31/07/2016

Para memória futura

Julho de 2016 foi o mês em que não logrei acabar de ler um único livro.
Isto desde que há registos.
Aos cientificadores do comportamento humano estou disponível para fornecer quaisquer dados (ir)relevantes para análise.

30/07/2016

Para melhor

Para melhor a narração da Volta a Portugal em bicicleta.
Bastou trocar o eloquente João Pedro Mendonça pelo frugal Pedro Martins.
Também este falha mas não persiste no erro e não despende opiniões vãs e despropositadas.
Um exemplo que, mantendo-se, o que é duvidoso, deveria ser seguido nas televisões em geral.

28/07/2016

É só a inevitável estupidez?

É só a inevitável estupidez que leva a Sumol a anunciar o Sumol de maçã como uma novidade? Como se tal nunca tivesse existido?
Ou há qualquer coisa mais que nos escapa?

19/07/2016

Auto-suicídio

Um excelente jornalista informa que o tipo que executou o massacre de Nice, acabou por morrer cometendo uma espécie de auto-suicídio.
Isto citando de memória o que ouvi ainda agora num canal de televisão.

18/07/2016

Cera

Gastar cera com tão ruins defuntos...
Era o que eu não deveria fazer e abster-me de comentar o desempenho dos comentadores de ciclismo da RTP. Coisa que já fiz aqui e provavelmente voltarei a fazer.
É que são tão maus.
E são maus precisamente quando se põem a querer ensinar seja o que fôr. E são muito maus quando se propõem raciocinar seja em que linha fôr.
Remetessem-se eles a palrar sobre a etapa, sobre os ciclistas, talvez a coisa fosse suportável.
De cada vez que exorbitam são uma lástima.
E chegam ao desplante de criticar a vox populi. Eles é que sabem. O povo deveria estar calado.
São pagos pelo erário público.
A RTP não arranja melhor ou não tem lá quem veja que aqueles senhores são péssimos?
Portugal, 2011

14/07/2016

Sociedade

Se é legítima a discussão sobre se as famílias de crianças mentalmente deficientes, com um grau de incapacidade que as torna improdutivas, devem ou não ter apoios do Estado, já é completamente destituída de sentido a discussão sobre se essas mesmas crianças devem ou não ser instruídas com recurso aos meios do Estado.

02/07/2016

Europa

Há uma franja significativa de agentes políticos que mudou o discurso em relação à União Europeia. Onde antes se colocavam num pedestal as instituições da UE e se acatavam mui respeitosamente os ditames daquelas, aparece agora um pendor de desconfiança, que já atribui à má gestão dos assuntos europeus o surgimento de ferozes frentes anti-união.
A ideia que dá é que nunca perceberam bem em que águas navegavam.
Não o perceberam no passado, é pouco provável que o percebam no futuro.

01/07/2016

Esforço

Se há palavra que não suporto a não ser que seja aplicada a estruturas e afins é a palavra esforço.

30/06/2016

Bolas

No linguajar dos comentadores futeboleiros, a bola desmaterializou-se, deixou de ser coisa concreta e definida – a bola – para passar a ser apenas uma espécie de conceito abstracto – bola.
Uma equipa já não tem a bola. Uma equipa agora tem bola.
Forçando a deixa, acho que a nossa equipa de futebol devia ter bolas. Jogar com bolas.
Chegando a casa, por este tempo

26/06/2016

Destinos

Cada um fabrica as suas coincidências, ainda que as malhas sejam tecidas à sorte.
E lá vem a frase repetida, coincidentemente. Com Isabel. Com Juliette talvez ausente. Que se cruzaram, sei-o agora.

15/06/2016

Geografia de jornalista

O navio [de onde foi retirado pela FAP um tripulante doente] navegava no rio Tejo, 160 km a oeste do Montijo.
(na SIC N, há pouco - imprecisamente citada. A notícia aqui com noroeste em vez de oeste)

Não prestei atenção ao meio empregado no resgate – se um habitual ilcóptero se um helicóptero.

14/06/2016

05/06/2016

Sinal dos tempos

Sinal dos tempos é o tempo que é gasto pelas televisões a ouvirem gente ignara.
As entrevistas e as conferências de imprensa dos protagonistas da bola compõem bem esse sinal.

03/06/2016

Voz

Uma das coisas que faz um homem é ser, pelo menos uma vez, francamente aplaudido ao cantar.
Isto a propósito de uma Peugeot 504 que ainda aqui voltará.


imagem em http://autocognito.com/2012/1968-peugeot-504-estate/

29/05/2016

A Gorda de Baltimore

O facto de A Gorda de Baltimore não ser referida na net (até hoje) enquanto tal, mas apenas na adjectivação de uma tia e de uma adolescente, mostra que não existiu qualidade literária entre os utilizadores daquela expressão e que ela, só por si, não se equilibrou nas canetas da memória.
Honra ainda assim à saudosa Gorda de Baltimore!

26/05/2016

Repentes

Num repente, o cheiro da Esplanada de Sines.
Ele mesmo, inconfundível.
E aqui ao longe, no tempo.

24/05/2016

A cervejaria literária (IV)

A rapariguinha do shopping
Ombreava com um retrato barroco.
Frente ao meu bife.

20/05/2016

Inseguro era o Estádio Nacional

Um simples, ao que parece encartado e carimbado, clama na televisão que o Estádio Nacional está agora muito mais seguro.
Que raio de milagre aconteceu desde que o mesmo simples clamava o contrário?

19/05/2016

Mistérios com máquinas

Há coisas que só se explicam pela alteração de certos mecanismos cerebrais dos quais ainda estamos longe de ter um satisfatório conhecimento.
No domínio das máquinas, milhentas vezes procedamos de uma determinada forma e um dia, lá acontece, borramos a opa.
Em se tratando de máquinas fotográficas, tenho dois, apenas dois, episódios de filme mal colocado sem que de tal me tenha apercebido.
Tirei as fotos, fiz andar o carreto e nunca me dei conta da falta de resistência da alavanca.
Das duas vezes que tal sucedeu, desperdicei oportunidades únicas.
Uma, de registar os estragos de um fenómeno meteorológico raríssimo lá para as minhas bandas.
Outra, depois de ter andado a saltar muros lisboetas, de ter conseguido uma panorâmica geral de um terreno onde seria suposto desenvolver um projecto. Coisas de estudante.
Neste último, deparei-me com uma figura singular. Depois de transpôr o muro e de ter registado o maior número de enquadramentos possível, de forma a ter pontos de referência para comparar com o levantamento em planta, avistei o homem.
Estava na outra ponta do terreno, escondido pelo mato, sentado de encontro a uma parede, ao lado do que parecia ser uma abertura de acesso à estrutura em abóbada que transmite à estacaria os esforços das paredes pombalinas – não seria o caso da estacaria neste local, dado o terreno de fundação. Uma espécie de catacumbas, em todo o caso.
Estava em tronco nu e lia um jornal. Estava em casa com toda a certeza. Hesitei. Fotografo o homem ou não? Acabei por fazê-lo. Acho que ele nem se deu conta. Pareceu ignorar-me o tempo todo.
Esse rolo ficou virgem, claro está.
Dois ou três dias depois, voltei ao local. Um polícia de giro que não descolava de uma certa esquina não me permitiu o à-vontade suficiente para trepar o muro. Fiz umas fotos do lado de fora e depois apontei a máquina às cegas por cima do muro, com a devida preocupação de obter os enquadramentos mínimos requeridos.
Quando finalmente peguei nas fotos, devo ter escolhido de imediato as que me interessavam para tirar alinhamentos. As outras foram vistas em diagonal com toda a certeza.
É que agora, na fase em que estou de digitalizar memórias, apareceram-me as benditas fotos. Numa delas, o homem está sentado a ler o jornal. Encostado à parede.

15/05/2016

Rendimento

O rendimento do Sporting esta época ficou acima da média mas uns furos abaixo do melhor atingido.


comparação ponderada de rendimentos desde 1934-35
a vermelho os anos que foi campeão
(clicar para ampliar)



corrigido a 16 de Maio
E.N. 389, 2007

11/05/2016

A cervejaria literária (III)

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... uma estrela mochilã...
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06/05/2016

Boaty McBoatface

Ou como um fait-divers mostra à saciedade como, para os democratas, a dita democracia só é boa quando dá resultados dentro dos cânones.

05/05/2016

Razão

A cada dia que passa mais se percebe que a luta política deste século é entre a racionalidade e a irracionalidade.
E com irracionais não se discute.