24/05/2013

A direcção do olhar

Coisa que me dá que fazer é determinar se são as pessoas ou as circunstâncias que por sua vez determinam as posições relativas de dois interlocutores numa conversa que valha a pena.
Creio que há apenas três posições relativas que vale a pena enunciar:
Olhos nos olhos;
Lado a lado, olhando ambos em frente;
Olhar errático, cabeça de um apoiada no torso do outro.
O último modo parece não suscitar grandes dúvidas sobre a dependência de laços de grande intimidade entre os interlocutores bem como das circunstâncias.
Já os outros dois se me apresentam de mais difícil escrutínio.
Parece-me que vou dedicar ao tema umas horas de meditação.

23/05/2013

Apostinhas

Um dos meus velhos amigos, em casos que não vêm ao caso, costumava dizer: huuuuuuum, esconfiqu’ ela está com apostinhas de merda!
De merda ou de ervilha-de-cheiro aqui tenho feito as minhas. Poucas vezes mas tenho.
E, de acordo com o prometido há uns dias, aqui vai uma tabela de desacertos. Em libras, em vez de grades de cervejas. Que inclui apenas as apostas que eu disse que seria capaz de fazer, ainda que me tenha escapado alguma. Não os palpites furados que esses foram muitos mais.


clicar para ver a coisa como deve ser
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 19



Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

21/05/2013

Das divisões do Mundo (episódio n+9)

A empáfia representa os conjuntos finitos em extensão.
A sabedoria fá-lo em compreensão.

20/05/2013

Inconfidência



Numa daquelas estranhas manifestações que fazem de mim um delator e das quais pouco adianta penitenciar-me, aqui vos deixo uma missiva do quase inabalável Isabelino Abreu dos Anjos, da qual transparece um desespero que, tivesse eu uma página de Facebook, na certa lá partilharia com vós outros.

(clicar para ler como deve ser)

17/05/2013

Elevação

Para um ateu e agnóstico como eu, é ainda assim notável e muito positivo que um homem com a envergadura intelectual de D. Manuel Clemente venha a ser Bispo de Lisboa e Cardeal-Patriarca.
É um rochedo que se coloca a quebrar a corrente tempestuosa de um rio que não sabe onde desagua.
Da Lei e da Grei

Ao contrário do que supunham alguns assanhados militantes da causa homossexual, não será permitida (a fazer fé nos textos dos projectos de lei, que a redacção final não a conheço) a existência de três pais (dois de facto e de jure e um adoptivo)

Já no caso dos casamentos, que não vem hoje a terreiro, acho discriminatório que irmãos do mesmo sexo* não se possam casar. Por ser discriminatório, e de acordo com alguns entendimentos sobre discriminação que têm feito jurisprudência calculo que seja inconstitucional.

* apenas para citar um exemplo em que se compreende o impedimento quando se trate de pessoas de sexo diferente - a Lei nº 9/2010 não alterou nem revogou o Artº 1602 alínea b do Código Civil (impedimentos dirimentes).

16/05/2013

Manny Pacquiao

É impossível ter vindo a ouvir a CNN nas últimas semanas e não estar farto deste nome.

15/05/2013

Quem não marca engorda

Há uma imagem de um lance do jogo da 1ª jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão desta época que não me esquece. O dito lance desenvolve-se como se existisse apenas uma equipa em campo, a do Sporting. A do Guimarães, que se dizia presente, esteve omissa. E o lance, estranhamente, não redundou em golo.
A época do Sporting aí iniciada foi a pior de sempre, caso que se sabe desde 2 de Março passado.
Espero, desejo, que não aconteça ao Benfica engordar (com bolas no bucho) por não marcar.
Pareceu um massacre. Pareceu. Pareceu.
Da Luz

Não é por Luz ser um dos nomes de família.
Não é por adesividade ao encarnado no limiar da fama.
É apenas para contrariar o telex de há vinte e três anos que terminava com a palavra Milan e por uma vez sem exemplo – Viva o Benfica!
Restos de colecção (81)


capa de folheto explicativo do funcionamento do Totogolo (SCML)

Que hoje não há cá palpites.

14/05/2013

Hermenêutica d’algibeira

Era um par de pantufas arrumado.
Arrumado a um canto de um lugar de estacionamento para automóveis.
Vi-o eu.
Hoje.

12/05/2013

Roubei no Continente

Aqui há tempos roubei no (ao) Continente as rodelas semafóricas dos produtos alimentares.
Pensei com elas rotular designações, proposições, argumentos.
Cheguei ao ponto de admitir valores diários recomendados a nunca ultrapassar na leitura de expressões submetidas à impressão, ao gosto, à opinião, ao interesse, ao palpite e à poesia.
Resolvi depois simplificar ou enveredar por outra vereda. Cada afirmação passaria a ter apenas três informações em semáforo: percentagem de objectividade, subjectividade e emotividade não da dose diária recomendada mas encontrada na própria afirmação.
Com maior objectividade, o semáforo tenderia a verde; com maiores subjectividade e emotividade tenderia a vermelho.
Para exemplificar o que entendo por cada uma delas, veja-se o post de 23 de Maio de 2009.

09/05/2013

Adenda a um adágio muito em voga

Já não é só a repetição constante, usando outras palavras, do mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente.
É o número trucidante de gente que considera que existe uma espécie de direito divino de se ser rico e saudável. Logo nunca pobre nem doente.
Aos costumes dizem não saber.