03/07/2009

Ataque de Asma


imagem da Sky News
O caso Pinho

O ex-ministro Manuel Pinho é daquelas figuras que, sem nunca a ter conhecido, me desperta companheirismo.
Como diria um amigo meu, tem cara de “boa senhora”.
E não se leia nisto sarcasmo ou ironia alguma. É de facto uma pessoa que me é simpática na pantalha.
Dito isto, foi também enquanto ministro uma personagem que me intrigou de alguma forma.
Ouvi-o dizer coisas inacreditáveis e ao mesmo tempo parecer ser capaz de juntar três ou quatro argumentos com sentido, coisa que, como sabemos, há pouco quem consiga no actual panorama político, da esquerda à direita.
Dizem, agora, até os adversários políticos que foi diligente e eficaz nalguns casos mas não lhe ficou bem dizer que trabalhara dia e noite – há um estranho costume em Portugal de julgar o trabalho não pela sua qualidade mas pela sua quantidade, como se um tipo que não se deita esteja mais bem equipado para tomar boas decisões do que um que dorme o tempo suficiente.
Foi em diversas ocasiões criticado “ao lado” como também é costume por cá – por exemplo no caso da “mão-de-obra barata” em Portugal anunciada aos chineses.
É claro que a comparação não era com a chinesa, o que não faria o menor sentido, tratando-se de comparar destinos de eventuais investimentos chineses na Europa.
Dito tudo isto, o homem hoje surpreendeu-me.
Por cá, não sei há quanto tempo não havia qualquer coisa do género.
Houve, no Parlamento Europeu, o chegar de roupa ao pelo por parte do Prof. Rosado Fernandes, coisa de resto de que o próprio nunca mostrou arrependimento, tendo em conta que se sentira atingido na sua honra.
O gesto foi de facto para mim surpreendente. Por ter sido feito por quem foi e no sítio em que foi.
Ainda assim não me consigo pôr na pele de quem o critica por tal.
O ex-ministro Pinho não deixou, apesar do sucedido, de me parecer uma figura simpática.

30/06/2009

O mundo em que vivemos

Madoff foi condenado a 150 anos de prisão.
Na corrupção há a figura do corruptor e do corrompido. Na aldrabice apontada à ganância alheia que aqui designamos por conto do vigário, não existe a criminalização do ganancioso que alimenta a teia do aldrabão.

28/06/2009

JPP

Pacheco Pereira está longe de ser um indivíduo destituído.
Faz por isso espécie que, depois do falhanço que foi aquela fugaz passagem pelo jornal da SIC, apareça agora a solo a fazer uma coisa que faz menos bem. A falar para uma audiência.
O homem pensa por ele, escreve bem e é explícito no que diz, em confronto com outros.
Mas torna-se maçudo assim. É claro que isto é uma opinião. E como todas as opiniões...
A ver vamos, porém, quanto tempo se aguenta o programa.


imagem da SIC N
O lixo social e a infinita estupidez dos simples

Dizem – e as imagens mostraram – que aconteceram distúrbios num jogo de juniores em Alcochete, na academia do Sporting.
Os conflitos acontecem pela acumulação de lixo social – já sabemos isso há muitos séculos.
Faz parte da vida.
Há depois uns simples com responsabilidades que dizem que a culpa é das instalações.
É o velho dito da “sala torta”.
Em tempos, era o Estádio Nacional que não tinha condições de segurança – talvez seja mesmo dos mais seguros, mas isso é impossível de explicar a certa gente da bola – porque certo dia deixaram entrar uma parte desse lixo com armas mortais.
É claro que a grande maioria são meros papagaios. Como em todas as áreas da vida.

27/06/2009

As datas e os medos

Referi-me aqui há três meses e tal à questão para muitos melindrosa da marcação das eleições.
Continuo ainda hoje sem saber qual a razão para se ter mudado em 2005 a data da eleição das autarquias locais, passando-a do 50º domingo (ou 51º num caso) para o 41º. Há-de ter havido uma e a ignorância é minha.
Ora, se como então referi, a eleição legislativa ocorreu sempre, salvo as datas simbólicas iniciais e as intercalares e antecipadas, no 40º domingo (ou 41º num caso), tal medida destinava-se a fazer incidir, salvo se viesse a haver novo desencontro de anos eleitorais, as duas eleições – legislativas e autárquicas – no espaço de uma semana ou até a fazê-las coincidir.
Não vejo que fosse de outra forma.
É por isso que acho agora absurda toda esta querela. Afinal qual terá sido a razão para se ter mudado a data em 2005?

25/06/2009

O xadrez protestante



Não sei há quantos anos foi.
Mas tenho a ideia de que já me interessava por xadrez. E precisamente por isso me encantei com o xadrez de cartão amarelo e verde que algum jornal ou revista do estrangeiro tinha oferecido aos leitores nesse dia e alguém deixou abandonado na praia, semi-enterrado e ainda com as peças todas por destacar da matriz.
A praia já não existe e nesse tempo era a favorita dos meus pais. Talvez por ser deserta. Raramente se via por lá gente e quando aparecia eram esses a quem chamavam protestantes. Quase sempre estrangeiros. E vinham de um acampamento ali perto.
Eu não gostava da praia por ser rochosa mas nesse dia o presente que alguém ali me deixou reconciliou-me em parte com ela.
Lembrei-me disto hoje nem sei por quê.
Gostava de saber se ainda o tenho algures.

23/06/2009

A lógica jornalística



Passou na RTP uma reportagem sobre aquilo que muita gente previa que viesse a acontecer – a desorganização dos cadernos eleitorais, possibilitando, com as novas regras do Cartão de Cidadão, que alguém votasse “legalmente” duas vezes. No sítio onde já votava, não residindo, e no local de residência constante do dito cartão.
O que foi notável foi absorver a lógica da jornalista.
Perguntou a certa altura ao eleitor duplicado se alguém lhe tinha pedido o bilhete de identidade para acompanhar o cartão de eleitor.
E qual seria a relevância disso? Seria o facto do homem ostentar o bilhete de identidade (caso ainda dele fosse portador – disse que não) impedimento ou livre trânsito para votar1, ou para votar em duplicado, posto que estava oficialmente registado em duas mesas de voto?!!!
Não seria a cor da camisa também relevante no caso? O penteado? A altura dos tacões?
Está, infelizmente, cheio destas premissas absurdas o jornalismo que hoje se pratica.
A cor da camisa seria demasiado absurda para se perguntar – o senhor votou com uma camisa verde? – mas qualquer coisa que pareça fazer sentido, embora não faça sentido algum, é usada para mostrar serviço.
Mostra muito mais do que isso, infelizmente.


1Atente-se apenas, a título de exercício inútil, na irrelevância da coisa:
Suponhamos que o cidadão em causa ainda detinha e usou o BI. Num dos locais ou nos dois.
Se o usou no local primitivo, tal não geraria qualquer tipo de estranheza, pois seria a rotina habitual, a menos que estivesse caducado e alguém reparasse em tal. O mesmo se aplicaria a qualquer outro documento válido de identificação. Se o usou no segundo, aplica-se tudo o que se disse anteriormente, à excepção de ser a rotina habitual, a menos que existisse nas listas uma referência explícita aos detentores do novo Cartão de Cidadão.
Se não o usou em lado algum, tendo usado outro documento válido de identificação (incluindo o Cartão de Cidadão) ou até a própria face, não se vê razão para que tenha isso relevância para o caso.
A única coisa que poderia eventualmente relevar de uma confissão do eleitor seria a ilegalidade por ele cometida de ter utilizado um documento que já tinha sido substituído por outro.
Mas essa ilegalidade seria por sua vez irrelevante face ao caso e ao que se pretendia demonstrar.

22/06/2009

Nos sapatos do fotógrafo enquanto jovem (cena 5)





talvez deva datar a foto de cima do ano da graça de 1992.

20/06/2009

O blogger repórter



Acidente ocorrido cerca das 20:30 de ontem, perto da Charneca do Milharado, na E.M. 538 de Mafra.

19/06/2009

O Ab(d)ominável Homem das neves

Confesso que não sou um letrado no assunto. Aqui e ali li qualquer coisa sobre e foi tudo.
E de facto não tinha a ideia de que o afamado tivesse alguma vez sido crismado (um pouco) de canibal. Já que as suas aparições se assemelhavam, na minha imaginação, a fugazes lampejos pouco propícios a análises de hábitos alimentares.
Penso agora, a cinquenta e sete anos de vista, que talvez haja alguma razão para lhe chamarem abdominável...


Diário de Lisboa, 31 de Março de 1952

17/06/2009

Uma brejeira alegoria

Um enviado do professor Mamadu contemplou-me com mais um cartão de visita do dito.
Desta feita parece-me o papel um pouco mais grosso e em vez da caixa do correio foi o vidro do carro que tenho a cargo por estes dias, o sítio do contacto.
Ao ler que ele resolve todos os problemas, incluindo a sorte ao jogo – estranhamente este currículo não refere que também resolve as perdas na lavoura, coisa que tenho a certeza de já ter lido em iguais portfolios – lembrou-me um caso em que de facto tive esse problema, e a que já aqui vagamente aludi.

Tratava-se de uma barraca de feira, onde os prémios correspondentes ao número saído na grande roda eram reclamados com senhas coloridas e carimbadas de livrinhos de rifas.
Do que sucedeu, nada sei a não ser que fui contemplado com uma bateria de cozinha por ter saído o meu número em vários sorteios sucessivos, de forma que arremetei panela a panela, tacho a tacho, um atado que levei orgulhoso para casa.
Suspeito hoje que o número de magalas entusiasmados com as generosas formas da criada que me acompanhava, multiplicado por um pré talvez recente tenha contribuído decisivamente para o sucesso, dado o entusiasmo com que concorriam com a minha sorte (ou vício?). Era Verão e estava muito calor, as roupas eram leves...

Hoje, não sendo Verão, é-o de facto. A feira há muito não existe. E o local onde se erguia não era longe de onde o ajudante de Mamadu deixou o eloquente recado.

A sorte ao jogo continua a ser um problema delicado. É ver as vezes em que todos somos contemplados em sorteios de lotarias ignotas. Não sabemos o que havemos de fazer a tanto prémio.

11/06/2009

Noticias que toda a gente saberá dentro em pouco



Ainda que a diferenciação dos últimos graus desta escala façam pouco sentido, como já aqui o disse.

10/06/2009

Cracóvia, 2009


fotografia de Mr. Gaston Smith, enviado especial do HGU à Polónia

09/06/2009

Realismo júnico

Pertenço àquele grupo de indígenas que ainda se pode dar ao luxo de olhar o quotidiano com alguma sobranceria.
Por isso, espanto-me comigo próprio quando começo a dar demasiada atenção ao comezinho.
E estes dias passados têm-me, por alguma obscura razão pois não são mais especiais do que os que os antecederam, suscitado erupções que não são nada comuns.

Vejo o alarido à volta do BPP e ouço os apodos com que os clientes mimoseiam os antigos dirigentes.
Sobre isso já disse o que disse, mas cabe ainda acrescentar que, sendo leitor do Expresso desde 1973, apreciei devidamente a arrogância publicitária do BPP na Revista do dito ao longo dos anos (alguém já terá enumerado os colaboradores voluntários de tal publicidade?).
Fiquei, talvez por não ser parte do público-alvo da coisa, quase desde o primeiro momento, com a devida erisipela ao ler as notas à margem dos textos dos convidados.
Isso bastou-me. Não para suspeitar que o negócio era o que os clientes dizem agora ter sido mas para me manter a milhas – náuticas, vá – das agências do supracitado.

Não li, não ouvi o que as sondagens diziam sobre as eleições de domingo passado aqui em Portugal.
Ouço hoje, e para já dou o devido desconto a tais notícias (estranho-me até de estar a comentar com base no que os outros dizem – isso também é ou deve ser dos dias que correm), que se espalharam ao comprido. Não é nada que me surpreenda, mas vou ver o que se publicou.
Qual será o valor do coeficiente de preconceito que é introduzido no cálculo final?

Ainda não me informei devidamente – mais uma vez o falar de cor – se sim ou não os resultados destas eleições europeias foram revolucionários no cômputo geral.
Ouço dizer que sim.
É este um assunto que merece toda a atenção.

Há ainda um telefonema de Viena de Áustria. O pessoal a comer, por lá, sardinhas na rua.
E é este um assunto que me intriga. Que se vá a Viena para comer sardinhas!

08/06/2009

Dia sem reflexão

Não consegui mais todo o santo dia do que:
Constatar que “a cunhada do meu irmão” é “a irmã da minha cunhada” e que não consegui identificar outros laços de parentesco em que o salto de cavalo seja válido.
Constatar que a câmara que filmava o deputado Honório Novo na Comissão de Inquérito sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e sobre a supervisão bancária inerente mostrava uma senhora muito interessante à retaguarda daquele.
Constatar que a eurodeputada que mandei para Estrasburgo e Bruxelas é igualmente muito agradável à vista.

07/06/2009

Uma escolha vital*

Ponto.

*este vital é depreciativo e em tudo semelhante ao pronunciado vai para 30 anos ao jantar, ali no Faz Frio.
Amanhãs que cantam

Acabei de ouvir Gordon Brown dizer que é possível construir, nesta geração, um mundo melhor e erradicar a fome. Pode não ser à letra, mas foi o sentido do final do seu discurso.
Independentemente da barafunda em que estáo metidos os Comuns e do descrédito que assola a classe política britânica, cujos sinais são exactamente no sentido contrário, independentemente disso, levanta-se-me sempre a questão dialéctica e trivial do realismo q.b. oposto ao idealismo que, por vezes, tem agitado e revolucionado o mundo. Quase sempre de forma violenta.
Às vezes lembro-me das vontades aprisionadas por Blimunda. Ainda que não acredite em tal.

05/06/2009

Prof

O nível de um país também se pode medir pela qualidade intelectual dos seus professores universitários.

04/06/2009

O desastre do Caravelle

Um dos mistérios que nunca esclarecerei é por que é que durante anos e anos andei convencido de que o avião (citado aqui há três dias) que se precipitou no mar a seguir à descolagem da Portela em Maio de 1961 era um Caravelle e não um DC-8, como de facto era.
Outro é por que é que este acidente (tal como o do Rápido do Algarve) foi varrido da memória colectiva e das tradicionais retrospectivas quando há acidentes similares.
Afinal, foi o mais mortífero acidente aéreo no (junto ao) território continental até hoje. Mais do que o de Faro.


jornais do dia

03/06/2009

PR

Diz o Presidente da República que está a perder muito dinheiro com as aplicações das suas poupanças.
Quero crer que isto reforça o que aqui se disse.

01/06/2009

Aviões


imagem adaptada de flightstats.com

Anteontem ocorreu-me que passavam anos sobre o maior acidente de um avião ao levantar da Portela de Sacavém.
Também se tratava de um voo transatlântico e também do que aconteceu pouco se soube então. Apesar de ter caído quase na costa, junto à Fonte da Telha.

31/05/2009

Luís Figo

A ser verdade que terminou hoje a carreira de futebolista, um pedido de desculpas.
Por o ter mandado para a cama certa noite na Kapital, já lá vão muitos anos. Muitos mesmo.


imagem Sport TV via SIC N

29/05/2009

A cabina telefónica

aqui mencionei como a PT me tornou escutador de conversas.
A forma pérfida como proporcionou a introdução nos meus sonhos de palavras alheias, numa só via.
Pois hoje, e apesar de um episódio já acontecido aqui nas alturas, em que se chamava a Ritinha, retomei às escutas, por via de um andaime colocado no prédio ao lado, em que, mesmo junto à janela do meu quarto, passadas que foram as semanas de martelo e de broca, se procede a trabalhos quase silenciosos.
Ouvi telefonemas, naturalmente. Já não são necessárias cabinas. Ouvi imprecações à moda das obras, ouvi considerações políticas e desportivas.
Mas não, não os vou denunciar. Nem sequer passar as notícias aos jornais.

28/05/2009

O Caça

Há dias que andava enredado com a fácies do lugar. Dos lugares. De alguns lugares. De alguns e apenas de alguns entre aqueles por onde andei mais tempo.
Sendo que a fácies se refere aqui ao rosto humano. Às características comuns que eu acredito identificar no rosto das pessoas que habitam cada um desses lugares.
Quando começava hoje a ter essa crença em relação a determinado bairro de Lisboa, uma das caras que eu observara saindo da taberna para a torreira do sol definiu-se de perfil junto ao vidro da janela ao pé da qual me encontrava sentado.
Introduzindo aqui um lugar comum, tratava-se de uma espécie de inverso hopperiano. Nighthawks ao invés, de dia e de dentro para fora.
A face que então se recortou vinda da esquerda alta não pertencia, não podia pertencer àquele contexto.
Claro que não. Era o Caça. O meu velho conhecido Caça-Aviões, transplantado da canícula da vila para uma interpelação à esquina para saber de direcções na capital.
Hesitei durante os quinze ou vinte segundos em que o vi à boca de cena, se haveria de ir à porta e chamá-lo para uma cerveja.
Haveria de se surpreender mais do que eu.
Deixei-o ir.
Lisboa, 2009

27/05/2009

Comentadores

Ontem apareceu aí pelas nove e tal da noite um comentador num canal de televisão a dizer que Oliveira e Costa se tinha limitado a ler uma longa declaração e que não tinha respondido a nada.
Eu (e mais meio mundo) até à meia-noite e tal, ouvi-o responder a muitas perguntas que ele às nove já tinha visto, ainda que em pequena parte, serem-lhe fornuladas.
O comentador não sabe, portanto, do que fala.

26/05/2009

25/05/2009

A1, viaduto sobre o rio Trancão, 2009

No país do atraso mental

Confundir o que quer que seja daquilo que se ouviu nas televisões àcerca da escola Sá Couto em Espinho com educação sexual é puro e duro atraso mental.
Independentemente da deturpação possível.
Desamor é

Ouvir os comunistas falar da destruição do tecido económico português...
As coisas que eu não disse


imagem da RTP

Não disse aqui que não me cheirava nada a contratação de Derlei pelo Sporting, duas épocas atrás. O facto é que não me cheirava mesmo.
Dou agora o braço a torcer e digo mais, gostaria que ele ficasse em Alvalade na próxima época.

23/05/2009

A rua D

A rua D sobe para Norte.
A rua D deveria ter mais comércio.
Gosto da rua D.

Estas três afirmações espelham respectivamente um facto, uma opinião e um gosto.
Apenas a segunda é susceptível de controvérsia.
No entanto, o comum é que se assista a debates, convulsões e troca de insultos a respeito de todas elas.
A medida em que isso se vulgariza é inversamente proporcional à evolução mental da sociedade.

21/05/2009

Vida



Li claramente lido neste postal caído a um canto que o livro que eu perdera ali estava, à minha espera.

18/05/2009

Não há notícias

Também me lembro de um tipo que dizia que ia construir uma grande estrada.
Esse ainda conseguiu enganar uns quantos, enquanto não o voltaram a internar.
E é com isto que se abrem os telejornais.
Num dia como o de ontem, é de estranhar que não tenham tentado mais uma vez vender o Cristo-Rei.
Olhanense


do site do Olhanense

Não é por ser uma das mais antigas filiais do Sporting.
Não é por eu ser um incondicional da vila, digo cidade, de Olhão da Restauração.
É mesmo por ser do sul. Por ser do Algarve, que é uma espécie de minha segunda terra, vistas as raízes na serra, do lado de cá e de lá da fronteira dos Reinos.
É por ser de onde vivi os melhores anos. Os melhores verões.
Viva o Olhanense e quem o apoiar!

17/05/2009

Cristo-Rei

Há qualquer coisa a mais do que a coetaneidade e que não consigo definir, que me liga ao monumento ao Cristo-Rei.
Ateu e agnóstico, três vezes que me lembre nele entrei. Espaçadas de décadas.
Na última, há pouco menos de um ano e depois de uma pulsão para lá voltar, talvez ainda a um quilómetro assombrou-me a memória de um cheiro parecido com o do pão que associava ao lugar.
Vá saber-se se a memória desentranhada contaminou os sentidos...



Pareceu-me que estava tudo como dantes.


da brochura publicada pelo santuário

Removo hoje o anúncio de intenção de compra de um Cristo-Rei de plástico.

14/05/2009

Uma pergunta virada para o mar

E então ela, a mais improvável, atirou-me: "Já pensaste o que vais fazer do teu espólio?"
Ocorreu-me afinal que ela não era a mais improvável.

08/05/2009

Produção

Diz-se que o verbo ensinar e todos os vocábulos dele derivados foram banidos do léxico escolar.
Pode ser um exagero, pode ser uma metáfora, mas é a ideia que a escola hoje dá de si própria.
Da mesma forma me apercebo que nos debates sobre a situação económica e social do país, sobre a inevitabilidade de continuarmos indefinidamente numa espiral descendente, nunca se ouve, nunca se lê a palavra produção.

06/05/2009

No país do atraso mental

Há algum tempo que me venho a aperceber de que um post aqui publicado sobre a memória colectiva é cruz de queda de pára-quedistas vindos do Google e arredores.
Há esse mesmo tempo que calculava que aquela meia-dúzia de considerações pouco académicas seria literalmente integrada em qualquer trabalho liceal.
Hoje, por via desta exacta busca* - http://www.google.com/search?sourceid=navclient&ie=UTF-8&rlz=1T4ADBR_enPT202PT202&q=partindo+do+princ%c3%adpio+simplificado+que+a+mem%c3%b3ria+colectiva+%c3%a9+o+conjunto+de+factos+e+de+conceitos+que+constam+da+mem%c3%b3ria+da+grande+parte+das+pessoas%2c+quer+por+experi%c3%aancia+quer+por+comunic - que deve ter sido feita por algum professor a quem a coisa pareceu desadequada ou, não tendo sido o caso, por via da utilização a eito de alguma aplicação destinada a detectar tais cópias, tive a certeza disso.
Essa é a parte da coisa que certamente penalizada será.
O que me aborreceu mesmo foi encontrar esta merda. E digo merda (desata aos berros e diz que é das “novas oportunidades”) com todas as letras.

* que não utilizou as aspas, para detectar a transliteração.

05/05/2009

Prós & Contras

Receio sempre que a argumentação infantil destinada às massas reflicta o verdadeiro pensamento dos intervenientes.
Receio sempre que os corporativismos e benfiquismos exsudados se reflictam perigosamente em caso de catástrofe.




Nota muito importante: dois dias antes do programa ir para o ar já eu acordava encalorado estirado na cabine deste veículo à porta dos estúdios da RTP, de onde ele, de resto e ao que consta, não é emitido, gravado. O microcarro atrás do qual estacionei pertencia pois a quem se calcula. É que nunca a tinha visto com esses olhos. De camionista. Nem em sonhos.

A foto do camião era algures daqui e a da bandeira d'acolá
Portugal, 2008

04/05/2009

Ruas com dias

Um agradecimento especial a Fernando Vilela que tem tido a gentileza de contribuir para o preenchimento das Ruas com Dias.
Notícias

Apesar de desde sábado à tarde o caso provável em Portugal constar da página do ECDC, continua a falar-se dele como duma novidade.
O Prof. Marcelo pelos vistos está muitos passos à frente das redacções e das instituições.
As grandes questões universais – episódio q+8

Fosse o vírus da gripe A muito letal, também haveria jornalistas a entrevistar os viajantes acabados de chegar da capital do México?

03/05/2009

Notícias

Deve ter sido uma questão minha.
Mas ouvir da boca do Prof. Marcelo que há um caso confirmado de gripe A em Portugal parece-me insólito.
Talvez a maioria tenha sabido de outra forma.
Coisas que eu não posso ouvir

Alguém a queixar-se, para a televisão, de que já não pode ir ao cabeleireiro, jantar fora e comprar botas giríssimas.