14/10/2008

OVNI

Tomei conhecimento, já há uns meses, de que hoje haveria um encontro do 3º grau ou menor.
Foi através de buscas que caíram aqui* no H Gasolim e que alvejavam ocorrência tal.
Por algumas leituras que fiz, a partir de cadeias de links assim iniciadas, fiquei com a ideia de que o Homem (a parte da humanidade alheada da coisa) entraria hoje finalmente na Idade dos Outros, em que outras formas de vida, não terráqueas, dariam finalmente as caras ou o equivalente lá na sua morfologia.
Até agora, nada.
Acho que vou pedir o meu dinheiro de volta ali à bilheteira e já venho.
De quantas anunciações destas há notícia só nos séculos XX e XXI? É uma boa investigação para fazer, um dia destes.

* As pesquisas que deram à costa aqui foram em português. Em inglês, dá para perceber melhor a dimensão da coisa.

Corrigenda ainda a tempo: titular de OVNI um tal post é um perfeito disparate, já que se trata de algo muito bem identificado.

13/10/2008

Concursos

Uma coisa que é ilustrativa do tipo de exigência que anda pela RTP é a repetição de sessões de concursos.
Nem sequer se dão ao trabalho de assinalar como repetição.
Para quê?
A sessão que foi emitida hoje do Preço Certo é a mesma do dia 31 de Julho. E isto não é coisa nada rara.
Barac bac bac

Já lá vão muitos anos – tantos como trinta – desde que um dos meus amigos me ensinou que barac bac bac era a fala dos porcos.
Fê-lo em circunstâncias tais que ainda hoje me lembro de todos os detalhes. Metia mulheres, pois claro. E copos.
Vínhamos de um tempo e de um modo em que não passaria pela cabeça a nenhum de nós discorrer sobre os suínos mais do que essas três palavras ditas de empreitada.
Havia, é claro, a sabedoria popular da trombada de porco que tanto atira para cima como para baixo. O que significa que o porco podia, pode ser o meio rápido da fortuna e de pronto o meio rápido da falência.
No final desta semana, alguns dos meus amigos reunir-se-ão em congresso. Lá para Ourique, no mesmo sítio onde tantas vezes bebemos até de manhã, ao som dos conjuntos mais esquecíveis, na companhia das mulheres mais inesquecíveis.
Será sobre o porco que falarão. Barac bac bac digo eu aqui de longe.
Irão gentes de toda a Ibéria e de quase todo o Alentejo, como diria ainda um dos ausentes que está de boa saúde.
Barac.

12/10/2008

O prémio Capitão Moura

O prémio Capitão Moura, do qual se pode dizer muita coisa e o seu contrário, serve, pelo menos, para mostrar a realidade. Para mostrar como o país é, a pretexto da bola e a uma escala de bairro ou dos pequenos aglomerados populacionais.
A maior parte das críticas que lhe vi serem feitas podiam ir direitinhas para qualquer outro programa que trate as pessoas com o realismo possível.
Não vejo diferença entre a lógica argumentativa dos candidatos ao prémio Capitão Moura e a da maioria das figuras que nos governam, bem como de todas as outras, por aí abaixo em responsabilidade, até voltarmos aos primeiros.
Haverá diferença de vocabulário, de articulação, de expressão. De essência é que não há.
Mas há uma diferença de facto.
Estas pessoas aparentemente não têm pretensões em enganar os outros, no sentido de se fazerem passar pelo que intelectualmente não são.

O homem de quem aqui falei certa vez era uma fusão do Visconde da Apúlia e do Sr. António de Balasar.
Entre muitas outras coisas, aprendi com ele a fazer como lá na “Auto-Critério”.
Lisboa, 2008

11/10/2008

E por falar em Sendim

Sempre me intrigou aquela fotografia a meio da sala de jantar da Gabriela.
Ainda ontem lancei o desafio de lá ir olhar para ela.
Direito

No preciso momento em que ouço alguém levar o Direito Constitucional para o campo da ciência exacta deixo de levar a sério essa pessoa.
Uma situação pouco vulgar

Esta da água nos chegar de sueste. E em força. Veremos o que acontece.


imagem do IM (clicar sobre para ver a actualização respectiva)
???

Há uma pós-graduação em “gestão de fraude”?

09/10/2008

O desafio à medida

Aparecemos ali, eu e a corte, mais para ajuizarmos da veracidade dos boatos que circulavam sobre a utilização menos digna que as instalações do Estado tinham de noite do que para responder ao desafio que a Igreja lançara.
Ou talvez não tivesse sido a Igreja, talvez fosse coisa dos jornais, das vozes do mundo, um boato como o primeiro. Tratava-se de medir a altura do Cristo-Rei com um erro a menos de...
Sei que me vi lá dentro, visitante entre o furtivo e o assinalado. A grande estátua representava um Cristo de joelhos nus, um deles flectido, e estava aposta na fachada sul da torre.
Recordo-me de ter visto uma colecção de prelados de púrpura, reconheci até um deles, reunidos na mesma sala onde me encontrava, meio dissimulado atrás de uns reposteiros e de onde tinha acesso a um dos óculos que são as janelas do edifício. Local de onde podia proceder à triangulação.
Usei o joelho saliente e os dedos do pé da mesma perna da figura.
Das contas que fiz não houve notícia. Mas acertei e quebrei o feitiço da Esfinge, digo do Cristo-Rei.

07/10/2008

O pescador das arribas

Temo muita vez que as palavras dos políticos reflictam as suas verdadeiras convicções. Particularmente quando, como agora, há que dirigir o discurso para as massas.
Parecem-me o pescador que se arrisca, arriba abaixo, para junto do mar alteroso tentar a pesca.
É difícil distinguir entre o inconsciente e o temerário.
Cosovo

Em diplomacia, quase nunca há razões. Há interesses, todos o sabemos.
Gostava eu de saber quais são eles no caso do reconhecimento da independência do Cosovo que se anuncia na imprensa.
Fica-se com a ideia de que a relutância de ir a correr atrás dos outros afinal nada queria significar a não ser talvez o marcar de uma posição através do atraso em si mesmo.
Mas sem sabermos mais, pouco mais se pode dizer.

06/10/2008

Lisboa, 2008



Intriga-me o facto de me ver amiúde no Mundo de Alice.
Poesia

A misteriosa forma como funciona a mente humana gera por vezes estranhas formas poéticas.
O meu hábito, cada vez mais raro, de ainda ver de onde chegam as visitas a estas páginas, proporciona-me algumas surpresas dessas.
Alguém que aqui chegou à procura da origem dos comboios de antigamente também se interrogará sobre o seu destino? O dos comboios, claro.
Sudoeste

05/10/2008

E sim

A questão da atribuição das casas da Câmara de Lisboa mostra, pela forma ligeira como foi tratada por todos os partidos, o podre que a coisa está.
Esta tropa não sabe, não percebe, não alcança o grau de injustiça que uma coisa destas suscita.
Dá-me vontade de rir a expressão “dar casas a artistas”. Cheira-me logo a uma arte inqualificável. A de passar à frente dos outros. Que é uma arte, sans doute*.


* em francês, que é para se adequar a esta camarilha.
Outra coisa que me faz espécie

É esta de os cientistas envolvidos em missões espaciais e afins se referirem, quando entrevistados, à possibilidade da existência de vida sempre nos moldes terráqueos.
Ainda não ouvi um que fosse que admitisse a existência de vida para além desta que conhecemos agarrada a átomos de carbono.
Isto faz-me espécie. Já o disse aqui e repito-o agora que estou a ouvir um dos responsáveis pela missão Phoenix em Marte, o qual já recitou a cartilha.
Nos sapatos do fotógrafo enquanto jovem (cena 3)*



Lisboa, ruas Isidoro Viana e Chaby Pinheiro, 1988 e 2008

* as cenas 1 e 2 não foram numeradas então.