29/06/2013

Um mundo de doidos

Estamos num patamar em que nas cadeias internacionais de televisão é praticamente nula a probabilidade de se atravessar um noticiário sem que se ouça pelo menos um rotundo disparate. Rotundo mesmo. Daqueles que davam direito a reguada na 3ª classe.
Por vezes está quase todo o rol de notícias contaminado de asneiras.
Um destes dias, em tributo a algumas obras de ficção científica do género pandémico, alguns de nós estarão obstinadamente à procura de gente que ainda não enlouqueceu.


Jerónimo Bosch, “A extracção da pedra da loucura”, da página do Museu do Prado
Dúvidas existenciais

Assim de repente a única dúvida existencial (afinal são duas) cuja ponderação foge da curva é alheia. Diz respeito aos comunistas em geral – ter-se-ão eles, uma grande parte deles, tornado humanistas?
É esta dúvida suscitada em mim por qualquer erro de paralaxe?

27/06/2013

Coisas de facto importantes



Descartando o facto de a galinha da vizinha ser mais sexy do que a minha.

26/06/2013

Cantar de galo

Hoje, aqui no extremo ocidente da cidade, os galos desafiam-se com uma inusitada frequência e com uma clareza que é decerto consequência das condições de propagação.
Parece que estou no monte.
Acompanhar lugares vazios

Há assunto num não-assunto.
Mil alegorias se podem tecer a partir de uma multidão que acompanha lugares vazios num avião.


imagem da CNN

25/06/2013

Um não-assunto

A história do rapaz que supostamente anda a jogar às escondidas com os serviços de informação americanos é um não-assunto que vende à brava.
Mínima

A temperatura mínima registada esta noite em Lisboa promete ananases.

24/06/2013

Máquinas de simular disparates

A Federação Portuguesa de Futebol, as associações das quais emana e os apêndices que, como a Liga de Clubes, se tornaram mais ou menos autónomos são, no capítulo das invenções que de lá saem, autênticas máquinas de simular disparates.
Desde o tempo em que as decisões tomadas num dia eram questionadas no dia seguinte porque estavam já a produzir efeitos, até à mais recente trapalhada da Taça da Liga, cujos modelos eram sempre contestados de ano para ano, toda uma sorte de exemplos académicos úteis por absurdo.
Agora há mais uma fornada a sair. É esperar para ver.
Se escrevo simular e não fabricar é porque no meio da fabricação, que dá no que dá, há sempre notícias de proto-modelos extraordinários para a organização e para a competição.
E mais, da necessidade de ir pedir fora conselhos para organizar campeonatos, a ser verdade o que se tem dito.
Não é grave isto. Tem só a sua graça. Ou não.
O que é grave é que espelha a realidade. A forma como se decide o governo da Nação, do nível mais alto à junta de freguesia com menos fregueses.

22/06/2013

Uma ponte no Porto

No dia em que se completam 50 anos sobre a inauguração da Ponte da Arrábida, uma fotografia do modelo de ensaio no atelier do Prof. Edgar Cardoso.


espólio Campos Vilhena, fotografia de MSS

Imagens alternativas para o Porto aqui.
Jornalismo a seis metros


http://m.tvi24.iol.pt/503/sociedade/sismo-faro-tvi24/1462813-4071.html

Vá lá, não fazerem a coisa por menos...

20/06/2013

Follow me


fotografia dos arquivos do aeroporto de Berlim / Tempelhof

Há alguns séculos que não me dedicava ao passatempo de seguir um automóvel. No caso, dois automóveis.
E fui dar às Cachoeiras. Esta tarde.

19/06/2013

Dimensionamento

A falha intelectual de que sofre aquela entidade que é descrita como os quadros intermédios do Estado dá estes resultados.

18/06/2013

Transferência

Quando, no mundo capitalista, se transferem meios por decreto há decerto uma reacção qualquer da parte de quem vê esses meios desaparecerem.
No caso da indústria e da distribuição farmacêuticas, a guerra dos genéricos começa finalmente a mostrar o reverso da medalha.
Um caso em que a esmola foi grande e quase ninguém desconfiou...

17/06/2013

Eu, o Oitavo Exército, Mário Nogueira e as notas

Acho que, apesar das dúvidas sobre a etimologia da designação, o Oitavo Exército não carece de ser identificado. Em todas as localidades existe um, reunido aqui ou acolá, que se limita a observar e comentar as movimentações das NT.
Este aqui da cidade ocupa posições numa encruzilhada de caminhos por mim percorridos durante trinta anos e pelos quais deixei de passar frequentemente há uns quinze anos.
Não é por isso de estranhar que tenha visto a surpresa na cara dos mais atentos dos veteranos quando um destes dias lhes passei revista – este gajo ainda é vivo?

Mário Nogueira não é aqui mais do que uma nota de rodapé.


NOTA: Tendo vindo Mário Nogueira a passar revista, em pessoa ou em modo televisivo, a todas as tropas de todos os exércitos nos últimos vinte anos (mais do que vinte?) seria muitíssimo pouco provável que suscitasse a mesma reacção ao por ali passar.
Abrindo aqui uma excepção nas minhas avaliações de 0 a 20 fora dos conselhos de turma, excepção essa em que passo a avaliar um elemento masculino, atribuo a Mário Nogueira duas notas:
Retórica – 9
Combatividade – 18
Uau


imagem do EUMETSAT para o IPMA às 16:00 de 17 de Junho

16/06/2013

Corre água

Segundo uma jornalista da RTP a água corre sempre a descer.
Das coisas importantes


Com o devido tributo a quem concebeu o símbolo termal.