11/11/2025

Investigação



Os jornalistas, classe quase anedótica na generalidade, ignoram amiúde o bom senso e a noção das proporções.
Pode até ser que se chame “investigação” nos meios judiciais a uma coisa em que nada haja a investigar. Pode. Mal, mas pode. O que não deve é o jornalismo usar essa designação num absurdo como este. Afinal, vão investigar exactamente o quê: Qual foi a tipografia que os fabricou? Quem deu a ordem para o fazer?
É o tal manicómio que nos rodeia.

05/11/2025

Trovão

Não sabendo eu se existe uma base de dados consistente sobre descargas eléctricas atmosféricas e desde quando, só me ocorre dizer que tenho a impressão que a trovoada é um fenómeno que se tornou mais raro com o tempo.
O que se tornou por outro lado menos raro é a má aplicação dos termos relâmpago, raio e trovão que embora se refiram ao mesmo fenómeno têm significados diferentes.
Se ninguém diz “relâmpagos o partam!” não faltam os que distorcem os significados que as diferentes velocidades de propagação conferem a termos como relâmpago e trovão.



imagem do IPMA

04/11/2025

Ainda a memória

Há exactos 54 anos, contados portanto dia por dia, escrevi na minha memória um pequeno texto que só reduzi a escrito muitos e muitos anos depois.
Algures estará guardado. Talvez até gravado em disco duro que a imperícia me impede de encontrar.
Contudo, revejo calmamente as luzes azuis.
E.N. 247, 2005

02/11/2025

Auxiliares de memória

Há um dia em que nos damos conta de que todos aqueles a quem recorríamos para auxílio de memória, para ajudar a desenterrar factos e pessoas, já cá não estão.
Sobram apenas os desmemoriados ou os pouco velhos.

31/10/2025

Cabeças

Um comentador militar encartado disse na televisão que "tudo o que havia para evoluir em termos de explosivos, já está".
A primeira vez que me lembro de ter ouvido tal disparate foi nos tempos do liceu, dito por um colega "iluminado" não propriamente a propósito de explosivos. Era mais generalista.
Ministra da Saúde

Para salvaguarda, como agora é moda iniciar qualquer peroração, devo dizer que me prende à senhora ministra um quê de simpatia por simpatia. Explicando: não excluo a hipótese de a senhora ministra ter sido integrante de um grupo de estudantes de Farmácia que em tempos alegrou os meus dias e os dos meus amigos.
A memória desses tempos, grata, é também confusa. Pode ter sido ou não, mas por simpatia, simpática assim se me tornou.
Depois deste nariz de cera, noto que a senhora ministra, sobre cujo desempenho não expresso aqui apreciação, é apontada como culpada de alguém ter chegado já sem sinais de vida (segundo a informação corrente) a uma urgência hospitalar.
É deste tipo de situações e do seu arremesso político por gente mentecapta que se faz a política destinada a agradar aos ígnaros.
Vamos no bom caminho! E segue! - como no lema do Grandella.
Portugal, 2020

28/10/2025

Coisas simples de resolver

Diz que há grande incómodo com duas frases do Chega:
"Isto não é o Bangladesh"
"Os ciganos têm de cumprir a lei".
Caramba é tão simples agradar aos politicamente correctos, basta tirar o "não" de uma sentença e colocá-lo na outra.
Preso por arames

Passeiam-se em lanchas pelo Tejo e por lá têm estaleiro.
Passeiam-se em lanchas pelo Guadiana e talvez por lá tenham estaleiro.
Passeiam-se em lanchas pelo Minho e talvez por lá tenham estaleiro.
As armas de fogo aparecem amiúde na mão de todo o lixo social.


Ninguém tem medo das consequências. Um país preso por arames, fruto da tolerânciazinha mole dos timoratos.
SG

SG veio e trouxe-me isto numa folha de carta das antigas.
Diz que anda a sonhar alto e que ditou o que segue para um gravador.


O Xenófobo

Há quem diga que o meu caso com a Xixa foi semelhante ao do Chico Esteves, uns anos antes. Eu, a bem dizer, acho que não. E achando que não, digo que a grande diferença foi o papel do Isidro. Ora o Isidro tinha uma filha. E quando a filha se lembrou de casar, foi com o filho do Lopes. Morava ali na outra ponta da vila.
O Isidro ficou muito chateado. Não queria nem por nada que a filha casasse com o filho do Lopes. E a razão era muito simples. Ele preferia cem vezes que a filha casasse com um moço de longe. De uma terra distante. Que ninguém soubesse de que família vinha. Queria que os seus filhos, aliás que os seus netos fossem conhecidos como os netos do Isidro. Os filhos da Isidra. Não suportava a ideia de ter netos que fossem conhecidos como Lopes. Netos do Lopes, filhos do Lopes, os Lopes. Essa ideia era-lhe absolutamente insuportável, ainda que nada tivesse contra os Lopes, pai e filho. O que deixava era de haver menção à sua família, à sua descendência. Passavam a ser de outra família os seus netos. Ao passo que se o rapaz viesse de longe, de um sítio que ninguém conhecesse, ninguém se iria pôr a dizer que eram os netos de alguém que não conhecia, de que nem sabia o nome.
Que o genro viesse pois de uma terra assim distante. E sempre se ia dizer que eram os netos do Isidro. Os Isidros, assim é que estava bem. Era assim que o Isidro queria. E por alguma razão, o Isidro descarregou essa ira. A razão, não sabemos muito bem qual foi, mas suponhamos que tem a ver com o facto de a filha o ter chamado xenófobo a propósito de ele não querer que ela casasse com o filho do Lopes...
Não sabendo ela que estava a aplicar tal palavra quase a dar o sentido exactamente contrário. Ora, talvez por transportar esta xenofobia de sinal contrário é que o Isidro tomou parte activa nos sucessos que vou descrever a seguir. Ora estes sucessos ocorreram uns anos depois do Chico Esteves ter tido o seu caso. Chico Esteves andava metido com uma vizinha, casada, casada como ele Chico, moça de belas pernas, como eu próprio tive ocasião de verificar. E um belo dia, meia dúzia de vizinhas desconfiadas de que algo de vergonhoso se passava no casarão do Chico plantaram-se-lhe ao portão.
Lá dentro estava o Chico deliciando-se com as primícias. Primícias, não. Deliciando-se com as prendas usadas da vizinha. E tinha o carro trancado na garagem. Funcionava a casa mais ou menos como um motel. Entrava com ela escondida dentro do carro, metia-a na garagem e o mesmo fazia à saída. Ora o que sucedeu nesse belo dia em que as vizinhas se lhe puseram à porta foi que ao sair com ela dentro do carro, escondida, pelo meio do ajuntamento, com grande azar uma ponta da saia dela ficou a aparecer entalada na porta, coisa que forçosamente suscitou grande indignação, grande alarido nas curiosas vizinhas.
Deu isto muitas e demoradas conversas no povo, muito diz que disse a toda a gente menos ao Isidro, que vá lá saber-se por que carga d’água sobre o assunto nada disse.
Já, quando anos mais tarde, eu me dedicava a aproveitar a beldade da Xixa num dos meus quartos, naquele mais secundário dos meus quartos, vi irromper pela casa, não sabendo muito bem como, uma turba muito significativa na qual se incluía um indignadíssimo Isidro.
Com ele trazia o carteiro, o leiteiro, o padeiro, o guarda-rios, o guarda-fios e um número indeterminado de mulheres, indignadíssimas, que me entraram pela casa e pelo quarto dentro. Ora a Xixa, mulher expedita, muito senhora da sua dignidade, ao aperceber-se do tumulto, ainda antes de eles entrarem dentro de casa, fez uma bela de uma trouxa comigo, com uns lençóis velhos, umas colchas e umas mantas de papa. E quando eles entraram no quarto, só a viram a ela assim um bocadinho descomposta junto da trouxa. Já não viram aquelas formas maravilhosas, destapadas, que agora só se adivinhavam.
Indignados, gritando, queriam saber onde é que eu estava para me dar um correctivo. Isto na minha casa!
Ora a Xixa trabalhava para mim e dormia lá em casa. Nada disto era assim tão extraordinário. Ela ser encontrada numa cama na minha casa, já que adultos ambos, éramos solteiríssimos. Mas fizeram disto trinta por uma linha e só não foi um escândalo tão grande como tinha sido uns anos antes o do Chico Esteves porque ficaram realmente sem grandes provas, sem evidências que lhes pudessem dar lenha para a fogueira.
Mas um dos piores de todos ao ponto de quase querer destruir a casa era o Isidro. O famoso Isidro que já tinha netos Lopes. Andava aziadíssimo com isso. E talvez fosse esse o caso, porque nos anos do Chico Esteves ainda ele não tinha netos. Ou porque eu e a Xixa éramos ambos da vila, endogamia que o Isidro deplorava por outras razões. Fica assim tudo por esclarecer no que diz respeito ao xenófobo Isidro.
E porque é que estes pequenos casos, que foram poucos e pouco significantes, face aos dias que decorreram entre uma coisa e outra, tiveram tanto espalhafato. É certo que muito mais ruído gerou o caso do Esteves, que durou, durou, durou na história. Muito menos o meu, que se extinguiu com uma vela, uma vez que eles ficaram sem saber muito bem se se tinha passado alguma coisa de pecaminoso. Havia até uma facção que desconfiava que não tinha havido nada. Que jamais eu me deitaria com a Xixa.


Nota acrescentada: talvez o termo perifobia fosse mais bem aplicado à aversão do Isidro do que aparentemente neste título.

25/10/2025

O almoçarista náutico

O homem que um dia afirmou que "pelo peixe morre a boca", assumindo-se assim como derreado almoçarista náutico, talvez marítimo, parece ver minguadas as suas esperanças de se manter na ribalta. O que é pena. E "quem disser o contrário está a mentir!"
Idanha-a-Velha, 2013

24/10/2025

Redes sociais

Então querem proibir a frequência das redes sociais até dada idade.
E como é que fazem isso?
Todos os computadores com reconhecimento facial e o algoritmo bronco a actuar em contínuo?

22/10/2025

Um simples a fazer perguntas simples

Se o Estado tem vantagem em angariar fundos antecipadamente com as retenções majoradas do IRS e se, eventualmente - caso sujeito a referendo - os demais simples como eu (que não recebo ao mês) preferem ter um migalheiro* e receberem uma maquia lá pelo Verão, correspondente ao excesso de descontos, por que diabo não se faz o tal referendo, nem que seja em modo chamadas de valor acrescentável?

* migalheiro surgiu no meu léxico muito depois de mealheiro, razão pela qual ainda hoje estranho a palavra.

20/10/2025

Bizarrias

Após alguns anos retomo a edição de colecções de cromos. Isto porque finalmente consegui um alojamento que me permite criar o meu próprio código para as páginas: https://neocities.org/
Assim, recupero as contribuições de amigos e de conhecidos da rede que tiveram a gentileza de me enviar fotografias para compor as colecções.
Acrescento uma incipiente caderneta de cromos de placas de ruas com nomes mais ou menos bizarros que entretanto fui colectando.
Carece ainda de aperfeiçoamento mas já se pode ver.

17/10/2025

Caducas

Em todo o tempo houve leis bizarras e impossíveis de verem verificado e punido o seu incumprimento.
Alguns exemplos actuais de tal falta de racionalidade:
Proíbe-se o contacto entre pessoas cujo interesse em contactar entre si é grande, quando existem variadas formas de contacto incontroláveis. Acresce que, para pessoas em liberdade, o próprio contacto pessoal é indetectável, salvo se existir uma vigilância apertada.
Proibe-se a entrada no país quando não há controlo fronteiriço.
Da mesma forma se proíbe a saída.
Poderia enumerar mais uma remessa de leis cuja caducidade é óbvia. Mas que, no entanto, continuam a ser aplicadas por mera bizarria e falta de inteligência do legislador ou de quem as invoca.

15/10/2025

Mau

Se Portugal é assim tão mau, se são assim tão mal tratados, façam um favor a si próprios, desamparem a loja!

O Estado a que isto chegou

Observando a página do MAI com os resultados da eleição das autarquias locais chega-se à conclusão de que qualquer coisa não correu bem. Ou então que há justificações sibilinas para aquilo que parece só absurdo.
Assim, observa-se que há coligações entre os mesmos partidos que aparecem lançadas duas ou três vezes, ainda que os partidos se apresentem pela mesma ordem. Só varia o sinal +, o hífen ou o espaçamento. Há ainda duplicações de coligações dos mesmos partidos mas em casos em que estes não se apresentam pela mesma ordem, o que pode fazer algum sentido se isso reflectir uma ponderação.



Assim temos os seguintes aparecimentos:



Dá que pensar esta forma atabalhoada de organizar uma folha de resultados. Que mais asneiras sairão de onde saiu esta?

(clicando na imagem, se verá a lista completa)

14/10/2025

12/10/2025

Pelos extremos e não pelo centro



Arte de rua involuntária em Sines no ano da graça de 2014.
Pilar



Ainda não foi este ano que retornei a Saragoça.
Notas curiosas

No primeiro e no segundo período de quatro horas a afluência foi praticamente a mesma.

Eufemismos, abrangências e falsas simpatias

Combati durante anos o PCP.
Por isso mesmo lhe reconheço qualidades. Não embarcam em cassettes que não sejam as próprias. Não cedem a eufemismos, abrangências e falsas simpatias.
É nestes dias de campanha e de votação que se vêem os miseráveis lambe-botas da política com o mesmo aparato de quinquilharias retóricas: todos e todas e o escambau que se lhe segue, com falsos sorrisos alvares.

10/10/2025

09/10/2025

CGD

A CGD continua a prover um serviço de excelência.
Vedado que está o acesso via internet por não se conseguir a validação de 2 factores, uma vez que a SMS devida nunca chega, passa-se ao glorioso serviço telefónico, onde depois de muitas “primas” estúpidas (muito boa a ideia naquele anúncio que faz referência a tal), consegue-se finalmente chegar ao contacto com um humano. Mas, tal como nas covas de lobo, meteram lá alguém com deficiência na compreensão do português. É todo um serviço de excelência, como disse acima.
E.N. 243 - Chamusca, ponte João Joaquim Isidro dos Reis sobre o rio Tejo, 2013

05/10/2025

A bola e os simples

É no "desde cedo" (como dizia o velho R.C. a propósito das reportagens de televisão sobre os adeptos que se aglomeravam desde cedo nas barracas de entremeadas, coiratos e vinho morangueiro e que assim começavam) e no pós-prélio que podemos ter grandes representações, grandes amostras do que é o "bom povo português". A tal piolheira. Hoje é dia.
Substituição de populações





Não se trata de notícias falsas. Trata-se, sim, das habituais conjecturas a partir da observação de uma curva e da assunção de que essa curva será monótona – uma utilização básica de uma folha de Excel.
E trata-se sobretudo da obediência acrítica, como o são todas as obediências cegas, dos jornalistas à cartilha direitista e elitista, travestida de esquerdinha, sobre a imigração: eles, os imigrantes, são todos necessários e muito bem vindos desde que fiquem longe do quintal e não se cruzem connosco (com eles) no dia-a-dia.
Já quem partilha o espaço e o tempo com gente alienígena que não tem a menor noção de que está fora do seu habitat e que deve entender e respeitar as regras do local onde habita, constata que a solução está saturada: não é o chinês do restaurante, o indiano dos electrodomésticos ou o africano das obras que é um problema. Nunca foi. É a chusma. A carrada deles. Que se comporta como o fazia no seu lugar de origem. O ter que lidar diariamente com o desrespeito das mínimas regras de civilidade. E com a apropriação do espaço público.
É xenofobia? É. É, porque da quantidade depende a qualidade. É uma lei básica.



Dito isto, há muito quem diga que não haverá substituição de populações mas depois se baseie nestas conjecturas que dizem exactamente o contrário.
Não se trata de pedir coerência aos ígnaros. Sobre isso estamos falados. Somos todos incoerentes.
Trata-se apenas de, na mesma frase, não haver utilização de argumentos contraditórios. Só disso.

04/10/2025

Português

Não me recordo de os meus pais me haverem alguma vez alertado para os erros de escrita nos jornais ou na televisão, bem como da locução nesta última.
Educar hoje um infante exige dos pais que, a par do bom uso da língua, o alertem para a quantidade enorme de asneiras que se lêem nos jornais e se vêem e ouvem nas televisões.
Não é coisa muito recente mas tem piorado muito.



Na reportagem o mentecapto que tocou na catenária tão depressa era homem como mulher como indefinido como tinha 18 e ao mesmo tempo 22 anos.
A minha campanha (IX)

IA

Já não nos bastava a ascensão dos ígnaros a doutores nem a normalização da asneira que os simples promovem ao debaterem entre si, temos agora o algoritmo bronco (IA) a dar opiniões e recomendações. Está por todo o lado.

03/10/2025

Escrever na pedra

Há alguns anos uma mente iluminada da autarquia de Vila Franca de Xira resolveu substituir as placas toponímicas em pedra por outras mais “resilientes, sustentáveis, responsáveis e ecológicas” (nota minha).
Aos despojos diz que deu forma de monumento: o Muro da Identidade.
Calculo que a razão para apear as placas de pedra tenha sido o risco de alguma mal fixada vir a cair na cabeça de uma criança. Não vislumbro outro...
Vamos nestes dias votar para eleger esta gente.





As imagens das placas novas são do Google Maps

30/09/2025

Ó boi, olha para o palácio!

Uma mente brilhante ou um aldrabão encartado que disso tirou dividendos, tratou de mandar colocar um sinal de trânsito (j3a) indicativo do Palácio Nacional de Queluz na entrada do próprio palácio.
Ou, como na mítica fábula, para os bois olharem para o palácio e saberem para o que estão a olhar.



Assim escrevia García Márquez nos seus “Cem Anos de Solidão”:
Ante a ameaça de esquecimento do que representava uma árvore, uma casa, uma vaca, decidiram fazer rótulos e pendurá-los nas coisas cujos significados temiam perder: "isto é uma árvore"; "isto é uma casa"; "isto é uma vaca"...

29/09/2025

Liceu

No dia em que quase 50 anos depois de ter deixado o Liceu, alguém me liga de lá a chamar-me professor. Por um engano.
Paz na terra

Terá havido poucas ocasiões em que Trump tenha mostrado à saciedade como o está a fazer hoje, que fala para o Grande Infantário.
Sendo ele inevitavelmente parte dele.

27/09/2025

Impedância



Agora que todos os pobrezinhos da língua se esmeram a incluir o vocábulo "resiliência" na sua faladura, é mais do que tempo de incluir também "impedância" no discurso dos desvalidos.
Calculo que, a adoptarem tal, o façam ao abrigo da mesma certidão técnica que usam para a pobre "resiliência".

24/09/2025

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 31



Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

23/09/2025

Casos da bola

Diz que o Benfica e o Rio Ave levantaram a questão de poderem ou não incluir no jogo adiado que irão disputar hoje os jogadores inscritos após a data em que o jogo deveria ter ocorrido.
Já agora... não se lembrou o Benfica de perguntar se o treinador teria de ser o que estava em funções em tal data atrasada?

21/09/2025

10 pontos para a Palestina

Quando não há ideias próprias, conhecimento e reflexão sedimentados, o pateta alegre segue o rebanho.
É o que se vislumbra com o reconhecimento de um estado inexistente, à laia de quem atribui pontos num festival da Eurovisão.
” – escrevi isto aqui em Julho passado.

Num cenário de devastação e morte estas declarações simbólicas servem de muito pouco.
Mas é assim o mundo em que vivemos. Vive de representações. De gestos ditos largos. Inúteis.


Imagem daqui