29 dezembro 2024
Encierro
Hoje é dia das reses percorrerem a estrada alcatroada*.
Uma aberração social que parece não indigna muita gente.
* tanto faz em que sentido a percorrem.
Fotografia de turismoytiempolibre
Hoje é dia das reses percorrerem a estrada alcatroada*.
Uma aberração social que parece não indigna muita gente.
* tanto faz em que sentido a percorrem.
Fotografia de turismoytiempolibre
Novos portugueses
(do Público)
Diz o PM que devemos olhar para os imigrantes como novos portugueses. Mesmo aqueles que não têm qualquer vontade de se integrar e que nunca se misturariam com os indígenas?
Típica conversa de quem vive na tal bolha. Bolha a qual os próprios integrantes começam afinal a reconhecer publicamente. Aos poucos, é certo.
(do Público)
Diz o PM que devemos olhar para os imigrantes como novos portugueses. Mesmo aqueles que não têm qualquer vontade de se integrar e que nunca se misturariam com os indígenas?
Típica conversa de quem vive na tal bolha. Bolha a qual os próprios integrantes começam afinal a reconhecer publicamente. Aos poucos, é certo.
26 dezembro 2024
24 dezembro 2024
Em memória
Voaste à procura do fim cinco exactos anos contados dia a dia antes de o encontrares.
Enganos. Coincidências ou não.
Era sempre véspera de Natal.
A fotografia é tua. De um outro tempo. Não muito longínquo.
Voaste à procura do fim cinco exactos anos contados dia a dia antes de o encontrares.
Enganos. Coincidências ou não.
Era sempre véspera de Natal.
A fotografia é tua. De um outro tempo. Não muito longínquo.
21 dezembro 2024
Governar
Governar é também fazer coisas estúpidas para aquietar e satisfazer os ígnaros.
Quando o governo é exercido pelos próprios ígnaros, governar é apenas fazer ou dizer coisas estúpidas.
A embaixada de Portugal em Kiev foi atingida por estilhaços. Ou esses estilhaços eram de projéctil de fragmentação e visavam atingir alvos próximos ou se tratou de estilhaços de míssil abatido pelas defesas ucranianas.
Nem num caso nem outro parece legítimo e honesto dizer que a embaixada foi visada, embora no primeiro possa haver justificação para indignação e protesto.
O que já é disparate para inglês ver é fazer declarações como as que altos responsáveis do Estado português e da União Europeia (Costa incluído) fizeram, dando a entender que a embaixada tinha sido visada.
Ora tendo sido o caso, não seria certamente com as declarações pífias e parvas que se ouviram que o protesto teria que ser feito.
Governar é também fazer coisas estúpidas para aquietar e satisfazer os ígnaros.
Quando o governo é exercido pelos próprios ígnaros, governar é apenas fazer ou dizer coisas estúpidas.
A embaixada de Portugal em Kiev foi atingida por estilhaços. Ou esses estilhaços eram de projéctil de fragmentação e visavam atingir alvos próximos ou se tratou de estilhaços de míssil abatido pelas defesas ucranianas.
Nem num caso nem outro parece legítimo e honesto dizer que a embaixada foi visada, embora no primeiro possa haver justificação para indignação e protesto.
O que já é disparate para inglês ver é fazer declarações como as que altos responsáveis do Estado português e da União Europeia (Costa incluído) fizeram, dando a entender que a embaixada tinha sido visada.
Ora tendo sido o caso, não seria certamente com as declarações pífias e parvas que se ouviram que o protesto teria que ser feito.
20 dezembro 2024
PCP
O PCP dos tempos em que eu o combatia não era um partido fofinho. Tinha a dureza soviética, não se impressionava com humanismos, muito menos com pieguices e mariquices.
Modificou-se. Hoje permite que haja militantes seus a incensar o coitadinhismo e as bizarrias que então denodadamente combatia.
Faço-lhe essa justiça retroactiva. Era um inimigo duro, pouco ou nada tolerante com as heresias.
Hoje estranha-se.
O PCP dos tempos em que eu o combatia não era um partido fofinho. Tinha a dureza soviética, não se impressionava com humanismos, muito menos com pieguices e mariquices.
Modificou-se. Hoje permite que haja militantes seus a incensar o coitadinhismo e as bizarrias que então denodadamente combatia.
Faço-lhe essa justiça retroactiva. Era um inimigo duro, pouco ou nada tolerante com as heresias.
Hoje estranha-se.
19 dezembro 2024
O gato
Agora chamam-lhe "bug". Aplicado a mor das vezes a programação de computadores.
Para tudo o que já havia uma palavrinha em português foi necessário adoptar uma em inglês para dar um ar mais cosmopolita a cada novo-rico da linguagem.
Ao meu Pai, que era homem de cálculos, ouvia-lhe amiúde a palavra "gato". E a expressão cálculos "engatados".
Pois bem. Andei uns quantos dias às voltas com um gato que se intrometeu numas coordenadas esféricas. Perdi a conta às vezes que verifiquei os cálculos e que os virei do avesso. Claro que o gato era um sinal trocado. No outro tempo, era um traço por cima e um zero na pauta. Agora é só uns dias sem paração a dar voltas ao toutiço. Mas que bem que sabe quando damos com o bicho!
Agora chamam-lhe "bug". Aplicado a mor das vezes a programação de computadores.
Para tudo o que já havia uma palavrinha em português foi necessário adoptar uma em inglês para dar um ar mais cosmopolita a cada novo-rico da linguagem.
Ao meu Pai, que era homem de cálculos, ouvia-lhe amiúde a palavra "gato". E a expressão cálculos "engatados".
Pois bem. Andei uns quantos dias às voltas com um gato que se intrometeu numas coordenadas esféricas. Perdi a conta às vezes que verifiquei os cálculos e que os virei do avesso. Claro que o gato era um sinal trocado. No outro tempo, era um traço por cima e um zero na pauta. Agora é só uns dias sem paração a dar voltas ao toutiço. Mas que bem que sabe quando damos com o bicho!
16 dezembro 2024
Capacidades
A propósito do recente relatório da OCDE sobre as capacidades de cada um, cabe fazer algumas apreciações:
Segundo tal publicação, a percentagem de portugueses* que está no nível 1 ou abaixo em alfabetismo é superior a 40%. Menos de 5% estão no nível 5 (mais elevado).
Quanto ao domínio dos números, cerca de 40% estão no nível 1 ou abaixo e cerca de 8% no nível 5.
Já na capacidade de resolver problemas mais de 40% estão no nível 1 ou abaixo e apenas cerca de 2% no nível 5.
Temos com isto que cerca de 40% da população é incapaz de perceber para além do básico. Ao mesmo tempo que para o trabalho que não exige qualificações temos que importar mão-de-obra. Significa tal que haverá uma boa porção de gente incapaz a desempenhar tarefas que exigem alguma qualificação, já que provavelmente não desempenham as tarefas mais básicas.
Por outro lado qualquer das percentagens referentes ao nível máximo nas três capacidades avaliadas é igual ou menor a 8%. Ora Portugal tinha, segundo o censo de 2021, mais de 20% de pessoas com habilitação superior.
Estas observações vão de encontro à minha expectativa: as peças da engrenagem estão mal colocadas, o atrito interno é elevado e a eficiência da máquina tem que ser necessariamente baixa.
Entre 32 países estamos nas três apreciações feitas em 31º (penúltimo) em alfabetismo e domínio dos números e em 28º na resolução de problemas.
Para compreender as capacidades que correspondem a cada nível citado, consultar o documento.(pp. 58 – 62)
* em idade activa
A propósito do recente relatório da OCDE sobre as capacidades de cada um, cabe fazer algumas apreciações:
Segundo tal publicação, a percentagem de portugueses* que está no nível 1 ou abaixo em alfabetismo é superior a 40%. Menos de 5% estão no nível 5 (mais elevado).
Quanto ao domínio dos números, cerca de 40% estão no nível 1 ou abaixo e cerca de 8% no nível 5.
Já na capacidade de resolver problemas mais de 40% estão no nível 1 ou abaixo e apenas cerca de 2% no nível 5.
Temos com isto que cerca de 40% da população é incapaz de perceber para além do básico. Ao mesmo tempo que para o trabalho que não exige qualificações temos que importar mão-de-obra. Significa tal que haverá uma boa porção de gente incapaz a desempenhar tarefas que exigem alguma qualificação, já que provavelmente não desempenham as tarefas mais básicas.
Por outro lado qualquer das percentagens referentes ao nível máximo nas três capacidades avaliadas é igual ou menor a 8%. Ora Portugal tinha, segundo o censo de 2021, mais de 20% de pessoas com habilitação superior.
Estas observações vão de encontro à minha expectativa: as peças da engrenagem estão mal colocadas, o atrito interno é elevado e a eficiência da máquina tem que ser necessariamente baixa.
Entre 32 países estamos nas três apreciações feitas em 31º (penúltimo) em alfabetismo e domínio dos números e em 28º na resolução de problemas.
Para compreender as capacidades que correspondem a cada nível citado, consultar o documento.(pp. 58 – 62)
* em idade activa
11 dezembro 2024
24 h
O período de retorno das notícias nos canais que as emitem hora a hora é naturalmente inversamente proporcional à densidade noticiosa do dia.
Nos dias em que essa densidade é baixa, surgem frequentemente notícias fora do prazo de validade, apenas para encher chouriços, do género "Está em vigor um alerta de tsunami em..." - alerta que fora cancelado 12 horas antes.
O período de retorno das notícias nos canais que as emitem hora a hora é naturalmente inversamente proporcional à densidade noticiosa do dia.
Nos dias em que essa densidade é baixa, surgem frequentemente notícias fora do prazo de validade, apenas para encher chouriços, do género "Está em vigor um alerta de tsunami em..." - alerta que fora cancelado 12 horas antes.
10 dezembro 2024
07 dezembro 2024
INEM
Foi uma voz assisada, insuspeita de amor ao governo, por ser do PS, que há já uns dias tocou na ferida: os trabalhadores do INEM foram irresponsáveis ao deixarem sem resposta muitas chamadas de emergência.
O direito à greve não se sobrepõe a tudo.
Foi uma voz assisada, insuspeita de amor ao governo, por ser do PS, que há já uns dias tocou na ferida: os trabalhadores do INEM foram irresponsáveis ao deixarem sem resposta muitas chamadas de emergência.
O direito à greve não se sobrepõe a tudo.
04 dezembro 2024
PS
O Facebook, repositório único dos dislates da populaça e por isso documento precioso em qualquer análise sociológica, dá-nos uma ideia sobre quem são os destinatários desta mensagem do PS que aparece em cartazes espalhados por aí.
É quase, quase, o grau zero da propaganda.
E também quase parece que PS e PSD não são as duas faces da mesma moeda.
O Facebook, repositório único dos dislates da populaça e por isso documento precioso em qualquer análise sociológica, dá-nos uma ideia sobre quem são os destinatários desta mensagem do PS que aparece em cartazes espalhados por aí.
É quase, quase, o grau zero da propaganda.
E também quase parece que PS e PSD não são as duas faces da mesma moeda.
01 dezembro 2024
Lixo social
Não faço ideia se os detidos no caso do autocarro incendiado em Santo António dos Cavaleiros são ou não os autores da proeza. Algum dia se verá. Ou talvez não.
Já na minha apreciação quem tal acto praticou é lixo social. Lixo social que existe, ao contrário do que o politicamente correcto sustém, e que tem que ser identificado e desincentivado de cometer proezas que tais.
Onde não há civilização, se não houver medo, o caos impera.
É preciso que o lixo social tenha medo de se exibir destas formas, já que o seu grau de civilização é zero.
Não faço ideia se os detidos no caso do autocarro incendiado em Santo António dos Cavaleiros são ou não os autores da proeza. Algum dia se verá. Ou talvez não.
Já na minha apreciação quem tal acto praticou é lixo social. Lixo social que existe, ao contrário do que o politicamente correcto sustém, e que tem que ser identificado e desincentivado de cometer proezas que tais.
Onde não há civilização, se não houver medo, o caos impera.
É preciso que o lixo social tenha medo de se exibir destas formas, já que o seu grau de civilização é zero.
29 novembro 2024
Não há volta a dar
Não há volta a dar: para além da feira que o Chega montou em São Bento, ouvir de um político (não foi só um que o disse) que é necessário remunerar melhor os cargos políticos para atrair os mais capazes é ficar com a noção de que o dito político reconhece que a actual classe é medíocre. E é.
Não há volta a dar: para além da feira que o Chega montou em São Bento, ouvir de um político (não foi só um que o disse) que é necessário remunerar melhor os cargos políticos para atrair os mais capazes é ficar com a noção de que o dito político reconhece que a actual classe é medíocre. E é.
27 novembro 2024
25 novembro 2024
Tugas de Cro Magnon
Notei a senhora pela suas erráticas manobras à minha frente. Marcha atrás, marcha à frente, marcha atrás, sem nexo.
Aproveitei um espaço entre manobras e passei adiante. Estacionei e reparei que a cavalheira continuava a manobrar o carro. Já depois de descarregar o avio, percebi o desfecho: a senhora arrimou o carro à parede sobre o passeio exíguo e toca de ligar o electrodoméstico à rede eléctrica por um cabo pendurado.
É gente sem civilização. Mas que está muito na moda.
Notei a senhora pela suas erráticas manobras à minha frente. Marcha atrás, marcha à frente, marcha atrás, sem nexo.
Aproveitei um espaço entre manobras e passei adiante. Estacionei e reparei que a cavalheira continuava a manobrar o carro. Já depois de descarregar o avio, percebi o desfecho: a senhora arrimou o carro à parede sobre o passeio exíguo e toca de ligar o electrodoméstico à rede eléctrica por um cabo pendurado.
É gente sem civilização. Mas que está muito na moda.
24 novembro 2024
Mentes
Há uma altura, muito cedo na vida, em que percebemos que a informação que temos não é a mesma que o outro tem.
E, ao percebermos tal, ajustamos a nossa linguagem de forma a que o outro nos entenda: não mencionamos pelo nome alguém que esse outro desconhece, não esperamos que reconheça locais que só nós conhecemos.
Há, todavia, um leque de gente que parece não ter passado por essa epifania: mencionam pelo nome gente que desconhecemos, referem-se a lugares que lhes são familiares como se também os conhecêssemos (“vira depois ali na esquina da casa do Zé Maria”), sempre convencidos de que estamos dentro da cabeça deles.
Há dias em que não há paciência para os aturar...
O Sr. Luís às vezes intervinha indirectamente em conversas que tais. Quando o interlocutor mencionava os dotes de um tal Rogério (que nunca víramos mais gordo nem soubéramos a que tribo pertencesse), cabia retorquir "Ah sim, o Rogério, o primo do Sr. Luís!" e esperar pela resposta.
Raramente a pessoa se apercebia do reparo.
Há uma altura, muito cedo na vida, em que percebemos que a informação que temos não é a mesma que o outro tem.
E, ao percebermos tal, ajustamos a nossa linguagem de forma a que o outro nos entenda: não mencionamos pelo nome alguém que esse outro desconhece, não esperamos que reconheça locais que só nós conhecemos.
Há, todavia, um leque de gente que parece não ter passado por essa epifania: mencionam pelo nome gente que desconhecemos, referem-se a lugares que lhes são familiares como se também os conhecêssemos (“vira depois ali na esquina da casa do Zé Maria”), sempre convencidos de que estamos dentro da cabeça deles.
Há dias em que não há paciência para os aturar...
O Sr. Luís às vezes intervinha indirectamente em conversas que tais. Quando o interlocutor mencionava os dotes de um tal Rogério (que nunca víramos mais gordo nem soubéramos a que tribo pertencesse), cabia retorquir "Ah sim, o Rogério, o primo do Sr. Luís!" e esperar pela resposta.
Raramente a pessoa se apercebia do reparo.
23 novembro 2024
20 novembro 2024
Cuidado com a EDP (parte 5)
A magnífica EDP que ontem me pedia 120,12€ para termos as contas em dias, hoje – depois de eu ter reclamado – já assume que me deve 10,24€!
O mais extraordinário é que existe por lá um tontinho (director de qualquer coisa) que não tem pejo em assinar um e-mail onde se afirma, depois de reconhecido o erro, que a facturação foi correctamente emitida!
O que dizer desta gente?
A magnífica EDP que ontem me pedia 120,12€ para termos as contas em dias, hoje – depois de eu ter reclamado – já assume que me deve 10,24€!
O mais extraordinário é que existe por lá um tontinho (director de qualquer coisa) que não tem pejo em assinar um e-mail onde se afirma, depois de reconhecido o erro, que a facturação foi correctamente emitida!
O que dizer desta gente?
18 novembro 2024
Cuidado com a EDP (parte 4)
A EDP mais uma vez emite duas facturas de valores diferentes para o mesmo período e não esclarece cabalmente que uma delas corrige a outra. Arranja uma aldrabice completa quando se trata de emitir uma nota de crédito – faz um bolo com facturas, débitos e créditos próprio dos que querem ludibriar o próximo.
É preciso muito cuidado com esta EDP.
Nota: desta feita fui atendido não por um algoritmo mas por uma simpática senhora que também não entende o bolo que o sistema faz com débitos e créditos. Se ela não entende...
A EDP mais uma vez emite duas facturas de valores diferentes para o mesmo período e não esclarece cabalmente que uma delas corrige a outra. Arranja uma aldrabice completa quando se trata de emitir uma nota de crédito – faz um bolo com facturas, débitos e créditos próprio dos que querem ludibriar o próximo.
É preciso muito cuidado com esta EDP.
Nota: desta feita fui atendido não por um algoritmo mas por uma simpática senhora que também não entende o bolo que o sistema faz com débitos e créditos. Se ela não entende...
17 novembro 2024
Comunicar
A moda actual não se importa com a capacidade governativa, orientadora de um político ou de qualquer pessoa com responsabilidades de comando. O que ela determina é que saiba comunicar.
Não queremos assim homens de Estado, queremos truões ou vendedores de ádipe ofídico.
Talvez seja essa a razão porque andamos tão desorientados, tão mal governados.
A moda actual não se importa com a capacidade governativa, orientadora de um político ou de qualquer pessoa com responsabilidades de comando. O que ela determina é que saiba comunicar.
Não queremos assim homens de Estado, queremos truões ou vendedores de ádipe ofídico.
Talvez seja essa a razão porque andamos tão desorientados, tão mal governados.
16 novembro 2024
15 novembro 2024
O palhaço e a namorada
Vi-os hoje, o homem que gostava de palhaçadas e a sua sempiterna e bonita namorada. Iam, ia jurar, de mão dada a atravessar a rua.
Talvez já sejam bisavós.
Vi-os hoje, o homem que gostava de palhaçadas e a sua sempiterna e bonita namorada. Iam, ia jurar, de mão dada a atravessar a rua.
Talvez já sejam bisavós.
13 novembro 2024
COP 29
Desta feita assumiram que a questão é mesmo dinheiro.
Vamos ver se há uma linha que seja sobre sobrepopulação.
Desta feita assumiram que a questão é mesmo dinheiro.
Vamos ver se há uma linha que seja sobre sobrepopulação.
12 novembro 2024
Regionalização
Os adeptos da regionalização bem podem extrair boas lições do que se passou na Comunidade Valenciana.
Os adeptos da regionalização bem podem extrair boas lições do que se passou na Comunidade Valenciana.
11 novembro 2024
09 novembro 2024
Absolutamente
Há coisas que são absolutamente inaceitáveis.
Este caso dos CODU é uma delas. Não se podem deixar morrer pessoas por motivos burocráticos. Só um país preso por arames, como é o nosso caso, e feito para ser fofinho é que justifica tais (in)sucessos.
Já me aconteceu, décadas atrás, ter uma chamada inatendida pelo então 115. Ao fim de pouco tempo, pedi o número dos bombeiros locais, tão locais que estavam a escassos dois minutos do acidente / crime e que compareceram ainda eu estava junto do telefone de onde efectuara a chamada.
Há coisas que são absolutamente inaceitáveis.
Este caso dos CODU é uma delas. Não se podem deixar morrer pessoas por motivos burocráticos. Só um país preso por arames, como é o nosso caso, e feito para ser fofinho é que justifica tais (in)sucessos.
Já me aconteceu, décadas atrás, ter uma chamada inatendida pelo então 115. Ao fim de pouco tempo, pedi o número dos bombeiros locais, tão locais que estavam a escassos dois minutos do acidente / crime e que compareceram ainda eu estava junto do telefone de onde efectuara a chamada.
08 novembro 2024
Óculos de Penafiel
A rapaziada que usa tais óculos dá espectáculos intelectualmente miseráveis.
Ver os súbditos de PS e PSD atacarem-se pelos erros, os mesmíssimos erros, que ambos cometem é coisa delirante.
Todavia, nisso persistem.
A rapaziada que usa tais óculos dá espectáculos intelectualmente miseráveis.
Ver os súbditos de PS e PSD atacarem-se pelos erros, os mesmíssimos erros, que ambos cometem é coisa delirante.
Todavia, nisso persistem.
06 novembro 2024
04 novembro 2024
DANA
A tragédia em Espanha terá* atingido mais graves proporções pelo facto da intensíssima precipitação ter ocorrido em zonas a montante das mais afectadas e ter gerado enxurradas que apanharam desprevenidas populações em locais onde a precipitação não teria sido intensa ao ponto de afastar as pessoas dos caminhos da água.
É a noção com que se fica, depois de vistas as imagens, ouvidos os testemunhos e observado o mapa confrontadamente com os dados da AEMET.
*Efabulação efectuada confortavelmente instalado à secretária, sem outros meios do que as páginas da AEMET e do Iberpix, páginas de jornais e alguns canais de televisão.
A tragédia em Espanha terá* atingido mais graves proporções pelo facto da intensíssima precipitação ter ocorrido em zonas a montante das mais afectadas e ter gerado enxurradas que apanharam desprevenidas populações em locais onde a precipitação não teria sido intensa ao ponto de afastar as pessoas dos caminhos da água.
É a noção com que se fica, depois de vistas as imagens, ouvidos os testemunhos e observado o mapa confrontadamente com os dados da AEMET.
*Efabulação efectuada confortavelmente instalado à secretária, sem outros meios do que as páginas da AEMET e do Iberpix, páginas de jornais e alguns canais de televisão.
31 outubro 2024
Eufemismos
“Zonas urbanas sensíveis” foi o eufemismo arranjado para designar os locais onde a probabilidade de se desrespeitarem a lei e a ordem é maior.
Já li algures que essa designação já não é utilizada, embora figure na lei. Não sei se assim é, mas tanto faz.
O que alguns reivindicam é que não haja distinção no que toca ao policiamento entre essas zonas e os locais onde, pelo contrário, a baderna é desprezável.
É assim o politicamente correcto. Depois dos eufemismos, a licenciosidade. Para sermos “todes enguais”.
Sugiro que se acabe também com os conceitos de crime e de criminoso. Antecipando assim o dia em que a teoria de tudo aplicada ao comportamento humano elimine a noção de livre arbítrio.
“Zonas urbanas sensíveis” foi o eufemismo arranjado para designar os locais onde a probabilidade de se desrespeitarem a lei e a ordem é maior.
Já li algures que essa designação já não é utilizada, embora figure na lei. Não sei se assim é, mas tanto faz.
O que alguns reivindicam é que não haja distinção no que toca ao policiamento entre essas zonas e os locais onde, pelo contrário, a baderna é desprezável.
É assim o politicamente correcto. Depois dos eufemismos, a licenciosidade. Para sermos “todes enguais”.
Sugiro que se acabe também com os conceitos de crime e de criminoso. Antecipando assim o dia em que a teoria de tudo aplicada ao comportamento humano elimine a noção de livre arbítrio.
30 outubro 2024
28 outubro 2024
Hill Street
Há mais de cinquenta anos que não me demorava por longo tempo numa esquadra de polícia.
Ontem, em razão de um forte inconveniente sofrido por próximo, estive sentado por bem mais de uma hora numa das mais movimentadas esquadras da cidade.
Nessa delonga tive a oportunidade única de assistir em exclusivo a um briefing de início de turno.
Só me vinham à memória os célebres briefings de Hill Street.
"Hey, let's be careful out there."
Há mais de cinquenta anos que não me demorava por longo tempo numa esquadra de polícia.
Ontem, em razão de um forte inconveniente sofrido por próximo, estive sentado por bem mais de uma hora numa das mais movimentadas esquadras da cidade.
Nessa delonga tive a oportunidade única de assistir em exclusivo a um briefing de início de turno.
Só me vinham à memória os célebres briefings de Hill Street.
"Hey, let's be careful out there."
27 outubro 2024
Ironia
Só por ironia e por chamada de atenção se pode recorrer a uma prevista proibição de uso de isqueiro.
A mesma ironia que determina que alguém fique proibido de contactar outrem quando o contacto é do interesse de ambos.
É dar uso a disposições legais que se referem ao tempo em que as galinhas tinham dentes.
São mais notícias do manicómio.
Só por ironia e por chamada de atenção se pode recorrer a uma prevista proibição de uso de isqueiro.
A mesma ironia que determina que alguém fique proibido de contactar outrem quando o contacto é do interesse de ambos.
É dar uso a disposições legais que se referem ao tempo em que as galinhas tinham dentes.
São mais notícias do manicómio.
25 outubro 2024
Uma ténue linha
O que é lamentável neste pequeno rectângulo à beira-mar é que a contradição do politicamente correcto esteja a cargo de um punhado de grunhos, por demissão dos capazes instalados que dele divergem.
Como tal, a contradição disparatada o que faz é dar mais trunfos aos negacionistas da realidade, uma vez que o politicamente correcto se baseia num mundo inexistente, numa utopia de caminhos sem pedras, atapetados de rosas ou de cravos vermelhos.
Viveremos assim na ténue linha que separa a razão do manicómio. Até que...
O que é lamentável neste pequeno rectângulo à beira-mar é que a contradição do politicamente correcto esteja a cargo de um punhado de grunhos, por demissão dos capazes instalados que dele divergem.
Como tal, a contradição disparatada o que faz é dar mais trunfos aos negacionistas da realidade, uma vez que o politicamente correcto se baseia num mundo inexistente, numa utopia de caminhos sem pedras, atapetados de rosas ou de cravos vermelhos.
Viveremos assim na ténue linha que separa a razão do manicómio. Até que...
24 outubro 2024
O sete e o setenta
Andando anos a fio a sete, há a tendência para se passar ao setenta assim do nada.
A falta de autoridade do Estado, revelada em inúmeros aspectos, dá inevitavelmente lugar ao seu abuso em casos pontuais.
É a chamada ira dos mansos.
Não há Estado que prevaleça sem se fazer respeitar, sem evitar ser posto em causa a cada passo por tibieza.
Andando anos a fio a sete, há a tendência para se passar ao setenta assim do nada.
A falta de autoridade do Estado, revelada em inúmeros aspectos, dá inevitavelmente lugar ao seu abuso em casos pontuais.
É a chamada ira dos mansos.
Não há Estado que prevaleça sem se fazer respeitar, sem evitar ser posto em causa a cada passo por tibieza.
22 outubro 2024
21 outubro 2024
Marqueteiros
É difícil encontrar programas de televisão mais ordinários do que os que tratam de marketing.
São sempre uma boa base para se avaliar a qualidade intelectual do dito público alvo.
É difícil encontrar programas de televisão mais ordinários do que os que tratam de marketing.
São sempre uma boa base para se avaliar a qualidade intelectual do dito público alvo.
19 outubro 2024
A todos e a todas
Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas
Bom dia!
SG, inéditos, 2024
Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas
Bom dia!
SG, inéditos, 2024
17 outubro 2024
16 outubro 2024
Ai que susto!
Vivemos num tempo de susto. De alertas laranjas e amarelos.
De gente sem fibra que com tudo se assusta.
De gente para a qual tudo é motivo de alarme e de temor.
De gente a quem afinal não se explicou que não há nada de novo debaixo do sol e assim com tudo se surpreende e tudo teme. Coisa sempre explorada, creio que com proveito, pela imprensa sensacionalista.
Ouvi, num canal de televisão por estes dias, que algures houve gente que não dormiu com medo de uma trovoada!
Vivemos num tempo de susto. De alertas laranjas e amarelos.
De gente sem fibra que com tudo se assusta.
De gente para a qual tudo é motivo de alarme e de temor.
De gente a quem afinal não se explicou que não há nada de novo debaixo do sol e assim com tudo se surpreende e tudo teme. Coisa sempre explorada, creio que com proveito, pela imprensa sensacionalista.
Ouvi, num canal de televisão por estes dias, que algures houve gente que não dormiu com medo de uma trovoada!
12 outubro 2024
Memória
Escrevi aqui há uns anos que, nos tempos que correm pouca coisa existiria na memória colectiva de um povo.
Aos antigos, ainda ouvíamos falar do ano da neve* (1954) com grande precisão de detalhes. Pouca informação de cada vez possibilitava armazenamento de longos períodos, uma vez que a memória humana não é ilimitada.
Ao consultar o Facebook, esse manancial sociológico dos dias correntes, se percebe que a memória dos povos é curtíssima.
Sendo a memória humana limitada, é provável que o bombardeamento constante de nova informação leve a esvaziar as gavetas mais remotas.
O certo é que se verifica que grande parte das pessoas com idade para terem retido memórias de decénios atrás, estão completamente baralhadas a respeito dessas mesmas memórias ou simplesmente não as têm. E mostram uma ignorância muitas vezes agressiva.
*para os do Sul
Escrevi aqui há uns anos que, nos tempos que correm pouca coisa existiria na memória colectiva de um povo.
Aos antigos, ainda ouvíamos falar do ano da neve* (1954) com grande precisão de detalhes. Pouca informação de cada vez possibilitava armazenamento de longos períodos, uma vez que a memória humana não é ilimitada.
Ao consultar o Facebook, esse manancial sociológico dos dias correntes, se percebe que a memória dos povos é curtíssima.
Sendo a memória humana limitada, é provável que o bombardeamento constante de nova informação leve a esvaziar as gavetas mais remotas.
O certo é que se verifica que grande parte das pessoas com idade para terem retido memórias de decénios atrás, estão completamente baralhadas a respeito dessas mesmas memórias ou simplesmente não as têm. E mostram uma ignorância muitas vezes agressiva.
*para os do Sul
Lumpenificação, xenofobia ou uma solução saturada
Como já escrevi aqui, o problema não é um azul no meio dos verdes, um amarelo no meio dos vermelhos, um preto no meio dos brancos. O problema é uma solução saturada onde já não é possível dissolver seja o que for.
Para quem, como eu, cresceu e viveu num meio de iguais, ditos remediados provenientes das mais diversas partes, onde cada um respeitava as regras subentendidas e, para lá de um ou outro conflito mais exacerbado mas esporádico, tudo decorria num ambiente amigável, ver-se agora rodeado e apertado por gente sem qualquer ligação ao lugar, sem qualquer respeito pelas regras implícitas, muitas vezes sequer sem capacidade de as entender, querendo impor a sua presença torrencial e alienígena sem o mínimo esforço para se integrar, importando pouco ou nada se é azul, preta ou amarela, é um desgaste que bem dispensava.
É certo que esta gente, pelo pouco discernimento que aparenta ter, vem para cumprir tarefas que os indígenas recusam. Tudo isso se sabe. Talvez fosse o caso de se saber escolher gente mais facilmente solúvel, que a há, contraditório que isto possa parecer com a solução saturada.
Os idiotas instalados em redomas à prova de incómodos persistem em ignorar esta realidade. É muito longe dos seus ambientes climatizados.
Como já escrevi aqui, o problema não é um azul no meio dos verdes, um amarelo no meio dos vermelhos, um preto no meio dos brancos. O problema é uma solução saturada onde já não é possível dissolver seja o que for.
Para quem, como eu, cresceu e viveu num meio de iguais, ditos remediados provenientes das mais diversas partes, onde cada um respeitava as regras subentendidas e, para lá de um ou outro conflito mais exacerbado mas esporádico, tudo decorria num ambiente amigável, ver-se agora rodeado e apertado por gente sem qualquer ligação ao lugar, sem qualquer respeito pelas regras implícitas, muitas vezes sequer sem capacidade de as entender, querendo impor a sua presença torrencial e alienígena sem o mínimo esforço para se integrar, importando pouco ou nada se é azul, preta ou amarela, é um desgaste que bem dispensava.
É certo que esta gente, pelo pouco discernimento que aparenta ter, vem para cumprir tarefas que os indígenas recusam. Tudo isso se sabe. Talvez fosse o caso de se saber escolher gente mais facilmente solúvel, que a há, contraditório que isto possa parecer com a solução saturada.
Os idiotas instalados em redomas à prova de incómodos persistem em ignorar esta realidade. É muito longe dos seus ambientes climatizados.
11 outubro 2024
09 outubro 2024
07 outubro 2024
05 outubro 2024
03 outubro 2024
IRS jovem
Qual será a percentagem dos que sendo muito qualificados e capazes acabam por emigrar não por razões económicas mas porque não estão para ser governados por idiotas?
Qual será a percentagem dos que sendo muito qualificados e capazes acabam por emigrar não por razões económicas mas porque não estão para ser governados por idiotas?
Jornalismo
É certo que os topónimos com o tempo passam a designar áreas diversas das que designavam inicialmente. Pode ser por decisão política, por prática consuetudinária, etc.
Também certo é que só por profunda ignorância da geografia lisboeta se pode designar um ponto próximo do Alto de São João como sendo a Penha de França ou Santa Apolónia.
Pois foi isto mesmo que sucedeu ontem e ainda sucede hoje em todos os meios de imprensa que referiram e referem o triplo homicídio ocorrido na zona do Alto de São João. Ainda que ali seja hoje freguesia da Penha de França.
É certo que os topónimos com o tempo passam a designar áreas diversas das que designavam inicialmente. Pode ser por decisão política, por prática consuetudinária, etc.
Também certo é que só por profunda ignorância da geografia lisboeta se pode designar um ponto próximo do Alto de São João como sendo a Penha de França ou Santa Apolónia.
Pois foi isto mesmo que sucedeu ontem e ainda sucede hoje em todos os meios de imprensa que referiram e referem o triplo homicídio ocorrido na zona do Alto de São João. Ainda que ali seja hoje freguesia da Penha de França.
30 setembro 2024
Infantis
Aqui a ouvir dois aparentes ingénuos a perorar sobre a coerência das posições de cada estado face a dois conflitos diferentes.
Como se houvesse alguma coerência nos seres, nos estados, para além da própria sobrevivência.
E como se houvesse uma espécie de lógica do bem, que seria “administrada” pelo Direito Internacional dando o mesmo peso a fracos e a fortes estados.
Esta gente nasceu ontem ou quer evangelizar-nos com toda a desfaçatez?
Aqui a ouvir dois aparentes ingénuos a perorar sobre a coerência das posições de cada estado face a dois conflitos diferentes.
Como se houvesse alguma coerência nos seres, nos estados, para além da própria sobrevivência.
E como se houvesse uma espécie de lógica do bem, que seria “administrada” pelo Direito Internacional dando o mesmo peso a fracos e a fortes estados.
Esta gente nasceu ontem ou quer evangelizar-nos com toda a desfaçatez?
28 setembro 2024
Derrames
Não temos nesta altura outra solução para os problemas que não seja derramar dinheiro sobre eles.
Derramar inteligência e idoneidade que seguramente seria um remédio mais eficaz, torna-se impossível pelo simples facto de os capazes fugirem do lodo que é a administração pública como o diabo foge da cruz.
Espiral descendente.
Não temos nesta altura outra solução para os problemas que não seja derramar dinheiro sobre eles.
Derramar inteligência e idoneidade que seguramente seria um remédio mais eficaz, torna-se impossível pelo simples facto de os capazes fugirem do lodo que é a administração pública como o diabo foge da cruz.
Espiral descendente.
26 setembro 2024
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