indignação pelo horror praticado por um só lado, não interessa qual.
Há guerras que motivam esta loucura quase colectiva.
As bombas deles são sempre muito piores do que as nossas, que até nem existem.
Que uma pessoa considere o seu lado, o defenda ferrenhamente contra os inimigos, não é nenhum sinal de sandice.
O que é sinal de sandice é anunciar a terceiros, ao mundo, os horrores alheios, quando a sua parte comete iguais atrocidades.
Maior sinal de sandice, de alienação, é ver os terceiros, que por isso não são parte, corroborarem a indignação pelo horror praticado por um só lado, não interessa qual.
Há guerras que motivam esta loucura quase colectiva.
20 outubro 2023
18 outubro 2023
O gosto dos acasos
Há um conjunto de circunstâncias da vida que, no balanço, damos como fruto do acaso.
Como se aquilo a que chamamos acaso fosse definível.
E nem tudo o que é fruto do acaso é coisa em que nos detenhamos. Muita minudência o é e disso não levamos lembrança.
Isto tudo para falar de um livro.
Pouco dado nestes dias que vão correndo a escutar estações de rádio, faço-o quase exclusivamente no carro e às horas certas, para ouvir as notícias.
Lá para trás, não sei bem quando, fiquei por um acaso a ouvir uma recensão literária, creio que com a participação da escritora. Não me recordo do trajecto que fazia mas tenho sim uma lembrança de que era uma estrada agradável e que o livro que estava a ser contado no rádio foi um belíssimo complemento para a viagem.
Já foi com um certo esforço de memória, que a idade não perdoa, que mais tarde incluí o título na minha lista de compras, como se ainda tivesse espaço para livros e tempo para os ler.
Há uns meses, juntei-o à encomenda de um outro, há muito assinalado.
Quebrando um quase jejum de meses, li-o de um trago há alguns dias.
Cada página justificou o entusiasmo que tivera nessa estrada já algo longínqua.
Há um conjunto de circunstâncias da vida que, no balanço, damos como fruto do acaso.
Como se aquilo a que chamamos acaso fosse definível.
E nem tudo o que é fruto do acaso é coisa em que nos detenhamos. Muita minudência o é e disso não levamos lembrança.
Isto tudo para falar de um livro.
Pouco dado nestes dias que vão correndo a escutar estações de rádio, faço-o quase exclusivamente no carro e às horas certas, para ouvir as notícias.
Lá para trás, não sei bem quando, fiquei por um acaso a ouvir uma recensão literária, creio que com a participação da escritora. Não me recordo do trajecto que fazia mas tenho sim uma lembrança de que era uma estrada agradável e que o livro que estava a ser contado no rádio foi um belíssimo complemento para a viagem.
Já foi com um certo esforço de memória, que a idade não perdoa, que mais tarde incluí o título na minha lista de compras, como se ainda tivesse espaço para livros e tempo para os ler.
Há uns meses, juntei-o à encomenda de um outro, há muito assinalado.
Quebrando um quase jejum de meses, li-o de um trago há alguns dias.
Cada página justificou o entusiasmo que tivera nessa estrada já algo longínqua.
17 outubro 2023
Rol de mortos
Ninguém me mandou espiolhar os registos online da funerária lá da Vila.
O rol de mortos aumentou consideravelmente depois de tal empresa.
Gente que eu cria viva e que afinal já está no lugar onde, por lá, mais amigos tenho.
Ninguém me mandou espiolhar os registos online da funerária lá da Vila.
O rol de mortos aumentou consideravelmente depois de tal empresa.
Gente que eu cria viva e que afinal já está no lugar onde, por lá, mais amigos tenho.
12 outubro 2023
Primarismo e (a minha) insensibilidade
Neste secular confronto entre árabes e judeus, há cada vez mais um desfasamento temporal entre as partes. Observam-se comportamentos medievais na parte palestina, como o da saudação ostensiva e destemperada da ofensiva de sábado passado, na ignorância da terrível espada que lhes impende sobre a cabeça.
Muitos dos que saltavam e disparavam para o ar, no tradicional e primitivo desperdício de munições, estarão hoje já mortos.
Pertenço ao grupo dos que são insensíveis aos relatos emocionais e necessariamente parciais de barbárie num conflito armado e generalizado num dado território.
Não há partes inocentes numa guerra, não há guerra sem violência e a violência atinge sempre os que se podem dizer ainda assim inocentes.
Neste secular confronto entre árabes e judeus, há cada vez mais um desfasamento temporal entre as partes. Observam-se comportamentos medievais na parte palestina, como o da saudação ostensiva e destemperada da ofensiva de sábado passado, na ignorância da terrível espada que lhes impende sobre a cabeça.
Muitos dos que saltavam e disparavam para o ar, no tradicional e primitivo desperdício de munições, estarão hoje já mortos.
Pertenço ao grupo dos que são insensíveis aos relatos emocionais e necessariamente parciais de barbárie num conflito armado e generalizado num dado território.
Não há partes inocentes numa guerra, não há guerra sem violência e a violência atinge sempre os que se podem dizer ainda assim inocentes.
10 outubro 2023
Criançada
A criançada que tomou conta do aparelho de Estado nem uma folha de cálculo sabe usar.
À boa maneira da ASAE de outros tempos que até publicitava com aparato a total incapacidade dos seus quadros de lidarem com a dita cuja folha de cálculo.
Na proposta de Orçamento deram mais esta amostra de incompetência informática, a pág. 149:
A criançada que tomou conta do aparelho de Estado nem uma folha de cálculo sabe usar.
À boa maneira da ASAE de outros tempos que até publicitava com aparato a total incapacidade dos seus quadros de lidarem com a dita cuja folha de cálculo.
Na proposta de Orçamento deram mais esta amostra de incompetência informática, a pág. 149:
09 outubro 2023
Cuidado com a EDP (parte 3)
A comunicação com a EDP ainda me deixa dúvidas: quem me responde é um algoritmo mal programado ou um humano com raciocínio impróprio para a entrada no ensino básico?
Uma mistura das duas hipóteses? Uma tentativa de escorraçar os clientes reclamantes com irracionalidades e despautérios?
A comunicação com a EDP ainda me deixa dúvidas: quem me responde é um algoritmo mal programado ou um humano com raciocínio impróprio para a entrada no ensino básico?
Uma mistura das duas hipóteses? Uma tentativa de escorraçar os clientes reclamantes com irracionalidades e despautérios?
07 outubro 2023
Barro
No barro se desfaz o homem
Nem sequer as conversas que tivemos amiúde sobre a terra, aquela terra, me vieram no momento à lembrança.
Bastou um gesto de criança muito novinha, revolvendo com as mãos a terra que saíra da cova aberta e dizendo “esta terra é boa para fazer barro”.
O engenheiro agrónomo chegava à sua última morada.
No barro se desfaz o homem
Nem sequer as conversas que tivemos amiúde sobre a terra, aquela terra, me vieram no momento à lembrança.
Bastou um gesto de criança muito novinha, revolvendo com as mãos a terra que saíra da cova aberta e dizendo “esta terra é boa para fazer barro”.
O engenheiro agrónomo chegava à sua última morada.
03 outubro 2023
Cuidado com a EDP (parte 2)
A irracionalidade aldrabona, ao nível do chico-esperto vendedor de banha da cobra, está bem patente na resposta que recebi do algoritmo ou do irracional a soldo da EDP. Sim, vem assinada.
Diz pois a mensagem que, analisada a situação, anularam a factura x1 e emitiram a factura x2.
Como se as duas não tivessem sido emitidas uma a seguir à outra sem qualquer anulação e ambas a pagamento.
Acrescenta ainda que a emissão das facturas foi assim correcta(!!!).
E ainda sugere o débito directo como forma cómoda de pagamento de facturas (e de ser espoliado, acrescento eu).
Em suma, um somatório de inanidades que insultam apenas a inteligência de quem as emana.
É isto a EDP.
A irracionalidade aldrabona, ao nível do chico-esperto vendedor de banha da cobra, está bem patente na resposta que recebi do algoritmo ou do irracional a soldo da EDP. Sim, vem assinada.
Diz pois a mensagem que, analisada a situação, anularam a factura x1 e emitiram a factura x2.
Como se as duas não tivessem sido emitidas uma a seguir à outra sem qualquer anulação e ambas a pagamento.
Acrescenta ainda que a emissão das facturas foi assim correcta(!!!).
E ainda sugere o débito directo como forma cómoda de pagamento de facturas (e de ser espoliado, acrescento eu).
Em suma, um somatório de inanidades que insultam apenas a inteligência de quem as emana.
É isto a EDP.
02 outubro 2023
Cuidado com a EDP
Há dois anos e tal recebi uma SMS aparentemente da EDP, pois continha dados correctos sobre um pagamento a fazer, valor da factura, entidade e referência multibanco.
Nada de estranho na altura, para além de nunca ter recebido tal coisa anteriormente.
Do mesmo remetente, recebi há cerca de um ano nova SMS desta vez fazendo apelo a uma quantia não devida, com uma entidade aparentemente já bem conhecida - 21800 – que pelos vistos serve de suporte a burlões.
Não tendo naturalmente caído no engodo alertei a EDP, através dos labrirínticos canais de contacto, para o facto de os dois acontecimentos em conjunto significarem uma brecha na segurança na relação entre aquela empresa e os clientes.
Fiz várias tentativas nesse sentido, tendo as respostas sido de uma infantilidade confrangedora, própria de um sistema automático mal programado, de uma mente singular ou de um dispositivo de rechaçar clientes, sem qualquer consideração pelos mesmos.
A fim, lá veio uma resposta mais de acordo com o por mim exposto, mas ignorando completamente o facto de alguém com fins fraudulentos ter tido acesso ou aos meios de comunicação da EDP ou à sua base de dados.
Tudo de uma infantilidade confrangedora, como já disse acima.
Um ano volvido, verifico que duplicaram a minha factura de Agosto. Tenho assim duas facturas para pagar, referentes a Agosto, mas com data de emissão e prazo de pagamento diferentes.
Já usei o canal labiríntico na certa esperando ter mais uma resposta imbecil.
Em função do que vier, farei ou não uma competente reclamação no local adequado.
Há dois anos e tal recebi uma SMS aparentemente da EDP, pois continha dados correctos sobre um pagamento a fazer, valor da factura, entidade e referência multibanco.
Nada de estranho na altura, para além de nunca ter recebido tal coisa anteriormente.
Do mesmo remetente, recebi há cerca de um ano nova SMS desta vez fazendo apelo a uma quantia não devida, com uma entidade aparentemente já bem conhecida - 21800 – que pelos vistos serve de suporte a burlões.
Não tendo naturalmente caído no engodo alertei a EDP, através dos labrirínticos canais de contacto, para o facto de os dois acontecimentos em conjunto significarem uma brecha na segurança na relação entre aquela empresa e os clientes.
Fiz várias tentativas nesse sentido, tendo as respostas sido de uma infantilidade confrangedora, própria de um sistema automático mal programado, de uma mente singular ou de um dispositivo de rechaçar clientes, sem qualquer consideração pelos mesmos.
A fim, lá veio uma resposta mais de acordo com o por mim exposto, mas ignorando completamente o facto de alguém com fins fraudulentos ter tido acesso ou aos meios de comunicação da EDP ou à sua base de dados.
Tudo de uma infantilidade confrangedora, como já disse acima.
Um ano volvido, verifico que duplicaram a minha factura de Agosto. Tenho assim duas facturas para pagar, referentes a Agosto, mas com data de emissão e prazo de pagamento diferentes.
Já usei o canal labiríntico na certa esperando ter mais uma resposta imbecil.
Em função do que vier, farei ou não uma competente reclamação no local adequado.
30 setembro 2023
28 setembro 2023
Alienar
Há cópia de ingénuos ou de farsantes entre os que nos governam.
É sempre aquela questão de querer controlar o que já não nos pertence.
Há cópia de ingénuos ou de farsantes entre os que nos governam.
É sempre aquela questão de querer controlar o que já não nos pertence.
27 setembro 2023
21 setembro 2023
19 setembro 2023
Geração dita de cristal
Uma das alterações bem visíveis no comportamento humano é a caminhada para uma hipersensibilidade e para uma tibieza, na certa, essas sim, nunca vistas. Acresce a premente necessidade de encontrar culpados para tudo que acontece.
Esta notícia, só por ser notícia, e também por levantar dúvidas sobre responsabilidade e negligência, é um notável exemplo.
Uma das alterações bem visíveis no comportamento humano é a caminhada para uma hipersensibilidade e para uma tibieza, na certa, essas sim, nunca vistas. Acresce a premente necessidade de encontrar culpados para tudo que acontece.
Esta notícia, só por ser notícia, e também por levantar dúvidas sobre responsabilidade e negligência, é um notável exemplo.
16 setembro 2023
Sismos sentidos
O IPMA tem ao dispor do público uma base de dados sobre sismos registados na sua rede e sentidos pela população no Continente e na Madeira que remonta a Dezembro de 1995.
Com base nesses registos, e não esquecendo que tanto a capacidade de detecção como a comunicação evoluiu desde então, o que deve introduzir desvios no observado, ainda assim estamos este ano a ponto de bater o número máximo de sismos sentidos num só ano desde 1996.
Ainda não chegámos lá mas já não falta muito.
A zona mais clara da barra indica o número atingível, segundo a tendência actual.
O IPMA tem ao dispor do público uma base de dados sobre sismos registados na sua rede e sentidos pela população no Continente e na Madeira que remonta a Dezembro de 1995.
Com base nesses registos, e não esquecendo que tanto a capacidade de detecção como a comunicação evoluiu desde então, o que deve introduzir desvios no observado, ainda assim estamos este ano a ponto de bater o número máximo de sismos sentidos num só ano desde 1996.
Ainda não chegámos lá mas já não falta muito.
A zona mais clara da barra indica o número atingível, segundo a tendência actual.
15 setembro 2023
Lu Isgui Lherme
Foram 41 anos sem saber do homem.
Cria-o em Londres, por mor de um serendipismo pouco ao acaso.
Logo havia de haver um homem nascido no mesmo mês e ano e com o nome e os dois apelidos em comum...
No princípio do ano, Mr. Google caçou-o por cá. Afinal não estava assim tão longe, estava mesmo no exacto sítio onde o deixei esses tantos 41 anos atrás, não sem que pelo meio tivesse andado por aqui e acolá.
Revi-o pois com a graça de quem era amigo de infância, primeiro companheiro de carteira na 1ª classe, colega desde então até ao final do Liceu.
Ontem fiquei a saber que o dramaturgo deu lugar ao músico, ao compositor.
Foram 41 anos sem saber do homem.
Cria-o em Londres, por mor de um serendipismo pouco ao acaso.
Logo havia de haver um homem nascido no mesmo mês e ano e com o nome e os dois apelidos em comum...
No princípio do ano, Mr. Google caçou-o por cá. Afinal não estava assim tão longe, estava mesmo no exacto sítio onde o deixei esses tantos 41 anos atrás, não sem que pelo meio tivesse andado por aqui e acolá.
Revi-o pois com a graça de quem era amigo de infância, primeiro companheiro de carteira na 1ª classe, colega desde então até ao final do Liceu.
Ontem fiquei a saber que o dramaturgo deu lugar ao músico, ao compositor.
12 setembro 2023
Nefelibatas
Não creio que haja alguém capaz de criticar uns pais por se esquecerem da filha bébé dentro de um carro, a ponto de a deixarem morrer asfixiada.
Casos tais tenho na memória desde que me lembro das coisas, até sessenta e tal anos atrás. Pois nefelibatas sempre houve e haverá.
A questão é saber se, num tempo em que se instalou a ideia de que o mundo foi até há pouco uma esfera imutável e que de repente desatou com cambiantes, a pressão do quotidiano para os simples mortais também se alterou e os está a converter em nefelibatas de circunstância, aqueles que em condições ditas anteriores nunca andariam nas nuvens.
Não creio que haja alguém capaz de criticar uns pais por se esquecerem da filha bébé dentro de um carro, a ponto de a deixarem morrer asfixiada.
Casos tais tenho na memória desde que me lembro das coisas, até sessenta e tal anos atrás. Pois nefelibatas sempre houve e haverá.
A questão é saber se, num tempo em que se instalou a ideia de que o mundo foi até há pouco uma esfera imutável e que de repente desatou com cambiantes, a pressão do quotidiano para os simples mortais também se alterou e os está a converter em nefelibatas de circunstância, aqueles que em condições ditas anteriores nunca andariam nas nuvens.
11 setembro 2023
Nove a zero
Ou como a selecção nacional de futebol dá boa conta de si sem Ronaldo.
Sim, já houve outras ocasiões em que, sem ele, andaram também a encanar a perna à rã.
Sim, o Luxemburgo é um adversário fácil, como são de resto todos os outros desta fase de apuramento.
Ou como a selecção nacional de futebol dá boa conta de si sem Ronaldo.
Sim, já houve outras ocasiões em que, sem ele, andaram também a encanar a perna à rã.
Sim, o Luxemburgo é um adversário fácil, como são de resto todos os outros desta fase de apuramento.
10 setembro 2023
09 setembro 2023
Inteligência artificial
Algo de estranho se passa com os algoritmos do IPMA para o registo de sismos.
O sismo que foi sentido no território do Continente e que ocorreu em Marrocos surge na lista do “Resto do Mundo” mas não figura na lista de Portugal Continental, onde de resto estão registadas algumas réplicas do mesmo.
Nada disto faz sentido.
adenda: entretanto corrigido.
Algo de estranho se passa com os algoritmos do IPMA para o registo de sismos.
O sismo que foi sentido no território do Continente e que ocorreu em Marrocos surge na lista do “Resto do Mundo” mas não figura na lista de Portugal Continental, onde de resto estão registadas algumas réplicas do mesmo.
Nada disto faz sentido.
adenda: entretanto corrigido.
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