01/06/2006
31/05/2006
A emboscada da Avenida do Aeroporto
Não. Aqui não. Não tenho, não temos, vocação de suicidas.
Aqui matas três ou quatro e a seguir não tens escapatória. Fecha o portão.
Atão porra?
Atão temos que encontrar uma situação mais favorável. Onde, de longe, possas abater o maior número de gajos, pá. E alguma hipótese de fuga. Aqui não dá.
Por trás do muro, desfrutavam a vista do vale de Loures, transplantado que estava para as vizinhanças do Areeiro.
Dado se encontrarem numa espécie de caminho de festo e as ribanceiras serem perigosas, tinham que se equilibrar com cuidado para não se precipitarem por ali abaixo.
Foi depois de uma descida ao vale e de uma nova subida, mais além, em reconhecimento, que finalmente aportaram ao Retiro.
Foram logo conduzidos ao reservado, com o beneplácito de um elemento da Resistência.
Aí, já se encontrava um grupo à mesa. Ruidoso e bem-disposto. As HK G-3 em sarilho a um canto.
Saudaram-se. Foram ocupar uma mesa do lado das janelas que davam para o vale.
O grupo era da Figueira da Foz. Viera a pé desde lá e não encontrara inimigos no trajecto. Tinha aqui em Lisboa uma táctica mais própria de atiradores furtivos. Disparavam de plano alto, quase sempre de janelas, um ou dois tiros pela certa. E seguiam.
Não tiveram coragem de lhes dizer que ainda não haviam disparado um único tiro.
Dali seguiram à cata de munições. Encontraram um outro grupo que parecia vir ou de festas populares ou de uma queima. Estranharam-se mutuamente.
Estes achavam que os invasores retirariam por cansaço.
Não foi possível convencê-los de que esse cansaço teria que ser provocado.
Uma das moças do grupo ficou para trás...
Esta recordação de uma noite mal dormida foi-me despertada pelo episódio da Perna de Pau, das andanças de Bic Laranja. Com a referida achega de Paulo Cunha Porto.
Foi por eles que percebi onde estivera.
Não. Aqui não. Não tenho, não temos, vocação de suicidas.
Aqui matas três ou quatro e a seguir não tens escapatória. Fecha o portão.
Atão porra?
Atão temos que encontrar uma situação mais favorável. Onde, de longe, possas abater o maior número de gajos, pá. E alguma hipótese de fuga. Aqui não dá.
Por trás do muro, desfrutavam a vista do vale de Loures, transplantado que estava para as vizinhanças do Areeiro.
Dado se encontrarem numa espécie de caminho de festo e as ribanceiras serem perigosas, tinham que se equilibrar com cuidado para não se precipitarem por ali abaixo.
Foi depois de uma descida ao vale e de uma nova subida, mais além, em reconhecimento, que finalmente aportaram ao Retiro.
Foram logo conduzidos ao reservado, com o beneplácito de um elemento da Resistência.
Aí, já se encontrava um grupo à mesa. Ruidoso e bem-disposto. As HK G-3 em sarilho a um canto.
Saudaram-se. Foram ocupar uma mesa do lado das janelas que davam para o vale.
O grupo era da Figueira da Foz. Viera a pé desde lá e não encontrara inimigos no trajecto. Tinha aqui em Lisboa uma táctica mais própria de atiradores furtivos. Disparavam de plano alto, quase sempre de janelas, um ou dois tiros pela certa. E seguiam.
Não tiveram coragem de lhes dizer que ainda não haviam disparado um único tiro.
Dali seguiram à cata de munições. Encontraram um outro grupo que parecia vir ou de festas populares ou de uma queima. Estranharam-se mutuamente.
Estes achavam que os invasores retirariam por cansaço.
Não foi possível convencê-los de que esse cansaço teria que ser provocado.
Uma das moças do grupo ficou para trás...
Esta recordação de uma noite mal dormida foi-me despertada pelo episódio da Perna de Pau, das andanças de Bic Laranja. Com a referida achega de Paulo Cunha Porto.
Foi por eles que percebi onde estivera.
29/05/2006
Confissões
Estou, há vários dias (semanas, meses?), em Westminster, de mão dada com Clarisse*, à espera de atravessar a rua.
Não há meio.
De mão dada...
Clarisse jamais consentiria.
*link redireccionado
Estou, há vários dias (semanas, meses?), em Westminster, de mão dada com Clarisse*, à espera de atravessar a rua.
Não há meio.
De mão dada...
Clarisse jamais consentiria.
*link redireccionado
28/05/2006
E assim vai o mundo
Quente e em festa para estes lados.
Não houve, pelos sinais, fogos nos telejormais que não vi.
Mas o cagaço ronda. Ah, se ronda.


E esta maquineta recusa-se a trabalhar com esta calmaria. Não sai ao dono.
Dono que o sendo também de outra maquineta lhe deu agora para andar por aí, à noite, com ela em riste. Depois de ancião.
Posto isto, os posts voltarão logo que a primeira e o último se disponham.
Quente e em festa para estes lados.
Não houve, pelos sinais, fogos nos telejormais que não vi.
Mas o cagaço ronda. Ah, se ronda.


E esta maquineta recusa-se a trabalhar com esta calmaria. Não sai ao dono.
Dono que o sendo também de outra maquineta lhe deu agora para andar por aí, à noite, com ela em riste. Depois de ancião.
Posto isto, os posts voltarão logo que a primeira e o último se disponham.
26/05/2006
Mianmar ou a moça da barba russa
Há quem diga que os sonhos são perscrutáveis. No lo creo.
Sê-lo-ão tanto como tudo o resto de que sabemos nada ou quase nada.
O caso é que alguém da antiga Birmânia veio cair aqui no blogue há uns dias atrás. E mais não disse.
O caso é que, em tempos, é sabido que ouvi a mãe da dita moça a pronunciar enfaticamente a palavra "Mianmar".
Daí a termo-nos encontrado todos numa festa qualquer, eu, a dita moça, as respectivas mães e mais uns quantos familiares e amigos me pareceu a coisa normal.
Ainda aceitei que um Filipe - julgo que era Filipe - andasse por ali a fazer de adido. Até tive pena do moço.
Até que decidissem mudar de restaurante e fossem, fôssemos, para um outro onde se podiam comer só empadas. A 20 euros por cabeça.
O que já não entendo assim tão bem é que a moça, assim ao perto, apresentasse uma quase cerrada barba preta. Não era russa, não. Disse-o só para compôr o título.
Enquanto isto, recebi um mail do Restaurante Trás d'Orelha. Não morreu no filtro. Tudo se conjuga...
Há quem diga que os sonhos são perscrutáveis. No lo creo.
Sê-lo-ão tanto como tudo o resto de que sabemos nada ou quase nada.
O caso é que alguém da antiga Birmânia veio cair aqui no blogue há uns dias atrás. E mais não disse.
O caso é que, em tempos, é sabido que ouvi a mãe da dita moça a pronunciar enfaticamente a palavra "Mianmar".
Daí a termo-nos encontrado todos numa festa qualquer, eu, a dita moça, as respectivas mães e mais uns quantos familiares e amigos me pareceu a coisa normal.
Ainda aceitei que um Filipe - julgo que era Filipe - andasse por ali a fazer de adido. Até tive pena do moço.
Até que decidissem mudar de restaurante e fossem, fôssemos, para um outro onde se podiam comer só empadas. A 20 euros por cabeça.
O que já não entendo assim tão bem é que a moça, assim ao perto, apresentasse uma quase cerrada barba preta. Não era russa, não. Disse-o só para compôr o título.
Enquanto isto, recebi um mail do Restaurante Trás d'Orelha. Não morreu no filtro. Tudo se conjuga...
25/05/2006
Boatoogles
Aquilo a que alguns chamaram em devido tempo boatoogle parece finalmente começar a sair da casca.
Veja-se o exemplo já aqui mencionado e este, fresquinho.
Aquilo a que alguns chamaram em devido tempo boatoogle parece finalmente começar a sair da casca.
Veja-se o exemplo já aqui mencionado e este, fresquinho.
24/05/2006
O fim dos tempos
O fim dos tempos, em sentido restrito o Fim do Tempo, é algo que não sabemos o que seja.
Para tal, seria primeiro necessário que soubéssemos o que é o tempo. Não sabemos.
Mas em sentido lato, ou menos preciso talvez, há vários significados possíveis. O fim de um Universo imaginado, da espécie humana conhecida, de cada um de nós. Não há preocupação individual que subsista para além da morte do indivíduo. Assim o creio.
Seja como fôr, a ideia comummente associada a estas quatro palavras em epígrafe, é a da extinção do Homem. E essa ideia persegue-nos desde há alguns séculos. Os sonhadores têm oferecido significativos remédios para postergar tal dia.
De todos, há um que se oferece como mais óbvio - sair daqui, do planeta Terra e continuar a aventura onde haja mais recursos.
Aparentemente, andamos a trabalhar nisso. Não andamos à procura de um planeta com determinadas condições por mera recreação.
Parece haver um único sentido na Vida, perpetuar-se. Parece, por enquanto.
O barulho que se tem feito nos últimos tempos a propósito das alterações climáticas parece ser um sintoma de que há uma consciência de que os recursos aqui na Terra são afinal limitados.
Mesmo sendo grande parte desse barulho um disparate pegado, que não resiste a uma crítica minimamente racional, há, no entanto, aspectos que são inelutáveis - não podemos, por exemplo, continuar a multiplicar-nos à mesma razão.
Mas traçar prognósticos a olhar para um troço de curva insignificante é uma grossa asneira.
No meio disto tudo, não vejo, não conheço - ignorância minha decerto - um único prognóstico que seja de alteração climática em catástrofe, como por exemplo uma reacção química que consuma o oxigénio de um momento para o outro.
Há alguns livros de ficção científica que tratam de uma quase extinção. Não sei de nenhum que a escreva dessa forma. Pode muito bem ser ignorância minha.
Fico-me a pensar nos que sobreviveriam à catástrofe. Nas primeiras horas, os que respirassem com auxílio, os que se encontrassem em certos ambientes artificiais. E do que se seguiria, tendo esses adquirido a consciência do que se passava à sua volta. Haveria tempo para conseguirem providenciar uma saída? Pergunta parva.
O fim dos tempos, em sentido restrito o Fim do Tempo, é algo que não sabemos o que seja.
Para tal, seria primeiro necessário que soubéssemos o que é o tempo. Não sabemos.
Mas em sentido lato, ou menos preciso talvez, há vários significados possíveis. O fim de um Universo imaginado, da espécie humana conhecida, de cada um de nós. Não há preocupação individual que subsista para além da morte do indivíduo. Assim o creio.
Seja como fôr, a ideia comummente associada a estas quatro palavras em epígrafe, é a da extinção do Homem. E essa ideia persegue-nos desde há alguns séculos. Os sonhadores têm oferecido significativos remédios para postergar tal dia.
De todos, há um que se oferece como mais óbvio - sair daqui, do planeta Terra e continuar a aventura onde haja mais recursos.
Aparentemente, andamos a trabalhar nisso. Não andamos à procura de um planeta com determinadas condições por mera recreação.
Parece haver um único sentido na Vida, perpetuar-se. Parece, por enquanto.
O barulho que se tem feito nos últimos tempos a propósito das alterações climáticas parece ser um sintoma de que há uma consciência de que os recursos aqui na Terra são afinal limitados.
Mesmo sendo grande parte desse barulho um disparate pegado, que não resiste a uma crítica minimamente racional, há, no entanto, aspectos que são inelutáveis - não podemos, por exemplo, continuar a multiplicar-nos à mesma razão.
Mas traçar prognósticos a olhar para um troço de curva insignificante é uma grossa asneira.
No meio disto tudo, não vejo, não conheço - ignorância minha decerto - um único prognóstico que seja de alteração climática em catástrofe, como por exemplo uma reacção química que consuma o oxigénio de um momento para o outro.
Há alguns livros de ficção científica que tratam de uma quase extinção. Não sei de nenhum que a escreva dessa forma. Pode muito bem ser ignorância minha.
Fico-me a pensar nos que sobreviveriam à catástrofe. Nas primeiras horas, os que respirassem com auxílio, os que se encontrassem em certos ambientes artificiais. E do que se seguiria, tendo esses adquirido a consciência do que se passava à sua volta. Haveria tempo para conseguirem providenciar uma saída? Pergunta parva.
23/05/2006
22/05/2006
21/05/2006
20/05/2006
Estrada
Dos ramais começados por três, o mais a norte dos a sul.
Talvez onde um dia pouse uma casa junto aos choupos, talvez mais para lá, mais para sul, o teu nome.
Na pedra.
Doze e meio por cento dessa estrada.
Dos ramais começados por três, o mais a norte dos a sul.
Talvez onde um dia pouse uma casa junto aos choupos, talvez mais para lá, mais para sul, o teu nome.
Na pedra.
Doze e meio por cento dessa estrada.
19/05/2006
18/05/2006
16/05/2006
15/05/2006
Nomenclaturas
Isto de se ouvir dizer que é a "abertura oficial da época de incêndios" é o que a gente sabe.
Há uma tendência, se bem que se possa dizer recessiva mas que ainda existe, para utilizar o adjectivo oficial a propósito de coisas que sendo pois de ofício e de oficiais, delas se quer dizer que agora é que é, vai ser a valer.
Mesmo com a habitual dificuldade de encontrar nos sítios competentes a nomenclatura apropriada, percebo que hoje começa a fase B(ravo) do combate aos incêndios no campo. Sejam na floresta, no mato ou nos restolhos.
O preocupante não é obviamente a nomenclatura. É ver a luta de galos, as questões de pelouro, a incapacidade que transparece de afirmações absurdas, infantis.
Isso é que é preocupante. Nada indica que as coisas estejam sequer em condições de melhorar.
Quem vai ditar, mais uma vez, as sortes é São Pedro. Para quem acredita nele.
Eu, assim como assim, prefiro o de Sintra. Tem a feira, os restaurantes e a tab(v)erna do Fernando. É tudo mais fresco. E verde.
Isto de se ouvir dizer que é a "abertura oficial da época de incêndios" é o que a gente sabe.
Há uma tendência, se bem que se possa dizer recessiva mas que ainda existe, para utilizar o adjectivo oficial a propósito de coisas que sendo pois de ofício e de oficiais, delas se quer dizer que agora é que é, vai ser a valer.
Mesmo com a habitual dificuldade de encontrar nos sítios competentes a nomenclatura apropriada, percebo que hoje começa a fase B(ravo) do combate aos incêndios no campo. Sejam na floresta, no mato ou nos restolhos.
O preocupante não é obviamente a nomenclatura. É ver a luta de galos, as questões de pelouro, a incapacidade que transparece de afirmações absurdas, infantis.
Isso é que é preocupante. Nada indica que as coisas estejam sequer em condições de melhorar.
Quem vai ditar, mais uma vez, as sortes é São Pedro. Para quem acredita nele.
Eu, assim como assim, prefiro o de Sintra. Tem a feira, os restaurantes e a tab(v)erna do Fernando. É tudo mais fresco. E verde.
Convocatória
É já certo que A, B ou C serão hoje convocados para o Mundial. D, E ou F ficam pois de fora.
É já certo que A, B ou C serão hoje convocados para o Mundial. D, E ou F ficam pois de fora.
14/05/2006
Travessias e faltas de lembrança

da Carta Militar de Portugal, série M888, escala 1:25000 - aqui reduzida
Afinal, já atravessei o Jamor, tal como o Sado. A pé enxuto.
O que falha é a memória.

da Carta Militar de Portugal, série M888, escala 1:25000 - aqui reduzida
Afinal, já atravessei o Jamor, tal como o Sado. A pé enxuto.
O que falha é a memória.
13/05/2006
Travessias

imagem de http://vfc.no.sapo.pt/htm/indice.htm
Já atravessei o Sado a pé.
O Jamor ainda não.
Sem tirar nem pôr.

imagem de http://vfc.no.sapo.pt/htm/indice.htm
Já atravessei o Sado a pé.
O Jamor ainda não.
Sem tirar nem pôr.
11/05/2006
10/05/2006
Cabo da Roca, 2006

Em dia de várias efemérides, boas e más, ocorreu-me uma finisterra onde certo dia foi escolhida a mais ocidental das mulheres sitas no continente euroasiático.
O padrão está no sítio e os japoneses continuam a correr atrás das máquinas fotográficas. Quartel-General em Abrantes, digo Quartel na Serra. Viva o Trono e o Altar e El-Rei D. Miguel Nosso Senhor.

Em dia de várias efemérides, boas e más, ocorreu-me uma finisterra onde certo dia foi escolhida a mais ocidental das mulheres sitas no continente euroasiático.
O padrão está no sítio e os japoneses continuam a correr atrás das máquinas fotográficas. Quartel-General em Abrantes, digo Quartel na Serra. Viva o Trono e o Altar e El-Rei D. Miguel Nosso Senhor.
09/05/2006
Clarões e o seu contrário
Não será muito próprio dizer que um clarão é o contrário de um apagão. Não é.
Sendo que faz hoje, mais daqui a bocado, seis anos que aconteceu o tal apagão de que todos nos lembramos, também fez hoje exactamente zero anos que aconteceu algo estranho.
É que hoje, pelos alvores, ainda o sol estava longe de iluminar directamente o que quer que fosse aqui nas vizinhanças, embora o fizesse já ao longe, lá bem ao longe - sim, estou num buraco - hoje, por essa hora, algo de muito brilhante embora fugaz, iluminou a minha janela a poente, a minha secretária de onde controlo os equinócios.
Foi um brilho rápido como um relâmpago. Que já desaparecera quando o quis ver de frente. Vira-o sim pelo canto do olho.
A única explicação que encontro para tal brilho, dado que é pouco provável que se trate de descarga atmosférica, uma vez que o céu não se mostrava conforme, o IM não o assinala e o som, ainda que distante, não se fez ouvir, é a de um reflexo vadio da luz solar em algum vidro ou chapa que se houvesse movimentado lá longe, lá muito longe, de forma a produzi-lo aos meus olhos. Não é incomum. Mas há, havia qualquer coisa de mais intenso naquele brilho do que sugere tal explicação. Fiquei sem ela, a explicação. Como o fiquei na noite de 15 de Julho de 1979, em Cascais, quando vi a luz do dia perto das três da manhã. Dessa vez, porém, uns milhares mais viram o mesmo que eu. E ainda hoje estamos à espera de saber o que foi.
Há mais histórias destas narradas por gente em que acredito.
Não será muito próprio dizer que um clarão é o contrário de um apagão. Não é.
Sendo que faz hoje, mais daqui a bocado, seis anos que aconteceu o tal apagão de que todos nos lembramos, também fez hoje exactamente zero anos que aconteceu algo estranho.
É que hoje, pelos alvores, ainda o sol estava longe de iluminar directamente o que quer que fosse aqui nas vizinhanças, embora o fizesse já ao longe, lá bem ao longe - sim, estou num buraco - hoje, por essa hora, algo de muito brilhante embora fugaz, iluminou a minha janela a poente, a minha secretária de onde controlo os equinócios.
Foi um brilho rápido como um relâmpago. Que já desaparecera quando o quis ver de frente. Vira-o sim pelo canto do olho.
A única explicação que encontro para tal brilho, dado que é pouco provável que se trate de descarga atmosférica, uma vez que o céu não se mostrava conforme, o IM não o assinala e o som, ainda que distante, não se fez ouvir, é a de um reflexo vadio da luz solar em algum vidro ou chapa que se houvesse movimentado lá longe, lá muito longe, de forma a produzi-lo aos meus olhos. Não é incomum. Mas há, havia qualquer coisa de mais intenso naquele brilho do que sugere tal explicação. Fiquei sem ela, a explicação. Como o fiquei na noite de 15 de Julho de 1979, em Cascais, quando vi a luz do dia perto das três da manhã. Dessa vez, porém, uns milhares mais viram o mesmo que eu. E ainda hoje estamos à espera de saber o que foi.
Há mais histórias destas narradas por gente em que acredito.
Sintra, 2005


Lembrando o belo trajecto de Bic Laranja com Raúl Proença, Madureira e Passaporte, entre outros.
(assim à primeira pareceu-me um Ford Popular o que está estacionado à frente, mas não é)
(actualizando: parece um Fiat 500 ou Simca 5, mais conhecido por Topolino)


Lembrando o belo trajecto de Bic Laranja com Raúl Proença, Madureira e Passaporte, entre outros.
(assim à primeira pareceu-me um Ford Popular o que está estacionado à frente, mas não é)
(actualizando: parece um Fiat 500 ou Simca 5, mais conhecido por Topolino)
08/05/2006
07/05/2006
05/05/2006
04/05/2006
03/05/2006
Espalhafato
De cada vez que há qualquer coisa que depende de um intervalo de tempo mais ou menos curto, é mostrada à saciedade a ignorância e a incapacidade de raciocínio da maioria dos jornalistas.
É o caso do alerta de tsunami desta tarde. Horas depois de ter sido cancelado, por ter passado o tempo devido mais as margens de segurança, ainda estarão excitados ao microfone.
Recordo-me do dia em que ocorreu a tragédia nas costas do sudeste asiático. Quando ouvi a primeira informação que dava conta de que uma onda atingira zonas tão afastadas como a costa indiana e tailandesa, percebi pelo tom nesse caso pouco excitado que ninguém que tivesse posto os olhos em tal despacho tinha tido a noção do que representava tal coisa. Viu-se logo a seguir que não. E vi também, nos minutos seguintes, que em algumas cadeias internacionais de notícias, já havia quem tivesse a noção das proporções. Nesse caso, tal como agora, parece que não se ouvem uns aos outros ou não percebem o que ouvem, o que é relativamente frequente ou então a necessidade de serem artistas de qualquer coisa faz com que o espectáculo tome conta dos telejornais. O que sabemos também é frequente.
De cada vez que há qualquer coisa que depende de um intervalo de tempo mais ou menos curto, é mostrada à saciedade a ignorância e a incapacidade de raciocínio da maioria dos jornalistas.
É o caso do alerta de tsunami desta tarde. Horas depois de ter sido cancelado, por ter passado o tempo devido mais as margens de segurança, ainda estarão excitados ao microfone.
Recordo-me do dia em que ocorreu a tragédia nas costas do sudeste asiático. Quando ouvi a primeira informação que dava conta de que uma onda atingira zonas tão afastadas como a costa indiana e tailandesa, percebi pelo tom nesse caso pouco excitado que ninguém que tivesse posto os olhos em tal despacho tinha tido a noção do que representava tal coisa. Viu-se logo a seguir que não. E vi também, nos minutos seguintes, que em algumas cadeias internacionais de notícias, já havia quem tivesse a noção das proporções. Nesse caso, tal como agora, parece que não se ouvem uns aos outros ou não percebem o que ouvem, o que é relativamente frequente ou então a necessidade de serem artistas de qualquer coisa faz com que o espectáculo tome conta dos telejornais. O que sabemos também é frequente.
O apagão da cegonha
Quando se apagou a luz na barraca dos petiscos, já o meu velho amigo tinha entrado a cavalo e, sem desmontar, bebido a sua cerveja.
Já a coisa estava como se viu e verá, calma.
O facto de a luz se ter apagado foi inicialmente atribuído a uma quebra de gerador.
Mas alguém reparou que se fizera escuridão total nas ruas da vila. Que não nos nos iludíssemos com os faróis dos poucos carros que manobravam em retirada.
Já não me recordo é quem foi que deu o alarme mais a sério ali no recinto. Mas foi evidentemente o primeiro que recebeu ou fez um telefonema, que as antenas de telecomunicações estavam operacionais.
Ficámos então a saber que em Faro não havia luz.
Pouco depois soubemos de Lisboa. E também de Crestuma, pois de lá disseram-nos que uma zona estava também sem energia.
Ora a situação era assim desastrosa. Havia já até os palpites catastrofistas do costume.
Na meia hora seguinte já se reunia, por via da GNR, informação bastante. Beja, Sines, Santiago, Setúbal, tudo à d'escuras.
A ideia pois iluminante surgiu logo após.
Foi quase como juntar um mais um.
O presidente da câmara ouvia mais um relatório do comandante do posto.
E foi só chegar a mecha:
"Vá, homem, 'bora lá derrubar mais um ministro!"
Não passaram dez segundos.
Ele virou-se para a direita e disse ao adjunto:
"Ligue-me já para o Governo Civil!"
Cada um fugiu para seu lado.
A energia só voltou já a gente vinha para os lados de Alcácer. O ministro não caiu dessa vez. E como é sabido quem pagou as favas foi a dita ave (pág.11).
Está a fazer seis anos não tarda nada.
Quando se apagou a luz na barraca dos petiscos, já o meu velho amigo tinha entrado a cavalo e, sem desmontar, bebido a sua cerveja.
Já a coisa estava como se viu e verá, calma.
O facto de a luz se ter apagado foi inicialmente atribuído a uma quebra de gerador.
Mas alguém reparou que se fizera escuridão total nas ruas da vila. Que não nos nos iludíssemos com os faróis dos poucos carros que manobravam em retirada.
Já não me recordo é quem foi que deu o alarme mais a sério ali no recinto. Mas foi evidentemente o primeiro que recebeu ou fez um telefonema, que as antenas de telecomunicações estavam operacionais.
Ficámos então a saber que em Faro não havia luz.
Pouco depois soubemos de Lisboa. E também de Crestuma, pois de lá disseram-nos que uma zona estava também sem energia.
Ora a situação era assim desastrosa. Havia já até os palpites catastrofistas do costume.
Na meia hora seguinte já se reunia, por via da GNR, informação bastante. Beja, Sines, Santiago, Setúbal, tudo à d'escuras.
A ideia pois iluminante surgiu logo após.
Foi quase como juntar um mais um.
O presidente da câmara ouvia mais um relatório do comandante do posto.
E foi só chegar a mecha:
"Vá, homem, 'bora lá derrubar mais um ministro!"
Não passaram dez segundos.
Ele virou-se para a direita e disse ao adjunto:
"Ligue-me já para o Governo Civil!"
Cada um fugiu para seu lado.
A energia só voltou já a gente vinha para os lados de Alcácer. O ministro não caiu dessa vez. E como é sabido quem pagou as favas foi a dita ave (pág.11).
Está a fazer seis anos não tarda nada.
02/05/2006
Santa Estupidez
Não há desculpa quando nem copiar se sabe. E já não é a primeira vez que acontece.
A verdade é que o cantado Compal Morango é uma edição especial e não uma edição limitada.
Eu é que nem copiar sei.
Já não me apetece roubar a coisa.
Não há desculpa quando nem copiar se sabe. E já não é a primeira vez que acontece.
A verdade é que o cantado Compal Morango é uma edição especial e não uma edição limitada.
Eu é que nem copiar sei.
Já não me apetece roubar a coisa.
01/05/2006
28/04/2006
Esse-(i)-ele-bê

Mantenho o que disse no antepenúltimo parágrafo deste longínquo post.
Quanto ao que lá está escrito no início, os números diziam este ano, apesar da intromissão na estatística de um campeonato como o do ano passado, que o Porto assegurara o título na mesma 15ª jornada. Quando o Nacional era segundo, o Setúbal terceiro, o Braga quarto, o Benfica quinto e o Sporting ganhou à Naval.

Mantenho o que disse no antepenúltimo parágrafo deste longínquo post.
Quanto ao que lá está escrito no início, os números diziam este ano, apesar da intromissão na estatística de um campeonato como o do ano passado, que o Porto assegurara o título na mesma 15ª jornada. Quando o Nacional era segundo, o Setúbal terceiro, o Braga quarto, o Benfica quinto e o Sporting ganhou à Naval.
26/04/2006
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