04/09/2007

O que é que esta gente tem na cabeça?

Um tipo qualquer da governança a falar de um serviço via net destinado a regularizar automóveis, creio, diz que este mesmo serviço só está disponível para quem tenha cartão de cidadão.
Até aqui, nada de mais. É o costume e aceita-se, se o cartão de cidadão estiver a ponto de se consagrar, vulgarizando-se.
A burrice aparece logo a seguir. Quando ele diz que é para ter a certeza de quem está do outro lado.
Não terá assessores este? Ou serão todos do gabarito do do outro, do blogue tipo almanaque?
É esta gente, com esta inteligência, que nos governa!
Os circunscritos

Eu não acredito que haja um só dos caçados dentro do cerco policial.
A ser verdade que o perímetro se alargou, não sou só eu quem não acredita.
Pode ser que me engane.
Pode muito bem ser que me tenham enganado. Que não exista cerco algum, o que é de resto o mais provável, mas apenas homens espalhados pelo campo.
Do Cabo Espichel ao Cabo Raso



A embocadura do nosso rio.
A Roca mais além.
E no entre mentes, um cabo onírico – o Cabo Verdeão.

Tive hoje a certeza de que ele existia.
Um cabo fluvial, algures a jusante do Ginjal, do Olho de Boi, da Arialva.



Embora os cabos que contam, nas minhas conhecenças, sejam a Roca e o Espichel.
Este é o entre tanto.
Sei lá eu como esta certeza se colou às paredes da mente.

Adaptações da Carta costeira de Jacob Robyn (do cabo Finisterra ao cabo de São Vicente) e da Carta Militar de Portugal do IGEOE.

03/09/2007

02/09/2007

O Verão ainda não acabou

É certo que ainda faltam três semanas.
Mas ver cair as previsões catastróficas todas de forma ruidosa - ruidosa do barulho que eles e os papagaios que arregimentam jamais ouvirão – elas que estavam prenhes de vagas de calor e dias de brasa como nunca igual acontecera, é obra.
E certo é também que essa tropa não aprende sequer com os próprios erros.
Que isso de aprender com eles é coisa própria de outros animais irracionais.
Miss Teen

Diz que a rapariga é Miss Teen da Carolina do Sul em 2007.
Não sei se é se não é. Se é caricatura ou realidade.
O que sei é que não vejo diferença entre ela e grande parte dos jornalistas.
Os mesmos que a glosam.
Afinal que culpa têm todos eles de ser assim?
Porto, 2007

Os outros

De cada vez que faço uma rara concessão à mole, acentua-se na ressaca a minha antiga misantropia.

30/08/2007

O livro

E eis que, da mental bruma, procede uma luz!
Ainda que ténue e ao fundo de uma vereda de dificuldades.
Mas encontrei a prateleira onde, em segunda fila, ele se escondeu.
Não sei se ainda lá está.

29/08/2007

Lisboa, 2007



Num tempo sem preposições.
Vale por nove

E como diz o povo “muita saúde tenha quem já comeu arroz de frango na praia”.
Vale por nove o banho do vinte e nove.
Já banhou?

28/08/2007

E de repente

Vem-me à cabeça que as coisas desimportantes saem da nossa vida pela direita baixa.
E que tornam um dia. No meio de um sonho, de uma recordação.
Hoje, ocorreu-me que havia um tempo em que se descascavam ervilhas. E que era obra encontrar nove delas numa só vagem.
Fui ver. Havia pelo menos uma referência a isso aqui na rede. Vá lá!
O zero

O zero é o elemento absorvente da argumentação.
Lisboa, 2007

26/08/2007

Restos de colecção (63)



Ou como me vejo já um homem proto-histórico.

encontrei uma caixa com coisas desta época e seguintes