21/07/2025
19/07/2025
Antigamente não havia estes calores
Não haverá muita gente em Almeria que se lembre de tal.
E a que há hoje, em regra não se lembra do que sucedeu há meia-dúzia de anos.
A ausência de memória é o melhor pasto para a imposição de ideias feitas.
Não ponho em causa que o mundo vá aquecendo. Coisa inevitável quando a curva demográfica (a que ninguém liga) dispara e quando as actividades humanas libertam mais energia sob a forma de calor.
O que ponho sempre em causa é a disparatada propaganda que esta ausência de memória favorece e que diz a cada passo que nunca se viu ou sentiu nada assim.
Não haverá muita gente em Almeria que se lembre de tal.
E a que há hoje, em regra não se lembra do que sucedeu há meia-dúzia de anos.
A ausência de memória é o melhor pasto para a imposição de ideias feitas.
Não ponho em causa que o mundo vá aquecendo. Coisa inevitável quando a curva demográfica (a que ninguém liga) dispara e quando as actividades humanas libertam mais energia sob a forma de calor.
O que ponho sempre em causa é a disparatada propaganda que esta ausência de memória favorece e que diz a cada passo que nunca se viu ou sentiu nada assim.
Inclusão ou deixar entrar
Quando vejo os acérrimos defensores da inclusão acrítica e incondicional, ocorre-me o caso de Hillsborough onde deixar entrar gente que se debatia por um lugar no estádio deu azo a que morressem esmagadas quase 100 pessoas.
É no que dá muitas vezes a falta de firmeza para excluir, impedir.
É a velha história do bote salva-vidas. Só as salva até ao limite da carga. Daí para a frente morrem todos se se insistir em incluir a bordo mais um e mais outro.
Tais defensores não aceitam as leis da Física.
Quando vejo os acérrimos defensores da inclusão acrítica e incondicional, ocorre-me o caso de Hillsborough onde deixar entrar gente que se debatia por um lugar no estádio deu azo a que morressem esmagadas quase 100 pessoas.
É no que dá muitas vezes a falta de firmeza para excluir, impedir.
É a velha história do bote salva-vidas. Só as salva até ao limite da carga. Daí para a frente morrem todos se se insistir em incluir a bordo mais um e mais outro.
Tais defensores não aceitam as leis da Física.
18/07/2025
17/07/2025
Comentadores
Insisto. Apreciar os ilogismos dos comentadores de ciclismo do Eurosport é todo um programa.
Como já referi anteriormente é particularmente curioso atentar aos axiomas que enunciam e à sua inevitável negação no minuto subsequente.
Não está em causa que não conheçam os ciclistas e que não tenham uma ideia das suas capacidades (à excepção de João Almeida, que é sobrestimado). Deviam ater-se a comentários sobre o espectáculo que está a ser transmitido e evitar raciocínios e considerações tácticas que são regra geral disparatadas, sem base e desmentidas no tal minuto seguinte.
Insisto. Apreciar os ilogismos dos comentadores de ciclismo do Eurosport é todo um programa.
Como já referi anteriormente é particularmente curioso atentar aos axiomas que enunciam e à sua inevitável negação no minuto subsequente.
Não está em causa que não conheçam os ciclistas e que não tenham uma ideia das suas capacidades (à excepção de João Almeida, que é sobrestimado). Deviam ater-se a comentários sobre o espectáculo que está a ser transmitido e evitar raciocínios e considerações tácticas que são regra geral disparatadas, sem base e desmentidas no tal minuto seguinte.
15/07/2025
TAP
Alguns parágrafos muito simplistas sobre a venda da TAP:
Ou se vende a TAP (100%) ou não se toca nela.
Não consigo vislumbrar um só argumento que justifique a venda parcial, a não ser o costumeiro medinho de tomar medidas drásticas. As tais meias-tintas. Meias-tintas não são mais do que o arrastar de um problema. Mas é muito à portuguesa.
E, aos habituais tontinhos que tomam decisões, é preciso lembrar-lhes que quando se vende um bem deixa de se ter controle sobre ele. É uma lapalissada que esta tropa precisa sempre de ouvir.
Prefiro que a TAP se mantenha nas mãos do Estado desde que preste um serviço importante ao país. E que claramente se distinga entre a obrigação de serviço público nos voos domésticos para os arquipélagos e a operação comercial que terá que ser superavitária.
Alguns parágrafos muito simplistas sobre a venda da TAP:
Ou se vende a TAP (100%) ou não se toca nela.
Não consigo vislumbrar um só argumento que justifique a venda parcial, a não ser o costumeiro medinho de tomar medidas drásticas. As tais meias-tintas. Meias-tintas não são mais do que o arrastar de um problema. Mas é muito à portuguesa.
E, aos habituais tontinhos que tomam decisões, é preciso lembrar-lhes que quando se vende um bem deixa de se ter controle sobre ele. É uma lapalissada que esta tropa precisa sempre de ouvir.
Prefiro que a TAP se mantenha nas mãos do Estado desde que preste um serviço importante ao país. E que claramente se distinga entre a obrigação de serviço público nos voos domésticos para os arquipélagos e a operação comercial que terá que ser superavitária.
14/07/2025
"Lorem ipsum dolor sit amet"
Uma das minhas embirrações de estimação é a palha politica e marqueteiramente correcta que as instituições metem nas suas respostas.
“Compreendemos a sua insatisfação...”
“Trabalhamos para atender os nossos clientes...”
“Os nossos valores são...”
“Posicionamo-nos para...”
Arre, que é demais!
O tempo e o dinheiro que se pouparia sendo curto, grosso, explicativo e conciso.
Uma das minhas embirrações de estimação é a palha politica e marqueteiramente correcta que as instituições metem nas suas respostas.
“Compreendemos a sua insatisfação...”
“Trabalhamos para atender os nossos clientes...”
“Os nossos valores são...”
“Posicionamo-nos para...”
Arre, que é demais!
O tempo e o dinheiro que se pouparia sendo curto, grosso, explicativo e conciso.
12/07/2025
O Estado paga
Até que ponto devemos indemnizar os broncos por serem broncos?
A notícia hoje num canal de televisão são as inundações constantes em alguns locais de Altura* onde nunca deveria ter sido autorizada a construção.
Os simples ou foram construir em leito de cheia ou compraram casa em leito de cheia. Não foram capazes de perceber isso quando a reverendíssima câmara municipal deixou que se implantassem onde não deveriam as ditas habitações.
A estupidez e a cupidez andam sempre em disputa em casos tais. E eu inclino-me sempre mais para a estupidez como causa maior destes dislates. Mas isso sou eu.
Agora o Estado que resolva. Que pague. Que dê aos broncos a indemnização que pretendem, em forma de obra pública ou noutra qualquer.
É no que dá vivermos entre broncos que têm capacidade decisória.
* ao que disseram locais à reportagem do dito canal, a zona que alaga é justamente a da antiga lagoa entretanto drenada (Alagoa)
Até que ponto devemos indemnizar os broncos por serem broncos?
A notícia hoje num canal de televisão são as inundações constantes em alguns locais de Altura* onde nunca deveria ter sido autorizada a construção.
Os simples ou foram construir em leito de cheia ou compraram casa em leito de cheia. Não foram capazes de perceber isso quando a reverendíssima câmara municipal deixou que se implantassem onde não deveriam as ditas habitações.
A estupidez e a cupidez andam sempre em disputa em casos tais. E eu inclino-me sempre mais para a estupidez como causa maior destes dislates. Mas isso sou eu.
Agora o Estado que resolva. Que pague. Que dê aos broncos a indemnização que pretendem, em forma de obra pública ou noutra qualquer.
É no que dá vivermos entre broncos que têm capacidade decisória.
* ao que disseram locais à reportagem do dito canal, a zona que alaga é justamente a da antiga lagoa entretanto drenada (Alagoa)
11/07/2025
Ilcópteros
“O meio é escolhido devido à patologia do doente. E não por ser este helicóptero ou aquele. Isso pouco importa.” – diz alguém que é suposto saber de socorro urgente a doentes ou sinistrados.
A esta excelente figura que sabe bem que os helicópteros não são todos iguais escapa porém que existem hoje restrições de toda a sorte, umas mais ou outras menos razoáveis, à aterragem de helicópteros em pátios hospitalares e que nem todos os tipos daquelas aeronaves, pelas suas dimensões e características, podem aterrar em suposta segurança num hospital.
Isto denota a falta de noção das proporções que é típica de grande parte dos responsáveis por serviços do Estado.
No tempo do antigo regime em que estive enclausurado no Hospital Escolar de Lisboa presenciei umas quantas vezes com interesse e entusiasmo infantil a aterragem dos célebres Alouette III. Não faço ideia se cumpriam ou não as normas da época mas que aterravam, aterravam.
E nesse tempo os jornalistas não os baptizavam de ilcópteros.
“O meio é escolhido devido à patologia do doente. E não por ser este helicóptero ou aquele. Isso pouco importa.” – diz alguém que é suposto saber de socorro urgente a doentes ou sinistrados.
A esta excelente figura que sabe bem que os helicópteros não são todos iguais escapa porém que existem hoje restrições de toda a sorte, umas mais ou outras menos razoáveis, à aterragem de helicópteros em pátios hospitalares e que nem todos os tipos daquelas aeronaves, pelas suas dimensões e características, podem aterrar em suposta segurança num hospital.
Isto denota a falta de noção das proporções que é típica de grande parte dos responsáveis por serviços do Estado.
No tempo do antigo regime em que estive enclausurado no Hospital Escolar de Lisboa presenciei umas quantas vezes com interesse e entusiasmo infantil a aterragem dos célebres Alouette III. Não faço ideia se cumpriam ou não as normas da época mas que aterravam, aterravam.
E nesse tempo os jornalistas não os baptizavam de ilcópteros.
Contrato
Se o Baltasar assina um contrato com o Belchior que no seu clausulado prevê que a denúncia por qualquer das partes, sem justa causa, origina uma indemnização de tal valor e se o Baltasar não está já a ponto de cumprir o assinado, tem bom remédio: paga o valor acordado e vai à sua vida. É um não-assunto.
Se o Baltasar assina um contrato com o Belchior que no seu clausulado prevê que a denúncia por qualquer das partes, sem justa causa, origina uma indemnização de tal valor e se o Baltasar não está já a ponto de cumprir o assinado, tem bom remédio: paga o valor acordado e vai à sua vida. É um não-assunto.
10/07/2025
Broncos
Estava aqui um indivíduo a dar conta do disparate que ouviu de alguém a quem por irónica salvaguarda gabou a inteligência e a competência específica num determinado campo. Terá o digníssimo e reverendíssimo bronco afirmado a propósito de um qualquer aparato: “se dá para falar, também dá para escutar”.
Estava aqui um indivíduo a dar conta do disparate que ouviu de alguém a quem por irónica salvaguarda gabou a inteligência e a competência específica num determinado campo. Terá o digníssimo e reverendíssimo bronco afirmado a propósito de um qualquer aparato: “se dá para falar, também dá para escutar”.
07/07/2025
05/07/2025
04/07/2025
03/07/2025
Já chegarem...
Já chegaram às televisões os ladrilhadores dos campos e seus companheiros de jornada.
Em contraponto ouvi ontem uma voz assisada. Disse coisas que remam contra a maré do pensamento dominante e é responsável pela AGIF.
Já chegaram às televisões os ladrilhadores dos campos e seus companheiros de jornada.
Em contraponto ouvi ontem uma voz assisada. Disse coisas que remam contra a maré do pensamento dominante e é responsável pela AGIF.
02/07/2025
30/06/2025
Simples
A ser verdade o que foi relatado, que muita gente fugiu ontem das praias com o surgimento da nuvem ameaçadora à semelhança do que ocorreu em 1999, então os simples não melhoraram nada na avaliação de riscos desde então.
Um factor decisivo para a sobrevivência isto de saber avaliar um risco.
Em nota à margem, um meteorologista que não sabia do que se tratava, tratou ele mesmo de explicar que era uma nuvem desenvolvida entre os 500 e os 1000 m de altitude...
A ser verdade o que foi relatado, que muita gente fugiu ontem das praias com o surgimento da nuvem ameaçadora à semelhança do que ocorreu em 1999, então os simples não melhoraram nada na avaliação de riscos desde então.
Um factor decisivo para a sobrevivência isto de saber avaliar um risco.
Em nota à margem, um meteorologista que não sabia do que se tratava, tratou ele mesmo de explicar que era uma nuvem desenvolvida entre os 500 e os 1000 m de altitude...
27/06/2025
26/06/2025
25/06/2025
Casminos
Assim do nada, bem, do nada não, estavámos a falar de alperces ou damascos, larguei um "casminos".
A galega, do outro lado da linha, não conhecia o termo. Consultou o oráculo miraculoso e obteve nada, palavra desconhecida. Deve o dito ter-lhe sugerido palavras afins, não se tratasse de erro tipográfico.
Face a isto, consegui obter via Google uma única referência ao casmino, de alguém que ficou com um caroço entalado...
Não fui de opinião! Então um fruto tão apreciado lá pelas minhas bandas não tinha mais menções do que a um caroço entalado?
Indignei-me e comuniquei tal indignação às minhas próximas que sabiam(?) bem do que se tratava.
Foi aqui que começou a confusão. Como o termo já não é usado há muito, havia a dúvida se designava alperces, pêssegos ou ambos.
Dividiram-se as hostes e suas ramificações: junto com a teima vieram características diferenciadoras como o caroço saltar ou não, o tamanho do fruto, a cor preponderante e outras.
O caso ainda não está resolvido e a culpa foi da galega que me disse que ia apanhar alperces barra damascos.
A ver vamos se ganho um saquito deles. Ao menos isso.
Com esta entrada passa a haver duas a falar de casminos.
imagem daqui
Assim do nada, bem, do nada não, estavámos a falar de alperces ou damascos, larguei um "casminos".
A galega, do outro lado da linha, não conhecia o termo. Consultou o oráculo miraculoso e obteve nada, palavra desconhecida. Deve o dito ter-lhe sugerido palavras afins, não se tratasse de erro tipográfico.
Face a isto, consegui obter via Google uma única referência ao casmino, de alguém que ficou com um caroço entalado...
Não fui de opinião! Então um fruto tão apreciado lá pelas minhas bandas não tinha mais menções do que a um caroço entalado?
Indignei-me e comuniquei tal indignação às minhas próximas que sabiam(?) bem do que se tratava.
Foi aqui que começou a confusão. Como o termo já não é usado há muito, havia a dúvida se designava alperces, pêssegos ou ambos.
Dividiram-se as hostes e suas ramificações: junto com a teima vieram características diferenciadoras como o caroço saltar ou não, o tamanho do fruto, a cor preponderante e outras.
O caso ainda não está resolvido e a culpa foi da galega que me disse que ia apanhar alperces barra damascos.
A ver vamos se ganho um saquito deles. Ao menos isso.
Com esta entrada passa a haver duas a falar de casminos.
imagem daqui
24/06/2025
23/06/2025
Jornalistas e a chamada mediação noticiosa
Um ledor de notícias anunciou que Israel bombardeou uma prisão iraniana onde se encontram presos opositores ao regime.
Não se apercebeu o referido ledor da contradição contida na notícia: ao atacar uma prisão onde estão pessoas contrárias ao regime que se pretende atingir, está a agir-se em contra-mão.
A menos que tivessem justamente derrubado os portões, aberto as celas, aniquilado os guardas.
É comum que jornalistas se refiram à informação constante nas redes sociais como carente de mediação, de enquadramento. Porém, a maioria deles é incapaz de ser crítica dos conteúdos que papagueia. Um jornalista que se detenha a meio da notícia e dê conta do disparate que estaria a pontos de ler, é uma raridade. Ainda os há mas são tão poucos...
Dito isto, há qualquer coisa nesta notícia que está por explicar.
Um ledor de notícias anunciou que Israel bombardeou uma prisão iraniana onde se encontram presos opositores ao regime.
Não se apercebeu o referido ledor da contradição contida na notícia: ao atacar uma prisão onde estão pessoas contrárias ao regime que se pretende atingir, está a agir-se em contra-mão.
A menos que tivessem justamente derrubado os portões, aberto as celas, aniquilado os guardas.
É comum que jornalistas se refiram à informação constante nas redes sociais como carente de mediação, de enquadramento. Porém, a maioria deles é incapaz de ser crítica dos conteúdos que papagueia. Um jornalista que se detenha a meio da notícia e dê conta do disparate que estaria a pontos de ler, é uma raridade. Ainda os há mas são tão poucos...
Dito isto, há qualquer coisa nesta notícia que está por explicar.
22/06/2025
Língua
Está a passar-se com a língua um fenómeno semelhante ao que se passou com a paisagem: os simples, importando sem critério - por impossibilidade própria da sua simplicidade - os traços das construções que haviam divisado em terras distantes, cedo se deitaram a copiá-los com as consequências desastrosas que todos conhecemos.
A língua está a ser sujeita a uma das maiores transformações desde o "chic a valer" e suas adjacências do princípio do século passado.
Uma classe iletrada e pouco dotada alcandorou-se aos bancos da universidade onde fez o seu caminho pelas sendas mais fáceis de trilhar. É em tudo permeável ao deslumbramento com as americanices linguísticas que absorve já não dos telexes das agências mas de qualquer sítio na internet* e do jargão profissional acrítico.
Por ignorar a nossa língua não faz a menor ideia de que existem há muito em português termos com o mesmo significado das americanices que profere. Umas vezes fá-lo por pura ignorância outras por pedantismo novo-rico.
*cedo nesta como em outras por não ter existido em português palavra que a substitua ou que o faça satisfatoriamente - rede não me parece grande opção embora a use por vezes quando o significado é inequívoco.
Está a passar-se com a língua um fenómeno semelhante ao que se passou com a paisagem: os simples, importando sem critério - por impossibilidade própria da sua simplicidade - os traços das construções que haviam divisado em terras distantes, cedo se deitaram a copiá-los com as consequências desastrosas que todos conhecemos.
A língua está a ser sujeita a uma das maiores transformações desde o "chic a valer" e suas adjacências do princípio do século passado.
Uma classe iletrada e pouco dotada alcandorou-se aos bancos da universidade onde fez o seu caminho pelas sendas mais fáceis de trilhar. É em tudo permeável ao deslumbramento com as americanices linguísticas que absorve já não dos telexes das agências mas de qualquer sítio na internet* e do jargão profissional acrítico.
Por ignorar a nossa língua não faz a menor ideia de que existem há muito em português termos com o mesmo significado das americanices que profere. Umas vezes fá-lo por pura ignorância outras por pedantismo novo-rico.
*cedo nesta como em outras por não ter existido em português palavra que a substitua ou que o faça satisfatoriamente - rede não me parece grande opção embora a use por vezes quando o significado é inequívoco.
21/06/2025
20/06/2025
19/06/2025
Os coitadinhistas
Os coitadinhistas nunca autorizariam um censo que viesse a apurar quantos bisavós portugueses tem cada um dos actuais detentores da nacionalidade portuguesa.
Isso é mera informação. Mas é uma informação que incomoda muito os simples coitadinhistas.
Os mesmos que em muitas outras situações clamam por transparência.
Se há coisa que não se pode exigir a ninguém, a nenhum grupo, é que seja coerente porque tal qualidade não é humana.
Dito isto, não se pode clamar por coerência sendo humano.
Só faz tal quem nasceu ontem e não sabe onde anda.
Os coitadinhistas nunca autorizariam um censo que viesse a apurar quantos bisavós portugueses tem cada um dos actuais detentores da nacionalidade portuguesa.
Isso é mera informação. Mas é uma informação que incomoda muito os simples coitadinhistas.
Os mesmos que em muitas outras situações clamam por transparência.
Se há coisa que não se pode exigir a ninguém, a nenhum grupo, é que seja coerente porque tal qualidade não é humana.
Dito isto, não se pode clamar por coerência sendo humano.
Só faz tal quem nasceu ontem e não sabe onde anda.
18/06/2025
Eurosport
A equipa de comentadores de ciclismo do Eurosport haveria de se ater a comentar o ciclismo e não de ter presunções a raciocinar, coisa que não consegue.
A forma como repetidamente dão nota de não entenderem que os atrasos entre grupos são estimativas (e não medidas) falíveis dadas por um algoritmo pouco rigoroso é um dos exemplos em que mais valia estarem calados.
A equipa de comentadores de ciclismo do Eurosport haveria de se ater a comentar o ciclismo e não de ter presunções a raciocinar, coisa que não consegue.
A forma como repetidamente dão nota de não entenderem que os atrasos entre grupos são estimativas (e não medidas) falíveis dadas por um algoritmo pouco rigoroso é um dos exemplos em que mais valia estarem calados.
Impunidade
Uma das características desta sociedade coitadinhista e dissoluta é a impunidade.
Tudo se pode fazer sem correr demasiados riscos, sem medo de punição severa.
Os que se assumem como politicamente correctos só parecem dar por isso quando a violência desbragada os atinge. Como vivem na famosa bolha nem todos os dias isso acontece.
Nem todos os dias dão por isso.
Uma das características desta sociedade coitadinhista e dissoluta é a impunidade.
Tudo se pode fazer sem correr demasiados riscos, sem medo de punição severa.
Os que se assumem como politicamente correctos só parecem dar por isso quando a violência desbragada os atinge. Como vivem na famosa bolha nem todos os dias isso acontece.
Nem todos os dias dão por isso.
17/06/2025
16/06/2025
Grande turismo
Nunca ninguém com responsabilidades políticas se interrogou sobre a validade ou invalidade do Estado prestar apoio ao turista nacional encalhado numa zona condicionada pela guerra?
Não será exigir demais ao Estado que seja paizinho de todos os que deslocam em viagem de lazer?
Uma coisa é retirar nacionais de uma zona de guerra, outra diferente é acorrer aos que não têm voos no dia previsto ou por qualquer outra razão vêem os seus planos de férias alterados sem que isso constitua um risco para a sua segurança.
Nunca ninguém com responsabilidades políticas se interrogou sobre a validade ou invalidade do Estado prestar apoio ao turista nacional encalhado numa zona condicionada pela guerra?
Não será exigir demais ao Estado que seja paizinho de todos os que deslocam em viagem de lazer?
Uma coisa é retirar nacionais de uma zona de guerra, outra diferente é acorrer aos que não têm voos no dia previsto ou por qualquer outra razão vêem os seus planos de férias alterados sem que isso constitua um risco para a sua segurança.
14/06/2025
12/06/2025
Afinal...
Afinal há portugueses que não são bem portugueses, admite expressamente a bem pensante imprensa e até um membro do governo.
Afinal há portugueses que não são bem portugueses, admite expressamente a bem pensante imprensa e até um membro do governo.
11/06/2025
10/06/2025
09/06/2025
07/06/2025
PJ
Instituiu-se, não se sabe bem como, a ideia de que a PJ é uma das melhores polícias de todo o mundo.
Não faço a menor ideia de qual será a qualidade das polícias dos países mais desenvolvidos.
O que observo é que há uma panóplia de comentadores que provém dos quadros da PJ.
Tirando uma ou duas honrosas excepções, são todos intelectualmente medíocres ou mesmo maus. Será que é assim que se faz (ou se fez) uma excelente polícia judiciária?
Instituiu-se, não se sabe bem como, a ideia de que a PJ é uma das melhores polícias de todo o mundo.
Não faço a menor ideia de qual será a qualidade das polícias dos países mais desenvolvidos.
O que observo é que há uma panóplia de comentadores que provém dos quadros da PJ.
Tirando uma ou duas honrosas excepções, são todos intelectualmente medíocres ou mesmo maus. Será que é assim que se faz (ou se fez) uma excelente polícia judiciária?
06/06/2025
04/06/2025
03/06/2025
Senhora da Asneira
De vez em quando alguém se lembra de fazer uma romaria.
O Algarve é sempre um local aprazível para se rumar.
De vez em quando alguém se lembra de fazer uma romaria.
O Algarve é sempre um local aprazível para se rumar.
Variações sobre a eleição passada
E se existisse um só círculo?
Repito o exercício de outros anos já com os votos da emigração contados.
Marcados a verde os campos referentes aos partidos com uma percentagem de deputados superior à percentagem de votos, atribuível tal ao método de Hondt.
Na coluna da direita, a diferença entre o tamanho dos grupos parlamentares comparando o método actual (por distritos e regiões) com o método de círculo único.
E se existisse um só círculo?
Repito o exercício de outros anos já com os votos da emigração contados.
Marcados a verde os campos referentes aos partidos com uma percentagem de deputados superior à percentagem de votos, atribuível tal ao método de Hondt.
Na coluna da direita, a diferença entre o tamanho dos grupos parlamentares comparando o método actual (por distritos e regiões) com o método de círculo único.
02/06/2025
31/05/2025
Uma áfrica de pretos*
Na cervejaria literária começou a desenhar-se há tempos uma áfrica de pretos.
Hoje tive a experiência notável de ser ostensivamente molestado por uma fêmea que se sentou a meu lado.
Algo que para os cânones do politicamente correcto merece prisão. Ou mereceria se o contrário tivesse acontecido.
Sim, fui condescendente e ignorei olimpicamente a atitude bárbara, se é que bárbaro é o termo correcto.
Segue um fastidioso trecho de audio como exemplo.
Depois os pseudo-intelectuaos do costume dizem que é a extrema-direita e o escambau. * esta expressão foi há muito cunhada por alguém, cujo nome já não me ocorre, a propósito de algumas populações da várzea palustre do rio Sado.
Na cervejaria literária começou a desenhar-se há tempos uma áfrica de pretos.
Hoje tive a experiência notável de ser ostensivamente molestado por uma fêmea que se sentou a meu lado.
Algo que para os cânones do politicamente correcto merece prisão. Ou mereceria se o contrário tivesse acontecido.
Sim, fui condescendente e ignorei olimpicamente a atitude bárbara, se é que bárbaro é o termo correcto.
Segue um fastidioso trecho de audio como exemplo.
Depois os pseudo-intelectuaos do costume dizem que é a extrema-direita e o escambau. * esta expressão foi há muito cunhada por alguém, cujo nome já não me ocorre, a propósito de algumas populações da várzea palustre do rio Sado.
28/05/2025
Dois epitáfios
No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade. No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!
A jovenzinha franzina vai agora para o pé dele.
Os dois sempre presentes.
Em itálico o texto publicado há pouco mais de um ano.
No início era um nome.
Um nome fora de ordem alfabética, acrescentado à ultima à lista de presenças, declinado dia após dia sem que se ouvisse “presente!”.
Não foi difícil a nenhum de nós na turma fixá-lo ao fim de umas quantas chamadas.
Nesse início havia uma jovenzita franzina que fazia uma boa parte das despesas da diversão enquanto esperávamos a camioneta no fim das aulas.
Não sei ao certo quando, anos depois, dei pela presença dele, finalmente arribado ao nosso liceu. Talvez ao pé dela, talvez não. Mas demorou até que ligasse o nome, o tal nome repetidamente guardado na memória, à pessoa.
Nesses tempos de adolescência passou a coisa célere até ao namoro firme dos dois. E de ser impossível dissociar um do outro.
Muito longe estava eu de saber então que ia acompanhar de perto todo o percurso de quatro décadas e tal de casamento, filhos e netos.
O nome fica agora na memória acompanhado de um sem-número de aventuras, de dias bons e maus, de agora diariamente querermos saber um do outro.
Ainda que a matéria esteja sepultada algures no nosso Alentejo. Que a ele ganhou por afinidade. No início era um nome. Repetido diariamente em cada aula. Presente!
A jovenzinha franzina vai agora para o pé dele.
Os dois sempre presentes.
Em itálico o texto publicado há pouco mais de um ano.
27/05/2025
26/05/2025
25/05/2025
Ao Zé da Pastelaria
Espero que ainda esteja vivo e de boa saúde
Há mais de 60 anos o meu amigo defrontava clubisticamente um pirralho sportinguista que à frente da montra dos bolos se empertigava cheio de empáfia. Durou este embate talvez um par de épocas, sempre selado com sorrisos e calorosos cumprimentos, apesar dos quatro golos de Lourenço na Luz.
Da pastelaria já há muito que nada resta.
Do ambiente aldeão ou vilório de então também já nada resta.
Só uma minoria de velhos terá recordações de tal local e de si, amigo Zé.
Lembrei-me de si hoje enquanto via os nossos clubes na liça.
Espero que ainda esteja vivo e de boa saúde
Há mais de 60 anos o meu amigo defrontava clubisticamente um pirralho sportinguista que à frente da montra dos bolos se empertigava cheio de empáfia. Durou este embate talvez um par de épocas, sempre selado com sorrisos e calorosos cumprimentos, apesar dos quatro golos de Lourenço na Luz.
Da pastelaria já há muito que nada resta.
Do ambiente aldeão ou vilório de então também já nada resta.
Só uma minoria de velhos terá recordações de tal local e de si, amigo Zé.
Lembrei-me de si hoje enquanto via os nossos clubes na liça.
24/05/2025
23/05/2025
22/05/2025
Ciclismo
Um dos disparates mais interessantes dos que se ouvem da boca dos comentadores de ciclismo é o rol de axiomas.
Existe, na mente de tais criaturas, uma colecção de axiomas do ciclismo.
Não obstante esses axiomas serem desrespeitados frequentemente nas corridas, o que os leva nessas alturas a um estado de excitação, quando não de perplexidade. Um só exemplo de entre muitos:
"A equipa que detém a camisola amarela é obrigada a controlar* a corrida"
* seja lá isso o que for.
Um dos disparates mais interessantes dos que se ouvem da boca dos comentadores de ciclismo é o rol de axiomas.
Existe, na mente de tais criaturas, uma colecção de axiomas do ciclismo.
Não obstante esses axiomas serem desrespeitados frequentemente nas corridas, o que os leva nessas alturas a um estado de excitação, quando não de perplexidade. Um só exemplo de entre muitos:
"A equipa que detém a camisola amarela é obrigada a controlar* a corrida"
* seja lá isso o que for.
21/05/2025
Cegueira
A cegueira ideológica é um sinal óbvio de estupidez.
E a estupidez está igualmente distribuída por todos os campos políticos.
Consequentemente temos cegos ideológicos em todo o lado a afirmar que os seus adversários são todos estúpidos.
Os espelhos dos cegos estão também igualmente distribuídos.
A cegueira ideológica é um sinal óbvio de estupidez.
E a estupidez está igualmente distribuída por todos os campos políticos.
Consequentemente temos cegos ideológicos em todo o lado a afirmar que os seus adversários são todos estúpidos.
Os espelhos dos cegos estão também igualmente distribuídos.
20/05/2025
Esquerda e Direita
A direita elitista travestida de esquerda que, mercê do apartheid onde se refugia, ignora a realidade nua e crua e promete fofura, moleza, tolerância, inclusão, paz e amor para todos e todas, como gosta de dizer, sofreu um grave revés. Aplica-se isto sobretudo ao PS e ao Bloco de Esquerda onde pontuam supostas intelectualidades, supostas superioridades intelectuais, mentes únicas capazes de abarcar, contemplar e construir os fabulosos mundos utópicos, despidos de toda a complexidade humana. Afunda-se de corpo inteiro esta direita na mesma proporção com que enterra a cabeça na areia e se dedica a causas aberrantes e inframinoritárias que ficam bem nos salões que frequenta.
Não fazem um.
Se há um ano todos juntos, os líderes dos principais partidos, não faziam um, um ano volvido razão não haveria nem há para desmentir tal asserção.
É um deserto que se avista bem de longe.
A direita elitista travestida de esquerda que, mercê do apartheid onde se refugia, ignora a realidade nua e crua e promete fofura, moleza, tolerância, inclusão, paz e amor para todos e todas, como gosta de dizer, sofreu um grave revés. Aplica-se isto sobretudo ao PS e ao Bloco de Esquerda onde pontuam supostas intelectualidades, supostas superioridades intelectuais, mentes únicas capazes de abarcar, contemplar e construir os fabulosos mundos utópicos, despidos de toda a complexidade humana. Afunda-se de corpo inteiro esta direita na mesma proporção com que enterra a cabeça na areia e se dedica a causas aberrantes e inframinoritárias que ficam bem nos salões que frequenta.
Não fazem um.
Se há um ano todos juntos, os líderes dos principais partidos, não faziam um, um ano volvido razão não haveria nem há para desmentir tal asserção.
É um deserto que se avista bem de longe.
19/05/2025
TV
Desta feita o meu ciclo circadiano não se compaginou com a maratona eleitoral das televisões.
Com o sono algo leve, o que é raro, estranhei não ouvir as tradicionais manifestações de júbilo que se traduzem aqui na avenida em vigorosas buzinadelas.
Madrugada alta, rebobinei as gravações para as 20:00 de ontem nos diversos canais. Atentei nas previsões e verifiquei quase de seguida que usando a malha mais grossa ou mais fina todas elas tinham acertado.
Comprimi assim nuns escassos minutos a palavrosa comentarização de uma noite eleitoral.
Passo rápido às folhas de Excel que gosto de organizar nestas alturas.
Desta feita o meu ciclo circadiano não se compaginou com a maratona eleitoral das televisões.
Com o sono algo leve, o que é raro, estranhei não ouvir as tradicionais manifestações de júbilo que se traduzem aqui na avenida em vigorosas buzinadelas.
Madrugada alta, rebobinei as gravações para as 20:00 de ontem nos diversos canais. Atentei nas previsões e verifiquei quase de seguida que usando a malha mais grossa ou mais fina todas elas tinham acertado.
Comprimi assim nuns escassos minutos a palavrosa comentarização de uma noite eleitoral.
Passo rápido às folhas de Excel que gosto de organizar nestas alturas.
Escolaridade obrigatória
A questão era simples: a página da junta de freguesia tinha a configuração das secções de voto congelada desde as eleições autárquicas de 2021 e por isso errada.
Ainda que não fosse por essa razão, duas em cinco figuras que me precediam na fila para a votação estavam na mesa errada que como sabemos se refere à ordem alfabética.
Comentei com a presidente da mesa o facto. Ela concordou que era invulgar a percentagem de desorientados.
Ao sair, fui dar conta às funcionárias da junta do caso da página desactualizada e errada. Em má hora o fiz.
Percebi quase de imediato que a escolaridade obrigatória (esclareceram-me no fim que todas elas a tinham) ou a sua equivalência pelos meios paralelos, desembocavam naquelas criaturas numa atroz ignorância: a dificuldade suprema em identificar o site da junta para a qual trabalham; a presunção de que o meu telefone poderia estar a dar uma informação diferente da correcta(!), a que elas tinham acesso(!) por eu não ter feito as adequadas actualizações(!); a dificuldade em entender por fim que a informação a que acediam estava de facto desconforme com os papéis que tinham na mão. Tudo isso num bolo incompreensível de argumentos que me recordou que numa eleição anterior uma assistente da mesma junta não sabia ordenar alfabeticamente.
Ali o tontinho era eu. E de facto assim era pois melhor fora que não me tivesse lembrado de chamar a atenção daquelas criaturas para o descaso.
Dito isto, e tendo visto as imagens dos diversos ajuntamentos das forças políticas por essas ruas do país durante a campanha e o que se passou na noite de sábado no Marquês de Pombal, acredito que o Sporting ganharia com facilidade a eleição. Mas isto sou eu que sou sportinguista...
Imagem da Sporting TV via jornal O Jogo
A questão era simples: a página da junta de freguesia tinha a configuração das secções de voto congelada desde as eleições autárquicas de 2021 e por isso errada.
Ainda que não fosse por essa razão, duas em cinco figuras que me precediam na fila para a votação estavam na mesa errada que como sabemos se refere à ordem alfabética.
Comentei com a presidente da mesa o facto. Ela concordou que era invulgar a percentagem de desorientados.
Ao sair, fui dar conta às funcionárias da junta do caso da página desactualizada e errada. Em má hora o fiz.
Percebi quase de imediato que a escolaridade obrigatória (esclareceram-me no fim que todas elas a tinham) ou a sua equivalência pelos meios paralelos, desembocavam naquelas criaturas numa atroz ignorância: a dificuldade suprema em identificar o site da junta para a qual trabalham; a presunção de que o meu telefone poderia estar a dar uma informação diferente da correcta(!), a que elas tinham acesso(!) por eu não ter feito as adequadas actualizações(!); a dificuldade em entender por fim que a informação a que acediam estava de facto desconforme com os papéis que tinham na mão. Tudo isso num bolo incompreensível de argumentos que me recordou que numa eleição anterior uma assistente da mesma junta não sabia ordenar alfabeticamente.
Ali o tontinho era eu. E de facto assim era pois melhor fora que não me tivesse lembrado de chamar a atenção daquelas criaturas para o descaso.
Dito isto, e tendo visto as imagens dos diversos ajuntamentos das forças políticas por essas ruas do país durante a campanha e o que se passou na noite de sábado no Marquês de Pombal, acredito que o Sporting ganharia com facilidade a eleição. Mas isto sou eu que sou sportinguista...
Imagem da Sporting TV via jornal O Jogo
17/05/2025
Sportem
Tal como previsto aqui há alguns dias, temo que o Sporting tenha já perdido a oportunidade de somar mais um campeonato ao palmarés.
Valerá um prato de caracóis, não mais do que isso, o meu palpite.
Tal como previsto aqui há alguns dias, temo que o Sporting tenha já perdido a oportunidade de somar mais um campeonato ao palmarés.
Valerá um prato de caracóis, não mais do que isso, o meu palpite.
16/05/2025
14/05/2025
Almirante
Uma pergunta que me estava aqui atravessada e que, a ser respondida, não terá por certo essa resposta interesse de maior:
Afinal quem é que se lembrou de candidatar o almirante Gouveia e Melo à Presidência da República? O próprio ou um que passou por uma qualquer epifania?
Uma pergunta que me estava aqui atravessada e que, a ser respondida, não terá por certo essa resposta interesse de maior:
Afinal quem é que se lembrou de candidatar o almirante Gouveia e Melo à Presidência da República? O próprio ou um que passou por uma qualquer epifania?
A vizinha empenhada
Creio que a minha empenhada e informada vizinha não crê no que eu digo: não dei por haver qualquer mudança na casa do vizinho do lado. Coisa que ela diz ter sido demorada.
Sussura-me, sem cuidar do meu desinteresse, que há um possível negócio nesta desocupação.
Há uns sessenta anos comentava-se lá em casa que em certos países as pessoas morriam nos prédios de apartamentos e os vizinhos não davam por isso, coisa então impossível no nosso prédio.
Pois bem, sessenta anos depois eis-nos nesse patamar, embora noutra vizinhança. E sem que, neste caso, tenha havido baixas. Já as houve e não dei conta disso.
Creio que a minha empenhada e informada vizinha não crê no que eu digo: não dei por haver qualquer mudança na casa do vizinho do lado. Coisa que ela diz ter sido demorada.
Sussura-me, sem cuidar do meu desinteresse, que há um possível negócio nesta desocupação.
Há uns sessenta anos comentava-se lá em casa que em certos países as pessoas morriam nos prédios de apartamentos e os vizinhos não davam por isso, coisa então impossível no nosso prédio.
Pois bem, sessenta anos depois eis-nos nesse patamar, embora noutra vizinhança. E sem que, neste caso, tenha havido baixas. Já as houve e não dei conta disso.
12/05/2025
11/05/2025
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