07/06/2013
De chalaças estamos fartos
O ministro das Finanças, que não deixa de ser um tipo capaz mas incapaz de lidar com as suas responsabilidades, aparentemente gosta de chalaças.
Dizer que a construção civil sofreu, no primeiro trimestre, sublinho, no primeiro trimestre, de condições meteorológicas adversas e que isso teve significado na péssima condição do sector ou é uma brincadeira infantil ou uma declaração que mostra uma completa inaptação à realidade.
O ministro das Finanças, que não deixa de ser um tipo capaz mas incapaz de lidar com as suas responsabilidades, aparentemente gosta de chalaças.
Dizer que a construção civil sofreu, no primeiro trimestre, sublinho, no primeiro trimestre, de condições meteorológicas adversas e que isso teve significado na péssima condição do sector ou é uma brincadeira infantil ou uma declaração que mostra uma completa inaptação à realidade.
06/06/2013
No país do atraso mental
Para que precisaria eu de um sinal na estrada que há anos asfaltaram nas minhas terras a indicar o caminho do monte? Se há trinta anos quando a estrada foi asfaltada não havia GPS seria agora que haveria uma necessidade imperiosa de o sinalizar? Para que um socorro ali chegue sem detença? Num sítio onde toda a gente conhece as chapadas, os barrancos e as alturas?
Verificando eu que os meus vizinhos tiveram igual sorte, e sendo certo que eu não paguei directamente o despautério suponho que eles também não.
É nestas merdas que se gasta o dinheiro quando há eleições.
Ou o povo é todo constituído por cavalgaduras ou os políticos são eles próprios as ditas.
Como sabem, inclino-me sempre para a segunda hipótese.
Sendo a primeira, não há remédio. Sendo a segunda, existe e é(?) simples.

montagem sobre fotografia do Google Street View
Para que se não diga que só agora ando a falar desta tropa, rebobine-se o filme.
Tenho mais um carradão de exemplos de atraso mental municipal para ir aqui deixando quando me der na telha.
Para que precisaria eu de um sinal na estrada que há anos asfaltaram nas minhas terras a indicar o caminho do monte? Se há trinta anos quando a estrada foi asfaltada não havia GPS seria agora que haveria uma necessidade imperiosa de o sinalizar? Para que um socorro ali chegue sem detença? Num sítio onde toda a gente conhece as chapadas, os barrancos e as alturas?
Verificando eu que os meus vizinhos tiveram igual sorte, e sendo certo que eu não paguei directamente o despautério suponho que eles também não.
É nestas merdas que se gasta o dinheiro quando há eleições.
Ou o povo é todo constituído por cavalgaduras ou os políticos são eles próprios as ditas.
Como sabem, inclino-me sempre para a segunda hipótese.
Sendo a primeira, não há remédio. Sendo a segunda, existe e é(?) simples.

montagem sobre fotografia do Google Street View
Para que se não diga que só agora ando a falar desta tropa, rebobine-se o filme.
Tenho mais um carradão de exemplos de atraso mental municipal para ir aqui deixando quando me der na telha.
04/06/2013
Talvez
Há suficientes razões para supôr hoje que o perfil de Juliette se tenha fixado numa linha de aparência horizontal.
Talvez Samuel Clemens a reconheça, vertical, nas margens do Rio.
Há suficientes razões para supôr hoje que o perfil de Juliette se tenha fixado numa linha de aparência horizontal.
Talvez Samuel Clemens a reconheça, vertical, nas margens do Rio.
03/06/2013
02/06/2013
7 livros 7
Tenho vindo a acomodar-me à ideia de finitude. Particularmente no que respeita a livros e à capacidade para os ler.
Pertenço ao grupo dos que consideram uma inutilidade possuir coisas das quais não se tira proveito. E no caso dos livros não os ler é não tirar deles proveito, ainda que em alguns casos se arribe ao fim de um livro com a sensação de que se chegou à praia depois da tempestade. O que não deixa de ser um proveito.
Vou por isso registando o que compro, o que leio e o que retiro das estantes sem que estivesse tombado.
Ainda tenho uma esperança razoável de ler todos quantos por aqui me povoam as paredes. Para a manter nesse limite de razoabilidade procuro aumentar em muito pouco em cada ano a lista de pedidos que a mim faço.
Este mês de Junho, depois da passagem pela Feira do Livro, suponho que primeira e última, arrematei 7 livros 7. Menos um do que o ano passado em que já me refreei. Talvez ainda compre mais meia-dúzia se fizerem a feira aqui ao pé de casa lá para o fim do mês.

Nota: o mês de Junho, por não estar fechado, não aparece nas contas
Tenho vindo a acomodar-me à ideia de finitude. Particularmente no que respeita a livros e à capacidade para os ler.
Pertenço ao grupo dos que consideram uma inutilidade possuir coisas das quais não se tira proveito. E no caso dos livros não os ler é não tirar deles proveito, ainda que em alguns casos se arribe ao fim de um livro com a sensação de que se chegou à praia depois da tempestade. O que não deixa de ser um proveito.
Vou por isso registando o que compro, o que leio e o que retiro das estantes sem que estivesse tombado.
Ainda tenho uma esperança razoável de ler todos quantos por aqui me povoam as paredes. Para a manter nesse limite de razoabilidade procuro aumentar em muito pouco em cada ano a lista de pedidos que a mim faço.
Este mês de Junho, depois da passagem pela Feira do Livro, suponho que primeira e última, arrematei 7 livros 7. Menos um do que o ano passado em que já me refreei. Talvez ainda compre mais meia-dúzia se fizerem a feira aqui ao pé de casa lá para o fim do mês.

Nota: o mês de Junho, por não estar fechado, não aparece nas contas
01/06/2013
Tentações
Tenho idade para me lembrar dos desmandos de 75 e da destruição de muitas empresas saudáveis que agora bem falta fazem.
Porque fomos apanhados mais tarde na chamada construção europeia que agora se vê às escâncaras que nunca passou das fundações e na vertigem do comércio mundial que nivelou a água nos vasos comunicantes, estamos, na medida em que a História se explica a si própria, coisa que eu considero que não acontece pelo que o que aqui digo é mais das tentações do que da razão, numa espécie de limbo pré-abissal ou à porta de fortes convulsões. Tentações que me levam a desejar uma nova era de PREC em que o governo esteja nas mãos do BE e seja apoiado por toda aquela gente com cara e com pose de jornada de luta.
Coisa difícil seria que eles se entendessem para governar.
Coisa impossível seria que tal governo durasse um ano.
Tenho idade para me lembrar dos desmandos de 75 e da destruição de muitas empresas saudáveis que agora bem falta fazem.
Porque fomos apanhados mais tarde na chamada construção europeia que agora se vê às escâncaras que nunca passou das fundações e na vertigem do comércio mundial que nivelou a água nos vasos comunicantes, estamos, na medida em que a História se explica a si própria, coisa que eu considero que não acontece pelo que o que aqui digo é mais das tentações do que da razão, numa espécie de limbo pré-abissal ou à porta de fortes convulsões. Tentações que me levam a desejar uma nova era de PREC em que o governo esteja nas mãos do BE e seja apoiado por toda aquela gente com cara e com pose de jornada de luta.
Coisa difícil seria que eles se entendessem para governar.
Coisa impossível seria que tal governo durasse um ano.
31/05/2013
Mémoires

Descobri há pouco uma parte do mistério que há uns anos me saltou às mãos, enquanto revistava papéis.
O mistério consistia em descodificar uma parte de uma frase numa folha de papel cavalinho que legendava um desenho de três vultos masculinos caminhando num glaciar.
Aparentemente tratava-se de um díptico em que na outra parte figuraria o resto da frase.
Tenho quase a certeza de que encontrei a parte direita da peça tempos depois.
E tenho a certeza de que só hoje descobri o significado da meia-frase, que teria sido frase inteira no tempo que se seguiu à redescoberta da face direita.
Diria um tolo qualquer que o estranho é haverem passado quatro anos entre 1969 e 1973.

Descobri há pouco uma parte do mistério que há uns anos me saltou às mãos, enquanto revistava papéis.
O mistério consistia em descodificar uma parte de uma frase numa folha de papel cavalinho que legendava um desenho de três vultos masculinos caminhando num glaciar.
Aparentemente tratava-se de um díptico em que na outra parte figuraria o resto da frase.
Tenho quase a certeza de que encontrei a parte direita da peça tempos depois.
E tenho a certeza de que só hoje descobri o significado da meia-frase, que teria sido frase inteira no tempo que se seguiu à redescoberta da face direita.
Diria um tolo qualquer que o estranho é haverem passado quatro anos entre 1969 e 1973.
30/05/2013
29/05/2013
Topologia das nuvens
Pertenço ao conjunto dos nefelibatas concentrados.
O que significa que consigo isolar estímulos a que atento de estímulos que não me interessam no momento.
Este facto só por si proporciona um distanciamento serôdio em relação a aspectos banais da realidade.
E o distanciamento serôdio significa que muito tarde na vida me apercebi de coisas tão óbvias como a não coincidência dos caminhos de ida e de volta.
Justamente por certo dia me ter espantado com algo que existia numa rua de Lisboa pela qual passava diariamente e que decerto lá estaria há muito.
É que a percorria apenas num sentido, na ida. Na volta, o jeito era outro e não passava por ali. E a existência dava-se por ela caminhando no sentido contrário àquele em que eu por ela andava diariamente.
Ora um tipo que só tarde na vida se apercebeu de tal, que há caminhos mais a jeito de quem vai num sentido e outros mais a jeito de quem vem em sentido contrário, ainda que tivesse bom sentido de orientação, perdeu com toda a certeza muita coisa que lhe haveria de ter interessado. Apenas por via dessa desatenção.
Afirmação esta que, tal como todas as que remetem para uma vida alternativa, é gratuita e meramente poética. Já não das nuvens mas do nevoeiro. Que é uma nuvem muito baixa.
Pertenço ao conjunto dos nefelibatas concentrados.
O que significa que consigo isolar estímulos a que atento de estímulos que não me interessam no momento.
Este facto só por si proporciona um distanciamento serôdio em relação a aspectos banais da realidade.
E o distanciamento serôdio significa que muito tarde na vida me apercebi de coisas tão óbvias como a não coincidência dos caminhos de ida e de volta.
Justamente por certo dia me ter espantado com algo que existia numa rua de Lisboa pela qual passava diariamente e que decerto lá estaria há muito.
É que a percorria apenas num sentido, na ida. Na volta, o jeito era outro e não passava por ali. E a existência dava-se por ela caminhando no sentido contrário àquele em que eu por ela andava diariamente.
Ora um tipo que só tarde na vida se apercebeu de tal, que há caminhos mais a jeito de quem vai num sentido e outros mais a jeito de quem vem em sentido contrário, ainda que tivesse bom sentido de orientação, perdeu com toda a certeza muita coisa que lhe haveria de ter interessado. Apenas por via dessa desatenção.
Afirmação esta que, tal como todas as que remetem para uma vida alternativa, é gratuita e meramente poética. Já não das nuvens mas do nevoeiro. Que é uma nuvem muito baixa.
28/05/2013
E assim se confirma

Quando em Novembro de 2003 – não falta muito para fazer dez anos – me propus criar a Região Demarcada da Mulher Norte-Alentejana por ser verdade que as fêmeas da espécie oriundas daquelas paragens trazem o seu enormíssimo quê marcado em todas as células, não fazia tal senhora parte dos meus conhecimentos.
Mal a conheci, entrevi o poderoso e discreto encantamento que produzia ao mínimo gesto, à mínima interacção com o indígena, cativo dos encantos das ditas fêmeas da espécie.
Há pouco, confirmou ela o que eu já sabia – enumerou um conjunto de lugares de onde lhe vem o ancestro e que se encontram dentro dos limites estabelecidos em documento preparatório de Projecto de Lei.
Poderá o leitor interrogar-me: Tanto tempo para elaborar um Projecto de Lei e o submeter a aprovação?
Que direi eu, Ivone?

Quando em Novembro de 2003 – não falta muito para fazer dez anos – me propus criar a Região Demarcada da Mulher Norte-Alentejana por ser verdade que as fêmeas da espécie oriundas daquelas paragens trazem o seu enormíssimo quê marcado em todas as células, não fazia tal senhora parte dos meus conhecimentos.
Mal a conheci, entrevi o poderoso e discreto encantamento que produzia ao mínimo gesto, à mínima interacção com o indígena, cativo dos encantos das ditas fêmeas da espécie.
Há pouco, confirmou ela o que eu já sabia – enumerou um conjunto de lugares de onde lhe vem o ancestro e que se encontram dentro dos limites estabelecidos em documento preparatório de Projecto de Lei.
Poderá o leitor interrogar-me: Tanto tempo para elaborar um Projecto de Lei e o submeter a aprovação?
Que direi eu, Ivone?
27/05/2013
Aplicações
Há aplicações que identificam um tema musical a partir de um trecho, com recurso a uma base de dados. Funcionam com elevado grau de acerto para o meu nível de exigência na arte dos sons.
Ocorre-me a necessidade urgente de uma aplicação que identifique benfiquismos de toda a sorte e de qualquer ordem a partir de um trecho da argumentação de um estimado ouvinte ou atento telespectador em programas de opinião pública.
Isso, sim, faz falta.
Há aplicações que identificam um tema musical a partir de um trecho, com recurso a uma base de dados. Funcionam com elevado grau de acerto para o meu nível de exigência na arte dos sons.
Ocorre-me a necessidade urgente de uma aplicação que identifique benfiquismos de toda a sorte e de qualquer ordem a partir de um trecho da argumentação de um estimado ouvinte ou atento telespectador em programas de opinião pública.
Isso, sim, faz falta.
26/05/2013
Falta de educação
Ou o Benfica não se preocupa com a educação dos seus atletas ou mete os pés pelas mãos nessa educação. Ver que os seus jogadores, sendo quase todos estrangeiros, sobem à tribuna do Estádio Nacional para receber uma medalha e não cumprimentam o Presidente da República é disso claríssimo sintoma.
Ou o Benfica não se preocupa com a educação dos seus atletas ou mete os pés pelas mãos nessa educação. Ver que os seus jogadores, sendo quase todos estrangeiros, sobem à tribuna do Estádio Nacional para receber uma medalha e não cumprimentam o Presidente da República é disso claríssimo sintoma.
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