A questão era simples: a página da junta de freguesia tinha a configuração das secções de voto congelada desde as eleições autárquicas de 2021 e por isso errada.
Ainda que não fosse por essa razão, duas em cinco figuras que me precediam na fila para a votação estavam na mesa errada que como sabemos se refere à ordem alfabética.
Comentei com a presidente da mesa o facto. Ela concordou que era invulgar a percentagem de desorientados.
Ao sair, fui dar conta às funcionárias da junta do caso da página desactualizada e errada. Em má hora o fiz.
Percebi quase de imediato que a escolaridade obrigatória (esclareceram-me no fim que todas elas a tinham) ou a sua equivalência pelos meios paralelos, desembocavam naquelas criaturas numa atroz ignorância: a dificuldade suprema em identificar o site da junta para a qual trabalham; a presunção de que o meu telefone poderia estar a dar uma informação diferente da correcta(!), a que elas tinham acesso(!) por eu não ter feito as adequadas actualizações(!); a dificuldade em entender por fim que a informação a que acediam estava de facto desconforme com os papéis que tinham na mão. Tudo isso num bolo incompreensível de argumentos que me recordou que numa eleição anterior uma assistente da mesma junta não sabia ordenar alfabeticamente.
Ali o tontinho era eu. E de facto assim era pois melhor fora que não me tivesse lembrado de chamar a atenção daquelas criaturas para o descaso.
Dito isto, e tendo visto as imagens dos diversos ajuntamentos das forças políticas por essas ruas do país durante a campanha e o que se passou na noite de sábado no Marquês de Pombal, acredito que o Sporting ganharia com facilidade a eleição. Mas isto sou eu que sou sportinguista...
Imagem da Sporting TV via jornal O Jogo