26/09/2009

Dúvida


imagem da SIC

Terei ouvido mal? Não houve um qualquer responsável pela coisa (sei lá eu que coisa!) que disse que todas as arribas algarvias tinham sido vistoriadas antes da época balnear, como era de resto procedimento habitual?
Devo ter ouvido mal. Só isso justifica o facto de depois da derrocada na praia Maria Luísa se terem descoberto ene zonas em risco de desabamento.
Há mais uma coisa que me intriga neste assunto – que não tem assunto, como já disse, para além da tragédia, da morte – é, havendo sinalização de perigo, ela não ser homogénea e inequivocamente relativa ao risco em causa, que é o de derrocada.
Há aqui, nas arribas à volta de Lisboa, sinalização conspícua e de facílima interpretação. Mas não é uniforme.



Há, em Portugal, desde há anos, a ideia absurda de que a sinalização deve ficar ao critério de cada um em vez de ser igual em todo território nacional e estudada por gente capaz.
Qualquer imbecil se mete a criar sinais e a colocá-los no terreno. Risíveis muitos deles, se fosse caso para tal. É que sinalizar bem é coisa que não está ao alcance de qualquer um.
Percebe-se mal que o sinal que se vê no arenito (foto de cima) e também nas Azenhas do Mar (2008) seja igual ao de zona perigosa no mar (Porto Novo, 2005) e tenha a bandeira do Instituto de Socorros a Náufragos.
Mas não é por haver ou deixar de haver sinalização no cimo das arribas ou em baixo delas que vão morrer mais ou menos pessoas.
Acidentes destes são raros e muito poucas vezes previsíveis.
A erosão costeira, por muito que custe aos adeptos do catastrofismo, é um fenómeno natural.
A costa recua nuns pontos e avança noutros, desde que haja sedimentos, erupções, derrocadas também. É assim que é e não de outra maneira. A menos que se trate da Holanda.
Se há hoje menos sedimentos a chegar à linha costeira, será em parte por ficarem retidos nas barragens, em parte por não existirem os tais fenómenos extremos de precipitação que uns quantos dizem ser agora mais frequentes.
Por mim, fui há uns anos duas vezes à Praia da Calada, a convite de amigos.
Não foi sítio onde me tivesse sentido confortável.
O instinto de sobrevivência manifestou-se, cri.
TVI

O programa que está agora a ser reemitido na TVI vai dar que falar por estes dias.
Não pelo programa, mas pelo dia.
E é um dar que falar sem assunto, como de costume.

25/09/2009

Repetindo alegorias


adaptado das colecções dos livros infantis Majora
São Martinho, 2008



Lá se foi a feira!
Talvez

Talvez exista uma gíria ou um jargão quaisquer que desculpem e justifiquem a coisa.
O certo é que uma das loirinhas da Sky News acabou de dizer que a NASA afirma haver "aitch twenty" na Lua.
Disse-o com um beicinho engraçado.
Ganham às portuguesas quase todos os dias.

24/09/2009

Descobrir a pólvora

Este ano, mais do que em outras alturas, acentuou-se o descrédito nas sondagens publicadas.
Apareceram entretanto uns aprendizes de feiticeiro a afirmar que as sondagens não eram a adivinhação do futuro. Descobriram a pólvora.
O facto é que as sondagens que respeitam a actos eleitorais sempre foram apresentadas como tal. Como a previsão do que vai acontecer. E é essa a sua razão de ser. Ou não será?
Aquilo que toda a gente pode ver é que a probabilidade de acerto aumenta com a grandeza da amostra.
E que retirar de amostras pequenas resultados afinados requer história (dados), arte e muita cabecinha.
Pressinto que a cabecinha é o que falta. E que ninguém pensa em usar amostras numerosas.
Uma coisa que me intriga há tempo é como é que se calcula o coeficiente de preconceito. Que já tomo como certo que existe.

23/09/2009

Arreceio

Estou preocupado.
Sabemos todos que as técnicas* evoluem de forma exponencial, muitas vezes sem nos darmos conta disso.
Ora eu não me queixo de ser escutado, lido, observado, inspeccionado. Às claras ou às escuras.
Queixo-me de algo muito mais terrível. De estar a ser influenciado nos meus sonhos, com a possibilidade óbvia de a informação decorrente dessa bem conduzida influência estar a ser canalizada para uma máquina onde se proceda à sua descodificação.
Sucede que em três dias, dois foram consagrados a aventuras na companhia do Gato Fedorento.
Isso é tanto mais improvável quanto a minha distância a tal trupe é coisa que se considere.
Dela apenas tomei conhecimento quando comecei a ler aqui nos blogues gente entusiasmada com as edições em DVD dos seus programas.
Não nego que vi alguns deles na época em que passavam na RTP e que assisti a quase todas as entrevistas desta campanha eleitoral na SIC.
Deles digo o que diria de qualquer outro artista que me prendesse a atenção – têm coisas com piada e outras sem pinga de.
Não vejo portanto nada que justifique esta interferência dois dias em três. Caramba, são 66,6666... % de sonhos ocupados.
Ele foi a linha de comboio da Sonae para Tróia, ao longo da costa, a partir do Algarve. Ele foi o velho em Setúbal que alugava armazéns e que dizia que uma moldura desalinhada num canto era o equivalente a um espelho partido e um sintoma de intrusão. Ele foram os fãs à porta do armazém do velho, que nos estava em parte consignado, e dos quais supusemos terem carregado os materiais cenográficos para a camioneta, que afinal tinham sido roubados, como suspeitava o velho. Ele foram as festas da vila e uma piscina por lá que eu não conhecia. Ele foi um helicóptero que eu montei qual meccano (eu que nunca fui de Meccano mas sempre de Lego) para ir acudir a um fogo para os lados da serra algarvia enquanto um deles enchia lá na ribeira um balde de 15 litros atado a uma corda para assim atacarmos o fogo de alto. Ele foram as cabeças de cão à venda para petisco e os pintos sem olhos nas mesmas bancas sobre a ponte.
Ele foi afinal, e isto sim perturbou-me e convenceu-me de que estava a ser vítima de intrusão de um qualquer programa Morfeu – uma altura em que eu perguntava, duvidando, se eles estavam a ver a mesma exacta coisa do que eu, a qual era uma grande instalação industrial do princípio do século XX, estendendo-se pelo vale à nossa frente e ocupando a encosta na nossa retaguarda, enquanto com uma mão apalpava uma matéria compósita de madeira e tecido grosseiro que me aparecia como saída de um rolo de uma máquina a que eu estava quase encostado, especado à frente de uma fachada altíssima, cinzenta e com janelas em arco.
Tenho ou não tenho razão para estar preocupado?
É que como devem calcular, o entretanto foi densamente preenchido por piadas. Umas mais bem conseguidas, outras nem por isso.


imagem alarvemente roubada e adaptada do site do programa actual

*mal comparado

21/09/2009

Duas notas pessoais, avulsas e sem ligação entre si

Há alguns anos que o nome de Santo Quintino colidia com a minha ideia geral de que dependia de começar ou não por vogal o nome do santificado, para assim se usar Santo ou São.
Mas levava isso do Quintino à conta de bizarria, de excepção à regra.
Hoje, São Ane abalou definitivamente essa minha ideia regular, fruto, já vejo, de muita ignorância.

O caso das escutas em Belém, de resto muitíssimo bem escrutinado pelo Comendador Marques de Correia aqui há semanas na última página da Revista Única do Expresso, apenas me respondeu a uma questão que me atormentava há anos – quem era aquele senhor de óculos de aros grossos, não sem uma certa bonomia, que sempre se perfilava atrás do Presidente?

(um destes dias ainda hei-de discorrer sobre a instante questão da disposição e atitude dos elementos que emolduram um dignitário sempre que este é apanhado em plena rua por uma câmara de televisão e da necessidade que há de definir protocolarmente uma e outra)

20/09/2009

À atenção do товарищ Jerónimo

As minas das quais o товарищ Vital anunciou a reabertura foram as de São Domingos. Coisa que de resto parece ainda mais complicada. Mas ele lá saberá.
Pela minha parte, confesso que não tenho barómetro, conforme imagem em anexo e minha Palavra de Honra.
Nem sequer tenho – com muita pena minha – um daqueles galos que mudam de cor.

Porto, 2007

18/09/2009

Enfermaria

Ainda não percebi bem a coisa – os enfermeiros querem ser pagos como os médicos, porque ambos são agora licenciados e não querem ser licenciados de segunda?
Levando a coisa ao absurdo, um curso superior (uma licenciatura, seja) de batedor e corredor de cães de caça* obtido sei lá onde, tem o mesmo valor intrínseco e social do que, por exemplo, uma em engenharia civil conferida pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto?
Parece-me que nos encaminhamos a passos largos para uma resposta afirmativa à minha segunda interrogação, em nome de uma espécie de igualdade cuja raiz e justificação me escapa completamente.
Enquanto não chegamos lá, temos também por exemplo esta leitura.
Ou então descobrimos finalmente que há doping no ciclismo. E que nunca houve outros casos com certos atletas.


*especialidade militar constante da imaginação de um velho amigo.
Inauguração vista daqui



As inaugurações antes de uma eleição revelam que:

a) Os políticos, regra geral, são estúpidos.
b) O povo, regra geral, é tonto.
c) Ambas são verdadeiras.


A dúvida acima pode revelar que o estúpido sou eu e que há cópia de correlações entre estas inaugurações e os resultados de quem então governa.
Duas nada grandes questões universais


imagem da SICN

Aquele senhor é o quinto ou o sexto árbitro?
O que é que ele está ali a fazer?

17/09/2009

Ditado popular

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura – há coisa de uma hora que está(va) um tipo aqui ao pé a tentar perfurar uma cantoneira de aço com uma broca cega e inadequada.
Faz(ia) uma barulheira dos diabos e deve(ria) estar mesmo convencido de que a água mole fura a pedra ao fim de um dia de trabalho.
Homo sapiens? Afinal parece que sim!
Agora mudou de broca e... conseguiu logo à primeira!
A cantoneira também já estava cansada, é claro.

16/09/2009

Barroso


imagem da RTP

Nunca tendo conhecido a figura, inscreve-se naquele conjunto que “tanto se me dá, como se me deu”.
Entre ele e outro pior, escolho-o naturalmente. E foi sempre esse o caso quando a questão se apresentou. Tivesse eu interferência na escolha ou não.
No caso da UE, e passando por cima de todas as considerações históricas que fizeram com que lá estejamos incluídos – eu não consigo encontrar explicações para a História e nunca conheci ninguém que conseguisse – é naturalmente preferível ter à frente dela um capaz estrangeiro em vez de um imbecil português.
Sucede que Barroso não é brilhante nem imbecil.
E que eu desconheço outros candidatos ao lugar. Pode ser que os tenha havido – não faço a menor ideia.
Estamos portanto no reino da subjectividade, da opinião. E, na minha opinião, antes assim.
E eu fui dos primeiros aqui nos blogues a manifestar-se contra a primeira eleição dele.
Não o fiz por ser ele a escolha mas por virar as costas e entregar o país a quem entregou.

Há hoje ainda em Portugal (e lá fora) quem o ataque por ter tido um papel na caminhada para a invasão do Iraque.
Nesse tempo ainda não tinha o blogue mas era contra tal coisa.
Achei patética, raiando a imbecilidade, a apresentação que Powell fez na ONU sobre as armas de destruição maciça. E a falta de interrogações que ela suscitou, sabendo-se como se sabia que o Iraque tinha usado armas proibidas em mais do que uma ocasião. É aquela velha questão das provas, para a qual não faz mal nenhum ler o livro do falecido Fernando Gil.
Dito isto, há uma franja de gente que condena o ataque ao Iraque mas que, ao mesmo tempo, se manifesta sempre contra todo o tipo de características que a sociedade iraquiana tinha sob Saddam Hussein: mão de ferro, discricionariedade, violência, ausência de liberdade, etc. etc. e que está sempre na primeira linha dos que propõem a eliminação de tais regimes.
Eu, mais uma vez subjectivamente, não o faço. Há demasiados casos em que para evitar o caos, maior violência, fome e miséria é necessário ser autocrático. Não se conhece ainda outra forma.
E fui contra a invasão. E há guerras que têm que ser travadas. Dizer que se é contra a guerra em abstracto é apenas estupidez e mais nada.
De resto, sem querer mais uma vez explicar a História, parece-me que o principal desígnio dos americanos no Iraque foi aproveitar um estado debilitado e condicionado para mostrar que conseguiriam impôr-se de alguma forma naquela zona do Médio Oriente. A título de exemplo.
Há sempre negócios nestas coisas, naturalmente, mas vejo a coisa mais como exemplo do que como negócio.
Esta apreciação é um disparate subjectivo porque nunca se saberá o que ia na cabeça de quem tal plano traçou.
Talvez nem os próprios façam ideia. É o mais provável.
Sendo dizer o que é fazer ideia outra questão interminável...
Barroso apoiou e patrocinou até. Pergunto-me se o PS no governo agiria de forma diferente.
Sete, 1996

15/09/2009

Vila Nova de Milfontes, 1972

Bola



Para não dizer mais asneiras sobre futebol vista a precipitação que me acometeu aqui há dias, o seguinte:
Houvesse a Dinamarca ganho na Albânia isso não lhe conferiria o apuramento para o Mundial, como se poderia depreender do que escrevi, apenas lhe garantiria o segundo lugar no grupo.
O resultado do jogo com a Suécia poderia assim comprometer o seu apuramento.
Visto que empatou o jogo, as probabilidades de apuramento diminuíram. O que faz com que o desfecho do jogo contra a Suécia seja ainda mais ponderoso do que já era.
Havendo cinco jogos por disputar e nenhum deles sendo irrelevante para a classificação final, temos 243 hipóteses de combinação de resultados, considerando apenas o tradicional 1X2 para cada um dos cinco jogos.
Assim, temos para o primeiro lugar, das 243 hipóteses:

Para o segundo lugar:

Assumindo agora que a probabilidade de cada um dos desfechos é desigual, sendo a que se retira do historial dos encontros entre as equipas na sua condição de visitado e visitante (se a equipa A jogou em casa 10 jogos com a equipa B, ganhou 9 e empatou 1 – a probabilidade a considerar será de 90% para a vitória dos visitados, 10% para o empate e 0% para a derrota), obtida no site da FIFA, chegamos a estes valores, depois de distribuir equitativamente (com o erro que isso introduz e que poderá ser objecto de análise mais detalhada um destes dias) os casos em que a classificação depende do desempate por número de golos:
Para o primeiro lugar:

Para o segundo lugar:

Note-se que a Hungria desaparece destas contas por depender da ocorrência de resultados que nunca se verificaram e têm assim probabilidade zero.
A coisa não está famosa.

13/09/2009

Anda uma pessoa a estudar para isto

“...é jovem, urbana, divertida e irreverente.”
Sabem a quem se referia quem tal disse?
Não era a quem, era a quê. À água Castello.
Das imperfeitas perfeições

Arrasadoras no rosto feminino, no todo feminino.
Só as imperfeitas são completamente perfeitas.
Das entranhadas emoções

Aquela sorte delas que nos assola quando ali não somos só nós.
Somos nós e o ancestro, na figuração dos olhos dos circunstantes, de quem nos tornamos assim familiares, vagamente, muito vagamente desconhecidos.

12/09/2009

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 7

África do Sul

Onde o género e as doenças - a SIDA - são para os dirigentes, afirmações políticas do estrangeiro hostil.

11/09/2009

Espólio (31)



Cedo morreram e com pouco intervalo, remetente e destinatário.
Não cheguei a conhecer o primeiro.

10/09/2009

Precipitação

O último post foi influenciado por uma precipitação - a de ter acreditado que o resultado do Albânia-Dinamarca que tinha visto ser de 0-1, se manteria até final.
De facto, durou cerca de meia-hora essa situação. O golo da Dinamarca foi aos 40m e o da Albânia aos 51m. Com os descontos e o intervalo, dá a tal meia-hora.
Vistas as coisas agora (com o empate nesse jogo), as condições não são idênticas às que se verificavam antes do jogo do Bessa em 2004.
Voltarei a isto com algumas contas feitas.

09/09/2009

Estádio do Bessa



22 de Junho de 2004, lembram-se?

Bye, bye, South Africa!
Os cinco



Dos cinco, Louçã. Está a anos-luz de todos os outros. Mas propõe uma sociedade da qual me parece só não fugiria quem não pudesse.
O resto é uma colecção de mediocridades.
Risíveis muitas vezes, como ontem Sócrates – e é esse que preside ao ministério - ao dizer por exemplo que a venda de parte da Galp foi feita para impedir que caísse nas mãos dos italianos. Quando se vende uma coisa, no critério dele, impede-se que essa coisa caia nas mãos seja de quem fôr.
Uma pessoa inteligente é, no meu conceito, aquela que mostra ser capaz de produzir raciocínios complexos com a coerência intacta. E a que não diz enormidades.
A primeira é condição necessária e suficiente e sobrepõe-se à segunda. Há pessoas que sendo capazes de raciocínios complexos – como é o caso de Louçã – enveredam por argumentos sem sustentação, desembocando em utopias.
Utopias são isso mesmo. Lugares sem existência.
Impressões

O pagode

Não se dá com as primeiras águas na estrada.
É vê-lo a dar trabalho aos reboques e aos bate-chapas.
Um bom contributo para combater a crise.
Travoada do dia dos três noves


imagens e gráfico do IM reportados às 6:00 de hoje

08/09/2009

Palavras

A palavra vinha pousa com asas lentas
A palavra ouvia tem paredes à frente
A palavra sede tem poços
As palavras rangem como ossos

SG, inéditos, 2009

05/09/2009

Voz off

Há pouco, na TVI24, otómano em vez de otomano e Capadoce em vez de Capadócia.
Hospitaleiros em vez de Hospitalários.
Num documentário sobre hotéis e afins.
Jornalismo

Há pouco, na SICN, legendavam a expressão “sangrar-se em saúde” proferida por Marcelo Rebelo de Sousa, assim: “sangrar sem saúde”.
É uma sangria ao cérebro!

03/09/2009

Céu de 18500 versão ante-meridiana

Céu de 18500

Ver a bola

Já vi várias vezes as imagens daquele lance na Bélgica que originou uma lesão grave num jogador.
Sem qualquer tipo de certeza – que é coisa que nunca ou muito raramente se pode ter nestas situações – dá-me ideia de que o lesionado entrou a matar. E que o outro fez um gesto reactivo qualquer de ataque ou de defesa que resultou no que se viu.
Como a coisa deu perna partida com mau aspecto, o assassino é só um.
Não sei ver a bola.
Restos de colecção (73)



Imagens da brochura da inauguração do Monumental, in “Monumental Monumental”; José Manuel Fernandes, Revista Arquitectura, nº152, Maio-Junho de 1984, p.73
(clicar para ampliar)

02/09/2009

Duas grandes cabeças

Em confronto na TVI.
Valha-me Deus!
Notas avulsas

Ninguém conseguiu ainda explicar à maioria dos jornalistas o que significa a palavra circunscrito. Ao que parece, nem em geometria, de forma canónica, nem aplicada a um fogo.
Continua essa maioria a achar que é sinónimo de extinto. Ou qualquer coisa dentro do género.
Ainda que haja aqui alguma justificação para tal. É que também não é claro que para todos os bombeiros tenha o mesmo significado.
A palavra controlado é que parece que desapareceu do léxico. À falta de rotundas, talvez.

Há muito quem queira ladrilhar* os campos, depois de feita a desmatação.

Esqueci-me do Tonel, quando referi César Prates e Angulo. Talvez porque quando entrou para o Sporting, isso não nos fez campeões. Enfim...

Ainda na bola, se tínhamos Scolari até C, temos Queirós até D. Mais um, portantes!

O ruído que se ouviu mais do que uma vez, durante a entrevista ao Primeiro-Ministro na RTP era um miado, um choro de criança, uma parte gaga sem graça ou o quê?


* escrito que estava este post, ouvi Gil Martins dizer que não se pode alcatroar a floresta. Ladrilhar parece-me mais bonito.

01/09/2009

Sócrates e a verdade

É verdade que a verdade é uma verdade complicada. E que exibi-la em política é estultícia.
O mesmo se aplica à modernidade, ao progressismo.
Sócrates verbera a primeira e exibe a segunda.
Ok

Quando o tempo é fresco, há mérito do dispositivo em não haver fogos.
Quando a coisa aquece, é por causa do calor que os fogos disparam.
Acho que percebi a lógica. Bate mesmo certo com o esperado.
Notas avulsas

Angulo segue o exemplo de César Prates. Ambos foram contratados por mim, no CM, antes de o Sporting se lembrar deles. Com César Prates, o Sporting foi campeão.

Ainda se continua a perguntar pela licença camarária de uns discos voadores de feira porque um deles se soltou, aparentemente por quebra do braço. Como se a licença camarária tivesse algum tipo de relevância para a coisa se dar ou não dar.

O acaso deu evidência à minha questão sobre a comparação de probabilidades – a de veranear junto às arribas e a de caminhar rente às paredes.

Os inúmeros incêndios começados a desoras não deixam grandes dúvidas quanto à sua origem.
Os tontos do costume o que dirão deste surto de fogo, com tanto planeamento e tanto meio aéreo?

Talvez o furacão da costa oeste venha apaziguar um pouco a tristeza dos catastrofistas que se vêem obrigados a recorrer ao Katrina, ignorando o colapso dos diques, para ilustrar as ideias.

Sobre estas e outras coisas, ando com ganas de me espalhar na escrita. Mas sem tempo.
O dia do placard

Ao dia 1 de Setembro de 1939, setenta anos que já lá vão, associei sempre um placard de madeira onde se afixassem jornais, notícias.
Não sei ao certo como era o placard, tenho uma vaga ideia de que se situava em Ferreira do Alentejo.
É uma memória que me foi transmitida pelo meu Pai como o dia do início da guerra. Por ter sido nele que leu a notícia.
Do início de uma guerra para a qual se viu, mais tarde, na iminência de ir combater.
A tenaz apertar-se-ia sobre a Polónia e Estaline, um dos invasores, acabaria sentado em Potsdam.


© Poeticbent in Wikimedia Commons

31/08/2009

31 de Agosto

Os anos passam e a caravana apodrece, longe do mar.
História


© IBM Research – Zurich

Como em quase tudo na vida, há um sem-número de barreiras de crença que é preciso transpor para aceitarmos aquilo que não cabe na nossa própria experiência.
Transpostas tais barreiras, o que se vê nesta foto é a História propriamente dita.

30/08/2009

Coisas


(clicar na foto para ampliar)

Ok, a publicação a tempo dos dados relativos a incêndios florestais em curso não será uma coisa com uma importância por aí além. Concedo.
Esta mensagem (das 18:59) sugere-me, até porque acompanho desde o seu aparecimento há anos, este tipo de informação que a multiplicação de ocorrências durante o dia de hoje entupiu o sistema. Seja lá o sistema o que fôr.
Sugere-me. Não o posso afirmar.
Mas é uma sugestão que nasce da associação a outros casos, como o da Linha Saúde 24 – essa com uma importância comparavelmente maior – o sistema não está programado para reagir expeditamente a um surto. E é justamente nos surtos que ele aumenta de importância e justifica a sua existência.
Coisas...

P.S. Ouço neste preciso momento que também o Ricardo Jorge não estará a dar conta do recado, atrasando as análises de despiste da gripe A.

27/08/2009

Os homens dos bastões

Estive aqui a ouvir quatro Bastonários em debate na RTP.
Intelectualmente, dois deles são pessoas muito capazes. A um outro não o ouvi nunca o tempo suficiente para formar uma opinião. O que resta diz o que lhe vem à cabeça e não tem medo de o dizer. Admiro-o por isso.
Extraindo o sumo ao que foi dito, desemboca-se sempre no país mal organizado, mal hierarquizado, entregue aos mais incapazes dos incapazes.
Confere.
Leceia, 2009

26/08/2009

Portugal, 2009



A autêntica definição de um lugar conhecido.
Pelado

Fiquei agora mesmo a saber que a Liga dos Campeões, ou as suas eliminatórias preambulares vá, se podem disputar em campos pelados.
Logo a seguir, vi Moutinho marcar um golaço.
A ver vamos.
Probabilidades

O que será mais arriscado:
Passar todas as temporadas de praia encostado a falésias ou andar a mesma porção de tempo rente às paredes em qualquer cidade portuguesa?
A forma como se reage às adversidades, correndo atabalhoadamente pelas trancas, também mostra o desenvolvimento mental de uma sociedade.
E as afirmações dos responsáveis, não pelo desastre, mas pela orla costeira mostram que, para lá da corrida às trancas, há pouco tino.
Ontem, num debate na TVI, reivindicaram-se pelouros, jurisdições, dinheiros, etc.
Sobre o caso, valha a verdade, é que não há mesmo nada a dizer. Não tem assunto.

24/08/2009

União de facto

Eu também não consigo perceber por que é que a união de facto tem que ter direitos e deveres para além daqueles que são decididos por comum acordo dos interessados.
O que é que o Estado tem que meter o bedelho?
É só porque há um número excessivo de pessoas que têm que ser protegidas pelo Estado de tudo e mais alguma coisa?
Não seria mais indicado instruí-los, fazê-los usar a cabeça?
Ou há alguma outra razão que me escape?

23/08/2009

Lições de civismo e de moral a granel

Uma coisa absolutamente insuportável é o tom inquisitório com que os papagaios do jornalismo, recém-encartados num qualquer procedimento ou atitude de que nunca tinham ouvido falar – nota-se isto pelo deslumbramento com a coisa – quase exigem aos entrevistados não conformes que se confessem pecadores e, frente à câmara, instados pelo microfone, ali mesmo peçam a absolvição e se penitenciem.

É vê-los agora perseguir aqueles que estão junto a falésias depois de terem deixado os suspeitos de não lavarem as mãos.
Não há pachorra.

22/08/2009

No país do atraso mental

É lá, nesse país, que se anda à procura de explicações para a erosão costeira.
La mer


a banda sonora poderia ser esta

Como habitualmente, nesse último de todos os verões, o meio-dia do sol ainda nos apanhava à procura do primeiro café, talvez do terceiro cigarro, ainda alheados pela frescura das paredes seculares, da canícula que soltava o bafo pela porta assim que a entreabríamos. Ainda indecisos entre Vila Nova, o Malhão, Aivados ou Oliveirinha.
Deu-me para ligar o rádio, vá lá saber-se por quê.
A princípio, pareceu-me a coisa disparatada. Depois, ouvi alguém dizer que uma tripulação de um qualquer voo confirmara ter avistado uma onda de grandes dimensões (há sempre uma tripulação algures que confirma as coisas mais bizarras).
Isto de ondas de grandes dimensões é sempre uma questão a esclarecer – qual é a grande dimensão de uma onda? O comprimento? A amplitude?
As ondas do tipo maremoto têm sempre comprimentos de onda enormes e pequeníssima amplitude em relação com o comprimento. Já as ondas formadas pelos fenómenos meteorológicos são de pequeno comprimento de onda e de amplitude da mesma ordem de grandeza do seu comprimento.
Ora o que é visível na praia é a amplitude da onda. Dificilmente se avista da costa um tsunami a aproximar-se até que, ao atingir águas menos profundas, a amplitude da onda tenha uma variação positiva e comece a destacar-se a sua crista.
Uma onda devida a vento normalmente não ocorre isolada nem com as condições meteorológicas que se verificavam em tal dia.
Achei a coisa bizarra e assim que o tempo foi correndo e os noticiários invariados, desmontada a coisa pelo decurso, fui auscultar a opinião no café da vila.
Havia até apóstolos do fim dos tempos. O eclipse há pouco mais de uma semana e agora isto. E era 1999, esse ano de conjugações tão terríveis.
Saboreei aquelas inquietações talvez antevendo que seria o último verão ali.
Não me recordo já se foi para a Oliveirinha que fomos. Só que estava um belíssimo dia de praia.
Só nos lembrámos da coisa, já noite, quando parámos em Colos para meter gasolina e na televisão do café ao lado das bombas se via uma imagem da dita onda.
Era curiosa. Mas quantas vezes não se vê coisa parecida em iguais condições atmosféricas?
Faz hoje dez anos. E era Domingo.

21/08/2009

Probabilidades

Como toda a gente já ouviu dizer, o mundo é um lugar perigoso.
A única coisa que me ocorre face à desgraça que aconteceu no Algarve, é perguntar-me a quantas das pessoas que ali pereceram passou pela cabeça avaliar a probabilidade do desabamento ocorrer naquela altura.
Todos os dias a todas as horas desprezamos tais avaliações. Às vezes de maneira mais leviana, outras menos.
O instinto de sobrevivência persiste afinal de contas.
Custa-me como sempre é ouvir o chorrilho de asneiras que já ouvi hoje.
Ouvi até dizer que alguém carregara com entulho aquele acidente topográfico. Deve ter tido uma trabalheira dos diabos.
O blogger repórter



Sem sair de casa.
Nos sapatos do fotógrafo enquanto jovem (cena 7)



Lisboa - Largo do Duque do Cadaval (clicar na foto para ampliar)

20/08/2009

Talião

Sou entranhadamente um rústico e entranhadamente pela lei de talião.
Não vejo nisto nada de racional, nenhum vestígio de argumentário que aí desemboque. Sou apenas assim e não me detenho em escalpelos de tal coisa.
Anda a arrastar-se há tempo a história do liberta-se, não se liberta, por razões humanitárias, ou de compaixão, como lhe queiram chamar, já que se encontra minado por um cancro, um tipo que foi condenado pelo homicídio de centenas de pessoas num atentado terrorista – a bomba no avião da PanAm que caiu na Escócia em 88.
Uns quantos argumentam que ele é inocente.
Se é inocente, não deveria estar preso e isso é outra conversa. A justiça, longe de ser cega para os pratos da balança, é também falível como tudo na vida. Pode pois o homem ser inocente. Libertar-se-ia então com base em apelos, em refutação de provas, etc..
Tendo sido condenado, vamos usar da presunção de culpa – é, pois, culpado.
Fico perplexo e não acho que seja uma questão de argumentação mas de entranhas, como disse no início, que se liberte por compaixão ou razões humanitárias quem tenha morto centenas de pessoas. Deliberadamente. Cobardemente.

Averbado às 17:15 - foi libertado.
Duas nada grandes questões universais

Aqueles tipos que ladeavam Sócrates quando uma jornalista lhe perguntou o que ele tinha a dizer sobre o último caso – aquela coisa das escutas em Belém – riam ruidosamente de quê?
O que é que interessa às pessoas e para o que está em causa – que é o mau funcionamento - que a Linha Saúde 24 seja uma parceria entre o público e o privado, como salientou a Ministra?
Um país sem manual de instruções

Confronto-me amiúde com alguém que é estrangeirado.
Que alia a um desprezo generalizado pelas instituições nacionais, análises mais ou menos racionais sobre procedimentos, métodos, competências, avaliações.
A minha avaliação comparativa, menos estribada na observação fora de portas, resvala para um provérbio que mete merda e moscas.
Para além de todas as considerações que se possam fazer a partir do princípio de que é a necessidade que gera a organização, a avaliação dessa organização, creio, faz-se pela forma como funciona ou não uma hierarquia de comando – o que é dizer saber quem manda e quem obedece. Quem escreve os manuais e quem segue as suas instruções.
Com uma necessidade levada ao extremo, são sempre os mais capazes os que dão as ordens e os menos capazes os que obedecem, sem grandes questões, parece-me.
A questão é que à medida em que as condições ambientais se tornam mais favoráveis, há uma tendência para o desfazer da hierarquia e para a desvalorização das capacidades.
Portugal não é um país habituado a manuais de instruções.
Poder-se-á dizer que nem todas as formas de organização são necessariamente hierarquizadas. Talvez. Gostava de conhecer uma que funcionasse de forma aceitável.
O facto é que, avessos aos tais manuais, temos uma hierarquia em que, regra geral, quem dita as regras ou dá as ordens não faz a menor ideia do que está a fazer.
E quem deve respeitá-las não se sente minimamente inclinado a isso. Talvez por as sentir tão absurdas.
O meu argumento depois de passar pela merda e pelas moscas, desagua na hierarquia. É disso que temos falta se queremos ser mais organizados e racionais.
Não tenho a certeza de que uma sociedade mais organizada seja necessariamente um melhor local para se viver.
Mas que também eu, não sendo estrangeirado, me irrito com tanta asneira e tanta incompetência, lá isso é verdade.

19/08/2009

No país do atraso mental

Há demasiada gente a queixar-se da inutilidade da Linha Saúde 24.
Há o reconhecimento oficial de que a coisa não funciona bem.
Não funciona bem ou não funciona mesmo?
Sendo um caso ou outro, isto não seria o básico dos básicos na prevenção e previsão das coisas?
Parece-me bem que sim.

Quantas mais linhas dessas que se propõem atender as carências de cada um não funcionam de facto?
Há alguém com dois dedos de testa a tratar destes assuntos?

18/08/2009

A canção do Verão

Pertenço ao grupo dos que costumam eleger uma música, uma canção de Verão.
Já me vai passando o hábito, é certo, com a idade.
Mas este ano, graças à RTP, não tenho a menor dúvida que esta é a minha canção do Verão de 2009.
Magnífica!

correcção: errada e estupidamente escrevi SIC em vez de RTP.
Sporting

Mantenho o que disse, com muita pena minha.
Sosseguem

Sosseguem os donos das verdades absolutas.
Os que sabem exactamente o que o futuro trará e que será calamitoso em todas as vertentes.
Há finalmente um furacão no Atlântico!

17/08/2009

Sou pelo manguito

Não sei quem foi a cabeça que teve a ideia de substituir beijos, abraços e apertos de mão por uma vénia.
Percebo e julgo útil que se recomende a abstenção do ósculo, do estreitar nos braços, do dá cá um bacalhau. Não vem daí mal nenhum ao mundo, antes pelo contrário.
Julgo ter entendido parte do argumentário que desembocou na vénia.
Não podia ser o punho erguido, porque os que não gramam socialismos mais ou menos científicos não iriam nisso.
Não podia o ser o vê da vitória, porque os que não gramam ingleses, quejandos e pêpêdês não seriam de opinião.
Não podiam ser os três dedos dos escuteiros, porque há demasiada gente que o não sabe fazer.
Não podiam ser nem o sentido nem a continência porque os anti-militaristas não alinhariam.
Não podia ser o polegar para cima porque se poderia pensar que se tratava de cravar uma boleia.
Não podia ser dizer um abraço – como é costume, aliás – porque libertaria gotículas de saliva.
Chegou-se, por igual exclusão de mais uns quantos gestos, à vénia. À atitude de f, como diria o Eça.
Excluiu-se o manguito, talvez por falta de lembrança.
É um gesto muito mais genuíno e adaptado às circunstâncias.
Sou pelo manguito.


imagem roubada ao blogue ROINESXXI

16/08/2009

A inauguração da rotunda

rretunda

Escondida dos olhares forasteiros, conspícua aos olhos dos eleitores, inútil afinal.
É esta a rotunda do HGU, inaugurada com grande pompa no dia do sexto aniversário.
O ano VII começa hoje.
Volta


imagens da RTP e de MCV
Arrife nº18, ponte sobre o rio Liz, 2003

15/08/2009

No país do atraso mental

Aquela velha parábola do tipo que aguarda que o avião que se despenha chegue perto do chão para saltar, embora com as devidas distâncias, é real na cabeça de alguns jornalistas.
Foi ouvir um deles perguntar se sempre se confirmava que uma pessoa tinha saltado antes do embate do avião que se despenhou em Évora.
Foi ouvir outro mencionar essa hipótese.

14/08/2009

624 anos



Porque ainda há quem não queira ser espanhol.
Epidemia

Ouvir pessoas sem um mínimo dos mínimos de preparação matemática a discorrer sobre a curva de propagação de uma epidemia é absolutamente cansativo.
Objectos de estimação



Este é-o. Conheci-o há horas, oferecido por velhos amigos. Entrou directamente para a galeria dos estimáveis.

13/08/2009

Portugueses de 2ª ou talvez não



Ouvi com atenção o Sr. Secretário de Estado do Desporto, quando inquirido sobre a questão de Liedson jogar ou não na Selecção Nacional de Futebol.
Disse, em forma de pergunta, em resposta à jornalista que (cito assim mais ou menos e alterando as palavras – poderão ver ou ouvir tudo aqui) qualquer cidadão, como eu (ele) ou a senhora (jornalista) podendo votar para escolher o Governo e o Presidente da República, não poderá também integrar qualquer selecção nacional, se para isso tiver o necessário mérito?
Acrescentou, porém, logo a seguir que compete às diferentes federações desportivas assegurar que as selecções nacionais não são constituídas maioritariamente por cidadãos não nascidos em Portugal ou não residentes no país.
Quererá o Sr. Secretário de Estado do Desporto esclarecer se há ou não portugueses de 2ª? E, havendo, quando e como é que diferem dos de 1ª?
Isto é mais ou menos o mesmo que dizer que a=b Λ a≠b.
É o habitual, afinal.

12/08/2009

Overbooking

É a sensação que tenho quando deixo de ter sinal de rede no MODEM e passo a obtê-lo assim que ligo, do número de telefone registado na base de dados da ZON, para a assistência.
Basta que passem poucos segundos do momento em que se completa a ligação. Não espero sequer pelo atendimento.
É demasiado frequente nas situações em que me vejo obrigado a para lá ligar. A verdade é que me poupa ao diálogo com aquela gente.
Portugal, 2007

11/08/2009

Comportamentos

Disse a senhora Ministra da Saúde que havia gente decidida a contaminar outras pessoas em retaliação pela contaminação dos seus próprios filhos.
Disse ainda que havia gente que se recusava a colocar máscaras, suponho que em zonas públicas de estabelecimentos de saúde, enquanto se não apurava de que maleita padecia.
Não tenho razão alguma para duvidar do que disse a Ministra.
Isto lembra-me é aqueles que acham que o povo se transfigura ao volante.
Ao volante faz exactamente o mesmo que a pé, de barco, de comboio ou de bicicleta.
Torna-se é mais perigoso.
Fosse esta gripe mais malina... coisa de que ainda não nos livrámos.
Bandeira

Segundo uma jornalista da SIC a “bandeira verde e vermelha da Restauração” hasteada no varandim da Câmara de Lisboa foi substituída pela da monarquia constitucional. Mais tarde foi “destrocada a substituição indevida”.
Não há palavras.
Para quem não viu, a bandeira hasteada antes de mais era a da Cidade de Lisboa e não a Nacional.
Isto hoje é o corriqueiro no jormalismo. A excepção é a notícia sem asneira grossa ou completa cegueira.

averbamento às 15:00 - a SIC já retirou da reportagem a expressão “bandeira verde e vermelha da Restauração”. Mantém-se o resto e a confirmação mesmo no fim de que a jornalista viu lá a Bandeira Nacional.

10/08/2009

Por um desmentido

Tenho a pior das opiniões daquilo a que ainda se teima em chamar justiça por cá.
A amostra que tenho dos intervenientes, da legislação à sentença, é confrangedora do ponto de vista intelectual.
Hoje, tem sido propalada a história do ourives de Viana do Castelo e seu filme publicitário.
Não conheço o indivíduo. Por isso quando anseio por um desmentido sobre o que ele diz que se passa no processo do assalto à loja de que é proprietário, não é para pôr em causa a palavra do homem, é antes porque, estúpido, ainda espero qualquer coisa mais digna, mais capaz, daquilo a que teimam em chamar justiça.
Temo que ele esteja a dizer a verdade.