31/08/2008

Cheira a fumo

Vê-se o fumo para os lados da Idanha, do Cacém e não há indicação aqui.
A força dos alimentos


imagens da CNN (29 de Agosto de 2005 e 31 de Agosto de 2008)

Um dos meus passatempos é o interesse de leigo pelos fenómenos ditos naturais. Tremores, ventos, chuvas, meteoritos.
Há cerca de três anos (passam dois dias dessa data, fui agora ver à data da imagem acima), comentava com alguém que mediria o impacto do furacão Katrina mais pelos estragos que fizesse do que pelo aparato das manobras de evacuação e da publicidade dos avisos. Disse até que o estado em que ficassem as pontes gémeas seria a minha bitola.
O que aconteceu depois dessa conversa sabe-se e não se sabe agora o que foi.
Nunca consegui encontrar um texto, uma reportagem, um estudo que procurasse separar os estragos directos da tempestade com os indirectos, provocados pelo colapso dos diques.
O colapso dos diques, responsável por grande parte dos estragos e pela inundação de parte da cidade, poderia ter ocorrido com as mesmas consequências devido a um sismo e poderia não ter ocorrido durante a passagem do furacão, o que diminuiria consideravelmente os estragos.
O certo é que, com a tendência actual de argumentos fáceis, acessíveis às moles, misturou-se tudo e tornou-se quase impossível separar as águas, por assim dizer.
Seria importante ter uma ideia dessa separação, sabendo que ela é naturalmente muito difícil de estabelecer em alguns aspectos, para ter uma ideia prospectiva dos estragos causados por uma tempestade tal, numa cidade com ou sem diques.
As imagens que se vêem hoje das filas de trânsito a abandonar Nova Orleães relembram essas outras de há três anos.
Se os diques não resistirem de novo, pouco importa que o furacão seja menos intenso, produza ventos menos violentos.
As pontes gémeas parece que quase nada sofreram em 2005.
Outras pontes, de cota mais baixa e diferente construção, foram varridas.
Nunca se deve negligenciar a força dos alimentos.


imagens do NOAA

29/08/2008

Vale por nove

São João Baptista, decapitação, São João Baptista, baptismo, água.

Não me atrevo a ir mais longe do que a mera junção de conceitos, de elementos, de identidades.
O certo é que presenciei um sem número de banhos do vinte-e-nove daqueles que desciam da serra a comer o arroz de frango à beira-mar.
Era o banho de calças vestidas, de vestidos arregaçados, o baptismo marítimo de uns quantos de entre eles.
O meu cepticismo ginjeiral levava-me a encarar com um sorriso amarelo os incentivos dos circunstantes para que aproveitasse o factor 9 como multiplicador dos registos do dia.
É claro que eu nessa época contava as vezes que me metia dentro de água em cada dia. Mas não fazia contabilidade cumulativa para apresentar ao fim do mês, com o 29 a ter ponderação eneplicada.
Ainda assim, o vinte-e-nove foi sempre marco na vilegiatura, enquanto a fiz à beira-mar.
Só ficou por realizar o banho de burro.
Lembrei-me hoje de uma esbeltíssima companheira de paródia com a qual troquei de sexo certa vez.
Nem ela tinha formas andróginas nem eu passava por mulher, isso mesmo me disse o velho amigo que nos fez beber uma garrafa de verde em plena manhã.
Disse mais, disse que com um homem daqueles também ele...

O que é que isto tem a ver com a degola de São João?
Para que é que eu me fui lembrar de tal coisa?

O que será feito dela?
Benfica

Estes não decidem a nossa vida, por isso as afirmações que proferem apenas merecem citação e nenhuma apreciação.

“A Benfica TV é um projecto estruturante. E quem não perceber isso, é porque não percebe...[...]”
“[...] e quem o negar [que os adversários do Benfica são difíceis] está a mentir!”

As citações são de memória e de duas figuras diferentes, ambas dirigentes do Benfica. A segunda é de hoje, a primeira suponho que o seja também.
O.K., then


capa simulada da Vogue americana encontrada aqui

Sinal dos tempos.

Sarah Palin, Governadora do Alaska, é a candidata dos Republicanos a Vice-Presidente dos E.U.A..

28/08/2008

Verifico

Que as palavras do MAI apenas mostram que a mediocridade é extensiva a todos os que colaboraram para a aprovação do actual regime legal, coisa que é óbvia.
Que se reconhece que a criminalidade aumentou e não é fabricada na imprensa, coisa que salta da observação e da contagem.

Há, reduzindo tudo à forma canónica, que promover o medo entre os criminosos.
Promover o medo de serem capturados, dando às polícias os meios e o comando eficaz.
Promover o medo de, em seguida, serem castigados, com leis penais que sejam duras.
Não conheço outra forma de travar o crime.
A dureza das leis também dá aos cidadãos cumpridores uma sensação de conforto e de vingança, ao ver que elas são aplicadas a quem pratica o crime. É isso de evitar? A sê-lo, por que razão?

Precisamos de erradicar as ideias legislativas que vão de acordo a desejos, a ideais inencontráveis e não à observação da realidade.
Esta gente que nos desgoverna continua refém desses ideais e é completamente incapaz de se aperceber que os ideais não se conformam com a vida dos comuns. É incapaz e será incapaz. Não consegue ver além do nariz.
Eu bem me parecia

Mas como não houve repetições nem câmara lenta...
Foi mesmo penalti.

Barac bac bac ou um momento reality show barato aqui no H Gasolim.
O desnorte

Andava eu aqui para promover o passatempo “Fotografe o seu polícia à noite, na sua vizinhança e ganhe um prémio”, quando zuca, o desnorte a que a coisa chegou fez com que, para inglês ver, se pusesse a aviação no ar, a marinha no mar e a tropa a marchar! – ainda tive a oportunidade de ver passar o helicóptero cinematográfico por cima da minha cabeça, a altas horas.
Esta gente que assim nos desgoverna não tem culpa de não ser capaz de nada perceber.
Nasceu assim e assim há-de morrer. A culpa é nossa que permitimos que tais cabeças acabem com o resto. Não me canso de o repetir, mas eles são tão maus, tão maus!
Ribeira de Santarém, 2006

26/08/2008

Ao Crato


da página da C.M. Crato

Por memórias.
Era para lá ter ido hoje.
Não sou nem nunca fui de espectáculos musicais. Já aqui o disse.
A verdade é que ainda assim já vi uns quantos. E já me dei mesmo ao trabalho de abalar a caminho do Crato para ver os Beach Boys.
Iria lá hoje de novo para ouvir ao vivo o som improvável dos Vaya con Dios como se estivesse num crepúsculo soalheiro estranhamente a ouvi-los no café por detrás da minha casa do sul.
A escassos metros do som dos cantadores chãos que vai para meio século me embalavam.
A anos-luz dessa mesa de café em que criei uma forte memória das músicas deste grupo.
Daquelas que sabemos de imediato nos vão marcar para sempre.
Despedia-me ali da parte de leão da minha vida. Não interessa quantos anos viva.

às 23:45: O meu amigo C.J. fez-me uma maldade. Ligou-me de lá.
Inutilidades

Não há lei que consiga colocar inteligência nas cabeças que dela carecem.
Enquanto os burros continuarem onde estão, não há nada que se possa fazer por Portugal.
Ilustrações

A ligação está em baixo, pelos vistos. Não há bonecos.
Peço desculpa por esta anomalia.
A8, 2005

Os dois suspeitos

“Foram seguidos pelos dois suspeitos” – diz a jornalista, no relato do crime ocorrido na estação de Boliqueime.
Será “alegadamente” possível explicar a esta criatura o que é um “suspeito”?