23/09/2011
22/09/2011
20/09/2011
Estancionamento

O ministro Miguel Relvas disse hoje (ouvir aos 48 segundos deste trecho, a seguir a uns berros parece que publicitários) que conhecia uma empresa municipal que se dedicava a gerir o estacionamento à superfície de uma dada zona e que tinha um passivo de 26 milhões de euros.
Se a empresa não gerisse o estacionamento à superfície, os contribuintes não pagariam de cada vez que estacionassem na concessão da dita e não pagariam nos impostos para pagar o estacionamento.
Este é o retrato do país de doidos em que nos convertemos.
Onde uns roubam, alguns contemporizam, uma grande remessa ocupa cargos de responsabilidade sem ter racionalidade para gerir um lugar de hortaliça e a esmagadora maioria começa finalmente a perceber que anda a ser roubada.
Mesmo que o roubo não passe de um prejuízo causado por mentes vazias. Que é o que se passa em grande parte dos casos.
Isto vai dar merda. Espressamente.

O ministro Miguel Relvas disse hoje (ouvir aos 48 segundos deste trecho, a seguir a uns berros parece que publicitários) que conhecia uma empresa municipal que se dedicava a gerir o estacionamento à superfície de uma dada zona e que tinha um passivo de 26 milhões de euros.
Se a empresa não gerisse o estacionamento à superfície, os contribuintes não pagariam de cada vez que estacionassem na concessão da dita e não pagariam nos impostos para pagar o estacionamento.
Este é o retrato do país de doidos em que nos convertemos.
Onde uns roubam, alguns contemporizam, uma grande remessa ocupa cargos de responsabilidade sem ter racionalidade para gerir um lugar de hortaliça e a esmagadora maioria começa finalmente a perceber que anda a ser roubada.
Mesmo que o roubo não passe de um prejuízo causado por mentes vazias. Que é o que se passa em grande parte dos casos.
Isto vai dar merda. Espressamente.
Natureza humana
Não sei como hei-de qualificar um tipo que estive a ouvir.
O tipo foi condenado à morte por homicídio, viu a pena comutada, ao que disse, por uma qualquer questão legal e está agora em liberdade. Que lhe permite aparecer num estúdio de televisão e dar opiniões.
Tudo isso são os dados.
O que é já do meu julgamento é a perplexidade com que o ouço dizer que, por não ter sido morto, pôde aproveitar a vida a ajudar outras pessoas e que pagou impostos no tempo que lhe deram.
Disse mais coisas. Do mesmo calibre, centrado no eu e nos satélites que o rodeiam.
Esqueceu-se, naturalmente, de falar nos impostos que a sua vítima não pôde pagar.
Não dá para rir, naturalmente.
Não sei como hei-de qualificar um tipo que estive a ouvir.
O tipo foi condenado à morte por homicídio, viu a pena comutada, ao que disse, por uma qualquer questão legal e está agora em liberdade. Que lhe permite aparecer num estúdio de televisão e dar opiniões.
Tudo isso são os dados.
O que é já do meu julgamento é a perplexidade com que o ouço dizer que, por não ter sido morto, pôde aproveitar a vida a ajudar outras pessoas e que pagou impostos no tempo que lhe deram.
Disse mais coisas. Do mesmo calibre, centrado no eu e nos satélites que o rodeiam.
Esqueceu-se, naturalmente, de falar nos impostos que a sua vítima não pôde pagar.
Não dá para rir, naturalmente.
19/09/2011
Direita alta
Eu, que não conheço Rui Carapuça, posso ainda assim afirmar que perturbei, involuntariamente, a rodagem do anúncio.
Mais, que me encontrava por mero acaso aqui nesta imagem fora de cena, ali pela direita alta a cavaquear com um velho e grande amigo, dono da vara e do sítio.

fotograma retirado deste documentário
Eu, que não conheço Rui Carapuça, posso ainda assim afirmar que perturbei, involuntariamente, a rodagem do anúncio.
Mais, que me encontrava por mero acaso aqui nesta imagem fora de cena, ali pela direita alta a cavaquear com um velho e grande amigo, dono da vara e do sítio.

fotograma retirado deste documentário
18/09/2011
17/09/2011
16/09/2011
Surpresa
Talvez que, em termos formais, como diria um certo famoso arguido de águas de bacalhau, não se soubesse o que se passava na Madeira.
Em termos reais, só um cego d’alma não se aperceberia de que a bota não batia com a perdigota. O deve e o haver do livrinho.
Quando aqui me pronuncio absolutamente contra a regionalização é, entre outras coisas, por imaginar uma multiplicação destes cenários, bem patentes já, a outra escala, nos municípios e nas suas magníficas empresas municipais.
Talvez que, em termos formais, como diria um certo famoso arguido de águas de bacalhau, não se soubesse o que se passava na Madeira.
Em termos reais, só um cego d’alma não se aperceberia de que a bota não batia com a perdigota. O deve e o haver do livrinho.
Quando aqui me pronuncio absolutamente contra a regionalização é, entre outras coisas, por imaginar uma multiplicação destes cenários, bem patentes já, a outra escala, nos municípios e nas suas magníficas empresas municipais.
15/09/2011
Mini-stérios
Há muito referi aqui a questão dos ministérios e da sua estruturação.
Quando ouço quem quer que seja, falar em mandar pessoas em idade activa para a reforma, seja por extinção de postos de trabalho seja porque carga d’água fôr, sabendo que passamos assim a pagar um salário (reforma ou o que quer que lhe chamem e a quanto monte) a quem nada produz e poderia produzir, só me ocorre um adjectivo para o catalogar.
Não vale a pena repeti-lo.
Há muito referi aqui a questão dos ministérios e da sua estruturação.
Quando ouço quem quer que seja, falar em mandar pessoas em idade activa para a reforma, seja por extinção de postos de trabalho seja porque carga d’água fôr, sabendo que passamos assim a pagar um salário (reforma ou o que quer que lhe chamem e a quanto monte) a quem nada produz e poderia produzir, só me ocorre um adjectivo para o catalogar.
Não vale a pena repeti-lo.
14/09/2011
O cartão único do pobre
Um deputado da oposição, que não identifiquei, disse e bem que o actual governo vai no caminho de lançar um cartão único do pobre.
Esta discriminação dos pobres, que aliás é reconhecida pelo próprio governo, chamando-lhe discriminação positiva (nunca me conseguiram explicar em que é que o adjectivo modifica o caso) é um claro sintoma do que aqui já disse – há gestão, sim, mas falta política.
E eu até acho que o ministro das Finanças é um tipo capaz. A fazer contas. E com noção do que elas, as contas e as suas falhas, significam.
Só que isto vai para além das contas.
Há uns bons séculos, já havia o dízimo ou dízima. Ainda não dei por terem inventado mais justa forma de taxar o povo. Não tem que ser um 1 no numerador e um 10 no denominador. Mas igual em percentagem para todos. Não é preciso complicar mais do que isso.
E não envergonhar as pessoas.
Nem as roubar.
Um deputado da oposição, que não identifiquei, disse e bem que o actual governo vai no caminho de lançar um cartão único do pobre.
Esta discriminação dos pobres, que aliás é reconhecida pelo próprio governo, chamando-lhe discriminação positiva (nunca me conseguiram explicar em que é que o adjectivo modifica o caso) é um claro sintoma do que aqui já disse – há gestão, sim, mas falta política.
E eu até acho que o ministro das Finanças é um tipo capaz. A fazer contas. E com noção do que elas, as contas e as suas falhas, significam.
Só que isto vai para além das contas.
Há uns bons séculos, já havia o dízimo ou dízima. Ainda não dei por terem inventado mais justa forma de taxar o povo. Não tem que ser um 1 no numerador e um 10 no denominador. Mas igual em percentagem para todos. Não é preciso complicar mais do que isso.
E não envergonhar as pessoas.
Nem as roubar.
13/09/2011
Memória dos livros
Um destes dias, a caminho de Vila Nova de Milfontes, meti na mala o livro de Duchaussois que me recordava ter lido por lá no último ano de férias lá passadas de casa alugada, 1974.
Recordava-me particularmente do quarto onde o lia quase sempre à hora da sesta, antes de ir beber uma Canada Dry à esplanada.
Não fiquei lá nessa noite e descobri que a esplanada, a mítica esplanada da barbacã, é agora um parque de estacionamento!!!
O caso é que peguei no livro e reli-o longe de Vila Nova.
Fiquei confundido quando verifiquei que Duchaussois nunca passou por Alte nem por Torremolinos.
A memória pregou-me a partida. De facto, li a “Viagem...” nesse Agosto de 74. Não há disso a menor dúvida.
Não sei é quando li “Os filhos de Torremolinos”. Mas calculo que tenha sido nesse ano também.
Mais um para a lista dos livros que me faltam.

capas retiradas de livrarias online
Um destes dias, a caminho de Vila Nova de Milfontes, meti na mala o livro de Duchaussois que me recordava ter lido por lá no último ano de férias lá passadas de casa alugada, 1974.
Recordava-me particularmente do quarto onde o lia quase sempre à hora da sesta, antes de ir beber uma Canada Dry à esplanada.
Não fiquei lá nessa noite e descobri que a esplanada, a mítica esplanada da barbacã, é agora um parque de estacionamento!!!
O caso é que peguei no livro e reli-o longe de Vila Nova.
Fiquei confundido quando verifiquei que Duchaussois nunca passou por Alte nem por Torremolinos.
A memória pregou-me a partida. De facto, li a “Viagem...” nesse Agosto de 74. Não há disso a menor dúvida.
Não sei é quando li “Os filhos de Torremolinos”. Mas calculo que tenha sido nesse ano também.
Mais um para a lista dos livros que me faltam.

capas retiradas de livrarias online
12/09/2011
Clarabóia

Há uma pequena história de Nancy Kilpatrick a que foi dado, na tradução portuguesa, o título de “A Clarabóia”.
Não faço a menor ideia se este título foi escolhido antes ou depois de Saramago ter nomeado a sua obra póstuma, que hoje me foi dada a comprar por uma livraria que me manda cartas electrónicas. Se o escrevo, é porque notei demasiadas vezes que os títulos das suas obras encalham noutros.
Adiante.
O caso é que, desde o dia em que ouvi Pilar del Rio descrever os traços gerais do livro, ao que parece inacabado, que me ocorreu que poderia preencher a falha literária que aqui enunciei há quase três anos.
Será que corresponde a essa expectativa?
Será que existe já uma obra que trate do tema?

Há uma pequena história de Nancy Kilpatrick a que foi dado, na tradução portuguesa, o título de “A Clarabóia”.
Não faço a menor ideia se este título foi escolhido antes ou depois de Saramago ter nomeado a sua obra póstuma, que hoje me foi dada a comprar por uma livraria que me manda cartas electrónicas. Se o escrevo, é porque notei demasiadas vezes que os títulos das suas obras encalham noutros.
Adiante.
O caso é que, desde o dia em que ouvi Pilar del Rio descrever os traços gerais do livro, ao que parece inacabado, que me ocorreu que poderia preencher a falha literária que aqui enunciei há quase três anos.
Será que corresponde a essa expectativa?
Será que existe já uma obra que trate do tema?
11/09/2011
10 anos atrás
Do dia de há dez anos atrás, guardo uma memória que é hoje contrariada pela corrente do rio – a de que o rácio entre os que diziam que era uma tragédia e um crime que merecia castigo exemplar e os que achavam que, sendo mau, era uma coisa que os americanos estavam mesmo a pedir, era mais ou menos de meio por meio.

Fotografia de James Nachtwey via CNN
Do dia de há dez anos atrás, guardo uma memória que é hoje contrariada pela corrente do rio – a de que o rácio entre os que diziam que era uma tragédia e um crime que merecia castigo exemplar e os que achavam que, sendo mau, era uma coisa que os americanos estavam mesmo a pedir, era mais ou menos de meio por meio.

Fotografia de James Nachtwey via CNN
10/09/2011
09/09/2011
A bomba suja
Pertenço ao grupo dos que suspeitam que dentro do território dos Estados Unidos já está uma bomba suja à espera de ocasião para fazer grandes estragos, ainda que o seu efeito radioactivo vá afectar mais a psique do que os corpos.
As notícias que surgem agora, ainda que muito empoladas com o ar da efeméride, dão nota de que esse grupo compreende responsáveis norte-americanos.
trecho de artigo da Reuters.
Entrementes, a Embaixada de Israel no Cairo...
Pertenço ao grupo dos que suspeitam que dentro do território dos Estados Unidos já está uma bomba suja à espera de ocasião para fazer grandes estragos, ainda que o seu efeito radioactivo vá afectar mais a psique do que os corpos.
As notícias que surgem agora, ainda que muito empoladas com o ar da efeméride, dão nota de que esse grupo compreende responsáveis norte-americanos.
“Recently, as a response to the threat of a dirty bomb, the NYPD updated their methods of detecting unusual levels of radiation by combining their radiation monitoring systems and GPS mapping. This allows officers to know whether or not certain signals are irregular or part of the normal city environment providing a more accurate defense against this type of threat.”
trecho de artigo da Reuters.
Entrementes, a Embaixada de Israel no Cairo...
Noções
Andando aqui a fazer um levantamento de avaliações de terrenos, dou-me conta da quantidade de terrenos ditos novos e usados, nos anúncios de duas imobiliárias.
Curiosamente, dos ditos novos, para os quais talvez a melhor designação fosse “a estrear”, nenhum parece ser em floresta virgem ou lugar equivalente.
Andando aqui a fazer um levantamento de avaliações de terrenos, dou-me conta da quantidade de terrenos ditos novos e usados, nos anúncios de duas imobiliárias.
Curiosamente, dos ditos novos, para os quais talvez a melhor designação fosse “a estrear”, nenhum parece ser em floresta virgem ou lugar equivalente.
08/09/2011
Razões
Não há nada melhor para um tipo se sentir racional do que este programa:
Ouvir com atenção os comentários e as análises à volta à Espanha em bicicleta de um qualquer comentador;
Ouvir com atenção as análises bolsistas e as razões apresentadas para a subida e descida de cotações de um qualquer analista financeiro;
Ouvir com atenção as impressões e indicações sobre um vinho de um qualquer especialista em comentários vínicos;
Ouvir com atenção as frases proferidas por um qualquer marqueteiro a propósito de qualquer produto publicitado.
Cumprida esta via sacra, sente-se o indígena mais iluminado. Ainda que relativamente e não absolutamente.
Ah, ouvir o ministro Relvas no fim (grande coincidência esta), a falar seja do que fôr, ajuda ainda mais.
Não há nada melhor para um tipo se sentir racional do que este programa:
Ouvir com atenção os comentários e as análises à volta à Espanha em bicicleta de um qualquer comentador;
Ouvir com atenção as análises bolsistas e as razões apresentadas para a subida e descida de cotações de um qualquer analista financeiro;
Ouvir com atenção as impressões e indicações sobre um vinho de um qualquer especialista em comentários vínicos;
Ouvir com atenção as frases proferidas por um qualquer marqueteiro a propósito de qualquer produto publicitado.
Cumprida esta via sacra, sente-se o indígena mais iluminado. Ainda que relativamente e não absolutamente.
Ah, ouvir o ministro Relvas no fim (grande coincidência esta), a falar seja do que fôr, ajuda ainda mais.
07/09/2011
ADN
Percebe-se a infância da arte no que respeita a testes de ADN e ao seu significado legal.
Percebe-se que há um enorme abismo intelectual entre quem estuda a estrutura genética e faz testes comparativos e os que, nos tribunais, esgrimem com tais elementos como se fossem peças saídas de uma máquina mágica.
Os primeiros ainda se debatem com a comparação de exemplares e com as probabilidades de acerto. Os segundos parecem esquecer as precauções básicas que qualquer indício, seja ele de que natureza fôr, deve suscitar ao ser apreciado. Uma moeda, um pedaço de tecido, um som registado, um rosto numa fotografia, um vestígio de secreção humana, podem aparecer aqui ou acolá por inúmeras razões.
Ou, como dizia o outro, só depois de excluirmos o impossível, é que aparece o provável.
Percebe-se a infância da arte no que respeita a testes de ADN e ao seu significado legal.
Percebe-se que há um enorme abismo intelectual entre quem estuda a estrutura genética e faz testes comparativos e os que, nos tribunais, esgrimem com tais elementos como se fossem peças saídas de uma máquina mágica.
Os primeiros ainda se debatem com a comparação de exemplares e com as probabilidades de acerto. Os segundos parecem esquecer as precauções básicas que qualquer indício, seja ele de que natureza fôr, deve suscitar ao ser apreciado. Uma moeda, um pedaço de tecido, um som registado, um rosto numa fotografia, um vestígio de secreção humana, podem aparecer aqui ou acolá por inúmeras razões.
Ou, como dizia o outro, só depois de excluirmos o impossível, é que aparece o provável.
06/09/2011
Uma cara
O senhor ministro das Finanças, cuja capacidade intelectual me parece boa, embora me dê a ideia de que falta política e sobra gestão, coisa que seria talvez difícil de demonstrar através de processos racionais, é a cara chapada do meu velho amigo A.R..
Esse homem sempre teve ideias muito sólidas àcerca de certos aspectos da economia das nossas províncias. Com as quais eu de resto concordava.
Não sei se o seu sósia me levará a concordar com ele. Mas verifico que se esforça. Embora também isto não seja fácil de demonstrar através de processos racionais.
O senhor ministro das Finanças, cuja capacidade intelectual me parece boa, embora me dê a ideia de que falta política e sobra gestão, coisa que seria talvez difícil de demonstrar através de processos racionais, é a cara chapada do meu velho amigo A.R..
Esse homem sempre teve ideias muito sólidas àcerca de certos aspectos da economia das nossas províncias. Com as quais eu de resto concordava.
Não sei se o seu sósia me levará a concordar com ele. Mas verifico que se esforça. Embora também isto não seja fácil de demonstrar através de processos racionais.
Imposto sobre a estupidez
Dizem que a estupidez não paga imposto.
Mas a estupidez, a repetida estupidez, na escolha dos governantes, ó se paga!
Talvez que se possa taxar duplamente por ser ainda nociva à saúde.
Não há nada como o eugénico e higiénico homem novo. O tal que mata tudo o que ele julga lhe ser inferior e acaba morto pela turba.
Dizem que a estupidez não paga imposto.
Mas a estupidez, a repetida estupidez, na escolha dos governantes, ó se paga!
Talvez que se possa taxar duplamente por ser ainda nociva à saúde.
Não há nada como o eugénico e higiénico homem novo. O tal que mata tudo o que ele julga lhe ser inferior e acaba morto pela turba.
05/09/2011
Letes
Quase quarenta anos depois de um leão em Rio Maior, este Verão dispôs logo no início um crocodilo nas águas de Castelo de Bode.
Do leão ficou a lenda, já meio esquecida. E algumas tentativas de explicação mais ou menos caricatas.
O contemporâneo crocodilo, posto que chegado na era da fotomania e da comunicação instantânea, deve ter tido um trabalhão a furtar-se aos passantes marginais e aos marinheiros de água doce na posse dos seus telemóveis e quejandos cheios de pixeis.
E com isso fez do Zêzere um Letes estival. Já ninguém se lembra da alimária de casca grossa.
Quase quarenta anos depois de um leão em Rio Maior, este Verão dispôs logo no início um crocodilo nas águas de Castelo de Bode.
Do leão ficou a lenda, já meio esquecida. E algumas tentativas de explicação mais ou menos caricatas.
O contemporâneo crocodilo, posto que chegado na era da fotomania e da comunicação instantânea, deve ter tido um trabalhão a furtar-se aos passantes marginais e aos marinheiros de água doce na posse dos seus telemóveis e quejandos cheios de pixeis.
E com isso fez do Zêzere um Letes estival. Já ninguém se lembra da alimária de casca grossa.
04/09/2011
01/09/2011
Notícias da bola
Dizem que o Ricardo Carvalho saiu do estágio da selecção pela porta do cavalo.
Terá sido uma reprise de um caso com meia-dúzia de anos, desta feita com o seleccionador?
Dizem que o Ricardo Carvalho saiu do estágio da selecção pela porta do cavalo.
Terá sido uma reprise de um caso com meia-dúzia de anos, desta feita com o seleccionador?
31/08/2011
Sentado à espera
De ver os tipos que andaram a enriquecer à custa do Estado e a roubá-lo sob a protecção da Lei a serem vestidos às riscas.
Depois disso, aceito de boa mente todas as alcavalas com que me carreguem.
Antes disso, acho que devem ter muita cautela. Muita cautela.
Não estou pouco acompanhado neste caso.
Quando os homees boos se levantam, é porque está tudo a cair de podre.
De ver os tipos que andaram a enriquecer à custa do Estado e a roubá-lo sob a protecção da Lei a serem vestidos às riscas.
Depois disso, aceito de boa mente todas as alcavalas com que me carreguem.
Antes disso, acho que devem ter muita cautela. Muita cautela.
Não estou pouco acompanhado neste caso.
Quando os homees boos se levantam, é porque está tudo a cair de podre.
As estranhas máquinas de Da Vinci
Esta madrugada tive conhecimento de uma série de máquinas inéditas de Da Vinci.
Uma delas era um pêndulo com um sistema de cardans que anulava o próprio movimento pendular.
Outra um sistema de caixas da mesma cor que ainda que separadas e amolgadas, a um toque se agrupavam de forma organizada em paralelípedo.
Horas antes, às 23:30 de ontem, no mundo de Alice, ali para os lados de Santa Margarida do Sado, vi um estranho bólide desenhar o seu trajecto no céu a leste. Algo lentamente para um bólide. Azul.
Esta madrugada tive conhecimento de uma série de máquinas inéditas de Da Vinci.
Uma delas era um pêndulo com um sistema de cardans que anulava o próprio movimento pendular.
Outra um sistema de caixas da mesma cor que ainda que separadas e amolgadas, a um toque se agrupavam de forma organizada em paralelípedo.
Horas antes, às 23:30 de ontem, no mundo de Alice, ali para os lados de Santa Margarida do Sado, vi um estranho bólide desenhar o seu trajecto no céu a leste. Algo lentamente para um bólide. Azul.
27/08/2011
Manhattan submersa
Ilustração e interpretação poética do barulho que os comentadores e os repórteres fazem a propósito do furacão Irene e da sua eventual passagem por Nova Iorque:
Adaptação de folheto turístico do Empire State Building do início da década de 60.
Ilustração e interpretação poética do barulho que os comentadores e os repórteres fazem a propósito do furacão Irene e da sua eventual passagem por Nova Iorque:
Adaptação de folheto turístico do Empire State Building do início da década de 60.
26/08/2011
Um Cristo-Rei de plástico
fotografia de Teresa Guerreiro
Há uns anos – e se o tempo passa depressa aqui nos blogues – ostentei aqui a minha honesta intenção de adquirir um Cristo-Rei de plástico igual aos que com que me confrontei amiúde na minha infância nas mais diversas casas.
Ao que parece tais relíquias foram sendo rejeitadas através das décadas sem que tenham aparecido na Feira da Ladra ou em lojas de monos.
Pois bem, mão amiga firmou-se no botão da máquina e bzzzztchtk, alcançou este plano de um Cristo-Rei em plástico chinês, se é que se pode designar assim aquela resina de fractura concoidal que é habitual nos santos de plástico hodiernos.
Já sei onde ele mora. Agora é só arrematá-lo e partir depois em busca da buzina de bexiga. Só depois virá a andorinha de louça.
fotografia de Teresa Guerreiro
Há uns anos – e se o tempo passa depressa aqui nos blogues – ostentei aqui a minha honesta intenção de adquirir um Cristo-Rei de plástico igual aos que com que me confrontei amiúde na minha infância nas mais diversas casas.
Ao que parece tais relíquias foram sendo rejeitadas através das décadas sem que tenham aparecido na Feira da Ladra ou em lojas de monos.
Pois bem, mão amiga firmou-se no botão da máquina e bzzzztchtk, alcançou este plano de um Cristo-Rei em plástico chinês, se é que se pode designar assim aquela resina de fractura concoidal que é habitual nos santos de plástico hodiernos.
Já sei onde ele mora. Agora é só arrematá-lo e partir depois em busca da buzina de bexiga. Só depois virá a andorinha de louça.
24/08/2011
Armagedão
Um dos hipotéticos cenários para uma destruição em grande escala que alguns calculam poder ser muitíssimo mais grave do que os recentes casos dos maremotos do Índico e do Mar do Japão e do sismo de Port-au-Prince, é a erupção de um dos vulcões de La Palma, nas Canárias e um subsequente colossal deslizamento de terras.
Creio que este cenário terá sido já objecto de correcções de tiro após os maremotos recentes. No sentido de calcular menores estragos em sua função.
O que suscita este tema é a actual crise sísmica em El Hierro que pode prenunciar uma erupção, coisa que não sucede, segundo os dados que consultei, desde 1793.
La Palma é logo ali ao lado. A 100 km.
O assunto nem por isso tem sido objecto de notícias.
sismos em El Hierro desde 8 de Julho p.p. - imagem composta a partir de cartografia e dados do IGN de Espanha
Um dos hipotéticos cenários para uma destruição em grande escala que alguns calculam poder ser muitíssimo mais grave do que os recentes casos dos maremotos do Índico e do Mar do Japão e do sismo de Port-au-Prince, é a erupção de um dos vulcões de La Palma, nas Canárias e um subsequente colossal deslizamento de terras.
Creio que este cenário terá sido já objecto de correcções de tiro após os maremotos recentes. No sentido de calcular menores estragos em sua função.
O que suscita este tema é a actual crise sísmica em El Hierro que pode prenunciar uma erupção, coisa que não sucede, segundo os dados que consultei, desde 1793.
La Palma é logo ali ao lado. A 100 km.
O assunto nem por isso tem sido objecto de notícias.
sismos em El Hierro desde 8 de Julho p.p. - imagem composta a partir de cartografia e dados do IGN de Espanha
23/08/2011
Deus é grande!
A tradução que talvez melhor se encaixe para الله أكبر será “Louvado seja Deus!” em vez de “Deus é grande!”. Isto porque, na minha qualidade de absoluto leigo em linguística, considero que o espírito da coisa dita se vulgarizou mais na língua portuguesa naquela expressão do que nesta outra, mais à letra.
“Bendito seja Deus!” e “Graças a Deus!” são, terão sido, ainda muito mais vulgares na nossa língua do que “Deus é grande!”.
Todas elas louvam Deus de uma forma semelhante. Ainda que alguns defendam que Alá é mais qualquer coisa do que Deus e que esta frase significa isso mesmo. Partindo assim do absoluto divino para o relativo divino. Mas isso é outro assunto.
Pergunto-me quantos anos teríamos que recuar na nossa História para irmos dar a uma época em que qualquer uma destas expressões estivesse permanentemente na boca dos circunstantes face a qualquer acontecimento extraordinário que suscitasse a invocação do divino em catadupa.
São esses anos todos que nos separam civilizacionalmente, entre massas, do mundo que traz na boca tal expressão a cada passo, a cada meia-dúzia de segundos.
Eh, pá!
A tradução que talvez melhor se encaixe para الله أكبر será “Louvado seja Deus!” em vez de “Deus é grande!”. Isto porque, na minha qualidade de absoluto leigo em linguística, considero que o espírito da coisa dita se vulgarizou mais na língua portuguesa naquela expressão do que nesta outra, mais à letra.
“Bendito seja Deus!” e “Graças a Deus!” são, terão sido, ainda muito mais vulgares na nossa língua do que “Deus é grande!”.
Todas elas louvam Deus de uma forma semelhante. Ainda que alguns defendam que Alá é mais qualquer coisa do que Deus e que esta frase significa isso mesmo. Partindo assim do absoluto divino para o relativo divino. Mas isso é outro assunto.
Pergunto-me quantos anos teríamos que recuar na nossa História para irmos dar a uma época em que qualquer uma destas expressões estivesse permanentemente na boca dos circunstantes face a qualquer acontecimento extraordinário que suscitasse a invocação do divino em catadupa.
São esses anos todos que nos separam civilizacionalmente, entre massas, do mundo que traz na boca tal expressão a cada passo, a cada meia-dúzia de segundos.
Eh, pá!
22/08/2011
Facínora
imagem da RTP
O facínora de quem se fala agora tem umas estranhas semelhanças de nome e de aspecto com um homem que acampou em São Julião da Barra aqui há três anos e meio.
Bem sei que nada disto é novo, que sempre assim foi, mas às vezes dá vontade de confrontar certos artistas com a sua arte.
imagem da RTP
O facínora de quem se fala agora tem umas estranhas semelhanças de nome e de aspecto com um homem que acampou em São Julião da Barra aqui há três anos e meio.
Bem sei que nada disto é novo, que sempre assim foi, mas às vezes dá vontade de confrontar certos artistas com a sua arte.
21/08/2011
20/08/2011
Tubarone!!!
Em tempos, conheci uma figura de almanaque que, entre outras, tinha a actividade de guia turístico marítimo na costa algarvia.
Uma das suas especialidades era causar o terror pânico às camones apontando os tubarões que por ali andavam. Gritava Tubarone!!! e esperava que elas se agarrassem a ele em busca de protecção.
Tudo isto ele contava com grande detalhe e exagero entre umas mines e umas alcagoitas na esplanada da praia de que também era concessionário.
Nesse tempo longínquo ainda as televisões (a televisão) não sabiam que havia tubarões na costa sul.
Em tempos, conheci uma figura de almanaque que, entre outras, tinha a actividade de guia turístico marítimo na costa algarvia.
Uma das suas especialidades era causar o terror pânico às camones apontando os tubarões que por ali andavam. Gritava Tubarone!!! e esperava que elas se agarrassem a ele em busca de protecção.
Tudo isto ele contava com grande detalhe e exagero entre umas mines e umas alcagoitas na esplanada da praia de que também era concessionário.
Nesse tempo longínquo ainda as televisões (a televisão) não sabiam que havia tubarões na costa sul.
19/08/2011
Mistérios da toponímia ou da ortografia
Há pouco, a página dos fogos da ANPC mostrava estas duas entradas:
Nenhum dos topónimos é reconhecido pelo mapa do IGEOE. As ligações ao Google vão dar a locais onde os topónimos são outros.
Digamos que um fogo está no limite e o outro se apresenta mortal.
Há pouco, a página dos fogos da ANPC mostrava estas duas entradas:
Nenhum dos topónimos é reconhecido pelo mapa do IGEOE. As ligações ao Google vão dar a locais onde os topónimos são outros.
Digamos que um fogo está no limite e o outro se apresenta mortal.
18/08/2011
A bomba de neutrões
Ainda que a bomba de neutrões cause danos às estruturas abióticas, seria talvez uma arma mais interessante, aplicada com certo critério, do que a descabelada destruição dos motins da mole.
A factura a pagar para a reconstrução seria mais baixa e os efeitos pretendidos mais eficazmente conseguidos.
Ou não?
Ainda que a bomba de neutrões cause danos às estruturas abióticas, seria talvez uma arma mais interessante, aplicada com certo critério, do que a descabelada destruição dos motins da mole.
A factura a pagar para a reconstrução seria mais baixa e os efeitos pretendidos mais eficazmente conseguidos.
Ou não?
17/08/2011
16/08/2011
Dupla sem xis
Eu estava convencidíssimo de que ele não conseguiria.
Não que as circunstâncias me tivessem dado muito tempo para tal conjectura.
Mas naquele relâmpago em que pressenti a jogada, talvez por conhecê-lo de ginjeira, antevi o acto falhado.
Jacinta, Eduarda... ficas a conhecer a mulher da minha vida.
Dos encontros casuais – o meu, com ele e Jacinta, o dos três com Eduarda que tal como eu viajava sózinha, resultou este passe que relato.
Ele e Jacinta há muito que se haviam separado. Eduarda tinha sido posterior na lista.
Pois ainda hoje penso que ele conseguiu.
Que conseguiu deixá-las a ambas no mesmíssimo ponto – na dúvida, se é que no fundo, no fundo, a dúvida existia, convencidas de que era a si própria que ele se referia.
Ambas no mesmíssimo ponto. E eu, que tal julgo ter testemunhado, não fiquei a saber.
Eu estava convencidíssimo de que ele não conseguiria.
Não que as circunstâncias me tivessem dado muito tempo para tal conjectura.
Mas naquele relâmpago em que pressenti a jogada, talvez por conhecê-lo de ginjeira, antevi o acto falhado.
Jacinta, Eduarda... ficas a conhecer a mulher da minha vida.
Dos encontros casuais – o meu, com ele e Jacinta, o dos três com Eduarda que tal como eu viajava sózinha, resultou este passe que relato.
Ele e Jacinta há muito que se haviam separado. Eduarda tinha sido posterior na lista.
Pois ainda hoje penso que ele conseguiu.
Que conseguiu deixá-las a ambas no mesmíssimo ponto – na dúvida, se é que no fundo, no fundo, a dúvida existia, convencidas de que era a si própria que ele se referia.
Ambas no mesmíssimo ponto. E eu, que tal julgo ter testemunhado, não fiquei a saber.
15/08/2011
14/08/2011
Ciclismo e protagonismo
Vi há pouco Marco Chagas receber uma placa comemorativa da sua vitória na Sertã, na Volta de 1976.
Isso lembrou-me uma coisa. Fui ver aos jornais e sei agora que faz hoje exactamente 32 anos que, estando sentado no poial de uma das portas de casa, provavelmente tabaqueando a fresca da hora de jantar, vi um grupo de ciclistas envergando as camisolas do Lousa Trinaranjus sentar-se no poial em frente, em descanso de jornada.
Entre eles estaria eventualmente Marco Chagas. Que sendo pouco mais velho do que eu já era uma figura destacada e acabaria por vencer a Volta desse ano, ainda que depois lhe tenha sido averbada a desqualificação.
A cena ainda me aparece à frente dos olhos. A calma estival alentejana, o quase silêncio, as cores do crepúsculo, e as cores garridas do fardamento dos ciclistas a pintalgar grande parte do meu campo de visão.
Nenhum desses poiais existe hoje.
O sítio é agora muitíssimo agreste. Duvido que alguém ali se sente à espera de nada.
postal ilustrado edição da equipa
Este postal, que também acabei de encontrar, remexendo nos arquivos, embora seja cinco anos posterior, dá uma indicação sobre o porquê da pernoita lá na vila da equipa do Lousa Trinaranjus.
Vi há pouco Marco Chagas receber uma placa comemorativa da sua vitória na Sertã, na Volta de 1976.
Isso lembrou-me uma coisa. Fui ver aos jornais e sei agora que faz hoje exactamente 32 anos que, estando sentado no poial de uma das portas de casa, provavelmente tabaqueando a fresca da hora de jantar, vi um grupo de ciclistas envergando as camisolas do Lousa Trinaranjus sentar-se no poial em frente, em descanso de jornada.
Entre eles estaria eventualmente Marco Chagas. Que sendo pouco mais velho do que eu já era uma figura destacada e acabaria por vencer a Volta desse ano, ainda que depois lhe tenha sido averbada a desqualificação.
A cena ainda me aparece à frente dos olhos. A calma estival alentejana, o quase silêncio, as cores do crepúsculo, e as cores garridas do fardamento dos ciclistas a pintalgar grande parte do meu campo de visão.
Nenhum desses poiais existe hoje.
O sítio é agora muitíssimo agreste. Duvido que alguém ali se sente à espera de nada.
postal ilustrado edição da equipa
Este postal, que também acabei de encontrar, remexendo nos arquivos, embora seja cinco anos posterior, dá uma indicação sobre o porquê da pernoita lá na vila da equipa do Lousa Trinaranjus.
Troço cronometrado
Diria que desde 1985, pela 120 a caminho de Alfambras, que não me sintonizava tão bem com dois volantes – o que me seguia à frente e o que me perseguia.
Foi ontem à tardinha no troço do Gradil. O da frente era um C2, o de trás um 308. Não seria por nenhum de nós que se faria o mercado das pastilhas de travão.
Devemos ter feito tempos idênticos. E foi, claro, preciso aos três ultrapassar o consabido concorrente atrasado dos fins-de-semana.
Trecho de um mapa do ACP com o velho troço do Gradil assinalado
Diria que desde 1985, pela 120 a caminho de Alfambras, que não me sintonizava tão bem com dois volantes – o que me seguia à frente e o que me perseguia.
Foi ontem à tardinha no troço do Gradil. O da frente era um C2, o de trás um 308. Não seria por nenhum de nós que se faria o mercado das pastilhas de travão.
Devemos ter feito tempos idênticos. E foi, claro, preciso aos três ultrapassar o consabido concorrente atrasado dos fins-de-semana.
Trecho de um mapa do ACP com o velho troço do Gradil assinalado
12/08/2011
10/08/2011
08/08/2011
O jogo da bola
Acontece-me com o futebol mais do que qualquer outro espectáculo. O jogo de ontem foi apenas mais um.
O meu estado mórbido é apenas compatível com a utilização do sentido da audição. Todos os outros funcionam no mínimo.
Por isso, o futebol televisionado se encaixa nas actividades para dias de resguardo.
Ao som um pouco mais excitado do relator, pode ou não corresponder uma viragem de cabeça e um descerrar das pálpebras a tempo de ver uma repetição de um golo.
A minha recaída em relação ao ciclismo verificou-se justamente em idênticas circunstâncias.
Ainda que o som do ciclismo seja mais monótono.
Acontece-me com o futebol mais do que qualquer outro espectáculo. O jogo de ontem foi apenas mais um.
O meu estado mórbido é apenas compatível com a utilização do sentido da audição. Todos os outros funcionam no mínimo.
Por isso, o futebol televisionado se encaixa nas actividades para dias de resguardo.
Ao som um pouco mais excitado do relator, pode ou não corresponder uma viragem de cabeça e um descerrar das pálpebras a tempo de ver uma repetição de um golo.
A minha recaída em relação ao ciclismo verificou-se justamente em idênticas circunstâncias.
Ainda que o som do ciclismo seja mais monótono.
07/08/2011
Capuzes
Não deixa de ser irónico entrever pretos vestidos com uma daquelas coisas com capuz, que não sendo em bico, quando branca ainda lembra vagamente o capuz do traje do KKK.
Os capuzes e os lenços ou máscaras podem impossibilitar a identificação individual.
Não evitam que se perceba se um tipo é preto ou não. Os gestos chegam e sobram. Com aquela margem de erro que um bom mistificador penetra.
Não deixa de ser irónico entrever pretos vestidos com uma daquelas coisas com capuz, que não sendo em bico, quando branca ainda lembra vagamente o capuz do traje do KKK.
Os capuzes e os lenços ou máscaras podem impossibilitar a identificação individual.
Não evitam que se perceba se um tipo é preto ou não. Os gestos chegam e sobram. Com aquela margem de erro que um bom mistificador penetra.
06/08/2011
45 anos
A acreditar nas notícias o aniversário da Ponte ficou marcado por uma morte por atropelamento.
Estranhas circunstâncias para tal sítio.
A acreditar nas notícias o aniversário da Ponte ficou marcado por uma morte por atropelamento.
Estranhas circunstâncias para tal sítio.
04/08/2011
A senhora da Junta
Eu tenho uma especial predilecção por gente diligente. E competente.
Dito isto assim, soa a óbvio e a lugar comum. Que toda a gente terá preferência pelos diligentes e preterência* pelos indigentes.
E talvez seja. No entanto, julgo que a vulgarização da indigência mental e a saudação de tontos e ausentes como pessoas muito capazes leva-me a pensar que a noção vulgar de diligência não é a minha.
O que me coloca na posição de ir contramão. Seja.
Isto para dizer que estes dias, na minha senda das Ruas com Dias, fui dar a um povoado em que o erro duplicado dizia existir uma rua 12 de Dezembro.
De déu em déu, não batendo a bota com a perdigota, fui dar à junta de freguesia.
Atendeu-me uma jovem senhora exuberante e simpática.
Talvez por o meu caso estar muito fora das expectativas, excedeu-se ela em diligências para me ajudar.
Constatámos assim, lado a lado, a ocorrência do erro. Tal rua, como de resto já me tinham afiançado alguns antigos, estacionados a uma sombra, os mesmos que me recomendaram, por via das dúvidas, o balcão da junta, não existia.
Mas consta até da lista do código postal.
* Preterência parece-me bem.
Eu tenho uma especial predilecção por gente diligente. E competente.
Dito isto assim, soa a óbvio e a lugar comum. Que toda a gente terá preferência pelos diligentes e preterência* pelos indigentes.
E talvez seja. No entanto, julgo que a vulgarização da indigência mental e a saudação de tontos e ausentes como pessoas muito capazes leva-me a pensar que a noção vulgar de diligência não é a minha.
O que me coloca na posição de ir contramão. Seja.
Isto para dizer que estes dias, na minha senda das Ruas com Dias, fui dar a um povoado em que o erro duplicado dizia existir uma rua 12 de Dezembro.
De déu em déu, não batendo a bota com a perdigota, fui dar à junta de freguesia.
Atendeu-me uma jovem senhora exuberante e simpática.
Talvez por o meu caso estar muito fora das expectativas, excedeu-se ela em diligências para me ajudar.
Constatámos assim, lado a lado, a ocorrência do erro. Tal rua, como de resto já me tinham afiançado alguns antigos, estacionados a uma sombra, os mesmos que me recomendaram, por via das dúvidas, o balcão da junta, não existia.
Mas consta até da lista do código postal.
* Preterência parece-me bem.
112
A quantidade de imbecis por metro quadrado, que é uma quantidade que não depende da vontade de ninguém, nem da situação política, antes decorre da ordem natural das coisas, pode por vezes, passe a redundância, quantificar-se, por revelação instantânea.
Pode quantificar-se pela medição do número de opiniões sobre o caso da chamada para o 112 que não têm qualquer contacto com a realidade dos factos.
É sempre assim quando há um caso que vende jornais e anúncios de televisão. Quem opina a correr não tem a menor ideia do assunto sobre o qual opina.
A questão da localização, referida no post para o qual remete a ligação, espero que esteja melhorada. Com as ferramentas que há actualmente.
A quantidade de imbecis por metro quadrado, que é uma quantidade que não depende da vontade de ninguém, nem da situação política, antes decorre da ordem natural das coisas, pode por vezes, passe a redundância, quantificar-se, por revelação instantânea.
Pode quantificar-se pela medição do número de opiniões sobre o caso da chamada para o 112 que não têm qualquer contacto com a realidade dos factos.
É sempre assim quando há um caso que vende jornais e anúncios de televisão. Quem opina a correr não tem a menor ideia do assunto sobre o qual opina.
A questão da localização, referida no post para o qual remete a ligação, espero que esteja melhorada. Com as ferramentas que há actualmente.
01/08/2011
Sintonia
Estou em sintonia com o PCP quando o ouço pedir a conta.
A contazinha, bem explicadinha, do que custou e do que rendeu o BPN.
Dispenso os comentários às ditas contas e concomitantes justificações.

(clicando, auditarão, pelo menos, a foto)
Estou em sintonia com o PCP quando o ouço pedir a conta.
A contazinha, bem explicadinha, do que custou e do que rendeu o BPN.
Dispenso os comentários às ditas contas e concomitantes justificações.

(clicando, auditarão, pelo menos, a foto)
31/07/2011
Dez
Há carros cuja traseira é dez números mais nova do que a dianteira.
E ninguém dá por isso.
Ou a história que se reinventa. A curto prazo.
Há carros cuja traseira é dez números mais nova do que a dianteira.
E ninguém dá por isso.
Ou a história que se reinventa. A curto prazo.
30/07/2011
29/07/2011
28/07/2011
27/07/2011
Eyes wide shut
De olhos bem fechados, atente-se no discurso.
Pelo timbre, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pelo tema, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pela opinião, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Há, porém, uma coisa que os pode distinguir – o uso dos silogismos.
Entrementes, a fancaria vai ocupando as prateleiras da loja.
De olhos bem fechados, atente-se no discurso.
Pelo timbre, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pelo tema, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pela opinião, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Há, porém, uma coisa que os pode distinguir – o uso dos silogismos.
Entrementes, a fancaria vai ocupando as prateleiras da loja.
26/07/2011
Vibração
Numa sociedade toda virada para a protecção aos idosos e às crianças e o mais que se sabe, estranha-se que a essa protecção se sobreponha o politicamente correcto que fecha os ouvidos e os sensores aos carros dos Cro-Magnon que emitem vibrações – há quem ache que é música – capaz de fazer disparar os alarmes dos outros automóveis.
Não se consegue explicar a um Cro-Magnon aquilo que os medievais descobriram, quanto mais...
Se não fôr de multa pesada e carro apreendido, não há solução.
Numa sociedade toda virada para a protecção aos idosos e às crianças e o mais que se sabe, estranha-se que a essa protecção se sobreponha o politicamente correcto que fecha os ouvidos e os sensores aos carros dos Cro-Magnon que emitem vibrações – há quem ache que é música – capaz de fazer disparar os alarmes dos outros automóveis.
Não se consegue explicar a um Cro-Magnon aquilo que os medievais descobriram, quanto mais...
Se não fôr de multa pesada e carro apreendido, não há solução.
Preocupação
Um mero acaso levou-me a tropeçar no gráfico segunte.

Tendo em conta uma certa intuição maligna, a coisa é preocupante.
Um mero acaso levou-me a tropeçar no gráfico segunte.

Tendo em conta uma certa intuição maligna, a coisa é preocupante.
25/07/2011
Questões essenciais
Se eu vou sózinho sentado a estibordo da traineira, vendo o mar de Angola passar-me à frente, ondulando, ele o mar para Norte, há alguma razão para que eu não conheça já o patrão da embarcação?
Há alguma razão para que eu não o possa ver, num outro quadro, sem que me passe pelo sonho a ideia de me levantar e dizer para quem não me ouvia: Deixa lá ver se neste sonho conheço mais alguém. O patrão, por exemplo. Só dele supunha conhecimento uma vez que o barco se movia e tinha rumo.
Levantei-me e desci à cabine.
Era um velhote com boné de marinheiro, óculos de massa e duas grossas lentes, uma delas rachada e colada com fita adesiva. Pouco mais do que me ignorou.
Tripulação não vi. Mas vi a bela cujo dono se apressou a beijá-la ao pressentir os meus instintos. E mais uns quantos que compunham o quadro. Sem serem vistos.
Se eu vou sózinho sentado a estibordo da traineira, vendo o mar de Angola passar-me à frente, ondulando, ele o mar para Norte, há alguma razão para que eu não conheça já o patrão da embarcação?
Há alguma razão para que eu não o possa ver, num outro quadro, sem que me passe pelo sonho a ideia de me levantar e dizer para quem não me ouvia: Deixa lá ver se neste sonho conheço mais alguém. O patrão, por exemplo. Só dele supunha conhecimento uma vez que o barco se movia e tinha rumo.
Levantei-me e desci à cabine.
Era um velhote com boné de marinheiro, óculos de massa e duas grossas lentes, uma delas rachada e colada com fita adesiva. Pouco mais do que me ignorou.
Tripulação não vi. Mas vi a bela cujo dono se apressou a beijá-la ao pressentir os meus instintos. E mais uns quantos que compunham o quadro. Sem serem vistos.
Doença auto-imune
Confesso que esta designação sempre me pareceu um pouco dúbia. Talvez escarafunchando um pouco no dicionário se conseguisse uma designação mais conforme com o conceito.
Isto para dizer que, ao que parece, não se tratou em Oslo de infecção exógena mas de doença auto-imune.
Num caso ou noutro, trata-se de um organismo que se debate com patologias a que se deve dar atenção.
Confesso que esta designação sempre me pareceu um pouco dúbia. Talvez escarafunchando um pouco no dicionário se conseguisse uma designação mais conforme com o conceito.
Isto para dizer que, ao que parece, não se tratou em Oslo de infecção exógena mas de doença auto-imune.
Num caso ou noutro, trata-se de um organismo que se debate com patologias a que se deve dar atenção.
24/07/2011
Referenciais de inércia
Uma coisa que me deixa curioso é que tipo de algoritmos usam os tipos que fazem as contas dos atrasos, ao longo da corrida, no ciclismo.
Não me parece que seja tão simples como fixar as coordenadas de um ponto P e ver quanto tempo demora o ciclista B a passar por lá depois do ciclista A.
Uma coisa que me deixa curioso é que tipo de algoritmos usam os tipos que fazem as contas dos atrasos, ao longo da corrida, no ciclismo.
Não me parece que seja tão simples como fixar as coordenadas de um ponto P e ver quanto tempo demora o ciclista B a passar por lá depois do ciclista A.
Ganhou o Cadelo
No ciclismo, os nomes são tudo.
Jorge Corvo, Van Impe, Fernando Escartín, Davide Rebellin, Vidal Fitas, Cadel Evans. Para não maçar os meus leitores com uma lista exaustiva.
Este ano, acabo por ver um dos meus favoritos no ponto mais alto, ali à sombra do Arco do Triunfo.
É façanha, para quem escolhe pela sonoridade!

imagem do site do Tour
No ciclismo, os nomes são tudo.
Jorge Corvo, Van Impe, Fernando Escartín, Davide Rebellin, Vidal Fitas, Cadel Evans. Para não maçar os meus leitores com uma lista exaustiva.
Este ano, acabo por ver um dos meus favoritos no ponto mais alto, ali à sombra do Arco do Triunfo.
É façanha, para quem escolhe pela sonoridade!

imagem do site do Tour
23/07/2011
Os factos e as opiniões
Não sei por quê mas não me cheira que a Estação da Funcheira tenha sido inaugurada há exactos cem anos.
Creio que será cerca de cinco a dez anos mais nova.
Matéria de facto, susceptível de controvérsia quando a minha ignorância preenche os espaços quase todos.
Ora o Diário do Alentejo que faz referência a uma história que ouvi contar diversas vezes e que situo essa sim há cerca de cem anos, vem sustentar as minhas dúvidas. Há exactos cem anos passou-se qualquer coisa. Mas não foi decerto a inauguração da estação, estou capaz de apostar.
N’A Capital nem uma linha. Na véspera desse dia e nos dias seguintes.

espólio Campos Vilhena - postal ilustrado (autor e editor desconhecidos)
Não sei por quê mas não me cheira que a Estação da Funcheira tenha sido inaugurada há exactos cem anos.
Creio que será cerca de cinco a dez anos mais nova.
Matéria de facto, susceptível de controvérsia quando a minha ignorância preenche os espaços quase todos.
Ora o Diário do Alentejo que faz referência a uma história que ouvi contar diversas vezes e que situo essa sim há cerca de cem anos, vem sustentar as minhas dúvidas. Há exactos cem anos passou-se qualquer coisa. Mas não foi decerto a inauguração da estação, estou capaz de apostar.
N’A Capital nem uma linha. Na véspera desse dia e nos dias seguintes.

espólio Campos Vilhena - postal ilustrado (autor e editor desconhecidos)
22/07/2011
Terrorismo
A Europa não está preparada para lidar com infecções.
Trata o terrorismo com demasiado espalhafato e sem medidas sérias para o prevenir.
Como alguém que tem um panarício motivado por um exposição permanente a cortes infectos e sai para a rua aos berros e de mãos na cabeça.
O mesmo espalhafato que fariam vizinhos, familiares e amigos presentes se se tratasse de um caso com prognóstico de morte a curto prazo.
Que o terrorismo é uma infecção devida a agentes externos infiltrados e decididos a causarem dano, não me restam dúvidas.
Talvez fosse altura de tomar algumas precauções profilácticas. De procurar identificar os agentes infecciosos mais a sério e eliminá-los. Sem muito barulho.
Post Scriptum: A tentativa que aparentemente foi tentada em Portugal dias atrás coincide em grande parte com os meus receios.
A Europa não está preparada para lidar com infecções.
Trata o terrorismo com demasiado espalhafato e sem medidas sérias para o prevenir.
Como alguém que tem um panarício motivado por um exposição permanente a cortes infectos e sai para a rua aos berros e de mãos na cabeça.
O mesmo espalhafato que fariam vizinhos, familiares e amigos presentes se se tratasse de um caso com prognóstico de morte a curto prazo.
Que o terrorismo é uma infecção devida a agentes externos infiltrados e decididos a causarem dano, não me restam dúvidas.
Talvez fosse altura de tomar algumas precauções profilácticas. De procurar identificar os agentes infecciosos mais a sério e eliminá-los. Sem muito barulho.
Post Scriptum: A tentativa que aparentemente foi tentada em Portugal dias atrás coincide em grande parte com os meus receios.
Comentários
Já não é a primeira vez que a cópia de disparates ouvidos da boca dos especialistas em ciclismo me causa saudades de David Duffield, o comentador do Eurosport.
Por cá, havia Francisco Figueiredo que, tal como Duffield, não levava demasiado a sério a parte da competição e se perdia em comentários verdadeiramente interessantes como os pratos típicos da zona, os pontos de interesse, enquanto não relembrava histórias antigas de ciclismo.
Estes não.
Metem-se a fazer diagnósticos e prognósticos com métodos infantis de observação e de raciocínio.
Usam depois uns axiomas do ciclismo que, postos à prova, nunca se verificaram verdadeiros.
Mas que persistem, apesar de negados.
Já não é a primeira vez que a cópia de disparates ouvidos da boca dos especialistas em ciclismo me causa saudades de David Duffield, o comentador do Eurosport.
Por cá, havia Francisco Figueiredo que, tal como Duffield, não levava demasiado a sério a parte da competição e se perdia em comentários verdadeiramente interessantes como os pratos típicos da zona, os pontos de interesse, enquanto não relembrava histórias antigas de ciclismo.
Estes não.
Metem-se a fazer diagnósticos e prognósticos com métodos infantis de observação e de raciocínio.
Usam depois uns axiomas do ciclismo que, postos à prova, nunca se verificaram verdadeiros.
Mas que persistem, apesar de negados.
21/07/2011
Pestana
É o que se chama abrir (parte d)a pestana.
Mesmo que não se perceba o que é uma parte num conceito. Nem que se veja como é possível abrir um cabelo de forma expedita.
Mas houve qualquer coisa que caiu naquela reunião em Bruxelas – a moeda, talvez. A taxa, digo.
É o que se chama abrir (parte d)a pestana.
Mesmo que não se perceba o que é uma parte num conceito. Nem que se veja como é possível abrir um cabelo de forma expedita.
Mas houve qualquer coisa que caiu naquela reunião em Bruxelas – a moeda, talvez. A taxa, digo.
Буран
Ao encerrar o ciclo de exploração espacial do programa Space Shuttle (40% de perdas – dois veículos em cinco), a NASA enterra também o esquecido Buran, réplica soviética pouco à altura, no puro sentido dimensional do termo.

emblema retirado do site da NASA
* descontando o Enterprise que não fez voos espaciais
Ao encerrar o ciclo de exploração espacial do programa Space Shuttle (40% de perdas – dois veículos em cinco), a NASA enterra também o esquecido Buran, réplica soviética pouco à altura, no puro sentido dimensional do termo.

emblema retirado do site da NASA
* descontando o Enterprise que não fez voos espaciais
20/07/2011
Uma parte da questão
O Pingo Doce acaba de arrumar uma parte da questão.
O remanescente remanesce.
Mendel, diz o Google hoje.
Mendelssohn
Mandelbrot
Acrescento.
O Pingo Doce acaba de arrumar uma parte da questão.
O remanescente remanesce.
Mendel, diz o Google hoje.
Mendelssohn
Mandelbrot
Acrescento.
19/07/2011
Macário
Quais serão as palavras que estão entre a compreensão de Macário Correia pela introdução de portagens na Via Infante de Sagres e a sua posição de eventual comparência numa manifestação contra a dita introdução?
Isto a julgar pelos trechos que a RTP revelou de uma sua comunicação.
Quais serão as palavras que estão entre a compreensão de Macário Correia pela introdução de portagens na Via Infante de Sagres e a sua posição de eventual comparência numa manifestação contra a dita introdução?
Isto a julgar pelos trechos que a RTP revelou de uma sua comunicação.
18/07/2011
Apreensão
Acho que se tornou um passatempo nas mesas da Mexicana a partir da manhã em que o jornal “O Dia” passou a ter como título de 1ª página “Criança de 71 anos...”
Nessa altura, era apenas o maior ou menor jeito para desenhar letras de imprensa e intercalá-las, justapô-las onde fosse.
Hoje, é tudo muito mais fácil. Já não dá é para exibir o jornal e provocar caras de espanto nos circunstantes que espreitavam as gordas do jornal do vizinho.

página do Correio da Manhã manifestamente roubada ao Templário.
Acho que se tornou um passatempo nas mesas da Mexicana a partir da manhã em que o jornal “O Dia” passou a ter como título de 1ª página “Criança de 71 anos...”
Nessa altura, era apenas o maior ou menor jeito para desenhar letras de imprensa e intercalá-las, justapô-las onde fosse.
Hoje, é tudo muito mais fácil. Já não dá é para exibir o jornal e provocar caras de espanto nos circunstantes que espreitavam as gordas do jornal do vizinho.

página do Correio da Manhã manifestamente roubada ao Templário.
17/07/2011
Impostos, taxas, contribuições, portagens e derramas
Grande parte da discussão sobre o orçamento é sobre a forma como o pagode vai pagar – se é por multibanco, por cheque, por letra ou em moedas.
A discussão sobre a utilidade das coisas que ele paga essa é que tem que ser sempre abafada.
Porque o dinheiro é preciso. Já.
Grande parte da discussão sobre o orçamento é sobre a forma como o pagode vai pagar – se é por multibanco, por cheque, por letra ou em moedas.
A discussão sobre a utilidade das coisas que ele paga essa é que tem que ser sempre abafada.
Porque o dinheiro é preciso. Já.
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