17/06/2010
15/06/2010
14/06/2010
12/06/2010
10/06/2010
09/06/2010
A banalização do erro
Dizia um escritor que muito aprecio que a estupidez não era nova, o que era novo era a sua universalidade.
Pondo as minhas reticências à ideia que haja também algo de novo na universalidade da dita estupidez, parece-me que, a haver algo de novo, é esta multiplicação de espelhos fátuos que faz com que o erro se multiplique, se banalize e seja encarado de forma tão natural como o acerto.
O facto de se ver, de se ouvir, de se ler demasiadas vezes a mesma inconsequência racional e lógica deriva numa aceitação dessa inconsequência que a torna normal, natural.
Já aqui escrevi sobre as questões com que este mundo errático e erróneo mais me contempla.
Ou que eu nele contemplo.
Ocorreu-me isto hoje face a alguém que é de opinião que amanhã, 10 de Junho de 2010, não é quinta-feira.
E que face ao meu desacordo se barrica dizendo justamente que tem direito a ter uma opinião diferente da minha.
Não lhe nego esse direito. Alguém lho nega?
O que não acho é que seja uma coisa normal, natural. Merecedora de atenção.
Dizia um escritor que muito aprecio que a estupidez não era nova, o que era novo era a sua universalidade.
Pondo as minhas reticências à ideia que haja também algo de novo na universalidade da dita estupidez, parece-me que, a haver algo de novo, é esta multiplicação de espelhos fátuos que faz com que o erro se multiplique, se banalize e seja encarado de forma tão natural como o acerto.
O facto de se ver, de se ouvir, de se ler demasiadas vezes a mesma inconsequência racional e lógica deriva numa aceitação dessa inconsequência que a torna normal, natural.
Já aqui escrevi sobre as questões com que este mundo errático e erróneo mais me contempla.
Ou que eu nele contemplo.
Ocorreu-me isto hoje face a alguém que é de opinião que amanhã, 10 de Junho de 2010, não é quinta-feira.
E que face ao meu desacordo se barrica dizendo justamente que tem direito a ter uma opinião diferente da minha.
Não lhe nego esse direito. Alguém lho nega?
O que não acho é que seja uma coisa normal, natural. Merecedora de atenção.
08/06/2010
Zoogmatismo
Um dos meus velhos amigos referia a palavra zoogmatismo para designar a influência que um animal pudesse ter sobre outro por via do olhar.
Dizia ele que era fácil para um homem zoogmatizar uma galinha. Tal como algumas serpentes zoogmatizavam as suas presas antes da captura.
Ouve-se dizer já que é preciso agora mexer na lei da paternidade.
Até à data, dada a natureza das coisas, apenas um e um só homem podia ser pai e uma e uma só mulher podia ser mãe de uma criança.
Claro que em alguns casos, nem o pai era o pai nem a mãe era a mãe de facto. Mas a verosimilhança fazia com que assim fosse, a cada pessoa um só pai e uma só mãe.
Enquanto a Natureza continua a insistir em que o ser humano (e mais uns quantos seres) apenas possa advir da conjunção de um macho e de uma fêmea, ainda que, desde o século XX, possam nunca se ter cruzado, há já quem ache que, já que os pais (o pai, um só) afinal não são os pais e as mães (mãe, como é sabido, há só uma) não são as mães de facto – chamam a essas e esses as e os biológicos – não faz mal nenhum que uma pessoa tenha dois (por que não sete?) pais e duas (ainda que haja só uma) mães? Ou mesmo três mães e dois pais, numa generosa full-hand de cinco dedos (ou serão cem?), why not?
Retomo aqui, a propósito e inspirado no mui censurado Prof. Paulo Otero, o zoogmatismo do meu amigo.
Se zoogmatizar pode ser sinónimo de olhar, por que não ir também “modernamente” mais longe e adoptar essa palavra para designar o animal que olha, que vela por?
Por uma criança.
É ou não verdade que os animais têm dado provas de protecção e de cuidado que muitos pais não dão?
Assim sendo, que diferença faz que um cão seja mãe de uma criança ou uma cadela seja um trio de pais de outra? Não vejo que haja que discriminar nem em espécie, nem em género nem em número.
Há por aí muitos defensores acérrimos – com argumentos que eles acham razoáveis – só do que lhes interessa.
Que cada um defenda o que lhe interessa parece-me bem.
Agora que pretenda ser razoável, racional e até universal (no sentido de aberto a todas as variantes e possibilidades) na defesa dos seus interesses é que já me parece estupidez pura e dura.
Quase sempre decididos os que o fazem a proibir os argumentos e as manifestações de interesses contrários aos seus.
O que de resto faz sentido. Uma vez que os seus argumentos são demasiado frágeis.
Um dos meus velhos amigos referia a palavra zoogmatismo para designar a influência que um animal pudesse ter sobre outro por via do olhar.
Dizia ele que era fácil para um homem zoogmatizar uma galinha. Tal como algumas serpentes zoogmatizavam as suas presas antes da captura.
Ouve-se dizer já que é preciso agora mexer na lei da paternidade.
Até à data, dada a natureza das coisas, apenas um e um só homem podia ser pai e uma e uma só mulher podia ser mãe de uma criança.
Claro que em alguns casos, nem o pai era o pai nem a mãe era a mãe de facto. Mas a verosimilhança fazia com que assim fosse, a cada pessoa um só pai e uma só mãe.
Enquanto a Natureza continua a insistir em que o ser humano (e mais uns quantos seres) apenas possa advir da conjunção de um macho e de uma fêmea, ainda que, desde o século XX, possam nunca se ter cruzado, há já quem ache que, já que os pais (o pai, um só) afinal não são os pais e as mães (mãe, como é sabido, há só uma) não são as mães de facto – chamam a essas e esses as e os biológicos – não faz mal nenhum que uma pessoa tenha dois (por que não sete?) pais e duas (ainda que haja só uma) mães? Ou mesmo três mães e dois pais, numa generosa full-hand de cinco dedos (ou serão cem?), why not?
Retomo aqui, a propósito e inspirado no mui censurado Prof. Paulo Otero, o zoogmatismo do meu amigo.
Se zoogmatizar pode ser sinónimo de olhar, por que não ir também “modernamente” mais longe e adoptar essa palavra para designar o animal que olha, que vela por?
Por uma criança.
É ou não verdade que os animais têm dado provas de protecção e de cuidado que muitos pais não dão?
Assim sendo, que diferença faz que um cão seja mãe de uma criança ou uma cadela seja um trio de pais de outra? Não vejo que haja que discriminar nem em espécie, nem em género nem em número.
Há por aí muitos defensores acérrimos – com argumentos que eles acham razoáveis – só do que lhes interessa.
Que cada um defenda o que lhe interessa parece-me bem.
Agora que pretenda ser razoável, racional e até universal (no sentido de aberto a todas as variantes e possibilidades) na defesa dos seus interesses é que já me parece estupidez pura e dura.
Quase sempre decididos os que o fazem a proibir os argumentos e as manifestações de interesses contrários aos seus.
O que de resto faz sentido. Uma vez que os seus argumentos são demasiado frágeis.
Incompetência
Recordo-me, nestes últimos anos, de 2001 para cá, pelo menos de três (com este) casos similares de pessoas desaparecidas com os respectivos automóveis que apareceram mortas, ao que tudo indica vítimas de acidente.
Em relação a este último caso, da desgraçada miúda de Lamego, ocorre-me esta dúvida:
Gastou-se tempo e dinheiro com barcos e mergulhadores e mais sei lá o quê e só com recurso ao rappel, a crer nas notícias, é que se descobriu o carro, este tempo todo depois? Mesmo havendo a suspeita de que se tratava de um caso semelhante aos outros mencionados?
Não há em tudo isto, como no caso de Graça Oliva e de José d’Orey uma entranhada incompetência?
Parece-me bem que há.
Se não houvesse, é que seria de espantar.
Recordo-me, nestes últimos anos, de 2001 para cá, pelo menos de três (com este) casos similares de pessoas desaparecidas com os respectivos automóveis que apareceram mortas, ao que tudo indica vítimas de acidente.
Em relação a este último caso, da desgraçada miúda de Lamego, ocorre-me esta dúvida:
Gastou-se tempo e dinheiro com barcos e mergulhadores e mais sei lá o quê e só com recurso ao rappel, a crer nas notícias, é que se descobriu o carro, este tempo todo depois? Mesmo havendo a suspeita de que se tratava de um caso semelhante aos outros mencionados?
Não há em tudo isto, como no caso de Graça Oliva e de José d’Orey uma entranhada incompetência?
Parece-me bem que há.
Se não houvesse, é que seria de espantar.
07/06/2010
06/06/2010
05/06/2010
04/06/2010
03/06/2010
Ermamento
No princípio era o ermamento. Ou talvez não.
Hoje, os passos são dados para lá voltarmos. Desta vez são as escolas que fecham.
Talvez conviesse, como já disse aqui, escrutinarmos um limite.
Aquele a partir do qual outros, menos habituados aos níveis de riqueza que os que abandonam o campo pretendem manter, ocupam o território que assim lhes deixamos.
É esta a história do mundo.
Entretanto, andamos a discutir a regionalização. Como se tivéssemos massa crítica para tal. Como se houvesse alguém, para além dos boçais que se conhecem, tirante as honrosas e raras excepções que cabe assinalar, para ocupar cargos nessas autarquias.
Como se não fôssemos assistir a um copiado festival de endividamento, rotundas e equipamentos sociais que para nada servem.
E mensagens dos presidentes!
No princípio era o ermamento. Ou talvez não.
Hoje, os passos são dados para lá voltarmos. Desta vez são as escolas que fecham.
Talvez conviesse, como já disse aqui, escrutinarmos um limite.
Aquele a partir do qual outros, menos habituados aos níveis de riqueza que os que abandonam o campo pretendem manter, ocupam o território que assim lhes deixamos.
É esta a história do mundo.
Entretanto, andamos a discutir a regionalização. Como se tivéssemos massa crítica para tal. Como se houvesse alguém, para além dos boçais que se conhecem, tirante as honrosas e raras excepções que cabe assinalar, para ocupar cargos nessas autarquias.
Como se não fôssemos assistir a um copiado festival de endividamento, rotundas e equipamentos sociais que para nada servem.
E mensagens dos presidentes!
02/06/2010
Num mundo de doidos
A evolução do homem levou o indivíduo médio a ser cada vez mais racional. É esse o retrato que faço.
As expectativas de racionalidade que temos – que eu tenho e que muitos partilham – não correspondem no entanto ao mundo.
Logo, a nossa visão está errada. É o tal “acho que não mas espero que sim” numa versão algo distorcida.
Aqui de longe, cheio de preconceitos e apenas baseado no que li e que ouvi em diversos sítios, parece-me encerrado o caso do taxista que matou a tiro doze pessoas hoje em Inglaterra.
Parece-me de eliminar a opção do assassino hibernado a soldo do bloco de Leste ou dominado pelo extremismo maometano.
E irrelevante uma versão dos crimes do ABC.
Não vejo portanto o que é que há para investigar.
Mas a polícia aparentemente diz que há.
Talvez queiram recuperar informação do cérebro morto do taxista como se se tratasse de uma caixa negra.
Acho que vivemos num mundo de doidos.
A evolução do homem levou o indivíduo médio a ser cada vez mais racional. É esse o retrato que faço.
As expectativas de racionalidade que temos – que eu tenho e que muitos partilham – não correspondem no entanto ao mundo.
Logo, a nossa visão está errada. É o tal “acho que não mas espero que sim” numa versão algo distorcida.
Aqui de longe, cheio de preconceitos e apenas baseado no que li e que ouvi em diversos sítios, parece-me encerrado o caso do taxista que matou a tiro doze pessoas hoje em Inglaterra.
Parece-me de eliminar a opção do assassino hibernado a soldo do bloco de Leste ou dominado pelo extremismo maometano.
E irrelevante uma versão dos crimes do ABC.
Não vejo portanto o que é que há para investigar.
Mas a polícia aparentemente diz que há.
Talvez queiram recuperar informação do cérebro morto do taxista como se se tratasse de uma caixa negra.
Acho que vivemos num mundo de doidos.
01/06/2010
Buraco
Sempre me impressionaram as visões (diria sensações) do chão a fugir por debaixo dos pés.
Esta imagem intriga-me pela sua regularidade. Não creio que seja fruto do acaso.

trecho de imagem da Associated Press, copiada do Daily Mail
Sempre me impressionaram as visões (diria sensações) do chão a fugir por debaixo dos pés.
Esta imagem intriga-me pela sua regularidade. Não creio que seja fruto do acaso.

trecho de imagem da Associated Press, copiada do Daily Mail
Discriminação
É considerar um burro com asas menos digno do que um Pégaso.

ilustração em http://www.philseed.com/pegaso.html
É considerar um burro com asas menos digno do que um Pégaso.

ilustração em http://www.philseed.com/pegaso.html
31/05/2010
De vez em quando
Somos lembrados das evidências.
Daquilo que todos sabemos e que só alguns apuram.

trecho de fotograma das Forças Armadas de Israel
(clicar para aceder à página respectiva)
Somos lembrados das evidências.
Daquilo que todos sabemos e que só alguns apuram.

trecho de fotograma das Forças Armadas de Israel
(clicar para aceder à página respectiva)
30/05/2010
Mais um chuto
Depois de, em Março de há dois anos, me ter aventurado a dar um chuto de números para a contagem dos professores manifestantes, vai agora um para a manifestação de ontem. 300 000???
Cada comunista valerá por quatro?

as contabilizações das áreas divergem das feitas em 2008, por nessa altura ter sido utilizada apenas a faixa de rodagem no Marquês, central da Avenida e central dos Restauradores.
Excluí outras artérias e o topo sul dos Restauradores, atrás do palanque.
Depois de, em Março de há dois anos, me ter aventurado a dar um chuto de números para a contagem dos professores manifestantes, vai agora um para a manifestação de ontem. 300 000???
Cada comunista valerá por quatro?

as contabilizações das áreas divergem das feitas em 2008, por nessa altura ter sido utilizada apenas a faixa de rodagem no Marquês, central da Avenida e central dos Restauradores.
Excluí outras artérias e o topo sul dos Restauradores, atrás do palanque.
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