12/11/2024

Regionalização



Os adeptos da regionalização bem podem extrair boas lições do que se passou na Comunidade Valenciana.

11/11/2024

Miseráveis

Miseráveis são as tentativas de justificação e de branqueamento dos atrasos de resposta dos CODU que terão levado a fatalidades.

09/11/2024

Relembrando

Uma certa viagem de há 35 anos.
Absolutamente



Há coisas que são absolutamente inaceitáveis.
Este caso dos CODU é uma delas. Não se podem deixar morrer pessoas por motivos burocráticos. Só um país preso por arames, como é o nosso caso, e feito para ser fofinho é que justifica tais (in)sucessos.
Já me aconteceu, décadas atrás, ter uma chamada inatendida pelo então 115. Ao fim de pouco tempo, pedi o número dos bombeiros locais, tão locais que estavam a escassos dois minutos do acidente / crime e que compareceram ainda eu estava junto do telefone de onde efectuara a chamada.

08/11/2024

Óculos de Penafiel

A rapaziada que usa tais óculos dá espectáculos intelectualmente miseráveis.
Ver os súbditos de PS e PSD atacarem-se pelos erros, os mesmíssimos erros, que ambos cometem é coisa delirante.
Todavia, nisso persistem.

06/11/2024

Haverá uma altura

Haverá uma altura em que este politicamente correcto tomará consciência de que, sendo um monstro, ajuda a parir outros monstros.
Tão simples como isso.

04/11/2024

DANA

A tragédia em Espanha terá* atingido mais graves proporções pelo facto da intensíssima precipitação ter ocorrido em zonas a montante das mais afectadas e ter gerado enxurradas que apanharam desprevenidas populações em locais onde a precipitação não teria sido intensa ao ponto de afastar as pessoas dos caminhos da água.
É a noção com que se fica, depois de vistas as imagens, ouvidos os testemunhos e observado o mapa confrontadamente com os dados da AEMET.

*Efabulação efectuada confortavelmente instalado à secretária, sem outros meios do que as páginas da AEMET e do Iberpix, páginas de jornais e alguns canais de televisão.

31/10/2024

Eufemismos

“Zonas urbanas sensíveis” foi o eufemismo arranjado para designar os locais onde a probabilidade de se desrespeitarem a lei e a ordem é maior.
Já li algures que essa designação já não é utilizada, embora figure na lei. Não sei se assim é, mas tanto faz.
O que alguns reivindicam é que não haja distinção no que toca ao policiamento entre essas zonas e os locais onde, pelo contrário, a baderna é desprezável.
É assim o politicamente correcto. Depois dos eufemismos, a licenciosidade. Para sermos “todes enguais”.
Sugiro que se acabe também com os conceitos de crime e de criminoso. Antecipando assim o dia em que a teoria de tudo aplicada ao comportamento humano elimine a noção de livre arbítrio.

30/10/2024

DANA

E explicar aos jornalistas, aos tais que se dizem necessários para enquadrar as notícias, que DANA não é o nome de baptismo da tempestade que assolou o levante espanhol?

28/10/2024

Hill Street

Há mais de cinquenta anos que não me demorava por longo tempo numa esquadra de polícia.
Ontem, em razão de um forte inconveniente sofrido por próximo, estive sentado por bem mais de uma hora numa das mais movimentadas esquadras da cidade.
Nessa delonga tive a oportunidade única de assistir em exclusivo a um briefing de início de turno.
Só me vinham à memória os célebres briefings de Hill Street.
"Hey, let's be careful out there."

27/10/2024

Portugal, 2013

Ironia

Só por ironia e por chamada de atenção se pode recorrer a uma prevista proibição de uso de isqueiro.
A mesma ironia que determina que alguém fique proibido de contactar outrem quando o contacto é do interesse de ambos.
É dar uso a disposições legais que se referem ao tempo em que as galinhas tinham dentes.
São mais notícias do manicómio.

25/10/2024

Uma ténue linha

O que é lamentável neste pequeno rectângulo à beira-mar é que a contradição do politicamente correcto esteja a cargo de um punhado de grunhos, por demissão dos capazes instalados que dele divergem.
Como tal, a contradição disparatada o que faz é dar mais trunfos aos negacionistas da realidade, uma vez que o politicamente correcto se baseia num mundo inexistente, numa utopia de caminhos sem pedras, atapetados de rosas ou de cravos vermelhos.
Viveremos assim na ténue linha que separa a razão do manicómio. Até que...

24/10/2024

Mentiras

A ser verdade o que se diz, a tal e tradicional infidelidade declarativa dos órgãos policiais vem mais uma vez à tona, com graves consequências.
Um carro roubado1, uma arma branca empunhada...

1Correcção: na verdade, da boca de um polícia não ouvi falar em carro roubado
O sete e o setenta

Andando anos a fio a sete, há a tendência para se passar ao setenta assim do nada.
A falta de autoridade do Estado, revelada em inúmeros aspectos, dá inevitavelmente lugar ao seu abuso em casos pontuais.
É a chamada ira dos mansos.
Não há Estado que prevaleça sem se fazer respeitar, sem evitar ser posto em causa a cada passo por tibieza.

22/10/2024

Sem noção

Uma das afirmações mais extraordinárias da tropa politicamente correcta é a de que os imigrantes vêm para suprir o défice demográfico.

21/10/2024

Marqueteiros

É difícil encontrar programas de televisão mais ordinários do que os que tratam de marketing.
São sempre uma boa base para se avaliar a qualidade intelectual do dito público alvo.

19/10/2024

Palestina

Interrogo-me sobre a validade de ouvir, uma atrás da outra, de um lado e do outro, opiniões totalmente enviesadas sobre a guerra que lá se trava.
Às vezes parece-me que fico à espera do primeiro ilogismo para deixar de prestar atenção.
A todos e a todas

Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas


Bom dia!

SG, inéditos, 2024

17/10/2024

Excelso jornalismo

Decerto as teria numa cripta.



Diz que é preciso uma licenciatura para se ser jornalista...

16/10/2024

Ai que susto!

Vivemos num tempo de susto. De alertas laranjas e amarelos.
De gente sem fibra que com tudo se assusta.
De gente para a qual tudo é motivo de alarme e de temor.
De gente a quem afinal não se explicou que não há nada de novo debaixo do sol e assim com tudo se surpreende e tudo teme. Coisa sempre explorada, creio que com proveito, pela imprensa sensacionalista.
Ouvi, num canal de televisão por estes dias, que algures houve gente que não dormiu com medo de uma trovoada!

12/10/2024

Memória



Escrevi aqui há uns anos que, nos tempos que correm pouca coisa existiria na memória colectiva de um povo.
Aos antigos, ainda ouvíamos falar do ano da neve* (1954) com grande precisão de detalhes. Pouca informação de cada vez possibilitava armazenamento de longos períodos, uma vez que a memória humana não é ilimitada.
Ao consultar o Facebook, esse manancial sociológico dos dias correntes, se percebe que a memória dos povos é curtíssima.
Sendo a memória humana limitada, é provável que o bombardeamento constante de nova informação leve a esvaziar as gavetas mais remotas.
O certo é que se verifica que grande parte das pessoas com idade para terem retido memórias de decénios atrás, estão completamente baralhadas a respeito dessas mesmas memórias ou simplesmente não as têm. E mostram uma ignorância muitas vezes agressiva.

*para os do Sul
Lumpenificação, xenofobia ou uma solução saturada

Como já escrevi aqui, o problema não é um azul no meio dos verdes, um amarelo no meio dos vermelhos, um preto no meio dos brancos. O problema é uma solução saturada onde já não é possível dissolver seja o que for.
Para quem, como eu, cresceu e viveu num meio de iguais, ditos remediados provenientes das mais diversas partes, onde cada um respeitava as regras subentendidas e, para lá de um ou outro conflito mais exacerbado mas esporádico, tudo decorria num ambiente amigável, ver-se agora rodeado e apertado por gente sem qualquer ligação ao lugar, sem qualquer respeito pelas regras implícitas, muitas vezes sequer sem capacidade de as entender, querendo impor a sua presença torrencial e alienígena sem o mínimo esforço para se integrar, importando pouco ou nada se é azul, preta ou amarela, é um desgaste que bem dispensava.
É certo que esta gente, pelo pouco discernimento que aparenta ter, vem para cumprir tarefas que os indígenas recusam. Tudo isso se sabe. Talvez fosse o caso de se saber escolher gente mais facilmente solúvel, que a há, contraditório que isto possa parecer com a solução saturada.
Os idiotas instalados em redomas à prova de incómodos persistem em ignorar esta realidade. É muito longe dos seus ambientes climatizados.

11/10/2024

2028

Assim à primeira, parecia uma moeda que tivesse viajado no tempo.
Mas não. É mesmo do ano passado.

09/10/2024

Presidente

O Presidente da Assembleia da República confunde-se a ele próprio.
Não sendo capaz de explicitar os termos de uma singular votação.
Um espectáculo lamentável!

08/10/2024

Palestina

Há quem ache que a guerra entre israelitas e palestinianos começou há um ano.

07/10/2024

Desnorteado mas não desorientado

É isso mesmo que eu sou. Um desnorteado mas não um desorientado, já que todas as minhas pulsões vão para sul e para oriente.
Vá lá um homem explicar isto a alguém.

05/10/2024

Espaço multidimensional

Uma daquelas tristes figuras que ampara um microfone disse hoje que algures lá para Barqueiros, Mesão Frio, caiu uma pedra de muitas dimensões.

Mourão, 2013

03/10/2024

IRS jovem

Qual será a percentagem dos que sendo muito qualificados e capazes acabam por emigrar não por razões económicas mas porque não estão para ser governados por idiotas?
Jornalismo

É certo que os topónimos com o tempo passam a designar áreas diversas das que designavam inicialmente. Pode ser por decisão política, por prática consuetudinária, etc.
Também certo é que só por profunda ignorância da geografia lisboeta se pode designar um ponto próximo do Alto de São João como sendo a Penha de França ou Santa Apolónia.
Pois foi isto mesmo que sucedeu ontem e ainda sucede hoje em todos os meios de imprensa que referiram e referem o triplo homicídio ocorrido na zona do Alto de São João. Ainda que ali seja hoje freguesia da Penha de França.

30/09/2024

Infantis

Aqui a ouvir dois aparentes ingénuos a perorar sobre a coerência das posições de cada estado face a dois conflitos diferentes.
Como se houvesse alguma coerência nos seres, nos estados, para além da própria sobrevivência.
E como se houvesse uma espécie de lógica do bem, que seria “administrada” pelo Direito Internacional dando o mesmo peso a fracos e a fortes estados.
Esta gente nasceu ontem ou quer evangelizar-nos com toda a desfaçatez?

28/09/2024

Derrames

Não temos nesta altura outra solução para os problemas que não seja derramar dinheiro sobre eles.
Derramar inteligência e idoneidade que seguramente seria um remédio mais eficaz, torna-se impossível pelo simples facto de os capazes fugirem do lodo que é a administração pública como o diabo foge da cruz.
Espiral descendente.

26/09/2024

Passa-culpas

Só um défice intelectual muito acentuado de ambos os lados explica as diversas manifestações de passa-culpas entre PS e PSD.

24/09/2024

Céu de 24000



Outros céus milenares:
Multicare

aqui tinha mencionado a péssima página que a Multicare tem para os subscritores. Na sua versão para Windows, tem listas sem possibilidade óbvia de as percorrer, impossibilidade de recuar passos sem voltar ao início, etc.
O tempo passa e a má qualidade mantém-se. Que tipo de gente programa estas coisas?

23/09/2024

Um tubo de nada

Das minhas recordações mais remotas vem a minha ideia de que os adultos por vezes falavam em "tubos de nada".
Fazia para mim mais sentido existir um "tubo de nada" do que um "tudo-nada".
Expressão que hoje se ouve pouco e que há pouco abriu esta gaveta da memória.

20/09/2024

Medinho

O medinho que esta tropa fandanga que nos governa e nos informa tem das realidades...
Mal ou bem, com maior ou menor competência, com maior ou menor percentagem de casos averiguados, as investigações feitas pelas autoridades concluem que o incendiarismo é o maior responsável (em subdivisão de factores, tal como na tabela a que se acede clicando na imagem) pelos fogos, chegando a 28% dos casos.
No entanto, o discurso oficial é de continuada negação de tais resultados.

Viés

A quantidade de opiniões ditas especializadas que saem enviesadas por razões ideológicas ou limitadas por estreiteza de visão, mesmo no caso dos incêndios rurais é elucidativa da fraca qualidade dos ditos especialistas.
Largam amiúde no meio das opiniões rotundos disparates que só a ausência de raciocínio justifica.

19/09/2024

Resiliência

Interrogo-me sobre o efeito que o uso e abuso da triste palavra “resiliência” ditado pelos marqueteiros exerce sobre a populaça.
Será que é só a meia-dúzia de elitistas que tal palavra causa prurido?
Portugal, 2011

18/09/2024

Bombeiros

Ao contrário do que sucedeu em outros anos, desta vez não ouvi ninguém verberar a ausência ou a escassez de bombeiros, antes os populares compreenderam que não há gente que chegue para tudo.
E não há.
Pérolas

“O incêndio está contra o vento” – largou um tontinho munido de um microfone num directo.

16/09/2024

Torniquetes

Quando se cortam vias de comunicação é preciso medir bem as consequências desses cortes.
Não se podem cortar a torto e a direito sob pena de deixar sem escapatória quem necessita de abandonar algum local.
Dito isto, o que transparece é uma total incapacidade de observar e gerir as condições de tráfego em vias de grande circulação quando surgem factores catastróficos.
Há uma outra coisa que me preocupa há muito – as ratoeiras em que se constituem as auto-estradas quando por longos quilómetros não há forma de transpor o separador central e empreender uma fuga em sentido contrário sempre que um fogo interrompe a circulação.
Urbanitas

Ou são urbanitas ou são rústicos que perderam o nexo com a Natureza e a racionalidade dos sobreviventes: querem apagar fogueiras com copos de água.
Coisa que se vê amiúde nos últimos anos sempre que há grandes fogos e que é um sintoma de alienação.
Incompetência

Vale-nos de muito ter páginas de internet consagradas às catástrofes quando elas ficam imediatamente inoperacionais quando se regista algo de excepcional.
Acontece com o IPMA, acontece com a ANEPC e só a profunda incompetência justifica tais falhanços.

14/09/2024

Reportar



Reportar em directo concisa e explicitamente não será decerto muito fácil.
Há, todavia, quem o faça muito bem e de forma graciosa.
Comparar qualquer dos directos de Catarina Duarte Fonseca (sim, já a referi aqui mais de uma vez) com a miséria que se vê amiúde em outros canais, onde gente sem os mínimos olímpicos é mandada para o campo com a missão de parecer um disco riscado, repetindo e repetindo o que já foi dito, para encher chouriços, é comparar o... com a Feira de Castro.

13/09/2024

Palavras



Disse o ministro da Defesa que Olivença é portuguesa. Fez bem.
Já ouvi uns quantos a verberar tal afirmação. Sem argumentos a não ser umas asneiras. Algumas delas monumentais, tais como a questão da ocupação da vila remontar ao século XIII.
Mas são só palavras. Actos, nem vê-los.

12/09/2024

Telemóveis nas escolas

O medo que a gentinha politicamente correcta tem das palavras proibição e obrigação!
É, no entanto, um medo fingido, selectivo. Nos casos em que a obrigação ou a proibição lhes toca nos nervos, não hesitam nos cartazes e nos berros.

11/09/2024

Mérito

Verdade seja dita, este ano ainda não ouvi dizer que o facto de não haver incêndios em número significativo se deve ao magnífico desempenho das autoridades responsáveis.
Mas não me admirarei nada se ainda vier a acontecer.


do relatório quinzenal do ICNF (acede-se clicando na imagem)

10/09/2024

Reinserção

Diz que ocorreu a demissão do director-geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
Se realmente o senhor estava no cargo para reinserir os presos, como o próprio afirmou, que justificação há para a demissão? Pois acaba de reinserir na sociedade cinco reclusos.

08/09/2024

Reinserir

O coitadinhismo chega ao ponto de um responsável pelos serviços prisionais ter dito que eles, os serviços, estavam ali para reinserir. Calcula-se que não para castigar e isolar da sociedade.

Adenda: o cavalheiro é psicólogo!
Ponto da situação

A questão não é Portugal estar preso por arames.
É saber há quantos séculos o está.

30/08/2024

James (um post facebuquiano)

Nos últimos anos do século XX, ainda tinha poiso certo no Alentejo, um jovem deu-me a conhecer os James por via de um prato de plástico que, ufano, trouxe para casa autografado pelos membros do grupo.
Um quarto de século depois, disponho-me a recordar as canções dos James no palco do Crato, sítio onde já revi com gosto e boa companhia, sons da minha juventude e da minha madureza.


Cartaz e bilhete roubados aqui e ali

29/08/2024

A troika

Os figurões e as figurinhas do PS que apareceram a associar Maria Luís Albuquerque à troika ou não têm nada na cabeça, não se lembrando já que foi o próprio PS quem se lançou nos braços da dita ou são intelectualmente desonestos.
Sim, a austeridade, as restrições. É que quando não há dinheiro não há palhaços.

28/08/2024

As burrices do costume

Em termos de magnitude, e considerando uma área com um raio de 100 km em torno do epicentro, trata-se do 10º maior sismo ocorrido desde o séc. XVI” – escreve o IPMA num comunicado.

Ora os burros do costume subsomem logo para a totalidade do território e adjacências. Não se dão sequer ao trabalho de ler o corpo da notícia para compor o título.

Correu tudo bem

Correu tudo bem – Presidente da República e Primeiro-Ministro em exercício estiveram à altura dos acontecimentos.

26/08/2024

O som do camião

Eu que reclamei aqui em tempos que nunca tinha ouvido nenhum som estranho aquando de um sismo e já senti uma boa remessa deles, devo dizer que hoje ouvi um som estranho*, certamente uma combinação de frequências as mais diversas, desde o edifício ao mobiliário e a tudo o mais. O que parecia, sim, era tratar-se de um efeito especial de algum filme de suspense. Foi o que me ocorreu. Tinha algo de melodia.
Mas não era o camião de que tanta gente fala.

*som que mais alguém ouviu, tendo passado num excerto de filme nos camais de televisão, onde o obtive.
Emergência

Então, segundo o responsável máximo da ANEPC, o critério para a activação do mecanismo de emergência é a magnitude de um sismo. Será a partir de 6,1.
Mas um sismo de magnitude inferior a 6,1 pode ter uma intensidade destruidora na zona pericentral.
Falta precisar qualquer coisa nesta declaração.

Sismos sentidos

Sismos sentidos no Continente com magnitude superior ao de hoje desde 1997 segundo o IPMA.
Tabela aqui.
Vizinhança

Diz que há quem ande a estudar a sismogénese da costa ocidental portuguesa e que há muito ainda por esclarecer. O que é facto é que este sismo ocorreu na zona onde se registou uma crise em Janeiro do ano passado.

Aqui uma lista de sismos registados num raio de 20 km do epicentro do sismo de hoje desde 2022 e o respectivo mapa.
Várias burrices

Uma – a de que o sismo de hoje foi o mais forte sentido por cá e gerado na vizinhança do território desde o de 1969. Errado. O de 12 de Fevereiro de 2007 teve uma magnitude de 5,8. Mas houve outros.
Duas - a de que o ponto do território mais próximo do epicentro é o cabo de Sines. Errado. De acordo com as coordenadas fornecidas pelo IPMA, pelo IGN e pelo USGS é o cabo Espichel.
Ignorância greco-latina

Um rapaz dito sismologista quando interrogado num canal de televisão sobre a diferença entre sismo e terramoto, avançou com a explicação de que sismo é uma palavra de origem oriental e terramoto de origem anglo-saxónica, o earthquake.
Em vez de se calar...
De nada serve

De nada serve ter o IM (IPMA) uma página sobre sismos se após um sismo não tem capacidade de resposta.
A burrice técnico-portuguesa em bom estilo.
Em 15 anos não conseguiram resolver. O USGS já o regista.

22/08/2024

Ladrilhadores

Lá vêm os ladrilhadores com as suas ganas de ladrilhar os campos. Querem fazê-lo mesmo nos locais inacessíveis.
Ainda assim consegui ouvir alguém dizer na televisão que o coberto arbustivo não é lixo. Esta afirmação escapou decerto à censura.

21/08/2024

Grande Infantário



Sejam convenções supostamente políticas, sejam espectáculos supostamente culturais ou desportivos, as encenações e os discursos no Grande Infantário são exemplares do que é o seu universo intelectual.

Por cá temos uma ministra que acha que a ilha (da Madeira) é lindíssima e que as pessoas (da ilha) são muito boas.

19/08/2024

Escalas

Descobriram agora que não há autoridade na organização das escalas médicas.

Sabemos e sabíamos todos que a ideia peregrina de na prática limitar as férias escolares ao mês de Agosto iria causar estes atropelos.
La Vuelta 2024

16/08/2024

Aqui me fiz velho

21 anos passaram desde a noite em que me meti a escrevinhar este blogue.
Posso dizer que aqui me fiz velho e me deitei ao Restelo com um azorrague.



Os Lusíadas, de Luís de Camões, na BND

12/08/2024

Falta de autoridade

A falta de autoridade do Estado, característica de todos os governos dos últimos não-sei-quantos anos, revela-se em múltiplos campos: desde a impunidade dos criminosos até ao desnorte na organização da coisa pública.
Continua, agrava-se e ninguém com responsabilidade avança com soluções.

11/08/2024

Logotipo



Destes jogos retenho o excelente desenho do logotipo, achando ainda assim que dotar a Marianne de um penteado cocotte des anées folles é uma heresia, se de facto a Marianne foi para ali chamada.
Quanto ao resto, com as medalhas de ouro, prata e bronze de três portugueses de origem, temos que ter em conta que “o teu cubano é melhor do que o meu”: três cubanos nos três primeiros lugares do triplo salto, cada um adido a seu país europeu.
Há qualquer coisa que é preciso mudar.