13/03/2015

Atã’ e agora?


Manchete d’”A Bola” de ontem, 12 de Março de 2015

12/03/2015

Preconceito

Por que é que a maioria das caras que aparecem na televisão a esbracejar pela perda dos valores em títulos do BES me suscitam aquela velha desconfiança?
Repito-me, ou quase.
Alcofa



Retomando uma tradição ancestral, que eu há anos mantinha apenas do carro para casa, saí hoje de casa com uma alcofa. Às compras.
Entretanto ouvi o senhor ministro dos sacos de plástico falar do assunto pareceu-me que meio satisfeito meio embaraçado. Dizendo que tinham previsto o futuro próximo. Coisa estranha em tal governo.
Não tenho a menor dúvida de que os sacos de plástico tipo supermercado levaram grande cresta. Onde a minha dúvida se instala é na alternativa.
Durante anos, parece-me que se pode afirmar, eram estes sacos de supermercado o envólucro mais utilizado para os resíduos domésticos.
Tendo eles desaparecido da circulação, ainda não observei com atenção mas calculo que os sacos de plástico feitos de propósito para o lixo sejam agora muito mais utilizados. Em substituição dos outros.
Ganhou-se alguma coisa com isso? Estes sacos degradam-se mais depressa?
Também a venda destes vai em parte para o saco dos impostos verdes?

11/03/2015

Há 40 anos

A imagem que me ficou do 11 de Março de 1975, falo da data propriamente dita e não do que se seguiu, é esta assim enevoada por mim:



Está na primeira página de uma edição especial do Diário de Notícias. Não sei quem foi o fotógrafo nem qual a razão para ter ficado gravada a fogo na minha memória. É certo que ouvi de um tio meu uma narração dos factos uns dias depois, que era empolgante no que se referia ao ataque aéreo ao Ralis RAL 1. Talvez por aí...
Já do 28 de Setembro de 1974, guardo uma outra que já aqui trouxe e que ainda hoje me intriga.
Não há dúvida que ter vivido essa época foi uma excelente lição de vida. Embora as contrariedades tenham atingido um nível pouco habitual para um país em paz (?).

10/03/2015

Assinalar a febre


ACP - mapa turístico do Algarve, 1988

Assinalando a febre* que me deu por estes dias de me instalar de vez no reino do Algarve.

*grosso modo: 37º é Faro, 38º já é Beja

04/03/2015

Lisboa, 1981



Largo da Biblioteca Pública, vulgo Largo da Escola
(hoje Largo da Academia Nacional de Belas-Artes)

02/03/2015

Do que não é nosso

Acontece às vezes e acontece a alguns.
Ficar-se, de repente, dono e senhor do que não nos pertencia nem esperávamos que alguma vez nos pertencesse.
Ter a sensação de que somos alheios ao que é agora nosso. Ter o pudor de dar ordens e assumir responsabilidades.
Pode ser que com o tempo a sensação se vá esbatendo. Até lá estranha-se o fato.

28/02/2015

Notícias do manicómio



A ser verdade que algumas pessoas foram proibidas de aceder à internet, embora se mantenham em liberdade e que isso soma à proibição de contactarem uns com os outros, estaremos no mundo da fantasia legalista. Da racionalidade zero.
Nada que surpreenda mas coisa inquietante, dado que se vai repetindo à medida que se perde a capacidade de raciocinar.

26/02/2015

Muita ignorância e muita estupidez

São atributos indispensáveis ao jornalista médio.
Sobre isso venho falando aqui há anos. Com a indispensável demonstração.
Hoje acrescento apenas mais um episódio de uma particular designação que cobre dois casos, sem que se perceba a qual se refere – O gang do multibanco, que dizem viu hoje chegar ao fim o seu julgamento.

23/02/2015

Lá como cá ou pior ainda

Registou-se hoje um sismo de magnitude considerável a suleste na Península Ibérica.
A página do IPMA menciona-o há horas.
A página do IGN de Espanha, moita. Completamente bloqueada. Vale a pena relembrar esta nota e dizer que, ou corrigir – em Espanha as coisas costumam funcionar mais mal do que cá.


gráfico com base nos dados do IPMA
BES

Mas aquela gente que tanto grita, esbraceja e clama pelo dinheiro, foi toda enganada?

20/02/2015

Sinais

Isto das cataratas do Niagara terem congelado também em 2015 deve ser coisa do aquecimento global.
Há-de vir quem tal defenda.

18/02/2015

Pelo erro se faz a língua

Um destes dias comprei um livro de cujo autor tinha uma péssima ideia.
Comprei-o com o bichinho da curiosidade.
O livro acaba por não ser tão mau como eu o supunha mas contém inúmeros disparates, decorrentes da má revisão (diz que foi revisto) onde se percebe uma inadequada preparação na utilização de um processador de texto e onde aparece, quentinha, a palavra sofagem, aqui e ali grafada solfagem.
Percebi depois de a ter lido que é um erro frequente nos fóruns ligados a automóveis, cujo contéudo se assemelha em qualidade literária a qualquer caixa de comentários.
Se é pelo erro que se faz a língua e que se faz a escrita, coisa que para mim é pacífica, quando é que esta palavra entrará no léxico?
É que nem sequer soa como corruptela do que é.

12/02/2015

01/02/2015

Matrículas K

Respondendo à pergunta que eu próprio fiz aqui, dez meses atrás, verifica-se que os tais portugueses que se diz andarem de mão dada com a Alcaida seriam sim portugueses de um Portugal que existia até 1974. Mas esse Portugal, como sabemos, acabou.
Por isso...

31/01/2015

Mem Martins, 2008

Geomancia de um fascínio

Hão-de se procurar as marcas do vértice, feitas na fornalha, algures um quilómetro a norte de Campo Maior.
Esta é uma indefinição. A norte de que ponto de Campo Maior?

25/01/2015

Jornalismo

O jornalismo português embebeda-se hoje com Siriza.

24/01/2015

Oportunidade

Estava eu a cogitar lançar um repto de pegar ou largar de consequências universais, quando me deu para atender aquele número que me fuçava a vida há dias.
Era o inevitável vendedor, é claro.
Quis convencer-me, como consta do ponto geral dos vendedores de call center, de que estava ali para me oferecer dinheiro e facilidades.
Disse-lhe que não tomava decisões assim ao telefone com um estranho e ele ofendeu-se. Foi mal educado como não consta do tal ponto.
Acho que o repto dentro de parêntesis que o outro repto suportou me clarificou as ideias. Mesmo que eu não seja um estranho, há oportunidades que, por terem consequências universais (por exemplo, a de trazer a montanha a Maomé), não se tratam ao telefone.

12/01/2015

Alberto João

Há, nas muitas páginas aqui escritas, loas a, e tiros em Alberto João.
A personagem que hoje se demitiu é o corpo de um amálgama que causou estas e aquelas sensações a quem o observou.


fotografia adaptada a partir de uma já não constante da rede

10/01/2015

Solução fácil

A única questão que tem algum interesse a propósito da ocorrência de atentados terroristas com origem no islamismo radical em territórios ocidentais ou de matriz ocidental é saber se se deve ou não dar destaque a tais actos ou ignorá-los como se ignora o picar de uma mosca.
Tem solução fácil esta questão dual: se existe liberdade de imprensa no mundo ocidental, não há forma de se calarem as notícias de tais actos.
Todas as outras discussões são tão inúteis como esta.

07/01/2015

Atraso

Um atraso é qualquer coisa que se mede em unidades de tempo.
Uma civilização atrasada é a que faz o que as outras fizeram esse atraso depois.