18/07/2016

Cera

Gastar cera com tão ruins defuntos...
Era o que eu não deveria fazer e abster-me de comentar o desempenho dos comentadores de ciclismo da RTP. Coisa que já fiz aqui e provavelmente voltarei a fazer.
É que são tão maus.
E são maus precisamente quando se põem a querer ensinar seja o que fôr. E são muito maus quando se propõem raciocinar seja em que linha fôr.
Remetessem-se eles a palrar sobre a etapa, sobre os ciclistas, talvez a coisa fosse suportável.
De cada vez que exorbitam são uma lástima.
E chegam ao desplante de criticar a vox populi. Eles é que sabem. O povo deveria estar calado.
São pagos pelo erário público.
A RTP não arranja melhor ou não tem lá quem veja que aqueles senhores são péssimos?
Portugal, 2011

14/07/2016

Sociedade

Se é legítima a discussão sobre se as famílias de crianças mentalmente deficientes, com um grau de incapacidade que as torna improdutivas, devem ou não ter apoios do Estado, já é completamente destituída de sentido a discussão sobre se essas mesmas crianças devem ou não ser instruídas com recurso aos meios do Estado.

02/07/2016

Europa

Há uma franja significativa de agentes políticos que mudou o discurso em relação à União Europeia. Onde antes se colocavam num pedestal as instituições da UE e se acatavam mui respeitosamente os ditames daquelas, aparece agora um pendor de desconfiança, que já atribui à má gestão dos assuntos europeus o surgimento de ferozes frentes anti-união.
A ideia que dá é que nunca perceberam bem em que águas navegavam.
Não o perceberam no passado, é pouco provável que o percebam no futuro.

01/07/2016

Esforço

Se há palavra que não suporto a não ser que seja aplicada a estruturas e afins é a palavra esforço.

30/06/2016

Bolas

No linguajar dos comentadores futeboleiros, a bola desmaterializou-se, deixou de ser coisa concreta e definida – a bola – para passar a ser apenas uma espécie de conceito abstracto – bola.
Uma equipa já não tem a bola. Uma equipa agora tem bola.
Forçando a deixa, acho que a nossa equipa de futebol devia ter bolas. Jogar com bolas.
Chegando a casa, por este tempo

26/06/2016

Destinos

Cada um fabrica as suas coincidências, ainda que as malhas sejam tecidas à sorte.
E lá vem a frase repetida, coincidentemente. Com Isabel. Com Juliette talvez ausente. Que se cruzaram, sei-o agora.