29/07/2014

26/07/2014

Sines

Sendo Sines uma das minhas terras de infância, não consigo explicar-me não ter ainda estado uma única vez no Festival de Músicas do Mundo.


capa do livreto respectivo
Portugal fumador


imagem do EUMETSAT para o IPMA às 15:00 TMG de hoje

25/07/2014

Sentado no país dos incompetentes

É claro que há lugares no mundo em que a incompetência é duas, três, quatro, dez vezes maior do que em Portugal. Como se fosse grandeza escalar.
Deverá ser isso factor de consolação e até de regozijo?
Não me parece, quando a percepção é de que seja qual a fôr a instituição que interpelamos, a primeira resposta é-nos sempre dada com o rigor de um contínuo à antiga: reproduz a interpelação, responde ao que não foi perguntado e ainda tem tempo para erros ortográficos (não me refiro ao inefável acordo) e de sintaxe.
E, no final, apaga da memória (da sua e da electrónica) a interpelação a que foi sujeito.
Estou sentado num país de incompetentes que, como o cabo da paródia, são alvoreados.
Santo Isidro de Pegões, 2007

24/07/2014

Livros e mulheres

Há demasiadas comparações entre uns e outras, do ponto de vista masculino, para que qualquer coisa que seja dita ou escrita dificilmente não recaia no já dito.
Ainda assim, a propósito de um livro (e foi mesmo só de um) que comprei com o meu método de escolha tradicional: alguma, pouca, informação sobre e uma auréola que eu não sei de onde vem e lhe cai em cima. Ou que lhe aviva as arestas. A propósito desse livro veio a comparação.
Tenho-o ali, em posição de próximo na mesa de cabeceira. Não faço a menor ideia de qual é a história que me quer contar.
Hà uma diferença entre livros e mulheres que, neste ponto, convém salientar – o livro, lido, contou a sua história. A mulher...


book cleavage tirado daqui

23/07/2014

Nome

Sem que o próprio saiba, o meu cidadão preferido para ocupar a Presidência da República é Eduardo Marçal Grilo.

22/07/2014

Atrasos

A cobertura da etapa de hoje da Volta à França no Eurosport tem sido particularmente exemplar no que respeita aos comentários que aqui tenho feito sobre a incapacidade de raciocínio. Os atrasos e isso.

21/07/2014

Intelectualóide

Há uma larga franja intelectualóide que considera que a preocupação com as contas do Estado é uma coisa da Direita.
Eu não vou chamar a essa franja, franja de Esquerda pois calculo que o conceito de Direita para eles é apenas tudo aquilo que é mau. Logo, pelo meu cálculo, estarão no oposto do que é mau e serão meramente uns bonzões.
Uns bonzões para os quais as circunstâncias da vida são uma chatice. De Direita. Malina.

20/07/2014

A inversão do ónus da prova

Não é que seja importante provar para além das suposições que já foram feitas de onde veio o míssil que acertou no avião malaio.
O resultado final está feito e as consequências laterais tais como a distribuição das culpas não vão levar a nada de substancial, sequer ao ressarcimento material pelas perdas desse tipo.
O que de facto releva do comportamento relatado pela imprensa, sendo que a imprensa é o que é, é que a ser verdade que o acesso à zona foi vedado ou dificultado a entidades imparciais, aí se inverte o ónus da prova. Se houvesse alguma coisa a provar, seria que quem domina a região e condiciona assim a recolha de indícios, provasse que não tem nada a ver com o que sucedeu.
Outra coisa qualquer é puro entretenimento geopolítico.

19/07/2014

Porque o CDS faz hoje 40 anos

E nesse tempo era outra história. Outra história.
Na vida de quem nunca foi militante de qualquer partido.

Castro Verde, 2011

17/07/2014

E agora, Obama?

O que é que vais fazer?
Na loucura ou na irracionalidade dos dias que correm

Diz um tipo que, se o avião da companhia malaia tivesse sido abatido por um míssil haveria de se ter visto a imagem da explosão no ar.
Digo eu que, por enquanto, ainda só se viram imagens a seguir ao embate no solo, com a correspondente coluna de fumo. Nenhuma da trajectória descendente. Prova isto alguma coisa?
Claro que não.
Hão-de aparecer talvez imagens mais esclarecedoras. Excluir seja o que fôr com o que se viu até agora é um sinal da irracionalidade dos dias que correm.
No Castelo

E, sim, Ivone, os ajudantes de agrimensor dão tudo por saber o que se passará no Castelo por Santa Maria.
As conversas no sopé versam pouco mais do que isso. Aposta-se. Há pressões entre os peões, Ivone.
Falta menos de um mês.


adaptado da da Carta Militar de Portugal, série M888

16/07/2014

Leitura



Já terminei a leitura do estudo “Por um Portugal amigo das crianças, das famílias e da natalidade (2015-2035)” e devo dizer que confirmou em quase tudo as minhas expectativas.
O título é “migucho”, como manda a moda. O conteúdo tem no meio de muita palha, lirismo, achismo e outros inertes, alguma coisa que se aproveita – uma pirâmide etária apontada a 2060 que só por grande acaso corresponderá à realidade da altura mas que mostra o aspecto em árvore de copa redonda que, sucessivamente emagrecida, simbolizaria o andamento da nossa demografia fossem as taxas arbitradas constantes.
Tem ainda uma colecção de medidas adoptadas em países europeus que recuperaram de quedas na natalidade.
Não tem qualquer menção ao facto de, a nível global, existir uma razão inversa entre desenvolvimento e riqueza de um lado e natalidade do outro.
Na página 72 surge este parágrafo:
De seguida podemos ver, para os países com maior ISF1 e para os países com mais baixo ISF, a relação com o PIB, a taxa de emprego e o IDH-Índice de Desenvolvimento Humano. São valores que deixam bem claro o nível de disparidades existentes no seio da UE e uma relação nem sempre linear entre os níveis de desenvolvimento económico e social e os indicadores de fecundidade.”
Não se ficando a perceber se uma relação nem sempre linear é uma relação nem sempre inversa ou nem sempre directa.

1Índice Sintético de Fecundidade (ISF): número médio de nados vivos por mulher em período fértil.

Grato à Rádio Renascença por ter disponibilizado o estudo.
A comissão que tal relatório fez era oficial ou partidária?

15/07/2014

Natalidade

Vou ver com muita atenção o que diz o relatório encomendado sobre a natalidade em Portugal.
Quero ver o que ele diz sobre a razão directa que há entre pobreza e baixo desenvolvimento e taxa de natalidade. Quanto mais pobre e menos desenvolvido o país, maior a taxa de natalidade, coisa que se pode ver todos os anos nos IDH da ONU.
O primeiro-ministro acha que se resolve com mais subsídios – retira-se do contexto do discurso.


imagem da SICN

Não comecem depressa a pensar justamente no contrário – em limitar globalmente a natalidade e hão-de deixar um lindo mundo aos vindouros. A menos que se comecem a colonizar outros planetas.

14/07/2014

Contas

Já embirrei aqui um trio de vezes (1,2,3) com os comentadores de ciclismo que querem e não conseguem perceber como é que se calcula um atraso. Que é uma coisa de uma dificuldade absolutamente insuperável.
Hoje, a somar-se aos comentadores do Eurosport, uma personagem.
Essa personagem elaborou sobre os atrasos. Com atraso.