07/05/2013

Homem que é Homem

Uma das críticas frequentes (e pertinentes) sobre a instrução do povo que Medina Carreira faz nos seus programas de televisão é a da menina do supermercado que não sabe fazer contas.
Confesso que é daquelas coisas que me haviam passado ao lado, suspeitando eu que as máquinas haviam substituído qualquer tipo de cálculo mental*.
Pois bem, homem que é Homem acaba por comprar certo dia uma grade de cervejas para levar para casa. Foi esta tarde. Até hoje só tinha comprado grades de cerveja para levar para o monte e claro que não foi cá em supermercados.
Ao apresentar a grade na caixa, perguntei se era preciso tirá-la do carrinho. A resposta foi que não. Mas tive que a levantar a um ponto em que o rapazinho pudesse contar uma, duas, três... vinte e quatro.
Depois tirou uma da grade e pip.



*Sou o feliz detentor de uma espécie de diário de viagem em que a minha companheira de então apontou um alusivo diálogo com uma mocinha na praça da Manta Rota.

05/05/2013

35 de Abril é hoje

E a tão apregoada hipoteca das gerações futuras está já aí.
Não se prevêem melhoras nas próximas décadas.

04/05/2013

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 18



Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real, apesar do erro detectado no destino.

02/05/2013

Tramontana

Para repetir e enfatizar o que aqui disse há tempos – um aparelho de GPS, esteja ele ou não com o tino no Passo de Drake, é um instrumento de desinteligência. Entre mim e eu próprio.
Desinstala-me a orientação do cérebro.

01/05/2013

Comissões

É aceite como normal que quem comparece perante as comissões do Parlamento lá vá para ser repreendido ou insultado em vez de inquirido.
É este um sintoma do estado. Com letra minúscula.

30/04/2013

Palpites

Hei-de me dar ao trabalho de enumerar os palpites que aqui fiz, os acertos e as falhas.
Enquanto não, ponho à venda a aposta de 13/8 que não fiz, no Benfica à 10ª jornada, numa altura em que se encontrava a par do Porto.
Se ela rende 13/8 (65%) e agora o mais que se consegue segundo o Oddschecker é 1/4 (25%), sou tipo para aceitar já os 25% e deixar a outro a oportunidade de ganhar 30% em poucos dias.
O facto de não ter feito a aposta enquanto a coloco à venda é despiciendo na actual conjuntura, como calculam.

Não dou como quitada a aposta que aqui fiz, dias depois dessa, sobre um violento abanão apesar do que está a suceder ao largo de São Miguel.
O que noto é que das duas vezes – e foram só duas – em que aqui predisse um abanão ele aconteceu. Em 2007 sentiu-se no continente um sismo de grau 5,8, grau esse que não era atingido desde 1997 de acordo com os dados do então Instituto de Meteorologia (e Geofísica?). E desde essa altura não houve um outro dessa magnitude.
Nos Açores, segundo a mesma base de dados, desde 1999 que se não verificava um sismo de magnitude igual ou superior a 5,9.
Começo a assustar-me com esta pontaria.



Corrigenda: Em 2009, a 17 de Dezembro, registou-se um sismo de grau 6,0 Richter a sudoeste do Cabo de São Vicente, sentido com intensidade V no barlavento algarvio, tal como o referido sismo de 2007, de 12 de Fevereiro. É portanto errado dizer que depois de 2007 não houve sismos com magnitude superior a 5,8 sentidos no continente.
Lições

Conheci tipos que caminhavam sobre os sublinhados que faziam nos livros.
Faziam-no portanto segundo troços de imaginárias linhas rectas.
Aprendi com eles que existiam tipos que caminhavam sobre os sublinhados que faziam nos livros.

29/04/2013

O material não tem sempre razão

Se no post abaixo se afirma o contrário, aqui se diz que nem sempre o material tem razão.
O meu aparelho de GPS acordou hoje no Passo de Drake. Vá lá saber-se...

28/04/2013

Das coisas mal enjorcadas

Das quais, uma das que mais me perturba é a conjugação de um belíssimo vinho, de uma rolha de óptima cortiça, de uma garrafa de vidro regular (coisa em que a qualidade é quase indiferente) e de uma péssima rolhagem.
A única coisa que faltou foi tino. E o tino...

26/04/2013

Incompreensão

Há uma imagem razoavelmente composta na rede de um grupo pseudo-intelectual que tinta de estúpidos não os que são incapazes de compreender aquilo que é compreensível (a complexidade nas convenções teóricas coerentes) mas os que não interpretam lá da maneira que eles o fazem os sinais do que é incompreensível, incluindo nisto algumas convenções incoerentes. É a incoerência de que sofrem que as torna incompreensíveis, sujeitas a romantismos, quixotismos e absurdas tomadas de posição.
Quixotismos de penaltis de taberna mais os seus competentes e inconsequentes insultos.
Grupo que, sem se misturar com as massas, exerce o proselitismo do like.

24/04/2013

23/04/2013

Dia de São Jorge


Lucas van Leyden; "São Jorge libertando a princesa de Trebizonda"; colecção Rosenwald na National Gallery of Art de Washington
Especialistas e comentadores

Não é conta que se faça. É impressão. Impressão de que noventa por cento dos especialistas económicos e comentadores políticos repisam a mesmíssima ideia: mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente. E daí não saem.
Isto porque enquanto tirava um café me dei ao trabalho de ouvir um tipo que era uma espécie de lectótipo de ambas as espécies acima designadas.
Subsumi. Mas subsumi com base no muito que tenho lido e escutado.

22/04/2013

Assuntos que aqui se levam muito a sério


in Diário do Governo, I série, nº 184, de 18 de Agosto de 1949, p. 616

21/04/2013