14/12/2011
13/12/2011
12/12/2011
Inconstitucionalissimamente
Ora aí está!
Uma vez em que esta bizarra palavra, que vem ad hoc das charadas, se afigura necessária para ilustrar o modo de pensar dos que julgam que considerar um limite para um deficit como palavra da Constituição tem algum tipo de relevância para a vida nos anos que temos pela frente. Ou para quaisquer outros, sendo que a ideia se refere aos que temos de imediato pela frente.
E é isto que esta gente anda a discutir!
Inconstitucionalissimamente e rematadissimamente...
Ora aí está!
Uma vez em que esta bizarra palavra, que vem ad hoc das charadas, se afigura necessária para ilustrar o modo de pensar dos que julgam que considerar um limite para um deficit como palavra da Constituição tem algum tipo de relevância para a vida nos anos que temos pela frente. Ou para quaisquer outros, sendo que a ideia se refere aos que temos de imediato pela frente.
E é isto que esta gente anda a discutir!
Inconstitucionalissimamente e rematadissimamente...
Uma espécie de boletim
Há quem compre estações meteorológicas (é um dos meus sonhos de consumo) e quem se dedique voluntariamente a recolher dados de forma sistemática.
Dados esses assim recolhidos que informaram durante décadas os boletins oficiais.
E há quem faça coisas destas, com um método muito pouco científico, mais poético do que prosaico como conviria à precisão:

(clicar para ler, ende querendo)
Há quem compre estações meteorológicas (é um dos meus sonhos de consumo) e quem se dedique voluntariamente a recolher dados de forma sistemática.
Dados esses assim recolhidos que informaram durante décadas os boletins oficiais.
E há quem faça coisas destas, com um método muito pouco científico, mais poético do que prosaico como conviria à precisão:

(clicar para ler, ende querendo)
11/12/2011
10/12/2011
O meu reino por uma macro
Há, cada vez mais, uma cópia de ocasiões em que suspiro por uma macro que me substitua em trabalho de escravo.
Os erros que cometo assustam-me.
Em matéria de coisas feitas aqui na máquina e susceptíveis de a ela serem ensinadas, prefiro perder tempo a ensiná-la a fazê-las do que a corrigir depois os erros deixados por mim.
A concentração a que a programação obriga, muito depressa se dilui no trabalho repetitivo.
Há, cada vez mais, uma cópia de ocasiões em que suspiro por uma macro que me substitua em trabalho de escravo.
Os erros que cometo assustam-me.
Em matéria de coisas feitas aqui na máquina e susceptíveis de a ela serem ensinadas, prefiro perder tempo a ensiná-la a fazê-las do que a corrigir depois os erros deixados por mim.
A concentração a que a programação obriga, muito depressa se dilui no trabalho repetitivo.
08/12/2011
07/12/2011
06/12/2011
05/12/2011
Vamos à Lua!
Há uma vida atrás, numa tasca em plena Estrada de Benfica havia um magnífico quadro ou retábulo (não sei se lhe não hei-de chamar ex-voto) que consagrava o Grupo Almoçarista Fomos (ou Vamos, esta memória...) à Lua.
Era uma bela composição com as fotos dos baconautas e a competente nave alunada (estaria alunada?... esta memória...). E tinha uma data que a mesma memória que aqui já tanto pus em causa, situa nos finais dos anos 50, princípios de 60. Visionários, portanto.
Se quiser ser poético e simbolista, poderei dizer que acho que acabava por entrar lá mais vezes por causa do ex-voto do que pelo vinho ou pelos petiscos, dos quais não me ficou memória asseada.
Estava ali, num sítio já distante da recordada Estrada de Benfica, por detrás do balcão, e também já ilibado da cena de tiros ocorrida havia pouco e da qual um pedaço de chumbo torcido cravado na ombreira esquerda, de quem entra, da porta do corredor ainda era testemunho, quando me decidi a ligar um computador portátil que afinal nunca possuí e cuja posse pretendo postergar até que a tal seja obrigado.
Dessa ligação resultou uma outra, a uma rede social qualquer, e note-se que das redes sociais digo o mesmo do que dos computadores portáteis, que me informou em directo, simultâneo e a cores de que o carola cujas palavras estava lendo tinha acabado de fechar um negócio da China. Da China, não sei, agora todos sabemos como são os negócios dos chineses mas dos da China estamos menos bem informados.
Adiante. O que homem queria dizer, a mim e aos outros da simultânea, era que tinha acabado de comprar o negócio montado pela Virgin para a ida à Lua.
Os da Virgin, sabe-se lá por quê, depois das voltinhas à volta da Terra tinham decidido ir à Lua e depois não.
E era nesse não que se agarrava o nosso carola, eu próprio, e uns quantos mais, mal dormidos na certa. Ou mal deitados, que vem quase a dar no mesmo.
Ao nosso carola só lhe faltava uma coisa – o dinheiro. Por isso começara naquele mesmo momento atrás referido ou um pouco depois uma subscrição para o arranjar.
Já tinha na página um local, como nos cartazes das festas das nossas aldeias, em que se iam somando logotipos de empresas nacionais, adiante se verá a razão de serem e só serem nacionais, e o não menos competente contador de euros que, surpreendentemente ou não, deixava antever que, àquele ritmo, descontando é claro a tesão do mijo, chegaria a bom porto ou neste caso à mala para entregar aos da Virgin até ao fim do mês. Mais do que dentro do prazo de não sei quantos dias (não sei mesmo, não foi a memória que aqui me traiu) que a Virgin tinha estabelecido para fechar o negócio.
Eu, atrás do balcão, tinha deixado de prestar atenção aos pedidos dos clientes e apenas os convencia das maravilhas que uma tal empresa aportava à Pátria, já que o carola fazia questão, sabe-se lá como poderia ele certificar-se de tal, de só aceitar contributos lusos, agindo assim eu como agente empenhadíssimo de tal indústria.
Não é preciso dizer que acordei tarde e a más horas.
Há uma vida atrás, numa tasca em plena Estrada de Benfica havia um magnífico quadro ou retábulo (não sei se lhe não hei-de chamar ex-voto) que consagrava o Grupo Almoçarista Fomos (ou Vamos, esta memória...) à Lua.
Era uma bela composição com as fotos dos baconautas e a competente nave alunada (estaria alunada?... esta memória...). E tinha uma data que a mesma memória que aqui já tanto pus em causa, situa nos finais dos anos 50, princípios de 60. Visionários, portanto.
Se quiser ser poético e simbolista, poderei dizer que acho que acabava por entrar lá mais vezes por causa do ex-voto do que pelo vinho ou pelos petiscos, dos quais não me ficou memória asseada.
Estava ali, num sítio já distante da recordada Estrada de Benfica, por detrás do balcão, e também já ilibado da cena de tiros ocorrida havia pouco e da qual um pedaço de chumbo torcido cravado na ombreira esquerda, de quem entra, da porta do corredor ainda era testemunho, quando me decidi a ligar um computador portátil que afinal nunca possuí e cuja posse pretendo postergar até que a tal seja obrigado.
Dessa ligação resultou uma outra, a uma rede social qualquer, e note-se que das redes sociais digo o mesmo do que dos computadores portáteis, que me informou em directo, simultâneo e a cores de que o carola cujas palavras estava lendo tinha acabado de fechar um negócio da China. Da China, não sei, agora todos sabemos como são os negócios dos chineses mas dos da China estamos menos bem informados.
Adiante. O que homem queria dizer, a mim e aos outros da simultânea, era que tinha acabado de comprar o negócio montado pela Virgin para a ida à Lua.
Os da Virgin, sabe-se lá por quê, depois das voltinhas à volta da Terra tinham decidido ir à Lua e depois não.
E era nesse não que se agarrava o nosso carola, eu próprio, e uns quantos mais, mal dormidos na certa. Ou mal deitados, que vem quase a dar no mesmo.
Ao nosso carola só lhe faltava uma coisa – o dinheiro. Por isso começara naquele mesmo momento atrás referido ou um pouco depois uma subscrição para o arranjar.
Já tinha na página um local, como nos cartazes das festas das nossas aldeias, em que se iam somando logotipos de empresas nacionais, adiante se verá a razão de serem e só serem nacionais, e o não menos competente contador de euros que, surpreendentemente ou não, deixava antever que, àquele ritmo, descontando é claro a tesão do mijo, chegaria a bom porto ou neste caso à mala para entregar aos da Virgin até ao fim do mês. Mais do que dentro do prazo de não sei quantos dias (não sei mesmo, não foi a memória que aqui me traiu) que a Virgin tinha estabelecido para fechar o negócio.
Eu, atrás do balcão, tinha deixado de prestar atenção aos pedidos dos clientes e apenas os convencia das maravilhas que uma tal empresa aportava à Pátria, já que o carola fazia questão, sabe-se lá como poderia ele certificar-se de tal, de só aceitar contributos lusos, agindo assim eu como agente empenhadíssimo de tal indústria.
Não é preciso dizer que acordei tarde e a más horas.
04/12/2011
Serviço público
Um destes dias, será prestado um serviço egoísta à comunidade.
As Ruas Com Dias resolveram colocar uma placa a dizer “Rua Cinco de Fevereiro” num local onde tal placa não existe e deveria existir.
Dota-se assim a caderneta de cromos de uma espécie de número da bola, do tal cromo carimbado que dava direito a uma bola de futebol.
Falta o gosto a rebuçado na boca. Daqueles rebuçados.
Um destes dias, será prestado um serviço egoísta à comunidade.
As Ruas Com Dias resolveram colocar uma placa a dizer “Rua Cinco de Fevereiro” num local onde tal placa não existe e deveria existir.
Dota-se assim a caderneta de cromos de uma espécie de número da bola, do tal cromo carimbado que dava direito a uma bola de futebol.
Falta o gosto a rebuçado na boca. Daqueles rebuçados.
03/12/2011
02/12/2011
1959 - O ano em que as águas se soltaram

imagens colhidas aqui e acolá
O ano de 1959 começou e terminou com duas catástrofes semelhantes.
A primeira ocorreu em terras de Zamora, Espanha. Interessei-me por ela por ter coincidido quase com a hora em que nasci.
A segunda ocorreu junto ao Mediterrâneo, na Riviera francesa e só dela soube há alguns meses.
Distantes no espaço cerca de 1100 km e no tempo de 327 dias. De 9 de Janeiro a 2 de Dezembro.
Em ambos os casos, a ruptura de barragens mal projectadas ou mal construídas fez com que as águas sepultassem centenas de pessoas. Cerca de centena e meia em Espanha e mais de quatrocentas em França.
Faz portanto hoje 52 anos que ocorreu a segunda.
Aqui fica a nota e algumas ligações para imagens de televisão (de Espanha, a vermelho; de França, a azul):











Cresci com uma profecia até hoje falhada de que em Portugal sucederia o mesmo.

imagens colhidas aqui e acolá
O ano de 1959 começou e terminou com duas catástrofes semelhantes.
A primeira ocorreu em terras de Zamora, Espanha. Interessei-me por ela por ter coincidido quase com a hora em que nasci.
A segunda ocorreu junto ao Mediterrâneo, na Riviera francesa e só dela soube há alguns meses.
Distantes no espaço cerca de 1100 km e no tempo de 327 dias. De 9 de Janeiro a 2 de Dezembro.
Em ambos os casos, a ruptura de barragens mal projectadas ou mal construídas fez com que as águas sepultassem centenas de pessoas. Cerca de centena e meia em Espanha e mais de quatrocentas em França.
Faz portanto hoje 52 anos que ocorreu a segunda.
Aqui fica a nota e algumas ligações para imagens de televisão (de Espanha, a vermelho; de França, a azul):











Cresci com uma profecia até hoje falhada de que em Portugal sucederia o mesmo.
Boa nova
A Nação também se faz destas alegrias.
E o cimento de que ela se faz tem um categoria directamente proporcional ao grau destas emoções.
A Nação também se faz destas alegrias.
E o cimento de que ela se faz tem um categoria directamente proporcional ao grau destas emoções.
01/12/2011
30/11/2011
29/11/2011
28/11/2011
Inseguro é o Estádio Nacional (II)
É claro que há algum tempo lá puseram cadeiras estilhaçáveis e combustíveis. Era preciso fazê-lo para o tornarem mais “seguro”.
Quanto aos cro-magnons do costume, a técnica do aproveitamento piezoeléctrico de energia já existe e está experimentada.
Não é preciso deixá-los atear fogos.

fotografia de Patrícia Melo Moreira / AFP in JN
É claro que há algum tempo lá puseram cadeiras estilhaçáveis e combustíveis. Era preciso fazê-lo para o tornarem mais “seguro”.
Quanto aos cro-magnons do costume, a técnica do aproveitamento piezoeléctrico de energia já existe e está experimentada.
Não é preciso deixá-los atear fogos.

fotografia de Patrícia Melo Moreira / AFP in JN
27/11/2011
Curiosidades
Estava capaz de apostar que a bordo do MSL (Laboratório científico marciano) lançado há menos de 24 horas se encontra uma aplicação capaz de implantar o fado como canção nacional no planeta vermelho.
Afinal não era esse o desígnio de Alfredo Marciano e do seu inseparável Miltinho Neném?
Estava capaz de apostar que a bordo do MSL (Laboratório científico marciano) lançado há menos de 24 horas se encontra uma aplicação capaz de implantar o fado como canção nacional no planeta vermelho.
Afinal não era esse o desígnio de Alfredo Marciano e do seu inseparável Miltinho Neném?
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