28/05/2014

PCP

Faz o PCP grande alarde da percentagem de votos que obteve no recente escrutínio.
Atentando aos dados da CNE, STAPE e DGAI verifica-se que o PCP, com mais ou menos partidos coligados, obtém um volume de votos nada surpreendente e ligeiramente inferior ao que obteve em 2011, nas legislativas.
Que os comunistas não se abstêm, parece que todos temos noção disso. Parece.

25/05/2014

Logística

Quem percorreu ontem (hoje, afinal) a A6, de este para oeste, e depois a A2 até ao nó de Coina, entre a uma e as três da manhã observou uma manobra de retirada de um grande exército de Castela como poucas ou nenhuma vez se viu.

24/05/2014

Tendências de voto

Tendo para estes. Ou seja, sou do Atlético de Madrid desde pequeno.

23/05/2014

Ver Madrid passar

Já foi tudo dito sobre a final dos Campeões Europeus amanhã em Lisboa.
A mim agrada-me a ideia de ir ver passá-los de volta, vencedores e vencidos, lado a lado, à frente e atrás, em fila de carros, de cima de um viaduto sobre a A6, o mais perto possível da fronteira.
Não se me dá ir para Espanha, ao mesmo tempo que julgo ser a coisa mais interessante à medida que eles se vão cansando na viagem. Até Elvas parece-me bem.
Referências literárias: Jangada de Pedra, de Saramago onde havia uns tipos que foram ver passar Gibraltar; Auto-estrada do Sul, de Cortázar, onde ficou tudo dito à excepção do clube de cada carro.


imagem do Google Street View

22/05/2014

Coruche, 2012



Há quantos anos foi dinamitado o tramo sul desta ponte e reconstruído destoantemente?

18/05/2014

Inseguro pode ser o Estádio Nacional




imagens da RTP

Um exército de tolinhos, capitaneados por vozes que não chegam ao céu, andou durante anos a argumentar que o Estádio Nacional não era seguro.
Argumentavam com um crime que um mentecapto lá cometeu em 1996 e com mais não sei o quê. E mostravam aqui e acolá um certo nojo político pelo edifício.
Era fácil mostrar que quanto ao crime, qualquer estádio dos novos e certificados, poderia ser palco de um assassínio assim. Bastaria que deixassem entrar o míssil que foi usado como arma. Coisa que, como sabemos, só depende da vigilância policial. E sabemos também que vezes sem conta entram petardos e outros artefactos nesses estádios do Euro.
Era fácil mostrar que o Estádio Nacional foi construído, como nenhum outro, com a nítida preocupação de evitar grandes catástrofes motivadas por movimentos descomandados da mole. Não tem armadilhas nem precipícios e dispõe de uma vasta área de descompressão na mata adjacente.
Só mesmo a estupidez poderia pôr em causa a segurança do recinto. Ninguém foi capaz de apontar os pontos fracos que o tornavam inseguro.
Depois talvez percebendo isso mesmo, começaram a mudar o discurso – o que o estádio era era desconfortável. Tinha falta de instalações sanitárias e apanhava-se sol e chuva.
Talvez tenha ou tenha tido falta de instalações sanitárias. Das várias vezes que lá fui não me servi delas, pelo que aceito esse argumento de desconforto e de falta de higiene. Quanto ao sol e à chuva...
Ora há quem se encarregue de o tornar inseguro. E isso consegue-se deixando a turbamulta pressionar em demasia como sempre o faz quando quer entrar em qualquer lado. Isso consegue-se enfiando mais uma bancada com três precipícios, dois laterais e um no topo, para acomodar mais gente do que o devido.
O Estádio Nacional precisa de mais alguns pontos de acesso (a norte), de forma a descongestionar a Porta da Maratona. Não sabendo eu se funciona ou não o acesso sul.
O Estádio Nacional não precisa de invenções nem de bancadas suplementares que criem risco para quem as ocupa.
O Estádio Nacional, como tudo em Portugal, precisa que quem dele trate tenha tino. Só isso.
Acrescento que se ouviram hoje mais umas vozes tontas, a clamar por segurança ao mesmo tempo que saudavam a colocação da bancada amovível.
A mole, no Estádio Nacional, em Alvalade, na Luz, no Dragão, se a deixarem ter o comportamento animalesco dos simples multiplicado por muitos, será sempre uma ameaça terrível para ela própria. Mas isso...

17/05/2014

Curva

Um sinusoigrama que represente a quantidade de ostentação de estupidez é um excelente guia de ruas para o viajante da vida.
Neste momento a curva cavalga forte derivada positiva.

14/05/2014

Portugal, 2012

Benfica

Desta vez é para contrariar o telex de há vinte e quatro anos que terminava com a palavra Milan e por uma vez mais sem exemplo, digamos: – Viva o Benfica!
Que diabo, perder oito finais em dez tendo ganho as duas primeiras seria quase uma conquista.
Evangelho

Evangelho segundo a Cable News Network:
Hurricane Sandy was the worst storm ever to hit the U.S.
O furacão Sandy ocorreu em 2012. Acertou em Nova Iorque e Nova Jérsia.

Quando não existem notícias que justifiquem grande afã, a CNN dedica-se à evangelização. Fá-lo com elevado grau de consideração por si própria, pelas suas campanhas e pelos seus papagaios.
E com disparates de elevadíssimo grau.

13/05/2014

Imagem a que se refere o escrito


As meninas e o Audi foram caçados por aí à revelia. Não faziam parte da fotografia mas do cenário que me foi dado ver nesse dia. Bastante longe do mar. A alguma distância de um rio.

10/05/2014

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 23




Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Ladeira do Pinheiro, 2012

09/05/2014

Feicebuquismo

Isto serve realmente para quê?


imagens retiradas do jornal I

08/05/2014

Coisas más de gramar

Uma cópia do filme “La Cage Dorée” legendada em português, cujas legendas se estendem às frases ditas na nossa língua e aí se vendo que o aluno não completou a escola primária com sucesso, uma vez que o ditado está cheio de erros.
Lendo a coisa de outra forma, quem legendou entreteve-se a passar para a formulação brasileira coloquial o que é dito em português corrente.
Sinal de várias coisas pouco edificantes. E más de gramar.
Das alegrias, Ivone

E um sorriso solar. Depois da inesperada gargalhada.
Decerto não me aborreceria no mesmo sonho em que me lastimava de não trazer um livro comigo.
Assim é. Cá ou no Taiti.

04/05/2014

Citações

Não é bonito que se cite cada um a si próprio, quer usando a estafada expressão como eu costumo dizer quer dizendo escrevi há dias isto assim e assado. Não é.
Ainda assim e já agora, cito-me.

30/04/2014

Incompetência

Quando um serviço, como é o caso do das Finanças via internet, não funciona, a suspeita de grossa incompetência supera de muito a de que haja intenção de dolo.

29/04/2014

Terras de Espanha, Areias de Portugal

Entrou areia em grandes quantidades na máquina trituradora alemã.
América

Os americanos andam atarefadíssimos a discutir um telefonema escutado que alguns (os da mentalidade politicamente correcta) dizem conter o supremo crime.
O mundo não está louco, não senhor.
América

Os americanos andam atarefadíssimos a discutir um telefonema escutado que alguns (os da mentalidade politicamente correcta) dizem conter o supremo crime.
O mundo não está louco, não senhor.

27/04/2014

Cartilha

Também, segundo a RTP, os grandes supermercados apareceram com o 25 de Abril. Grande jornalismo!

25/04/2014

De podre

Quem cá estava sabe que o regime caiu de podre há quarenta anos.
De podre, que não teve onde se apoiasse.
Beirã, 2011

23/04/2014

Sinais dos tempos

Refiro-me aqui amiúde à loucura dos tempos. A uma espécie de triunfo do homem irracional sobre o homem racional. Chame-se loucura a tal.
Há um anúncio exemplar a passar na CNN. É falado em português e pergunto-me o que é que a soma das frases que lá aparecem dá, significa, quer dizer.

22/04/2014

112



De tudo o que aqui escrevi sobre o 112 me lembrei ontem, quando para lá liguei a alertar para a ocorrência cuja foto aqui publiquei.
Foram três tentativas, entre as 9:06 e as 9:07. Dizer o número da estrada, o quilómetro mais o hectómetro não é suficiente. Não foi suficiente.
O desacerto foi tal que me vi obrigado a entrar no posto da GNR de Santiago para ter a certeza de que a informação era recebida e compreendida.
33 cl

Não haverá algo nesta garrafa de cerveja (da linha branca do Continente) que faça lembrar qualquer coisa?

20/04/2014

Numeração

Na loucura dos dias

Tomei mesmo agora conhecimento por via de João Miguel Tavares, no Governo Sombra da TVI24, de que o I.P.O. do Porto passará a ser denonimado “Instituto Português de Oncologia e Esperança do Porto”.
Mais um sintoma da loucura vigente.

19/04/2014

Últimas do sismómetro embebível

Estava capaz de comer o meu chapéu se à 1:13 não abanou isto tudo.
Lúmpen

Foram quatro anos de permeio. Entre o que aconteceu no Heysel e em Hillsborough. Sempre com adeptos do mesmo clube.
A primeira ocorrência levou a que os clubes ingleses fossem suspensos de todas as competições europeias por alguns anos.
A segunda foi comemorada há pouco, por terem decorrido vinte e cinco anos desde então, num sentido aparentemente paralelo às investigações que visaram passar as culpas do sucedido para a polícia.
Dir-se-á que não conter uma manada é culpa do manageiro. E ao dizer tal se confirma que se tratou de uma manada.

18/04/2014

Cartilha abrileira

Continua o despautério. Pago com o dinheiro dos contribuintes. Na RTP.
Hoje, para além de um imagine não poder estar com os seus amigos na rua (quantas vezes teria eu sido preso?), uma espécie de coisa que diz que antes do 25 de Abril os miúdos andavam de carrinhos de rolamentos e hoje jogam futebol digital nas maquinetas electrónicas.
Ao meu Pai que equiparava por vezes os meios de brincadeira da primeira parte da década de 20 do século passado com os que eu tinha ao dispôr na década de 60, nunca lhe ocorreu relacionar isso com a revolução de 26. Creio que tal omissão seria coisa de espírito racional e positivista.
Estes nossos empregados acham coisas. E acham coisas extraordinárias. Que o 25 de Abril trouxe os computadores e relegou os carros de rolamentos para uns quantos esquisitos revivalistas.
Creio que isto nunca terá passado pela cabeça dos que organizaram o M.F.A.? Ou será que passou?


roubei o cravo aqui

17/04/2014

Transparência

Coisa que ocorre ao ver o lamentável espectáculo do sorteio do Audi - expliquem lá o algoritmo que gera os números.
Ou não estamos nós num regime de apregoada transparência?
Consequência

Consequência do país ser gerido há décadas por gente sem capacidade é as anedotas passarem a coisa séria.



Quanto é que custa afinal a cada um de nós a estupidez dos governantes?

15/04/2014

Ebola

O meu primeiro contacto intelectual com o Ebola foi serôdio. Mais de uma década depois de o vírus ter sido classificado.
Ocorreu numa casa de férias algures no Algarve, altura em que o vírus saiu de uma notícia de jornal e se instalou numa conversa de casal à mesa de uma qualquer refeição.
Por alguma razão que não sei determinar, desde essa conversa o Ebola tem sido no meu imaginário, o agente patogénico.
No entanto ( e esta conta para aquele número de afirmações que nenhum de nós, viventes na segunda década do século XXI, poderá certamente confirmar ou infirmar ), sempre suspeitei que, a ocorrer qualquer coisa como a Peste Negra do século XIV, qualquer coisa que venha a matar uma parte substancial da humanidade, ela resultará de um agente patogénico identificado e classificado muito em cima do acontecimento e não de um razoavelmente conhecido e estudado. Coisa que parece mais ou menos óbvia.
O Ebola aparentemente espalhou-se mais desta vez. Pode acontecer que nas próximas semanas ou meses venhamos a ouvir falar nele frequentemente. Mas não será decerto a epidemia que uma parte espera, uma parte teme e a grande maioria ignora.


esquema na página do Swiss Institute of Bioinformatics

14/04/2014

Cartilha

Em todas as revoluções surge uma cartilha que assinala o que era mau antes e foi eliminado e o que é novo e excelente, graças à revolução. Tudo isto confundindo o que é das épocas e o que é das revoluções.
Aconteceu naturalmente com o 25 de Abril. Existe uma enorme cartilha de coisas boas que eram proibidas ou não existiam antes dessa data e que só a revolução possibilitou.
Fala-se no beijo à francesa proibido em público, na licença de isqueiro que era exigida, numa série de coisas que de facto tinham sido em tempos objecto de regulamentação mas que em 24 de Abril de 1974 ou estavam caducas ou revogadas. Para alguns dos que não viveram essa época talvez se tornem verosímeis alguns dos artigos da cartilha.
Como referi aqui há dias, no telejornal da RTP fez-se a absurda afirmação de que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir. Isto é a cartilha a funcionar conjuntamente com a inesgotável ignorância das redacções.
E com a falta de vergonha. Um tipo diz disparates destes e não se envergonha de os dizer.

Grato ao homem da Bic Laranja por ter dado destaque e sequência ao que escrevi.
Tectónica de blocos

Assistimos agora, um quarto de século volvido, a significativas réplicas do grande sismo comunista de 1989.

11/04/2014

Jornalismo

Acabei de ouvir na RTP um tipo dizer que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir em Portugal.
É isto o jornalismo.

10/04/2014

Direita e esquerda



Pertenço ao grupo dos que arrumam a questão entre Direita e Esquerda da seguinte forma: a Esquerda é o grupo de pessoas que acredita na igualdade entre os homens, logo que a promove; a Direita é o grupo de pessoas que não aceita tal igualdade. Isto chega-me para a minha noção de um campo e do outro.
E é por ter esta básica divisão de campos que frequentemente discordo das classificações que ouço e leio. Um bocado como o belga que vai na auto-estrada fora de mão.
O problema é que inquirindo gente discordante desta redução não obtenho nunca um critério legível.
Vem isto a propósito dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Na época, podre que estava o regime, só se falava no golpe e nas duas versões possíveis: a apoiada pela oposição conhecida, socialista e comunista, e a apoiada pelos sectores ditos da extrema-direita onde pontificam conhecidos militares.
Eram portanto, segundo os observadores da época, as vias da Esquerda e da Direita.
Viu-se depois que o golpe fora uma mistura das duas hipóteses. Porque tinha gente dos dois lados.
Seria interessante ouvir, dos mesmos que assim comentavam os sucessos da época, se estamos hoje a viver mais à direita ou mais à esquerda do que então.
Ainda que eu, por regra, não me reveja na atribuição dos rótulos tal como é feita pela generalidade dos comentadores.

08/04/2014

Obra

E aqui está aquilo de que eu falava. Já há dez anos. Visto pelos olhos dos outros.

07/04/2014

Gente estudável

Quando o encontrei, levou logo a conversa para o tema que escolhera ou para mim ou para o dia em curso: a aplicação do efeito Mpemba à sexualidade.
Percebi depois que se dedicava desde há algum tempo a estabelecer paralelos entre experiências.
Depois de o ter ouvido dizer as vezes que achou suficientes que estava convencido que um indivíduo (de qualquer dos sexos) mais excitado arrefece mais depressa do que um que o esteja menos.

06/04/2014

No mundo dos sonhos



No mundo dos sonhos conheço quem mora nesta casa. Na vida real não faço a menor ideia.

05/04/2014

Bartoli ou a xenologia*

Uma questão que um responsável da aviação civil da Malásia levantou com estrondo é que os nomes, as nacionalidades dizem pouco sobre as pessoas.
O Expresso diz hoje (ainda não li a notícia e quis escrever isto antes) que há mais de uma dezena de indivíduos com nacionalidade portuguesa suspeitos de andarem a passear com a Alcaida.
Portugueses de quantas gerações? – é a pergunta que espero ver respondida depois de ler a notícia.

* entendida como o estudo dos outros, dos de fora parte.
kHz/s

Não há ninguém que diga aos tipos da CNN que dizer que uma frequência é de x kHz/s é uma asneira grossa!
É que repetem e repetem!

Adenda cerca das 20:30: A RTP traduziu a asneira no Telejornal. Coisa que não espanta.

03/04/2014

Dedos (e anéis)

Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Passaram-me à frente dos olhos as imagens de uma mulher de quem a voz-off dizia ter ficado sem casa nos terramotos destes dias no Chile.
E ouvi-a dizer que o importante era que ela e os seus estavam todos bem de saúde.
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Seja como fôr, isto contracena com o instaladismo ao lado do qual vivemos. Sobre o qual me abstenho agora de falar por respeito à ideia com que fiquei daquela mulher. Errada ou acertada, a ideia.

02/04/2014

01/04/2014

Interrogação

Embora eu não alcance o significado da detenção do Santo Graal, que aparentemente tantas vidas fez correr e tantas vidas fez morrer, noto que no dia 1 de Abril de 2014 alguém se lembrou de dizer que é sabido o seu paradeiro e o nome do seu guardião.
A minha interrogação é esta: não alcançando eu o significado de tal detenção, uma notícia destas, a ser dada noutro dia do ano, teria um impacto tamanho no século XXI?
Nota: no Guardian, a notícia aparece com a data de ontem.

31/03/2014

Mais um belo caracol


21:00 de 31 de Março

carta sinóptica do ECMWF sobreposta a imagem do satélite EUMETSAT, ambas da página do IPMA