21/01/2022

O verbo mesclar



É uma das palavras das quais retenho bem o momento em que me foi apresentada: estava numa penosa primeira deslocação a um circo (amor, a quanto obrigas!) quando o ilusionista se dirigiu ao pai da minha eleita e lhe pediu gentilmente que fizesse o favor de mesclar um baralho de cartas.

pela carta se deslinda o nome da Deusa

20/01/2022

Tempos de ai, ai, ai

Uma coisa que define bem estes tempos é a ostentação de capacetes na cabeça, em campo aberto, com obra apenas no papel, por parte de políticos pouco dotados.
Com medo decerto de que o céu lhes caia em cima da cabeça.
Restelo

É inegável que me encaminho para o Restelo, como admitia já há cerca de dez anos.
O facto é que, a cada dia que passa, mais me recordam as avisadas palavras de meu Avô materno, homem nascido com o século e cavaleiro andante das primeiras décadas do dito passado.
Foi ele quem cedo me revelou este quadro:



E é dele que me lembro nestes dias desencantados, em que não me consigo rever num só político desses que aparecem por aí.

A política – A grande porca, de Rafael Bordalo Pinheiro, in A Paródia, de 17 JAN. 1900.

18/01/2022

Covid-19 e hospitalizações



Dados da DGS actualizados em 18 Jan. 22
Dos 0 aos 5

Não há pachorra para os papagaios que articulam e repetem “crianças dos zero aos cinco (ou o que for) anos”.
Seria tão difícil dizer “até aos cinco anos”?

17/01/2022

Santa Bárbara

Não é novo que Santa Bárbara só seja invocada quando troveja.
O que é novo é que as trovoadas sejam mostradas com grande alarido e que se invoque não só a dita santa como todos os outros ocupantes dos altares.
E que a gritaria seja tanta que nenhuma voz, por mais bem colocada que seja, se faça ouvir.
Com a massificação, multiplicou-se e amplificou-se o erro. Com ela, o erro ganhou até estatuto de acerto.
Não é preciso correr muito para dar de caras com discussões acesas em que cada parte cultiva e afaga o seu disparate.
Em que nem um só dos argumentos faz sentido.
Em que tudo é assustadoramente primário, ainda que os galões que se dizem puxados denotem patente.
Ficam Santa Bárbara e uma legião de outros santos a pairar sobre o deserto sem perceberem onde e quando são precisos.

14/01/2022

Excel

Das páginas da DGS com informação sobre a Covid-19, aqui já duramente criticadas, transparece o fantasma das folhas de Excel tal como as usava a ASAE há 13 anos atrás.

imagem da SIC, obtida em página já inexistente

Eles por lá usam agora o PowerPoint.
Creio que a aprendizagem informática do funcionário público não anda muito longe desses tempos.
Não se vislumbra ali o mínimo indício de uma sistematização. Tudo parece feito de improviso, em cima do joelho.
Uma folha de Excel, mas minimamente elaborada por alguém com dois dedos de testa, faria bem o serviço.

13/01/2022

Dúvida

O facto de haver muitos ineptos em lugares de responsabilidade e de visibilidade é um conforto, por identificação, ou um desconforto, por falta de liderança, para o simples eleitor?

12/01/2022

Sistematização



É realmente de um nível inenarrável a sistematização da informação sobre a situação da Covid-19 e respectiva vacinação.
Parece até que se trata de uma brincadeira a forma como tudo se mostra desorganizado.
Os endereços onde habitualmente se acedia à informação encontram-se desactivados há cinco dias com um estúpido oops como indicativo principal. Carregando nas letras Covid-19 aparece uma página em manutenção que não prevê acesso aos relatórios diários. Relatórios esses que aparecem, sob diversas formas completamente díspares, numa página de Facebook ou nuns destaques no sítio da DGS.
Que gente é esta, paga por todos nós?

10/01/2022

Direito

A crer no que dizem os diversos noticiários, decorridos mais de cinco anos do curso nos tribunais do caso dos dois militares mortos na instrução dos Comandos, ninguém se apercebeu de que o tribunal afinal não tinha competência para julgar tudo o que estava em causa.
É com esta noção que fiquei.
Rio Vez

"O ribeiro que passa no centro da vila de Arcos de Valdevez" - diz uma pé-de-microfone* da CMTV.

* tal como diz o amigo Bic Laranja
Planos a médio prazo

Caso falhe a profecia e a coisa continue dentro de parâmetros aceitáveis, lá estarei em 12 de Agosto de 2026 e, cerca de um ano depois, a 2 de Agosto de 2027 nos locais apropriados.
Isto está destinado desde os alvores do século XXI, quando prometi e cumpri ir lá para as bandas de Miranda do Douro.



O local mais a sul já foi escolhido dentro de mão*, como diria um velho amigo. O outro está em escrutínio.

*de antemão.

09/01/2022

07/01/2022

Em baixo

Seja lá por que for, as páginas sobre a evolução da Covid-19 e da respectiva vacinação estão em baixo.
Diz que por manutenção. Será mesmo o caso?
Incompetência

A incompetência já revelada amiúde dos serviços do Ministério da Saúde que se dedicam à publicação de informações, mostra-se mais uma vez na actualização dos certificados de vacinação anti-Covid-19. Está lá o nome da vacina e a data da 3ªdose mas onde deveria estar 3/3 (doses) está ainda 2/2.
Gente muito impreparada que não se dá conta da própria incompetência.

04/01/2022

Fora do baralho

O surto de sapateiros a tocar rabecão em que se incluem elementos da classe médica a dar palpites sobre questões de ordem política, opiniões que até seriam legítimas se fossem expendidas no papel de cidadão e não no de especialista, faz lembrar o que se passou no caso da barragem de Foz Côa e respectivas gravuras rupestres.
Nesse tempo não havia engenheiro que não fosse sociólogo, arqueólogo que não fosse biólogo e por aí fora. Uma cegueira motivada por filiações políticas ou por questões pessoais?

03/01/2022

Liceu Nacional de Queluz

Não sendo eu devoto de liturgias de antigos alunos, ainda assim desta vez em que não há festa, prontificava-me a comparecer. Passaram 50 anos desde a altura em que inaugurámos as instalações.

01/01/2022

Entrou com estrondo

Folha de cálculo

À semelhança dos infelizes que fazem previsões a partir de folhas de cálculo desconhecendo muitas vezes o algoritmo que determina um dado resultado, temo que este ano possa ser o último, atenta a estatística familiar mais próxima.

29/12/2021

Portugal, 2012

Comparações

Que sentido faz comparar o número de casos de Covid-19, dia por dia, entre o Natal do ano passado e o deste ano?
Já comparar fases iniciais das sucessivas vagas tem sim algum interesse, ainda que a previsão do comportamento das curvas seja pouco mais do que adivinhação.

28/12/2021

Toque a rebate

Lá pelos anos 70 e 80 era eu parte da mobília de um famoso café da minha terra.
Nessa mobília havia umas figuras dignas de qualquer almanaque, das quais tenho profundas saudades.
De entre elas, relembro hoje as que, ao toque a rebate, acorriam ao Estádio da Luz em busca de notícias.
Sendo eu um pouco empenhado sportinguista, não deixava de admirar o benfiquismo ferrenho de tais figuras amigas.
CNN Portugal

E a qualidade de informação: o vírus SARS-Cov-2 é agora mais contagioso derivado às mutações, diz uma especialista.*
Má fama tem o Senhor de La Palice.

*citando o sentido geral da notícia.
Portugal, 2012

E Cuba aqui tão perto

Estranho que este sinal colocado perto de Sacotes (Algueirão) mencione a E.N. 258-1 e não indique Vila Ruiva, Cuba ou São Matias, povoações que são ligadas por tal estrada.




Trecho do Plano Rodoviário de 1945 no Diário do Governo e fotografia do Google.

27/12/2021

Maioria absoluta

Volta a lengalenga sem que os papagaios se apercebam do ridículo e do irracional do marqueteirismo.

26/12/2021

Lamentação

Não há mortos que não sejam a lamentar.
Os marqueteiros devem ter induzido os políticos a acrescentar uma espécie de sufixo à palavra mortos. Os jornalistas imitaram-nos.
Tempos de coitadinhismo.
Serve isto para quê?

25/12/2021

Perplexidades

Em todos os canais que tentei, a notícia era a agenda do Presidente.
No caso, uma visita a um centro de acolhimento.
Duas perplexidades me suscitou a escuta:
1 - Seria vocativo ou nominativo o instante “Marcelo... Marcelo...” que um pé-de-microfone repetia em bom som?
2 - Seria caso para estar sem abrigo o empolado caso de um transexual adulto rejeitado pela família?

24/12/2021

Certificável

Haverá alguma razão para que o Certificado de Vacinação anti-Covid-19 não seja automaticamente actualizado quando um indivíduo se vacina? Ou é mais uma incompetência do sistema de informação?

22/12/2021

Agulhas

Mas as crianças, essas que podem ficar traumatizadas com as agulhas anti-Covid-19 e que por isso urge infantilizar ainda mais com bonecos e brincadeiras, não foram já várias vezes submetidas à "tortura" das agulhas ao serem vacinadas contra outras maleitas?
Pelo menos aos 5 anos já com a noção do desconforto.

21/12/2021

Mas



Não percebo o "mas" comummente papagaiado nas rádios e nas televisões em "prevê-se chuva mas pouco frio".
Pelo menos na zona de Lisboa, chuva e muito frio em simultâneo têm sido presença rara nas últimas décadas. Coisa que deve ter acontecido em toda a faixa litoral que é onde vive a maior parte das pessoas a quem este aviso é destinado.

imagem do site da RTP

19/12/2021

Falsa ciência

Não sei se estranhe se não o facto de indivíduos com responsabilidades e uma reputação a defender, se mostrarem disponíveis para dar ares científicos a previsões que resultam da presunção de que uma determinada função se vai comportar no futuro de acordo com os seus desejos, ainda que estes sejam baseados num histórico.
São estas previsões, muito perto da adivinhação de bola de cristal, que desacreditam quem as divulga e, em última análise, desacreditam a própria ciência, de que estes indivíduos se pretendem divulgadores.

17/12/2021

Empatia

Sinal dos tempos fofinhos - O chefe do governo espanhol valoriza a empatia de António Costa no desempenho deste.
Como se essa fosse uma qualidade determinante para um bom governo.

15/12/2021

Vinhos

Dito o que já disse sobre os entendidos em vinhos, detesto quando um vinho barato que colheu a minha preferência dispara o seu preço no mercado.
Aconteceu hoje, que eu desse conta.

13/12/2021

Geografia, segundo a CNN Portugal



Informação de qualidade ou o tal caso de em qualquer paragem de autocarro o QI médio ser superior ao de qualquer curso de jornalismo.
Num tempo em que há Google Maps e tudo.

10/12/2021

Jornais velhos



do arquivo online do Diário de Lisboa do acervo da Fundação Mário Soares

09/12/2021

Breve

A maioria dos sindicatos e afins reivindica acriticamente como se o País fosse rico, estivesse montado sobre poços de petróleo.
O legislativo, o executivo e o judiciário comportam-se como na lenda do pinhal da Azambuja. O que sustenta a ideia que o País é tão rico que se dá ao luxo de se deixar roubar sem reagir.

08/12/2021

É isto o que temos

"40 quilómetros de hectares" - diz a brilhante estadista Sousa Real na Sic Notícias.

Hospital central

Bom dia, minha senhora.
Bom dia, meu querido - respondeu a senhora que triava os fregueses do hospital, na porta das consultas.

Bom dia, minha senhora.
A senha - respondeu a senhora que abriu o guichet meia-hora depois da colega do lado, colega à qual não interessava receber as senhas e ainda saudava os fregueses.


imagem daqui

05/12/2021

Outro abanão

Quando o epicentro fica a escassos 950 m do sesmo.
Dois sismos em dia e tal.
Não há registos de tal ter acontecido.

03/12/2021

Impacto

Ou te cai um meteorito a 2400 m do sesmo.
Abanão

Quando o epicentro fica a escassos 300 m do sesmo.
A insustentável ignorância dos seres jornaleiros

A notícia na tv é sobre uma gente que passou uma noite numa loja de móveis, porque não podiam sair por causa da neve, lá para a Dinamarca.
Coisa inaudita, que nunca aconteceu em parte alguma...
O estranho é que a notícia diz que tiveram direito a jantar e a pequeno almoço. Vá-se lá saber como.

01/12/2021

Erros corrigidos

Referi aqui há dois meses e meio que nos boletins semanais de vacinação da DGS, a diferença entre vacinados de uma semana para a outra nunca batia certo com a diferença efectiva entre os números de vacinados reportados numa semana e na anterior*.

Por exemplo (sem relação):
Semana x – 2000 vacinados
Semanas x-1 – 1000 vacinados
Diferença publicada – +956

Ora os boletins passaram a ser diários, a informação muito mais reduzida e este erro desapareceu, por ora – a diferença publicada corresponde à diferença de números de um dia para o outro.
Quem seria a gente, paga por todos nós, que preenchia tais boletins? Usava alguma folha de cálculo ou fazia as contas à mão?

* Esta desigualdade pode ser comprovada enquanto os boletins estiverem disponíveis aqui.

29/11/2021

27/11/2021

À primeira volta

Um pé-de-microfone, como diz o amigo Bic Laranja, perguntava hoje a Rui Rio se estava confiante numa vitória à primeira volta nas eleições no PSD, onde como se sabe só há dois candidatos.
Como venho dizendo repetidamente, é certo que se encontrará um QI médio mais elevado em qualquer paragem de autocarro do que em qualquer curso de jornalismo.
Vacinar as criancinhas

Há um enorme receio de afirmar que a vacinação das crianças é mais do que uma protecção às ditas crianças, um modo de conter a propagação da doença.
A única questão deveria ser aqui a de saber se a vacinação das crianças cria ou não um risco insustentável.
Mas de uma sociedade de coitadinhismo tudo se espera.

26/11/2021

Organotomia

A extinção do SEF é uma reedição da extinção da JAE feita por João Cravinho em 1999.
Amputação feita em cima do joelho sem olhar a consequências quando existia um ferimento e não uma gangrena.

25/11/2021

Resiliência

Resiliência é uma palavra do léxico dos pobrezinhos.
Erros



Nas próximas horas, perfazer-se-ão 54 anos sobre o episódio trágico d(e uma d)as cheias na zona de Lisboa.
Este texto mostra uma fotografia na capa que não pode ser das cheias de 1967. Há lá um pormenor que é decisivo.
Um erro de quem não fez parte da história dessa época, na certa. E que nenhum revisor, se o houve, detectou.

22/11/2021

Actores e cantores

Um cavalheiro ainda novo que era médico apareceu um destes dias na SIC Notícias a dar conta de que é preciso chamar os mais velhos para a vacinação através de apelos a serem feitos por actores e cantores (sic) da mesma faixa etária.
Será o povo simples por cá assim tão simples que vá a correr vacinar-se porque um figurão das artes a tal o aconselha? Sendo que a afluência à vacinação foi exemplar em comparação com o resto da ecúmena, sem necessidade desse tipo de circo.
Noutras idades, foi toda a gente a correr fazer depósitos no BES por causa dos anúncios com o Cristiano Ronaldo?
Ou esta ideia é mais uma das importadas sem critério, sendo que é possível que em outras sociedades, onde há pessoas que se aglomeram e saltam e choram de alegria porque uma cantora foi emancipada pelo pai, ela possa ter alguma justificação?

Nota: Já depois de ter redigido o que está acima vi um apelo na televisão de actores e cantores.

21/11/2021

Os simples, sempre os simples

Os simples empenham-se por estes dias, com os argumentos característicos da sua condição de simples, em contrariar as medidas sanitárias que vão sendo tomadas na iminência de mais uma onda pandémica.
Nada disto é inesperado. Como há uma dúzia de anos, apenas me interrogo sobre o limiar de letalidade a partir do qual correrão todos para as vacinas. Os simples, os mesmos simples.

14/11/2021

Alterações climáticas



Ou “gender-responsiveness of climate finance”.
O documento a que se acede por aqui, embora não seja uma versão definitiva, é um excelente exemplo de até onde chega o ridículo do politicamente correcto na formação de um bolo argumentativo ao melhor estilo dos fala-barato.
É uma putativa produção da COP26. Putativa porque à altura ainda não aprovada, ao que parece.
E é mais uma vez um óptimo exemplo do que estas coisas são.

11/11/2021

Básico

Esteve na Opinião Pública da SIC Notícias um rapazito a representar o governo que, de facto, representou bem o dito. A argumentação foi do mais básico, dir-se-ia que básico mais básico não há.
Não sei se ele chegou a responder a uma pergunta que fosse. Discurso oco e redundante, sim, foi o forte dele. Um exemplo clássico – muito básico – dos marqueteiros que temos.

09/11/2021

1,5º C

A negação da ciência pode fazer-se, e faz-se amiúde, com recurso a folhas de cálculo.
Inventa-se um qualquer algoritmo, atribuem-se valores a meia-dúzia de variáveis e publica-se o resultado como se fosse o sumo de aturada pesquisa.
No caso do famigerado 1,5ºC, com uma dose supimpa de adivinhação.
Como já aqui foi dito, quando não se matou o jogo de xadrez e não se fazem previsões meteorológicas com alguma precisão a mais de uns poucos dias, é mera estultícia, com a miríade de factores em jogo, dizer que se vai chegar a um aumento da temperatura global de 1,5ºC em tal data.
E, mais, que é preciso isto e mais aquilo para que esse valor seja de facto atingido em tal data e não ultrapassado.
Para começar, seria importante definir o conceito de temperatura global.
Coisa dispensável em se tratando, como se trata, de propaganda barata e de nenhuma ciência.
Covid-19

Um dado curioso que se retira dos quadros da DGS sobre a Covid-19 é que a doença atinge mais o sexo feminino (com pouca diferença) mas mata muito mais o sexo masculino.
De onde se pode concluir que os homens são menos resistentes à doença.





Dados do INE e da DGS actualizados a 9NOV21

07/11/2021

Medos



Vivemos num mundo de medos e de aflições, de queixas e de irreflexões.
Com tiques securitários muito pronunciados em algumas áreas.
Esta foto de um parque infantil mostra o exagero de receios que fez até lembrar García Márquez e os seus rótulos contra o esquecimento.
Por estes dias estive num parque infantil que desafia a moda e os medos – tem aparatos que com facilidade podem causar ferimentos nas crianças. Não são nada do outro mundo, são recriações de brincadeiras antigas que davam para esfolar os joelhos e fazer nódoas negras.
Não sei por quanto tempo permanecerá assim.
COP 26

Como se percebe pelo que é divulgado, a grande questão é quanto dinheiro recebem os que se queixam e quanto dinheiro pagam os que querem ficar bem na fotografia.
O resto é irrelevante.
Um dia hão-de descobrir a urgência de reduzir a população.

05/11/2021

Cinquenta exactos anos depois ao fim da tarde

Meio século



Há-de haver algures neste blogue um texto (talvez poético) que fale de janelas nocturnas de hospital e da cadência urgente de luzes azuis na esquerda baixa.
Não o encontrei aqui nem nas minhas notas, sabendo que existe.
Sei também que se perfizeram há poucas horas cinquenta anos sobre tal lance, em que a morte pairava.
Relembrando hoje os companheiros dessa jornada.

31/10/2021

Curva

O que realmente conta é o número de humanos à face da Terra e a correspondente forma como se exaurem os recursos.
Sem falar em diminuição da população, que é ao invés no crescimento que se aposta, e sem se descobrir e ocupar o planeta B, são escusadas as campanhas de propaganda fácil, barata e disparatada, apontadas à ausência de critério e de memória da turba.

30/10/2021

Uma entrada politicamente incorrecta

Uma das eventuais piorias que advirão da próxima eleição da AR é a provável ausência de Mariana Silva, do PEV. É, aos meus olhos, uma mulher muito bonita.



imagem em https://maisguimaraes.pt/mariana-silva-contribuimos-para-a-melhoria-do-orcamento-de-estado/
Paternalismo bacoco e politicamente correcto



No site “A terra treme” que parece ser da responsabilidade da Protecção Civil, está esta nota pedagógica a propósito de sismos.
A perplexidade levanta-se logo com as “causas [...] de um sismo na sua zona” e continua com “Fale sobre o assunto de uma forma tranquila e serena”.
Isto tudo logo no primeiro parágrafo.
Vai haver um exercício de um minuto no próximo dia 5.

27/10/2021

Notas dos dias que passam

A chefe do grupo parlamentar do PS tropeçou num “não podemos olhar para os combustíveis sem olhar também para o gás e para a energia...” (Circulatura do Quadrado, 20 Out. – aos 5’02’’ deste programa), posto que o gás não será combustível nem fonte de energia.
António Costa fez na Assembleia (27 Out.) um discurso que fez lembrar um outro de 1985, onde se dizia qualquer coisa que soava como “isto agora é que ia ficar tudo bem”.
Marcelo saiu do Palácio para ir fazer um movimento ao Multibanco (27 Out.), aparentemente num arranque endiabrado à colunista da Gente, do Expresso. E isso foi notícia.
É nisto que vivemos.

25/10/2021

Georreferenciando fotografias

Sem GPS, recorrendo à memória e ao Google Street View. Algures em 2017.



18/10/2021

A curva da estrada

Não é mistério. Qualquer estudo de fluidez há-de concluir algo de nada transcendente.
O certo é que os simples se aglomeram em fila sem justificação para entrar na A16 em direcção ao Algueirão e seguintes, vindos do IC19 do lado de Lisboa.
Não há ali obstáculo, entra-se na A16 por uma faixa de aceleração bem dimensionada, que corresponde à única faixa de acesso, pelo que uma velocidade moderada se compagina bem com um fluxo mais intenso. Ainda assim, fica tudo parado enquanto uma caterva de chicos-espertos aproveita para furar a fila e dessa forma empatar de facto.
Calços de travão…


imagem do Google

17/10/2021

Os calços de travão

Os simples identificam-se bem na estrada.
Um dos sinais que ostentam é o contínuo uso do pedal do travão sem qualquer necessidade.
É vê-los, ao volante de carros poderosos, na faixa mais à esquerda da auto-estrada, sem que haja tráfego nas restantes, a travar sem obstáculos à frente.
A substituição de calços de travão deve ser um óptimo negócio.

15/10/2021

Monólogos

Com a idade, os interlocutores cada vez mais se transfiguram em monologantes.
Por vezes insuportáveis quando tratam de assuntos tão próprios que só a eles dizem respeito ou quando verberam o mundo por não se acomodar com as suas expectativas.

14/10/2021

AK 47

Não esperava a série AK das novas matrículas, embora a hipótese houvesse sido lançada em tempos.
Nunca se viu um K, um W ou um Y nestas novas séries. Algum ocaso aconteceu entretanto. Mais do mesmo.


Em 2017 escrevia o IMT:
Note-se que não considerámos a utilização das letras Y, K e W, que deverão futuramente passar também a ser utilizadas, dado que na sequência do Acordo Ortográfico, estas letras passaram a integrar o alfabeto.

COP 26



Creio que não haverá muito mais a dizer sobre a próxima Conferência COP 26 do que já foi escrito lá em 2009.
Veremos no que dá.

12/10/2021

Гла́сность

Uma das maiores falácias dos interventores políticos é o clamor por transparência.
Qualquer sociedade que governada fosse com transparência estaria consignada ao caos.
Cartilha



Calculo que remonte à primeira organização social o uso de uma cartilha oral dita tradicional que contivesse a essência do pensamento dos influentes mesclado com o das massas.
Na actualidade, chamamos a isso o pensamento politicamente correcto.
Percebe-se a irrelevância racional de tal conceito.