20/04/2014
Na loucura dos dias
Tomei mesmo agora conhecimento por via de João Miguel Tavares, no Governo Sombra da TVI24, de que o I.P.O. do Porto passará a ser denonimado “Instituto Português de Oncologia e Esperança do Porto”.
Mais um sintoma da loucura vigente.
Tomei mesmo agora conhecimento por via de João Miguel Tavares, no Governo Sombra da TVI24, de que o I.P.O. do Porto passará a ser denonimado “Instituto Português de Oncologia e Esperança do Porto”.
Mais um sintoma da loucura vigente.
19/04/2014
Lúmpen
Foram quatro anos de permeio. Entre o que aconteceu no Heysel e em Hillsborough. Sempre com adeptos do mesmo clube.
A primeira ocorrência levou a que os clubes ingleses fossem suspensos de todas as competições europeias por alguns anos.
A segunda foi comemorada há pouco, por terem decorrido vinte e cinco anos desde então, num sentido aparentemente paralelo às investigações que visaram passar as culpas do sucedido para a polícia.
Dir-se-á que não conter uma manada é culpa do manageiro. E ao dizer tal se confirma que se tratou de uma manada.
Foram quatro anos de permeio. Entre o que aconteceu no Heysel e em Hillsborough. Sempre com adeptos do mesmo clube.
A primeira ocorrência levou a que os clubes ingleses fossem suspensos de todas as competições europeias por alguns anos.
A segunda foi comemorada há pouco, por terem decorrido vinte e cinco anos desde então, num sentido aparentemente paralelo às investigações que visaram passar as culpas do sucedido para a polícia.
Dir-se-á que não conter uma manada é culpa do manageiro. E ao dizer tal se confirma que se tratou de uma manada.
18/04/2014
Cartilha abrileira
Continua o despautério. Pago com o dinheiro dos contribuintes. Na RTP.
Hoje, para além de um imagine não poder estar com os seus amigos na rua (quantas vezes teria eu sido preso?), uma espécie de coisa que diz que antes do 25 de Abril os miúdos andavam de carrinhos de rolamentos e hoje jogam futebol digital nas maquinetas electrónicas.
Ao meu Pai que equiparava por vezes os meios de brincadeira da primeira parte da década de 20 do século passado com os que eu tinha ao dispôr na década de 60, nunca lhe ocorreu relacionar isso com a revolução de 26. Creio que tal omissão seria coisa de espírito racional e positivista.
Estes nossos empregados acham coisas. E acham coisas extraordinárias. Que o 25 de Abril trouxe os computadores e relegou os carros de rolamentos para uns quantos esquisitos revivalistas.
Creio que isto nunca terá passado pela cabeça dos que organizaram o M.F.A.? Ou será que passou?

roubei o cravo aqui
Continua o despautério. Pago com o dinheiro dos contribuintes. Na RTP.
Hoje, para além de um imagine não poder estar com os seus amigos na rua (quantas vezes teria eu sido preso?), uma espécie de coisa que diz que antes do 25 de Abril os miúdos andavam de carrinhos de rolamentos e hoje jogam futebol digital nas maquinetas electrónicas.
Ao meu Pai que equiparava por vezes os meios de brincadeira da primeira parte da década de 20 do século passado com os que eu tinha ao dispôr na década de 60, nunca lhe ocorreu relacionar isso com a revolução de 26. Creio que tal omissão seria coisa de espírito racional e positivista.
Estes nossos empregados acham coisas. E acham coisas extraordinárias. Que o 25 de Abril trouxe os computadores e relegou os carros de rolamentos para uns quantos esquisitos revivalistas.
Creio que isto nunca terá passado pela cabeça dos que organizaram o M.F.A.? Ou será que passou?

roubei o cravo aqui
17/04/2014
16/04/2014
15/04/2014
Ebola
O meu primeiro contacto intelectual com o Ebola foi serôdio. Mais de uma década depois de o vírus ter sido classificado.
Ocorreu numa casa de férias algures no Algarve, altura em que o vírus saiu de uma notícia de jornal e se instalou numa conversa de casal à mesa de uma qualquer refeição.
Por alguma razão que não sei determinar, desde essa conversa o Ebola tem sido no meu imaginário, o agente patogénico.
No entanto ( e esta conta para aquele número de afirmações que nenhum de nós, viventes na segunda década do século XXI, poderá certamente confirmar ou infirmar ), sempre suspeitei que, a ocorrer qualquer coisa como a Peste Negra do século XIV, qualquer coisa que venha a matar uma parte substancial da humanidade, ela resultará de um agente patogénico identificado e classificado muito em cima do acontecimento e não de um razoavelmente conhecido e estudado. Coisa que parece mais ou menos óbvia.
O Ebola aparentemente espalhou-se mais desta vez. Pode acontecer que nas próximas semanas ou meses venhamos a ouvir falar nele frequentemente. Mas não será decerto a epidemia que uma parte espera, uma parte teme e a grande maioria ignora.

esquema na página do Swiss Institute of Bioinformatics
O meu primeiro contacto intelectual com o Ebola foi serôdio. Mais de uma década depois de o vírus ter sido classificado.
Ocorreu numa casa de férias algures no Algarve, altura em que o vírus saiu de uma notícia de jornal e se instalou numa conversa de casal à mesa de uma qualquer refeição.
Por alguma razão que não sei determinar, desde essa conversa o Ebola tem sido no meu imaginário, o agente patogénico.
No entanto ( e esta conta para aquele número de afirmações que nenhum de nós, viventes na segunda década do século XXI, poderá certamente confirmar ou infirmar ), sempre suspeitei que, a ocorrer qualquer coisa como a Peste Negra do século XIV, qualquer coisa que venha a matar uma parte substancial da humanidade, ela resultará de um agente patogénico identificado e classificado muito em cima do acontecimento e não de um razoavelmente conhecido e estudado. Coisa que parece mais ou menos óbvia.
O Ebola aparentemente espalhou-se mais desta vez. Pode acontecer que nas próximas semanas ou meses venhamos a ouvir falar nele frequentemente. Mas não será decerto a epidemia que uma parte espera, uma parte teme e a grande maioria ignora.

esquema na página do Swiss Institute of Bioinformatics
14/04/2014
Cartilha
Em todas as revoluções surge uma cartilha que assinala o que era mau antes e foi eliminado e o que é novo e excelente, graças à revolução. Tudo isto confundindo o que é das épocas e o que é das revoluções.
Aconteceu naturalmente com o 25 de Abril. Existe uma enorme cartilha de coisas boas que eram proibidas ou não existiam antes dessa data e que só a revolução possibilitou.
Fala-se no beijo à francesa proibido em público, na licença de isqueiro que era exigida, numa série de coisas que de facto tinham sido em tempos objecto de regulamentação mas que em 24 de Abril de 1974 ou estavam caducas ou revogadas. Para alguns dos que não viveram essa época talvez se tornem verosímeis alguns dos artigos da cartilha.
Como referi aqui há dias, no telejornal da RTP fez-se a absurda afirmação de que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir. Isto é a cartilha a funcionar conjuntamente com a inesgotável ignorância das redacções.
E com a falta de vergonha. Um tipo diz disparates destes e não se envergonha de os dizer.
Grato ao homem da Bic Laranja por ter dado destaque e sequência ao que escrevi.
Em todas as revoluções surge uma cartilha que assinala o que era mau antes e foi eliminado e o que é novo e excelente, graças à revolução. Tudo isto confundindo o que é das épocas e o que é das revoluções.
Aconteceu naturalmente com o 25 de Abril. Existe uma enorme cartilha de coisas boas que eram proibidas ou não existiam antes dessa data e que só a revolução possibilitou.
Fala-se no beijo à francesa proibido em público, na licença de isqueiro que era exigida, numa série de coisas que de facto tinham sido em tempos objecto de regulamentação mas que em 24 de Abril de 1974 ou estavam caducas ou revogadas. Para alguns dos que não viveram essa época talvez se tornem verosímeis alguns dos artigos da cartilha.
Como referi aqui há dias, no telejornal da RTP fez-se a absurda afirmação de que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir. Isto é a cartilha a funcionar conjuntamente com a inesgotável ignorância das redacções.
E com a falta de vergonha. Um tipo diz disparates destes e não se envergonha de os dizer.
Grato ao homem da Bic Laranja por ter dado destaque e sequência ao que escrevi.
11/04/2014
10/04/2014
Direita e esquerda

Pertenço ao grupo dos que arrumam a questão entre Direita e Esquerda da seguinte forma: a Esquerda é o grupo de pessoas que acredita na igualdade entre os homens, logo que a promove; a Direita é o grupo de pessoas que não aceita tal igualdade. Isto chega-me para a minha noção de um campo e do outro.
E é por ter esta básica divisão de campos que frequentemente discordo das classificações que ouço e leio. Um bocado como o belga que vai na auto-estrada fora de mão.
O problema é que inquirindo gente discordante desta redução não obtenho nunca um critério legível.
Vem isto a propósito dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Na época, podre que estava o regime, só se falava no golpe e nas duas versões possíveis: a apoiada pela oposição conhecida, socialista e comunista, e a apoiada pelos sectores ditos da extrema-direita onde pontificam conhecidos militares.
Eram portanto, segundo os observadores da época, as vias da Esquerda e da Direita.
Viu-se depois que o golpe fora uma mistura das duas hipóteses. Porque tinha gente dos dois lados.
Seria interessante ouvir, dos mesmos que assim comentavam os sucessos da época, se estamos hoje a viver mais à direita ou mais à esquerda do que então.
Ainda que eu, por regra, não me reveja na atribuição dos rótulos tal como é feita pela generalidade dos comentadores.

Pertenço ao grupo dos que arrumam a questão entre Direita e Esquerda da seguinte forma: a Esquerda é o grupo de pessoas que acredita na igualdade entre os homens, logo que a promove; a Direita é o grupo de pessoas que não aceita tal igualdade. Isto chega-me para a minha noção de um campo e do outro.
E é por ter esta básica divisão de campos que frequentemente discordo das classificações que ouço e leio. Um bocado como o belga que vai na auto-estrada fora de mão.
O problema é que inquirindo gente discordante desta redução não obtenho nunca um critério legível.
Vem isto a propósito dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Na época, podre que estava o regime, só se falava no golpe e nas duas versões possíveis: a apoiada pela oposição conhecida, socialista e comunista, e a apoiada pelos sectores ditos da extrema-direita onde pontificam conhecidos militares.
Eram portanto, segundo os observadores da época, as vias da Esquerda e da Direita.
Viu-se depois que o golpe fora uma mistura das duas hipóteses. Porque tinha gente dos dois lados.
Seria interessante ouvir, dos mesmos que assim comentavam os sucessos da época, se estamos hoje a viver mais à direita ou mais à esquerda do que então.
Ainda que eu, por regra, não me reveja na atribuição dos rótulos tal como é feita pela generalidade dos comentadores.
09/04/2014
07/04/2014
Gente estudável
Quando o encontrei, levou logo a conversa para o tema que escolhera ou para mim ou para o dia em curso: a aplicação do efeito Mpemba à sexualidade.
Percebi depois que se dedicava desde há algum tempo a estabelecer paralelos entre experiências.
Depois de o ter ouvido dizer as vezes que achou suficientes que estava convencido que um indivíduo (de qualquer dos sexos) mais excitado arrefece mais depressa do que um que o esteja menos.
Quando o encontrei, levou logo a conversa para o tema que escolhera ou para mim ou para o dia em curso: a aplicação do efeito Mpemba à sexualidade.
Percebi depois que se dedicava desde há algum tempo a estabelecer paralelos entre experiências.
Depois de o ter ouvido dizer as vezes que achou suficientes que estava convencido que um indivíduo (de qualquer dos sexos) mais excitado arrefece mais depressa do que um que o esteja menos.
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