17/09/2008

Uma lei que

Dedica parte do seu articulado a substituir “poder paternal” por “responsabilidades parentais” diz o quê a respeito de quem a produz?
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 5

E agora a pergunta de 1 000 000 000 000 000 000 000 000 ZWD*

Qual é a S.I.C. mais interessante da R.T.P.?


*Dólares zimbabueanos (ISO 4217)

16/09/2008

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 4

Zero

É o Sporting desta noite.
Não acredito que melhore na segunda parte.
Pode até vir de lá como veio de Madrid, há dias.
Frases feitas

Nada como ter as frases feitas, experimentando a vertigem do diálogo cibernético.
Descobri o Robô Ed na Máquina de Textos.


O robô Ed é parte do programa Conpet do governo brasileiro.
Notas radicais (I)

De vez em quando sinto a necessidade de pôr os pés na terra.
Os pés, ainda que calçados, na terra que foi dos meus ancestrais. De onde arrancámos, de longe até mim, a sobrevivência.
Imagino-os ali, sujeitos às pragas, às secas, menos às chuvas e aos ventos, à bandidagem e imunes às grandes revoluções do mundo.
Ali onde tirei água do poço, onde colhi a fruta das árvores, onde apanhei os ovos no galinheiro, onde assisti à matança dos porcos.
Por onde andei de carro de parelha, entre chaparros ou vacas, bordejando a seara, atravessando barrancos ou atasqueiros.
Num tempo em que media em séculos a distância entre as minhas duas vidas.
Ensinado que fui que é ali sempre o último reduto, de espingarda na mão, nada temo.


fotografia muito a propósito de João Espinho

15/09/2008

Mais uma maré

De vez em quando chegam estas divertidas marés.
Já havia dois anos e tal que não ouvia repetir tanto a querela entre criacionistas e outros afins.


imagem da Sky News

13/09/2008

E.N. 221, 2005



Esta foto encarta com uma outra publicada num blogue que consta aqui da lista dos favoritos e que ainda está visível na página de rosto.
Alguém descobre qual é esse blogue que nos brinda com belíssimas fotografias?

*actualizado em 15 de Setembro, às 19:00: o blogue de que falo é o Aguaceiro. A fotografia é esta.

12/09/2008

Penoso

Ouvir a generalidade dos jornalistas a propósito do que significa a experiência em curso no LHC do CERN. E as perguntas que fazem.
Aquilo não é ignorância. É algo muito mais profundo. É crença atávica.
Para o diabo

Já lhe ouvi chamar muita coisa. Ao Diabo.
E também já ouvi muitas vezes invocar o seu nome em troca de algo mais improvável.
Do que já não me lembrava era do tempo em que se chamava diabo ao cesto da gávea. Haja algum sentido na lenda ou não.

Eu acho piada a Chávez. Sempre achei. Gosto do estilo truculento e populista do homem. Muito provavelmente porque ele está lá longe, do outro lado do mar.
Espero que a truculência não o torne perigoso demais.
Destaque

Num tempo de tanta boçalidade na política, de tanto mentecapto a ditar sentenças ininteligíveis, cumpre dar nota quando se tropeça em alguém que se destaca dessa lama.
Paulo Rangel, do PSD, é um desses tipos. Ainda os há assim capazes.

11/09/2008

O Túnel



Por uma daquelas coincidências que cada um fabrica à sua maneira, acabei de ler há dois dias “O Túnel” de Bernhard Kellermann.
O interesse da obra é pouco. No entanto, há ali qualquer coisa de visionário. Mesmo que escrito numa época em que o progresso era só por si o interesse de uma parte das élites e em que os sinais já há muito se encaminhavam para a construção do túnel da Mancha – concluído em 1994, 81 anos depois do livro escrito.
Nesta obra, o túnel de que se fala não é o da Mancha, já construído e banalizado no enredo.
É de outro mais ambicioso, ligando a França à Finisterra, a Finisterra aos Açores, os Açores às Bermudas e as Bermudas à América do Norte.
E é um acidente grave durante a construção o que quase põe em causa a sua conclusão.

Este acidente de hoje na Mancha, embora ainda de recortes pouco precisos, parece menor do que o de 1996.
Mas deve ser complicado estar lá dentro numa altura destas.

10/09/2008

Matéria e energia



Lá pela primeira infância, tinha um sonho recorrente em que era teletransportado a partir de uns nichos de resguardo que havia nos túneis de acesso ao Metro da Rotunda.
Nesses nichos, visíveis e todavia inescrutáveis para quem se dirigia ao Metro, havia uns potentes feixes que me reduziam a energia, transportando-me nessa forma para outras paragens onde voltava a ser eu.
Esta coisa da matéria e da energia – o que é uma e o que é outra, em que pontos se confundem e deixam de confundir – é talvez o maior desafio da ciência actual.
Veremos se a experiência de hoje traz alguma novidade.

09/09/2008

Os genéricos

Nunca percebi que assunto têm os medicamentos genéricos para se fazer tanto barulho e há tantos anos à volta deles.
Pitões das Júnias, 2001

08/09/2008

As licenças

Sempre a mesma conversa de cartilha para imbecis.
As licenças da obra onde se deu o acidente em Braga. Afinal estavam em ordem.
O que é que isso contribui ou releva para o apuramento das causas?
A cor da camisa do engenheiro responsável não será também importante?
E o carro em que se deslocavam os operários? Tinha a inspecção em dia?
O tipo que reporta não distingue entre uma plataforma elevatória e uma grua. Chama-lhe portanto grua.
Este jornalismo é tão rasca. Tão rasca.