19/05/2015

18/05/2015

200 000 pessoas

Segundo o critério dos papagaios ditos jornalistas estavam a noite passada 200 000 pessoas no Marquês de Pombal.
Quantas terão morrido esmagadas? - é a minha pergunta.
Encierro e vã guarda


imagem da SICN

15/05/2015

Fim de ciclo

Pendurado que está este blogue (tem lá todas as fotografias, todos os desenhos, todos os gráficos) no Blogger da Globo e tendo esta anunciado o termo do alojamento, pouco mais resta do que arrumar e esperar que toque.
Não me estou a ver a passar doze anos de imagens deste alojamento para outro, a alterar doze anos de posts ilustrados.
Como se trata de uma imposição (ainda que mais do que esperada), é provável que a minha vontade me faça prosseguir usando outras opções. Embora com um blogue cheio de imagens em falta, janelas cegas para recordações destes doze anos quase completados.
É um fim de ciclo, pelo menos.

14/05/2015

Défice de atenção

Coisa rara é estarmos perante um funcionário que leia e entenda o que está claramente escrito, assim que lhe passamos para a mão uma folha de papel.

11/05/2015

Dos outros

uma vila onde pertenço.
Ainda que tenha frequentado pouco nos últimos anos os carreiros que lá conduzem.
Ainda que me tenha detido pouco tempo de cada vez.
O que faz com que tenham envelhecido longe de mim os sorrisos dos amigos e conhecidos.
O que faz com que hajam cada vez mais caras que não identifico, nomes que não me soam.
E que a cada ano, a vila entre muros comporte cada vez mais daqueles de quem guardo boas recordações.
Não sei se consigo voltar ao meu lugar.

08/05/2015

Portugal, 2015

Sondagens

Mais um banho enorme para os sondageiros ou para os seus arautos, este do Reino Unido.
À primeira vista



Este livro desagrada-me como objecto. Não sei se esse desagrado veio de o ter visto primeiro ao vivo ou em fotografia.
Desagrada-me como objecto e foi justamente isso que me impeliu a comprá-lo. Há pouco menos de um ano.
Onde é que anda o livro do Camus que me desagradou à primeira vista? – ocorreu-me um destes dias. Já li umas dez páginas. Não sei se com grande reserva mental por causa da forma (o que li de Camus até agora agradou-me), o certo é que essas páginas foram más de gramar.
Parece-me que o mal-estar que o objecto transmite vai para além de enfadar na leitura. Essa é a parte preocupante.

07/05/2015

As grandes questões universais - episódio q+31

Discutir a ética e a estética da morte de Andreas Lubitz, é ou não é uma discussão estéril?

04/05/2015

Os simples

A simples, jornalista que será decerto, vê os carros a avançar.
Eles avançam ali mesmo ao lado dela, seguindo um trilho que ela pode ver não levará directamente à ponte. E de imediato diz que a ponte foi reaberta.
Eles não sabem onde estão, não percebem o que vêem – isto lhes basta para reportarem e terem as suas qualificações.
Os simples

Vamos ver quanto tempo é que o imigrante que matou cinco pessoas vai ficar sem conduzir.
Ou como o que faz mesmo muito mal é fumar os cigarros alheios.

03/05/2015

Jingle

Coisas que ficam no ouvido:
I hope that Manny realizes that this may be the hardest or the toughest fight that he will wage [...]"

*aos 12:07 deste documentário

Adenda às 6:00: e lá perdeu.

02/05/2015

Pilotos

Esta ideia, que alguns partilham, de que os representantes dos pilotos são hoje pessoas intelectualmente menos preparadas do que as que as precederam é falsa?
Ou acompanha o que parece ser uma tendência universal, com a maré de analfabetos funcionais a ocupar cargos de responsabilidade?
Portugal, 2014

29/04/2015

Semântica

Estava um tipo com ar sério, em qualquer programa de televisão, a dizer-se licenciado em gestão desportiva ou gestão do desporto, algo assim.
Ocorreu-me que pouca coisa há de mais incompatível do que gestão e desporto, se tomarmos as acepções de cada uma que ditam ser a gestão o acto de gerir, de governar, de orientar e o desporto o acto do lazer, da dispersão, do à-vontade. Negócio versus ócio.
É claro que a evolução semântica já se encarregou de enfiar na palavra desporto um bolo tal de coisas, de significados que é natural que até haja necessidade de gerir a própria palavra.
Um destes dias dizia a um amigo meu, planeador de cenários, que não fazia planos de viagem justamente porque sabia que não os cumpriria. Não planeio, não giro o meu desporto.

26/04/2015

Stickada!



Viva o Sporting!
Especialistas

An aftershock is in fact an earthquake” – resposta de um dito especialista em terramotos a uma pergunta de igual coturno de um jornalista da CNN. Há pouco.

23/04/2015

Bancarrota

Percebe-se mais uma vez nitidamente que as propostas políticas que são apresentadas só diferem no prazo que decorrerá até à próxima bancarrota.
Esta gente não é capaz de mais.

20/04/2015

12/04/2015

Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima sétima

É das páginas ímpares que se dá falta nos livros. A menos que se leiam de trás para a frente.

10/04/2015

Costa

António Costa disse hoje algo acertado: que leis não devem ser criadas todas as semanas.
Cem por cento de acordo.

02/04/2015

Grandes livros


Nota: aquilo do asteróide não foi erro, foi mentira

01/04/2015

Acerto

Notícia do dia: a correcção da previsão de trajectória do asteróide 2015 FW117, que assim colidirá hoje com o planeta Terra.
A distância mínima anteriormente calculada era de 0,0092 UA. Cerca de 3,6 vezes a distância à Lua.

31/03/2015

No país do atraso mental

Os sucessos na contagem e recontagem dos votos na Madeira são um bom indicador do tipo de gente que temos a ocupar funções de responsabilidade.
Porto dos sonhos

Particularmente interessante a distorção da cidade do Porto em que me desloquei no campo onírico.
Ainda que dispensasse o mal humorado taberneiro e o mais do que dedicado colega de ofício.

28/03/2015

Porquê?

Regra geral, são os irracionais que mais procuram as razões onde elas são inatingíveis. Coisa que parece natural.
E natural também parece que quando as razões são alcançáveis e é possível estabelecer uma relação causa-efeito, esses mesmos irracionais tenham enorme dificuldade em seguir o curso desse estabelecimento.
E natural será que o jornalismo, irracional que é quase sempre, insista em dar voz aos que procuram razões inatingíveis e desprezam as razões comezinhas.
A idade dos porquês de cada um dita o resto.

23/03/2015

Ebola

Um ano depois do surto. Dez mil mortos. Vinte e cinco mil casos.


Gráfico a partir de dados da OMS.

22/03/2015

E.N. 5 (antigo traçado), ponte sobre a ribeira da Marateca, 2007

21/03/2015

Salivação

Logo a seguir ao 25 de Abril, a imprensa salivava com a palavra fascista, o acrónimo PIDE e a expressão sabotagem económica.
Quarenta e um anos depois, saliva com a expressão lista VIP.
Pelo meio, salivou mais recentemente com os estrangeirismos off-shore e swap.
Desde a palavra fascista que, regra geral, não atinge o significado da palavra salivada. Nem percebe o contexto. Limita-se a salivar.

18/03/2015

Sem assunto

Estes medíocres que nos governam até de matérias sem assunto conseguem criar crises e debate vácuo.
O péssimo jornalismo faz o resto.

17/03/2015

Deficit

Nunca se percebeu o que é que os governos depois do 25 de Abril entendiam como meta para as contas nacionais.
Há, por outro lado, relatos quase caricatos se não fossem dramáticos, de antigos responsáveis pelas Finanças que dão a ideia do que se foi passando. É ouvir Medina Carreira quando se refere às desvalorizações e à impressão de moeda. No tempo em que estava na pasta.
Foi tudo um desnorte que se julgou espiado (de espia que segura a tenda) e expiado com a entrada na CEE.
Era possível que, no meio da união, pudéssemos ter umas contas mais ou menos mal amanhadas que a coisa passaria. Haveriam de nos dar o dinheiro que nos faltava.
Ora bem, parece que essa onda passou. E continuamos sem estar sentados em cima de petróleo, de diamantes, de ouro, e longe de contemplarmos mananciais brutais de mantimentos.
Mesmo depois de todos os discursos mais ou menos racionais que foram sendo produzidos com este governo no sentido de acertarmos o fiel da balança, verifica-se que a noção não é a de atingir um superavit ou um equilíbrio orçamental, é antes continuar na senda da dívida, como se isso fosse um fado. Não é um fado. É uma canção pimba.

15/03/2015

Pague-se mais e mais!

É o próprio primeiro-ministro que vem à liça com o desperdício dos dinheiros públicos, na vergonha dos investimentos feitos. Ouvi-o há pouco e o sentido das palavras era esse.
É claro que atribuirá esse desvario aos que o precederam, calculo.
Mas mesmo assim, é esse um sinal apropriado aos que perseveram em pagar os seus impostos?
Não pagar impostos, quando o desvario é tal como ele o pôs, é quase um dever.

14/03/2015

A semântica dos objectos



Os objectos até há dias contidos neste cofre, embora haja a certeza de que a maioria ali apenas ocupava espaço (uma colecção de adaptadores em plástico para botijas de gás de isqueiro?), os outros objectos – e o alto critério que exclui os adaptadores e meio contentor de um termómetro clínico, de onde vem ele? que autoridade o instituiu? – dizia, hão-de ter tido um significado especial para o dono do cofre. Uns, parece que irradiam esse significado, outros estão, estavam ali enterrados num enigma que ninguém decifrará.
É da transformação de significados, desses objectos ou de outros, que me apetecia escrever grandiloquente prosa.
Remetido à prática dos dias sem significado aparente, cataloguei em diversos nas gavetinhas de material de oficina o acima descrito bem como meia caixa de agulhas em prata e um canto de moldura em casquinha. Isto do que me lembro.
Durante uns anos hão-de ser os objectos que estavam no cofre de. No meu dicionário de significados.
Um destes dias, serão os diversos da estante de gavetas oficinais do Manel. Ou nem isso.