12/06/2014

Sardinha assável

Veio-me à memória o homem que usava uma combinação das mais ilustres e antigas de apelidos portugueses.
E uma sardinha no bolso do lenço.



imagem construída a partir daqui e daqui (link perdido)

11/06/2014

Diz-me o que lês...

E pouco ou nada sobre ti saberei.
É muito mais fácil hoje aceder a informação preciosa sobre um indivíduo que não dificulta o acesso à dita indagando quem comprou tais livros, do que a partir destes treze títulos (há um ilegível) saber alguma coisa sobre tal indivíduo. Coisa essa, de saber quem és a partir do que lês, do que vês, do que gostas, do que dizes, com quem andas, que se tornou quase mítica no século XX com as supostas teorias psico-qualquer coisa.

10/06/2014

Da Pátria e dos arrepios na espinha

aqui escrevi que o 10 de Junho não me enleva como Dia da Pátria.
Preferia ver assinalado como tal um dia que nos afirmasse pelas armas contra Leão, contra Castela, contra Espanha.
Um destes dias, numa expedição simbólica ao lugar de algumas batalhas da Restauração, no meio do silêncio que reinava junto ao obelisco do Ameixial, um levantar de cascos, um arrastar de pés. Ninguém por perto. Ainda tive tempo de o fotografar depois de atravessar a estrada e serenar. Era um arrepio na espinha.
De novo o silêncio, só minutos mais tarde quebrado pelo zumbido de um carro a aproximar-se, muito ao longe.
Diz que há coisas que impressionam.

08/06/2014

Com navegador ou sem ele


imagem daqui

De volta aos mapas do ACP, os quais não foram feitos para a escala das variantes municipais a quatro faixas e que não têm sinalização decente, apercebo-me do seguinte:
O sentido de orientação regressa à origem. Não há perdas de tino.
A navegação urbana, com placas toponímicas pouco legíveis*, é pouco praticável para um condutor sem pendura.


* Em Paris, no dia em que caiu o muro de Berlim, chegámos à condusão de que éramos os três necessários – um, lia as placas toponímicas; outro, interpretava o mapa e dava a voz; o último limitava-se a conduzir.

06/06/2014

04/06/2014

Num mundo de doidos

Fazendo um esforço para não ouvir os disparates que os dirigentes dos partidos do governo mailos da oposição andam a dizer a propósito do orçamento, vi umas imagens em que apareciam uns tipos a escavar.
Diz que são polícias ingleses e escavam no Algarve. Isto é normal?


imagem da RTP *

Nada disto é normal para quem ainda se julga com todos os parafusos.

* ao contrário da RTP que me rouba imagens sem mencionar a origem

03/06/2014

Do que é realmente importante

Das listas de compras

De uma lista de compras se pode dizer, ao ser posta em prática, que:
Todo e cada item é comprado.
Alguns itens são comprados, outros não há na loja.
Alguns itens são comprados, outros que não há na loja são substituídos.
Todos os itens são comprados e outros são acrescentados.
Alguns itens são comprados, outros não há na loja e outros são acrescentados.
Alguns itens são comprados, outros que não há na loja são substituídos e outros são acrescentados.
Alguns itens são comprados, outros não, embora existam na loja.
Alguns itens são comprados, outros embora existam na loja são substituídos.
Alguns itens são comprados, outros não, embora existam na loja e outros são acrescentados.
Alguns itens são comprados, outros embora existam na loja são substituídos e outros são acrescentados.
Nenhum item é comprado.
Nenhum item é comprado, outros são acrescentados.

Não há nada como ver um boletim de voto como uma lista de compras. A não ser...

30/05/2014

Gráficos

Alguns dirão que é preciso fazer um desenho aos líderes dos partidos mais importantes. A cores.
Depois de aqui ter deixado a constância do PCP, fica a razão pela qual o Costa se chega a frente no PS e nos outros dois se anda de bico calado ao que parece...
É que os últimos ainda estão no poleiro.
Nada disto ajuda um país à beira da ruína.
O desenho (a preto – e pode dizer-se preto?) mostra que a democracia se apaga pelos seus próprios meios.

29/05/2014

Jack Me Agger


imagem daqui

Duma vez fui ouvir. Estacionei o Renault 5 da namorada num ponto de boa acústica. Há vinte e quatro anos.
De outra vez fui ver e ouvir. Da bancada central, entre os incontáveis autarcas e funcionários municipais que, do Minho aos Açores, foram convidados por uma empresa para assistirem à récita. Há dezanove anos.
Desta feita, fico-me.
Ou não. Quem sabe se não me meto à estrada para estacionar ao som?

28/05/2014

PCP

Faz o PCP grande alarde da percentagem de votos que obteve no recente escrutínio.
Atentando aos dados da CNE, STAPE e DGAI verifica-se que o PCP, com mais ou menos partidos coligados, obtém um volume de votos nada surpreendente e ligeiramente inferior ao que obteve em 2011, nas legislativas.
Que os comunistas não se abstêm, parece que todos temos noção disso. Parece.

25/05/2014

Logística

Quem percorreu ontem (hoje, afinal) a A6, de este para oeste, e depois a A2 até ao nó de Coina, entre a uma e as três da manhã observou uma manobra de retirada de um grande exército de Castela como poucas ou nenhuma vez se viu.

24/05/2014

Tendências de voto

Tendo para estes. Ou seja, sou do Atlético de Madrid desde pequeno.

23/05/2014

Ver Madrid passar

Já foi tudo dito sobre a final dos Campeões Europeus amanhã em Lisboa.
A mim agrada-me a ideia de ir ver passá-los de volta, vencedores e vencidos, lado a lado, à frente e atrás, em fila de carros, de cima de um viaduto sobre a A6, o mais perto possível da fronteira.
Não se me dá ir para Espanha, ao mesmo tempo que julgo ser a coisa mais interessante à medida que eles se vão cansando na viagem. Até Elvas parece-me bem.
Referências literárias: Jangada de Pedra, de Saramago onde havia uns tipos que foram ver passar Gibraltar; Auto-estrada do Sul, de Cortázar, onde ficou tudo dito à excepção do clube de cada carro.


imagem do Google Street View

22/05/2014

Coruche, 2012



Há quantos anos foi dinamitado o tramo sul desta ponte e reconstruído destoantemente?

18/05/2014

Inseguro pode ser o Estádio Nacional




imagens da RTP

Um exército de tolinhos, capitaneados por vozes que não chegam ao céu, andou durante anos a argumentar que o Estádio Nacional não era seguro.
Argumentavam com um crime que um mentecapto lá cometeu em 1996 e com mais não sei o quê. E mostravam aqui e acolá um certo nojo político pelo edifício.
Era fácil mostrar que quanto ao crime, qualquer estádio dos novos e certificados, poderia ser palco de um assassínio assim. Bastaria que deixassem entrar o míssil que foi usado como arma. Coisa que, como sabemos, só depende da vigilância policial. E sabemos também que vezes sem conta entram petardos e outros artefactos nesses estádios do Euro.
Era fácil mostrar que o Estádio Nacional foi construído, como nenhum outro, com a nítida preocupação de evitar grandes catástrofes motivadas por movimentos descomandados da mole. Não tem armadilhas nem precipícios e dispõe de uma vasta área de descompressão na mata adjacente.
Só mesmo a estupidez poderia pôr em causa a segurança do recinto. Ninguém foi capaz de apontar os pontos fracos que o tornavam inseguro.
Depois talvez percebendo isso mesmo, começaram a mudar o discurso – o que o estádio era era desconfortável. Tinha falta de instalações sanitárias e apanhava-se sol e chuva.
Talvez tenha ou tenha tido falta de instalações sanitárias. Das várias vezes que lá fui não me servi delas, pelo que aceito esse argumento de desconforto e de falta de higiene. Quanto ao sol e à chuva...
Ora há quem se encarregue de o tornar inseguro. E isso consegue-se deixando a turbamulta pressionar em demasia como sempre o faz quando quer entrar em qualquer lado. Isso consegue-se enfiando mais uma bancada com três precipícios, dois laterais e um no topo, para acomodar mais gente do que o devido.
O Estádio Nacional precisa de mais alguns pontos de acesso (a norte), de forma a descongestionar a Porta da Maratona. Não sabendo eu se funciona ou não o acesso sul.
O Estádio Nacional não precisa de invenções nem de bancadas suplementares que criem risco para quem as ocupa.
O Estádio Nacional, como tudo em Portugal, precisa que quem dele trate tenha tino. Só isso.
Acrescento que se ouviram hoje mais umas vozes tontas, a clamar por segurança ao mesmo tempo que saudavam a colocação da bancada amovível.
A mole, no Estádio Nacional, em Alvalade, na Luz, no Dragão, se a deixarem ter o comportamento animalesco dos simples multiplicado por muitos, será sempre uma ameaça terrível para ela própria. Mas isso...

17/05/2014

Curva

Um sinusoigrama que represente a quantidade de ostentação de estupidez é um excelente guia de ruas para o viajante da vida.
Neste momento a curva cavalga forte derivada positiva.

14/05/2014

Portugal, 2012

Benfica

Desta vez é para contrariar o telex de há vinte e quatro anos que terminava com a palavra Milan e por uma vez mais sem exemplo, digamos: – Viva o Benfica!
Que diabo, perder oito finais em dez tendo ganho as duas primeiras seria quase uma conquista.
Evangelho

Evangelho segundo a Cable News Network:
Hurricane Sandy was the worst storm ever to hit the U.S.
O furacão Sandy ocorreu em 2012. Acertou em Nova Iorque e Nova Jérsia.

Quando não existem notícias que justifiquem grande afã, a CNN dedica-se à evangelização. Fá-lo com elevado grau de consideração por si própria, pelas suas campanhas e pelos seus papagaios.
E com disparates de elevadíssimo grau.

13/05/2014

Imagem a que se refere o escrito


As meninas e o Audi foram caçados por aí à revelia. Não faziam parte da fotografia mas do cenário que me foi dado ver nesse dia. Bastante longe do mar. A alguma distância de um rio.

10/05/2014

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 23




Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Ladeira do Pinheiro, 2012

09/05/2014

Feicebuquismo

Isto serve realmente para quê?


imagens retiradas do jornal I

08/05/2014

Coisas más de gramar

Uma cópia do filme “La Cage Dorée” legendada em português, cujas legendas se estendem às frases ditas na nossa língua e aí se vendo que o aluno não completou a escola primária com sucesso, uma vez que o ditado está cheio de erros.
Lendo a coisa de outra forma, quem legendou entreteve-se a passar para a formulação brasileira coloquial o que é dito em português corrente.
Sinal de várias coisas pouco edificantes. E más de gramar.
Das alegrias, Ivone

E um sorriso solar. Depois da inesperada gargalhada.
Decerto não me aborreceria no mesmo sonho em que me lastimava de não trazer um livro comigo.
Assim é. Cá ou no Taiti.

04/05/2014

Citações

Não é bonito que se cite cada um a si próprio, quer usando a estafada expressão como eu costumo dizer quer dizendo escrevi há dias isto assim e assado. Não é.
Ainda assim e já agora, cito-me.

30/04/2014

Incompetência

Quando um serviço, como é o caso do das Finanças via internet, não funciona, a suspeita de grossa incompetência supera de muito a de que haja intenção de dolo.

29/04/2014

Terras de Espanha, Areias de Portugal

Entrou areia em grandes quantidades na máquina trituradora alemã.
América

Os americanos andam atarefadíssimos a discutir um telefonema escutado que alguns (os da mentalidade politicamente correcta) dizem conter o supremo crime.
O mundo não está louco, não senhor.
América

Os americanos andam atarefadíssimos a discutir um telefonema escutado que alguns (os da mentalidade politicamente correcta) dizem conter o supremo crime.
O mundo não está louco, não senhor.

27/04/2014

Cartilha

Também, segundo a RTP, os grandes supermercados apareceram com o 25 de Abril. Grande jornalismo!

25/04/2014

De podre

Quem cá estava sabe que o regime caiu de podre há quarenta anos.
De podre, que não teve onde se apoiasse.
Beirã, 2011

23/04/2014

Sinais dos tempos

Refiro-me aqui amiúde à loucura dos tempos. A uma espécie de triunfo do homem irracional sobre o homem racional. Chame-se loucura a tal.
Há um anúncio exemplar a passar na CNN. É falado em português e pergunto-me o que é que a soma das frases que lá aparecem dá, significa, quer dizer.

22/04/2014

112



De tudo o que aqui escrevi sobre o 112 me lembrei ontem, quando para lá liguei a alertar para a ocorrência cuja foto aqui publiquei.
Foram três tentativas, entre as 9:06 e as 9:07. Dizer o número da estrada, o quilómetro mais o hectómetro não é suficiente. Não foi suficiente.
O desacerto foi tal que me vi obrigado a entrar no posto da GNR de Santiago para ter a certeza de que a informação era recebida e compreendida.
33 cl

Não haverá algo nesta garrafa de cerveja (da linha branca do Continente) que faça lembrar qualquer coisa?

20/04/2014

Numeração

Na loucura dos dias

Tomei mesmo agora conhecimento por via de João Miguel Tavares, no Governo Sombra da TVI24, de que o I.P.O. do Porto passará a ser denonimado “Instituto Português de Oncologia e Esperança do Porto”.
Mais um sintoma da loucura vigente.