15/12/2014
14/12/2014
13/12/2014
11/12/2014
06/12/2014
04/12/2014
Arre burro!
Vá lá saber-se o que é que esta gente percebeu ou não àcerca das discriminações.
Terão lido este post?
Vá lá saber-se o que é que esta gente percebeu ou não àcerca das discriminações.
Terão lido este post?
02/12/2014
01/12/2014
A tal excelência do ensino
1993
[...] Comprei 3 tomates a 80$00 o quilo e 750 g de uvas a 130$00 o quilo. A moça, aí dos seus 17 anos, pediu-me 380$00 por tudo.
Não pode ser! – disse eu.
É, é – dizia a moça.
Então quanto é que tem o tomate?
300 g.
Se eu levasse um quilo de cada coisa, eram 80$00 + 130$00, o que dava 210$00. Eu levo menos de 1 kg de cada e você pede-me 380$00 como é que é isso?
Então não é assim? Então 300 g de tomate a 80$00 são 8 × 3… são 24, pois, são 240$00.
Olhe lá se 1 kg são 80$00 como é que 300 g são 240$00?
Então são só 24$00?
É claro.
Ah! É que eu não sou daqui.
Então e lá de onde é não sabe fazer contas?
Sei, mas estas contas assim da fruta não.
Bom, são 121$50. Certo?
Pois deve ser isso.
(narrado por AS e testemunhado por mim)
.....................................................................................................................
1994
Andava eu numa “grande superfície” à procura de umas colunas de som para um carro que as não tinha.
Mas o carro já tinha o local para as fixar – quatro orifícios dispostos como vértices de um rectângulo, nada mais fácil.
O que não foi fácil foi encontrar as ditas colunas com as dimensões apropriadas à fixação.
Corri prateleiras e prateleiras e nada.
Resolvi chamar um dos funcionários.
Disse-lhe o que queria.
A coisa ficou logo mal quando ele me perguntou qual era o carro.
Perguntei-lhe de volta que importância é que isso tinha. Se eu lhe estava a dar as dimensões.
Mas eu caí na asneira de lhe dizer que carro era.
Ah - disse ele - pode levar estas – apontando para umas quadradas, com quatro buracos para fixação dispostos em quadrado.
O senhor não está a ver bem a coisa - comecei a ficar agastado - eu não lhe disse que os furos formam um rectângulo? Do que eu preciso é de umas colunas com os parafusos dispostos em rectângulo, sejam elas rectangulares ou circulares, pouco importa. Têm é que os furos bater certo, percebeu?
O senhor não está a perceber – dizia-me ele – estas dão. Tenho um amigo meu que tem um carro igual e comprou umas.
Primeiro, não me interessa o seu amigo, se tem um carro igual ou não. Não faço ideia nem me interessa. Tem aí uma caneta e um papel? Eu explico-lhe em desenho.
Fomos ao balcão de electrodomésticos e lá fiz o esquema.
Acercou-se então um superior hierárquico que também não percebeu a impossibilidade de ajustar aquela coluna com quatro parafusos dispostos em quadrado à configuração rectangular do carro.
Eu expliquei-lhes ainda que estava perfeitamente ciente de que as poderia fixar lá se quisesse. Bastava fazer mais uns furos no carro, mas não era isso que eu queria. O que eu queria era umas colunas com aquela configuração e a minha questão era só se eles tinham ou não. Mais nada.
Têm, têm. Não têm, boa tarde.
Voltaram a alegar. Primeiro, o velho truque do que o que eu queria não existia. Depois que aquelas davam mesmo.
Aí, disse: Besta é você.
O homem: Mas eu não disse nada!
Não disse? Você tem estado o último quarto de hora a tratar-me como se eu fosse um imbecil! A tentar convencer-me que é possível adaptar um quadrado a um rectângulo!
Só não percebi é se você é estúpido por não conseguir perceber que não me convence de uma impossibilidade, ou se não consegue sequer perceber o problema.
E, mais aliviado, saí.
No supermercado do lado, lá estavam elas. À minha espera.
.....................................................................................................................
2014
Então eu tinha na mão dois talões: um que compravava ter eu pago 15 euros; outro que comprovava ter eu pago 55 euros.
Os dois talões correspondiam ao diagnóstico e à reparação de um aparelho que afinal não ficara reparado – tinha desaparecido a anomalia inicial mas tinha agora outra.
Acertado que estava que haveriam de me devolver o dinheiro, face às circunstâncias acima descritas, na caixa só me queriam dar 55 euros.
Disse então que a despesa com o diagnóstico não me era devolvida. O que me parecia um pouco duvidoso, mas que não seria por isso...
Estiveram duas criaturas, durante meia hora, a tentar explicar-me que ao devolverem-me os 55 euros, estavam a devolver-me tudo o que eu tinha dispendido, e mostraram-me até as contas!
Meia hora passada chegou alguém com os mínimos requeridos que confirmou que a parte do diagnóstico não era devolvida.
Pedi-lhe que explicasse aos colegas a parte que eles não conseguiram perceber (e talvez nunca consigam perceber).
Perguntei-lhe quais eram as habilitações de cada um. Parece que um deles tem um curso superior!
1993
[...] Comprei 3 tomates a 80$00 o quilo e 750 g de uvas a 130$00 o quilo. A moça, aí dos seus 17 anos, pediu-me 380$00 por tudo.
Não pode ser! – disse eu.
É, é – dizia a moça.
Então quanto é que tem o tomate?
300 g.
Se eu levasse um quilo de cada coisa, eram 80$00 + 130$00, o que dava 210$00. Eu levo menos de 1 kg de cada e você pede-me 380$00 como é que é isso?
Então não é assim? Então 300 g de tomate a 80$00 são 8 × 3… são 24, pois, são 240$00.
Olhe lá se 1 kg são 80$00 como é que 300 g são 240$00?
Então são só 24$00?
É claro.
Ah! É que eu não sou daqui.
Então e lá de onde é não sabe fazer contas?
Sei, mas estas contas assim da fruta não.
Bom, são 121$50. Certo?
Pois deve ser isso.
(narrado por AS e testemunhado por mim)
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1994
Andava eu numa “grande superfície” à procura de umas colunas de som para um carro que as não tinha.
Mas o carro já tinha o local para as fixar – quatro orifícios dispostos como vértices de um rectângulo, nada mais fácil.
O que não foi fácil foi encontrar as ditas colunas com as dimensões apropriadas à fixação.
Corri prateleiras e prateleiras e nada.
Resolvi chamar um dos funcionários.
Disse-lhe o que queria.
A coisa ficou logo mal quando ele me perguntou qual era o carro.
Perguntei-lhe de volta que importância é que isso tinha. Se eu lhe estava a dar as dimensões.
Mas eu caí na asneira de lhe dizer que carro era.
Ah - disse ele - pode levar estas – apontando para umas quadradas, com quatro buracos para fixação dispostos em quadrado.
O senhor não está a ver bem a coisa - comecei a ficar agastado - eu não lhe disse que os furos formam um rectângulo? Do que eu preciso é de umas colunas com os parafusos dispostos em rectângulo, sejam elas rectangulares ou circulares, pouco importa. Têm é que os furos bater certo, percebeu?
O senhor não está a perceber – dizia-me ele – estas dão. Tenho um amigo meu que tem um carro igual e comprou umas.
Primeiro, não me interessa o seu amigo, se tem um carro igual ou não. Não faço ideia nem me interessa. Tem aí uma caneta e um papel? Eu explico-lhe em desenho.
Fomos ao balcão de electrodomésticos e lá fiz o esquema.
Acercou-se então um superior hierárquico que também não percebeu a impossibilidade de ajustar aquela coluna com quatro parafusos dispostos em quadrado à configuração rectangular do carro.
Eu expliquei-lhes ainda que estava perfeitamente ciente de que as poderia fixar lá se quisesse. Bastava fazer mais uns furos no carro, mas não era isso que eu queria. O que eu queria era umas colunas com aquela configuração e a minha questão era só se eles tinham ou não. Mais nada.
Têm, têm. Não têm, boa tarde.
Voltaram a alegar. Primeiro, o velho truque do que o que eu queria não existia. Depois que aquelas davam mesmo.
Aí, disse: Besta é você.
O homem: Mas eu não disse nada!
Não disse? Você tem estado o último quarto de hora a tratar-me como se eu fosse um imbecil! A tentar convencer-me que é possível adaptar um quadrado a um rectângulo!
Só não percebi é se você é estúpido por não conseguir perceber que não me convence de uma impossibilidade, ou se não consegue sequer perceber o problema.
E, mais aliviado, saí.
No supermercado do lado, lá estavam elas. À minha espera.
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2014
Então eu tinha na mão dois talões: um que compravava ter eu pago 15 euros; outro que comprovava ter eu pago 55 euros.
Os dois talões correspondiam ao diagnóstico e à reparação de um aparelho que afinal não ficara reparado – tinha desaparecido a anomalia inicial mas tinha agora outra.
Acertado que estava que haveriam de me devolver o dinheiro, face às circunstâncias acima descritas, na caixa só me queriam dar 55 euros.
Disse então que a despesa com o diagnóstico não me era devolvida. O que me parecia um pouco duvidoso, mas que não seria por isso...
Estiveram duas criaturas, durante meia hora, a tentar explicar-me que ao devolverem-me os 55 euros, estavam a devolver-me tudo o que eu tinha dispendido, e mostraram-me até as contas!
Meia hora passada chegou alguém com os mínimos requeridos que confirmou que a parte do diagnóstico não era devolvida.
Pedi-lhe que explicasse aos colegas a parte que eles não conseguiram perceber (e talvez nunca consigam perceber).
Perguntei-lhe quais eram as habilitações de cada um. Parece que um deles tem um curso superior!
29/11/2014
28/11/2014
27/11/2014
Passei à História
De um certo modo passei à História. Como ritualista do cante alentejano. Sou um dos.
Da mesma forma que o cante é um dos. Nada mais do que isso. Nada que valha a pena comemorar.
De um certo modo passei à História. Como ritualista do cante alentejano. Sou um dos.
Da mesma forma que o cante é um dos. Nada mais do que isso. Nada que valha a pena comemorar.
24/11/2014
A priori
Não gosto de preconceitos. É uma coisa que faço por eliminar da minha cabeça se acaso surge.
Regra geral, o esforço para tal eliminação não é signficativo. Mas em se tratando da dita justiça ou da imprensa, a coisa é muito mais difícil.
Tendo sempre a tomar partido pelas partes que se opõem quer a uma quer a outra.
Não gosto de preconceitos. É uma coisa que faço por eliminar da minha cabeça se acaso surge.
Regra geral, o esforço para tal eliminação não é signficativo. Mas em se tratando da dita justiça ou da imprensa, a coisa é muito mais difícil.
Tendo sempre a tomar partido pelas partes que se opõem quer a uma quer a outra.
23/11/2014
22/11/2014
Um baralho

No ponto em que a coisa está, creio que será a altura para mandar vir de Las Vegas um especialista em baralhos de cartas.

No ponto em que a coisa está, creio que será a altura para mandar vir de Las Vegas um especialista em baralhos de cartas.
21/11/2014
20/11/2014
Frida Kahlo e o dia-a-dia
Frida Kahlo despiu a camisola e identificou-se. O calor na carruagem assim o ditou.
A isto, o homem aprumado no seu colete de seda não reagiu. Estava de costas e não suspeitou do gradiente térmico entre o lugar que ocupava e a zona onde Frida apareceu.
Ficou a saber-se que a rapariga com cara de escolar era já casada com Bruno.
Bruno ontem chegou cedo a casa e assim ela evitou acompanhar a amiga ao centro comercial.
Ficou a saber-se tudo o que jantaram os três, pois a amiga passou lá por casa no regresso das compras.
A moça com nariz mosaico hesitou sempre entre um dossier e outro, quase da mesma forma como a senhora que estava às dez o fez entre dois lugares em diagonal.
Havia um travo a vinho na comunicação que o meu vizinho do lado interrompeu no túnel, dizendo-se debaixo da ponte.
A rapariga com cara de escolar mas que é já casada com Bruno conseguiu atravessar a caverna ferroviária em conversação.
No fim, verifiquei que tinha feito asneira em não ter levado o carro. Não por causa disto mas por tê-lo deixado de porta aberta, à chuva.
Frida Kahlo despiu a camisola e identificou-se. O calor na carruagem assim o ditou.
A isto, o homem aprumado no seu colete de seda não reagiu. Estava de costas e não suspeitou do gradiente térmico entre o lugar que ocupava e a zona onde Frida apareceu.
Ficou a saber-se que a rapariga com cara de escolar era já casada com Bruno.
Bruno ontem chegou cedo a casa e assim ela evitou acompanhar a amiga ao centro comercial.
Ficou a saber-se tudo o que jantaram os três, pois a amiga passou lá por casa no regresso das compras.
A moça com nariz mosaico hesitou sempre entre um dossier e outro, quase da mesma forma como a senhora que estava às dez o fez entre dois lugares em diagonal.
Havia um travo a vinho na comunicação que o meu vizinho do lado interrompeu no túnel, dizendo-se debaixo da ponte.
A rapariga com cara de escolar mas que é já casada com Bruno conseguiu atravessar a caverna ferroviária em conversação.
No fim, verifiquei que tinha feito asneira em não ter levado o carro. Não por causa disto mas por tê-lo deixado de porta aberta, à chuva.
17/11/2014
16/11/2014
15/11/2014
Absolvidos, pois
Mas afinal de quem foi a responsabilidade de haver gente a cegar no Hospital de Santa Maria?
Convinha saber isso (claro que eu duvido que algum dia se apure).
Mas afinal de quem foi a responsabilidade de haver gente a cegar no Hospital de Santa Maria?
Convinha saber isso (claro que eu duvido que algum dia se apure).
14/11/2014
13/11/2014
12/11/2014
11/11/2014
09/11/2014
De Barcelona a Berlim, 25 anos depois
Não faço ideia se os catalães se inspiraram na data para marcarem o referendo de hoje. Talvez não. A data de 9 de Novembro é de quebra de fronteiras, não do seu levantamento.
Seja como fôr, há exactos vinte e cinco anos, para além das referências riscadas à España que diziam estranha, nada levava a supôr para breve uma tentativa de secessão. Tanto não que ela só ocorre com este referendo, todo este tempo depois.
E era de Barcelona que eu seguia, agarrado ao volante, a ouvir as notícias em castelhano sobre el muro e a fugir-me o volante para a direita.

adaptação de imagem do Google Street View
Chegámos a Paris pouco antes da meia-noite de 9 para 10. Já os sons em francês que o rádio portátil mal equilibrado e mal travado pela antena contra o espelho retrovisor, mostravam a grande excitação que ia pelo centro da Europa.
Nessa noite, alguém haveria de nos invocar outro final de guerra.
Não faço ideia se os catalães se inspiraram na data para marcarem o referendo de hoje. Talvez não. A data de 9 de Novembro é de quebra de fronteiras, não do seu levantamento.
Seja como fôr, há exactos vinte e cinco anos, para além das referências riscadas à España que diziam estranha, nada levava a supôr para breve uma tentativa de secessão. Tanto não que ela só ocorre com este referendo, todo este tempo depois.
E era de Barcelona que eu seguia, agarrado ao volante, a ouvir as notícias em castelhano sobre el muro e a fugir-me o volante para a direita.

adaptação de imagem do Google Street View
Chegámos a Paris pouco antes da meia-noite de 9 para 10. Já os sons em francês que o rádio portátil mal equilibrado e mal travado pela antena contra o espelho retrovisor, mostravam a grande excitação que ia pelo centro da Europa.
Nessa noite, alguém haveria de nos invocar outro final de guerra.
08/11/2014
Deduções
O jornalismo de hoje é a anedota de ontem.
Aquilo que, sob a forma de anedota, era apontado às crianças no sentido de lhes despertar a racionalidade, o sentido crítico, a detecção de inconformidades no raciocínio.
Quando se trata de deduzir qualquer coisa ou reproduzir até uma dedução, a regra é a asneira. Porque os jornalistas em regra não estão preparados para avaliar a lógica de uma frase. Escapa-lhes de todo.
A propósito de uma afirmação atribuída a alguém da DGS sobre o surto de legionella que teria dito que o facto de o período de incubação ser variável (como o é em todas as patologias), levaria a supôr (se todos os casos proviessem de uma mesma fonte e de uma mesma altura) que nos próximos dias haveria ainda novos casos, a interpretação jornalística foi mais ou menos esta: como o prazo de incumbação vai de oito a dez dias, é provável que nos próximos dias apareçam novos casos.
Não é preciso explicar a asneira nem o que falta à pessoa que tal redigiu para poder usar a lógica.
O jornalismo de hoje é a anedota de ontem.
Aquilo que, sob a forma de anedota, era apontado às crianças no sentido de lhes despertar a racionalidade, o sentido crítico, a detecção de inconformidades no raciocínio.
Quando se trata de deduzir qualquer coisa ou reproduzir até uma dedução, a regra é a asneira. Porque os jornalistas em regra não estão preparados para avaliar a lógica de uma frase. Escapa-lhes de todo.
A propósito de uma afirmação atribuída a alguém da DGS sobre o surto de legionella que teria dito que o facto de o período de incubação ser variável (como o é em todas as patologias), levaria a supôr (se todos os casos proviessem de uma mesma fonte e de uma mesma altura) que nos próximos dias haveria ainda novos casos, a interpretação jornalística foi mais ou menos esta: como o prazo de incumbação vai de oito a dez dias, é provável que nos próximos dias apareçam novos casos.
Não é preciso explicar a asneira nem o que falta à pessoa que tal redigiu para poder usar a lógica.
06/11/2014
04/11/2014
03/11/2014
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 25

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
02/11/2014
Incêndios florestais
Vou aqui correr o risco de fazer uma presunção a favor deste governo. O facto é que não ouvi nenhum responsável do Ministério da Administração Interna vangloriar-se de termos tido, em 2014, um número de incêndios e uma área ardida (muito) abaixo das respectivas médias dos últimos dez anos. Ao contrário do que aconteceu em anteriores governos.
Pode ser que ainda venha a ser corrigida esta minha presunção.

a p.3 do Relatório Provisório de Incêndios Florestais Nº9/2014 (de 01 de Janeiro a 15 de Outubro), do ICNF, de 16/10/2014
Vou aqui correr o risco de fazer uma presunção a favor deste governo. O facto é que não ouvi nenhum responsável do Ministério da Administração Interna vangloriar-se de termos tido, em 2014, um número de incêndios e uma área ardida (muito) abaixo das respectivas médias dos últimos dez anos. Ao contrário do que aconteceu em anteriores governos.
Pode ser que ainda venha a ser corrigida esta minha presunção.

a p.3 do Relatório Provisório de Incêndios Florestais Nº9/2014 (de 01 de Janeiro a 15 de Outubro), do ICNF, de 16/10/2014
01/11/2014
31/10/2014
30/10/2014
Quarentenas
A argumentação dos simples divide-se em duas fases: a fase do descaso e a fase da aflição.
É sempre assim e sobre isso nada há a dizer.
O que merece reflexão é a reacção dos governantes às reivindicações dos simples resultantes do seu argumentário.
Um exemplo curioso de uma reacção argumentativa de uma simples é a da mulher que determinada a sua quarentena foi dar uma volta de bicicleta porque era isso que ela costumava fazer.
Se formos ceder ao pagode num caso mais sério do que o Ebola, teremos a tal catástrofe mundial.
A questão é sempre a da Lei Seca. Isso já todos sabemos. É até que ponto se podem apertar as torneiras sem que o líquido passe pelos capilares?
Ceder assim à estupidez é absurdo.
A argumentação dos simples divide-se em duas fases: a fase do descaso e a fase da aflição.
É sempre assim e sobre isso nada há a dizer.
O que merece reflexão é a reacção dos governantes às reivindicações dos simples resultantes do seu argumentário.
Um exemplo curioso de uma reacção argumentativa de uma simples é a da mulher que determinada a sua quarentena foi dar uma volta de bicicleta porque era isso que ela costumava fazer.
Se formos ceder ao pagode num caso mais sério do que o Ebola, teremos a tal catástrofe mundial.
A questão é sempre a da Lei Seca. Isso já todos sabemos. É até que ponto se podem apertar as torneiras sem que o líquido passe pelos capilares?
Ceder assim à estupidez é absurdo.
29/10/2014
Tradução e legendagem
“When you have a 3 mph current, if you are not tied to the ship, you will be 3 miles distant within an hour.” – citando de memória era a frase do marinheiro que aparecia no filme.
Nas legendas isto: “Quando existe uma corrente de 5 km/h, ..., ao fim de uma hora já se está a 4 km do barco”.
Nem vale a pena qualquer comentário. É sempre a mesma indigência mental.
“When you have a 3 mph current, if you are not tied to the ship, you will be 3 miles distant within an hour.” – citando de memória era a frase do marinheiro que aparecia no filme.
Nas legendas isto: “Quando existe uma corrente de 5 km/h, ..., ao fim de uma hora já se está a 4 km do barco”.
Nem vale a pena qualquer comentário. É sempre a mesma indigência mental.
26/10/2014
25/10/2014
23/10/2014
22/10/2014
Juízo d’intenções
Ao contrário das minhas expectativas pessimistas, e fazendo fé nos relatos dos jornais e das cadeias de televisão que mantiveram uma espécie de acta das sessões do tribunal que julgou Oscar Pistorius, não teve lugar um juízo d’intenções.
Apesar de algumas peripécias absurdas nas sessões iniciais, a coisa evoluiu por caminhos do Direito. Se a sentença é assim ou assado, não trato aqui nem poderia tratar.
Ao contrário das minhas expectativas pessimistas, e fazendo fé nos relatos dos jornais e das cadeias de televisão que mantiveram uma espécie de acta das sessões do tribunal que julgou Oscar Pistorius, não teve lugar um juízo d’intenções.
Apesar de algumas peripécias absurdas nas sessões iniciais, a coisa evoluiu por caminhos do Direito. Se a sentença é assim ou assado, não trato aqui nem poderia tratar.
21/10/2014
Asneiral
“Ou como aqueles que tanto brandem as bandeiras da “discriminação positiva” ficam com as costas à mostra.
Como se discriminar positivamente um sub-conjunto não fosse discriminar negativamente o sub-conjunto complementar.”
HGU, Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
O primeiro-ministro, a quem aqui em tempos acrescentei o intelecto, o qual mais tarde, revi em baixa, vem dando sucessivas provas de que me enganei quase rotundamente a princípio.
Ouvi-o hoje falar nas famílias sem filhos e ascendentes a cargo e na hipótese (segundo uma certa ou umas certas auditorias) de ficarem prejudicadas nas contas do IRS, uma vez que as famílias com filhos ou ascendentes a cargo vão ver de certa forma e em certa proporção aliviada a carga com o dito imposto.
Não consigo perceber, em termos absolutos, o que é que uma coisa tem a ver com a outra. Se uns pagam menos, isso não obriga, em termos absolutos, outros a pagar mais.
O que acontece, com qualquer tipo de discriminação é que, em termos relativos, sempre que se beneficia um grupo, está-se a prejudicar quem a ele não pertence. Isto é o bê-á-bá dos jogos de soma zero e tecer considerações disparatadas a tal propósito é apenas mostrar fraqueza intelectual. Nada mais do que isso.
“Ou como aqueles que tanto brandem as bandeiras da “discriminação positiva” ficam com as costas à mostra.
Como se discriminar positivamente um sub-conjunto não fosse discriminar negativamente o sub-conjunto complementar.”
HGU, Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
O primeiro-ministro, a quem aqui em tempos acrescentei o intelecto, o qual mais tarde, revi em baixa, vem dando sucessivas provas de que me enganei quase rotundamente a princípio.
Ouvi-o hoje falar nas famílias sem filhos e ascendentes a cargo e na hipótese (segundo uma certa ou umas certas auditorias) de ficarem prejudicadas nas contas do IRS, uma vez que as famílias com filhos ou ascendentes a cargo vão ver de certa forma e em certa proporção aliviada a carga com o dito imposto.
Não consigo perceber, em termos absolutos, o que é que uma coisa tem a ver com a outra. Se uns pagam menos, isso não obriga, em termos absolutos, outros a pagar mais.
O que acontece, com qualquer tipo de discriminação é que, em termos relativos, sempre que se beneficia um grupo, está-se a prejudicar quem a ele não pertence. Isto é o bê-á-bá dos jogos de soma zero e tecer considerações disparatadas a tal propósito é apenas mostrar fraqueza intelectual. Nada mais do que isso.
20/10/2014
Um país de brincadeira

da página do Cadastro
Um post subjectivo e interesseiro.
Não é de hoje. Temos sido ao longo das eras um país de brincadeira. Onde uns quantos chicos-espertos se safam e uma cáfila de nulidades pretende governar.
Aqui há tempos apercebi-me de que só a metade sul do país, contando uma linha que passa pouco acima do Tejo e algumas honrosas excepções a norte dela, se encontra cadastrada.
Significa isto que não se conhece onde começam e acabam os prédios rústicos? Calculo que assim seja. Se não há cadastro, há o quê? (estamos fartos de ouvir, quando o país arde, que não se sabe muitas vezes a quem pertencem os terrenos)
Não se sabendo onde começam e acabam os prédios rústicos e a quem pertencem, como é que se faz para serem tributados tal como acontece no sul? E os prédios urbanos lá existentes, pujantes ou ruinosos? Há uma regra expedita e milagrosa que dispensa o cadastro ou não há tributação alguma?
Postas estas interrogações, passa o indígena por alguma indignação quando recebe uma intimação para reparar ou demolir umas ruínas que não oferecem risco de derrocada, pois já estão no chão e além disso se encontram a centenas de metros de vias públicas, confinando apenas com o seu próprio terreno.
Diz que há mais, muito mais gente indignada com tais intimações. Não admira que haja.
E, infelizmente, também não admira que tais intimações tenham surtido. É um país de brincadeira, afinal.
Imaginemos só o que seria se, em todo o país (cadastrado, que como o nome também indica é, ou já foi, réu), fosse este tipo de procedimento posto em prática. Teríamos uma nova era dourada para a construção (ou demolição) civil.
E uma forte inconstitucionalidade, por discriminação sul – norte.

da página do Cadastro
Um post subjectivo e interesseiro.
Não é de hoje. Temos sido ao longo das eras um país de brincadeira. Onde uns quantos chicos-espertos se safam e uma cáfila de nulidades pretende governar.
Aqui há tempos apercebi-me de que só a metade sul do país, contando uma linha que passa pouco acima do Tejo e algumas honrosas excepções a norte dela, se encontra cadastrada.
Significa isto que não se conhece onde começam e acabam os prédios rústicos? Calculo que assim seja. Se não há cadastro, há o quê? (estamos fartos de ouvir, quando o país arde, que não se sabe muitas vezes a quem pertencem os terrenos)
Não se sabendo onde começam e acabam os prédios rústicos e a quem pertencem, como é que se faz para serem tributados tal como acontece no sul? E os prédios urbanos lá existentes, pujantes ou ruinosos? Há uma regra expedita e milagrosa que dispensa o cadastro ou não há tributação alguma?
Postas estas interrogações, passa o indígena por alguma indignação quando recebe uma intimação para reparar ou demolir umas ruínas que não oferecem risco de derrocada, pois já estão no chão e além disso se encontram a centenas de metros de vias públicas, confinando apenas com o seu próprio terreno.
Diz que há mais, muito mais gente indignada com tais intimações. Não admira que haja.
E, infelizmente, também não admira que tais intimações tenham surtido. É um país de brincadeira, afinal.
Imaginemos só o que seria se, em todo o país (cadastrado, que como o nome também indica é, ou já foi, réu), fosse este tipo de procedimento posto em prática. Teríamos uma nova era dourada para a construção (ou demolição) civil.
E uma forte inconstitucionalidade, por discriminação sul – norte.
18/10/2014
Os simples
Há pedaço, uma mulher entrevistada numa manifestação contra o governo por um canal de televisão personificava tudo aquilo que os simples reivindicam: que sejamos todos mais ricos e saudáveis. É que se o não somos, a culpa é mesmo deste governo.
É preciso pois que se demita para haver amanhãs que cantam!
Pobre povo!
Há pedaço, uma mulher entrevistada numa manifestação contra o governo por um canal de televisão personificava tudo aquilo que os simples reivindicam: que sejamos todos mais ricos e saudáveis. É que se o não somos, a culpa é mesmo deste governo.
É preciso pois que se demita para haver amanhãs que cantam!
Pobre povo!
15/10/2014
Ebola
O estado das coisas, entre casos (confirmados, prováveis e suspeitos) e mortes (nas mesmas condições, segundo os boletins da OMS).
A mortalidade está ligeiramente abaixo dos 50%.

O estado das coisas, comparativamente ao surto de gripe pelo vírus H1N1 em 2009.
Compara-se a evolução do surto de então que deixou de ser monitorizado sistematicamente ao fim de 89 dias e o actual que vai em 207 dias, contados a partir de 23 de Março, data do primeiro boletim da OMS aqui considerado. Propagação e óbitos.

O estado das coisas, entre casos (confirmados, prováveis e suspeitos) e mortes (nas mesmas condições, segundo os boletins da OMS).
A mortalidade está ligeiramente abaixo dos 50%.

O estado das coisas, comparativamente ao surto de gripe pelo vírus H1N1 em 2009.
Compara-se a evolução do surto de então que deixou de ser monitorizado sistematicamente ao fim de 89 dias e o actual que vai em 207 dias, contados a partir de 23 de Março, data do primeiro boletim da OMS aqui considerado. Propagação e óbitos.

12/10/2014
11/10/2014
10/10/2014
Relembrando perigos

Lá mais para diante, relembrarei o que aqui já escrevi sobre epidemias e os problemas sociais que se levantam face à mentalidade hoje instalada.
Entretanto rebobino a seis meses atrás.

Lá mais para diante, relembrarei o que aqui já escrevi sobre epidemias e os problemas sociais que se levantam face à mentalidade hoje instalada.
Entretanto rebobino a seis meses atrás.
08/10/2014
Já foram demitidos?
Espera-se que a esta hora em que está confirmado explicitamente que nos vai sair do bolso mais uma cavalada no ministério da Educação que os incompetentes responsáveis directos pela coisa já tenham sido postos na rua, com justa causa.
Ou isto é para ser a sério ou é para andarmos a brincar aos meninos que dizem que sabem fazer mas não sabem fazer nada?
Espera-se que a esta hora em que está confirmado explicitamente que nos vai sair do bolso mais uma cavalada no ministério da Educação que os incompetentes responsáveis directos pela coisa já tenham sido postos na rua, com justa causa.
Ou isto é para ser a sério ou é para andarmos a brincar aos meninos que dizem que sabem fazer mas não sabem fazer nada?
Broncas
Sendo que o péssimo jornalismo de que dispomos nunca nos dá uma ideia clara das coisas que acontecem, é ainda assim possível ter a ideia de que há uma bronca grande no ministério da Justiça e uma outra bronca grande no ministério da Educação.
Se no ministério da Justiça a coisa era esperada, dadas as baixíssimas expectativas que sobre ele recaem, já no ministério da Educação, ocupado por pessoa capaz e conhecedora dos males do sistema, esta bronca reveste-se de maior gravidade.
Nuno Crato não é um qualquer. É um homem com capacidades muito acima da média e sempre se disse consciente do monstro que era a estrutura do ministério a que preside. Se a falha é num algoritmo, mostra que foi incapaz de escolher uma equipa à altura de uma tarefa que não pode ser confiada a qualquer um. Se a falha é de outro cariz, ficamos sem saber. A informação dos jornais é nisso sempre uma nulidade. Em todo o caso, Nuno Crato tem muito mais obrigações do que a ministra da Justiça. Não pode deixar que estas coisas aconteçam e sair incólume.
Sendo que o péssimo jornalismo de que dispomos nunca nos dá uma ideia clara das coisas que acontecem, é ainda assim possível ter a ideia de que há uma bronca grande no ministério da Justiça e uma outra bronca grande no ministério da Educação.
Se no ministério da Justiça a coisa era esperada, dadas as baixíssimas expectativas que sobre ele recaem, já no ministério da Educação, ocupado por pessoa capaz e conhecedora dos males do sistema, esta bronca reveste-se de maior gravidade.
Nuno Crato não é um qualquer. É um homem com capacidades muito acima da média e sempre se disse consciente do monstro que era a estrutura do ministério a que preside. Se a falha é num algoritmo, mostra que foi incapaz de escolher uma equipa à altura de uma tarefa que não pode ser confiada a qualquer um. Se a falha é de outro cariz, ficamos sem saber. A informação dos jornais é nisso sempre uma nulidade. Em todo o caso, Nuno Crato tem muito mais obrigações do que a ministra da Justiça. Não pode deixar que estas coisas aconteçam e sair incólume.
04/10/2014
Topologia
Nunca tive qualquer dificuldade em ler às avessas, seja por rotação seja por reflexão.
Faço-o quase à mesma velocidade com que leio às direitas.
Ontem, surgiu-me no espelho do carro a palavra
.
Se não tive qualquer dificuldade em a ler, já a tive em a interpretar – movemos é uma palavra portuguesa? Significa o quê? A branca durou uns assustadores segundos. E creio que se tivesse lido movemos às direitas não se me tinha posto a dúvida. Capacidades em perda acelerada.
Nunca tive qualquer dificuldade em ler às avessas, seja por rotação seja por reflexão.
Faço-o quase à mesma velocidade com que leio às direitas.
Ontem, surgiu-me no espelho do carro a palavra
.Se não tive qualquer dificuldade em a ler, já a tive em a interpretar – movemos é uma palavra portuguesa? Significa o quê? A branca durou uns assustadores segundos. E creio que se tivesse lido movemos às direitas não se me tinha posto a dúvida. Capacidades em perda acelerada.
03/10/2014
Às moscas
Desta vez não recorri à praça de táxis1. Experimentei o acaso da era da informação e escolhi o nome que mais me pareceu da lista de restaurantes que o aparelho me estendia.
A situação esteve quase a ser revertida pois antes de estacionar o carro antevi uma lista em ardósia que me cheirou bem.
Estacionado o carro, encarei o nome do restaurante que o aparelho sugerira e por baixo também uma ardósia. Já ia a entrar por um corredor escuro por onde vira desaparecer uma mulher com trajos de cozinheira quando ouvi uma voz dizer que isto hoje está tudo às moscas.
Esperei que a minha aparição contradissesse em parte o orador assim que entrei num espaço mais iluminado onde já via gente e era visto.
A luz vinha forte de uma porta quase em frente pela qual se adivinhavam uma mesas de esplanada.
Saí pela porta e escolhi mesa. Nem vivalma.
Sentado, a mesma mulher que eu vira à porta perguntou-me se eu não quereria comer lá dentro, apontando para uma construção do outro lado do pátio em relação a mim.
Disse que não, ainda que ela me tivesse falado das moscas.
Já com vinho, pão e azeitonas, vi sair da denominada sala de refeições um indivíduo que me perguntou se eu tinha preferência pelo pátio em vez da sala de onde ele acabara de sair.
Respondi-lhe que não podia ter, visto não ter experimentado a sala. E que estava ali bem.
Como que parecendo concordar comigo fez menção de escolher a mesa à minha frente para se sentar, de costas para mim, a ler o jornal.
Julgou depois que seria melhor enfrentar-me e escolheu a cadeira na diagonal da minha no rectângulo que era aquela minha mesa de quatro lugares.
Começou a ler o jornal, tinha dois2 com ele, pertencendo a ambas as mesas, com um braço cá outro lá, sentado de lado em relação às duas.
Fez-me esta atitude lembrar a de um dono de uma casa que recentemente dei por estar fechada lá para a serra de Monchique.
Nada lhe disse e ele sobre nada me interpelou. A páginas tantas do primeiro jornal, sem tugir nem mugir, mudou o assento para a mesa vazia e deu-me as costas. Estava a comida a chegar.
Comi bem, barato e com moscas. E fiquei com vontade de lá voltar. Para ficar a saber sei lá eu o quê.
1 – É sabido que qualquer motorista de praça indica bons restaurantes.
2 - A Bola e o Diário de Coimbra.
Desta vez não recorri à praça de táxis1. Experimentei o acaso da era da informação e escolhi o nome que mais me pareceu da lista de restaurantes que o aparelho me estendia.
A situação esteve quase a ser revertida pois antes de estacionar o carro antevi uma lista em ardósia que me cheirou bem.
Estacionado o carro, encarei o nome do restaurante que o aparelho sugerira e por baixo também uma ardósia. Já ia a entrar por um corredor escuro por onde vira desaparecer uma mulher com trajos de cozinheira quando ouvi uma voz dizer que isto hoje está tudo às moscas.
Esperei que a minha aparição contradissesse em parte o orador assim que entrei num espaço mais iluminado onde já via gente e era visto.
A luz vinha forte de uma porta quase em frente pela qual se adivinhavam uma mesas de esplanada.
Saí pela porta e escolhi mesa. Nem vivalma.
Sentado, a mesma mulher que eu vira à porta perguntou-me se eu não quereria comer lá dentro, apontando para uma construção do outro lado do pátio em relação a mim.
Disse que não, ainda que ela me tivesse falado das moscas.
Já com vinho, pão e azeitonas, vi sair da denominada sala de refeições um indivíduo que me perguntou se eu tinha preferência pelo pátio em vez da sala de onde ele acabara de sair.
Respondi-lhe que não podia ter, visto não ter experimentado a sala. E que estava ali bem.
Como que parecendo concordar comigo fez menção de escolher a mesa à minha frente para se sentar, de costas para mim, a ler o jornal.
Julgou depois que seria melhor enfrentar-me e escolheu a cadeira na diagonal da minha no rectângulo que era aquela minha mesa de quatro lugares.
Começou a ler o jornal, tinha dois2 com ele, pertencendo a ambas as mesas, com um braço cá outro lá, sentado de lado em relação às duas.
Fez-me esta atitude lembrar a de um dono de uma casa que recentemente dei por estar fechada lá para a serra de Monchique.
Nada lhe disse e ele sobre nada me interpelou. A páginas tantas do primeiro jornal, sem tugir nem mugir, mudou o assento para a mesa vazia e deu-me as costas. Estava a comida a chegar.
Comi bem, barato e com moscas. E fiquei com vontade de lá voltar. Para ficar a saber sei lá eu o quê.
1 – É sabido que qualquer motorista de praça indica bons restaurantes.
2 - A Bola e o Diário de Coimbra.
02/10/2014
Cabotino
Por via onírica, cheguei hoje ao conhecimento com o mais cabotino dos cabotinos.
Dir-se-ia (e eu pensei-o) que a palavra fora inventada para ele.
Era visita de um amigo na república de férias onde nos encontrávamos. Tendo eu os horários trocados em relação a grande parte dos demais, incluindo o visitado.
Por via onírica, cheguei hoje ao conhecimento com o mais cabotino dos cabotinos.
Dir-se-ia (e eu pensei-o) que a palavra fora inventada para ele.
Era visita de um amigo na república de férias onde nos encontrávamos. Tendo eu os horários trocados em relação a grande parte dos demais, incluindo o visitado.
30/09/2014
28/09/2014
Ironias do destino
Quis o destino que os responsáveis do PS talham, que a consulta à maioria silenciosa dos eleitores do PS tenha tido lugar exactos 40 anos depois de uma outra maioria silenciosa se ter manifestado (ou não) em favor de um travão ao destrambelhamento que se adivinhava.
Em homenagem a essa coincidência, esta adaptação do cartaz de então:
Quis o destino que os responsáveis do PS talham, que a consulta à maioria silenciosa dos eleitores do PS tenha tido lugar exactos 40 anos depois de uma outra maioria silenciosa se ter manifestado (ou não) em favor de um travão ao destrambelhamento que se adivinhava.
Em homenagem a essa coincidência, esta adaptação do cartaz de então:
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