28/08/2013
27/08/2013
26/08/2013
25/08/2013
24/08/2013
Alavancar (IV)
Não. Achei piada ao desenho da alavanca. Fez-me lembrar uma cena que aqui se passou.
E é a alavanca o principal disto tudo – vendo que eu mentia, ao fazer-me desinteressado.
Ah sim?
É. Conheces os rudimentos da mecânica das alavancas?
Demos isso tudo no liceu.
Pois, na escola industrial no meu caso – não fazia eu a mínima ideia de que ele tinha andado na escola técnica.
E atão?
Estava aqui a compôr um artigo para a revista da Câmara. Agora andam todos azafamados a gastar dinheiro nestas coisas, é a fruta da época. Pagam-me para escrever banalidades até às eleições.
Não o fazia vendido à política. Ou à politiquice. Antes pelo contrário. E saiu-me assim: Fazes bem.
Terminei a mini-castello e pedi outra – Manel, não há mais fresca? Não queres beber nada?
Ele disse que queria uma mini. Uma mine. Sentei-me enfim em frente dele.
(continua)
Não. Achei piada ao desenho da alavanca. Fez-me lembrar uma cena que aqui se passou.
E é a alavanca o principal disto tudo – vendo que eu mentia, ao fazer-me desinteressado.
Ah sim?
É. Conheces os rudimentos da mecânica das alavancas?
Demos isso tudo no liceu.
Pois, na escola industrial no meu caso – não fazia eu a mínima ideia de que ele tinha andado na escola técnica.
E atão?
Estava aqui a compôr um artigo para a revista da Câmara. Agora andam todos azafamados a gastar dinheiro nestas coisas, é a fruta da época. Pagam-me para escrever banalidades até às eleições.
Não o fazia vendido à política. Ou à politiquice. Antes pelo contrário. E saiu-me assim: Fazes bem.
Terminei a mini-castello e pedi outra – Manel, não há mais fresca? Não queres beber nada?
Ele disse que queria uma mini. Uma mine. Sentei-me enfim em frente dele.
(continua)
23/08/2013
Bombeiros
Não vou repetir o que aqui já escrevi há nove anos e tal. Nem depois disso episodicamente.
Faço apenas a remissão e lamento este desperdício de vidas que é fruto da desorganização.
Pagamos tão caro a falta de método. Mais, pagamos caro a ignorância de que existem métodos.
Não vou repetir o que aqui já escrevi há nove anos e tal. Nem depois disso episodicamente.
Faço apenas a remissão e lamento este desperdício de vidas que é fruto da desorganização.
Pagamos tão caro a falta de método. Mais, pagamos caro a ignorância de que existem métodos.
22/08/2013
18/08/2013
Da gentileza
(interrompendo o que pretendia ser uma série de posts enviados pela minha gente)
Eu não conheço pessoalmente o João Espinho. Temos umas mines à morte há uns anos e ainda não conseguimos despejá-las pelo gargalo.
Isso não significa que não possa dizer que mantenha com ele uma espécie de cumplicidade e de proximidade. Não se tratando só de sermos ambos alentejanos e sportinguistas (5-1).
Quando me dei conta de que ele fez expressa menção aos dez anos do HGU – ele que anda cá há mais tempo do que eu, que começou em Maio de há dez anos a ver se a coisa funcionava e que depois antes do São João começou por tratar do Polis da capital do Baixo Alentejo e daí para a frente se estabeleceu como um marco de referência da cidade de Beja, sem nenhum favor – não podia deixar de lhe agradecer de pronto a gentileza que teve. Como não posso deixar de lhe relembrar que as mines aquecem, se não as bubermos.
Abraço, João!
NOTA: isto não é uma troca de galhardetes, é muito mais do que isso.
(interrompendo o que pretendia ser uma série de posts enviados pela minha gente)
Eu não conheço pessoalmente o João Espinho. Temos umas mines à morte há uns anos e ainda não conseguimos despejá-las pelo gargalo.
Isso não significa que não possa dizer que mantenha com ele uma espécie de cumplicidade e de proximidade. Não se tratando só de sermos ambos alentejanos e sportinguistas (5-1).
Quando me dei conta de que ele fez expressa menção aos dez anos do HGU – ele que anda cá há mais tempo do que eu, que começou em Maio de há dez anos a ver se a coisa funcionava e que depois antes do São João começou por tratar do Polis da capital do Baixo Alentejo e daí para a frente se estabeleceu como um marco de referência da cidade de Beja, sem nenhum favor – não podia deixar de lhe agradecer de pronto a gentileza que teve. Como não posso deixar de lhe relembrar que as mines aquecem, se não as bubermos.
Abraço, João!
NOTA: isto não é uma troca de galhardetes, é muito mais do que isso.
16/08/2013
15/08/2013
Alavancar (III)
Como é que sei? Sei como sei o resultado de ontem do Portimonense, ou que a um rapaz da canoagem não o deixam ou ele não quer competir ou até mesmo que aí onde estás, há uns anos, não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Era pois. Andas com atenção às letras do Tony. Também trauteias ou é só memória auditiva?
E esse ou, disjuntivo, quer dizer que quem aprendeu a letra sem se dar conta não a pode trautear e vice-versa?
Ói! Temos filosofia barata! Precisão de linguagem... Nesse caso, aproveito para dizer que a tua resposta à minha pergunta "Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?" não tem ponta por onde se lhe pegue.
Enfiando o gargalo da mini-castello na boca, fingi indiferença. Como à entrada do café.
Queres saber do que se trata? – perguntou, desmontando a minha pose.
(continua)
Como é que sei? Sei como sei o resultado de ontem do Portimonense, ou que a um rapaz da canoagem não o deixam ou ele não quer competir ou até mesmo que aí onde estás, há uns anos, não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Era pois. Andas com atenção às letras do Tony. Também trauteias ou é só memória auditiva?
E esse ou, disjuntivo, quer dizer que quem aprendeu a letra sem se dar conta não a pode trautear e vice-versa?
Ói! Temos filosofia barata! Precisão de linguagem... Nesse caso, aproveito para dizer que a tua resposta à minha pergunta "Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?" não tem ponta por onde se lhe pegue.
Enfiando o gargalo da mini-castello na boca, fingi indiferença. Como à entrada do café.
Queres saber do que se trata? – perguntou, desmontando a minha pose.
(continua)
14/08/2013
Siga a música!
O Conselho de Ministros instituiu o Dia Nacional das Bandas Filarmónicas. A 1 de Setembro.
O Conselho de Ministros instituiu o Dia Nacional das Bandas Filarmónicas. A 1 de Setembro.
Egipto*

(ilustração publicada inicialmente em 31 de Janeiro de 2011)
* uma das perguntas que não se podem fazer aos autores do AO90 é onde é que estão os eruditos (os da pronúncia culta) em Portugal que pronunciam Egito.

(ilustração publicada inicialmente em 31 de Janeiro de 2011)
* uma das perguntas que não se podem fazer aos autores do AO90 é onde é que estão os eruditos (os da pronúncia culta) em Portugal que pronunciam Egito.
13/08/2013
Expresso
Mais uma razão para julgar que o Expresso é composto para ser lido por gente de fraquíssimo nível. Na qual tenho que me incluir, pois continuo a comprá-lo:

in Expresso de 10 de Agosto (clicando, lê-se)
Além de ter por lá gente deste calibre a escrever, não tem quem reveja e detecte tão rotundas, tão primárias asneiras.
Mais uma razão para julgar que o Expresso é composto para ser lido por gente de fraquíssimo nível. Na qual tenho que me incluir, pois continuo a comprá-lo:

in Expresso de 10 de Agosto (clicando, lê-se)
Além de ter por lá gente deste calibre a escrever, não tem quem reveja e detecte tão rotundas, tão primárias asneiras.
12/08/2013
Alavancar (II)
Atão, pá!
Olhou-me de viés, como se não me tivesse visto entrar no café e não tivesse cruzado os olhos com os meus numa indiferença mútua, embora se saiba já que a minha indiferença era teatral.
Tás bom, Manel? – ele ainda se lembra do meu nome.
A contemplação dos pormenores das coisas sobre a mesa, referidos a priori, levou-me a fazer uma coisa muito contra a minha natureza – reparos:
Pensava eu que já ninguém copiava letras de canções à mão!
Tentou um olhar de viés semelhante ao que fizera anteriormente, somou-lhe um quê de reprovação, e soltou um ah, sim?!
Pois pá, as miúdas hoje fazem copy-paste, cantam com aqueles écrans onde passa a letra, se calhar já nem escrevem com esferográfica.
Karaoke – disse ele com ar enfastiado. Não se trata de nada disso. E são só as miúdas?
Entregas-te a grandes reflexões: Tony Carreira, Marcelo e isso é o quê? Uma alavanca?
Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?
Petrifiquei. Mal consegui virar-me para trás e pedir com voz pujante ao Manel (ao Manel do café) uma mini-castelo. Castello, com dois éles.
(continua)
Atão, pá!
Olhou-me de viés, como se não me tivesse visto entrar no café e não tivesse cruzado os olhos com os meus numa indiferença mútua, embora se saiba já que a minha indiferença era teatral.
Tás bom, Manel? – ele ainda se lembra do meu nome.
A contemplação dos pormenores das coisas sobre a mesa, referidos a priori, levou-me a fazer uma coisa muito contra a minha natureza – reparos:
Pensava eu que já ninguém copiava letras de canções à mão!
Tentou um olhar de viés semelhante ao que fizera anteriormente, somou-lhe um quê de reprovação, e soltou um ah, sim?!
Pois pá, as miúdas hoje fazem copy-paste, cantam com aqueles écrans onde passa a letra, se calhar já nem escrevem com esferográfica.
Karaoke – disse ele com ar enfastiado. Não se trata de nada disso. E são só as miúdas?
Entregas-te a grandes reflexões: Tony Carreira, Marcelo e isso é o quê? Uma alavanca?
Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?
Petrifiquei. Mal consegui virar-me para trás e pedir com voz pujante ao Manel (ao Manel do café) uma mini-castelo. Castello, com dois éles.
(continua)
11/08/2013
Alavancar
Eu conheço o homem. Há muitos anos. Ainda que não saiba bem como ele se chama. Ou já não me lembre, o que dá o mesmo resultado – chamo-lhe atão, pá!
Estava sentado numa mesa que antigamente não existia. Explicando melhor, estava sentado numa mesa onde antigamente não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Quando atentei bem no conteúdo da mesa, lembrei-me de um episódio antigo ali ocorrido, na mesa do canto junto à janela, com dois engenheiros, tio e sobrinho afim, civil e mecânico, que riscavam jornais com parafusos em corte. Ora bem, o homem tinha o jornal rabiscado, isso tinha. Mas tinha mais, tinha três folhas de papel garatujadas – uma, com um esquema de uma alavanca interfixa; outra, com uma letra de uma canção de Tony Carreira; e a última com este cabeçalho: perguntasamarcelo@tvi.pt, sob o qual existia um rol de alíneas.
(continua)
Eu conheço o homem. Há muitos anos. Ainda que não saiba bem como ele se chama. Ou já não me lembre, o que dá o mesmo resultado – chamo-lhe atão, pá!
Estava sentado numa mesa que antigamente não existia. Explicando melhor, estava sentado numa mesa onde antigamente não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Quando atentei bem no conteúdo da mesa, lembrei-me de um episódio antigo ali ocorrido, na mesa do canto junto à janela, com dois engenheiros, tio e sobrinho afim, civil e mecânico, que riscavam jornais com parafusos em corte. Ora bem, o homem tinha o jornal rabiscado, isso tinha. Mas tinha mais, tinha três folhas de papel garatujadas – uma, com um esquema de uma alavanca interfixa; outra, com uma letra de uma canção de Tony Carreira; e a última com este cabeçalho: perguntasamarcelo@tvi.pt, sob o qual existia um rol de alíneas.
(continua)
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 20

Ou como a brejeirice e a linguagem de carroceiro se apoderaram destas páginas. À falsa fé.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

Ou como a brejeirice e a linguagem de carroceiro se apoderaram destas páginas. À falsa fé.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
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