17/10/2003
Um saco no espólio
Retirar cem anos de uma casa é o que é.
No meio do espólio pode estar esquecido um saco de serapilheira com coisas menores:
Uma máquina de rolhar
Um forte do faroeste e seus soldadinhos de plástico
Um candeeiro de desenho
A primitiva fechadura da porta principal
Uma tábua de passar gravatas a ferro
Um berbequim manual
Uma imagem de nossa senhora com a cabeça separada do resto
Um molho de chaves de diversos tamanhos
Um par de maçanetas originais em porcelana branca
Um jogo da Majora
Uma toalha de praia
e algumas outras coisas, todas elas menores, todas elas abandonadas
Retirar cem anos de uma casa é o que é.
No meio do espólio pode estar esquecido um saco de serapilheira com coisas menores:
Uma máquina de rolhar
Um forte do faroeste e seus soldadinhos de plástico
Um candeeiro de desenho
A primitiva fechadura da porta principal
Uma tábua de passar gravatas a ferro
Um berbequim manual
Uma imagem de nossa senhora com a cabeça separada do resto
Um molho de chaves de diversos tamanhos
Um par de maçanetas originais em porcelana branca
Um jogo da Majora
Uma toalha de praia
e algumas outras coisas, todas elas menores, todas elas abandonadas
O Alquimista
é o complemento para os sons de Rafael Correia. Uma visão estrangeira sobre os nossos lugares.
é o complemento para os sons de Rafael Correia. Uma visão estrangeira sobre os nossos lugares.
Por aí, não. Por aí.
Há mais de vinte anos que ouço esta frase.
Todos os sábados de manhã. Antes, entre as 7 e as 10, por vezes suscitando resmungos compreensíveis de uma mulher mal dormida.
Agora, entre as 9 e as 11.
Um dos mais notáveis programas de rádio sobre o sul de Portugal. Houve um tempo em que exorbitou, chegou a Trás-os-Montes e a Marrocos. Sempre à procura de sons perdidos.
Se quiserem, entre as 9 e as 11 (TMG) de um qualquer sábado, cliquem aqui. Depois é escolher a opção audio. Mas para quem pode ouvi-lo na rádio é na Antena 1, o "Lugar ao Sul", de Rafael Correia.
Há mais de vinte anos que ouço esta frase.
Todos os sábados de manhã. Antes, entre as 7 e as 10, por vezes suscitando resmungos compreensíveis de uma mulher mal dormida.
Agora, entre as 9 e as 11.
Um dos mais notáveis programas de rádio sobre o sul de Portugal. Houve um tempo em que exorbitou, chegou a Trás-os-Montes e a Marrocos. Sempre à procura de sons perdidos.
Se quiserem, entre as 9 e as 11 (TMG) de um qualquer sábado, cliquem aqui. Depois é escolher a opção audio. Mas para quem pode ouvi-lo na rádio é na Antena 1, o "Lugar ao Sul", de Rafael Correia.
16/10/2003
Destinos
Grande parte das minhas rotas se decide de forma semelhante aquela como compro os meus livros.
Um dia acordo e decido ir a Albergaria dos Doze.
Noutro, espreitar o rali do Algarve e as coisas à volta.
Ou ir a Safara, dando um salto à antiga Aldeia Nova de São Bento, hoje vila.
Abalar para os Pitões e passar sobre a ponte da barragem das Salas até à testa de ponte, além de Tourém.
Terreiro das Bruxas e Meimão.
Almoster e Maçussa.
Fazer o quê?
Grande parte das minhas rotas se decide de forma semelhante aquela como compro os meus livros.
Um dia acordo e decido ir a Albergaria dos Doze.
Noutro, espreitar o rali do Algarve e as coisas à volta.
Ou ir a Safara, dando um salto à antiga Aldeia Nova de São Bento, hoje vila.
Abalar para os Pitões e passar sobre a ponte da barragem das Salas até à testa de ponte, além de Tourém.
Terreiro das Bruxas e Meimão.
Almoster e Maçussa.
Fazer o quê?
Tudo o que deseja saber
sobre isto (não, isco para motores de busca):
Logaritmos neperianos
Sopa de rabo de boi
Praias da ilha do Gozo
Claras em castelo
Cúmulo-nimbos
Cunhagem de moedas gregas na Finlândia
Utilização de cortiça como calço num dínamo de um Citroën 2 cv
Um livro chamado “A Terra não é redonda”
O pavilhão do CDUL
A estrada que vai de São Vicente à Ribeira da Janela
Emissões experimentais de televisão
Barreiras sonoras multicor
O tempo e o modo
Uma janela com vista para o periférico
As rectas de Montálban
Dióspiros maduros
Omeletes de caranguejo
Tiro aos pratos
Mantas de retalhos
Casas para alugar
A Crítica da razão pura
Dioptrias
Salmos
Gigantes
Deambulatórios
Tout-venant
Não me pergunte, é escusado.
Nem procure aqui.
sobre isto (não, isco para motores de busca):
Logaritmos neperianos
Sopa de rabo de boi
Praias da ilha do Gozo
Claras em castelo
Cúmulo-nimbos
Cunhagem de moedas gregas na Finlândia
Utilização de cortiça como calço num dínamo de um Citroën 2 cv
Um livro chamado “A Terra não é redonda”
O pavilhão do CDUL
A estrada que vai de São Vicente à Ribeira da Janela
Emissões experimentais de televisão
Barreiras sonoras multicor
O tempo e o modo
Uma janela com vista para o periférico
As rectas de Montálban
Dióspiros maduros
Omeletes de caranguejo
Tiro aos pratos
Mantas de retalhos
Casas para alugar
A Crítica da razão pura
Dioptrias
Salmos
Gigantes
Deambulatórios
Tout-venant
Não me pergunte, é escusado.
Nem procure aqui.
Eu posso explicar
Esta página (H Gasolim Ultramarino) terá sido uma grande desilusão para todos aqueles que aqui caíram por acaso, lançando-se ao mar em terror pânico, ao verem os motores de busca falharem por falta de comburente, que não de combustível.
Não encontraram nada do que pretendiam.
Mas eu posso explicar. E entretanto, explico a mim mesmo a razão de ser de tais visitas.
No dia 6 de Setembro, alguém quis "corrigir sotaque português". Uma suspeita terrível me assolou.
Porque é que alguém haveria de querer semelhante coisa? E onde? Algum espião português, na melhor tradição da época seiscentista, quereria disfarçar o seu sotaque em terra inimiga? Mas aí, a escolha natural seria "disfarçar sotaque português".
Então estou enganado, trata-se de alguém que quer aperfeiçoar o seu sotaque. É um ataque à Pátria, um pérfido emissário de qualquer potência inimiga que se quer infiltrar insidiosamente entre os nossos, tentando que o olhemos como igual.
Um amigo meu, que às vezes dá palpites, disse-me que era outra coisa completamente diferente. Que eu só via conspirações em todo o lado.
Mas eu posso explicar ao espião do sotaque, que tudo não passa de um grande engano, que aqui não vai aprender nada a respeito.
Quando escrevi aquelas palavras referia-me a um amigo meu, nascido na Alemanha que é Polónia, educado em Portugal, vivendo nos Estados Unidos e casado com uma senhora brasileira.
Como é que ele conseguia manter o seu irrepreensível sotaque português?
Quero dizer, como é isso possível estando casado há tantos anos com uma senhora brasileira?
Mas eis que logo três dias depois, uma estranhíssima procura, lançada do Brasil, revistou este local.
"H de homem" era a chave.
Tudo bem, pensei. Esta é uma página de um homem com H.
Mas isso não terá água no bico? Estará relacionado com o espião do sotaque? Então ele anda pelo Brasil? Quererá afinal disfarçar o seu sotaque português?
Quererá ele saber se o homem aqui, é adversário para ele?
O meu amigo continua a dizer-me que eu vejo muitos filmes.
Não sei porquê.
Eu posso explicar: H é de Gasolim. Homem sou eu. Nada mais a esclarecer. Não insista.
E passam dois dias, e a coisa começa a revestir-se de contornos preocupantes.
Agora é da Galiza. Uma búsqueda en Google com palavras portuguesas, só pode ser da Galiza.
E já se buscam fotografias. "fotografias de gente de viana do bolo", mais precisamente.
Começa a fazer sentido.
Os galegos falam português, mas como a nossa língua foi reprimida por muitas décadas, o castelhano é uma espécie de pano de fundo, em algumas palavras e no sotaque.
Está cada vez mais claro. O nosso amigo é galego, quer corrigir o sotaque e por alguma razão pretende identificar alguém em Viana do Bolo.
Ou será já a contra-espionagem que tenta detectá-lo? Sabendo que ele anda pelos lados de São Cibrão.
Eu posso explicar: a gente é outra, é a gente que conhece certo homem dos telefones. E para ir a Viana do Bolo não precisei de fotografias que me chamassem.
E, de repente, uma manobra de diversão.
Ou uma ameaça.
Alguém, no dia 29 de Setembro, depois de uma ausência de 18 dias, finge procurar "montijo na blogger".
Montijo, huuuuuum. O cerco aperta-se.
É uma pesquisa feita em Portugal, decerto o Montijo que se pretende é a Aldeia Galega.
Lá está. Tudo se relaciona.
O nosso amigo galego desceu em busca de contactos.
A esta hora ri-se de mim na área de serviço da ponte Vasco da Gama.
Começo a temer pela minha integridade física.
Eu posso explicar: Montijo é o destino da mulher que fala com o homem dos telefones. E Blogger não é da minha responsabilidade. É da responsabilidade de alguém que me quer pôr fora da circulação, não me deixa editar, nem postar...
E a 2 de Outubro, já do Brasil, usando o Cadê?, testa-me:
"Porque existe diferença de alqueires? "
Acho que a coisa não podia ser mais directa.
Sabe bem que eu estou familiarizado com a pouca precisão desta medida.
Sabe até que em miúdo me acusavam de não ter "os sete alqueires bem medidos".
Eu posso explicar: Não sei na realidade porque existe tal diferença. É como nas léguas e nos tiros de espingarda ou de besta. É pensar nos tempos em que essas medidas surgiram e se difundiram, e não é difícil perceber que haja discrepâncias. Basta ver que aqui em Portugal, tal como em Cabo Verde, o alqueire é acima de tudo uma medida de volume ou capacidade, embora também se aplicasse a áreas (radicando na relação volume semeado ou produzido / área), enquanto no Brasil parece ser só de área.
No dia seguinte, vejam bem, sai-se com esta: "SALSAPARRILHA FOTOS".
Ainda no Brasil e usando o Cadê?
Na certa, pretende disfarçar-se com ramos de salsaparrilha. Sabe que eu aqui de Portugal não tenho acesso à planta. Nem lhe conheço bem a fisionomia.
Por isso, usa o truque vil de se camuflar com ela. E enfatiza o facto, usando maiúsculas.
O meu amigo confidenciou-me, baixinho, que nada do que eu dizia fazia sentido.
Isso é lá com ele.
Eu posso explicar, ou melhor, me justificar: Que culpa tenho eu que o LP em «Palavras de Dom Goda» se entretenha com palavras difíceis?
E logo um dia depois, "ilhadomel fotos". Já em Portugal.
Ilhadomel tudo pegado.
Ilhadomel tudo pegado é uma directoria do Terravista. Logo do Terravista, onde a minha password não funciona.
Não funciona a password, não consigo apagar o registo, não me posso registar com o mesmo e-mail.
Explica-se agora porquê. O nosso amigo infiltra-se e já vai longe o tempo em que precisava de corrigir o sotaque.
Eu posso explicar: o carro que o meu avô me deu, foi comprado a alguém que o fotografou e que, anos mais tarde, cedeu a foto a um site que está alojado no Terravista. Chega?
Deixou passar oito dias e ei-lo na Alemanha. Google Suche. "hillman imp fotos".
Repararam na insistência nas fotos?
Um Hillman Imp? Da Germânia, a busca de um carro originariamente escocês?
Traz água no bico.
É que eu tive um fraquinho por duas proprietárias de tal viatura. Como tudo se sabe.
Eu posso explicar: o SG gosta de carros com classe, contaminou-me o site com essas referências nos seus poemas, não há (não havia) aqui nenhumas fotos de Hillmans.
No mesmo dia, 12 de Outubro, já de volta a Portugal: "fontaínhas, setúbal".
A mensagem é clara.
Para quem não sabe, o comboio do sul passa pelo túnel das Fontaínhas, em Setúbal, de luzes apagadas nas carruagens. São as trevas por segundos inquietantes. É aí que ele vai perpetrar a sua ameaça. E não vacila ao avisar assim, em público.
Como era de esperar, não voltou a entrar aqui.
Eu posso explicar: é o medo do escuro.
Aqui chegados, devo dizer que o meu amigo já não sabe que mais dizer-me para me tirar estas ideias da cabeça.
Eu só lhe respondo:
Se ele não andasse a perseguir-me, tinha usado aspas em algumas das buscas, como "fotografias de gente de viana do bolo" ou "corrigir sotaque português" ou ainda "Porque existe diferença de alqueires?" o que o afastaria de mim, que nunca escrevi tais frases. Mas não. E repara bem, que sentido faz uma busca como Montijo na Blogger?
E já agora, porque é que esta página já não aparece nas buscas do Cadê?
Não me respondeu.
fotos em:
salsaparrilha: http://www.plantaservas.hpg.ig.com.br/arquivos/ervas1.htm
Hillman Imp: http://www.imps4ever.info/algemeen/birth.html
Esta página (H Gasolim Ultramarino) terá sido uma grande desilusão para todos aqueles que aqui caíram por acaso, lançando-se ao mar em terror pânico, ao verem os motores de busca falharem por falta de comburente, que não de combustível.
Não encontraram nada do que pretendiam.
Mas eu posso explicar. E entretanto, explico a mim mesmo a razão de ser de tais visitas.
No dia 6 de Setembro, alguém quis "corrigir sotaque português". Uma suspeita terrível me assolou.
Porque é que alguém haveria de querer semelhante coisa? E onde? Algum espião português, na melhor tradição da época seiscentista, quereria disfarçar o seu sotaque em terra inimiga? Mas aí, a escolha natural seria "disfarçar sotaque português".
Então estou enganado, trata-se de alguém que quer aperfeiçoar o seu sotaque. É um ataque à Pátria, um pérfido emissário de qualquer potência inimiga que se quer infiltrar insidiosamente entre os nossos, tentando que o olhemos como igual.
Um amigo meu, que às vezes dá palpites, disse-me que era outra coisa completamente diferente. Que eu só via conspirações em todo o lado.
Mas eu posso explicar ao espião do sotaque, que tudo não passa de um grande engano, que aqui não vai aprender nada a respeito.
Quando escrevi aquelas palavras referia-me a um amigo meu, nascido na Alemanha que é Polónia, educado em Portugal, vivendo nos Estados Unidos e casado com uma senhora brasileira.
Como é que ele conseguia manter o seu irrepreensível sotaque português?
Quero dizer, como é isso possível estando casado há tantos anos com uma senhora brasileira?
Mas eis que logo três dias depois, uma estranhíssima procura, lançada do Brasil, revistou este local.
"H de homem" era a chave.
Tudo bem, pensei. Esta é uma página de um homem com H.
Mas isso não terá água no bico? Estará relacionado com o espião do sotaque? Então ele anda pelo Brasil? Quererá afinal disfarçar o seu sotaque português?
Quererá ele saber se o homem aqui, é adversário para ele?
O meu amigo continua a dizer-me que eu vejo muitos filmes.
Não sei porquê.
Eu posso explicar: H é de Gasolim. Homem sou eu. Nada mais a esclarecer. Não insista.
E passam dois dias, e a coisa começa a revestir-se de contornos preocupantes.
Agora é da Galiza. Uma búsqueda en Google com palavras portuguesas, só pode ser da Galiza.
E já se buscam fotografias. "fotografias de gente de viana do bolo", mais precisamente.
Começa a fazer sentido.
Os galegos falam português, mas como a nossa língua foi reprimida por muitas décadas, o castelhano é uma espécie de pano de fundo, em algumas palavras e no sotaque.
Está cada vez mais claro. O nosso amigo é galego, quer corrigir o sotaque e por alguma razão pretende identificar alguém em Viana do Bolo.
Ou será já a contra-espionagem que tenta detectá-lo? Sabendo que ele anda pelos lados de São Cibrão.
Eu posso explicar: a gente é outra, é a gente que conhece certo homem dos telefones. E para ir a Viana do Bolo não precisei de fotografias que me chamassem.
E, de repente, uma manobra de diversão.
Ou uma ameaça.
Alguém, no dia 29 de Setembro, depois de uma ausência de 18 dias, finge procurar "montijo na blogger".
Montijo, huuuuuum. O cerco aperta-se.
É uma pesquisa feita em Portugal, decerto o Montijo que se pretende é a Aldeia Galega.
Lá está. Tudo se relaciona.
O nosso amigo galego desceu em busca de contactos.
A esta hora ri-se de mim na área de serviço da ponte Vasco da Gama.
Começo a temer pela minha integridade física.
Eu posso explicar: Montijo é o destino da mulher que fala com o homem dos telefones. E Blogger não é da minha responsabilidade. É da responsabilidade de alguém que me quer pôr fora da circulação, não me deixa editar, nem postar...
E a 2 de Outubro, já do Brasil, usando o Cadê?, testa-me:
"Porque existe diferença de alqueires? "
Acho que a coisa não podia ser mais directa.
Sabe bem que eu estou familiarizado com a pouca precisão desta medida.
Sabe até que em miúdo me acusavam de não ter "os sete alqueires bem medidos".
Eu posso explicar: Não sei na realidade porque existe tal diferença. É como nas léguas e nos tiros de espingarda ou de besta. É pensar nos tempos em que essas medidas surgiram e se difundiram, e não é difícil perceber que haja discrepâncias. Basta ver que aqui em Portugal, tal como em Cabo Verde, o alqueire é acima de tudo uma medida de volume ou capacidade, embora também se aplicasse a áreas (radicando na relação volume semeado ou produzido / área), enquanto no Brasil parece ser só de área.
No dia seguinte, vejam bem, sai-se com esta: "SALSAPARRILHA FOTOS".
Ainda no Brasil e usando o Cadê?
Na certa, pretende disfarçar-se com ramos de salsaparrilha. Sabe que eu aqui de Portugal não tenho acesso à planta. Nem lhe conheço bem a fisionomia.
Por isso, usa o truque vil de se camuflar com ela. E enfatiza o facto, usando maiúsculas.
O meu amigo confidenciou-me, baixinho, que nada do que eu dizia fazia sentido.
Isso é lá com ele.
Eu posso explicar, ou melhor, me justificar: Que culpa tenho eu que o LP em «Palavras de Dom Goda» se entretenha com palavras difíceis?
E logo um dia depois, "ilhadomel fotos". Já em Portugal.
Ilhadomel tudo pegado.
Ilhadomel tudo pegado é uma directoria do Terravista. Logo do Terravista, onde a minha password não funciona.
Não funciona a password, não consigo apagar o registo, não me posso registar com o mesmo e-mail.
Explica-se agora porquê. O nosso amigo infiltra-se e já vai longe o tempo em que precisava de corrigir o sotaque.
Eu posso explicar: o carro que o meu avô me deu, foi comprado a alguém que o fotografou e que, anos mais tarde, cedeu a foto a um site que está alojado no Terravista. Chega?
Deixou passar oito dias e ei-lo na Alemanha. Google Suche. "hillman imp fotos".
Repararam na insistência nas fotos?
Um Hillman Imp? Da Germânia, a busca de um carro originariamente escocês?
Traz água no bico.
É que eu tive um fraquinho por duas proprietárias de tal viatura. Como tudo se sabe.
Eu posso explicar: o SG gosta de carros com classe, contaminou-me o site com essas referências nos seus poemas, não há (não havia) aqui nenhumas fotos de Hillmans.
No mesmo dia, 12 de Outubro, já de volta a Portugal: "fontaínhas, setúbal".
A mensagem é clara.
Para quem não sabe, o comboio do sul passa pelo túnel das Fontaínhas, em Setúbal, de luzes apagadas nas carruagens. São as trevas por segundos inquietantes. É aí que ele vai perpetrar a sua ameaça. E não vacila ao avisar assim, em público.
Como era de esperar, não voltou a entrar aqui.
Eu posso explicar: é o medo do escuro.
Aqui chegados, devo dizer que o meu amigo já não sabe que mais dizer-me para me tirar estas ideias da cabeça.
Eu só lhe respondo:
Se ele não andasse a perseguir-me, tinha usado aspas em algumas das buscas, como "fotografias de gente de viana do bolo" ou "corrigir sotaque português" ou ainda "Porque existe diferença de alqueires?" o que o afastaria de mim, que nunca escrevi tais frases. Mas não. E repara bem, que sentido faz uma busca como Montijo na Blogger?
E já agora, porque é que esta página já não aparece nas buscas do Cadê?
Não me respondeu.
fotos em:
salsaparrilha: http://www.plantaservas.hpg.ig.com.br/arquivos/ervas1.htm
Hillman Imp: http://www.imps4ever.info/algemeen/birth.html
15/10/2003
Grrr... isto não é o cabo de Sagres
Mesmo que se trate de música sacra de Haendel
Este som não me preenche a lacuna
A que sal basta para ficar desinfecta.
Melodia de paisagens em língua desconhecida,
Concebida para audições solenes a desoras
De modo a que o ventre a que se refere
Se recorte vago numa qualquer parede de fundo.
Mensagem hidráulica e fetal
De vitais fluidos repleta
Ecoando sinais que remontam às origens
Num caldo de cultura viciado
Com os dados que o Operador manipulou.
A verdade esconde-se assim num retrato genético
Perpetuado em difusas multiplicações
Carentes de uma explicação arrumada e demonstrativa
De uma Lógica anciã e incorrupta
Que alinhe os pontos discerníveis
Numa emocionabilidade pura
Pelas convulsas contorções dos geniais cérebros.
A paz e a procura porque não compatíveis,
Subsistem em contempladas pausas de percurso,
Eivadas desta melodia simples e esmagadora
A que o céu não é estranho.
A noite é ainda madrinha desta encruzilhada
Em que a interrogação se levanta a cada passada
Como o pó dos caminhos velhos que já percorremos.
Embora a imagem que subsiste
Não se afaste muito do espectro embrionário que já fomos,
Começamos a vaguear cansados
Por sobre a História ou do que resta dela.
1985
SG, "Dizeres do Sul", 1993
Mesmo que se trate de música sacra de Haendel
Este som não me preenche a lacuna
A que sal basta para ficar desinfecta.
Melodia de paisagens em língua desconhecida,
Concebida para audições solenes a desoras
De modo a que o ventre a que se refere
Se recorte vago numa qualquer parede de fundo.
Mensagem hidráulica e fetal
De vitais fluidos repleta
Ecoando sinais que remontam às origens
Num caldo de cultura viciado
Com os dados que o Operador manipulou.
A verdade esconde-se assim num retrato genético
Perpetuado em difusas multiplicações
Carentes de uma explicação arrumada e demonstrativa
De uma Lógica anciã e incorrupta
Que alinhe os pontos discerníveis
Numa emocionabilidade pura
Pelas convulsas contorções dos geniais cérebros.
A paz e a procura porque não compatíveis,
Subsistem em contempladas pausas de percurso,
Eivadas desta melodia simples e esmagadora
A que o céu não é estranho.
A noite é ainda madrinha desta encruzilhada
Em que a interrogação se levanta a cada passada
Como o pó dos caminhos velhos que já percorremos.
Embora a imagem que subsiste
Não se afaste muito do espectro embrionário que já fomos,
Começamos a vaguear cansados
Por sobre a História ou do que resta dela.
1985
SG, "Dizeres do Sul", 1993
Motores de busca
Os motores de busca são um dos mistérios mais fascinantes da rede.
Porque embora buscando uma coisa, se acaba por cair noutra completamente diferente.
Já me caíram (no H Gasolim Ultramarino) aqui pessoas em busca das mais fantasiosas coisas.
Hoje caí eu, sem saber como, num e-book.
E surpresa das surpresas...
Os motores de busca são um dos mistérios mais fascinantes da rede.
Porque embora buscando uma coisa, se acaba por cair noutra completamente diferente.
Já me caíram (no H Gasolim Ultramarino) aqui pessoas em busca das mais fantasiosas coisas.
Hoje caí eu, sem saber como, num e-book.
E surpresa das surpresas...
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