14/06/2012
13/06/2012
Os emocionistas
Os emocionistas não reflectem, não usam a cabeça e falham na parte racional das coisas. É possível que beneficiem de melhores resultados na parte emocional das coisas. Não o sabemos.
Não o sabemos como não sabemos identificar uma e outra na mente. Embora saibamos que há coisas que a razão nos ajuda a resolver, criar e operar uma máquina simples como exemplo básico.
Os emocionistas fazem cálculos com base no que lhes parece, no que sentem, não com um lápis e um papel. É como se pedíssemos a conta ao Manel do café e ele dissesse, mirando a quantidade de minis, de alcagoitas e de pratos de caracóis, que são cento e vinte mirréis.
É nessa base que alguns deles preferem a vitória da Alemanha no jogo que ora decorre.
Não fizeram as contas.
Os emocionistas não reflectem, não usam a cabeça e falham na parte racional das coisas. É possível que beneficiem de melhores resultados na parte emocional das coisas. Não o sabemos.
Não o sabemos como não sabemos identificar uma e outra na mente. Embora saibamos que há coisas que a razão nos ajuda a resolver, criar e operar uma máquina simples como exemplo básico.
Os emocionistas fazem cálculos com base no que lhes parece, no que sentem, não com um lápis e um papel. É como se pedíssemos a conta ao Manel do café e ele dissesse, mirando a quantidade de minis, de alcagoitas e de pratos de caracóis, que são cento e vinte mirréis.
É nessa base que alguns deles preferem a vitória da Alemanha no jogo que ora decorre.
Não fizeram as contas.
Antigamente tínhamos 20 anos*

Manjerico roubado aqui. Sem a quadra.
*frase roubada a uma senhora que foi certa vez entrevistada na rua por um canal de televisão e que eu já deturpei por minha vez, escrevendo tínhamos todos 18 anos.

Manjerico roubado aqui. Sem a quadra.
*frase roubada a uma senhora que foi certa vez entrevistada na rua por um canal de televisão e que eu já deturpei por minha vez, escrevendo tínhamos todos 18 anos.
12/06/2012
Lotaria
Os números. Normalmente são aqueles que com eles, os números, menos convivência tiveram que mais com eles enchem a boca.
É o que acontece com os humanos, regra geral, diz o ditado. Nada pois a assinalar.
Os números, vistos como um palácio, dão origem a esta coisa singela que é a estação dos correios travestir-se de loja dos trezentos.
Os números terão dito que ene lojas em pê lugares, constituiriam uma rede que se não poderia desaproveitar para fazer outros negócios. Ideia peregrina que a nenhum sapateiro tinha ocorrido, pois se assim fosse haveriam de vender rabecões. Tal como os padeiros venderiam castanholas e nas farmácias se poderiam encontrar os últimos cd de música pimba.
Foi portanto uma ideia genial e sem rival nos outros ramos de negócio, apesar de tabacos, jornais e revistas terem durante muitos anos convivido com cafés, bombas de gasolina, estações de comboio, portos e aeroportos.
Esta ideia genial das duas, uma: ou é irrelevante como negócio e põe à prova a capacidade de lidar com números de quem teve tal ideia ou é um sucesso e faz com que quem tem qualquer assunto a tratar nos correios tenha que esperar na fila por quem vai comprar o cachecol da selecção, o último êxito dos prosadores lusos ou uma linda recordação para oferecer à Mimi.
Não se sabendo qual dos casos é, a empresa que fornece as senhas de espera, em vez da hora prevista de atendimento ou do tempo de espera mais provável, coloca a seguinte palavra: LOTARIA.
Aqui também das duas uma, ou é um desabafo do programador que, inadvertidamente, se vê impresso nas senhas, dando a ideia de que calcular o tempo de espera é o mesmo que acertar na lotaria ou se trata de uma forma subliminar de levar o freguês a jogar num dos jogos da Santa Casa, o que decerto em breve se poderá fazer ao balcão, se é que já não se faz.
São os números. Da lotaria.
Os números. Normalmente são aqueles que com eles, os números, menos convivência tiveram que mais com eles enchem a boca.
É o que acontece com os humanos, regra geral, diz o ditado. Nada pois a assinalar.
Os números, vistos como um palácio, dão origem a esta coisa singela que é a estação dos correios travestir-se de loja dos trezentos.
Os números terão dito que ene lojas em pê lugares, constituiriam uma rede que se não poderia desaproveitar para fazer outros negócios. Ideia peregrina que a nenhum sapateiro tinha ocorrido, pois se assim fosse haveriam de vender rabecões. Tal como os padeiros venderiam castanholas e nas farmácias se poderiam encontrar os últimos cd de música pimba.
Foi portanto uma ideia genial e sem rival nos outros ramos de negócio, apesar de tabacos, jornais e revistas terem durante muitos anos convivido com cafés, bombas de gasolina, estações de comboio, portos e aeroportos.
Esta ideia genial das duas, uma: ou é irrelevante como negócio e põe à prova a capacidade de lidar com números de quem teve tal ideia ou é um sucesso e faz com que quem tem qualquer assunto a tratar nos correios tenha que esperar na fila por quem vai comprar o cachecol da selecção, o último êxito dos prosadores lusos ou uma linda recordação para oferecer à Mimi.
Não se sabendo qual dos casos é, a empresa que fornece as senhas de espera, em vez da hora prevista de atendimento ou do tempo de espera mais provável, coloca a seguinte palavra: LOTARIA.
Aqui também das duas uma, ou é um desabafo do programador que, inadvertidamente, se vê impresso nas senhas, dando a ideia de que calcular o tempo de espera é o mesmo que acertar na lotaria ou se trata de uma forma subliminar de levar o freguês a jogar num dos jogos da Santa Casa, o que decerto em breve se poderá fazer ao balcão, se é que já não se faz.
São os números. Da lotaria.
11/06/2012
Mais bola
A tal folha de excel diz que a Croácia e a Espanha estão em vantagem sobre a Itália no grupo C para o apuramento para a fase seguinte. A Irlanda está com 1:6 e fora.
No grupo D, Ucrânia, Inglaterra e França estão a competir pelo lugar. Com a Inglaterra em ligeira vantagem sobre a França e a Ucrânia em ligeira vantagem sobre a Inglaterra. A Suécia está, tal como a Irlanda, com 1:6 e fora.
Ora é preciso ser pago principescamente para mandar chutos para o ar como estes?
A tal folha de excel diz que a Croácia e a Espanha estão em vantagem sobre a Itália no grupo C para o apuramento para a fase seguinte. A Irlanda está com 1:6 e fora.
No grupo D, Ucrânia, Inglaterra e França estão a competir pelo lugar. Com a Inglaterra em ligeira vantagem sobre a França e a Ucrânia em ligeira vantagem sobre a Inglaterra. A Suécia está, tal como a Irlanda, com 1:6 e fora.
Ora é preciso ser pago principescamente para mandar chutos para o ar como estes?
10/06/2012
A imbecilidade ignorante (episódio Θ+5)
O locutor da bola na SIC diz primeiro que o hino espanhol evoca na sua letra o passado colonial e a hispanidade.
Depois, ao não ouvir (ver - os jogadores) ninguém cantar (à excepção do la la la nas bancadas) observa que o hino não foi cantado. Talvez devido à situação que a Espanha atravessa.
Decerto avisado ao ouvido para não dizer enormidades sobre assuntos que desconhece, emendou pior do que sonetou – que o hino espanhol não tendo letra fora cantado em silêncio(!). E que esse silêncio não significaria de facto uma greve sonora ao que se passa no país.
Cito de memória e sem a preocupação de o fazer literalmente.
O que conta é o espírito da asneira.
Talvez ele também desconheça que as tentativas de dotar o hino espanhol de uma letra foram sempre goradas. Ainda há poucos anos atrás voltaram a falar do assunto.
O locutor da bola na SIC diz primeiro que o hino espanhol evoca na sua letra o passado colonial e a hispanidade.
Depois, ao não ouvir (ver - os jogadores) ninguém cantar (à excepção do la la la nas bancadas) observa que o hino não foi cantado. Talvez devido à situação que a Espanha atravessa.
Decerto avisado ao ouvido para não dizer enormidades sobre assuntos que desconhece, emendou pior do que sonetou – que o hino espanhol não tendo letra fora cantado em silêncio(!). E que esse silêncio não significaria de facto uma greve sonora ao que se passa no país.
Cito de memória e sem a preocupação de o fazer literalmente.
O que conta é o espírito da asneira.
Talvez ele também desconheça que as tentativas de dotar o hino espanhol de uma letra foram sempre goradas. Ainda há poucos anos atrás voltaram a falar do assunto.
Actualidades
Revendo um post de há quatro anos.
Qualquer um que tenha uma folha de excel ao dispôr pode calcular o futuro. É o que fazem uns quantos, com o olhómetro grosseiro dito fino e de alto coturno. E fazendo-se pagar bizantinamente por tal.
Pois por mim, dou já apuradas para os quartos de final a Alemanha, a Dinamarca, a Rússia e a Polónia. A minha aposta já está prejudicada.
Tudo isto com contas de um olhómetro a toda a prova, feitas numa folha de excel.
A propósito da data – a escolha dos feriados abolidos ou suspensos no ar (é melhor não dizerem suspensos que tal faz lembrar pontes) não foi justificada numa certa alteração ao Código de Trabalho (ponto 1 do artº 234º) que de uma forma indigna elimina de facto os feriados de 1 de Dezembro e de 5 de Outubro.
Não me pronunciando sobre os feriados religiosos, verifico que a escolha é acentuadamente populista, demagógica. E é talvez por ser envergonhada ou muito pouco ilustrada a dita escolha que é de forma indigna e tenebrosa que se faz publicar tal decisão. Numa alteraçãozinha a um artigo do Código de Trabalho.
Não me dei ao trabalho de ler o rol de condecorados.
Calculo que, uma vez mais, os de pouca fama e muito proveito para a Pátria não tenham incorporado tal rol. E temo que não tenha sido por recusa pessoal mas por foco na fama de quem alinha estes nomes.
Muita parra e pouca uva é o sumo dos três pontos.
Revendo um post de há quatro anos.
Qualquer um que tenha uma folha de excel ao dispôr pode calcular o futuro. É o que fazem uns quantos, com o olhómetro grosseiro dito fino e de alto coturno. E fazendo-se pagar bizantinamente por tal.
Pois por mim, dou já apuradas para os quartos de final a Alemanha, a Dinamarca, a Rússia e a Polónia. A minha aposta já está prejudicada.
Tudo isto com contas de um olhómetro a toda a prova, feitas numa folha de excel.
A propósito da data – a escolha dos feriados abolidos ou suspensos no ar (é melhor não dizerem suspensos que tal faz lembrar pontes) não foi justificada numa certa alteração ao Código de Trabalho (ponto 1 do artº 234º) que de uma forma indigna elimina de facto os feriados de 1 de Dezembro e de 5 de Outubro.
Não me pronunciando sobre os feriados religiosos, verifico que a escolha é acentuadamente populista, demagógica. E é talvez por ser envergonhada ou muito pouco ilustrada a dita escolha que é de forma indigna e tenebrosa que se faz publicar tal decisão. Numa alteraçãozinha a um artigo do Código de Trabalho.
Não me dei ao trabalho de ler o rol de condecorados.
Calculo que, uma vez mais, os de pouca fama e muito proveito para a Pátria não tenham incorporado tal rol. E temo que não tenha sido por recusa pessoal mas por foco na fama de quem alinha estes nomes.
Muita parra e pouca uva é o sumo dos três pontos.
09/06/2012
Já começou a guerra?
É que não me mandarem dizer.
Ouvi e avistei um caça que, apesar do pouco tempo do avistamento, não me pareceu ser um F-16. É claro que posso estar enganado.
Desde que, há mais de duas décadas, fui sobrevoado a muito baixa altitude por dois F-4 com as insígnias dos EUA ali para os lados da Estação de Garvão que não me sentia tão pouco informado.
É que não me mandarem dizer.
Ouvi e avistei um caça que, apesar do pouco tempo do avistamento, não me pareceu ser um F-16. É claro que posso estar enganado.
Desde que, há mais de duas décadas, fui sobrevoado a muito baixa altitude por dois F-4 com as insígnias dos EUA ali para os lados da Estação de Garvão que não me sentia tão pouco informado.
08/06/2012
07/06/2012
05/06/2012
04/06/2012
03/06/2012
James
Foi o J. quem me apresentou os James.
Algum tempo depois de ele o ter feito, conseguiram-se uns bilhetes VIP para a Zambujeira.
Chegou a casa radiante, com um prato de plástico assinado pelos elementos do conjunto.
O prato era o menos, dizia ele, o que contava era ter falado com eles com calma. Um puto que com toda a segurança os interpelava em inglês e a que eles teriam achado piada.
Eu, que nunca fui de ídolos, achei por minha vez piada ao prato de plástico pendurado na parede da casa avoenga.
Entre esse 8 de Agosto de 1999 e o dia de hoje em que os estou a ouver* na televisão parece que passaram dez séculos e não 4561 dias.
Nem sequer sou um homem de músicas. Mas tenho no carro um disco dos James.
*chapeau a José Duarte.
Foi o J. quem me apresentou os James.
Algum tempo depois de ele o ter feito, conseguiram-se uns bilhetes VIP para a Zambujeira.
Chegou a casa radiante, com um prato de plástico assinado pelos elementos do conjunto.
O prato era o menos, dizia ele, o que contava era ter falado com eles com calma. Um puto que com toda a segurança os interpelava em inglês e a que eles teriam achado piada.
Eu, que nunca fui de ídolos, achei por minha vez piada ao prato de plástico pendurado na parede da casa avoenga.
Entre esse 8 de Agosto de 1999 e o dia de hoje em que os estou a ouver* na televisão parece que passaram dez séculos e não 4561 dias.
Nem sequer sou um homem de músicas. Mas tenho no carro um disco dos James.
*chapeau a José Duarte.
02/06/2012
A Raínha
Os ingleses para além de conduzirem ao contrário de toda a gente, têm ainda outras particularidades interessantes: põem o 12 antes do 11 – 12 a.m. são onze horas antes de 11 a.m. e dizem que o jubileu dos 60 anos do reinado de Isabel II é 59 anos depois da coroação e 60 anos e quase quatro meses depois de ter sucedido a seu pai.
Uma coisa é, porém, facto – a menina era bonita.
Estamos ainda suspensos da questão antiga: no final, só restarão cinco raínhas (ou reis): a de paus, a de ouros, a de copas, a de espadas e a de Inglaterra?

Composição: fotografia de Cecil Beaton - Victoria and Albert Museum.
A bandeira é a de Inglaterra porque se trata da Raínha de Inglaterra, não do Canadá, da Escócia, da Austrália ou de quaisquer outros reinos que lhe pertençam.
O brasão de armas foi copiado da página da monarquia britânica.
Os ingleses para além de conduzirem ao contrário de toda a gente, têm ainda outras particularidades interessantes: põem o 12 antes do 11 – 12 a.m. são onze horas antes de 11 a.m. e dizem que o jubileu dos 60 anos do reinado de Isabel II é 59 anos depois da coroação e 60 anos e quase quatro meses depois de ter sucedido a seu pai.
Uma coisa é, porém, facto – a menina era bonita.
Estamos ainda suspensos da questão antiga: no final, só restarão cinco raínhas (ou reis): a de paus, a de ouros, a de copas, a de espadas e a de Inglaterra?

Composição: fotografia de Cecil Beaton - Victoria and Albert Museum.
A bandeira é a de Inglaterra porque se trata da Raínha de Inglaterra, não do Canadá, da Escócia, da Austrália ou de quaisquer outros reinos que lhe pertençam.
O brasão de armas foi copiado da página da monarquia britânica.
31/05/2012
Pip
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
A senhora em casa não ouve este pip? – foi assim que aquele homem me deixou na cabeça o ruído do leitor do código de barras, sôtor.
Juro-lhe, sôtor, que até aquele maldito homem me ter feito aquela pergunta, aquilo não era uma pergunta, era uma praga, sôtor, juro-lhe que nunca tinha ouvido pips de noite nem de dia quando saía da caixa.
Não os ouvia nem me lembrava de tal. Mas quando aquele maldito homem se saiu com aquela, eu até tremi, sôtor, parece que adivinhava já a maldição.
E agora, sôtor, que é que eu faço?
Pip!
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
A senhora em casa não ouve este pip?
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
Pip! Pip! Pip!
A senhora em casa não ouve este pip? – foi assim que aquele homem me deixou na cabeça o ruído do leitor do código de barras, sôtor.
Juro-lhe, sôtor, que até aquele maldito homem me ter feito aquela pergunta, aquilo não era uma pergunta, era uma praga, sôtor, juro-lhe que nunca tinha ouvido pips de noite nem de dia quando saía da caixa.
Não os ouvia nem me lembrava de tal. Mas quando aquele maldito homem se saiu com aquela, eu até tremi, sôtor, parece que adivinhava já a maldição.
E agora, sôtor, que é que eu faço?
Pip!
É infantil, pois
Hoje deu-me para cogitações sobre a idade mental da internet. Seja lá isso o que fôr, meça-se lá isso como se medir (que é sempre mal).
Ocorreram-me milhentas entradas no blogue feitas através de motores de busca, das quais dei aqui devida nota no tempo em que as escrutinei.
Nos dois artigos à cabeça da minha pesquisa* o valor é de 7 e de 12 anos.
Atendendo à percentagem detectada por mim de pesquisas cuja irracionalidade é, nos meus avisados e complicados cálculos a olhómetro, incompatível com o uso da escrita, inclino-me para a parte inferior do intervalo balizado por aqueles valores.
* reporta-se ao momento anterior à data e hora do post
Hoje deu-me para cogitações sobre a idade mental da internet. Seja lá isso o que fôr, meça-se lá isso como se medir (que é sempre mal).
Ocorreram-me milhentas entradas no blogue feitas através de motores de busca, das quais dei aqui devida nota no tempo em que as escrutinei.
Nos dois artigos à cabeça da minha pesquisa* o valor é de 7 e de 12 anos.
Atendendo à percentagem detectada por mim de pesquisas cuja irracionalidade é, nos meus avisados e complicados cálculos a olhómetro, incompatível com o uso da escrita, inclino-me para a parte inferior do intervalo balizado por aqueles valores.
* reporta-se ao momento anterior à data e hora do post
30/05/2012
Risco sísmico
Em Itália discutem-se duas questões. O objectivo último destas discussões é encontrar os culpados, como reza a História.
A primeira é se sim ou não a região da Emília Romana está bem catalogada quanto ao risco sísmico.
A segunda é se os edifícios estão ou não calculados e construídos de acordo com as normas anti-sísmicas decorrentes do risco.

zona epicentral sobre o mapa de risco sísmico do INGV de Itália
Voltando a casa, duas questões:
Está o risco sísmico catalogado no território português de acordo com as mais recentes observações?
As normas anti-sísmicas são observadas na construção civil?
Um destes dias, desenvolverei o tema. Espero que não a propósito.
Nota: mapa substituído cerca das 23:55
Em Itália discutem-se duas questões. O objectivo último destas discussões é encontrar os culpados, como reza a História.
A primeira é se sim ou não a região da Emília Romana está bem catalogada quanto ao risco sísmico.
A segunda é se os edifícios estão ou não calculados e construídos de acordo com as normas anti-sísmicas decorrentes do risco.

zona epicentral sobre o mapa de risco sísmico do INGV de Itália
Voltando a casa, duas questões:
Está o risco sísmico catalogado no território português de acordo com as mais recentes observações?
As normas anti-sísmicas são observadas na construção civil?
Um destes dias, desenvolverei o tema. Espero que não a propósito.
Nota: mapa substituído cerca das 23:55
29/05/2012
27/05/2012
26/05/2012
A ordem natural das coisas

Passando hoje junto a um cais num pequeno lago onde se encontravam amarrados nove barcos de passeio numerados em ordem diferente da natural, lembrei aos meus companheiros que nós, no outro tempo, haveríamos de os pôr em ordem depois de uma noitada.
Alguns minutos antes, porém, tinha eu já invertido a ordem natural das coisas: adquirira uma belíssima andorinha de louça para pendurar aqui no escritório. Fizera-o fora de ordem, antes do Cristo-Rei de plástico e da buzina de bexiga.

Passando hoje junto a um cais num pequeno lago onde se encontravam amarrados nove barcos de passeio numerados em ordem diferente da natural, lembrei aos meus companheiros que nós, no outro tempo, haveríamos de os pôr em ordem depois de uma noitada.
Alguns minutos antes, porém, tinha eu já invertido a ordem natural das coisas: adquirira uma belíssima andorinha de louça para pendurar aqui no escritório. Fizera-o fora de ordem, antes do Cristo-Rei de plástico e da buzina de bexiga.
24/05/2012
São Cristóvão sem o Weekend de Godard

fotografia de Armando Serôdio depositada no Arquivo Municipal de Lisboa sob a cota PT/AMLSB/SER/S06294
E, de facto, ontem voltei atrás por me ter esquecido da carteira em casa.

fotografia de Armando Serôdio depositada no Arquivo Municipal de Lisboa sob a cota PT/AMLSB/SER/S06294
E, de facto, ontem voltei atrás por me ter esquecido da carteira em casa.
23/05/2012
São Cristóvão e o Weekend de Godard
Há muitos anos que não chegava, com a protecção de São Cristóvão, um pouco atrasado a dois acidentes graves.
Aconteceu esta tarde entre a E.N. 117 e a E.N. 9, caminho de Mafra.
Lembrei-me do Weekend de Godard enquanto entrava a pé numa oficina de pneus, explicando que o carro estava do outro lado do corte de estrada.
Talvez por ter à minha frente, à espera de ser atendido, um extraordinário vendedor ambulante de pneus.

trecho da carta militar do IGEOE
Há muitos anos que não chegava, com a protecção de São Cristóvão, um pouco atrasado a dois acidentes graves.
Aconteceu esta tarde entre a E.N. 117 e a E.N. 9, caminho de Mafra.
Lembrei-me do Weekend de Godard enquanto entrava a pé numa oficina de pneus, explicando que o carro estava do outro lado do corte de estrada.
Talvez por ter à minha frente, à espera de ser atendido, um extraordinário vendedor ambulante de pneus.

trecho da carta militar do IGEOE
22/05/2012
20/05/2012
Inseguro é o Estádio Nacional (III)
Temo que, a acrescentar às reafirmadas más condições de segurança do Estádio Nacional, venha o facto de o vento por vezes ali mudar de direcção sem avisar.
Quanto ao jogo, confesso que contava ver um espectáculo interessante, movimentado.
Nada disso.
Não me parece mal que a Académica esteja na frente.
Temo que, a acrescentar às reafirmadas más condições de segurança do Estádio Nacional, venha o facto de o vento por vezes ali mudar de direcção sem avisar.
Quanto ao jogo, confesso que contava ver um espectáculo interessante, movimentado.
Nada disso.
Não me parece mal que a Académica esteja na frente.
18/05/2012
17/05/2012
16/05/2012
Básico
Diz o ministro Relvas que dispõe de um telemóvel básico que por básico ser não permite uma correspondência muito acentuada (aos 0:22 desta peça). Esta argumentação e esta lógica fazem-me lembrar alguém.
Diz o ministro Relvas que dispõe de um telemóvel básico que por básico ser não permite uma correspondência muito acentuada (aos 0:22 desta peça). Esta argumentação e esta lógica fazem-me lembrar alguém.
15/05/2012
Outra vez o relâmpago
As comadres mais atrasadas do mundo rural não diriam melhor: atingido por um relâmpago [o avião em que Hollande seguia para Berlim, segundo a abertura do Telejornal da RTP].
Talvez a palavra raio tenha sido proscrita como tantas outras.
Um dia destes será talvez motivo de procedimento criminal proferi-la, quem sabe?
Estas criaturas continuam a não distinguir entre o relâmpago que é o clarão emitido e o raio que é a descarga eléctrica.
Podemos é claro considerar (e bem) que raio, relâmpago e trovão são um e um só fenómeno.
As suas diferentes manifestações nos nossos sentidos é que são distintas.
Aí, também não há razão para não dizer que foi atingido por um trovão. Como já foi uso.
O facto é que todos fomos atingidos por relâmpagos e trovões sempre que estivemos em presença de uma trovoada. Os que foram atingidos por raios raramente escaparam para contar.
Thor não quis o homem em Berlim?
As comadres mais atrasadas do mundo rural não diriam melhor: atingido por um relâmpago [o avião em que Hollande seguia para Berlim, segundo a abertura do Telejornal da RTP].
Talvez a palavra raio tenha sido proscrita como tantas outras.
Um dia destes será talvez motivo de procedimento criminal proferi-la, quem sabe?
Estas criaturas continuam a não distinguir entre o relâmpago que é o clarão emitido e o raio que é a descarga eléctrica.
Podemos é claro considerar (e bem) que raio, relâmpago e trovão são um e um só fenómeno.
As suas diferentes manifestações nos nossos sentidos é que são distintas.
Aí, também não há razão para não dizer que foi atingido por um trovão. Como já foi uso.
O facto é que todos fomos atingidos por relâmpagos e trovões sempre que estivemos em presença de uma trovoada. Os que foram atingidos por raios raramente escaparam para contar.
Thor não quis o homem em Berlim?
14/05/2012
Explicar
Explicar ao jornalista médio que as coisas não são assim tão fáceis como rasgar uma ponta ou apôr um carimbo quando tal não será feito a todas as notas semelhantes e a todas as moedas (um cunho extra) em circulação legal não é de facto fácil.
Ver a notícia a partir dos 1:47.

imagem da Sky News
Nota: a nota rasgada é portuguesa (tem a letra M).
Explicar ao jornalista médio que as coisas não são assim tão fáceis como rasgar uma ponta ou apôr um carimbo quando tal não será feito a todas as notas semelhantes e a todas as moedas (um cunho extra) em circulação legal não é de facto fácil.
Ver a notícia a partir dos 1:47.

imagem da Sky News
Nota: a nota rasgada é portuguesa (tem a letra M).
13/05/2012
12/05/2012
Da bola
Sporting abaixo da média, Porto e Benfica acima da média.



Percentagens referentes a dois pontos por jogo e ponderadas de acordo com o número de jogos por época.
webliografia: http://desportoluso.no.sapo.pt/(Jorge Miguel Teixeira)
Sporting abaixo da média, Porto e Benfica acima da média.



Percentagens referentes a dois pontos por jogo e ponderadas de acordo com o número de jogos por época.
webliografia: http://desportoluso.no.sapo.pt/(Jorge Miguel Teixeira)
Notas secas
Aguardo a indicação da fórmula de conhecer a data da feira de Garvão a partir de agora. Procurei, procurei e nada encontrei.
No ano passado, a ilustre vereação da Câmara Municipal de Ourique (com voto contra de José Raúl dos Santos) deliberou mudar a feira para o fim de semana seguinte à data da tradição. Porque ao fim-de-semana era melhor e já não coincidia com o desmanchar da Ovibeja. E o ter sido a C.M.O. a deliberar sobre tal assunto, dá a perceber que Garvão perdeu a soberania sobre o evento.
Este ano foi novamente alterada – embora na página da C.M.O. ainda figurem as datas de 9,10 e 11 de Maio, o que deixa entender que não há critério substituto.
Como se tem tratado de navegação à vista, cumpre saber se continuará a data de uma das feiras mais antigas da Nação a ser decidida aos trambolhões ou se haverá um critério, qualquer que seja, que permita saber antecipadamente quando é.
Se é ao fim-de-semana, em qual deles é? Se calha sobre a Ovibeja, muda-se ou não?
Eles lá na ilustre vereação parece que não sabem. Eu também não.
O presidente eleito da República Francesa não tardará, assim se diz, à chamada a Berlim.
A ver vamos se continua a subserviência protagonizada por Sarkozy. As aparências, sendo sabido que às vezes iludem, não são auspiciosas. Mais do mesmo?
Por um acaso, e posso dizer que se trata de um acaso, tenho à bica umas leituras sobre e à roda de Fátima, ficção, ensaios críticos, apologias, há de tudo um pouco na mesa de cabeceira.
Aguardo a indicação da fórmula de conhecer a data da feira de Garvão a partir de agora. Procurei, procurei e nada encontrei.
No ano passado, a ilustre vereação da Câmara Municipal de Ourique (com voto contra de José Raúl dos Santos) deliberou mudar a feira para o fim de semana seguinte à data da tradição. Porque ao fim-de-semana era melhor e já não coincidia com o desmanchar da Ovibeja. E o ter sido a C.M.O. a deliberar sobre tal assunto, dá a perceber que Garvão perdeu a soberania sobre o evento.
Este ano foi novamente alterada – embora na página da C.M.O. ainda figurem as datas de 9,10 e 11 de Maio, o que deixa entender que não há critério substituto.
Como se tem tratado de navegação à vista, cumpre saber se continuará a data de uma das feiras mais antigas da Nação a ser decidida aos trambolhões ou se haverá um critério, qualquer que seja, que permita saber antecipadamente quando é.
Se é ao fim-de-semana, em qual deles é? Se calha sobre a Ovibeja, muda-se ou não?
Eles lá na ilustre vereação parece que não sabem. Eu também não.
O presidente eleito da República Francesa não tardará, assim se diz, à chamada a Berlim.
A ver vamos se continua a subserviência protagonizada por Sarkozy. As aparências, sendo sabido que às vezes iludem, não são auspiciosas. Mais do mesmo?
Por um acaso, e posso dizer que se trata de um acaso, tenho à bica umas leituras sobre e à roda de Fátima, ficção, ensaios críticos, apologias, há de tudo um pouco na mesa de cabeceira.
08/05/2012
Notícias
Tanto a SIC como a TVI (a RTP não sei) repetiram o mesmo disparate que alguém lhes transmitiu: Sarkozy foi o primeiro presidente da denominada V República Francesa a não ser reeleito.
Mais um dos tais sinais de que o mundo começou quando os jornalistas nasceram. E que, para além disso, não têm quem lhes corrija a mão.
Houve ainda uma parte especialmente anedótica na SICN pouco depois dos resultados provisórios terem sido divulgados. O jornalista de serviço disse qualquer coisa que soou como ... [a informação] que nos chega de França é demasiado informativa, resume-se a números, ainda não há reacções aos resultados, pelo que não se conseguem tirar ilações.
Tanto a SIC como a TVI (a RTP não sei) repetiram o mesmo disparate que alguém lhes transmitiu: Sarkozy foi o primeiro presidente da denominada V República Francesa a não ser reeleito.
Mais um dos tais sinais de que o mundo começou quando os jornalistas nasceram. E que, para além disso, não têm quem lhes corrija a mão.
Houve ainda uma parte especialmente anedótica na SICN pouco depois dos resultados provisórios terem sido divulgados. O jornalista de serviço disse qualquer coisa que soou como ... [a informação] que nos chega de França é demasiado informativa, resume-se a números, ainda não há reacções aos resultados, pelo que não se conseguem tirar ilações.
07/05/2012
Campanhas
A campanha que dita que toda a gente deve ler pela cartilha das alterações climáticas ou ambientais é das que mais sucesso teve nos últimos tempos, a par da que fez baixar significativamente o consumo de tabaco.
Vê-se e ouve-se que a mole acredita em qualquer coisa que seja designada dessa forma. E não há nada mais irredutível do que um crente. Para um crente tudo tem ou pode ter como prima causa o seu alvo de crença.
Vem isto a propósito de entrevistas televisivas urbanas de rua feitas na assunção de que a temperatura, conforme é anunciado, vai subir significativamente para o final desta semana.
Todos os anos, sem excepção, desde que me lembro de ser gente que ouço que o tempo já não é como era dantes.
Nunca percebi onde é que acabava ou começava esse dantes. A verdade é que, de facto, o tempo já não é como era dantes. O tempo, o outro, o que passa, dita que assim seja. Para o tempo, o tal, o que faz, e para tudo o mais.
Razão teve aquela senhora que ao ser interpelada na rua, a propósito de qualquer coisa que não vem ao caso, proferiu a mais singela das sentenças: “Antigamente tínhamos todos dezoito anos!”
É tão raro ouvir algo tão terra-a-terra e tão certeiro nas entrevistas aos chamados urbanos.

carta de previsão do ECMWF para 12 de Maio
A campanha que dita que toda a gente deve ler pela cartilha das alterações climáticas ou ambientais é das que mais sucesso teve nos últimos tempos, a par da que fez baixar significativamente o consumo de tabaco.
Vê-se e ouve-se que a mole acredita em qualquer coisa que seja designada dessa forma. E não há nada mais irredutível do que um crente. Para um crente tudo tem ou pode ter como prima causa o seu alvo de crença.
Vem isto a propósito de entrevistas televisivas urbanas de rua feitas na assunção de que a temperatura, conforme é anunciado, vai subir significativamente para o final desta semana.
Todos os anos, sem excepção, desde que me lembro de ser gente que ouço que o tempo já não é como era dantes.
Nunca percebi onde é que acabava ou começava esse dantes. A verdade é que, de facto, o tempo já não é como era dantes. O tempo, o outro, o que passa, dita que assim seja. Para o tempo, o tal, o que faz, e para tudo o mais.
Razão teve aquela senhora que ao ser interpelada na rua, a propósito de qualquer coisa que não vem ao caso, proferiu a mais singela das sentenças: “Antigamente tínhamos todos dezoito anos!”
É tão raro ouvir algo tão terra-a-terra e tão certeiro nas entrevistas aos chamados urbanos.

carta de previsão do ECMWF para 12 de Maio
06/05/2012
05/05/2012
A ver vamos
Escrevi eu aqui há dias que a única coisa que parecia haver para ver nas presidenciais francesas era se a dita esquerda ultrapassava ou não, somados os votos nos seus candidatos, os 50%.
Pois bem, ficou aquém e nem sequer superou os resultados de 2002 quando quase caiu a Torre Eiffel.
Aparentemente, todas as sondagens dão a vitória a Hollande, numa senda de inquéritos percorrida desde há muito.
Mas eu é que retiro o que disse.
Há mais qualquer coisa para ver do que aquilo que já se viu.
Escrevi eu aqui há dias que a única coisa que parecia haver para ver nas presidenciais francesas era se a dita esquerda ultrapassava ou não, somados os votos nos seus candidatos, os 50%.
Pois bem, ficou aquém e nem sequer superou os resultados de 2002 quando quase caiu a Torre Eiffel.
Aparentemente, todas as sondagens dão a vitória a Hollande, numa senda de inquéritos percorrida desde há muito.
Mas eu é que retiro o que disse.
Há mais qualquer coisa para ver do que aquilo que já se viu.
03/05/2012
O que é bom para a tosse
Há, na dita classe intelectual, uma franja que sabe exactamente o que será um resultado nas eleições francesas bom ou mau para Portugal. Como o sabe em quase todas as eleições e revoluções que ocorrem.
São iniciados na alquimia das vontades e dos sucessos que rivalizam com Blimunda.
Há, na dita classe intelectual, uma franja que sabe exactamente o que será um resultado nas eleições francesas bom ou mau para Portugal. Como o sabe em quase todas as eleições e revoluções que ocorrem.
São iniciados na alquimia das vontades e dos sucessos que rivalizam com Blimunda.
02/05/2012
A curva do Mónaco
A curva do Mónaco entra hoje também para o rol dos acidentes ferroviários.
Mais uma vez se verifica que o nível do jornalismo em estado de crise está uns quantos graus abaixo do jornalismo quotidiano.
É de uma qualidade mesmo abaixo de cão.

imagem da RTP
actualização cerca das 21:00: na animação que a RTP pôs no Telejornal, até os comboios circulam pela direita!
A curva do Mónaco entra hoje também para o rol dos acidentes ferroviários.
Mais uma vez se verifica que o nível do jornalismo em estado de crise está uns quantos graus abaixo do jornalismo quotidiano.
É de uma qualidade mesmo abaixo de cão.

imagem da RTP
actualização cerca das 21:00: na animação que a RTP pôs no Telejornal, até os comboios circulam pela direita!
01/05/2012
Fascínios em Dia de Maio
E o tempo passa, hoje com semelhantes sinais de tormenta, e não lá vou.

fotografia do site da Câmara Municipal de Alcoutim
E o tempo passa, hoje com semelhantes sinais de tormenta, e não lá vou.

fotografia do site da Câmara Municipal de Alcoutim
30/04/2012
Um livro por dia
Há cerca de quatro anos que comecei a registar sistematicamente as entradas de livros.
O grafico das entradas por mês é como segue:

Olhando para ele com a ilusão dos olhos de meteorologista para gráficos de temperatura mas com a realidade dos olhos de boi para palácio, é possível dizer, caso se queira, que há Feira do Livro em Maio. É uma afirmação gratuita como qualquer outra. Que nada prova, nada justifica.
Já a correlação entre a temperatura média em Lisboa* e o número de livros comprados pode dizer-se que é de 0,54**.
Seja como fôr, a média é de 1 livro por dia.
E o despacho de leitura anda acima de 1,95 por semana. Sem chegar aos 2.
* média das temperaturas médias no período 1981-2010 - dados provisórios do IM.
** com o erro advindo dos registos terem tido início a 14 de Junho de 2008.
Há cerca de quatro anos que comecei a registar sistematicamente as entradas de livros.
O grafico das entradas por mês é como segue:

Olhando para ele com a ilusão dos olhos de meteorologista para gráficos de temperatura mas com a realidade dos olhos de boi para palácio, é possível dizer, caso se queira, que há Feira do Livro em Maio. É uma afirmação gratuita como qualquer outra. Que nada prova, nada justifica.
Já a correlação entre a temperatura média em Lisboa* e o número de livros comprados pode dizer-se que é de 0,54**.
Seja como fôr, a média é de 1 livro por dia.
E o despacho de leitura anda acima de 1,95 por semana. Sem chegar aos 2.
* média das temperaturas médias no período 1981-2010 - dados provisórios do IM.
** com o erro advindo dos registos terem tido início a 14 de Junho de 2008.
29/04/2012
A presunção do erro
Tal como os funcionários que atendem ao balcão se convencem de que o freguês nunca sabe do que está a falar nem o que pretende, também eu começo a dar sinais de presumir o erro em tudo o que mexe.
É isto para mim particularmente penoso porque justamente me incomoda muito a presunção do meu erro por parte de quem me atende nos balcões da vida, mesmo antes de eu abrir a boca.
O pior é quando tresleio o que está escrito em letra de imprensa e congemino um erro que não está lá.
Ontem, no mesmo período de um livro vi dois erros crassos.
Ao reler e rever para avaliar a dimensão do disparate escrito, vi claramente visto que não havia ali mais do que uma linguagem equívoca. E que, equívoca que era, propiciava a má interpretação.
Não se tratava de um comum recurso literário.
Era uma escrita escorreita sem armadilhas. Equívoca apenas por ser espontânea em demasia, pareceu-me.
Mas em lado algum havia erro. Erro histórico, que era disso que se tratava.
Erro meu.
Tal como os funcionários que atendem ao balcão se convencem de que o freguês nunca sabe do que está a falar nem o que pretende, também eu começo a dar sinais de presumir o erro em tudo o que mexe.
É isto para mim particularmente penoso porque justamente me incomoda muito a presunção do meu erro por parte de quem me atende nos balcões da vida, mesmo antes de eu abrir a boca.
O pior é quando tresleio o que está escrito em letra de imprensa e congemino um erro que não está lá.
Ontem, no mesmo período de um livro vi dois erros crassos.
Ao reler e rever para avaliar a dimensão do disparate escrito, vi claramente visto que não havia ali mais do que uma linguagem equívoca. E que, equívoca que era, propiciava a má interpretação.
Não se tratava de um comum recurso literário.
Era uma escrita escorreita sem armadilhas. Equívoca apenas por ser espontânea em demasia, pareceu-me.
Mas em lado algum havia erro. Erro histórico, que era disso que se tratava.
Erro meu.
28/04/2012
26/04/2012
Pavilhão hasteado
Demora calma e poucamente
O tempo que em teu rosto
Terno passa,
Porque afagos caem cedo
Nas manhãs em que o Inverno
Duro, grassa.
Chove limbo
De folha seca
Em tarde morna
Se teu rosto tão pequeno
Triste torna.
Suado verão
Sobre o celeiro
Que apoucado
É de modorra,
Deixando leve
Que o teu sorriso
Em mim se morra.
Volta a flor
A namorar
Sobre a janela,
Que assim és tu,
Teu corpo em Maio
Em flor tão bela!
1986
SG, "Dizeres do Sul", 1993
Demora calma e poucamente
O tempo que em teu rosto
Terno passa,
Porque afagos caem cedo
Nas manhãs em que o Inverno
Duro, grassa.
Chove limbo
De folha seca
Em tarde morna
Se teu rosto tão pequeno
Triste torna.
Suado verão
Sobre o celeiro
Que apoucado
É de modorra,
Deixando leve
Que o teu sorriso
Em mim se morra.
Volta a flor
A namorar
Sobre a janela,
Que assim és tu,
Teu corpo em Maio
Em flor tão bela!
1986
SG, "Dizeres do Sul", 1993
25/04/2012
Feminino singular
Um dos mistérios da fé é acreditarmos, os que o fazem, que existe o tal íman que, por muito singular que seja, é todavia feminino em barda.
A experiência de encontrar tais magnetos dá-me ideia que será electrizante até ao fim dos dias.
Para quem a tem e tem consciência de que ele, o magneto, por ser gerado electricamente poderia estar desligado. E não está.
Um dos mistérios da fé é acreditarmos, os que o fazem, que existe o tal íman que, por muito singular que seja, é todavia feminino em barda.
A experiência de encontrar tais magnetos dá-me ideia que será electrizante até ao fim dos dias.
Para quem a tem e tem consciência de que ele, o magneto, por ser gerado electricamente poderia estar desligado. E não está.
24/04/2012
23/04/2012
22/04/2012
Se em 2002
Se em 2002 a parte folclórica da dita esquerda francesa veio para a rua protestar contra os resultados eleitorais, teria hoje ainda mais razão para o fazer.
É que obteve uma percentagem de votos muito semelhante à de 2002.
E viu a candidata dita da extrema-direita obter maior percentagem do que o seu pai obteve então.
Mas tudo está bem porque ao contrário de então não dispersaram os votos de forma a não conseguirem colocar um dos seus candidatos na segunda volta.
É essa a única diferença. Desta vez têm esperança.
Não irão para as ruas autoflagelar-se em desmandos, culpando a democracia de permitir os votos que lhe são aziagos, sem perceberem que o caso era apenas de responsabilidade própria.
Quanto ao que aqui escrevi, a resposta à questão está dada - mais ou menos ao mesmo nível de 2002, assim parece.
Corrigenda (cerca das 9:00 de 23 de Abril): de facto, a percentagem de votos à esquerda é inferior em menos de 1% dos votantes à de 2005. Marie Le Pen obteve mais 1% dos votantes do que Jean-Marie. Ambos os factos corroboram o espírito do post.
Se em 2002 a parte folclórica da dita esquerda francesa veio para a rua protestar contra os resultados eleitorais, teria hoje ainda mais razão para o fazer.
É que obteve uma percentagem de votos muito semelhante à de 2002.
E viu a candidata dita da extrema-direita obter maior percentagem do que o seu pai obteve então.
Mas tudo está bem porque ao contrário de então não dispersaram os votos de forma a não conseguirem colocar um dos seus candidatos na segunda volta.
É essa a única diferença. Desta vez têm esperança.
Não irão para as ruas autoflagelar-se em desmandos, culpando a democracia de permitir os votos que lhe são aziagos, sem perceberem que o caso era apenas de responsabilidade própria.
Quanto ao que aqui escrevi, a resposta à questão está dada - mais ou menos ao mesmo nível de 2002, assim parece.
Corrigenda (cerca das 9:00 de 23 de Abril): de facto, a percentagem de votos à esquerda é inferior em menos de 1% dos votantes à de 2005. Marie Le Pen obteve mais 1% dos votantes do que Jean-Marie. Ambos os factos corroboram o espírito do post.
21/04/2012
Números
A única questão que as presidenciais francesas parecem suscitar é saber se a soma dos votos dos candidatos ditos de esquerda ultrapassa ou não à primeira volta os 50% dos votos expressos.
Na V República, apenas sucedeu uma vez – em 1981, quando Mitterand foi eleito para o primeiro septanato.
Parece pouco provável. Mais provável é que ultrapasse os 45% de 2002, quando a habitual corte de imbecis bradou que a França virara à direita, quando na realidade os votos à esquerda haviam superado em percentagem (45% contra 41%) os obtidos sete anos antes.
Desse brado resultaram os tradicionais desmandos nas ruas.
Observe-se que a esquerda obteve sempre que logrou passar, uma percentagem maior de votos à segunda volta.
Observe-se que a esquerda obteve sempre que logrou passar, uma percentagem maior de votos à segunda volta.
20/04/2012
19/04/2012
Do fim
Haverá quem tenha a necessidade de deixar para os tempos depois da sua morte um legado de segredos.
Um legado que contenha informação desconcertante, que tire aos outros a imagem que dele tinham, substituindo-a por outra.
Dele constando ou as peripécias acontecidas a monte ou os desejos nunca revelados ou as antipatias superadas a custo ou os sonhos sonhados ou as obras escondidas. Ou tudo em conjunto ou em combinações de subconjuntos.
Na literatura haverá cópia de tais instâncias. Umas mais à vista, outras não.
Ocorre-me fazer uma escolha de tais elementos, codificá-los com esperança num destinatário incógnito e esperar, depois de morto, pela satisfação de os ver decifrados e absorvidos. Não por quem de mim tenha uma imagem formada mas por um longínquo leitor.
Vai-se o impacto da desconcertação observado da tumba, fica a esperança de um interesse qualquer.
Haverá quem tenha a necessidade de deixar para os tempos depois da sua morte um legado de segredos.
Um legado que contenha informação desconcertante, que tire aos outros a imagem que dele tinham, substituindo-a por outra.
Dele constando ou as peripécias acontecidas a monte ou os desejos nunca revelados ou as antipatias superadas a custo ou os sonhos sonhados ou as obras escondidas. Ou tudo em conjunto ou em combinações de subconjuntos.
Na literatura haverá cópia de tais instâncias. Umas mais à vista, outras não.
Ocorre-me fazer uma escolha de tais elementos, codificá-los com esperança num destinatário incógnito e esperar, depois de morto, pela satisfação de os ver decifrados e absorvidos. Não por quem de mim tenha uma imagem formada mas por um longínquo leitor.
Vai-se o impacto da desconcertação observado da tumba, fica a esperança de um interesse qualquer.
18/04/2012
17/04/2012
Um século e...
Há exactamente 100 anos, ocorreu um eclipse do Sol cujo máximo se projectou a cerca de 160 km a WSW do Cabo Raso.
A linha de maior eclipse cortou o país na direcção SW-NE, tendo, ao que rezam as crónicas, Ovar sido considerado o lugar onde a observação seria mais proveitosa, por ser o local em terra sobre a linha de maior eclipse mais perto do seu máximo.
No entanto, a minha fotografia favorita é esta. Aposto que foi tirada antes da ocultação estar no máximo ou, em alternativa, que se trata de uma excelente representação para o fotógrafo, dados a luminosidade e o contraste.
Atribuída a Joshua Benoliel e tirada onde?

Já A Capital traz este boneco de Silva Monteiro* que nos diz que passado um século, tudo está igual no ex-Reino de Portugal.

* Quem me decifrou a assinatura foram a Teresa e uma colega sua, a quem agradeço.
A fotografia atribuída a Benoliel está depositada no Arquivo da CML sob a cota B093963.
A Capital pode ler-se na Hemeroteca Digital da mesma CML.
Há exactamente 100 anos, ocorreu um eclipse do Sol cujo máximo se projectou a cerca de 160 km a WSW do Cabo Raso.
A linha de maior eclipse cortou o país na direcção SW-NE, tendo, ao que rezam as crónicas, Ovar sido considerado o lugar onde a observação seria mais proveitosa, por ser o local em terra sobre a linha de maior eclipse mais perto do seu máximo.
No entanto, a minha fotografia favorita é esta. Aposto que foi tirada antes da ocultação estar no máximo ou, em alternativa, que se trata de uma excelente representação para o fotógrafo, dados a luminosidade e o contraste.
Atribuída a Joshua Benoliel e tirada onde?

Já A Capital traz este boneco de Silva Monteiro* que nos diz que passado um século, tudo está igual no ex-Reino de Portugal.

* Quem me decifrou a assinatura foram a Teresa e uma colega sua, a quem agradeço.
A fotografia atribuída a Benoliel está depositada no Arquivo da CML sob a cota B093963.
A Capital pode ler-se na Hemeroteca Digital da mesma CML.
16/04/2012
A semântica
Sofre evoluções ao ritmo da vertigem comunicacional.
Uma palavra recomendada passa com grande facilidade a palavra proibida (e hoje há ene palavras proibidas pelo dictatum do autoritarismo dito politicamente correcto que inda ontem eram canónicas).
O intervalo de tempo que leva a adquirir o tal significado que é classificado como daninho é o de um fósforo a arder.
Ardem hoje palavras soltas como outrora arderam alinhadas em livros.
Sofre evoluções ao ritmo da vertigem comunicacional.
Uma palavra recomendada passa com grande facilidade a palavra proibida (e hoje há ene palavras proibidas pelo dictatum do autoritarismo dito politicamente correcto que inda ontem eram canónicas).
O intervalo de tempo que leva a adquirir o tal significado que é classificado como daninho é o de um fósforo a arder.
Ardem hoje palavras soltas como outrora arderam alinhadas em livros.
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