24/05/2017

Politicamente correcto

Politicamente correcto é, mais uma vez, dizer que o indivíduo que perpetrou o ataque em Manchester é um cidadão britânico. Como se fosse um Smith qualquer.
Ainda que se trate de um cidadão com passaporte britânico, nascido por aquelas terras, o que o diferencia e o conduziu a fazer o que fez não foi com certeza a cidadania britânica, contra a qual se revelou em último grau.

16/05/2017

Para depois

Em tempos guardava papéis como prova de vida. Para depois me lembrar do que fizera e sentira.
Esse depois era a muitos anos, a décadas de vista.
Pois bem, esses muitos anos passaram, essas décadas esgotaram-se e os papéis servem de quando em vez o tal propósito de me lembrarem outros tempos.
Os papéis que agora arrecado já não podem alvejar futuro distante. Meia-dúzia de anos, se tanto.
Ainda assim, vou guardando alguns que me lembram estranhos feitos. Como este, de ter ido ver um Arouca-Tondela a contar para a I Liga de futebol, na convicção de que tais encontros não se repetirão num futuro, esse sim, mais ou menos longínquo.

15/05/2017

Da moda

Sujeitas que andam as massas à ígnara moda, já quase não há quem distinga entre mentira e erro.

03/05/2017

Cavalgamos o nu

Com certeza que sim.
Que cavalgamos o nu.
O nu, que nos olha com olhar nu e nada de nós quer saber.
O nu, que não refracta a imagem do mundo, que nu é.
O nu, que ainda que se atravesse, é nada.
O nu.
Cavalgamos o nu.
Curia, 2013