28/11/2007
27/11/2007
O morto “B” da Golegã
A culpa disto tudo é dos tipos que desenharam os bordos das moedas de dois euros.
Quem diz dois euros diz qualquer outra moeda passada ou futura, de bordos com inscrições não sobreponíveis à sua imagem rodada de 180º.
Ou seja, moedas cuja cunhagem dê origem a duas versões. Uma com a legenda do bordo orientada de uma determinada forma quando se observa o anverso para cima e outra, com a mesma legenda rodada de 180º, observada a mesma orientação do anverso.
Ora deu isto que nas moedas de dois euros cujo bordo tem uma série de 2 e de estrelas, observando o anverso para cima, a estrela imediatamente à direita de um 2 direito, terá uma ponta para cima ou para baixo.
Convencionou-se que quando uma ponta da estrela à direita do 2 direito está para cima, se trata do tipo A; se por outro lado, uma ponta da estrela à direita do 2 direito está para baixo, se trata do tipo B.

Exposto o anterior para quem está menos familiarizado com estas coisas, ocorre que certo dia marquei um almoço na Golegã.
A pessoa com quem me ia encontrar, indagando do meu conhecimento da localidade, e verificando que era escasso, expeditamente mandou-me seguir para a Igreja Matriz.
Ora, sucede que mesmo à entrada da Golegã, avistei um carro funerário. Lá dentro, coberto pela tradicional veste preta com motivos dourados, ia um caixão.
Calculei que se dirigisse à igreja e resolvi segui-lo.
Foi então que reparei que a estrela dourada do pano da cobertura que mais se destacava centralmente, tinha a ponta para baixo.
De imediato me ocorreu que o morto era um morto “B”.
A culpa disto tudo é dos tipos que desenharam os bordos das moedas de dois euros.
Quem diz dois euros diz qualquer outra moeda passada ou futura, de bordos com inscrições não sobreponíveis à sua imagem rodada de 180º.
Ou seja, moedas cuja cunhagem dê origem a duas versões. Uma com a legenda do bordo orientada de uma determinada forma quando se observa o anverso para cima e outra, com a mesma legenda rodada de 180º, observada a mesma orientação do anverso.
Ora deu isto que nas moedas de dois euros cujo bordo tem uma série de 2 e de estrelas, observando o anverso para cima, a estrela imediatamente à direita de um 2 direito, terá uma ponta para cima ou para baixo.
Convencionou-se que quando uma ponta da estrela à direita do 2 direito está para cima, se trata do tipo A; se por outro lado, uma ponta da estrela à direita do 2 direito está para baixo, se trata do tipo B.

Exposto o anterior para quem está menos familiarizado com estas coisas, ocorre que certo dia marquei um almoço na Golegã.
A pessoa com quem me ia encontrar, indagando do meu conhecimento da localidade, e verificando que era escasso, expeditamente mandou-me seguir para a Igreja Matriz.
Ora, sucede que mesmo à entrada da Golegã, avistei um carro funerário. Lá dentro, coberto pela tradicional veste preta com motivos dourados, ia um caixão.
Calculei que se dirigisse à igreja e resolvi segui-lo.
Foi então que reparei que a estrela dourada do pano da cobertura que mais se destacava centralmente, tinha a ponta para baixo.
De imediato me ocorreu que o morto era um morto “B”.
26/11/2007
A mineração do cobre
Pode ou não estabelecer-se uma relação entre a quantidade de cobre roubada na rede de transporte e a percentagem de população Cro-Magnon na população total?
Mesmo que haja anacronismo na coisa.

imagem da imitação de caveira encontrada aqui
Pode ou não estabelecer-se uma relação entre a quantidade de cobre roubada na rede de transporte e a percentagem de população Cro-Magnon na população total?
Mesmo que haja anacronismo na coisa.

imagem da imitação de caveira encontrada aqui
23/11/2007
22/11/2007
Scolari
Relembro, depois de ter visto e ouvido ontem o treinador da selecção portuguesa de futebol, a sua atitude desvairada ao longo do jogo contra a Sérvia.
Antes, muito antes, do caso do quase murro.
O que é que se passa com o homem?
Relembro, depois de ter visto e ouvido ontem o treinador da selecção portuguesa de futebol, a sua atitude desvairada ao longo do jogo contra a Sérvia.
Antes, muito antes, do caso do quase murro.
O que é que se passa com o homem?
21/11/2007
Um post já antigo

À procura nos cadernos de capa preta do rascunho da imagem acima e das recordações que à sua memória descritiva estão associadas, tropecei num post escrito umas páginas adiante.
Já nesse tempo, as três e muito da manhã eram uma hora sem comboios.
Nessa noite de 16 de Fevereiro de 1998 – na qual a temperatura parece ter sido amêndoa*, de acordo com os registos que pude consultar, dado que o post a isso não faz referência – aproximando-me das linhas e julgando-me sózinho na ecúmena, ouvi um berro.
Foi no rastreio que fiz a seguir, que vi o que parecia ser um saci-pererê.
Pois o homem era negro e só tinha uma perna.
Apoiado em duas muletas, tocava guitarra em pé.
Quando eu passei perto dele, começou a cantar em coro com uma ave que, ali perto numa árvore altaneira, tinha já por costume fazê-lo naquelas madrugadas. Havia talvez meses que ouvia cantar a ave (era para escrever a árvore) sempre que atravessava a linha.
Mais adiante e para me trazer de volta ao realismo, afastado do cantor, esperando por um comboio improvável, estava um casal em amena conversação.
Nunca mais vi tal personagem, posso dizê-lo agora.
*ver a nota de rodapé deste post

À procura nos cadernos de capa preta do rascunho da imagem acima e das recordações que à sua memória descritiva estão associadas, tropecei num post escrito umas páginas adiante.
Já nesse tempo, as três e muito da manhã eram uma hora sem comboios.
Nessa noite de 16 de Fevereiro de 1998 – na qual a temperatura parece ter sido amêndoa*, de acordo com os registos que pude consultar, dado que o post a isso não faz referência – aproximando-me das linhas e julgando-me sózinho na ecúmena, ouvi um berro.
Foi no rastreio que fiz a seguir, que vi o que parecia ser um saci-pererê.
Pois o homem era negro e só tinha uma perna.
Apoiado em duas muletas, tocava guitarra em pé.
Quando eu passei perto dele, começou a cantar em coro com uma ave que, ali perto numa árvore altaneira, tinha já por costume fazê-lo naquelas madrugadas. Havia talvez meses que ouvia cantar a ave (era para escrever a árvore) sempre que atravessava a linha.
Mais adiante e para me trazer de volta ao realismo, afastado do cantor, esperando por um comboio improvável, estava um casal em amena conversação.
Nunca mais vi tal personagem, posso dizê-lo agora.
*ver a nota de rodapé deste post
20/11/2007
Explicar
Outra coisa que é impossível explicar às massas é o que é um automóvel e como se conduz.
Sabemos isso sempre nestes dias de primeiras águas e nos outros todos do ano.
A boçalidade em estado puro.
Outra coisa que é impossível explicar às massas é o que é um automóvel e como se conduz.
Sabemos isso sempre nestes dias de primeiras águas e nos outros todos do ano.
A boçalidade em estado puro.
19/11/2007
16/11/2007
Capri à beira da E.N. 10
Há qualquer coisa que me persegue e perseguirá neste quadro de Pousão.
Já o referi aqui algumas vezes.
Um destes dias, andando numa romagem pelos arredores de Setúbal, dei com este recanto.
Não foram só as figueiras-da-Índia que me evocaram Pousão. Parece não haver mais nada de comum, no entanto...
Há qualquer coisa que me persegue e perseguirá neste quadro de Pousão.
Já o referi aqui algumas vezes.
Um destes dias, andando numa romagem pelos arredores de Setúbal, dei com este recanto.
Não foram só as figueiras-da-Índia que me evocaram Pousão. Parece não haver mais nada de comum, no entanto...
15/11/2007
A temperatura amêndoa*
Se me perguntarem, direi que a noite de ontem foi a primeira do ano (os anos começam depois da cortiça, toda a gente sabe) em que senti algum frio.
Já na de anteontem, eu e os companheiros gozávamos do ar tépido da meia-noite, em plena cidade de Lisboa.
Esse facto fez suscitar memórias. Que é curta, a da maioria. Que até omite o facto de haver verões de São Martinho.
À minha, veio por exemplo a da noite de 12 para 13 de Novembro de 1994. Quando em plena várzea do Sado (e se ela é fria) petiscávamos ao ar livre e à luz do petromax até quase de madrugada.
Veio também um certo natal dos anos 70, acho que o de 74. Em que nos sentávamos nos poiais do café, noite a dentro, gozando a mornice, falando de tempo de terramotos e tabaqueando a coisa.
Diz que há um aquecimento global.
Se me perguntarem, direi que no meu tempo de reparar nestas coisas, dou pelo escurecimento. Pode ser ilusório, pois que os dados que conheço parecem dizer que não é muito perceptível, mas é uma sensação que experimento.
Quanto ao aquecimento, não dou por ele.
Nos registos que compilei a partir da base de dados do INAG, também não dei por nada que pudesse ter algum tipo de significado.
Haverá quem tenha outros dados.
*A temperatura amêndoa é ( toda a gente sabe) a que se pode medir (ou a que mede um homem muito bem acompanhado) na maior parte (em uma que seja) das noites de verão ali onde a E.N. 241-1 entronca na E.N. 244. Há lá um sinal que demonstra isso mesmo.
Se me perguntarem, direi que a noite de ontem foi a primeira do ano (os anos começam depois da cortiça, toda a gente sabe) em que senti algum frio.
Já na de anteontem, eu e os companheiros gozávamos do ar tépido da meia-noite, em plena cidade de Lisboa.
Esse facto fez suscitar memórias. Que é curta, a da maioria. Que até omite o facto de haver verões de São Martinho.
À minha, veio por exemplo a da noite de 12 para 13 de Novembro de 1994. Quando em plena várzea do Sado (e se ela é fria) petiscávamos ao ar livre e à luz do petromax até quase de madrugada.
Veio também um certo natal dos anos 70, acho que o de 74. Em que nos sentávamos nos poiais do café, noite a dentro, gozando a mornice, falando de tempo de terramotos e tabaqueando a coisa.
Diz que há um aquecimento global.
Se me perguntarem, direi que no meu tempo de reparar nestas coisas, dou pelo escurecimento. Pode ser ilusório, pois que os dados que conheço parecem dizer que não é muito perceptível, mas é uma sensação que experimento.
Quanto ao aquecimento, não dou por ele.
Nos registos que compilei a partir da base de dados do INAG, também não dei por nada que pudesse ter algum tipo de significado.
Haverá quem tenha outros dados.
*A temperatura amêndoa é ( toda a gente sabe) a que se pode medir (ou a que mede um homem muito bem acompanhado) na maior parte (em uma que seja) das noites de verão ali onde a E.N. 241-1 entronca na E.N. 244. Há lá um sinal que demonstra isso mesmo.
14/11/2007
O debate público
Ainda estou à espera de ouvir o que pensa da localização do aeroporto o contínuo escolhido do Ministério determinado.
Esta coisa de as entidades e das empresas públicas se porem em bicos de pés a dar palpites sobre assuntos deste calibre, passando por cima e atropelando quem deve pronunciar-se, é o que me faz esperar. Ouvir o contínuo. Será porventura mais sensato.
E faz-me lembrar mais. Faz-me lembrar o chorrilho de asneiras que antecedeu e seguiu aquela frase “vamos pôr as gravuras a voar”.
Um tal quadro que foi bem patente na altura da decisão de Foz Coa – estávamos no final do cavaquisimo - e que agora volta a desenhar-se, apenas mostra uma coisa – falta de autoridade, desierarquização. Desgoverno.
Nada que me surpreenda, afinal.
Mostra, por outro lado, que vigora a versão televisiva e educada dos berros das regateiras que chamavam a atenção do burgo para o que lhes parecia mal. Vigora e obtém resultados.
Ainda estou à espera de ouvir o que pensa da localização do aeroporto o contínuo escolhido do Ministério determinado.
Esta coisa de as entidades e das empresas públicas se porem em bicos de pés a dar palpites sobre assuntos deste calibre, passando por cima e atropelando quem deve pronunciar-se, é o que me faz esperar. Ouvir o contínuo. Será porventura mais sensato.
E faz-me lembrar mais. Faz-me lembrar o chorrilho de asneiras que antecedeu e seguiu aquela frase “vamos pôr as gravuras a voar”.
Um tal quadro que foi bem patente na altura da decisão de Foz Coa – estávamos no final do cavaquisimo - e que agora volta a desenhar-se, apenas mostra uma coisa – falta de autoridade, desierarquização. Desgoverno.
Nada que me surpreenda, afinal.
Mostra, por outro lado, que vigora a versão televisiva e educada dos berros das regateiras que chamavam a atenção do burgo para o que lhes parecia mal. Vigora e obtém resultados.
13/11/2007
Isto dos acidentes
O homem chamou-me como sempre da montra, entre a carrinha cinzenta e o carrão preto. Ambos naturalmente metalizados.
E chamou-me com um ar preocupado.
Lá me dirigi ao stand e imediatamente se revelou a urgência dele em recolher o meu parecer, dado que figuro, muito erradamente embora, como entendido na matéria, aos seus olhos.
Lá dobrámos a esquina do supermercado e descemos a rampa da oficina.
Desta vez o carro em questão era um Daewoo Matiz ou equivalente. Claro que era cinzento metalizado.
Estava todo escaqueirado a estibordo.
O homem olhava para os estragos e dizia-me:
Ela diz-me que isto foi defeito do computador. Que ia a andar normalmente em recta quando o carro começou a atravessar-se e a andar de lado.
Bateu mais à frente num que estava parado.
O que é que tu achas? Achas que o computador pode ter causado isto?
Eu estava céptico. Apesar de saber assim em sonhos que quando os computadores querem ou quando por outro lado falham, as surpresas são inúmeras.
Encolhi os ombros e disse-lhe que não fazia ideia. Mas que podia bem ser uma maneira airosa de ela se sair ainda mais airosamente de um acidente tal, visto o carro estar na garantia. E perguntei-lhe que tipo de ela era ela.
Ele não me respondeu.
Estavámos quase silentemente entendidos quanto à causa deste e de todos os outros acidentes com elas do tipo dela ao volante, pensava eu, quando ele me fez um gesto chamando-me para observar a dianteira do carro.
Estava igualmente amachucada.
Encolheu agora ele os ombros e disse-me:
O computador não deve estar mesmo bom. Isto fui eu que bati há bocado quando o fui experimentar.

imagem roubada aqui e amachucada devido ao computador
O homem chamou-me como sempre da montra, entre a carrinha cinzenta e o carrão preto. Ambos naturalmente metalizados.
E chamou-me com um ar preocupado.
Lá me dirigi ao stand e imediatamente se revelou a urgência dele em recolher o meu parecer, dado que figuro, muito erradamente embora, como entendido na matéria, aos seus olhos.
Lá dobrámos a esquina do supermercado e descemos a rampa da oficina.
Desta vez o carro em questão era um Daewoo Matiz ou equivalente. Claro que era cinzento metalizado.
Estava todo escaqueirado a estibordo.
O homem olhava para os estragos e dizia-me:
Ela diz-me que isto foi defeito do computador. Que ia a andar normalmente em recta quando o carro começou a atravessar-se e a andar de lado.
Bateu mais à frente num que estava parado.
O que é que tu achas? Achas que o computador pode ter causado isto?
Eu estava céptico. Apesar de saber assim em sonhos que quando os computadores querem ou quando por outro lado falham, as surpresas são inúmeras.
Encolhi os ombros e disse-lhe que não fazia ideia. Mas que podia bem ser uma maneira airosa de ela se sair ainda mais airosamente de um acidente tal, visto o carro estar na garantia. E perguntei-lhe que tipo de ela era ela.
Ele não me respondeu.
Estavámos quase silentemente entendidos quanto à causa deste e de todos os outros acidentes com elas do tipo dela ao volante, pensava eu, quando ele me fez um gesto chamando-me para observar a dianteira do carro.
Estava igualmente amachucada.
Encolheu agora ele os ombros e disse-me:
O computador não deve estar mesmo bom. Isto fui eu que bati há bocado quando o fui experimentar.

imagem roubada aqui e amachucada devido ao computador
11/11/2007
O herdeiro mínimo
Tornei-me hoje herdeiro de um extinto clube cultural e desportivo dos trabalhadores de um igualmente extinto organismo público.
Uma herança mínima – meia dúzia de livros com cheiro a bafio, destinados ao lixo.
Mas ainda assim uma herança. Livresca. Mais uma.
Se a A.S.A.E. sabe disto...
Tornei-me hoje herdeiro de um extinto clube cultural e desportivo dos trabalhadores de um igualmente extinto organismo público.
Uma herança mínima – meia dúzia de livros com cheiro a bafio, destinados ao lixo.
Mas ainda assim uma herança. Livresca. Mais uma.
Se a A.S.A.E. sabe disto...
Autoridade
A página da Autoridade Nacional de Protecção Civil para os incêndios florestais continua em grande.
Seis cavadelas, seis minhocas. O que é dizer que para seis incêndios constantes, há seis mapas da senhora da Asneira.
No verão, não se passava isto. Os mapas correspondiam aos locais assinalados nos registos.
Não é de facto um bom sinal.
A página da Autoridade Nacional de Protecção Civil para os incêndios florestais continua em grande.
Seis cavadelas, seis minhocas. O que é dizer que para seis incêndios constantes, há seis mapas da senhora da Asneira.
No verão, não se passava isto. Os mapas correspondiam aos locais assinalados nos registos.
Não é de facto um bom sinal.
10/11/2007
Este post serve para se saber que foi neste dia que se completaram as 100 000 visitas contadas pelo Bravenet
Começando pelas cem mil visitas.
Há uns anos que o termo “barreira psicológica” se generalizou aplicado a preços, a valores. É uma generalização parelha à da igualmente psicológica chicotada que essa sim não tem rival, como a ginjinha.
Já barreiras psicológicas há muitas, dentro da cabeça de cada um.
No mito dos algarismos, estas barreiras são pois isso mesmo, psicológicas. Dá-se a elas algum valor. O suficiente para a cerimónia, de que se tratará no parágrafo seguinte.
Eu a esta dou o mesmo valor que à passagem do século e do milénio.
Nesses, não se sabia desde quando é que se contava. Nesta, não se sabe quantas visitas não contou nem quantas contou a mais, muito menos quantas vieram antes de estar o contador a funcionar. É um marco que não se sabe bem o que marca. Mas marca e marcará 100 000 antes do dia findar e ser São Martinho e se beber água-pé, se fôr fácil de encontrar, e se comerem castanhas, se o preço não fôr escandaloso.

Passando pois para um certo balanço da coisa, que é uso e costume fazerem-se estes em ocasiões que tais. E eu, sendo assim, vou com os outros.
Ainda aqui ando, quatro anos e três meses depois – La Palisse, a quem venho atribuindo coisas que não disse, não diria aqui melhor.
Quanto aos outros, as afinidades que aqui encontrei por via do H Gasolim Ultramarino, ajudaram a compôr a ideia que transporto da vida real, de que surgem mais pelo lado da comunhão no horror ao disparate do que da proximidade política, clubística ou em quaisquer outros interesses que imaginar se possam.
Em suma, dos que acham que vale a pena pensar nas coisas mas que perceberam que não é com grandes teorias que se ultrapassam os obstáculos do quotidiano.
Dos que acham que vale a pena pensar nessas mesmas coisas antes de sobre elas discorrer.
Dos que enfim acham que mesmo discorrendo sobre elas, depois de sobre elas pensar, jamais se saberá o mínimo essencial. Seja lá isso o que fôr. Mas creio que Sócrates terá dito algo a propósito.
Não este, é claro.
Começando pelas cem mil visitas.
Há uns anos que o termo “barreira psicológica” se generalizou aplicado a preços, a valores. É uma generalização parelha à da igualmente psicológica chicotada que essa sim não tem rival, como a ginjinha.
Já barreiras psicológicas há muitas, dentro da cabeça de cada um.
No mito dos algarismos, estas barreiras são pois isso mesmo, psicológicas. Dá-se a elas algum valor. O suficiente para a cerimónia, de que se tratará no parágrafo seguinte.
Eu a esta dou o mesmo valor que à passagem do século e do milénio.
Nesses, não se sabia desde quando é que se contava. Nesta, não se sabe quantas visitas não contou nem quantas contou a mais, muito menos quantas vieram antes de estar o contador a funcionar. É um marco que não se sabe bem o que marca. Mas marca e marcará 100 000 antes do dia findar e ser São Martinho e se beber água-pé, se fôr fácil de encontrar, e se comerem castanhas, se o preço não fôr escandaloso.

Passando pois para um certo balanço da coisa, que é uso e costume fazerem-se estes em ocasiões que tais. E eu, sendo assim, vou com os outros.
Ainda aqui ando, quatro anos e três meses depois – La Palisse, a quem venho atribuindo coisas que não disse, não diria aqui melhor.
Quanto aos outros, as afinidades que aqui encontrei por via do H Gasolim Ultramarino, ajudaram a compôr a ideia que transporto da vida real, de que surgem mais pelo lado da comunhão no horror ao disparate do que da proximidade política, clubística ou em quaisquer outros interesses que imaginar se possam.
Em suma, dos que acham que vale a pena pensar nas coisas mas que perceberam que não é com grandes teorias que se ultrapassam os obstáculos do quotidiano.
Dos que acham que vale a pena pensar nessas mesmas coisas antes de sobre elas discorrer.
Dos que enfim acham que mesmo discorrendo sobre elas, depois de sobre elas pensar, jamais se saberá o mínimo essencial. Seja lá isso o que fôr. Mas creio que Sócrates terá dito algo a propósito.
Não este, é claro.
09/11/2007
QI
Qual será o QI da pessoa ou das pessoas que preencheram os últimos registos da página dos incêndios florestais?
Em 8 registos diferentes, apenas 1 tem uma imagem aceitável do Google Maps. Os outros 7 são um disparate completo.
Isto, embora a um grau de responsabilidade muitíssimo mais baixo, faz lembrar a história do CODU e da dificuldade em identificar correctamente um local.
Qual será o QI da pessoa ou das pessoas que preencheram os últimos registos da página dos incêndios florestais?
Em 8 registos diferentes, apenas 1 tem uma imagem aceitável do Google Maps. Os outros 7 são um disparate completo.
Isto, embora a um grau de responsabilidade muitíssimo mais baixo, faz lembrar a história do CODU e da dificuldade em identificar correctamente um local.
07/11/2007
06/11/2007
A repórter
A repórter está no sítio.
Fala, fala, fala, dando as suas opiniões.
Quando um dos protagonistas se pronuncia, ela continua a falar.
Depois, pára, diz que alguém está a falar sobre qualquer coisa mas não deve ser sobre...
(mudei de canal)
Afinal era mesmo sobre...
O jornalismo é assim. A toda a hora, todos os dias. Papagueado, preconceituoso, autista, muitíssimo mal informado e incapaz de raciocínio.
A repórter está no sítio.
Fala, fala, fala, dando as suas opiniões.
Quando um dos protagonistas se pronuncia, ela continua a falar.
Depois, pára, diz que alguém está a falar sobre qualquer coisa mas não deve ser sobre...
(mudei de canal)
Afinal era mesmo sobre...
O jornalismo é assim. A toda a hora, todos os dias. Papagueado, preconceituoso, autista, muitíssimo mal informado e incapaz de raciocínio.
05/11/2007
Efemérides – o retorno de 10 anos
Há exactamente 10 anos atrás, contados dia por dia, a conversa era sobre o período de retorno de cheias. Grandes barbaridades ouvi então serem proferidas, como seria de esperar.
10 anos volvidos, exactamente 10 anos, há um retorno da ceifeira, que veio outra vez assim por junto.
Coincidências.
Há exactamente 10 anos atrás, contados dia por dia, a conversa era sobre o período de retorno de cheias. Grandes barbaridades ouvi então serem proferidas, como seria de esperar.
10 anos volvidos, exactamente 10 anos, há um retorno da ceifeira, que veio outra vez assim por junto.
Coincidências.
Efemeridades – uma insistência
Na minha limitável experiência de vida, há poucas coisas mais efémeras do que as considerações feitas debaixo do chuveiro com base nos diversos aromas (devo dizer fragrâncias?) das substâncias do detergimento.
Tão efémeras são, que delas não retenho mais do que a sua esbatida projecção neste plano da memória.
É-me mais fácil recordar os hinos entoados na correnteza do que duas ideias ali geradas.
É a distância que me separa de Arquimedes.
Na minha limitável experiência de vida, há poucas coisas mais efémeras do que as considerações feitas debaixo do chuveiro com base nos diversos aromas (devo dizer fragrâncias?) das substâncias do detergimento.
Tão efémeras são, que delas não retenho mais do que a sua esbatida projecção neste plano da memória.
É-me mais fácil recordar os hinos entoados na correnteza do que duas ideias ali geradas.
É a distância que me separa de Arquimedes.
03/11/2007
02/11/2007
O culto dos mortos

ossos humanos espetados num muro de um cemitério abandonado - foto do autor
Para muitos, o estabelecimento do culto dos mortos é um dos mais importantes marcos na História. Até o primeiro que diferencia a espécie.
Há uns anos, num funeral, um amigo acompanhava o olhar que lançava sobre sepulturas das seguintes palavras: “Isto está no fim. Já reparaste bem no número de crianças e juvenis que se vêem nos enterros?”
Ontem, ouvi na RTP que cinquenta por cento dos mortos da área de Lisboa (do concelho?) são já cremados.
Mesmo dando o devido desconto a este tipo de números e notícias, percebe-se que a cremação cresceu muitíssimo nos últimos anos. E não é decerto por nenhum fenómeno cultural, no sentido tradicional da palavra, que tal acontece.
É um fenómeno cultural, sim, mas porventura advindo da constatação de que uma sepultura é, independentemente da prole, um local abandonado.
Sabemos todos que os cemitérios estão há muito cheios de sepulcros abandonados, de jazigos sem manutenção.
Conhecem-se até casos de cemitérios completos abandonados e devassados.
Poder-se-ia dizer que isso tinha a ver com a falta de descendência, com a mudança de território, com o desconhecimento dos costados ou o mero distanciamento de gerações.
Não consigo nunca afirmar que os factos na História se devem a isto ou àquilo. Não aceito essas relações de causa-efeito. Mas observo.
E se é verdade que estes fenómenos que aponto não são novos, também é verdade que se observou ao longo das últimas décadas um afastamento das crianças e dos jovens dos tratos com a morte.
Se este fenómeno das cremações é essencialmente urbano – e é aqui, nas grandes aglomerações que essa possibilidade existe – já a ausência de crianças e adolescentes dos enterros é um fenómeno que tenho observado um pouco por todo o lado.
Põe-se a questão que de saber se essas crianças, se esses adolescentes uma vez maduros manterão o culto dos mortos ou não. Nem que seja nas romarias anuais deste dia 2.
Põe-se a questão igualmente académica de saber se a cremação, se disponível em todo o território, seria igualmente praticada na mesma razão que dizem que o é em Lisboa.
Sem a presunção dos que afirmam, parece-me que o meu amigo tinha razão. Que isto está no fim.
Mais sobre as cremações na imprensa: 1 2 3 4 5 6

ossos humanos espetados num muro de um cemitério abandonado - foto do autor
Para muitos, o estabelecimento do culto dos mortos é um dos mais importantes marcos na História. Até o primeiro que diferencia a espécie.
Há uns anos, num funeral, um amigo acompanhava o olhar que lançava sobre sepulturas das seguintes palavras: “Isto está no fim. Já reparaste bem no número de crianças e juvenis que se vêem nos enterros?”
Ontem, ouvi na RTP que cinquenta por cento dos mortos da área de Lisboa (do concelho?) são já cremados.
Mesmo dando o devido desconto a este tipo de números e notícias, percebe-se que a cremação cresceu muitíssimo nos últimos anos. E não é decerto por nenhum fenómeno cultural, no sentido tradicional da palavra, que tal acontece.
É um fenómeno cultural, sim, mas porventura advindo da constatação de que uma sepultura é, independentemente da prole, um local abandonado.
Sabemos todos que os cemitérios estão há muito cheios de sepulcros abandonados, de jazigos sem manutenção.
Conhecem-se até casos de cemitérios completos abandonados e devassados.
Poder-se-ia dizer que isso tinha a ver com a falta de descendência, com a mudança de território, com o desconhecimento dos costados ou o mero distanciamento de gerações.
Não consigo nunca afirmar que os factos na História se devem a isto ou àquilo. Não aceito essas relações de causa-efeito. Mas observo.
E se é verdade que estes fenómenos que aponto não são novos, também é verdade que se observou ao longo das últimas décadas um afastamento das crianças e dos jovens dos tratos com a morte.
Se este fenómeno das cremações é essencialmente urbano – e é aqui, nas grandes aglomerações que essa possibilidade existe – já a ausência de crianças e adolescentes dos enterros é um fenómeno que tenho observado um pouco por todo o lado.
Põe-se a questão que de saber se essas crianças, se esses adolescentes uma vez maduros manterão o culto dos mortos ou não. Nem que seja nas romarias anuais deste dia 2.
Põe-se a questão igualmente académica de saber se a cremação, se disponível em todo o território, seria igualmente praticada na mesma razão que dizem que o é em Lisboa.
Sem a presunção dos que afirmam, parece-me que o meu amigo tinha razão. Que isto está no fim.
Mais sobre as cremações na imprensa: 1 2 3 4 5 6
01/11/2007
John Bull and the outstanding police

imagem da Sky News
Houve uma sentença no caso Jean Charles de Menezes.
Don’t say!
Ora aqui está como, independentemente do que esteja escrito na dita sentença, não retiro uma linha ao que aqui escrevi.

imagem da Sky News
Houve uma sentença no caso Jean Charles de Menezes.
Don’t say!
Ora aqui está como, independentemente do que esteja escrito na dita sentença, não retiro uma linha ao que aqui escrevi.
30/10/2007
O ignorante lunar
O Sol não me apanha desprevenido. Sei onde contar com ele. Estudei-lhe os movimentos, até cartas solares tracei para alguns locais.
Mas a Lua... confesso que me apanha nas curvas.
Nunca sei se é tempo de Lua Cheia ou Lua Nova, se me aparece à esquerda de quem entra ou à direita de quem desce. Um perfeito mistério onde jamais me iniciei.
Talvez me debruce sobre os estudos selenes um destes dias.

imagem daqui
O Sol não me apanha desprevenido. Sei onde contar com ele. Estudei-lhe os movimentos, até cartas solares tracei para alguns locais.
Mas a Lua... confesso que me apanha nas curvas.
Nunca sei se é tempo de Lua Cheia ou Lua Nova, se me aparece à esquerda de quem entra ou à direita de quem desce. Um perfeito mistério onde jamais me iniciei.
Talvez me debruce sobre os estudos selenes um destes dias.

imagem daqui
Marketing
O Sr. Alfredo não vendia sardinhas. Passava um novo conceito de peixe assável.
E não ia mudar de banca mais para ao pé da porta da praça. Estava enquadrado num projecto para criar uma nova interacção com os clientes.
Há não sei quantos anos que repetem os mesmos disparates com ar grave. Ainda há pachorra para ouvir estes avejões?
O Sr. Alfredo não vendia sardinhas. Passava um novo conceito de peixe assável.
E não ia mudar de banca mais para ao pé da porta da praça. Estava enquadrado num projecto para criar uma nova interacção com os clientes.
Há não sei quantos anos que repetem os mesmos disparates com ar grave. Ainda há pachorra para ouvir estes avejões?
29/10/2007
O nível intelectual da coisa
Também se mede pela quantidade de disparates por pixel que se vêem escritos sempre que muda a hora.
Refiro-me àqueles mesmo que não fazem a menor ideia do que estão a falar.
É nestes pequenos pormenores, nestas coisas simples, inteiras e pequenas, que se lê a incapacidade da turba para perceber o que acontece quando se soma ou subtrai qualquer coisa a outra coisa qualquer. O passo seguinte que seja.
Mas a turba dá-se ares. E lê livros.
Também se mede pela quantidade de disparates por pixel que se vêem escritos sempre que muda a hora.
Refiro-me àqueles mesmo que não fazem a menor ideia do que estão a falar.
É nestes pequenos pormenores, nestas coisas simples, inteiras e pequenas, que se lê a incapacidade da turba para perceber o que acontece quando se soma ou subtrai qualquer coisa a outra coisa qualquer. O passo seguinte que seja.
Mas a turba dá-se ares. E lê livros.
28/10/2007
As regionais mensagens do Presidente
Não sei se quero a regionalização para poder deliciar-me com mais umas quantas mensagens do Presidente nas páginas oficiais.
Não sei se a quero para poder apreciar mais uma bateria de alindadas rotundas. Que sempre se arranja maneira para fazer rotundas regionais.
Não sei se a quero para poder deleitar-me com a retórica política de mais umas quantas figuras de almanaque.
Não sei qual a razão mais instante porque a quero. Mas sei que é, só pode ser, desta ordem.
Não sei se quero a regionalização para poder deliciar-me com mais umas quantas mensagens do Presidente nas páginas oficiais.
Não sei se a quero para poder apreciar mais uma bateria de alindadas rotundas. Que sempre se arranja maneira para fazer rotundas regionais.
Não sei se a quero para poder deleitar-me com a retórica política de mais umas quantas figuras de almanaque.
Não sei qual a razão mais instante porque a quero. Mas sei que é, só pode ser, desta ordem.
27/10/2007
A urbanidade da coisa – 5 cada vez mais pequenas histórias (?) sobre

Uma medida possível em tempos para estabelecer a “urbanidade” de um local, era a proximidade a uma estação de correios.
Pertenço a uma geração para a qual contava essa proximidade. Uma geração que se debateu com o acesso à caixa de correio propriamente dita e com eficazes indicações para que recônditos destinatários recebessem as remessas.
Hoje, parece-me não ser disparatado estabelecer a dita variável em função da proximidade a uma máquina Multibanco. Também tem o seu interesse considerar o acesso às redes de telefones móveis.
Há tempo, dei pela primeira máquina lá na vila, que há uns anos foi despromovida a aldeia sem que as gentes hajam deixado de se lhe referir de acordo com os antiquíssimos pergaminhos.
Muito mas muito mais antigos do que a esmagadora maioria das terras que ocupam hoje posições superiores na hierarquia destas coisas.
Dizia eu que há tempos dei pela bendita máquina lá no mais recente café-restaurante. Um novo ponto central, deslocado cerca de 1 km do anterior que vem de há pelo menos 2 mil e tal anos.
É curioso considerar, embora se trate de mera coincidência, que é nessa zona do novo centro urbano que é possível utilizar as três redes de telefonia móvel. No antigo centro, tal não é possível.
A estação dos correios foi abatida há mais de uma década.
Há trinta e tantos anos ouvia o meu Avô materno discorrer sobre as vantagens dos agrupamentos bancários que se perfilavam para vulgarizar os cartões de crédito, no que viria a ser o Unibanco – Unicre.
Muitos anos depois, a SIBS torna óbvia essas vantagens para mim, que sendo avesso a créditos e a prestações, não o sou a coisas que me facilitem a vida.

O facto de em Espanha haver mais do que uma entidade desse género com expressão nacional fazia com que os vulgares MB não se pudessem utilizar senão na rede 4B. Era andar à procura deles, de chocalho tapado pelos carrers de Barcelona ou por onde quer que cheirasse a tabaco negro.
Isto de ir à parede buscar dinheiro é algo que seria dificilmente explicável a gentes de há umas décadas atrás. Antes dos autobancos terem dado uma primeira ideia fugaz da coisa.
O que é que aconteceu na SIBS?
imagens daqui e d'acolá

Uma medida possível em tempos para estabelecer a “urbanidade” de um local, era a proximidade a uma estação de correios.
Pertenço a uma geração para a qual contava essa proximidade. Uma geração que se debateu com o acesso à caixa de correio propriamente dita e com eficazes indicações para que recônditos destinatários recebessem as remessas.
Hoje, parece-me não ser disparatado estabelecer a dita variável em função da proximidade a uma máquina Multibanco. Também tem o seu interesse considerar o acesso às redes de telefones móveis.
Há tempo, dei pela primeira máquina lá na vila, que há uns anos foi despromovida a aldeia sem que as gentes hajam deixado de se lhe referir de acordo com os antiquíssimos pergaminhos.
Muito mas muito mais antigos do que a esmagadora maioria das terras que ocupam hoje posições superiores na hierarquia destas coisas.
Dizia eu que há tempos dei pela bendita máquina lá no mais recente café-restaurante. Um novo ponto central, deslocado cerca de 1 km do anterior que vem de há pelo menos 2 mil e tal anos.
É curioso considerar, embora se trate de mera coincidência, que é nessa zona do novo centro urbano que é possível utilizar as três redes de telefonia móvel. No antigo centro, tal não é possível.
A estação dos correios foi abatida há mais de uma década.
Há trinta e tantos anos ouvia o meu Avô materno discorrer sobre as vantagens dos agrupamentos bancários que se perfilavam para vulgarizar os cartões de crédito, no que viria a ser o Unibanco – Unicre.
Muitos anos depois, a SIBS torna óbvia essas vantagens para mim, que sendo avesso a créditos e a prestações, não o sou a coisas que me facilitem a vida.

O facto de em Espanha haver mais do que uma entidade desse género com expressão nacional fazia com que os vulgares MB não se pudessem utilizar senão na rede 4B. Era andar à procura deles, de chocalho tapado pelos carrers de Barcelona ou por onde quer que cheirasse a tabaco negro.
Isto de ir à parede buscar dinheiro é algo que seria dificilmente explicável a gentes de há umas décadas atrás. Antes dos autobancos terem dado uma primeira ideia fugaz da coisa.
O que é que aconteceu na SIBS?
imagens daqui e d'acolá
26/10/2007
O legendário faruque

Não consigo nem situar exactamente a zona em que faruque é (era) sinónimo de Citroën 2 cv nem dar uma explicação para o facto.
Limito-me a constatar que assim foi, pelo menos durante a década de 60 e talvez parte da de 70.
E foi-o em parte do Alentejo, herdando o nome do quem diz penúltimo diz último Rei do Egipto.
Ouvi algumas associações do monarca ao carro mas nenhuma delas parece ser verdadeira. Um mistério, portanto.
Com esta explicação desloca-se o meridiano que divide o Mundo. E sempre que se desloca um meridiano – por simplicidade de linguagem – os dois novos hemisférios que este separa ficam com área igual à dos hemisférios anteriores e igual entre si. A população que cada um contém é que pode não ser (nunca é) no mesmo número.
Espólio Campos Vilhena - Foto atribuída a FSJ

Não consigo nem situar exactamente a zona em que faruque é (era) sinónimo de Citroën 2 cv nem dar uma explicação para o facto.
Limito-me a constatar que assim foi, pelo menos durante a década de 60 e talvez parte da de 70.
E foi-o em parte do Alentejo, herdando o nome do quem diz penúltimo diz último Rei do Egipto.
Ouvi algumas associações do monarca ao carro mas nenhuma delas parece ser verdadeira. Um mistério, portanto.
Com esta explicação desloca-se o meridiano que divide o Mundo. E sempre que se desloca um meridiano – por simplicidade de linguagem – os dois novos hemisférios que este separa ficam com área igual à dos hemisférios anteriores e igual entre si. A população que cada um contém é que pode não ser (nunca é) no mesmo número.
Espólio Campos Vilhena - Foto atribuída a FSJ
25/10/2007
24/10/2007
Para Sul
Ainda por terras da Marateca, arrancando às memórias bombas de gasolina há muito longe da vista.
Ainda por terras da Marateca, arrancando às memórias bombas de gasolina há muito longe da vista.
23/10/2007
21/10/2007
A mulher curada
O homem olhava com satisfação a mulher curada.
Sacou da faca grande e tirou-lhe um naco.
Voltou a pendurá-la no fumeiro.
Nota: Imagino que haja muitas histórias semelhantes. Porém, nunca li nenhuma. Nem pretendi ser original.
Adenda: uma leitora muito atenta contou-me isto. Casos destes não hão-de ter faltado pelos tempos, mas é curioso que fosse notícia há tão pouco tempo.
O homem olhava com satisfação a mulher curada.
Sacou da faca grande e tirou-lhe um naco.
Voltou a pendurá-la no fumeiro.
Nota: Imagino que haja muitas histórias semelhantes. Porém, nunca li nenhuma. Nem pretendi ser original.
Adenda: uma leitora muito atenta contou-me isto. Casos destes não hão-de ter faltado pelos tempos, mas é curioso que fosse notícia há tão pouco tempo.
20/10/2007
O blogue das aspas desnecessárias
Por uma vez, carreguei num link destacado no Blogspot por ter achado piada ao nome e saiu-me isto. Eu gostei.
Por uma vez, carreguei num link destacado no Blogspot por ter achado piada ao nome e saiu-me isto. Eu gostei.
19/10/2007
O tratado
Vamos lá ver isto do tratado. Quando fôr assinado e ratificado.
Tenho na minha colecção de documentos os tratados relacionados com a CEE / UE, desde o de adesão até ontem.
Ainda não tenho o texto deste mas conto ir buscá-lo um destes dias. E conto um destes dias também ler com atenção um após o outro, coisa que só fiz com o de adesão, já há uns bons 20 anos talvez.
Acho piada a este pessoal que sabe exactamente o que é que um tratado vai provocar ou deixa de.
São os intelectuais dos dias de hoje.
Vamos lá ver isto do tratado. Quando fôr assinado e ratificado.
Tenho na minha colecção de documentos os tratados relacionados com a CEE / UE, desde o de adesão até ontem.
Ainda não tenho o texto deste mas conto ir buscá-lo um destes dias. E conto um destes dias também ler com atenção um após o outro, coisa que só fiz com o de adesão, já há uns bons 20 anos talvez.
Acho piada a este pessoal que sabe exactamente o que é que um tratado vai provocar ou deixa de.
São os intelectuais dos dias de hoje.
Cheio de medo que
Um deslize meu tivesse as piores ou as melhores consequências, omiti a minha longa viagem de ontem, para que o preço de petróleo não subisse com base nisso nas cabecinhas loiras.
Omiti ainda as conversas que mantive com receio de que as bilaterais fossem responsáveis por sucessos os mais diversos. Nas cabecinhas morenas, desta vez. Para não fazer distinção.
Um deslize meu tivesse as piores ou as melhores consequências, omiti a minha longa viagem de ontem, para que o preço de petróleo não subisse com base nisso nas cabecinhas loiras.
Omiti ainda as conversas que mantive com receio de que as bilaterais fossem responsáveis por sucessos os mais diversos. Nas cabecinhas morenas, desta vez. Para não fazer distinção.
17/10/2007
16/10/2007
O chip na bola
Quando se ouve falar do chip na bola, já se sabe que a maioria das pessoas que defende a sua introdução, não faz a menor ideia do que está a defender. Nada de novo aqui. É o costume.
É a imagem no futebol do emissor de coordenadas nos táxis para contrariar os assaltos e a morte de taxistas. Mais coisa menos coisa. Ou pôr o saco de plástico transparente cheio de água à porta para espantar o mosquedo.
Gostava de ouvir alguém que saiba do que está a falar, explicar as vantagens de tal coisa.
E particularmente na transposição da bola da linha de golo, interrogar os defensores de tal chip se apresentam ou não um sistema mais fiável do que uma (ou duas) câmaras alinhadas com a dita linha.
Quando se ouve falar do chip na bola, já se sabe que a maioria das pessoas que defende a sua introdução, não faz a menor ideia do que está a defender. Nada de novo aqui. É o costume.
É a imagem no futebol do emissor de coordenadas nos táxis para contrariar os assaltos e a morte de taxistas. Mais coisa menos coisa. Ou pôr o saco de plástico transparente cheio de água à porta para espantar o mosquedo.
Gostava de ouvir alguém que saiba do que está a falar, explicar as vantagens de tal coisa.
E particularmente na transposição da bola da linha de golo, interrogar os defensores de tal chip se apresentam ou não um sistema mais fiável do que uma (ou duas) câmaras alinhadas com a dita linha.
Afinal fui ao congresso do PSD
E fui de autocarro. Primeiro, no da excursão. Depois, num de dois andares, até ao alto do Restelo.
Não percebi muito bem a parte de passarmos à porta e de continuarmos para voltar a fazer o mesmo percurso e depois deixar passar a paragem e retrocedermos a pé por becos sujos e passagens inferiores sem passeio.
Mas já percebi melhor a parte em que encontrei o meu velho M. na tasca das bifanas. Ele a um canto para onde eu tinha uma certa dificuldade em fazer passar a mensagem enquanto me punha a observar que ele tinha tingido a barba e o cabelo de castanho.
Daqui a lembrar-me do Jerry Adriani foi um fósforo.
Depois tentei enumerar as razões que me haviam levado ali, não ao congresso mas à babugem.
Não me ocorria nenhuma a não ser acompanhar os meus amigos mais próximos da cor. Pêpêdês – que isto é tudo pessoal desse tempo.
Talvez por isso, a minha penitência foi voltar para casa a pé.
E fui de autocarro. Primeiro, no da excursão. Depois, num de dois andares, até ao alto do Restelo.
Não percebi muito bem a parte de passarmos à porta e de continuarmos para voltar a fazer o mesmo percurso e depois deixar passar a paragem e retrocedermos a pé por becos sujos e passagens inferiores sem passeio.
Mas já percebi melhor a parte em que encontrei o meu velho M. na tasca das bifanas. Ele a um canto para onde eu tinha uma certa dificuldade em fazer passar a mensagem enquanto me punha a observar que ele tinha tingido a barba e o cabelo de castanho.
Daqui a lembrar-me do Jerry Adriani foi um fósforo.
Depois tentei enumerar as razões que me haviam levado ali, não ao congresso mas à babugem.
Não me ocorria nenhuma a não ser acompanhar os meus amigos mais próximos da cor. Pêpêdês – que isto é tudo pessoal desse tempo.
Talvez por isso, a minha penitência foi voltar para casa a pé.
15/10/2007
Talvez
E ao cruzar-me com ele, julguei ter sentido – em vez de ouvido – as seguintes palavras:
Talvez só uma mulher que tenha alguma vez deduzido o Binómio de Newton, sem saber que o fazia. Talvez só uma mulher que compreenda a razão porque as projecções dos pontos de β2/4 são coincidentes. Talvez só uma mulher que esteja ou tenha estado em outro referencial de inércia e saiba que o tempo é diverso.
Talvez só uma mulher que se adivinhe ser capaz de fazer tudo isso, mesmo que jamais o faça – foi o que me pareceu dizer-lhe de volta.
Reconheci depois o trisseccionista.
E ao cruzar-me com ele, julguei ter sentido – em vez de ouvido – as seguintes palavras:
Talvez só uma mulher que tenha alguma vez deduzido o Binómio de Newton, sem saber que o fazia. Talvez só uma mulher que compreenda a razão porque as projecções dos pontos de β2/4 são coincidentes. Talvez só uma mulher que esteja ou tenha estado em outro referencial de inércia e saiba que o tempo é diverso.
Talvez só uma mulher que se adivinhe ser capaz de fazer tudo isso, mesmo que jamais o faça – foi o que me pareceu dizer-lhe de volta.
Reconheci depois o trisseccionista.
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