10/10/2005

Furaquinho

Pois, a temperatura das águas, a frente fria.
Até os furacões passam a tempestades e acabam em mera depressão.


imagem em http://www.nhc.noaa.gov/refresh/graphics_at3+shtml/144247.shtml?5day

06/10/2005

Campanha



aqui dei nota desta campanha.
O facto é que não prestei a atenção devida das últimas vezes, em 1997 e 2001. Mas creio que não exagero se disser que há este ano um surto de estranhas figuras em cartaz.
As tais que foram convencidas por misteriosos chapassetes de que o melhor era dar a cara.
Mesmo em terras pequenas onde toda a gente sabe quem é quem.
Calhou-me encontrar pendurado numa árvore o homem que acabara de me servir uma bifana.
Enfim, uma cara conhecida.

01/10/2005

Falta pouco

Para cumprir o tal plano de médio prazo aqui vertido há quase dois anos.
O corredor de Eurico

Está a literatura cheia de exemplos tais.
E está copiosamente fotografada a luz que invade o corredor de Eurico.
O homem que ocupa todo aquele espaço exíguo não afirma que há um Eurico para além daquela porta. Apenas solicita autorização para ver Eurico a uns pouco mais do que vultos que muito raramente abrem a porta.
É com a recusa sistemática desses intermediários que ele próprio começa a ser Eurico.
A ele, vejo-o. Vi-o assim que transpus a porta. Ocupava todo o espaço. O resto era a tal luz.
Vejo-o, sentado no banco. Não olha para mim. Apenas fala.
Aproveita o meu pedido para atravessar a porta para insistir de novo.
Quando me despeço dele, é de Eurico que me despeço.
Não sei se existe um Eurico para lá da porta.

30/09/2005

Santo Antão

Hoje descobri isto. À mesma hora do que um outro cidadão que apenas me disse: Magnífica.


imagem da DGEMN

28/09/2005

Sobranceria

Tenho acesso no cabo a um canal de TV que umas vezes tem vendas, outras umas pessoas a falar.
Hoje falam muito e em tom crispado.
Ao ouvi-los, a todos, do lado esquerdo ao lado direito, mesmo sendo incréu, só me ocorrem as palavras de Mateus 5:3.

25/09/2005

Marcas temporais

Mais um post que se repete. Anual.
Esqueci-me foi de ir à feira de São Martinho, que é o fim do verão por ela marcado.


imagem da DGEMN

Esqueci-me mesmo.

24/09/2005

O especialista

Quando ouço falar em especialistas, ocorre-me sempre aquele especialista em informática, que lá pelos anos 80 teimava comigo e com outro idêntico que não era possível ter um gráfico de luminosidade de um ambiente qualquer, a partir de um determinado número de variáveis.
Que isso não era possível. O que era possível era ter uma tabela.
E.N. 241, 2005

Fachada

21/09/2005

Deliquescência

A deliquescência do Estado é um facto sempre que se permite que o povo veja que o Rei vai nu.
É tão simples como isso.

15/09/2005

Petite Beurre

Estavas sentado ao meu lado nessa tarde, por isso te viste envolvido nos sucessos.
O homem entrou esbaforido. Tinha tido conhecimento de algo pouco antes.
Explicou sucintamente o que tinha que ser feito.
E o que tinha que ser feito era ir rapidamente a Leiria. E lá resolver a questão, custasse o que custasse.
Acedeste a ir connosco, sabendo que o risco era algum.

Pelo caminho, combinámos a táctica de amedrontamento que iríamos aplicar.
Escolheste um nome de guerra e um passado tenebroso. O meu seria Petite Beurre, dada a minha bizarra predilecção por tais bolachas, lá na Córsega.

Ainda hoje me custa acreditar que o homem tivesse acedido a ir connosco no carro, para o meio do pinhal. Não sabia ele o que o esperava.
Apenas nos apercebemos da tensão entre ele e o nosso comandante quando, da máquina de flippers, depois de impressionantemente teres batido sucessivos recordes de "play again", divisámos um esgar mais atormentado na cara do homem.

A seguir, deram-se as explosões. Ainda hoje, não sei se representámos bem ou mal a reacção.
Pagámos as cervejas, entrámos no carro ao sinal do chefe e seguimos de volta, enquanto ouvíamos uma balbuciada referência a um cunhado que dobrava varas de ferro.
A missão terminou quando ele voltou com um envelope e o entregou pela janela do carro. Já estava eu ao volante.
O chefe conferiu o material e arranquei. Pelo caminho, alguém confundiu as luzes de um prostíbulo com um incêndio, em plena E.N.1. Tu foste o que se sentou em cima dos pastéis de Tentúgal.

Quando chegámos ao km zero, ficaste a saber o que estava no envelope. Suponho que te terás rido por muitos anos, ao recordar esse dia.

Nunca mais lembraremos essas aventuras. Nunca mais musicarás umas instruções da revista "Crochetar" em tom de Samaritana.
Sequer assarás uma bola de borracha depois de a cortares aos gomos.

Vai em paz, amigo.
Rio Tejo II

Rio Tejo

14/09/2005

Um mistério


Foto de Henri Cartier-Bresson - Magnum Photos

Há anos que embico com esta foto que Cartier-Bresson tirou algures no Alentejo em 1955.
Nunca vi em lado algum identificado este local, esta estrada.
Estrada que não deveria ser difícil identificar.
O ângulo visível é o suficiente para se dizer que não há (não havia) muitas estradas no Alentejo com tão plana implantação e horizonte tão inóspito.
É sabido que tirou fotos nos locais assinalados abaixo no mapa da JAE.
Hei-de descobrir.


Mapa da JAE, desenhado por C.Teixeira
A quantas ando

13/09/2005

Vota já

Os meus conselheiros de imagem aconselharam-me a "rever" a barriguinha.
E a embeber-me mais no mundo real.
Acrescentei o cajado, tá claro. Torto.



O povo do Poço da Lebre não tem mesmo escolha.

12/09/2005

Depósito de volumes

Não sei de nenhuma afirmação absoluta quando se fala nas chamadas ciências humanas.
Tenho a impressão que nessas, como noutras, são os números, depois de tratados, que dão mapas.
Desses mapas se retira depois ou não alguma coisa. Algo que pareça que assim é.
A escola parece-me hoje um depósito de volumes.
Em nome de uma qualquer teoria de que se não conhece a base nem os contornos mas tendo muito provavelmente em conta a disponibilidade dos pais, a julgar pelo que se ouve, pelo que se lê.
As massas continuarão a ser massas, provavelmente cada vez mais massas.
Das nove às cinco ou em qualquer outro horário conveniente
Vota já

Alguém anda a dizer aos políticos, já há algum tempo, que o que eles têm é que dar a cara nos cartazes.
Eles acreditam.



O povo do Poço da Lebre não tem escolha.
Férias verbais

10/09/2005

Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Julgar que o verbo recepcionar é digno de ser conjugado.

07/09/2005

Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Ouvir da sua boca a palavra implosão para designar o desmonte de uma estrutura por explosão. Ou série de explosões.
Verde, azul, vermelho

03/09/2005

Efemérides

Este post ou outro idêntico, com algumas absurdas imprecisões, foi escrito há dois anos. Há dois anos atrás, era a memória que contava.
Uns dias fazem história, outros servem para reviver os primeiros. Os principais e os adjuntos, diria alguém.
E há dias que por serem tão principais, acabam por agregar os acontecimentos imediatamente anteriores e posteriores. É o caso deste.
Era um post que dava assim nota de uma efeméride. Um cento de anos.
Um cento de anos menos dois. Um cento de anos mais dois. Pouca diferença faz agora.
Um século, o vinte.


imagem do SNIG

Dez anos atrás, julgava eu, dez anos e um dia, sei-o agora, esta foto.
É bom se ter vivido na mais bela casa deste mundo. É triste, muito triste, já não o poder fazer.

01/09/2005

Brigadoon

Vi Brigadoon ontem de madrugada. Há vinte e oito anos que o não via.
Vi-o ao longe, pairando no fim da estrada. Deixou-me aproximar, atravessá-lo.
Era de Inverno lá. Eu ia de botas caneleiras e tudo.
Arrepiou-me o frio que lá fazia. Reconheci, pedra a pedra, todos os recantos.

Civilização

Às vezes, acontece.
Fica à vista a ténue linha entre a civilização e a lei da selva. Seja aqui a civilização a aceitação e o respeito de regras que julgamos sempre lá.
Fica à vista de todos em menos de um fósforo. Para que não nos esqueçamos (por um dia ou dois).
Está em todas as televisões, no conforto do nosso lar.

31/08/2005

O caminho

Parece que é de algum conforto para a espécie humana dizer que um furacão mudou de rumo.
Acreditar nisso.
Para o mal e para o bem.

30/08/2005

E desta



Uns anos antes
1997

Por alguma estranha razão, poucas fotos datadas de 1997 tenho em arquivo.
Esta é uma delas. Tão fraquinha que nem merecia destaque.
Mas lembrei-me hoje dela.