01/09/2012
Procuração harmónica
A literatura está cheia de exemplos. A vida, sendo ou não espelho da literatura (há quem bizarramente, estabeleça a relação reflexa – pondo a literatura a espelhar a vida) não o está menos.
É portanto um caso vulgar.
Diria um velho amigo que ser um homem pai é das coisas mais vulgares do mundo. Porém, com ele, até aquele dia, nunca tinha acontecido.
Continuamos portanto no domínio dos lugares comuns.
O facto é que comigo nunca tinha acontecido. E aconteceu duas vezes, num intervalo curto.
Procuração pode ser o acto de procurar algo ou alguém e pode ser o acto de dar a outrem os poderes que se detêm.
A harmonia pode ser muita coisa. É um conceito demasiado vago e com significados quase diversos para que se possa extrair dele um sumo muito particular. Mas serve aqui vagamente como desígnio artístico e como modulador de frequências.
Da frequência com que se procura que vai sendo multiplicada.
Do encaixe artístico de uma silhueta num vulto. Por procuração.
E Ela assim se multiplica. Nesta e naquela. Cada vez mais frequentemente se procura.
A literatura está cheia de exemplos. A vida, sendo ou não espelho da literatura (há quem bizarramente, estabeleça a relação reflexa – pondo a literatura a espelhar a vida) não o está menos.
É portanto um caso vulgar.
Diria um velho amigo que ser um homem pai é das coisas mais vulgares do mundo. Porém, com ele, até aquele dia, nunca tinha acontecido.
Continuamos portanto no domínio dos lugares comuns.
O facto é que comigo nunca tinha acontecido. E aconteceu duas vezes, num intervalo curto.
Procuração pode ser o acto de procurar algo ou alguém e pode ser o acto de dar a outrem os poderes que se detêm.
A harmonia pode ser muita coisa. É um conceito demasiado vago e com significados quase diversos para que se possa extrair dele um sumo muito particular. Mas serve aqui vagamente como desígnio artístico e como modulador de frequências.
Da frequência com que se procura que vai sendo multiplicada.
Do encaixe artístico de uma silhueta num vulto. Por procuração.
E Ela assim se multiplica. Nesta e naquela. Cada vez mais frequentemente se procura.
31/08/2012
Aquecimento
Não me dirijo a quem recolhe dados e os trata mais ou menos.
Ou a quem os analisa com espírito crítico. Sabendo que um ínfimo troço de uma curva não nos diz absolutamente nada sobre o seu desenvolvimento.
Dirijo-me, inutilmente, às entidades cavalares que nos sintomas concordes vêem e cantam a desgraça que eles anunciam e se calam aos sintomas discordes.
Ora isto de querer descobrir o futuro a partir de uma folha de excel é qualquer coisa que só ocupa almas equídeas.
Ouvir dizer que em Agosto se registou uma temperatura de -1,2ºC * na zona leonesa de Sanabria é uma curiosidade.
Os cavalos, tivesse a coisa sido de 48,8ºC (mais 50ºC), haveriam de vir ameaçar os crentes com volteios litúrgicos do século XVI. Como o sintoma discordou muito da cartilha que aprenderam, calam-se e metem a viola no saco.
Alguma vez os equídeos perceberão que nada sabem do mundo?
Alguma vez os homens perceberão a exacta mesma coisa?

quadro da AEMET de Espanha
* link perecível
Não me dirijo a quem recolhe dados e os trata mais ou menos.
Ou a quem os analisa com espírito crítico. Sabendo que um ínfimo troço de uma curva não nos diz absolutamente nada sobre o seu desenvolvimento.
Dirijo-me, inutilmente, às entidades cavalares que nos sintomas concordes vêem e cantam a desgraça que eles anunciam e se calam aos sintomas discordes.
Ora isto de querer descobrir o futuro a partir de uma folha de excel é qualquer coisa que só ocupa almas equídeas.
Ouvir dizer que em Agosto se registou uma temperatura de -1,2ºC * na zona leonesa de Sanabria é uma curiosidade.
Os cavalos, tivesse a coisa sido de 48,8ºC (mais 50ºC), haveriam de vir ameaçar os crentes com volteios litúrgicos do século XVI. Como o sintoma discordou muito da cartilha que aprenderam, calam-se e metem a viola no saco.
Alguma vez os equídeos perceberão que nada sabem do mundo?
Alguma vez os homens perceberão a exacta mesma coisa?

quadro da AEMET de Espanha
* link perecível
30/08/2012
29/08/2012
Rastos
Tropeçando no mundo de Alice em bólides azuis, avivou-se-me a memória recente:
Estes dias de Perseidas, já dia, pouco distante do ponto em que há um ano avistei o dito bólide, rasgou-se por sobre o volante a fina risca no céu do sul.
Ocorreu-me que os céus estrelados e riscados são agora uma memória.
Dos tempos do décubito dorsal sobre o passeio da ponte, varapaus de marmeleiro, conversas retomadas, grilos e rãs a competirem com o débito do gira-discos a pilhas. Era o início da década de setenta e tudo podia estar escrito nas estrelas.
Sabiamo-lo na altura. Não o sabemos hoje.
Tropeçando no mundo de Alice em bólides azuis, avivou-se-me a memória recente:
Estes dias de Perseidas, já dia, pouco distante do ponto em que há um ano avistei o dito bólide, rasgou-se por sobre o volante a fina risca no céu do sul.
Ocorreu-me que os céus estrelados e riscados são agora uma memória.
Dos tempos do décubito dorsal sobre o passeio da ponte, varapaus de marmeleiro, conversas retomadas, grilos e rãs a competirem com o débito do gira-discos a pilhas. Era o início da década de setenta e tudo podia estar escrito nas estrelas.
Sabiamo-lo na altura. Não o sabemos hoje.
Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima
É inútil estabelecer axiomas nas ciências.
Obs: A matemática sendo ab initio uma ferramenta, uma complicação da contagem e da aritmética, tornou-se ciência à medida que a sua complexidade mereceu apreciação. Não a incluo nesta sentença.
É inútil estabelecer axiomas nas ciências.
Obs: A matemática sendo ab initio uma ferramenta, uma complicação da contagem e da aritmética, tornou-se ciência à medida que a sua complexidade mereceu apreciação. Não a incluo nesta sentença.
28/08/2012
K G I
Ia no K em 2005, no G em 2008 e vai no I este ano. Mais ou menos pelos mesmos dias.
Parece este ter um menor grau de organização comparativamente ao de 2008. Diferença essa que é notória face ao de 2005.
De qualquer forma, rebentassem os diques, a catástrofe seria de dimensão igual à de 2005 em Nova Orleães.

imagens da NOAA (clicar para ampliar)
Ia no K em 2005, no G em 2008 e vai no I este ano. Mais ou menos pelos mesmos dias.
Parece este ter um menor grau de organização comparativamente ao de 2008. Diferença essa que é notória face ao de 2005.
De qualquer forma, rebentassem os diques, a catástrofe seria de dimensão igual à de 2005 em Nova Orleães.

imagens da NOAA (clicar para ampliar)
27/08/2012
O tempo passa e a caravana ladra
Lembrei-me hoje de um post do Besugo na sua Gravidade Intermédia (entretanto suspensa das leis que determinam a queda dos graves) o qual subscrevi há cerca de um ano.
Lembrei-me hoje e espero não me lembrar muitas mais vezes este ano. Embora uma nefasta suspeita se tenha instalado – o homem que vê muito mais do que eu ao olhar para onze tipos aos pontapés na bola, que eu não consigo avaliar e acertar como ele, teria publicado algo de semelhante este ano se não tivesse suspendido os intermédios graves no éter.
Lembrei-me hoje de um post do Besugo na sua Gravidade Intermédia (entretanto suspensa das leis que determinam a queda dos graves) o qual subscrevi há cerca de um ano.
Lembrei-me hoje e espero não me lembrar muitas mais vezes este ano. Embora uma nefasta suspeita se tenha instalado – o homem que vê muito mais do que eu ao olhar para onze tipos aos pontapés na bola, que eu não consigo avaliar e acertar como ele, teria publicado algo de semelhante este ano se não tivesse suspendido os intermédios graves no éter.
Serviço público
A tropa fandanga que se encarrega das notícias na RTP não rouba só imagens na net. Hoje repetiu, quase letra a letra, as dores de alma que ontem emitiu sob a forma de rotundo disparate que só se entende por má-fé ou estupidez retinta. Casos em que chamar a tal serviço público é apenas uma piada.
Depois da dita repetição surgiu mais uma pérola: uma das igrejas de Olivença está em território espanhol. O caso aqui é ainda mais grave: num país que não reconhece a soberania espanhola sobre territórios ocupados, numa televisão pública ser isto dito revela que ou alguém foi propinado pelos interesses de Castela, Aragão e limítrofes ou está uns degraus abaixo de cão. É a mesma conclusão que tirei acima mas com maior gravidade no efeito, logo nos epítetos. Ou é cupidez ou estupidez.
Nada nos serve.
A tropa fandanga que se encarrega das notícias na RTP não rouba só imagens na net. Hoje repetiu, quase letra a letra, as dores de alma que ontem emitiu sob a forma de rotundo disparate que só se entende por má-fé ou estupidez retinta. Casos em que chamar a tal serviço público é apenas uma piada.
Depois da dita repetição surgiu mais uma pérola: uma das igrejas de Olivença está em território espanhol. O caso aqui é ainda mais grave: num país que não reconhece a soberania espanhola sobre territórios ocupados, numa televisão pública ser isto dito revela que ou alguém foi propinado pelos interesses de Castela, Aragão e limítrofes ou está uns degraus abaixo de cão. É a mesma conclusão que tirei acima mas com maior gravidade no efeito, logo nos epítetos. Ou é cupidez ou estupidez.
Nada nos serve.
26/08/2012
Estudo
Há um tipo – hoje cruzei-me com ele – que se dá ao trabalho de mandar estudar o Relvas. Temo que incorra num grave equívoco – é que o Relvas com ou sem estudos é o Relvas. A vida é assim e não me consta que o dito Relvas tenha exibido o canudo para que o tratassem com a dignidade referente ao grau que obteve. O facto de não me constar não quer dizer nada mas dá a ideia da minha situação no caso. A qual é de absoluto distanciamento.
Dito isto, e a propósito de estudos – eu que sou um péssimo exemplo na matéria não me demito de dar nota dos disparates que ouço e vejo, pagos com o dinheiro de todos – fiquei ontem encantado com o início do telejornal da RTP.
É que quando se falou da própria RTP, o jornalista mencionou as receitas previstas para o ano que vem – 145 milhões de euros da taxa do audio-visual a somar a 60 milhões de euros de publicidade. Rematou que nem um cêntimo sai do orçamento do Estado.
Disse, agravadamente e em seguida, que a verificarem-se as previsões orçamentais da casa, o próximo ano fechará com um balanço positivo (disse lucro, o homem) de 25 milhões de euros, visto que a despesa prevista é de apenas 180 milhões de euros e que a receita, somando as parcelas acima mencionadas é de 205 milhões de euros.
Pergunta então um tipo sem estudos carimbados e certificados se o facto da taxa do audio-visual não estar orçamentada (não faço ideia se está ou não, nem isso me interessa) tem alguma importância se quem paga é o mesmo. É a tal questão muito discutida nestes dias se o pagode paga por multibanco, por cheque, por transferência bancária ou em numerário.
Questão que só uma sociedade dominada pela loucura ou pelo atraso mental pode discutir honestamente.
Ora isto é o suposto serviço público. E se o serviço público é este somatório de disparates...
Veja-se o Telejornal de 25 de Agosto de 2012 – parte I (entre os 8:00 e os 10:00 minutos da emissão, mais coisa menos coisa)
Há um tipo – hoje cruzei-me com ele – que se dá ao trabalho de mandar estudar o Relvas. Temo que incorra num grave equívoco – é que o Relvas com ou sem estudos é o Relvas. A vida é assim e não me consta que o dito Relvas tenha exibido o canudo para que o tratassem com a dignidade referente ao grau que obteve. O facto de não me constar não quer dizer nada mas dá a ideia da minha situação no caso. A qual é de absoluto distanciamento.
Dito isto, e a propósito de estudos – eu que sou um péssimo exemplo na matéria não me demito de dar nota dos disparates que ouço e vejo, pagos com o dinheiro de todos – fiquei ontem encantado com o início do telejornal da RTP.
É que quando se falou da própria RTP, o jornalista mencionou as receitas previstas para o ano que vem – 145 milhões de euros da taxa do audio-visual a somar a 60 milhões de euros de publicidade. Rematou que nem um cêntimo sai do orçamento do Estado.
Disse, agravadamente e em seguida, que a verificarem-se as previsões orçamentais da casa, o próximo ano fechará com um balanço positivo (disse lucro, o homem) de 25 milhões de euros, visto que a despesa prevista é de apenas 180 milhões de euros e que a receita, somando as parcelas acima mencionadas é de 205 milhões de euros.
Pergunta então um tipo sem estudos carimbados e certificados se o facto da taxa do audio-visual não estar orçamentada (não faço ideia se está ou não, nem isso me interessa) tem alguma importância se quem paga é o mesmo. É a tal questão muito discutida nestes dias se o pagode paga por multibanco, por cheque, por transferência bancária ou em numerário.
Questão que só uma sociedade dominada pela loucura ou pelo atraso mental pode discutir honestamente.
Ora isto é o suposto serviço público. E se o serviço público é este somatório de disparates...
Veja-se o Telejornal de 25 de Agosto de 2012 – parte I (entre os 8:00 e os 10:00 minutos da emissão, mais coisa menos coisa)
25/08/2012
24/08/2012
Vidal Fitas
Bem sei que já aqui disse que, em ciclismo, o nome é tudo.
E que o meu interesse em Vidal Fitas resultou em parte do seu nome em parte da sua constante necessidade de se apartar dos demais, fugindo ao pelotão as vezes que podia enquanto ciclista.
Hoje, anos passados em que já o ouvi as vezes bastantes para ficar com uma imagem vocal, incluo-o naquele conjunto de indivíduos com quem teria gosto de compartilhar uma refeição. Ainda com mais gosto depois de o ouvir ontem no final da etapa que acabou no Sabugal.
Falando ele de ciclismo ou do que quisesse. Falando eu de nada ou do que ele quisesse ouvir.
Note-se a subalternidade que o último parágrafo revela.
Quem sabe se as minhas raízes na serra algarvia não se aparentam com as do homem?

imagem da RTP
Bem sei que já aqui disse que, em ciclismo, o nome é tudo.
E que o meu interesse em Vidal Fitas resultou em parte do seu nome em parte da sua constante necessidade de se apartar dos demais, fugindo ao pelotão as vezes que podia enquanto ciclista.
Hoje, anos passados em que já o ouvi as vezes bastantes para ficar com uma imagem vocal, incluo-o naquele conjunto de indivíduos com quem teria gosto de compartilhar uma refeição. Ainda com mais gosto depois de o ouvir ontem no final da etapa que acabou no Sabugal.
Falando ele de ciclismo ou do que quisesse. Falando eu de nada ou do que ele quisesse ouvir.
Note-se a subalternidade que o último parágrafo revela.
Quem sabe se as minhas raízes na serra algarvia não se aparentam com as do homem?

imagem da RTP
23/08/2012
Saturação
Toda a solução tem para determinado soluto um ponto de saturação. Que varia com as condições ambientais.
Cheguei eu ao ponto, com estas condições de verão menos, em que é automático o desligar da janela de tv sempre que alguém fala em nome do PSD, do PS, do CDS, do PCP ou do BE.
Dei-me disso conta há já alguns dias. Não é a primeira vez que acontece nem, espero, será a última.
Há de facto ainda algumas condições ambientais em que consigo ouvir os dislates que os associados de tais siglas proferem.
Como de costume, não sei se isso é mau ou bom. Termos que a razão há muito me convida a evitar.
Toda a solução tem para determinado soluto um ponto de saturação. Que varia com as condições ambientais.
Cheguei eu ao ponto, com estas condições de verão menos, em que é automático o desligar da janela de tv sempre que alguém fala em nome do PSD, do PS, do CDS, do PCP ou do BE.
Dei-me disso conta há já alguns dias. Não é a primeira vez que acontece nem, espero, será a última.
Há de facto ainda algumas condições ambientais em que consigo ouvir os dislates que os associados de tais siglas proferem.
Como de costume, não sei se isso é mau ou bom. Termos que a razão há muito me convida a evitar.
Gente com jeito para o desenho
Um dos meus amigos quando vê qualquer informação ilegível sentencia que o desenho foi feito pela filha do patrão que tem jeito para o desenho.
Ora um bom exemplo disso é a informação que a RTP apresenta na transmissão da Volta a Portugal sobre a distância a percorrer e a diferença entre grupos (diferença esta que motivou já uma belíssima explicação por parte de um comentador, mas isso é outro assunto).
Afira-se pela mesma informação fornecida pela Eurosport na Volta a Espanha.
O ilegível e o legível.
Foi decerto a filha do patrão com jeito para o desenho quem escolheu o tipo e o tamanho.
Coisas simples mas tão difíceis para esta gente!

imagens do Eurosport e da RTP (clicar para ampliar)
Um dos meus amigos quando vê qualquer informação ilegível sentencia que o desenho foi feito pela filha do patrão que tem jeito para o desenho.
Ora um bom exemplo disso é a informação que a RTP apresenta na transmissão da Volta a Portugal sobre a distância a percorrer e a diferença entre grupos (diferença esta que motivou já uma belíssima explicação por parte de um comentador, mas isso é outro assunto).
Afira-se pela mesma informação fornecida pela Eurosport na Volta a Espanha.
O ilegível e o legível.
Foi decerto a filha do patrão com jeito para o desenho quem escolheu o tipo e o tamanho.
Coisas simples mas tão difíceis para esta gente!

imagens do Eurosport e da RTP (clicar para ampliar)
22/08/2012
Perguntas evitáveis
Quando se transfere o trabalho repetitivo para uma máquina, fazem-se opções sobre o nível de interferência que queremos ter no dito trabalho.
Quando me deitei à tarefa de criar um ficheiro da biblioteca preocupei-me naturalmente em uniformizar os nomes dos autores.
Um dos passos dessa tarefa foi transferido para a máquina que faz comparações de tamanho do nome e depois letra a letra, trocando ou não o último nome de posição. Num determinado intervalo requer a minha autorização, enquanto antes desse intervalo faz a exclusão imediata e depois dele inclui o nome na lista na sua forma canónica, que serviu de padrão.
Um descuido com um intervalo demasiado amplo de indefinição fez com que o algoritmo formulasse perguntas evitáveis. Estas são apenas um exemplo das muitas a que tive que responder.
Quando se transfere o trabalho repetitivo para uma máquina, fazem-se opções sobre o nível de interferência que queremos ter no dito trabalho.
Quando me deitei à tarefa de criar um ficheiro da biblioteca preocupei-me naturalmente em uniformizar os nomes dos autores.
Um dos passos dessa tarefa foi transferido para a máquina que faz comparações de tamanho do nome e depois letra a letra, trocando ou não o último nome de posição. Num determinado intervalo requer a minha autorização, enquanto antes desse intervalo faz a exclusão imediata e depois dele inclui o nome na lista na sua forma canónica, que serviu de padrão.
Um descuido com um intervalo demasiado amplo de indefinição fez com que o algoritmo formulasse perguntas evitáveis. Estas são apenas um exemplo das muitas a que tive que responder.
21/08/2012
É pelas artérias que se faz a circulação*
Olhando para o estado geral da obra da auto-estrada Sines – Beja percebe-se há tempo que esta ou está parada ou avança sem progresso mensurável.
Sabe isto quem por ali passa.
Nos documentos que consultei, antes de escrever estas linhas, não consegui confirmar a afirmação do ministro da Economia de que o governo é alheio ao caso.
Alheio no sentido formal, contratual, creio entender. Obviamente não o é em termos práticos.
Quanto mais não seja, caso se trate de uma concessão em que o concessionário tem a obrigação de efectuar os trabalhos dentro de um prazo determinado, de denunciar o contrato de concessão (os documentos mencionam o ano de 2012 para a entrada ao serviço).
Sabemos porém todos que no fim quem paga a conta são sempre os mesmos. Nós, os contribuintes. E que, destes, quem mais paga são aqueles a quem o fisco mais vai buscar em percentagem dos seus haveres. Atente-se aos impostos directos e indirectos.
Estará o país em condições de se dar ao luxo de deixar a construção de uma auto-estrada em meio, atirando para o lixo, à medida que o tempo passa, uma parte considerável do trabalho já realizado?
Se não está, o governo pensa que sim, que está. Ao dizer que é alheio à questão.
É claro que há a hipótese de se ter chegado à conclusão de que a auto-estrada é um investimento inútil e ruinoso (“obras que apenas geram despesa”) e que parando agora ainda se minimiza o prejuízo.
Nesse caso, o país esteve em condições de atirar ao lixo o nosso dinheiro em investimentos deste calibre. No fim pagaremos todos, haja ou não falência da concessionária.
E estará o país em condições de se dar ao luxo de ter auto-estradas construídas e ao serviço que servem muito menos gente do que deveriam servir, com o consequente ganho para a economia e o seu propósito de construção justificado, por estarem taxadas de forma a espantar os potenciais utilizadores?
Se não está o país em tais condições e se o número de utilizadores delas desviados é significativo, tornando-as em investimentos inúteis, logo em dinheiro jogado à rua, não estaremos ainda a tempo de corrigir o erro?
* arterial ou oxigenadora
Olhando para o estado geral da obra da auto-estrada Sines – Beja percebe-se há tempo que esta ou está parada ou avança sem progresso mensurável.
Sabe isto quem por ali passa.
Nos documentos que consultei, antes de escrever estas linhas, não consegui confirmar a afirmação do ministro da Economia de que o governo é alheio ao caso.
Alheio no sentido formal, contratual, creio entender. Obviamente não o é em termos práticos.
Quanto mais não seja, caso se trate de uma concessão em que o concessionário tem a obrigação de efectuar os trabalhos dentro de um prazo determinado, de denunciar o contrato de concessão (os documentos mencionam o ano de 2012 para a entrada ao serviço).
Sabemos porém todos que no fim quem paga a conta são sempre os mesmos. Nós, os contribuintes. E que, destes, quem mais paga são aqueles a quem o fisco mais vai buscar em percentagem dos seus haveres. Atente-se aos impostos directos e indirectos.
Estará o país em condições de se dar ao luxo de deixar a construção de uma auto-estrada em meio, atirando para o lixo, à medida que o tempo passa, uma parte considerável do trabalho já realizado?
Se não está, o governo pensa que sim, que está. Ao dizer que é alheio à questão.
É claro que há a hipótese de se ter chegado à conclusão de que a auto-estrada é um investimento inútil e ruinoso (“obras que apenas geram despesa”) e que parando agora ainda se minimiza o prejuízo.
Nesse caso, o país esteve em condições de atirar ao lixo o nosso dinheiro em investimentos deste calibre. No fim pagaremos todos, haja ou não falência da concessionária.
E estará o país em condições de se dar ao luxo de ter auto-estradas construídas e ao serviço que servem muito menos gente do que deveriam servir, com o consequente ganho para a economia e o seu propósito de construção justificado, por estarem taxadas de forma a espantar os potenciais utilizadores?
Se não está o país em tais condições e se o número de utilizadores delas desviados é significativo, tornando-as em investimentos inúteis, logo em dinheiro jogado à rua, não estaremos ainda a tempo de corrigir o erro?
* arterial ou oxigenadora
20/08/2012
Escapou-lhe
Está um tipo na televisão (TVI 24) que acaba de dizer que só falta ver o Benfica a jogar de azul e o Porto a jogar de vermelho.
Escapou-lhe qualquer coisa.
Está um tipo na televisão (TVI 24) que acaba de dizer que só falta ver o Benfica a jogar de azul e o Porto a jogar de vermelho.
Escapou-lhe qualquer coisa.
19/08/2012
A imbecilidade ignorante (episódio Θ+6)
O imbecil que está a dar lições enquanto comenta a Volta a Portugal na RTP acabou de debitar uma pérola de estupidez de alto quilate.
Pretendeu explicar uma coisa que ele próprio não entende. A qual é a má formulação de um algoritmo que calcula atrasos de corredores face a outros.
Que como qualquer criança percebe independe de uns estarem a descer, outros a subir.
Mas para ele depende. Ainda não chegou ao QI da tal criança.
E explicou! Para aqueles que não entendem.
Extraordinário que isto seja pago com o dinheiro dos contribuintes.
O imbecil que está a dar lições enquanto comenta a Volta a Portugal na RTP acabou de debitar uma pérola de estupidez de alto quilate.
Pretendeu explicar uma coisa que ele próprio não entende. A qual é a má formulação de um algoritmo que calcula atrasos de corredores face a outros.
Que como qualquer criança percebe independe de uns estarem a descer, outros a subir.
Mas para ele depende. Ainda não chegou ao QI da tal criança.
E explicou! Para aqueles que não entendem.
Extraordinário que isto seja pago com o dinheiro dos contribuintes.
18/08/2012
Passatempo
Agora que a bola voltou, seria caso para lançar aqui um passatempo se houvesse grande afluência a estas bandas. Com chorudos prémios para um daqueles que, ligando o número de ouro, dessem a resposta correcta.
Como não há nem se pretende que haja, fica ainda assim o desafio para alguém que o aceite, dessa acarinhada minoria que são os meus leitores.
O qual é: fazer corresponder a cada um dos clubes mencionados o número adjacente aos jogadores assinalados.

imagens da RTP, da SIC e da Sport Tv (clicar para pouco ampliar)
Agora que a bola voltou, seria caso para lançar aqui um passatempo se houvesse grande afluência a estas bandas. Com chorudos prémios para um daqueles que, ligando o número de ouro, dessem a resposta correcta.
Como não há nem se pretende que haja, fica ainda assim o desafio para alguém que o aceite, dessa acarinhada minoria que são os meus leitores.
O qual é: fazer corresponder a cada um dos clubes mencionados o número adjacente aos jogadores assinalados.

imagens da RTP, da SIC e da Sport Tv (clicar para pouco ampliar)
Pena
Não vejo justificação para condenar quem não previu o desmoronamento na praia Maria Luísa nem para condenar quem não assinala os perigos visíveis.
Creio que a loucura securitária tem limites.
Quem se acolhe debaixo de uma arriba sabe que corre um risco. Mínimo. Muitíssimas vezes menor do que circular em qualquer estrada do país.
Mas corre esse risco. Há algumas mais ameaçadoras do que outras que espantam naturalmente os humanos e há outras mais acolhedoras que às vezes desabam. Nada de novo debaixo do sol.
O que se viu depois do trágico acidente naquela praia foi ridículo, como são todos os actos apressados de colocar trancas à porta depois do roubo.
Não temos por cá uma cultura de prever, na medida do possível, o que vem a seguir. Antes andamos sempre a correr atrás do prejuízo e a cometer erros grosseiros como o de ter duas pontes uma ao lado da outra em Entre-os-Rios depois de termos deixado ruir uma outra levando para o fundo do rio tanta gente.
É o disparate institucionalizado que lá tendo duas pontes, tem também as arribas cheias de sinais de proibição.
É certo que uma parte deles já lá estava. Estava um no preciso local onde se deu a tragédia. O que dificultará obviamente a condenação por imprevidência.
Mas nada me espantará.

imagem da SIC
Não vejo justificação para condenar quem não previu o desmoronamento na praia Maria Luísa nem para condenar quem não assinala os perigos visíveis.
Creio que a loucura securitária tem limites.
Quem se acolhe debaixo de uma arriba sabe que corre um risco. Mínimo. Muitíssimas vezes menor do que circular em qualquer estrada do país.
Mas corre esse risco. Há algumas mais ameaçadoras do que outras que espantam naturalmente os humanos e há outras mais acolhedoras que às vezes desabam. Nada de novo debaixo do sol.
O que se viu depois do trágico acidente naquela praia foi ridículo, como são todos os actos apressados de colocar trancas à porta depois do roubo.
Não temos por cá uma cultura de prever, na medida do possível, o que vem a seguir. Antes andamos sempre a correr atrás do prejuízo e a cometer erros grosseiros como o de ter duas pontes uma ao lado da outra em Entre-os-Rios depois de termos deixado ruir uma outra levando para o fundo do rio tanta gente.
É o disparate institucionalizado que lá tendo duas pontes, tem também as arribas cheias de sinais de proibição.
É certo que uma parte deles já lá estava. Estava um no preciso local onde se deu a tragédia. O que dificultará obviamente a condenação por imprevidência.
Mas nada me espantará.

imagem da SIC
17/08/2012
Bichos
Se a RTP não estivesse entregue aos bichos, provável seria que se interessasse por quem vê o ciclismo mais pelas paisagens do que pelo comércio da coisa. Sendo que as paisagens também se vendem, como sabemos todos.
Nada.
Desde a época em que o Inha passou a Douro, não há melhoras. Não sabem o que captam nas objectivas. Pelo menos deixaram de colocar as legendas, o que evita o erro.
Impossível seria que estes o soubessem. Teriam que ser outros.
Se a RTP não estivesse entregue aos bichos, provável seria que se interessasse por quem vê o ciclismo mais pelas paisagens do que pelo comércio da coisa. Sendo que as paisagens também se vendem, como sabemos todos.
Nada.
Desde a época em que o Inha passou a Douro, não há melhoras. Não sabem o que captam nas objectivas. Pelo menos deixaram de colocar as legendas, o que evita o erro.
Impossível seria que estes o soubessem. Teriam que ser outros.
Fraco sinal
O Primeiro-Ministro, de quem se esperaria mais do que do seu antecessor, dá provas de incapacidade política a todos os níveis.
Não percebeu que há palavras proibidas em política: justiça – a política é a arte de manter os precários equilíbrios das injustiças; verdade – a política é a arte de gerir as omissões e de exercer o magistério com mentiras.
Não perceber o bê-á-bá da coisa ou fingir que não percebe é muito fraco sinal.
Vamos para baixo sem ninguém no comando, como o navio de luxo que soçobrou no Tirreno.
O Primeiro-Ministro, de quem se esperaria mais do que do seu antecessor, dá provas de incapacidade política a todos os níveis.
Não percebeu que há palavras proibidas em política: justiça – a política é a arte de manter os precários equilíbrios das injustiças; verdade – a política é a arte de gerir as omissões e de exercer o magistério com mentiras.
Não perceber o bê-á-bá da coisa ou fingir que não percebe é muito fraco sinal.
Vamos para baixo sem ninguém no comando, como o navio de luxo que soçobrou no Tirreno.
16/08/2012
Noves fora, nada
Há exactos nove anos, quando me abalancei a escrever aqui, não tinha nem ideia nem esboço do que o tempo faria à escrita que aqui iria deixar. E pouco mais tarde, às imagens.
Talvez um dia se possam reconstituir as ideias passadas. Apanhar alguém numa espécie futura de Google Street View e escancarar-lhe o pensamento que portava num certo dia, numa certa hora.
Será assim acessível o que me passava pela cabeça há exactos nove anos. Arrisco que, talvez não me tendo sequer ocorrido pensar num prazo, este prazo de nove anos me soasse improvável. Quer pela coisa em si quer pelo autor, a quem talvez parecesse que esta longevidade estaria para além do esperável.
Uma das coisas certas, embora inútil – as coisas certas têm uma certa tendência para a inutilidade fora das convenções – que se pode dizer quando se chega a tantos anos, é que está respondida a pergunta que se tivesse remotamente feito se se aqui chegava.
Noves fora, nada.
Há exactos nove anos, quando me abalancei a escrever aqui, não tinha nem ideia nem esboço do que o tempo faria à escrita que aqui iria deixar. E pouco mais tarde, às imagens.
Talvez um dia se possam reconstituir as ideias passadas. Apanhar alguém numa espécie futura de Google Street View e escancarar-lhe o pensamento que portava num certo dia, numa certa hora.
Será assim acessível o que me passava pela cabeça há exactos nove anos. Arrisco que, talvez não me tendo sequer ocorrido pensar num prazo, este prazo de nove anos me soasse improvável. Quer pela coisa em si quer pelo autor, a quem talvez parecesse que esta longevidade estaria para além do esperável.
Uma das coisas certas, embora inútil – as coisas certas têm uma certa tendência para a inutilidade fora das convenções – que se pode dizer quando se chega a tantos anos, é que está respondida a pergunta que se tivesse remotamente feito se se aqui chegava.
Noves fora, nada.
15/08/2012
12/08/2012
Bichos

imagem da RTP
A RTP parece entregue aos bichos.
A falta de respeito com quem paga a taxa e os impostos é completa.
Há pouco, sem aviso algum, interromperam a transmissão da cerimónia de encerramento dos jogos olímpicos para transmitirem um sorteio.
O expoente máximo dessa falta de respeito ainda são as repetições de programas que passam como se tratasse da primeira vez.
Até parece que há interessados em que o serviço seja péssimo.

imagem da RTP
A RTP parece entregue aos bichos.
A falta de respeito com quem paga a taxa e os impostos é completa.
Há pouco, sem aviso algum, interromperam a transmissão da cerimónia de encerramento dos jogos olímpicos para transmitirem um sorteio.
O expoente máximo dessa falta de respeito ainda são as repetições de programas que passam como se tratasse da primeira vez.
Até parece que há interessados em que o serviço seja péssimo.
11/08/2012
10/08/2012
09/08/2012
Ivone ou a tradução instantânea
A chave é esta: numa excursão de liceu a terras do Norte, havia um colega que começando numa marca de refrigerantes – o dia estava de facto quentíssimo – desconhecida para a maioria dos arrabaldinos da capital, ia descobrindo traduções. Aquela marca, exibia a garrafa e fazia gestos alusivos a traduções que ele engendrava de si para si, como se tais gestos fossem nomináveis, identificáveis, reproduzíveis e ainda narráveis, era a tradução a norte do Sumol. Não havia sobre isso a menor dúvida.
A cifra é esta fotografia, obtida há pouco mais de um ano:

A pista pode ser esta aqui.
Quem morrerá desta vez?
A chave é esta: numa excursão de liceu a terras do Norte, havia um colega que começando numa marca de refrigerantes – o dia estava de facto quentíssimo – desconhecida para a maioria dos arrabaldinos da capital, ia descobrindo traduções. Aquela marca, exibia a garrafa e fazia gestos alusivos a traduções que ele engendrava de si para si, como se tais gestos fossem nomináveis, identificáveis, reproduzíveis e ainda narráveis, era a tradução a norte do Sumol. Não havia sobre isso a menor dúvida.
A cifra é esta fotografia, obtida há pouco mais de um ano:

A pista pode ser esta aqui.
Quem morrerá desta vez?
08/08/2012
O burro sou eu!
Dei aqui uma nota falsa e atribuí culpas a quem não as merece. Peço desculpa a todos os visados.
Referi um anúncio na televisão que passa há anos e que se refere a um incêndio causado por um cigarro em Beja no dia 26 de Julho de 2004.
Disse que era um disparate porque nos arredores de Beja não há combustível que alimente um grande incêndio. E julguei que a referência era a do grande incêndio da serra do Caldeirão que se iniciou nesse dia lá para o sesmo sul do distrito de Beja.
As razões para tal erro, que já detectei quais foram, não são para aqui chamadas.
É um erro e basta. Nada o justifica.
A verdade é que o relatório parcial de ocorrências de 23 de Setembro lhe faz menção, bem como todos os seguintes. O relatório de 6 de Outubro já assegura que o fogo se deveu a um cigarro.
Referência também lhe é feita pelo João Espinho, em cima do acontecimento. Penitencio-me da grossa asneira.
Não há forma de se ser exigente sem começar pelo espelho.
Dei aqui uma nota falsa e atribuí culpas a quem não as merece. Peço desculpa a todos os visados.
Referi um anúncio na televisão que passa há anos e que se refere a um incêndio causado por um cigarro em Beja no dia 26 de Julho de 2004.
Disse que era um disparate porque nos arredores de Beja não há combustível que alimente um grande incêndio. E julguei que a referência era a do grande incêndio da serra do Caldeirão que se iniciou nesse dia lá para o sesmo sul do distrito de Beja.
As razões para tal erro, que já detectei quais foram, não são para aqui chamadas.
É um erro e basta. Nada o justifica.
A verdade é que o relatório parcial de ocorrências de 23 de Setembro lhe faz menção, bem como todos os seguintes. O relatório de 6 de Outubro já assegura que o fogo se deveu a um cigarro.
Referência também lhe é feita pelo João Espinho, em cima do acontecimento. Penitencio-me da grossa asneira.
Não há forma de se ser exigente sem começar pelo espelho.
07/08/2012
Meta
De metas volantes sem grande importância também reza afinal a História.
com a devida vénia ao autor das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.
De metas volantes sem grande importância também reza afinal a História.
com a devida vénia ao autor das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.
06/08/2012
05/08/2012
As grandes questões universais - episódio q+22
O que levará alguém, no pleno uso das suas faculdades mentais, a divulgar aos quatro ventos a descoberta de um paraíso, cujo depende da pouca afluência?
Lembrou-me isto ao ver a campanha caça-moedas das 7 praias usar alguém nessas condições presumidas de plena saúde mental, na promoção de locais magníficos, porque pouco frequentados.
O que levará alguém, no pleno uso das suas faculdades mentais, a divulgar aos quatro ventos a descoberta de um paraíso, cujo depende da pouca afluência?
Lembrou-me isto ao ver a campanha caça-moedas das 7 praias usar alguém nessas condições presumidas de plena saúde mental, na promoção de locais magníficos, porque pouco frequentados.
04/08/2012
Execrável
É a palavra que encontro para classificar o nível médio dos comentários aos Jogos Olímpicos nos canais de televisão.
A coisa vai dos erros grosseiros, típicos de quem não percebe o que está a ver, à emissão de opiniões que são dispensáveis, com o seu paroxismo a ser atingido na minha apreciação por um tipo que teve a lata de criticar o público que na opinião dele sofre de medalhite aguda ou crónica.
É tudo tão mau que está em perfeita sintonia com o estado a que chegámos. Não há surpresas, o homem não mordeu o cão. Isto não é notícia.
Mas é talvez altura de começarmos, os que ainda podem fazê-lo, a pensar na forma de escolher melhor quem faz estes e outros trabalhos e também de preparar essa gente.
É que a mediocridade é um lamaçal espelhado. Os medíocres olham-se nele e concluem que tudo vai bem.
É a palavra que encontro para classificar o nível médio dos comentários aos Jogos Olímpicos nos canais de televisão.
A coisa vai dos erros grosseiros, típicos de quem não percebe o que está a ver, à emissão de opiniões que são dispensáveis, com o seu paroxismo a ser atingido na minha apreciação por um tipo que teve a lata de criticar o público que na opinião dele sofre de medalhite aguda ou crónica.
É tudo tão mau que está em perfeita sintonia com o estado a que chegámos. Não há surpresas, o homem não mordeu o cão. Isto não é notícia.
Mas é talvez altura de começarmos, os que ainda podem fazê-lo, a pensar na forma de escolher melhor quem faz estes e outros trabalhos e também de preparar essa gente.
É que a mediocridade é um lamaçal espelhado. Os medíocres olham-se nele e concluem que tudo vai bem.
03/08/2012
01/08/2012
Fará
Fará trinta e seis anos daqui a umas horas, restávamos só nós dois da trintena do costume.
Naquela noite éramos novatos no sítio.
Alternámos então, do banco frente ao mar na noite quente, a caminho da barraca das cervejas por rodadas que esgotávamos placidamente e sem grandes conversas.
Esse foi o prenúncio de um Agosto agitadíssimo, do qual saímos todos muito diferentes.
O ter amigos velhos dá nisto – trinta e seis anos depois estamos prestes a violar uma regra sagrada, aquela que dita que os negócios são à parte.
Sugiro-te que, entre todas as cervejas que bebemos juntos, pelos séculos dos séculos, consideremos essas o selo do negócio que iremos firmar.
Fará trinta e seis anos daqui a umas horas, restávamos só nós dois da trintena do costume.
Naquela noite éramos novatos no sítio.
Alternámos então, do banco frente ao mar na noite quente, a caminho da barraca das cervejas por rodadas que esgotávamos placidamente e sem grandes conversas.
Esse foi o prenúncio de um Agosto agitadíssimo, do qual saímos todos muito diferentes.
O ter amigos velhos dá nisto – trinta e seis anos depois estamos prestes a violar uma regra sagrada, aquela que dita que os negócios são à parte.
Sugiro-te que, entre todas as cervejas que bebemos juntos, pelos séculos dos séculos, consideremos essas o selo do negócio que iremos firmar.
31/07/2012
30/07/2012
28/07/2012
27/07/2012
Especialistas
Os tipos que relatam o desfile olímpico para a RTP anunciam a representação do Reino Unido e a tentativa de Ian Thorpe, que eles tomam por americano e confundem com Phelps, de bater o recorde do número de medalhas olímpicas.
São dois erros crassos, que qualquer criança que houvesse feito o trabalho de casa, não conhecendo o assunto, não cometeria.
Os tipos que relatam o desfile olímpico para a RTP anunciam a representação do Reino Unido e a tentativa de Ian Thorpe, que eles tomam por americano e confundem com Phelps, de bater o recorde do número de medalhas olímpicas.
São dois erros crassos, que qualquer criança que houvesse feito o trabalho de casa, não conhecendo o assunto, não cometeria.
26/07/2012
O junkie das palavras

Não sei quantas pessoas haverá, em todo o universo, que se possam procurar e encontrar no Google Street View. Calculo que uma ínfima, muito ínfima, porção.
Pois bem, eu não te procurei. Apenas seguia um link encontrado algures. E lá estavas tu, tal como da outra vez, quando passei de carro.
Pareceu-me que num ciclo mais saudável. Apenas seis meses depois, diz a data da foto. Assim o espero.
Talvez agora, pegando na última frase desses dias, o junkie seja eu. O das palavras. As que não te disse, as que não me disseste.

Não sei quantas pessoas haverá, em todo o universo, que se possam procurar e encontrar no Google Street View. Calculo que uma ínfima, muito ínfima, porção.
Pois bem, eu não te procurei. Apenas seguia um link encontrado algures. E lá estavas tu, tal como da outra vez, quando passei de carro.
Pareceu-me que num ciclo mais saudável. Apenas seis meses depois, diz a data da foto. Assim o espero.
Talvez agora, pegando na última frase desses dias, o junkie seja eu. O das palavras. As que não te disse, as que não me disseste.
25/07/2012
Carta ao senhor Primeiro-Ministro
Já é longínquo o tempo das cartas ao poder. Seja a do Aónio (Aonio?), Cidadão campónio, dada ao prelo; seja a menos aberta do Bispo do Porto, que afinal todos conheceram pelo menos de título; sejam as que saíram mesmo nos jornais ou até as que deram forma a federações sindicais.
Todas elas pretenderam ou chamar atenção ao poder estabelecido, fosse ele qual fosse, ou promover a crise, no sentido mais antigo da palavra grega.
Pois eu pretendo não ter qualquer tipo de influência que a isso leve, o que me tranquiliza quanto a eventuais consequências da minha epístola.
Escrevi aqui, num tempo em que o senhor ainda estava algo longe da cadeira de São Bento, que o considerava um tipo capaz, que nos pouparia a dislates em que o seu antecessor se mostrou pródigo. Não há nisto qualquer tipo de clubismo anti-PS ou pró-PSD, uma vez que entendo serem ambos os partidos faces diversas da mesma moeda. Antes existe um certo horror ao disparate e à mediocridade que, como sabemos ambos, campeia em ambos os partidos.
Não me incomodam as suas expressões populares que tanta tinta fazem correr – é natural que assim seja, o povo revê-se no popularucho e não resiste a comentá-lo, esteja ele o povo à mesa do café – se é que ainda está – ou nas redacções dos jornais, das rádios e das televisões.
Não me incomodam as suas tentativas para pôr as contas na ordem e impôr racionalidade nisto tudo. Aplaudo-as.
Não me incomodam sequer alguns excessos de zelo que nesse campo se têm visto.
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é algo que também incomoda muitos dos meus compatriotas. Talvez até o incomode a si, que tenho por não ser insensível ao desnorte.
É que pretenda levar o país para um caminho exemplar e carregue consigo a fancaria a que aqui aludi faz tempo, ainda o senhor estava num certo limbo, dando logo aí péssimo exemplo.
Escrevi aqui há meses suficientes que no governo havia pelo menos um ministro inenarrável. Há mais do que um. Mas esse dá um péssimo exemplo às massas. Ou será que não dá?
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é a ausência de capacidade de extirpar cancros que corroem o cimento social – a instalação do chico-espertismo um pouco por todo o lado, como bem indicava o falecido Ernâni Lopes; as chorudas golpadas dos ditos consentidas por nulidades intelectuais omnipresentes e que, só por serem nulidades, não se podem dizer cúmplices.
O que me incomoda é, como já outros disseram, um desfile de asneiras que exala um cheiro a fim de regime.
Lembro-me da série quase interminável de disparates que antecederam o 25 de Abril de 74.
Estamos lá quase.
É isso que me incomoda. A mim, e perdoe-me a presunção, a muitos mais.
O senhor, justamente por ser mais capaz do que os outros, tem maiores responsabilidades. Se isto correr mal, não tem desculpa.
Dato esta carta de 25 de Julho. Uma data apenas simbólica – para mim ainda mais que as raízes estão-me nesses campos - mas que os intelectuais da praça, os tais de que se deve ter socorrido para eliminar ou suspender os feriados de 1 de Dezembro e 5 de Outubro devem ignorar.
Já é longínquo o tempo das cartas ao poder. Seja a do Aónio (Aonio?), Cidadão campónio, dada ao prelo; seja a menos aberta do Bispo do Porto, que afinal todos conheceram pelo menos de título; sejam as que saíram mesmo nos jornais ou até as que deram forma a federações sindicais.
Todas elas pretenderam ou chamar atenção ao poder estabelecido, fosse ele qual fosse, ou promover a crise, no sentido mais antigo da palavra grega.
Pois eu pretendo não ter qualquer tipo de influência que a isso leve, o que me tranquiliza quanto a eventuais consequências da minha epístola.
Escrevi aqui, num tempo em que o senhor ainda estava algo longe da cadeira de São Bento, que o considerava um tipo capaz, que nos pouparia a dislates em que o seu antecessor se mostrou pródigo. Não há nisto qualquer tipo de clubismo anti-PS ou pró-PSD, uma vez que entendo serem ambos os partidos faces diversas da mesma moeda. Antes existe um certo horror ao disparate e à mediocridade que, como sabemos ambos, campeia em ambos os partidos.
Não me incomodam as suas expressões populares que tanta tinta fazem correr – é natural que assim seja, o povo revê-se no popularucho e não resiste a comentá-lo, esteja ele o povo à mesa do café – se é que ainda está – ou nas redacções dos jornais, das rádios e das televisões.
Não me incomodam as suas tentativas para pôr as contas na ordem e impôr racionalidade nisto tudo. Aplaudo-as.
Não me incomodam sequer alguns excessos de zelo que nesse campo se têm visto.
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é algo que também incomoda muitos dos meus compatriotas. Talvez até o incomode a si, que tenho por não ser insensível ao desnorte.
É que pretenda levar o país para um caminho exemplar e carregue consigo a fancaria a que aqui aludi faz tempo, ainda o senhor estava num certo limbo, dando logo aí péssimo exemplo.
Escrevi aqui há meses suficientes que no governo havia pelo menos um ministro inenarrável. Há mais do que um. Mas esse dá um péssimo exemplo às massas. Ou será que não dá?
O que me incomoda, senhor Primeiro-Ministro, é a ausência de capacidade de extirpar cancros que corroem o cimento social – a instalação do chico-espertismo um pouco por todo o lado, como bem indicava o falecido Ernâni Lopes; as chorudas golpadas dos ditos consentidas por nulidades intelectuais omnipresentes e que, só por serem nulidades, não se podem dizer cúmplices.
O que me incomoda é, como já outros disseram, um desfile de asneiras que exala um cheiro a fim de regime.
Lembro-me da série quase interminável de disparates que antecederam o 25 de Abril de 74.
Estamos lá quase.
É isso que me incomoda. A mim, e perdoe-me a presunção, a muitos mais.
O senhor, justamente por ser mais capaz do que os outros, tem maiores responsabilidades. Se isto correr mal, não tem desculpa.
Dato esta carta de 25 de Julho. Uma data apenas simbólica – para mim ainda mais que as raízes estão-me nesses campos - mas que os intelectuais da praça, os tais de que se deve ter socorrido para eliminar ou suspender os feriados de 1 de Dezembro e 5 de Outubro devem ignorar.
24/07/2012
A nota do dia
Lendo esta nota do Presidente da República endereçada ao Parlamento e à sua Presidente apenas ficamos com mais um prego para pregar no caixão da excelsa democracia parlamentar que tais brilhantismos alberga.
Lendo esta nota do Presidente da República endereçada ao Parlamento e à sua Presidente apenas ficamos com mais um prego para pregar no caixão da excelsa democracia parlamentar que tais brilhantismos alberga.
23/07/2012
22/07/2012
HGU en rose ou hádestermuntavercõisso
Aquilo que eu não sabia antes de começar este Tour é que o homem que venceu o sprint nos Campos Elíseos em 2008 acabou por arrebatar le Tour en rouge. Belo prémio!
Aquilo que eu não sabia antes de começar este Tour é que o homem que venceu o sprint nos Campos Elíseos em 2008 acabou por arrebatar le Tour en rouge. Belo prémio!
21/07/2012
O controle emocional dos fogos
Passo sempre ao lado dos comentários dos jornalistas e das suas apreciações.
Nos directos ou nos gravados atento ao que diz o povo. E o povo, mais desconto menos desconto, mais interesse menos interesse, lá vai desenhando por palavras o que sucede, o que sucedeu.
Nestas coisas do fogo, esclarecida que está por mim a ausência de um comando conhecedor e capaz na maior parte das circunstâncias em que o fogo excede a dezena de hectares, começo a suspeitar que há, na utilização de aeronaves, um comando e controle demasiado emocional a pôr e a dispôr.
E a suspeita resume-se a isto:
Havendo sete ou oito frentes a que acudir, não se trata de uma de cada vez até a extinguir.
Vai-se rodando entre elas, de forma a calar os insatisfeitos, e fazendo um arremedo de combate ao fogo que será naturalmente pouco mais do que ineficaz, a partir do momento em que se retorna a uma frente num ponto em que ela está com a mesma força que tinha quando da passagem anterior.
Não posso afirmar que assim é. Mas lá que parece, parece.
Passo sempre ao lado dos comentários dos jornalistas e das suas apreciações.
Nos directos ou nos gravados atento ao que diz o povo. E o povo, mais desconto menos desconto, mais interesse menos interesse, lá vai desenhando por palavras o que sucede, o que sucedeu.
Nestas coisas do fogo, esclarecida que está por mim a ausência de um comando conhecedor e capaz na maior parte das circunstâncias em que o fogo excede a dezena de hectares, começo a suspeitar que há, na utilização de aeronaves, um comando e controle demasiado emocional a pôr e a dispôr.
E a suspeita resume-se a isto:
Havendo sete ou oito frentes a que acudir, não se trata de uma de cada vez até a extinguir.
Vai-se rodando entre elas, de forma a calar os insatisfeitos, e fazendo um arremedo de combate ao fogo que será naturalmente pouco mais do que ineficaz, a partir do momento em que se retorna a uma frente num ponto em que ela está com a mesma força que tinha quando da passagem anterior.
Não posso afirmar que assim é. Mas lá que parece, parece.
20/07/2012
Do 1 ao 563
Não parece mas são 566 livros*. Custou (recuperar o extraviado e comprar o que faltava) mas foi.
Mais uma nota para os tipos que sabem exactamente quantos parafusos tem a torre Eiffel.

com a devida vénia aos autores das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.
* falta na composição o 200 da Vampiro que também se inclui nas contas.
Não parece mas são 566 livros*. Custou (recuperar o extraviado e comprar o que faltava) mas foi.
Mais uma nota para os tipos que sabem exactamente quantos parafusos tem a torre Eiffel.

com a devida vénia aos autores das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.
* falta na composição o 200 da Vampiro que também se inclui nas contas.
19/07/2012
E contudo ela move-se
Faz um ano que se iniciou a crise sísmica em El Hierro.
Pode ver-se aqui, atendendo aos últimos dois anos aproximadamente, a diferença entre a frequência de sismos no ano que decorreu e no ano anterior e ainda o acumulado da energia libertada nos mesmos intervalos, segundo os dados do IGN de Espanha.

Faz um ano que se iniciou a crise sísmica em El Hierro.
Pode ver-se aqui, atendendo aos últimos dois anos aproximadamente, a diferença entre a frequência de sismos no ano que decorreu e no ano anterior e ainda o acumulado da energia libertada nos mesmos intervalos, segundo os dados do IGN de Espanha.

Não sabem o que dizem
Há um aviso nas televisões que passa há anos e que fala de um fogo em Beja em 26 Julho de 2004, no qual arderam uma remessa de hectares e que o culpado disso tudo foi um cigarro. A incúria.
Ora em 26 de Julho de 2004 e dias seguintes arderam de facto uma remessa de hectares. Eu próprio fui testemunha de uma das noites longas de inferno.
O fogo não foi em Beja nem esteve lá perto. Qualquer um que conheça Beja e arredores sabe que mesmo em tempo de restolho e pasto seco é muito pouco provável que um fogo atinja grandes dimensões nas cercanias da cidade. A razão é simples – não há combustível.
Foi lá para a extrema do distrito e a maior parte da área ardida pertencia ao distrito de Faro (ver figura), como há uns tempos se passou a designar o Algarve.
Se o culpado foi a incúria ou não, nunca se saberá. Mas o que corria na época é que tinha sido intencional e bem intencional o seu começo. Se é que a palavra intenção faz algum sentido, significa alguma coisa.
Depois de alastrar, pode sempre dizer-se que houve incúria.
Estes exemplos de tiros ao lado, de erros grosseiros em campanhas de prevenção são péssimos.
Dão de facto uma imagem de incúria ou de inépcia mental que não nos sossega nada.
O Algarve está outra vez debaixo de fogo.
Depois de 2004, chegámos a ter um ministro da Administração Interna que se gabou às câmaras de televisão de ter percebido que as aeronaves de combate ao fogo tinham uma eficácia directamente proporcional à sua capacidade de armazenamento e inversamente proporcional ao tempo de reabastecimento (retorno ao local em condições de combate).
Continuamos com gente da mesma bitola.
Veremos se desta vez será pior.

imagem in
DIRECÇÃO GERAL DOS RECURSOS FLORESTAIS
D S D F - Divisão de Defesa da Floresta contra Incêndios
Relatório provisório Incêndios Florestais – 2004
(01 Janeiro a 01 Agosto)
03 Agosto 2004
p. 8
TUDO ISTO ESTÁ ERRADO - VER AQUI
Há um aviso nas televisões que passa há anos e que fala de um fogo em Beja em 26 Julho de 2004, no qual arderam uma remessa de hectares e que o culpado disso tudo foi um cigarro. A incúria.
Ora em 26 de Julho de 2004 e dias seguintes arderam de facto uma remessa de hectares. Eu próprio fui testemunha de uma das noites longas de inferno.
O fogo não foi em Beja nem esteve lá perto. Qualquer um que conheça Beja e arredores sabe que mesmo em tempo de restolho e pasto seco é muito pouco provável que um fogo atinja grandes dimensões nas cercanias da cidade. A razão é simples – não há combustível.
Foi lá para a extrema do distrito e a maior parte da área ardida pertencia ao distrito de Faro (ver figura), como há uns tempos se passou a designar o Algarve.
Se o culpado foi a incúria ou não, nunca se saberá. Mas o que corria na época é que tinha sido intencional e bem intencional o seu começo. Se é que a palavra intenção faz algum sentido, significa alguma coisa.
Depois de alastrar, pode sempre dizer-se que houve incúria.
Estes exemplos de tiros ao lado, de erros grosseiros em campanhas de prevenção são péssimos.
Dão de facto uma imagem de incúria ou de inépcia mental que não nos sossega nada.
O Algarve está outra vez debaixo de fogo.
Depois de 2004, chegámos a ter um ministro da Administração Interna que se gabou às câmaras de televisão de ter percebido que as aeronaves de combate ao fogo tinham uma eficácia directamente proporcional à sua capacidade de armazenamento e inversamente proporcional ao tempo de reabastecimento (retorno ao local em condições de combate).
Continuamos com gente da mesma bitola.
Veremos se desta vez será pior.

imagem in
DIRECÇÃO GERAL DOS RECURSOS FLORESTAIS
D S D F - Divisão de Defesa da Floresta contra Incêndios
Relatório provisório Incêndios Florestais – 2004
(01 Janeiro a 01 Agosto)
03 Agosto 2004
p. 8
TUDO ISTO ESTÁ ERRADO - VER AQUI
18/07/2012
O cordel
O meu velho J.d’ sentou-se e disse:
Não sei como é que ela não lhe disse já que cada vez que sentisse um puxão no casaco deveria ficar calado ou mudar de assunto. Há muita gente que faz isso.
(Quem diz um puxão no casaco diz um puxão num cordelinho atado a um passador do cinto – contrariei eu cá para comigo.)
Isto evitaria deslizes nos momentos em que a senhora está presente e atenta.
O meu velho J.d’ sentou-se e disse:
Não sei como é que ela não lhe disse já que cada vez que sentisse um puxão no casaco deveria ficar calado ou mudar de assunto. Há muita gente que faz isso.
(Quem diz um puxão no casaco diz um puxão num cordelinho atado a um passador do cinto – contrariei eu cá para comigo.)
Isto evitaria deslizes nos momentos em que a senhora está presente e atenta.
17/07/2012
15/07/2012
O livro de autógrafos

Decidir qual é o ponto em que se pode recuperar para a nossa auto-estima o livro de autógrafos das meninas dos anos 60, carece de uma ponderação.
É o ponto de inflexão de uma função que representa o somatório da consagração da importância absoluta dos signatários na nossa vida em função do tempo de que ainda dispomos para a honrar.
Fazê-lo antes desse momento pode implicar o rasgar de páginas e acarreta, em contrapartida as inevitáveis ausências dos que nos puseram de pé.
Os abaixo assinados que fazem a prova de uma vida estão alinhados do lado da consequência e do nosso mérito (se se acredita que tal coisa existe) enquanto aqueles que nos ensinaram a andar são coproprietários do livro ou se vêem nele representados. Contaditório e confuso, claro está. Um rasgo de desculpa pelas assinaturas em falta.
Ando a pensar no assunto.
Talvez com folhas como aquelas que os carteiros trazem para se assinarem os registos. Com o nome do requerido em tipo Aparajita tamanho 10 e a inevitável cruz, digo alfa a lápis – assine aqui.

Decidir qual é o ponto em que se pode recuperar para a nossa auto-estima o livro de autógrafos das meninas dos anos 60, carece de uma ponderação.
É o ponto de inflexão de uma função que representa o somatório da consagração da importância absoluta dos signatários na nossa vida em função do tempo de que ainda dispomos para a honrar.
Fazê-lo antes desse momento pode implicar o rasgar de páginas e acarreta, em contrapartida as inevitáveis ausências dos que nos puseram de pé.
Os abaixo assinados que fazem a prova de uma vida estão alinhados do lado da consequência e do nosso mérito (se se acredita que tal coisa existe) enquanto aqueles que nos ensinaram a andar são coproprietários do livro ou se vêem nele representados. Contaditório e confuso, claro está. Um rasgo de desculpa pelas assinaturas em falta.
Ando a pensar no assunto.
Talvez com folhas como aquelas que os carteiros trazem para se assinarem os registos. Com o nome do requerido em tipo Aparajita tamanho 10 e a inevitável cruz, digo alfa a lápis – assine aqui.
14/07/2012
Circunstantes adivinhados

Dos circunstantes não nomeados no sonho destacava-se pela voz roufenha o que defendia que as mulheres que andassem para trás com saltos exageradamente altos e finos – propunha até uma fórmula para a esbelteza dos saltos – deveriam gritar como grita um carro velho em marcha atrás.

Dos circunstantes não nomeados no sonho destacava-se pela voz roufenha o que defendia que as mulheres que andassem para trás com saltos exageradamente altos e finos – propunha até uma fórmula para a esbelteza dos saltos – deveriam gritar como grita um carro velho em marcha atrás.
13/07/2012
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 15
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real
12/07/2012
11/07/2012
10/07/2012
Degraus
Faltam-me uns degraus para ascender à indiferença olímpica à estupidez, cuja não herdei de meu Pai.
Ele expressava, sem o dizer, que é desnecessário queixarmo-nos dos dados de um problema. Diria assim mesmo se o tivesse dito – desnecessário.
Ora eu não cheguei lá.
Coisa que me faz suficientemente estúpido para ver negada a ascensão a tal patamar.
Lamento-o (lamento esse que não é mais do que uma queixa para dentro), mas é assim.
A estupidez quando admitida em certos cargos pode ser desastrosa. É inutil aprofundar o tema.
A estupidez não é coisa que desapareça com o tempo numa cabeça. Fica para sempre. Não há saber que lugar não ocupe que possa abrir as paredes estreitas de uma mente.
A estupidez não é crime nem contravenção. Não é culpa nem responsabilidade do seu portador.
O uso da estupidez em certas funções é sempre culpa e responsabilidade de outrem.
Daquele que podendo ver, escolheu um cego.
Na maior parte das dificuldades impostas pelo trato do Estado ao cidadão está, no fim da linha, um bronco.
Um bronco que lá foi posto por outros broncos que o acharam notável e que foi tacitamente aceite por quem conseguiu ver a qualidade de bronco e se deixou estar.
É pois a cobardia dos capazes, a sua omissão, que permite a duplicação sucessiva de mal iluminados em cargos de responsabilidade.
Haverá alguns capazes que com isso lucram. O grosso da coluna perde.
É aquela minha velha história do Pinhal da Azambuja.
E depois há situações onde é muito improvável que alguém lucre alguma coisa.
Vejamos este caso:
Um indígena marca uma consulta no SNS pela internet.
A marcação pouco depois é rejeitada por e-mail.
O indígena escolhe outra data.
A marcação pouco depois é aceite por e-mail.
Subentende o indígena que, se por alguma razão, a consulta não fôr possível será avisado a seu tempo por e-mail ou SMS, dado que o seu número de telefone lhe foi solicitado aquando do registo.
Decorridos quinze dias sem novas do SNS, mete-se o indígena ao caminho para chegar com certa antecipação ao local de atendimento, cujo lhe é estranho há tempo suficiente para se poder dizer desconhecido.
É o indígena atendido por prestimosa e simpática funcionária a qual o informa, não sem um certo pesar na expressão, que a sua consulta não terá lugar.
Diz a senhora que as marcações pela internet têm erros destes. Marcam consultas que não há.
E diz ainda que o indígena houvera de ter sido informado pelo telefone, caso o número respectivo estivesse atribuído, coisa que não está.
Não atalha o indígena contra a senhora dizendo que o número está no registo e que o e-mail também.
Mas diz-lhe do que sucedera quando obteve, por mudança de residência, o cartão de cidadão, não o de Isabelino, que jamais seria chamado ao caso, mas o dele próprio. Que lhe haviam dito que todos os registos que sobre ele constassem no âmbito civil, fiscal e hospitalar seriam de uma penada actualizados, sem que ele mexesse uma palha do chapéu.
A senhora, ainda pesarosa, terá dito pois. E marca-lhe ali mesmo, de papel passado, uma consulta para um dia destes.
O indígena chega a casa e reclama. Manda a reclamação por e-mail. Vem rejeitada.
Escolhe um outro endereço do SNS e reenvia. Vem rejeitada.
Escolhe um terceiro. Vem rejeitada.
O indígena escreve um post e publica-o ainda antes de obter uma satisfação. Está pelos cabelos. Que já não tem.
A reclamação afinal foi aceite. Quer o indígena dizer que não veio rejeitada.
Faltam-me uns degraus para ascender à indiferença olímpica à estupidez, cuja não herdei de meu Pai.
Ele expressava, sem o dizer, que é desnecessário queixarmo-nos dos dados de um problema. Diria assim mesmo se o tivesse dito – desnecessário.
Ora eu não cheguei lá.
Coisa que me faz suficientemente estúpido para ver negada a ascensão a tal patamar.
Lamento-o (lamento esse que não é mais do que uma queixa para dentro), mas é assim.
A estupidez quando admitida em certos cargos pode ser desastrosa. É inutil aprofundar o tema.
A estupidez não é coisa que desapareça com o tempo numa cabeça. Fica para sempre. Não há saber que lugar não ocupe que possa abrir as paredes estreitas de uma mente.
A estupidez não é crime nem contravenção. Não é culpa nem responsabilidade do seu portador.
O uso da estupidez em certas funções é sempre culpa e responsabilidade de outrem.
Daquele que podendo ver, escolheu um cego.
Na maior parte das dificuldades impostas pelo trato do Estado ao cidadão está, no fim da linha, um bronco.
Um bronco que lá foi posto por outros broncos que o acharam notável e que foi tacitamente aceite por quem conseguiu ver a qualidade de bronco e se deixou estar.
É pois a cobardia dos capazes, a sua omissão, que permite a duplicação sucessiva de mal iluminados em cargos de responsabilidade.
Haverá alguns capazes que com isso lucram. O grosso da coluna perde.
É aquela minha velha história do Pinhal da Azambuja.
E depois há situações onde é muito improvável que alguém lucre alguma coisa.
Vejamos este caso:
Um indígena marca uma consulta no SNS pela internet.
A marcação pouco depois é rejeitada por e-mail.
O indígena escolhe outra data.
A marcação pouco depois é aceite por e-mail.
Subentende o indígena que, se por alguma razão, a consulta não fôr possível será avisado a seu tempo por e-mail ou SMS, dado que o seu número de telefone lhe foi solicitado aquando do registo.
Decorridos quinze dias sem novas do SNS, mete-se o indígena ao caminho para chegar com certa antecipação ao local de atendimento, cujo lhe é estranho há tempo suficiente para se poder dizer desconhecido.
É o indígena atendido por prestimosa e simpática funcionária a qual o informa, não sem um certo pesar na expressão, que a sua consulta não terá lugar.
Diz a senhora que as marcações pela internet têm erros destes. Marcam consultas que não há.
E diz ainda que o indígena houvera de ter sido informado pelo telefone, caso o número respectivo estivesse atribuído, coisa que não está.
Não atalha o indígena contra a senhora dizendo que o número está no registo e que o e-mail também.
Mas diz-lhe do que sucedera quando obteve, por mudança de residência, o cartão de cidadão, não o de Isabelino, que jamais seria chamado ao caso, mas o dele próprio. Que lhe haviam dito que todos os registos que sobre ele constassem no âmbito civil, fiscal e hospitalar seriam de uma penada actualizados, sem que ele mexesse uma palha do chapéu.
A senhora, ainda pesarosa, terá dito pois. E marca-lhe ali mesmo, de papel passado, uma consulta para um dia destes.
O indígena chega a casa e reclama. Manda a reclamação por e-mail. Vem rejeitada.
Escolhe um outro endereço do SNS e reenvia. Vem rejeitada.
Escolhe um terceiro. Vem rejeitada.
O indígena escreve um post e publica-o ainda antes de obter uma satisfação. Está pelos cabelos. Que já não tem.
A reclamação afinal foi aceite. Quer o indígena dizer que não veio rejeitada.
09/07/2012
Ciclismo e cultura
Uma das coisas que me convida a assistir às transmissões de ciclismo é com toda a certeza a qualidade dos comentários.
Depois de David Duffield, com a excepção fugaz de Francisco Figueiredo, só se apanham coleccionadores de anedotas. Ontem, face à imagem de um dinossauro numa rotunda de uma terra no Jura, um comentador na RTP afirnou que o dinossauro estava ali porque naquela terra do Jura tinham sido recentemente descobertas coisas do... Jurássico.
É este o nível (mais elevado) da coisa. Abaixo, muito abaixo de dinossauro é a regra.
A inexistência nas redacções de gente que proíba o pessoal de falar do que não sabe é mais do que notória. Depois há a questão de eles, os comentadores, não saberem que não sabem, que é coisa transversal nos dias que correm.
Ouvem-se coisas dignas do melhor Monty Python. Não creio que haja campo do espectáculo em que os comentadores sejam eles próprios um espectáculo como o ciclismo. Mas um triste espectáculo.
Já há uns anos que o meu hábito de comprar o Expresso, velho de trinta e um anos, somado aos oito em que o lia sem o comprar, me vai criando alguma erisipela.
O jornal, como aqui já referi, é hoje feito para graus de inteligência e de saber muito inferiores aos que alvejava de início. Massificou-se.
Na edição da semana passada, a pérola abaixo. Não me venham dizer que é gralha ou que é uma poética evolução semântica. É que disto e pior do que isto se encontra por lá sem dificuldade.

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Uma das coisas que me convida a assistir às transmissões de ciclismo é com toda a certeza a qualidade dos comentários.
Depois de David Duffield, com a excepção fugaz de Francisco Figueiredo, só se apanham coleccionadores de anedotas. Ontem, face à imagem de um dinossauro numa rotunda de uma terra no Jura, um comentador na RTP afirnou que o dinossauro estava ali porque naquela terra do Jura tinham sido recentemente descobertas coisas do... Jurássico.
É este o nível (mais elevado) da coisa. Abaixo, muito abaixo de dinossauro é a regra.
A inexistência nas redacções de gente que proíba o pessoal de falar do que não sabe é mais do que notória. Depois há a questão de eles, os comentadores, não saberem que não sabem, que é coisa transversal nos dias que correm.
Ouvem-se coisas dignas do melhor Monty Python. Não creio que haja campo do espectáculo em que os comentadores sejam eles próprios um espectáculo como o ciclismo. Mas um triste espectáculo.
Já há uns anos que o meu hábito de comprar o Expresso, velho de trinta e um anos, somado aos oito em que o lia sem o comprar, me vai criando alguma erisipela.
O jornal, como aqui já referi, é hoje feito para graus de inteligência e de saber muito inferiores aos que alvejava de início. Massificou-se.
Na edição da semana passada, a pérola abaixo. Não me venham dizer que é gralha ou que é uma poética evolução semântica. É que disto e pior do que isto se encontra por lá sem dificuldade.

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08/07/2012
07/07/2012
Estudos
Na sequência do que aqui escrevi, a propósito de outro assunto, sobre os cursos superiores de terceira, quarta e quinta categorias, tanto eu como o meu velho J.d’ concordámos que, pelo respeito que temos pelas nossas próprias e subidas pessoas, jamais enviaríamos um currículo de cadeiras feitas e de responsabilidades abraçadas com a finalidade de obter um diploma para aí de calceteiro marítimo. Para aí.
Com isto, desamasso o pedido de deferimento que não fiz a sua excelência.
Na sequência do que aqui escrevi, a propósito de outro assunto, sobre os cursos superiores de terceira, quarta e quinta categorias, tanto eu como o meu velho J.d’ concordámos que, pelo respeito que temos pelas nossas próprias e subidas pessoas, jamais enviaríamos um currículo de cadeiras feitas e de responsabilidades abraçadas com a finalidade de obter um diploma para aí de calceteiro marítimo. Para aí.
Com isto, desamasso o pedido de deferimento que não fiz a sua excelência.
05/07/2012
04/07/2012
03/07/2012
Notícias
Calculo que se ensine na escola de jornalismo que o tom e o teor duma peça para rádio ou televisão devem adaptar-se ao presumido número de vezes que a mesma vai ser exibida.
Quem está em piloto automático a ouvir uma estação de rádio ou de televisão de notícias, ouve de acordo com um período de retorno proporcional ao sumo noticioso do dia, a mesma peça.
Se ela contiver, como é hábito mais ou menos recente, uma intentada dose de piada, de ironia ou de qualquer outro ingrediente que talhe a maionese, cedo se torna insuportável em dia sem novidades.
Uma coisa mais à faca, despida de adjectivos e de comparações desnecessárias, acaba por ser tolerável aí mais umas ene vezes.
Um destes dias ouvi, não sei por quê, uma porrada de vezes a notícia de que as Spice Girls iam voltar a actuar. Metia dois gritinhos emitidos naquela frequência feminina que um velho amigo associava invariavelmente a fêmea estúpida.
Calculo que se ensine na escola de jornalismo que o tom e o teor duma peça para rádio ou televisão devem adaptar-se ao presumido número de vezes que a mesma vai ser exibida.
Quem está em piloto automático a ouvir uma estação de rádio ou de televisão de notícias, ouve de acordo com um período de retorno proporcional ao sumo noticioso do dia, a mesma peça.
Se ela contiver, como é hábito mais ou menos recente, uma intentada dose de piada, de ironia ou de qualquer outro ingrediente que talhe a maionese, cedo se torna insuportável em dia sem novidades.
Uma coisa mais à faca, despida de adjectivos e de comparações desnecessárias, acaba por ser tolerável aí mais umas ene vezes.
Um destes dias ouvi, não sei por quê, uma porrada de vezes a notícia de que as Spice Girls iam voltar a actuar. Metia dois gritinhos emitidos naquela frequência feminina que um velho amigo associava invariavelmente a fêmea estúpida.
02/07/2012
Das apostas
Perdi mais uma.
O curioso desta última aposta é que o quadro tinha esta combinação perfeita:
1 selecção foi escolhida pelos três apostadores – a alemã.
3 selecções foram escolhidas por um par diferente de apostadores – a holandesa (A e B), a francesa (A e C) e a espanhola (B e C).
3 selecções foram escolhidas apenas por um apostador – a portuguesa, a italiana e a russa.
O vencedor do jantar já perfaz com este campeonato quatro vitórias consecutivas. Bate mesmo a Espanha.
Perdi mais uma.
O curioso desta última aposta é que o quadro tinha esta combinação perfeita:
1 selecção foi escolhida pelos três apostadores – a alemã.
3 selecções foram escolhidas por um par diferente de apostadores – a holandesa (A e B), a francesa (A e C) e a espanhola (B e C).
3 selecções foram escolhidas apenas por um apostador – a portuguesa, a italiana e a russa.
O vencedor do jantar já perfaz com este campeonato quatro vitórias consecutivas. Bate mesmo a Espanha.
01/07/2012
O vulcão voltou
Quase um ano depois de um pico de actividade vulcânica em El Hierro, as profundezas parecem querer reafirmar a ameaça.
Gráfico descritivo da frequência e magnitude dos sismos registados em El Hierro no último ano, de acordo com o IGN de Espanha:

(clicar para ampliar)
Quase um ano depois de um pico de actividade vulcânica em El Hierro, as profundezas parecem querer reafirmar a ameaça.
Gráfico descritivo da frequência e magnitude dos sismos registados em El Hierro no último ano, de acordo com o IGN de Espanha:

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29/06/2012
28/06/2012
27/06/2012
Imagem do dia

trecho do mapa de Tomás Lopez de Vargas Machuca (post 1784) depositado na BN sob a cota C.A. 14 R.
Eles que se deixem de tretas e marquem a fronteira à volta de Olivença tal como está consagrada no artº CV do Tratado de Viena de 1815.

trecho do mapa de Tomás Lopez de Vargas Machuca (post 1784) depositado na BN sob a cota C.A. 14 R.
Eles que se deixem de tretas e marquem a fronteira à volta de Olivença tal como está consagrada no artº CV do Tratado de Viena de 1815.
26/06/2012
Razão
O que me faz temer pela razão não é mais do que isto:
Deparar com uma folha de excel onde, sujeito a um algoritmo rudimentar, aparece um número de telefone com chamada tentada que é dado como desconhecido.
Ao olhar para o número, vejo.
Vejo que é o meu próprio número.
Está na altura de deixar de ser ainda mais autobiográfico.
O que me faz temer pela razão não é mais do que isto:
Deparar com uma folha de excel onde, sujeito a um algoritmo rudimentar, aparece um número de telefone com chamada tentada que é dado como desconhecido.
Ao olhar para o número, vejo.
Vejo que é o meu próprio número.
Está na altura de deixar de ser ainda mais autobiográfico.
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