11/04/2015
10/04/2015
07/04/2015
05/04/2015
01/04/2015
31/03/2015
29/03/2015
28/03/2015
Porquê?
Regra geral, são os irracionais que mais procuram as razões onde elas são inatingíveis. Coisa que parece natural.
E natural também parece que quando as razões são alcançáveis e é possível estabelecer uma relação causa-efeito, esses mesmos irracionais tenham enorme dificuldade em seguir o curso desse estabelecimento.
E natural será que o jornalismo, irracional que é quase sempre, insista em dar voz aos que procuram razões inatingíveis e desprezam as razões comezinhas.
A idade dos porquês de cada um dita o resto.
Regra geral, são os irracionais que mais procuram as razões onde elas são inatingíveis. Coisa que parece natural.
E natural também parece que quando as razões são alcançáveis e é possível estabelecer uma relação causa-efeito, esses mesmos irracionais tenham enorme dificuldade em seguir o curso desse estabelecimento.
E natural será que o jornalismo, irracional que é quase sempre, insista em dar voz aos que procuram razões inatingíveis e desprezam as razões comezinhas.
A idade dos porquês de cada um dita o resto.
26/03/2015
25/03/2015
24/03/2015
23/03/2015
Ebola
Um ano depois do surto. Dez mil mortos. Vinte e cinco mil casos.

Gráfico a partir de dados da OMS.
Um ano depois do surto. Dez mil mortos. Vinte e cinco mil casos.

Gráfico a partir de dados da OMS.
21/03/2015
Salivação
Logo a seguir ao 25 de Abril, a imprensa salivava com a palavra fascista, o acrónimo PIDE e a expressão sabotagem económica.
Quarenta e um anos depois, saliva com a expressão lista VIP.
Pelo meio, salivou mais recentemente com os estrangeirismos off-shore e swap.
Desde a palavra fascista que, regra geral, não atinge o significado da palavra salivada. Nem percebe o contexto. Limita-se a salivar.
Logo a seguir ao 25 de Abril, a imprensa salivava com a palavra fascista, o acrónimo PIDE e a expressão sabotagem económica.
Quarenta e um anos depois, saliva com a expressão lista VIP.
Pelo meio, salivou mais recentemente com os estrangeirismos off-shore e swap.
Desde a palavra fascista que, regra geral, não atinge o significado da palavra salivada. Nem percebe o contexto. Limita-se a salivar.
20/03/2015
18/03/2015
17/03/2015
Deficit
Nunca se percebeu o que é que os governos depois do 25 de Abril entendiam como meta para as contas nacionais.
Há, por outro lado, relatos quase caricatos se não fossem dramáticos, de antigos responsáveis pelas Finanças que dão a ideia do que se foi passando. É ouvir Medina Carreira quando se refere às desvalorizações e à impressão de moeda. No tempo em que estava na pasta.
Foi tudo um desnorte que se julgou espiado (de espia que segura a tenda) e expiado com a entrada na CEE.
Era possível que, no meio da união, pudéssemos ter umas contas mais ou menos mal amanhadas que a coisa passaria. Haveriam de nos dar o dinheiro que nos faltava.
Ora bem, parece que essa onda passou. E continuamos sem estar sentados em cima de petróleo, de diamantes, de ouro, e longe de contemplarmos mananciais brutais de mantimentos.
Mesmo depois de todos os discursos mais ou menos racionais que foram sendo produzidos com este governo no sentido de acertarmos o fiel da balança, verifica-se que a noção não é a de atingir um superavit ou um equilíbrio orçamental, é antes continuar na senda da dívida, como se isso fosse um fado. Não é um fado. É uma canção pimba.
Nunca se percebeu o que é que os governos depois do 25 de Abril entendiam como meta para as contas nacionais.
Há, por outro lado, relatos quase caricatos se não fossem dramáticos, de antigos responsáveis pelas Finanças que dão a ideia do que se foi passando. É ouvir Medina Carreira quando se refere às desvalorizações e à impressão de moeda. No tempo em que estava na pasta.
Foi tudo um desnorte que se julgou espiado (de espia que segura a tenda) e expiado com a entrada na CEE.
Era possível que, no meio da união, pudéssemos ter umas contas mais ou menos mal amanhadas que a coisa passaria. Haveriam de nos dar o dinheiro que nos faltava.
Ora bem, parece que essa onda passou. E continuamos sem estar sentados em cima de petróleo, de diamantes, de ouro, e longe de contemplarmos mananciais brutais de mantimentos.
Mesmo depois de todos os discursos mais ou menos racionais que foram sendo produzidos com este governo no sentido de acertarmos o fiel da balança, verifica-se que a noção não é a de atingir um superavit ou um equilíbrio orçamental, é antes continuar na senda da dívida, como se isso fosse um fado. Não é um fado. É uma canção pimba.
15/03/2015
Pague-se mais e mais!
É o próprio primeiro-ministro que vem à liça com o desperdício dos dinheiros públicos, na vergonha dos investimentos feitos. Ouvi-o há pouco e o sentido das palavras era esse.
É claro que atribuirá esse desvario aos que o precederam, calculo.
Mas mesmo assim, é esse um sinal apropriado aos que perseveram em pagar os seus impostos?
Não pagar impostos, quando o desvario é tal como ele o pôs, é quase um dever.
É o próprio primeiro-ministro que vem à liça com o desperdício dos dinheiros públicos, na vergonha dos investimentos feitos. Ouvi-o há pouco e o sentido das palavras era esse.
É claro que atribuirá esse desvario aos que o precederam, calculo.
Mas mesmo assim, é esse um sinal apropriado aos que perseveram em pagar os seus impostos?
Não pagar impostos, quando o desvario é tal como ele o pôs, é quase um dever.
14/03/2015
A semântica dos objectos

Os objectos até há dias contidos neste cofre, embora haja a certeza de que a maioria ali apenas ocupava espaço (uma colecção de adaptadores em plástico para botijas de gás de isqueiro?), os outros objectos – e o alto critério que exclui os adaptadores e meio contentor de um termómetro clínico, de onde vem ele? que autoridade o instituiu? – dizia, hão-de ter tido um significado especial para o dono do cofre. Uns, parece que irradiam esse significado, outros estão, estavam ali enterrados num enigma que ninguém decifrará.
É da transformação de significados, desses objectos ou de outros, que me apetecia escrever grandiloquente prosa.
Remetido à prática dos dias sem significado aparente, cataloguei em diversos nas gavetinhas de material de oficina o acima descrito bem como meia caixa de agulhas em prata e um canto de moldura em casquinha. Isto do que me lembro.
Durante uns anos hão-de ser os objectos que estavam no cofre de. No meu dicionário de significados.
Um destes dias, serão os diversos da estante de gavetas oficinais do Manel. Ou nem isso.

Os objectos até há dias contidos neste cofre, embora haja a certeza de que a maioria ali apenas ocupava espaço (uma colecção de adaptadores em plástico para botijas de gás de isqueiro?), os outros objectos – e o alto critério que exclui os adaptadores e meio contentor de um termómetro clínico, de onde vem ele? que autoridade o instituiu? – dizia, hão-de ter tido um significado especial para o dono do cofre. Uns, parece que irradiam esse significado, outros estão, estavam ali enterrados num enigma que ninguém decifrará.
É da transformação de significados, desses objectos ou de outros, que me apetecia escrever grandiloquente prosa.
Remetido à prática dos dias sem significado aparente, cataloguei em diversos nas gavetinhas de material de oficina o acima descrito bem como meia caixa de agulhas em prata e um canto de moldura em casquinha. Isto do que me lembro.
Durante uns anos hão-de ser os objectos que estavam no cofre de. No meu dicionário de significados.
Um destes dias, serão os diversos da estante de gavetas oficinais do Manel. Ou nem isso.
12/03/2015
Preconceito
Por que é que a maioria das caras que aparecem na televisão a esbracejar pela perda dos valores em títulos do BES me suscitam aquela velha desconfiança?
Repito-me, ou quase.
Por que é que a maioria das caras que aparecem na televisão a esbracejar pela perda dos valores em títulos do BES me suscitam aquela velha desconfiança?
Repito-me, ou quase.
Alcofa

Retomando uma tradição ancestral, que eu há anos mantinha apenas do carro para casa, saí hoje de casa com uma alcofa. Às compras.
Entretanto ouvi o senhor ministro dos sacos de plástico falar do assunto pareceu-me que meio satisfeito meio embaraçado. Dizendo que tinham previsto o futuro próximo. Coisa estranha em tal governo.
Não tenho a menor dúvida de que os sacos de plástico tipo supermercado levaram grande cresta. Onde a minha dúvida se instala é na alternativa.
Durante anos, parece-me que se pode afirmar, eram estes sacos de supermercado o envólucro mais utilizado para os resíduos domésticos.
Tendo eles desaparecido da circulação, ainda não observei com atenção mas calculo que os sacos de plástico feitos de propósito para o lixo sejam agora muito mais utilizados. Em substituição dos outros.
Ganhou-se alguma coisa com isso? Estes sacos degradam-se mais depressa?
Também a venda destes vai em parte para o saco dos impostos verdes?

Retomando uma tradição ancestral, que eu há anos mantinha apenas do carro para casa, saí hoje de casa com uma alcofa. Às compras.
Entretanto ouvi o senhor ministro dos sacos de plástico falar do assunto pareceu-me que meio satisfeito meio embaraçado. Dizendo que tinham previsto o futuro próximo. Coisa estranha em tal governo.
Não tenho a menor dúvida de que os sacos de plástico tipo supermercado levaram grande cresta. Onde a minha dúvida se instala é na alternativa.
Durante anos, parece-me que se pode afirmar, eram estes sacos de supermercado o envólucro mais utilizado para os resíduos domésticos.
Tendo eles desaparecido da circulação, ainda não observei com atenção mas calculo que os sacos de plástico feitos de propósito para o lixo sejam agora muito mais utilizados. Em substituição dos outros.
Ganhou-se alguma coisa com isso? Estes sacos degradam-se mais depressa?
Também a venda destes vai em parte para o saco dos impostos verdes?
11/03/2015
Há 40 anos
A imagem que me ficou do 11 de Março de 1975, falo da data propriamente dita e não do que se seguiu, é esta assim enevoada por mim:

Está na primeira página de uma edição especial do Diário de Notícias. Não sei quem foi o fotógrafo nem qual a razão para ter ficado gravada a fogo na minha memória. É certo que ouvi de um tio meu uma narração dos factos uns dias depois, que era empolgante no que se referia ao ataque aéreo aoRalis RAL 1. Talvez por aí...
Já do 28 de Setembro de 1974, guardo uma outra que já aqui trouxe e que ainda hoje me intriga.
Não há dúvida que ter vivido essa época foi uma excelente lição de vida. Embora as contrariedades tenham atingido um nível pouco habitual para um país em paz (?).
A imagem que me ficou do 11 de Março de 1975, falo da data propriamente dita e não do que se seguiu, é esta assim enevoada por mim:

Está na primeira página de uma edição especial do Diário de Notícias. Não sei quem foi o fotógrafo nem qual a razão para ter ficado gravada a fogo na minha memória. É certo que ouvi de um tio meu uma narração dos factos uns dias depois, que era empolgante no que se referia ao ataque aéreo ao
Já do 28 de Setembro de 1974, guardo uma outra que já aqui trouxe e que ainda hoje me intriga.
Não há dúvida que ter vivido essa época foi uma excelente lição de vida. Embora as contrariedades tenham atingido um nível pouco habitual para um país em paz (?).
10/03/2015
09/03/2015
04/03/2015
02/03/2015
Do que não é nosso
Acontece às vezes e acontece a alguns.
Ficar-se, de repente, dono e senhor do que não nos pertencia nem esperávamos que alguma vez nos pertencesse.
Ter a sensação de que somos alheios ao que é agora nosso. Ter o pudor de dar ordens e assumir responsabilidades.
Pode ser que com o tempo a sensação se vá esbatendo. Até lá estranha-se o fato.
Acontece às vezes e acontece a alguns.
Ficar-se, de repente, dono e senhor do que não nos pertencia nem esperávamos que alguma vez nos pertencesse.
Ter a sensação de que somos alheios ao que é agora nosso. Ter o pudor de dar ordens e assumir responsabilidades.
Pode ser que com o tempo a sensação se vá esbatendo. Até lá estranha-se o fato.
28/02/2015
Notícias do manicómio

A ser verdade que algumas pessoas foram proibidas de aceder à internet, embora se mantenham em liberdade e que isso soma à proibição de contactarem uns com os outros, estaremos no mundo da fantasia legalista. Da racionalidade zero.
Nada que surpreenda mas coisa inquietante, dado que se vai repetindo à medida que se perde a capacidade de raciocinar.

A ser verdade que algumas pessoas foram proibidas de aceder à internet, embora se mantenham em liberdade e que isso soma à proibição de contactarem uns com os outros, estaremos no mundo da fantasia legalista. Da racionalidade zero.
Nada que surpreenda mas coisa inquietante, dado que se vai repetindo à medida que se perde a capacidade de raciocinar.
26/02/2015
Muita ignorância e muita estupidez
São atributos indispensáveis ao jornalista médio.
Sobre isso venho falando aqui há anos. Com a indispensável demonstração.
Hoje acrescento apenas mais um episódio de uma particular designação que cobre dois casos, sem que se perceba a qual se refere – O gang do multibanco, que dizem viu hoje chegar ao fim o seu julgamento.
São atributos indispensáveis ao jornalista médio.
Sobre isso venho falando aqui há anos. Com a indispensável demonstração.
Hoje acrescento apenas mais um episódio de uma particular designação que cobre dois casos, sem que se perceba a qual se refere – O gang do multibanco, que dizem viu hoje chegar ao fim o seu julgamento.
25/02/2015
23/02/2015
Lá como cá ou pior ainda
Registou-se hoje um sismo de magnitude considerável a suleste na Península Ibérica.
A página do IPMA menciona-o há horas.
A página do IGN de Espanha, moita. Completamente bloqueada. Vale a pena relembrar esta nota e dizer que, ou corrigir – em Espanha as coisas costumam funcionar mais mal do que cá.

gráfico com base nos dados do IPMA
Registou-se hoje um sismo de magnitude considerável a suleste na Península Ibérica.
A página do IPMA menciona-o há horas.
A página do IGN de Espanha, moita. Completamente bloqueada. Vale a pena relembrar esta nota e dizer que, ou corrigir – em Espanha as coisas costumam funcionar mais mal do que cá.

gráfico com base nos dados do IPMA
20/02/2015
19/02/2015
18/02/2015
Pelo erro se faz a língua
Um destes dias comprei um livro de cujo autor tinha uma péssima ideia.
Comprei-o com o bichinho da curiosidade.
O livro acaba por não ser tão mau como eu o supunha mas contém inúmeros disparates, decorrentes da má revisão (diz que foi revisto) onde se percebe uma inadequada preparação na utilização de um processador de texto e onde aparece, quentinha, a palavra sofagem, aqui e ali grafada solfagem.
Percebi depois de a ter lido que é um erro frequente nos fóruns ligados a automóveis, cujo contéudo se assemelha em qualidade literária a qualquer caixa de comentários.
Se é pelo erro que se faz a língua e que se faz a escrita, coisa que para mim é pacífica, quando é que esta palavra entrará no léxico?
É que nem sequer soa como corruptela do que é.
Um destes dias comprei um livro de cujo autor tinha uma péssima ideia.
Comprei-o com o bichinho da curiosidade.
O livro acaba por não ser tão mau como eu o supunha mas contém inúmeros disparates, decorrentes da má revisão (diz que foi revisto) onde se percebe uma inadequada preparação na utilização de um processador de texto e onde aparece, quentinha, a palavra sofagem, aqui e ali grafada solfagem.
Percebi depois de a ter lido que é um erro frequente nos fóruns ligados a automóveis, cujo contéudo se assemelha em qualidade literária a qualquer caixa de comentários.
Se é pelo erro que se faz a língua e que se faz a escrita, coisa que para mim é pacífica, quando é que esta palavra entrará no léxico?
É que nem sequer soa como corruptela do que é.
17/02/2015
16/02/2015
15/02/2015
14/02/2015
11/02/2015
10/02/2015
09/02/2015
08/02/2015
06/02/2015
01/02/2015
Matrículas K
Respondendo à pergunta que eu próprio fiz aqui, dez meses atrás, verifica-se que os tais portugueses que se diz andarem de mão dada com a Alcaida seriam sim portugueses de um Portugal que existia até 1974. Mas esse Portugal, como sabemos, acabou.
Por isso...
Respondendo à pergunta que eu próprio fiz aqui, dez meses atrás, verifica-se que os tais portugueses que se diz andarem de mão dada com a Alcaida seriam sim portugueses de um Portugal que existia até 1974. Mas esse Portugal, como sabemos, acabou.
Por isso...
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