11/12/2024
24 h
O período de retorno das notícias nos canais que as emitem hora a hora é naturalmente inversamente proporcional à densidade noticiosa do dia.
Nos dias em que essa densidade é baixa, surgem frequentemente notícias fora do prazo de validade, apenas para encher chouriços, do género "Está em vigor um alerta de tsunami em..." - alerta que fora cancelado 12 horas antes.
O período de retorno das notícias nos canais que as emitem hora a hora é naturalmente inversamente proporcional à densidade noticiosa do dia.
Nos dias em que essa densidade é baixa, surgem frequentemente notícias fora do prazo de validade, apenas para encher chouriços, do género "Está em vigor um alerta de tsunami em..." - alerta que fora cancelado 12 horas antes.
10/12/2024
07/12/2024
INEM
Foi uma voz assisada, insuspeita de amor ao governo, por ser do PS, que há já uns dias tocou na ferida: os trabalhadores do INEM foram irresponsáveis ao deixarem sem resposta muitas chamadas de emergência.
O direito à greve não se sobrepõe a tudo.
Foi uma voz assisada, insuspeita de amor ao governo, por ser do PS, que há já uns dias tocou na ferida: os trabalhadores do INEM foram irresponsáveis ao deixarem sem resposta muitas chamadas de emergência.
O direito à greve não se sobrepõe a tudo.
05/12/2024
04/12/2024
PS
O Facebook, repositório único dos dislates da populaça e por isso documento precioso em qualquer análise sociológica, dá-nos uma ideia sobre quem são os destinatários desta mensagem do PS que aparece em cartazes espalhados por aí.
É quase, quase, o grau zero da propaganda.
E também quase parece que PS e PSD não são as duas faces da mesma moeda.
O Facebook, repositório único dos dislates da populaça e por isso documento precioso em qualquer análise sociológica, dá-nos uma ideia sobre quem são os destinatários desta mensagem do PS que aparece em cartazes espalhados por aí.
É quase, quase, o grau zero da propaganda.
E também quase parece que PS e PSD não são as duas faces da mesma moeda.
03/12/2024
01/12/2024
Lixo social
Não faço ideia se os detidos no caso do autocarro incendiado em Santo António dos Cavaleiros são ou não os autores da proeza. Algum dia se verá. Ou talvez não.
Já na minha apreciação quem tal acto praticou é lixo social. Lixo social que existe, ao contrário do que o politicamente correcto sustém, e que tem que ser identificado e desincentivado de cometer proezas que tais.
Onde não há civilização, se não houver medo, o caos impera.
É preciso que o lixo social tenha medo de se exibir destas formas, já que o seu grau de civilização é zero.
Não faço ideia se os detidos no caso do autocarro incendiado em Santo António dos Cavaleiros são ou não os autores da proeza. Algum dia se verá. Ou talvez não.
Já na minha apreciação quem tal acto praticou é lixo social. Lixo social que existe, ao contrário do que o politicamente correcto sustém, e que tem que ser identificado e desincentivado de cometer proezas que tais.
Onde não há civilização, se não houver medo, o caos impera.
É preciso que o lixo social tenha medo de se exibir destas formas, já que o seu grau de civilização é zero.
29/11/2024
Não há volta a dar
Não há volta a dar: para além da feira que o Chega montou em São Bento, ouvir de um político (não foi só um que o disse) que é necessário remunerar melhor os cargos políticos para atrair os mais capazes é ficar com a noção de que o dito político reconhece que a actual classe é medíocre. E é.
Não há volta a dar: para além da feira que o Chega montou em São Bento, ouvir de um político (não foi só um que o disse) que é necessário remunerar melhor os cargos políticos para atrair os mais capazes é ficar com a noção de que o dito político reconhece que a actual classe é medíocre. E é.
27/11/2024
26/11/2024
25/11/2024
Tugas de Cro Magnon
Notei a senhora pela suas erráticas manobras à minha frente. Marcha atrás, marcha à frente, marcha atrás, sem nexo.
Aproveitei um espaço entre manobras e passei adiante. Estacionei e reparei que a cavalheira continuava a manobrar o carro. Já depois de descarregar o avio, percebi o desfecho: a senhora arrimou o carro à parede sobre o passeio exíguo e toca de ligar o electrodoméstico à rede eléctrica por um cabo pendurado.
É gente sem civilização. Mas que está muito na moda.
Notei a senhora pela suas erráticas manobras à minha frente. Marcha atrás, marcha à frente, marcha atrás, sem nexo.
Aproveitei um espaço entre manobras e passei adiante. Estacionei e reparei que a cavalheira continuava a manobrar o carro. Já depois de descarregar o avio, percebi o desfecho: a senhora arrimou o carro à parede sobre o passeio exíguo e toca de ligar o electrodoméstico à rede eléctrica por um cabo pendurado.
É gente sem civilização. Mas que está muito na moda.
24/11/2024
Mentes
Há uma altura, muito cedo na vida, em que percebemos que a informação que temos não é a mesma que o outro tem.
E, ao percebermos tal, ajustamos a nossa linguagem de forma a que o outro nos entenda: não mencionamos pelo nome alguém que esse outro desconhece, não esperamos que reconheça locais que só nós conhecemos.
Há, todavia, um leque de gente que parece não ter passado por essa epifania: mencionam pelo nome gente que desconhecemos, referem-se a lugares que lhes são familiares como se também os conhecêssemos (“vira depois ali na esquina da casa do Zé Maria”), sempre convencidos de que estamos dentro da cabeça deles.
Há dias em que não há paciência para os aturar...
O Sr. Luís às vezes intervinha indirectamente em conversas que tais. Quando o interlocutor mencionava os dotes de um tal Rogério (que nunca víramos mais gordo nem soubéramos a que tribo pertencesse), cabia retorquir "Ah sim, o Rogério, o primo do Sr. Luís!" e esperar pela resposta.
Raramente a pessoa se apercebia do reparo.
Há uma altura, muito cedo na vida, em que percebemos que a informação que temos não é a mesma que o outro tem.
E, ao percebermos tal, ajustamos a nossa linguagem de forma a que o outro nos entenda: não mencionamos pelo nome alguém que esse outro desconhece, não esperamos que reconheça locais que só nós conhecemos.
Há, todavia, um leque de gente que parece não ter passado por essa epifania: mencionam pelo nome gente que desconhecemos, referem-se a lugares que lhes são familiares como se também os conhecêssemos (“vira depois ali na esquina da casa do Zé Maria”), sempre convencidos de que estamos dentro da cabeça deles.
Há dias em que não há paciência para os aturar...
O Sr. Luís às vezes intervinha indirectamente em conversas que tais. Quando o interlocutor mencionava os dotes de um tal Rogério (que nunca víramos mais gordo nem soubéramos a que tribo pertencesse), cabia retorquir "Ah sim, o Rogério, o primo do Sr. Luís!" e esperar pela resposta.
Raramente a pessoa se apercebia do reparo.
23/11/2024
20/11/2024
Cuidado com a EDP (parte 5)
A magnífica EDP que ontem me pedia 120,12€ para termos as contas em dias, hoje – depois de eu ter reclamado – já assume que me deve 10,24€!
O mais extraordinário é que existe por lá um tontinho (director de qualquer coisa) que não tem pejo em assinar um e-mail onde se afirma, depois de reconhecido o erro, que a facturação foi correctamente emitida!
O que dizer desta gente?
A magnífica EDP que ontem me pedia 120,12€ para termos as contas em dias, hoje – depois de eu ter reclamado – já assume que me deve 10,24€!
O mais extraordinário é que existe por lá um tontinho (director de qualquer coisa) que não tem pejo em assinar um e-mail onde se afirma, depois de reconhecido o erro, que a facturação foi correctamente emitida!
O que dizer desta gente?
18/11/2024
Cuidado com a EDP (parte 4)
A EDP mais uma vez emite duas facturas de valores diferentes para o mesmo período e não esclarece cabalmente que uma delas corrige a outra. Arranja uma aldrabice completa quando se trata de emitir uma nota de crédito – faz um bolo com facturas, débitos e créditos próprio dos que querem ludibriar o próximo.
É preciso muito cuidado com esta EDP.
Nota: desta feita fui atendido não por um algoritmo mas por uma simpática senhora que também não entende o bolo que o sistema faz com débitos e créditos. Se ela não entende...
A EDP mais uma vez emite duas facturas de valores diferentes para o mesmo período e não esclarece cabalmente que uma delas corrige a outra. Arranja uma aldrabice completa quando se trata de emitir uma nota de crédito – faz um bolo com facturas, débitos e créditos próprio dos que querem ludibriar o próximo.
É preciso muito cuidado com esta EDP.
Nota: desta feita fui atendido não por um algoritmo mas por uma simpática senhora que também não entende o bolo que o sistema faz com débitos e créditos. Se ela não entende...
17/11/2024
Comunicar
A moda actual não se importa com a capacidade governativa, orientadora de um político ou de qualquer pessoa com responsabilidades de comando. O que ela determina é que saiba comunicar.
Não queremos assim homens de Estado, queremos truões ou vendedores de ádipe ofídico.
Talvez seja essa a razão porque andamos tão desorientados, tão mal governados.
A moda actual não se importa com a capacidade governativa, orientadora de um político ou de qualquer pessoa com responsabilidades de comando. O que ela determina é que saiba comunicar.
Não queremos assim homens de Estado, queremos truões ou vendedores de ádipe ofídico.
Talvez seja essa a razão porque andamos tão desorientados, tão mal governados.
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