24/10/2022
23/10/2022
Uma espécie de paradoxo
O transporte colectivo é em grande parte preterido pelo individual por uma questão de comodismo e privacidade.
Isto nos centros onde coexistem. Há uma boa porção de território em que tal não acontece.
O ódio que grande parte da ecúmena nutre pela outra parte e que é exacerbado pela ausência de contacto directo, resulta em grandes doses de irritação no trânsito quotidiano e é, por via da presença próxima do outro, mitigado no transporte colectivo.
Resulta assim numa certa redução da comodidade do transporte individual.
Uma espécie de paradoxo.
O transporte colectivo é em grande parte preterido pelo individual por uma questão de comodismo e privacidade.
Isto nos centros onde coexistem. Há uma boa porção de território em que tal não acontece.
O ódio que grande parte da ecúmena nutre pela outra parte e que é exacerbado pela ausência de contacto directo, resulta em grandes doses de irritação no trânsito quotidiano e é, por via da presença próxima do outro, mitigado no transporte colectivo.
Resulta assim numa certa redução da comodidade do transporte individual.
Uma espécie de paradoxo.
22/10/2022
21/10/2022
Estupidamente “correcto”
Alguém decretou que o hidrogénio doravante terá cor e será verde.
Para além disso, parece que a ideia de Sines ser o tal único porto do mundo e arredores continua na ordem do dia.
Alguém decretou que o hidrogénio doravante terá cor e será verde.
Para além disso, parece que a ideia de Sines ser o tal único porto do mundo e arredores continua na ordem do dia.
20/10/2022
A malga e o Estado (II)
A história é velha, já aqui a mencionei mas não desenvolvi.
Dois homens compraram a meias uma pipa de vinho com a intenção de a venderem, a tostão cada malga, na feira da vila.
Instalados na tenda, e à escassez de fregueses, um deles interpelou o outro:
“E se eu bebesse uma malga? Pagava-te meio tostão, já que metade da pipa é minha.”
O outro anuiu e cedo resolveu ser ele a beber uma pinga, passando o meio tostão ao sócio.
Conta-se que não tendo aparecido um único cliente terão bebido a pipa, tendo ficado o meio tostão no mesmo bolso de onde saíra inicialmente.
O Estado somos nós. O Estado subsidia-nos. O Estado colecta-nos.
No fim da história, o dinheiro foi e veio e acabou-se o vinho.
Bem sei que esta é uma visão simplista. Mas é uma caricatura do que acontece na realidade contrariando a mistificação de que o dinheiro cai do céu.
A história é velha, já aqui a mencionei mas não desenvolvi.
Dois homens compraram a meias uma pipa de vinho com a intenção de a venderem, a tostão cada malga, na feira da vila.
Instalados na tenda, e à escassez de fregueses, um deles interpelou o outro:
“E se eu bebesse uma malga? Pagava-te meio tostão, já que metade da pipa é minha.”
O outro anuiu e cedo resolveu ser ele a beber uma pinga, passando o meio tostão ao sócio.
Conta-se que não tendo aparecido um único cliente terão bebido a pipa, tendo ficado o meio tostão no mesmo bolso de onde saíra inicialmente.
O Estado somos nós. O Estado subsidia-nos. O Estado colecta-nos.
No fim da história, o dinheiro foi e veio e acabou-se o vinho.
Bem sei que esta é uma visão simplista. Mas é uma caricatura do que acontece na realidade contrariando a mistificação de que o dinheiro cai do céu.
19/10/2022
18/10/2022
17/10/2022
16/10/2022
Mais certo do que a Feira de Castro
E de facto, alguns acontecimentos foram mais certos do que a Feira de Castro em 2020 e em 2021.
Não faço ideia de quantos interregnos teve tal feira desde a sua fundação mas o facto de ter servido na voz do povo como padrão de regularidade decerto significa que não terão sido muitos. Assim, 2020 e 2021 entram para a história de tal evento pela porta pequena.
Quanto a mim, a última visita foi na canícula do dia tremendo de 15 de Outubro de 2017. Vindo da margem esquerda do Guadiana, esbraseado, não fiz mais do que circundá-la.
E não foi este ano que cumpri a velha tradição, que sempre apreciei.
Fotografia da Feira de Castro em 2016
E de facto, alguns acontecimentos foram mais certos do que a Feira de Castro em 2020 e em 2021.
Não faço ideia de quantos interregnos teve tal feira desde a sua fundação mas o facto de ter servido na voz do povo como padrão de regularidade decerto significa que não terão sido muitos. Assim, 2020 e 2021 entram para a história de tal evento pela porta pequena.
Quanto a mim, a última visita foi na canícula do dia tremendo de 15 de Outubro de 2017. Vindo da margem esquerda do Guadiana, esbraseado, não fiz mais do que circundá-la.
E não foi este ano que cumpri a velha tradição, que sempre apreciei.
Fotografia da Feira de Castro em 2016
15/10/2022
Interlocutores
Há, basicamente, duas espécies de interlocutores na Administração Pública: os capazes e os incapazes.
Aos capazes podemos dar conta do nosso caso por extenso. Interpretarão as nossas dúvidas e as nossas pretensões sem dificuldade e orientar-nos-ão para a solução.
Aos incapazes só podemos dar conta parcial e muito limitada das dúvidas e pretensões, talvez até ocultando as dúvidas para não atrapalhar e sempre nessa limitação orientados para as tarefas rotineiras do interlocutor. Da soma de procedimentos tais, tantos quantos os serviços envolvidos, talvez possamos chegar a bom porto, o que não é garantido.
A dificuldade está em identificar logo no cedo as capacidades de quem nos atende.
Há, basicamente, duas espécies de interlocutores na Administração Pública: os capazes e os incapazes.
Aos capazes podemos dar conta do nosso caso por extenso. Interpretarão as nossas dúvidas e as nossas pretensões sem dificuldade e orientar-nos-ão para a solução.
Aos incapazes só podemos dar conta parcial e muito limitada das dúvidas e pretensões, talvez até ocultando as dúvidas para não atrapalhar e sempre nessa limitação orientados para as tarefas rotineiras do interlocutor. Da soma de procedimentos tais, tantos quantos os serviços envolvidos, talvez possamos chegar a bom porto, o que não é garantido.
A dificuldade está em identificar logo no cedo as capacidades de quem nos atende.
12/10/2022
O fantástico carro eléctrico
Há mais de um século os carros eléctricos começaram a perder a corrida que agora querem de novo liderar.
A escassa evolução da capacidade das baterias e da velocidade de carregamento associada aos elevados custos da substituição das mesmas tem aparentemente travado a ultrapassagem.
Há ainda a questão da absurda dependência na fonte dos mesmíssimos combustíveis de origem fóssil cujo uso se quer eliminar.
Não é raro ver uma geringonça qualquer movida por energia eléctrica proveniente de um gerador que trabalha a gasóleo, simbolizando o tal absurdo das centrais eléctricas.
Tudo isto é acompanhado de uma propaganda que promove o fantástico carro eléctrico como uma exigência moderna dos seres ditos de vanguarda.

da última factura da EDP
Há mais de um século os carros eléctricos começaram a perder a corrida que agora querem de novo liderar.
A escassa evolução da capacidade das baterias e da velocidade de carregamento associada aos elevados custos da substituição das mesmas tem aparentemente travado a ultrapassagem.
Há ainda a questão da absurda dependência na fonte dos mesmíssimos combustíveis de origem fóssil cujo uso se quer eliminar.
Não é raro ver uma geringonça qualquer movida por energia eléctrica proveniente de um gerador que trabalha a gasóleo, simbolizando o tal absurdo das centrais eléctricas.
Tudo isto é acompanhado de uma propaganda que promove o fantástico carro eléctrico como uma exigência moderna dos seres ditos de vanguarda.

da última factura da EDP
06/10/2022
A trapalhada dos carros da TAP
Ok. O povo serenará num ano e depois veremos – foi mais ou menos isto que a comunicação marqueteira da TAP quis dizer, segundo os órgãos de informação que a divulgaram.
Não poderia a administração da TAP perder os pergaminhos e aceder a adquirir viaturas de custo muito inferior. Não o podendo, vai empurrando o problema com a barriga, que é o que a TAP faz há tempo na sua gestão.
Ok. O povo serenará num ano e depois veremos – foi mais ou menos isto que a comunicação marqueteira da TAP quis dizer, segundo os órgãos de informação que a divulgaram.
Não poderia a administração da TAP perder os pergaminhos e aceder a adquirir viaturas de custo muito inferior. Não o podendo, vai empurrando o problema com a barriga, que é o que a TAP faz há tempo na sua gestão.
Covas de lobo
A dificuldade existente em ter acesso a uma conta de e-mail para onde, talvez na vã esperança de alcançar alguém competente, se consiga fundamentar com pés e cabeça uma qualquer reclamação junto de organismos públicos e outros que prestem serviço público, leva a que nos confrontemos em caso de necessidade com as tais covas de lobo que aqui referi vai para uns anos.
Alguém despreparado, com um manual de procedimentos inúteis à frente, atende-nos do outro lado do telefone. Começa aí a inenarrável aventura nos chamados call center.
A dificuldade existente em ter acesso a uma conta de e-mail para onde, talvez na vã esperança de alcançar alguém competente, se consiga fundamentar com pés e cabeça uma qualquer reclamação junto de organismos públicos e outros que prestem serviço público, leva a que nos confrontemos em caso de necessidade com as tais covas de lobo que aqui referi vai para uns anos.
Alguém despreparado, com um manual de procedimentos inúteis à frente, atende-nos do outro lado do telefone. Começa aí a inenarrável aventura nos chamados call center.
Renault Clio
Há uns dez anos cirandou por aí a ideia de que um vulto político teria rejeitado andar de Renault Clio em funções oficiais.
Não faço ideia se foi assim ou se não foi. Mas o certo é que deu brado.
Agora temos a novela dos BMW da TAP.
Ciranda igualmente por aí a história de que a TAP reagiu às críticas que soaram de todo o lado com o arrazoado de que a operação de substituição dos veículos iria gerar poupanças com a frota automóvel.
Isto é o que se chama responder ao lado, coisa habitual em quem é falaz mas irracional.
O que está em questão é a escolha de veículos de gama alta, quando a companhia está a viver do erário público há demasiados anos, não é se vão pagar menos do que pagavam.
Há uns dez anos cirandou por aí a ideia de que um vulto político teria rejeitado andar de Renault Clio em funções oficiais.
Não faço ideia se foi assim ou se não foi. Mas o certo é que deu brado.
Agora temos a novela dos BMW da TAP.
Ciranda igualmente por aí a história de que a TAP reagiu às críticas que soaram de todo o lado com o arrazoado de que a operação de substituição dos veículos iria gerar poupanças com a frota automóvel.
Isto é o que se chama responder ao lado, coisa habitual em quem é falaz mas irracional.
O que está em questão é a escolha de veículos de gama alta, quando a companhia está a viver do erário público há demasiados anos, não é se vão pagar menos do que pagavam.
04/10/2022
02/10/2022
Minuteman
Não sei quando a palavra Minuteman entrou no meu léxico. Sei, no entanto, que a associei desde o início a aniquilação total.
As notícias dos últimos dias dão a entender que estamos num pico de tensão. Podem os catastrofistas dizer agora que desde 1962 não há uma crise igual. Já ninguém se lembra da crise dos euromísseis nem da Guerra das Estrelas (IDE).
imagem em https://www.military.com/base-guide/f-e-warren-air-force-base
Não sei quando a palavra Minuteman entrou no meu léxico. Sei, no entanto, que a associei desde o início a aniquilação total.
As notícias dos últimos dias dão a entender que estamos num pico de tensão. Podem os catastrofistas dizer agora que desde 1962 não há uma crise igual. Já ninguém se lembra da crise dos euromísseis nem da Guerra das Estrelas (IDE).
imagem em https://www.military.com/base-guide/f-e-warren-air-force-base
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